Brasil

Pedido de impeachment de Lula é protocolado com base em Maduro e Zanin

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

Um pedido de impeachment de Lula será protocolado, nesta terça-feira (6/6), na Câmara com base em Nicolás Maduro e Cristiano Zanin. No documento, o deputado Sanderson (PL-RS) aponta supostos crimes de responsabilidade que o petista teria cometido envolvendo esses dois personagens.

Em relação ao convite para receber Maduro, Sanderson argumenta que Lula quebrou tratados internacionais. Isso por causa da recepção, com honras de chefe de Estado, ao ditador venezuelano, acusado de narcoterrorismo nos Estados Unidos.

O deputado também aponta que o presidente teria atentado contra a segurança interna do país ao permitir o ingresso de Maduro, acusado pela ONU de crimes contra a humanidade.

No mesmo pedido de impeachment, Sanderson cita, ainda, o fato de Lula ter indicado Zanin ao STF. Segundo o parlamentar, o presidente violou o princípio da impessoalidade e da moralidade ao optar por seu advogado particular.

Bolsonarista, o deputado foi responsável pelo primeiro pedido de impeachment de Lula, no fim de janeiro. Na ocasião, argumentou que o petista atentou contra a democracia ao classificar como “golpe” o impeachment de Dilma, avalizado pelo Supremo.

Paulo Cappelli – Metrópoles

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Paraíba

Lula prioriza Pernambuco na agenda e menospreza novamente a Paraíba

LULA EM PERNAMBUCO: Confira a agenda do PRESIDENTE em Pernambuco nesta terça (6) e quarta (7) - Portal de Prefeitura

O presidente Lula cumpre nesta terça-feira (6) uma extensa agenda no estado de Pernambuco. O presidente irá à cidade de Goiana, município pernambucano que faz divisa com a Paraíba onde está localizado a fábrica da montadora Jeep. Ele deve chegar por volta das 15h em terras pernambucanas, sem qualquer sinalização de atravessar a fronteira.

Em maio, a vinda do presidente Lula a João Pessoa chegou a ser confirmada pelo ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o do PPA participativo. No entanto, a Secretaria-Geral da Presidência informou que não há nenhuma previsão de passagem do petista em solo paraibano.

Não é a primeira vez que Lula diminui a importância do estado e prioriza Pernambuco. Em março, a visita do presidente à Paraíba foi curta durante a inauguração do primeiro complexo híbrido de energia solar e eólica autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Annel), localizado em Santa Luzia, no Sertão paraibano.

Lula entrou mudo e saiu calado num agenda relâmpago que durou meia-hora. Logo após um breve pronunciamento, cumpriu uma agenda em Pernambuco onde participou de reuniões com a governadora Raquel Lyra (PSDB), que durante a campanha estadual silenciou sobre aliança presidencial, enquanto sua adversária, Marília Arraes, subia no palanque petista.

São exemplos de uma falta de consideração com o povo paraibano, que contribuiu para a sua eleição ano passado.

Blog do BG PB

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Brasil

Com IVA e diferentes alíquotas, reforma tributária tem apresentação de relatório prevista para hoje

Deputado Federal Aguinaldo Ribeiro - Portal da Câmara dos DeputadosFoto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), deve apresentar a sua versão da matéria nesta terça-feira (6). Deputados e o Executivo buscam acelerar a tramitação da medida, a fim de votá-la no plenário da Casa ainda no primeiro semestre.

O deputado apresentará um relatório do grupo de trabalho (GT) da Câmara. O substitutivo das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 45 de 2019 e 110 de 2019 — texto propriamente dito da reforma — deve ser divulgado quando a data da discussão em plenário for definida.

O relatório de Ribeiro deve propor a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, dividido entre um tributo federal e outro estadual e municipal. Assim, serão substituídos os atuais IPI, PIS, Cofins, ICMS, e ISS.

Se por um lado a criação do IVA aparece como um consenso em meio às discussões, um dos principais pontos de divergências é a quantidade de alíquotas que serão estabelecidas.

Segundo parlamentares ouvidos pela CNN, haverá mais de uma alíquota, sendo uma padrão, uma seletiva para os serviços essenciais — o que inclui a cadeia da saúde, educação e transporte —, e uma tributação majorada para produtos que causam mal à saúde e ao meio ambiente.

CNN Brasil

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Brasil

Governo Lula instala grupo de trabalho para regulamentar trabalho por aplicativos

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O grupo de trabalho (GT) que vai definir uma proposta de regulamentação das atividades de prestação de serviços, transporte de bens, transporte de pessoas e outras atividades executadas por intermédio de plataformas tecnológicas se reuniu nesta segunda-feira (5) pela primeira vez.

Representantes das empresas de serviços, dos trabalhadores do setor e de outras áreas do governo têm prazo de 150 dias, a partir da data de entrada em vigor do decreto de criação do grupo, prorrogável por igual período, para apresentar o relatório final das atividades.

“Nossa obrigação é refletir sobre como podemos garantir o equilíbrio. A jornada não pode ser extenuante. O trabalho tem que ser valorizado. Como dar transparência, evitar que um trabalhador ou trabalhadora, se sentindo prejudicado, tenha alguém com quem falar, não uma máquina. Essas questões são importantes e é preciso garantias”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Durante a instalação da mesa do grupo tripartite, o ministro lembrou que as empresas responsáveis por aplicativos se manifestaram favoráveis ao reconhecimento de garantias sociais e de previdência social, por exemplo. “Mas isso é muito pouco. É essencial, mas é pouco”, avaliou Marinho.

“É evidente que nós temos que construir. Peço serenidade das partes no processo de construção de um entendimento que possa oferecer depois ao parlamento as possibilidades de se transformar em lei. Temos que assumir a responsabilidade de oferecer ao parlamento um projeto equilibrado”, concluiu.

Em nota, o ministério informou que o GT deve discutir hoje questões que afetam diretamente a relação de trabalho entre empresas e empregados, como condições de trabalho, jornada, segurança e proteção social. A reunião será fechada.

Agência Brasil

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Brasil

Deputados do DF pedem a demissão de Rui Costa após ataques a Brasília; Governador também reage: “Idiota completo”

Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) enviaram, neste domingo (4), um ofício, pedindo a demissão do Ministro Chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em razão aos ataques à capital do país.

Na solicitação assinada pelos deputados distritais Pastor Daniel de Castro (PP), Joaquim Roriz Neto (PL) e Thiago Manzoni (PL), os parlamentares manifestaram “profunda preocupação” com as declarações do ministro e apontaram que as falas levantavam “dúvidas sobre a capacidade de Rui Costa desempenhar suas funções de forma adequada”, assim como demonstravam “falta de respeito pela capital federal”.

“Neste sentido, solicitamos respeitosamente que Vossa Excelência considere a imediata demissão do Ministro Rui Costa do cargo de Ministro Chefe da Casa Civil. Entendemos que é fundamental ter líderes comprometidos com o bem comum, que demonstrem uma postura responsável e respeitosa ao se referirem a partes importantes de nossa nação”, diz o ofício que os parlamentares enviaram ao presidente Lula.

O que disse Rui Costa?

Durante evento em Itaberaba (BA), na última sexta-feira (2), Rui Costa disse que Brasília é uma “ilha da fantasia”. “Aquele negócio de botar a capital do país longe da vida das pessoas, na minha opinião, fez muito mal ao Brasil”, afirmou.

“Era melhor [a capital] ter ficado no Rio de Janeiro, ou ter ido para São Paulo, para Minas ou Bahia, para que quem fosse entrar num prédio daquele, ou na Câmara dos Deputados ou Senado, passasse, antes de chegar no seu local de trabalho, numa favela, embaixo de viaduto, com gente pedindo comida, vendo gente desempregada”, declarou o ministro-chefe da Casa Civil.

Ibaneis reage: “Idiota completo”

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), saiu em defesa de Brasília após o ministro da Casa Civil, Rui Costa, atacar a capital do país. “Ele é um idiota completo. Não merecia estar onde se encontra. Agora já sabemos de onde vem o ataque contra o fundo constitucional ”, afirmou o governador.

Fundo constitucional do DF ameaçado no Arcabouço Fiscal

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e a bancada do DF no Congresso Nacional intensificam as articulações políticas para manter as atuais regras do Fundo Constitucional do DF (FCDF).

Ibaneis se reuniu nesta com o relator do projeto do arcabouço fiscal no Senado Federal, senador Omar Aziz (PSD-AM), para sensibilizá-lo com relação à importância do fundo para a capital do país.

Neste momento, há duas opções: o relator apresenta emenda ou destaque retirando do projeto do arcabouço a parte que altera o FCDF ou negocia com o governo federal para que a matéria seja aprovada no Senado e o presidente Luís Inácio Lula da Silva vete o item relativo ao fundo.

Com informações de Metrópoles e Correio Braziliense

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Brasil

Em 5 meses de governo, Lula já teve 4 derrotas na Câmara

Foto: Sergio Lima/Poder 360

Em 5 meses de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula 4 derrotas em votações na Câmara dos Deputados. Congressistas criticam a falta de articulação política da gestão e a ausência da participação do chefe do Executivo nas discussões.

A 1ª derrota do presidente foi no decreto do saneamento em 4 de maio. Deputados derrubaram 2 trechos do texto estabelecido por Lula ao assumir a presidência. A pauta está no Senado.

Uma das mudanças vetadas foi a permissão para que estatais prestassem serviço sem licitação em casos regionais. Outro trecho sustado pelos congressistas estendia o prazo para que empresas estaduais de saneamento apresentassem garantias de capacidade técnica e econômico-financeira de prestadoras de serviço.

Outro insucesso de Lula foi a aprovação em 24 de maio da MP (medida provisória) sobre a regularização ambiental (MP 1.150 de 2022), editada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta aprovada pelos deputados afrouxa as regras sobre licenciamento ambiental.

DUAS DERROTAS SEGUIDAS

Na última semana, a gestão petista sofreu duas derrotas seguidas. Na 3ª feira (30.mai), houve a aprovação do marco temporal na Câmara. A proposta limita a demarcação de terras indígenas, determinando que somente poderão ser demarcadas as terras ocupadas por povos indígenas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.

Embora não seja uma proposta de Lula, a aprovação é considerada uma derrota porque o petista é defensor das demarcações pró-indígenas. Em março, o petista falou em acelerar a demarcação de terras indígenas que estivessem “prontas” antes que pessoas “se apoderassem” delas.

O PL do marco temporal, contudo, reduz o número de territórios que podem ser considerados indígenas. A proposta não tramitará de maneira célere no Senado, entretanto.

Na 4ª feira (31.mai), houve o esvaziamento dos ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas na aprovação da medida provisória 1.154 de 2023 que reestruturou a Esplanada, aumentando de 23 para 37 o número de ministérios no governo.

Para conseguir a vitória na restruturação de ministérios, Lula teve que pressionar seus ministros para que fosse reservado R$ 1,7 bilhão de emendas ao Orçamento para beneficiar obras indicadas por congressistas. O valor é recorde.

Além disso, o petista conversou com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que comanda cerca de 300 deputados de maneira muito firme. Lira disse aos seus aliados que daria um último “voto de confiança” ao Palácio do Planalto porque ouviu de Lula uma promessa de melhora na coordenação política do governo.

MEDIDAS CADUCAM

Os deputados também deixaram 3 MPs (medidas provisórias) de Lula caducarem, ou seja, perderem a validade. A maior derrota do governo foi na MP 1.156 de 2023 que tentava transferir o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Banco Central para o Ministério da Fazenda.

Antes da MP 1.156 de 2023, que extinguia a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) expirar, deputados aprovaram a manutenção da fundação na MP dos Ministérios.

Já a MP 1.160 de 2023 foi reenviada como projeto com urgência constitucional, mas não avançou no Congresso até o momento. Em 24 de maio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu que o vencimento da MP do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), como ficou conhecida, era “ruim”.

As derrotas demonstram o tamanho do problema do Executivo na Câmara. Deputados fazem uma lista de problemas. Citam falta de previsibilidade, ausência de emendas e falta de nomeações do 2º escalão, além de dificuldades para serem recebidos pelos ministros.

Os principais ministros alvos de críticas dos deputados são justamente os de articulação política, Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). Já o ministro mais elogiado no tato com congressistas é Fernando Haddad (Fazenda).

Poder 360

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Paraíba

Como antecipado pelo BG, Juscelino Filho confirma que Efraim Filho fez o L

O Ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), defendeu a aliança do seu partido com o governo Lula (PT). Durante agenda em João Pessoa nesta sexta-feira (2), o chefe da pasta ressaltou que a legenda tem feito um movimento de aproximação com a administração federal. Semana passada o Blog do BG PB consultou fontes que confirmaram a adesão de Efraim Filho à base de Lula.

Efraim, aliás, chegou a ser convidado por Lula para integrar uma comitiva petista em viagem ao estado da Paraíba. Ele, no entanto, recusou o chamamento.

O posicionamento de Efraim e outros membros da bancada contrários à aproximação ao governo Lula, no entanto, foram minimizados por Juscelino Filho.

“Muita falácia. Está entregando votos. Fruto disso foi visto nessa semana, onde entregamos a maioria do partido na Câmara com mais de 35 votos, a grande maioria no Senado, com apenas um voto contra. Estamos contribuindo com o Brasil, não só com o governo. Temos responsabilidade e não temos dúvidas que vamos estar juntos construindo políticas públicas”, disse o chefe da pasta de comunicações do governo.

QUE COISA: Efraim Filho fez o L

Com informações de MaisPB

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Brasil

VÍDEO: Lula prometeu na campanha jamais nomear amigo ou aliado para o STF

Com a indicação do presidente Lula (PT) do seu advogado pessoal durante os processos da Lava Jato, Cristiano Zanin, para a vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), internautas resgataram um vídeo que mostra o petista criticando nomeações do tipo na campanha eleitoral de 2022.

Durante o debate eleitoral com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na TV Band, Lula afirma que indicar amigos para a Corte “não é democrático” e compara as indicações com o período da ditadura.

O petista declarou também que indicações do tipo são um “atraso” e um retrocesso para o país.

Diário do Poder

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Brasil

Lira se reúne com Dino em dia de operação da PF e aliados veem retaliação do governo

Foto: Folhapress

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), conversou nesta quinta-feira (1º) com o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), sobre a operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas ao deputado. Segundo relatos, Lira queria saber a circunstância da deflagração da operação da PF e se havia relação com acontecimentos políticos.

De acordo com pessoas informadas sobre a conversa, Dino disse ao deputado que não tem ingerência nas investigações e que não foi comunicado de sua existência com antecedência.

Líderes partidários que fazem parte do grupo político de Lira viram na coincidência de datas da operação e da votação, na Câmara, de uma MP (medida provisória) vital para Lula uma forma de o governo atingir o deputado através da Polícia Federal.

Lira quase impôs a maior derrota do Planalto até o momento, ao levar até praticamente a última hora a votação da MP que reestruturou a Esplanada dos Ministérios.

A Câmara dos Deputados aprovou a medida provisória na noite desta quarta-feira (30), após dois dias de intensa negociação; e a operação que investiga aliados de Lira por um esquema de fraude em kits de robótica foi deflagrada nesta quinta-feira (1º). Aliados de Lira afirmaram que, no mínimo, é de se estranhar a proximidade das datas.

Integrantes do governo negam que a operação seja qualquer forma de retaliação, lembrando que a ação da PF teve que ser adiada porque investigados estavam no exterior.

Como adiantou o Painel, a operação deflagrada nesta quinta estava prevista para 23 de maio, mas precisou ser suspensa porque dois dos alvos estavam em Miami, nos Estados Unidos, entre os dias 16 e 28 do mês passado. Foi retomada com o retorno dos investigados ao Brasil.

A PF cumpriu na manhã desta quinta mandados de prisão e de busca e apreensão em uma investigação sobre desvios em contratos para a compra de kits de robótica com dinheiro do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

A apuração iniciou-se com uma reportagem da Folha publicada em abril do ano passado sobre as aquisições em municípios de Alagoas, todas assinadas com uma mesma empresa pertencente a aliados de Lira.

A Câmara tem sido a casa legislativa que mais dificuldades tem gerado para o Planalto. Nesta semana, deputados aprovaram o projeto do marco temporal, criticado por ambientalistas e indígenas por dificultar a demarcação de terras indígenas.

Em outra frente, aprovaram uma versão da medida provisória que reestrutura a Esplanada dos Ministérios que desidratou pastas de Lula, como o Ministério do Meio Ambiente e o dos Povos Indígenas.

O revés do governo, no entanto, poderia ter sido bem maior. Ao longo dos últimos dois dias, líderes partidários se mobilizaram para rejeitar a MP, o que significaria retomar a configuração da Esplanada que era vigente no governo Jair Bolsonaro (PL).

Após uma série de articulações, os líderes fizeram um acordo para aprovar a proposta. Lira, porém, deixou clara a insatisfação com a articulação política do governo e afirmou que, a partir de agora, a gestão Lula teria “de andar com as suas pernas” no Congresso.

Além disso, Lira fez chegar a interlocutores do Palácio do Planalto que não irá pautar projetos de interesse de Lula até que os deputados avaliem que o governo ajustou a articulação política e a relação com a Casa.

O presidente da Câmara foi um dos principais aliados de Bolsonaro e teve apoio da base do governo Lula para ser reeleito presidente da Câmara em fevereiro passado.

Publicamente, Lira afirmou nesta quinta que não se sente atingido pela operação da Polícia Federal que mira seus aliados.

Em entrevista à GloboNews, Lira disse que não tem “absolutamente nada a ver com o que está acontecendo” e que cada um é “responsável pelo seu CPF nesta terra e neste país”.

“Não posso emitir nenhum juízo de valor. O que eu posso dizer é que eu, tendo a postura que tenho em defesa das emendas parlamentares que levam benefícios para todo o Brasil e toda a população, não tenho absolutamente nada a ver com o que está acontecendo e não me sinto atingido nem acho que isso seja provocativo”, afirmou.

Folha de São Paulo

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Brasil

Escritório de Zanin recebeu R$ 1,2 milhão da campanha de Lula à Presidência

O escritório do advogado Cristiano Zanin, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu R$ 1,2 milhão da campanha do petista à Presidência no ano passado.

A prestação de contas divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que o valor foi pago em 16 de agosto de 2022 à empresa Zanin Martins Advogados, sociedade que o advogado mantém com a mulher, a também advogada Valeska Teixeira Martins. O repasse foi creditado como “prestação de serviços advocatícios”.

Os recursos saíram do fundo eleitoral, constituído para arcar com os custos da campanha, entre eles os serviços jurídicos.

A campanha de Lula também contratou outros escritórios. A sociedade comandada pelo ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão também recebeu R$ 1,2 milhão. Já a banca Araujo, Recchia, Santos — Sociedade de Advogadas foi contemplada com R$ 500 mil.

As contas da campanha de Lula foram aprovadas pelo plenário do TSE em dezembro do ano passado.

A relação pessoal entre Lula e Zanin —o advogado defendeu o presidente em processos da Lava-Jato — rendeu críticas da oposição, mas não é vista como impeditivo por ministros do STF, que elogiaram a escolha nesta quinta-feira.

Zanin agora será sabatinado pelo Senado: primeiro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois no plenário.

O Globo

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