Paraíba

MARCO TEMPORAL: Veja como votaram os deputados federais da PB

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (30) o texto-base do Projeto de Lei 490/07, que trata do marco temporal na demarcação de terras indígenas. Foram 283 votos a favor e 155, contra.

Veja como votaram os deputados federais do PB:

Aguinaldo Ribeiro – SIM

Cb Gilberto Silva – SIM

Damião Feliciano – X

Gervásio Maia – NÃO

Hugo Motta SIM

Luiz Couto – NÃO

Mersinho Lucena – SIM

Murilo Galdino – NÃO

Romero Rodrigues – SIM

Ruy Carneiro – SIM

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Brasil

MARCO TEMPORAL: Câmara aprova texto-base de projeto que muda sistema de demarcação de terras indígenas

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (30), o texto-base do projeto de lei que muda o sistema de demarcação de terras indígenas no país. O texto foi aprovado por 283 votos a favor e 155 contra, com uma abstenção.

Os deputados agora analisam os destaques — últimas sugestões de mudanças ainda no plenário.

A base aliada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou adiar a votação, sem sucesso. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, esteve no plenário da Câmara durante a votação. A tramitação em urgência para o projeto havia sido aprovada na última quarta-feira (24).

O que diz o projeto aprovado até o momento:

Prevê a data de 5 de outubro de 1988, ano da promulgação da atual Constituição Federal, como um marco para verificar se a terra em análise é ou não indígena;

Prevê a possibilidade de retomada da terra indígena pela União ou de destinação ao Programa Nacional de Reforma Agrária se houver “alteração dos traços culturais da comunidade ou por outros fatores ocasionados pelo decurso do tempo”;

Fica vedada a ampliação da terra indígena já demarcada;

Pode haver atividades econômicas em terras indígenas, desde que pela própria comunidade, admitida a cooperação e contratação de terceiros não indígenas;

No caso de indígenas isolados, cabe ao Estado e à sociedade civil o absoluto respeito a suas liberdades e meios tradicionais de vida, devendo ser ao máximo evitado o contato, salvo para prestar auxílio médico ou para intermediar ação estatal de utilidade pública.

 

CNN Brasil

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Paraíba

Aguinaldo promete a Haddad que texto da Reforma Tributária estará pronto na próxima semana

Aguinaldo Ribeiro intensifica debates para mudanças no sistema de impostos  do país - WSCOM

O deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro, relator da reforma tributária, prometeu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que o texto da lei estará pronto em uma semana. Os dois participaram de uma reunião técnica nesta segunda-feira (29), em Brasília, para debater a redação final da matéria. O encontro contou com a participação do grupo de trabalho sobre a modernização do sistema de impostos do país.

Após a reunião, Ribeiro apresentou uma data provável para a apresentação do texto no grupo de trabalho. “Este é o momento em que estamos intensificando esse debate para oferecer, o mais rápido possível, as diretrizes no texto que vamos apresentar no grupo de trabalho, no dia 6 de junho e, posteriormente, o substitutivo a ser apresentado na Câmara dos Deputados”, revelou.

Ao lado de Aguinaldo, o coordenador do GT, Reginaldo Lopes, explicou o andamento da proposta. “São duas etapas. Entregamos no dia 6 o texto com as diretrizes, depois entramos na última rodada de diálogos com as bancadas, junto com o relator vamos chamar os líderes, conversar com as bancadas por regiões e lideranças”, afirmou.

Ribeiro revelou um dos pontos que devem estar definidos no texto. “Constará a definição do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual ou nacional. Nós tivemos manifestação de parte dos governadores a favor de um modelo, e outra parte a favor do outro. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) está trabalhando conosco para construir uma posição disso nos Estados. Assim como tivemos aqui a posição da União e dos municípios”, disse.

Ainda sobre o tema, ele acrescentou: “Vamos preservar a autonomia dos entes federados. Tecnicamente eu considero o IVA único melhor para o país, mas se politicamente o IVA dual for o caminho, não é um problema”. Por fim, Aguinaldo confirmou sua participação no encontro da Frente Nacional de Prefeitos, em João Pessoa, nesta semana, para dialogar com os gestores sobre a reforma tributária.

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Brasil

Moraes construiu unanimidade para me cassar, diz Dallagnol

Foto: Reprodução/YouTube

O deputado cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) afirmou que o seu julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) teve uma unanimidade “artificial” e que o fim do seu mandato na Câmara se deu por “vingança” por sua atuação como promotor na operação Lava Jato. A declaração foi feita na noite desta segunda-feira (29.mai.2023), durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura.

“Quem analisou essa decisão disse que a unanimidade foi artificial. Temos um artigo de um colunista do O Globo, Merval Pereira, que disse ter uma concatenação dos votos. Que o ministro Alexandre de Moraes teria buscado construir uma unanimidade dentro do TSE para me cassar. Vários editoriais e juristas estão criticando essa decisão como equivocada, absurda e fora da lei”, disse Dallagnol.

Deltan Dallagnol deve apresentar na terça-feira (30.mai) uma ação para reverter a decisão de cassação de seu mandato, ocorrida em 16 de maio. O julgamento no TSE foi realizado por recurso apresentado pela federação Brasil da Esperança (PT-PC do B-PV) no Paraná e pelo PMN (Partido da Mobilização Nacional). As siglas questionaram a ficha limpa do então congressista.

“Essas pessoas querem vingança. O sistema quer vingança, não se contentou com a impunidade. Você teve um imenso caso de corrupção [Lava Jato], com atores que investigaram e aplicaram a lei. […] Eles reagiram. Mudaram a lei e as regras do jogo”, afirmou.

Poder360

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Brasil

Janja critica notícias divulgadas pela imprensa: ‘Fim de semana regado a puro suco de misoginia’

Foto: Fátima Meira/Estadão Conteúdo

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, afirmou nesta segunda-feira, 29 de maio, em seu perfil numa rede social que o último fim de semana foi “regado a puro suco de misoginia”. O comentário é uma reação da socióloga a duas notícias publicadas pela imprensa. A primeira conta que Margarida Cristina Quadros, amiga próxima e ex-sócia de Janja, está empregada como assessora especial da Presidência da República, recebendo uma remuneração mensal de mais de R$ 13 mil

Já a segunda, trata de uma matéria deste domingo, 28, assinada pelo colunista Lauro Jardim, do O Globo, que conta que o horário de almoço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é centralizado pela esposa, que faz as refeições a sós quando o Chefe do Executivo nacional está em Brasília. Na postagem do Twitter, a primeira dama ainda deseja que a “semana comece com muita energia boa para todo mundo”

Jovem Pan

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Brasil

Lula reúne sul-americanos em cúpula sem pauta definida e com divergências ideológicas

LULA  BRASÍLIA DF 29.05.2023  LULA / NICOLÁS MADURO    POLITICA OE  - O  Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o  Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, na manhã desta segunda-feira (29) no  Palácio do Planalto  em Brasília.  FOTO WILTON JUNIOR/ ESTADÃO. Foto: WILTON JUNIOR

Líderes de 11 dos 12 países da América do Sul se reúnem nesta terça-feira, 30, em Brasília para discutir um modelo de integração para a região. Organizado pelo governo brasileiro, o encontro marca a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de projetar a liderança brasileira na região e o protagonismo diplomático do País. As divergências ideológicas entre os líderes presentes ao encontro, a falta de uma pauta clara e até mesmo a indefinição sobre se haverá ou não o relançamento da antiga União de Nações Sul-Americanas (Unasul) criam dúvidas sobre o resultado prático da cúpula, segundo diplomatas.

O Itamaraty confirmou a presença dos presidentes da Argentina, Alberto Fernández, da Bolívia, Luis Arce, do Chile, Gabriel Boric, da Colômbia, Gustavo Petro, do Equador, Guillermo Lasso, da Guiana, Irfaan Ali, do Paraguai, Mario Abdo Benítez, do Suriname, Chan Santokhi, do Uruguai, Luis Lacalle Pou, e da Venezuela, Nicolás Maduro.

“A América do Sul precisa se convencer de que temos de trabalhar como se fosse um bloco. Não dá para ninguém imaginar que sozinho vai resolver seus graves problemas, que já perduram 500 anos. Juntos somos 450 milhões de pessoas, temos um PIB de quase U$ 4,5 trilhões, temos força na negociação”, disse Lula, na segunda-feira, após reunião com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

 

 

Um ‘novo velho’ foro regional

O governo brasileiro defende um diálogo político periódico entre os líderes da América do Sul, independentemente de orientação ideológica, para tratar de temas de interesse comum como comércio, meio ambiente e crime organizado, entre outros.

“Eles (presidentes) podem propor outra coisa, pode funcionar diferente. A ideia central é formar um bloco para trabalhar juntos. Acho que não é difícil porque temos mais ou menos os mesmos problemas. Penso que vamos ter sucesso”, afirmou Lula.

O único item dado como certo na pauta é a discussão sobre a reativação da Unasul, da qual agora fazem parte somente Brasil, Argentina, Peru, Venezuela, Bolívia, Guiana e Suriname. Mas a Unasul não será necessariamente recriada. Outras alternativas, segundo Lula, estão sobre a mesa.

Análise

Outrora identificada com líderes de esquerda, a organização foi paulatinamente abandonada pelos países-membros e se paralisou. Atualmente, somente sete nações fazem parte do órgão, que não dispõe mais de comitês temáticos e conselhos ativos. Não há orçamento. Até a sede no Equador, inaugurada em Quito, em 2014, ano da última cúpula realizada, deixou de funcionar.

Na prática, no entanto, os líderes vão debater que tipo de modelo de integração desejam. Até o nome do “bloco” pode mudar, assim como o funcionamento, periodicidade e sede. O governo Lula propõe que o mecanismo de consulta multilateral seja permanente, com perfil de Estado, em vez de ficar sujeito às conveniências e à ideologia do governo da vez.

Uma reunião sem decidir nada

Para evitar críticas sobre uma possível fracasso da cúpula, o governo argumenta que a reunião é um ponto de partida, não de chegada, e não necessariamente resultará em decisões comuns. “Queremos ouvir cada um. Cada um vai voltar para seu país com as ideias discutidas, depois vamos ver outro encontro para ver no que a gente avançou”, disse Lula. “A reunião não decide nada. É apenas uma prospecção de possibilidade de fazermos o que tem de ser feito em outras reuniões.”

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Segundo a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, a principal preocupação do governo é criar um foro para decisões de Estado. “Nos últimos anos houve uma fragmentação da integração sul-americana. Uma Unasul de cinco, sete países não resolve. Estamos falando de Estado, não de governos que fiquem mais ou menos alinhados”, disse. “Temos consciência de que há diferenças de visão e de orientação ideológicas entre os países, por isso mesmo consideramos um começo. Não queremos pré-julgar o diálogo dos presidentes.”

Em duas participações recentes no Congresso, o chanceler Mauro Vieira pregou o pragmatismo “acima de efervescências ideológicas”, no novo mandato de Lula. “Não nos interessa uma região em que prevaleçam conflitos e isolamentos. Precisamos encontrar soluções negociadas para os desafios que compartilhamos. Não falar, virar as costas, não resolve, isso é negação da diplomacia”, ponderou Vieira em recente audiência no Congresso.

Lula cumprimenta Maduro em Brasília antes de reunião bilateral no Palácio do Planalto Foto: Gustavo Moreno/AP 

Desconforto com Maduro

Diplomatas brasileiros e de países vizinhos admitem, em conversas privadas, um estranhamento nas delegações com a convocação de um encontro sem pauta concreta. Apesar disso, o modelo “intimista”, sem transmissão dos discursos nem presença de delegação ampliada ou da imprensa, também ajuda a ocultar eventuais divergências e resistências por razões políticas entre os presidentes.

Há um desconforto com a presença de Nicolás Maduro, da Venezuela. Em reuniões multilaterais abertas, delegações costumam mostrar discordância em situações que geram constrangimento, como a recusa em posar para fotos conjuntas ou a retirada da sala durante discurso, em plenário, da figura repudiada.

Houve questionamentos internos nos países com a notícia da presença de Maduro, primeiro a chegar a Brasília. Ciente das divergências, o chavista propôs uma relação menos belicosa entre os países dissonantes da região, sem isolacionismo. “Não podemos deixar que ideologias intolerantes, extremistas e excludentes se imponham”, disse nesta segunda-feira, 29, no Palácio do Planalto.

O governo afirma que a falta de uma agenda própria, sugerida pelo anfitrião, como costuma ocorrer em cúpulas de chefes de Estado, se deve à proposta de “liberdade” de conversas reservadas. Também seria uma forma de deixar o microfone aberto para os presidentes exporem suas visões, sem condicionantes, a respeito da atual descoordenação regional.

“Lula quer que todos se escutem. A cúpula não tem uma agenda. A ideia é um debate bastante desestruturado”, disse Padovan. “É como se fosse um retiro, como se fossem a um wellness (centro de bem-estar), você vai lá e uma guru do wellness fica fazendo a pajelança.”

Estadão

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Brasil

‘Não penso duas vezes em defender Bolsonaro contra Lula’, diz Deltan Dallagnol

O ex-procurador do MPF Deltan Dallagnol - Theo Marques/UOLImagem: Theo Marques/UOL

O deputado federal cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) disse, durante entrevista ao Roda Viva nesta segunda-feira (29), que “não pensa duas vezes” em defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o atual mandatário, Lula (PT).
O que aconteceu:

Deltan afirmou que só votou em Bolsonaro no 2º turno para evitar a eleição de Lula. “Avaliando Lula, avaliando Bolsonaro, eu não penso duas vezes em defender Bolsonaro contra Lula”.

O deputado cassado pelo TSE disse que o atual presidente defende ditaduras. Ele citou o encontro de Lula com o venezuelano Nicolás Maduro hoje. Deltan argumentou que o mesmo não foi feito por Bolsonaro. Porém, o ex-presidente já se encontrou com o príncipe saudita Mohammad bin Salman, herdeiro de um regime acusado de violar direitos humanos, e o governo foi presenteado com joias sauditas.

Durante a entrevista, Deltan Dallagnol também disse que os ministros do TSE determinaram sua cassação “por interesse”. “Um ministro chega ao tribunal superior não só porque é indicado pelo presidente, mas porque é apoiado por uma série de partidos e figurões da nossa República. […] Essas pessoas querem vingança, o sistema quer vingança”

O deputado cassado afirmou que o TSE “criou uma inelegibilidade” e que vai recorrer à corte, ao STF e a própria Câmara. “O TSE emitiu uma decisão que criou uma inelegibilidade que não está prevista na lei para me cassar. Isso aconteceu fora da lei”

Deltan também defendeu “individualização de conduta” para as pessoas presas nos atos golpistas do 8/1. “Imagens das câmeras de segurança mostram que tinham pessoas tentando evitar qualquer dano, atentado. Você precisa dizer o que cada um fez, e você tem câmeras de segurança para dizer isso”.

Todo mundo sabe, quem não é ingênuo, como funcionam as decisões em Brasília. Alguns ministros vão decidir em cima da lei, e vários vão decidir por interesse. Isso é sabido, como a coisas funcionam no Brasil Deltan Dallagnol, ao Roda Viva
Cassação de Deltan:

Dallagnol foi cassado por fraude à Lei da Ficha Limpa ao sair do MPF, em novembro de 2021. Ele renunciou ao cargo de procurador da República quando já havia sinais de que poderia ser exonerado por desvio de conduta. Se ele tivesse sido punido no processo disciplinar, teria se tornado inelegível — e, portanto, não seria hoje deputado.

Os ministros do TSE acataram dois recursos apresentados contra a candidatura de Dallagnol no ano passado. Um havia sido movido da Coligação Brasil da Esperança, do presidente Lula (PT), e outro pelo PMN. Dallagnol pode recorrer, mas a decisão do TSE tem validade automática.

UOL

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Brasil

Governo Lula aprova indenização de R$ 100 mil para ex-presidente do Instituto Lula


Foto: Reprodução

O Diário Oficial da União desta segunda-feira (29) traz portaria concedendo indenização de R$100 mil ao ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto. A ação se refere a perseguição durante ditadura militar. O documento é assinado pelo ministro dos Direitos Humanos, Sílvio Almeida.

A anistia de Okamotto já havia sido declarada em 2019, mas acabou vetada pela então ministra da pasta Damares Alves. Na ocasião, Damares, hoje senadora pelo Republicanos-DF, afirmou que não pagaria um centavo a Okamotto.

A listra traz ainda outros nomes, como o do deputado federal Ivan Valente (Psol-SP). A indenização total ao parlamentar chega aos R$332,3 mil.

Diário do Poder

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Brasil

Esquerda pressiona Lula, se divide e causa desgaste para o Planalto

Apoio. Integrantes do MST em ato pró-Lula: ligação do PT com os sem-terra serve de munição contra o governoFoto: Jorge William / Agência O Globo

Pressionado por partidos de centro, dos quais depende para formar uma base sólida no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontrado dificuldades para manter a ala mais à esquerda de seus aliados coesa com a frente ampla que montou para governar. Tanto na votação da nova regra fiscal quanto no acordo fechado para aprovar a reestruturação dos ministérios, foram parlamentares de partidos como PT, PSOL e Rede, e não a oposição, os que mais resistiram. Além disso, pautas ligadas a essas siglas, como a questão ambiental e a defesa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), viraram uma espécie de calcanhar de aquiles do governo.

Frente aos primeiros resultados de votações no Congresso, petistas próximos a Lula avaliam que o governo terá de optar por encampar temas que gerem mais consenso entre parlamentares, como os ligados a educação, saúde e distribuição de renda. Segundo esses auxiliares, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), responsável pela articulação política do governo, já entendeu que temas da agenda da esquerda sofrerão resistência no Congresso.

— Quanto mais se aproximar do centro, mais chance de aprovação. Agenda de esquerda tem tido pouca adesão — resume o líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho (PB).

Quanto à pauta ambiental, que Lula tenta usar como vitrine no cenário internacional, aliados afirmam que terá de ser tratada de forma mais ampla, com foco, por exemplo, na preservação da Amazônia e no combustível verde.

Mas é na área econômica que o governo enfrenta fogo amigo de maior calibre. A próxima batalha será a reforma tributária, tema que já opõe petistas e a equipe econômica. O deputado Rui Falcão (PT-SP), que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), é um dos que acreditam que o fatiamento da reforma pode fazer com que a segunda etapa sequer saia do papel. Pela proposta da Fazenda, primeiro será encaminhada a simplificação e unificação dos tributos, para mais tarde se tratar de renda, patrimônio e riqueza.

Como revelou O GLOBO, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, enfrenta desgaste com a bancada do partido na Câmara por defender posições mais à esquerda e que por vezes colidem com a pauta econômica de Lula. Além das críticas ao novo arcabouço fiscal, ela se disse contra a volta da cobrança de impostos sobre combustíveis.

“Imprudência”

O PSOL, por sua vez, votou integralmente contra a nova regra fiscal, enquanto deputados petistas, mesmo chancelando o projeto do governo, o criticaram duramente. Deputados protocolaram uma declaração que fala em “imprudência” e “estrangulamento” do poder público ao criticar a medida, especialmente após as mudanças promovidas pelo relator, Cláudio Cajado (PP-BA).

“Consideramos que o relatório de Cajado agravou sobremaneira as normas de contração dos gastos públicos, limitando fortemente a capacidade do Estado de fazer justiça social e comandar um novo ciclo de desenvolvimento”, diz um trecho do texto que tem entre os signatários Lindbergh Farias (PT-RJ), Rui Falcão e Bohn Gass (PT-RS).

Gleisi Hoffman. Presidente do PT fez críticas à nova regra fiscal — Foto: Lucas Tavares / Agência O Globo

Esse descompasso entre governo e esquerda ficou evidente também na votação da MP que reestruturou os ministérios, na semana passada. As mudanças feitas no Congresso enfraqueceram pastas como Meio Ambiente e Povos Indígenas, mas preservaram funções da Casa Civil e mantiveram a extinção da Funasa. Apesar do acordo costurado pelo Planalto, Gleisi ameaça ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para desfazer as alterações. Mas auxiliares de Lula afirmam que o governo não vê possibilidade de judicialização e que a melhor opção é negociar alterações até amanhã, quando a MP deverá ser votada no plenário da Câmara.

A ligação de Lula e do PT com o MST é vista como um dos principais pontos de conflito com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem 344 integrantes. Aliados de Lula afirmam que pautas vinculadas aos sem-terra, ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e aos indígenas terão dificuldades. Foi a proximidade do PT com os sem-terra um dos motivos da criação da CPI que investiga o movimento e cujos membros são em sua maioria da oposição.

O Globo

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Brasil

Maduro desembarca em Brasília a convite de Lula para cúpula sul-americana

Foto: Zurimar Campos/Presidência Venezuelana/AFP

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou ao Brasil na noite deste domingo (28) para um encontro promovido nesta terça (30) com líderes regionais sul-americanos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem a intenção de retomar a Unasul (União das Nações Sul-Americanas).

“Agradeço a calorosa acolhida com que fomos recebidos em Brasília. Nas próximas horas estaremos desenvolvendo uma agenda diplomática que reforce a necessária união dos povos de nosso continente”, disse Maduro no Twitter.

Com exceção da presidente do Peru, Dina Boluarte, que enfrenta impedimentos constitucionais, todos os 11 presidentes da América do Sul foram confirmados e virão à capital federal. Os encontros com os líderes vão acontecer no Palácio do Itamaraty, sede da diplomacia brasileira, seguidos de um jantar na residência oficial de Lula, o Palácio da Alvorada

A presença de Maduro promete ser um dos pontos de desconforto da reunião. O presidente do Chile, Gabriel Boric, é exemplo de um dos líderes regionais com posicionamento crítico aos abusos de direitos humanos cometidos por Caracas.

Folha de S. Paulo

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