O cenário das eleições de 2026 na Paraíba começa a se definir, com sete pré-candidatos anunciados para disputar vagas no Senado Federal pelo estado.
Os pré-candidatos ao Senado pela Paraíba são:
André Gadelha (MDB);
João Azevêdo (PSB);
Major Fábio (Novo);
Marcelo Queiroga (PL);
Nabor Wanderley (Republicanos);
Rosilene Gomes (UP);
Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
As eleições acontecem em outubro. O primeiro turno será no dia 4 e, se houver segundo turno, será realizado no dia 25. A disputa é por três vagas no Senado.
As propostas consideradas prioritárias pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguem sem perspectiva de avançar no Senado antes do recesso parlamentar, entre elas a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que extingue a escala de trabalho 6×1, a PEC da Segurança Pública e o PL (Projeto de Lei) que cria um novo marco para a exploração de terras raras.
Embora as propostas já tenham sido aprovadas na Câmara, nenhuma delas foi oficialmente despachada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para o início da análise nas comissões da Casa. Sem essa decisão, os textos permanecem parados e não podem ser apreciados pelos colegiados antes de ir ao plenário.
Na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), principal porta de entrada para propostas de maior relevância constitucional, não há previsão de novas votações até a próxima semana, que será a última de atividades legislativas antes do recesso parlamentar.
Veja o andamento das pautas prioritárias do governo:
PEC 6X1 – A proposta está parada há mais de um mês desde que chegou ao Senado e depende do despacho de Alcolumbre para iniciar sua tramitação. Nos bastidores, parlamentares avaliam que a possibilidade de criação de um rito especial para a análise da matéria, hipótese já mencionada anteriormente pelo presidente da Casa, tende a prolongar ainda mais sua tramitação.
PEC da Segurança Pública – Proposta aguarda o envio à CCJ.
PL das terras raras – Texto ainda precisa passar pela Comissão de Infraestrutura antes de seguir para a Comissão de Constituição e Justiça, mas depende da decisão da Presidência do Senado para iniciar seu percurso.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (9), após retornar dos Estados Unidos, que está aberto a conversar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e espera que ela participe de sua campanha ao Planalto.
“Eu estou sempre aberto aqui a conversar. Sempre esperando o tempo que ela achar que é o suficiente para ela estar com a gente na campanha, vestindo a camisa, porque tenho certeza que a Michelle pensa igual a mim. Ninguém aguenta mais quatro anos de PT”, disse à CNN.
O senador também afirmou: “No final das contas, tem que estar todo mundo junto para combater esse inimigo do Brasil, que é o atual governo”.
Flávio desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos após participar, nos Estados Unidos, de uma audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre a investigação de supostas práticas desleais do comércio brasileiro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou dos Estados Unidos para o Brasil na noite desta quarta-feira (8). Ele adiou a volta em um dia para cumprir agenda. Em entrevista no Aeroporto de Washington, o pré-candidato à Presidência da República afirmou que foi “conversar com algumas pessoas para tentar influenciar o governo a não tarifar o Brasil”.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Flávio afirmou que fez o que, segundo ele, deveria ter sido feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Estou fazendo a minha parte, né? O que era para o Lula estar fazendo, eu fiz.”
Na terça-feira (7), Flávio participou de uma audiência no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão que sugeriu uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Na ocasião, pediu o cancelamento da medida e afirmou que a taxação poderia favorecer Lula.
O senador também acusou o governo de omissão e disse que o Itamaraty não enviou representantes ao USTR. Em resposta, o governo afirmou que a audiência era voltada ao setor privado, sem impedir a participação de políticos.
“Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”.
A procuradora regional eleitoral de São Paulo, Maria Cristina Simões Amorim Ziouva, deu parecer favorável à representação apresentada pelo partido Missão contra o presidente Lula (PT) e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Segundo o parecer, uma fala de Lula durante o lançamento do programa Move Aplicativos, em 19 de maio, configura propaganda eleitoral antecipada. Na ocasião, o presidente disse: “Só não mexam com a Janja. Nem com a Simone, nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas, um dia, é dar voto para as duas. Só isso. Um dia, sabe?”
Para a procuradora, a declaração faz um pedido explícito de votos para as duas pré-candidatas ao Senado, o que é proibido pela legislação eleitoral antes de 16 de agosto do ano da eleição.
O caso tem como relatora a juíza Danyelle Galvão, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que ainda vai analisar o processo. A decisão final será do plenário do TRE-SP.
Uma pesquisa Meio/Ideia, divulgada hoje (8), mostra o presidente Lula (PT) à frente no primeiro turno. No segundo turno, o petista tem 45% das intenções de voto, contra 40% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
1º turno – pesquisa estimulada
Lula (PT) – 40,4%
Flávio Bolsonaro (PL) – 32%
Ronaldo Caiado (PSD) – 4%
Romeu Zema (Novo) – 2,5%
Aécio Neves (PSDB) – 2%
Renan Santos (Missão) – 2%
Augusto Cury (Avante) – 1,5%
Joaquim Barbosa (DC) – 0,5%
Cabo Daciolo (Mobiliza) – 0,5%
Branco/Nulo – 1,1%
Rui Costa Pimenta (PCO) – 0,4%
Samara Martins (UP) – 0,4%
Hertz Dias (PSTU) – 0,1%
Edmilson Costa (PCB) – 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo – 4,1%
Não sabem – 9,5%
2º turno
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula (PT) – 45%
Flávio Bolsonaro (PL) – 40%
Branco/Nulo – 10,5%
Não sabem – 4,5%
Metodologia
O levantamento entrevistou 1.500 eleitores por telefone entre os dias 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-05628/2026.
O senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), chamou, nesta terça-feira (7), o PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de “Partido do Tarifaço”. A declaração foi feita após participar de uma audiência do USTR, em Washington, sobre possíveis tarifas a produtos brasileiros.
Em publicação no X, ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, Flávio afirmou: “Ao lado de Eduardo Bolsonaro e a postos para fazer uma defesa técnica e que proteja todas as empresas brasileiras de um possível tarifaço. Nossa luta é pelo Brasil e por todos os brasileiros!”.
O senador disse que fez uma defesa “técnica e política” durante a audiência. Segundo ele, a decisão final sobre a aplicação das tarifas caberá ao presidente dos Estados Unidos.
Flávio informou ainda que permanecerá nos Estados Unidos até quinta-feira (9), onde terá reuniões para defender que as tarifas não sejam aplicadas.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou nesta segunda-feira (6) a comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crimes graves.
A medida destrava a tramitação da PEC, depois de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter aprovado em junho a admissibilidade da proposta.
A criação de uma comissão especial é uma das etapas previstas na tramitação de uma PEC no Congresso. O colegiado será responsável por aprofundar o debate sobre o tema, incluindo a realização de audiências públicas e a consulta a especialistas.
Ao final dos trabalhos, a comissão deverá votar um relatório com a indicação de aprovação ou rejeição, antes que a proposta possa levada ao plenário da Câmara. Ainda não está decidido quem será o relator da PEC da maioridade penal.
A proposta a ser analisada altera o artigo 228 da Constituição para incluir a previsão de que a maioridade penal – idade a partir da qual uma pessoa pode ser julgada e condenada por crimes comuns, por exemplo – é atingida aos 16 anos, e não aos 18 anos, como estabelece o texto atual.
Pelas normas atuais, pessoas abaixo de 18 anos são inimputáveis e estão submetidas a uma legislação diferenciada.
Após Motta ter autorizado a instalação da comissão especial sobre o tema, os partidos deverão indicar os integrantes do colegiado. O prazo inicial para a análise e apresentação de modificações ao texto da PEC é de 10 sessões do plenário.
O colegiado tem o tempo máximo de até 40 sessões plenárias para aprovar um parecer final. Após esse período, o presidente da Câmara pode levar a PEC para votação diretamente no plenário, segundo o regimento interno.
O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou na segunda-feira (6/7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria passar por um novo julgamento no processo em que foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Apesar de dizer que defende a democracia, Zema questionou a atuação do STF no caso e defendeu uma reavaliação do processo.
A declaração foi dada durante entrevista ao grupo Derrubando Muros. Ao falar sobre a anistia a Bolsonaro, o ex-governador de Minas Gerais afirmou: “Talvez deveria ter rejulgamento [do ex-presidente] para avaliar. Vamos colocar em pauta novamente, aprofundar com pessoas mais isentas”.
Zema também afirmou considerar que o processo teve influência política. “Agora, na minha opinião, teve mais condução política do que jurídica [no julgamento]”, declarou.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado. O julgamento foi relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que é alvo de críticas de Zema.
O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O batalhão também comunicou que duas das oito armas não foram entregues porque não estavam sob sua guarda.
A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.
De acordo com a defesa de Bolsonaro, todo o armamento do ex-presidente está guardado nas instalações do Exército.
Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente.
A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.
Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.
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