Polêmica

MAIS DESOCUPAÇÃO: Após abandonar escritórios em Fortaleza, corretora agenda vistoria em imóvel alugado para Braiscompany

Após a interrupção das atividades, das reclamações dos clientes e da falta de pagamento ou retorno, o “circo” da Braiscompany começou a ser desmontado. Os diversos escritórios espalhados pelos país começam a ser desocupados. Assim como ocorreu em João Pessoa, a outra filial em Fortaleza também registrou o mesmo movimento.

Nesta terça-feira (14), a retirada de móveis e equipamentos do escritório da Braiscompany se deu antes mesmo do fim do contrato feito com a imobiliária ‘SJ Móveis’. Na capital do Ceará, a sede da Braiscompany fica localizada na Avenida Barão Studart, no bairro Joaquim Távora.

“Como seu contrato não está vencido, não será necessário o cumprimento do aviso de 30 dias, pois no momento da rescisão será gerada uma multa compensatória”, diz a corretora de imóveis em email. Ainda segundo o documento, uma vistoria técnica foi agendada no local.

Com os donos ainda foragidos da Polícia Federal, não há informações se os escritórios serão desativados de uma vez por todas ou de forma momentânea. Também não há qualquer manifestação sobre o assunto por parte da Braiscompany.

clickPB

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Polêmica

Braiscompany deixa caixas de “milhões” em escritório abandonado em JP; entenda

Pouca coisa sobrou no escritório da Braiscompany, em João Pessoa, desocupado, nesta terça-feira (14/03), quase um mês depois da operação da Polícia Federal.

Sobre uma mesa abaixo da logomarca da empresa na fachada principal do escritório, restaram algumas caixas de papelão do ‘São João de Milhões’.

A Braiscompany foi patrocinadora do São João de Campina Grande em 2022, ocasião em que Antônio Neto Ais atraiu diversos clientes.

Também ficou no escritório um quadro com uma espécie de organograma referente a Binance, corretora de criptomoedas. O quadro aponta que a Binance “libera capital”, “resolve problemas” e “faz disparos dos clientes”.

Binance, a propósito, afirmou recentemente que a Braiscompany não possui conta PJ e que transações com corretora eram feitas em nome da esposa de Antônio Neto Ais, Fabrícia Campos.

Os contratos da Braiscompany avaliados em R$ 1,5 bilhão estão na mira das investigações da Polícia Federal. Os donos da empresa Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos estão foragidos da Justiça.

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Polêmica

Espaço destinado ao Hospital Veterinário se transforma em depósito de lixo e abrigo de animais de rua, em JP

A proposta da criação de um Hospital Público Veterinário em João Pessoa ganhou empatia da população e dos defensores da causa animal. O clamor dos moradores da Capital foi atendido pela Prefeitura ainda em 2021.

No primeiro dia de junho daquele corrente ano, a gestão municipal usou as redes sociais para anunciar que a demanda seria realidade. Técnicos e arquitetos da Secretaria do Meio Ambiente já trabalhavam no projeto de assistência de saúde aos bichos sem acesso a tratamentos particulares.

À época, o secretário do Meio Ambiente, Wellison Silveira, visitou unidades semelhantes em Recife, capital de Pernambuco, e em Areia, no Brejo da Paraíba. Apesar de garantir o empenho de recursos próprios, Silveira prometeu captação de recursos, como emendas parlamentares e convênio com o Governo Federal. A justificativa era de que o dinheiro poderia ser “útil na reforma do futuro hospital público veterinário de João Pessoa, bem como na aquisição de equipamentos”.

“Compreendemos que essa é uma reivindicação legítima da população e ressaltamos que estamos trabalhando com todo empenho na realização dessa obra que consideramos de extrema importância para a preservação e a qualidade de vida dos nossos animais”, disse Wellison em matéria divulgada pela Secretaria de Comunicação no dia 31 de maio de 2021.

Em maio do ano passado, foi assinado um Termo de Cooperação com o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) e houve a vistoria no terreno por parte da Caixa Econômica. São exigências para que seja emitido o laudo de aprovação do empreendimento.

Apesar de não detalhar prazo, Silveira garantiu que a obra seria entregue à população dentro do período previsto.

“Todo o corpo técnico da Semam vem atuando para a construção do Hospital para que a obra seja entregue à população dentro do prazo, seguindo os critérios de segurança. Sabemos da importância que um equipamento desse tem para a qualidade de vida dos animais e também para a saúde da população”, reafirmou em 4 de maio de 2022.

Foto: Secom João Pessoa

Em agosto do ano passado, o secretário publicou em seu perfil no Instagram um vídeo do início das obras. “Hoje pela manhã iniciou (sic) as obras do futuro Hospital público Veterinário de João Pessoa. Mais uma promessa de campanha que inicia na gestão do prefeito Cícero Lucena, que mais tem trabalhado pela causa animal”, celebrou.

No local que já poderia estar estruturado o equipamento voltado para saúde animal, o que se vê é a presença de animais soltos, sujeira, imóvel abandonado e mato. O muro do prédio público se transformou em plataforma gratuita para propaganda de empresas privadas.

Com o abandono por parte da Prefeitura, o local virou ironicamente lugar de abrigo para animais abandonados. Nele, moradores resolveram alimentar os bichos, ao invés de deixar que cães e gatos saciem a fome com resto de comida despejado.

É o caso da corretora Ana Ribeiro. Moradora da região, mesmo grávida, ela vai com frequência ao terreno, juntamente com o esposo, para deixar ração. Além dos animais presentes no terreno destinado ao Hospital Veterinário, há presença de cachorros também em um local usado como armazém de coleta seletiva.

Prefeitura lança Clínica Pet promete R$ 5 milhões para Hospital

No final do mês passado, o prefeito Cícero Lucena (PP) fez uma série de anúncios voltadas para Causa Animal. Vinte meses após o anúncio de junho de 2021, a promessa voltou a ser reforçada por Lucena.

O gestor enfatizou a edificação do Hospital, localizada entre os Bairros dos Estados e Mandacaru, orçado em R$ 5 milhões, além da reforma do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses; o lançamento de mais uma unidade do castramóvel e a criação de um canal on-line que facilite a adoção de animais.

Hoje, Dia Nacional do Animal, João Pessoa ainda espera pelo cumprimento da promessa, reiterada várias vezes durante agendas oficiais pelo prefeito e secretários.

MaisPB

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Caso Braiscompany: Empresário pede à Justiça liberação de barco avaliado em R$ 1 milhão

Brokers da Braiscompany tentam esconder relações e se demitem, mas já são alvos de investigação do MP

Um empresário paraibano recorreu à Justiça para liberar uma embarcação avaliada em R$ 1 milhão e interditada pela Justiça Federal no âmbito da Operação Halving, deflagrada mês passado pela Polícia Federal e pelo MPF para apurar fraudes em um esquema de criptoativos na Braiscompany.

Conforme o advogado do empresário, ele teria investido o barco e mais R$ 500 mil na empresa, adquirindo R$ 1 milhão em criptomoedas; mas o pagamento dos rendimentos começou a atrasar e, através de um acordo, recebeu de volta a embarcação do empresário Antônio Neto, sócio da Brais.

O problema é que o bem ainda consta na declaração de imposto de renda do proprietário da Braiscompany, o que motivou a medida cautelar determinada pela Justiça.

No embargo os advogados pedem o desbloqueio da embarcação e dizem ter documentos que provam os acordos e a negociação.

Ao analisar o caso, o juiz da 4ª Vara da Justiça Federal, Vinícius Costa Vidor, solicitou mais documentos que comprovem a boa-fé do requerente.

“Na situação dos autos, há dúvidas relevantes sobre a existência de boa-fé do requerente no que se refere ao ato de transmissão da embarcação em fevereiro de 2023, dado que este se deu quando já existiam debates públicos sobre a natureza da atividade criminosa desenvolvida através das empresas do grupo Braiscompany, que a embarcação foi recebida pelo dobro do valor pela qual havia sido alienada há pouco mais de seis meses e que não há qualquer lastro documental das movimentações financeiras que ampararam os negócios jurídicos celebrados entre o requerente e Antônio Inácio da Silva Neto”, escreveu o magistrado no despacho.

Blog do BG PB com JornaldaPB

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Escritório da Braiscompany começa a ser desocupado em JP

PF lacra escritório da Braiscompany em SP

O escritório da Braiscompany, em João Pessoa, começou a ser desocupado na madrugada desta terça-feira (14/03). É o que mostra um vídeo divulgado em grupos de vítimas da financeira campinense.

O escritório da Braiscompany na Capital está localizado no Eco Business Center, no bairro de Miramar. O local também foi alvo da operação da Polícia Federal em fevereiro.

Os contratos da Braiscompany avaliados em R$ 1,5 bilhão estão na mira das investigações. Os donos da empresa Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos estão foragidos da Justiça.

Com informações do MaurílioJR

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MP descobre mais contas bancárias da BraisCompany

Foto: Leonardo Silva/Paraibaonline

O Ministério Público da Paraíba que novas contas da empresa BraisCompany, em nome dos sócios Antonio Inácio da Silva Neto e sua esposa, Fabrícia Farias Campos, foram encontradas.

Ambos são considerados foragidos e tiveram seus nomes incluídos na lista da Interpol de cooperação jurídica internacional.

A informação foi dada pelo promotor de Justiça do MPPB e diretor do MP-Procon, Romualdo Tadeu Araújo Dias.

“Dentro da cautelar e das providências, o Ministério Público efetivamente encontrou outras contas em nome dos sócios e em nome da própria Braiscompany. Estamos nessa fase de garimpagem na busca para conseguir bloquear algum valor dessas contas”, declarou.

Com informações de A união

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Perfil “Vítimas da Braiscompany” especulam que dono da empresa deve se pronunciar hoje sobre crise

Antonio Neto, fundador e presidente da Braiscompany em palestra motivacional

As vítimas da Braiscompany especulam que o dono da empresa deve se pronunciar “ainda hoje” sobre a crise na empresa. A especulação foi publicada em um perfil no Instagram nesta segunda-feira (13).

“Circula a informação que o Tonho irá se pronunciar hoje. O único pronunciamento que ele deveria fazer era comunicar a devolução do capital de todo mundo. Mas, infelizmente, se ele falar algo vai ser só para terceirizar as responsabilidades”, diz o conteúdo.

Ambos os donos da empresa seguem foragidos desde o início de fevereiro. Antônio Neto Ais e a esposa Fabrícia Campos são considerados foragidos desde o último dia 13 de fevereiro quando passaram a ser procurados pela Polícia Federal. A empresa foi alvo de uma operação, teve bens bloqueados determinados pela Justiça.

A empresa que operava no mercado de criptomoedas, desde o ano passado que vem sendo alvo de reclamações dos clientes devido a atrasos nos repasses de rendimentos.

Em janeiro, após o aumento de casos de golpe dado pela empresa em parte dos clientes, a Associação de Vítimas da Braiscompany (AVB) foi criada para prestar suporte e tentar reaver os investimentos milionários e garantir que os clientes não percam seu capital.

clickPB

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Polêmica

Braiscompany: Investimento moderno, práticas antigas

Da Paraíba para o mundo: conheça a Braiscompany, a maior empresa de tecnologia blockchain da América Latina | Braiscompany | G1
O Caso Braiscompany se complica a cada dia.

Nesta semana, ao que tudo indica, devemos ter novidades no âmbito do MPPB. O promotor Sócrates Agra adiantou que a judicialização parece ser o único caminho para superar o impasse estabelecido desde dezembro quando a empresa sediada em Campina Grande parou de fazer os repasses a seus investidores.

Calcula-se que estejamos falando de cerca de R$ 600 milhões represados e 10 mil clientes que perderam o sono pensando no dinheiro que investiram na promessa de faturamento alto no ramo das criptomoedas.

Uma nota emitida ontem pelo MPPB garante que muitas informações novas sobre o caso foram obtidas nos últimos dias e que as providências estão sendo tomadas de maneira rápida.

Enquanto isso, o dono da Braiscompany, Antonio Neto, adotou a tática de que o ataque é a melhor defesa. Ele se diz acuado e massacrado pela imprensa e se recusa a falar com quem quer que seja. Para ele, não há nenhum veículo de comunicaçao no Brasil que valha seu tempo.

É a retórica de quem não quer ser contestado. É muito mais confortável fazer uma live e dizer apenas o que quer, sem ser interpelado, questionado, confrontado.

Os advogados da Braiscompany igualmente se posicionaram afirmando que só falarão em juízo ou ao MP.

Antonio Neto construiu uma imagem marcada pelo luxo, companhia de muitos famosos e de ostentação. Fez com que muita gente sonhasse em ganhar dinheiro como ele, investindo num segmento que muitos desconhecem e que tem alto risco. Os primeiros investidores sairam alardeando o bom negócio que fizeram e atrairam muitos outros. O esquema pode não ser, mas se parece demais com as pirâmides. Ou seja, você é atraido com a promessa de altos ganhos se recrutar mais pessoas para investir no mesmo esquema. No início, alguns realmente têm lucro para dar mais verossimilhança ao processo, mas depois, o criador do golpe desaparece com o dinheiro dos demais.

A reputação de Antonio não é das melhores. Ele passeou pelo marketing multinível, uma forma mais sutil de pirâmide, que utiliza a venda de um serviço ou produto para disfarçar o intuito principal, e até já fundou umaa igreja, a igreja de cristo oficial, que funcionava no Conde e foi fechada quando ele criou a Braiscompany.

Tem gente que vendeu imóveis para aplicar o dinheiro no mercado dos criptoativos, com a Braiscompany. Por isso, o desespero é proporcional à grana empenhada nesse segmento.

Antonio deve ser convocado pela ALPB na semana que vem para prestar esclarecimentos a respeito de um escãndalo que já é manchete nacional. A audiência deve ser conjunta numa iniciativa de Wilson Filho, na Assembleia, e Odon Bezerra, na Câmara Municipal de João Pessoa. Antonio com certeza tem muito a explicar não pode se dar ao luxo de falar o que quer, na hora que quer e pra quem ele quer. Empreendedor de um ramo tão moderno, ele ainda usa os métodos mais antigos para fugir do debate. E esse é um sinalizador de que há algo de podre no reino da Borborema. Quem não deve, não teme.

ParlamentoPB

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CASO BRAISCOMPANY: Empresário de Lucas Veloso diz que humorista teve prejuízo de R$400 mil

Treta: Lucas Veloso e dono da Brais Company trocam acusações e ameaças | Paraíba Já

Desde o final do ano passado, começaram a surgir denúncias sobre problemas no recebimento de dinheiro dos clientes da empresa de criptomoedas paraibana, BraisCompany.

Um dos principais críticos é o humorista Lucas Veloso. O filho do saudoso Shaolin, tinha uma parceria antiga com a empresa, usando suas redes sociais para fazer propaganda do projeto. Após ser alertado por pessoas de dentro da BraisCompany sobre os graves problemas financeiros, Lucas começou a fazer vídeos questionando e alfinetando os responsáveis, principalmente o dono, Antônio Ais.

Com a fuga dos proprietários, está cada vez mais incerta a situação dos clientes que depositaram a confiança e as economias da vida inteira, em um empreendimento que prometia muitas vantagens e que só entregou transtorno.

Em uma entrevista, o empresário de Lucas Veloso, Ricardo Santos, conta toda a trajetória do humorista com a BraisCompany e o prejuízo quase milionário que o filho de Shaolin adquiriu com a empresa.

Qual era a relação de Lucas com a empresa? Lucas fazia divulgação da empresa nas redes sociais, era um trabalho de influencer, não tinha uma rotina certa, mas sempre quando possível, ele divulgava a BraisCompany no Instagram. Ele ficou quase dois anos fazendo esse tipo de trabalho. Foi Antônio que convidou Lucas, eles se acertaram e a parceria durou até um pouco depois do São João do ano passado.

Quando aconteceu a ruptura entre Lucas e a BraisCompany? Em relação aos merchans que Lucas fazia ficou tudo certo, a questão começou a mudar por conta do filme. Ficou acertado o patrocínio de Antônio Neto para a realização desse filme, com a documentação completa e a previsão de uma data para o pagamento. Mas o tempo foi passando e o dinheiro nunca era pago, e foi se arrumando desculpas e mais desculpas e Lucas achou melhor romper. Quando Lucas anunciou publicamente a ruptura com a empresa, pessoas de dentro da BraisCompany começaram a mandar informações e documentos sobre a situação financeira da empresa e os problemas de pagamento que começariam a aparecer com mais força no começo desse ano.

Lucas sofreu algum tipo de represália? Quando Lucas começou a falar sobre os desvios da empresa, muita gente veio criticar, afirmando que ele estava fazendo isso com raiva por conta do filme. Mas isso não é a verdade, ele pensou que como influencer tinha a obrigação de transmitir os problemas que eram passados por pessoas de dentro da empresa, e que viam os desfalques que seriam descobertos um pouco depois. Lucas quis alertar aqueles que tinham economias na empresa, mas como isso foi três meses antes da bomba estourar, muitos não acreditaram na palavra dele.

Lucas levou muita pancada, principalmente de influencers de Campina Grande que afirmavam que não tinha problema algum e que Lucas só estava fazendo isso por revanchismo pela situação do filme. Mesmo sendo atacado, Lucas chamou alguns desses influencers para conversar e todos ficaram ao lado de Antônio, ajudando no massacre que ele sofreu nas redes sociais.

Como foi a situação do filme? A BraisCompany ia ser a patrocinadora principal do filme, fechamos um acordo e o roteiro foi todo pensado em valorizar a empresa. A pré-produção já tinha começado, e nós iríamos para a fase de fechar os contratos com os artistas. mas quando você fecha esse tipo de acordo com os atores, você tem que pagar 30% do cachê adiantado. A gente tinha que contratar também o pessoal do figurino, locações, reservar o hotel, e quando esperamos esse aporte financeiro, o dono da empresa sempre ficava enrolando Lucas.

Para você ver como estávamos adiantados, já tínhamos Diretor contratado, artistas apalavrados, local escolhido, mas quando íamos falar com o patrocinador, ele fugia, não respondia Lucas, dizia que estava viajando e isso durou mais de quatro meses. Nós ficamos com um prejuízo de R$400 mil, pois nada do aporte foi pago, pois acreditamos na empresa e deixamos de ir atrás de outros patrocínios pelo compromisso com a BraisCompany que só fez enrolar Lucas e atrasar a execução do projeto.

Lucas chegou a investir dinheiro na BraisCompany? O patrocínio do filme era todo em ações da empresa. Falando na parte pessoal, Lucas tirou o dinheiro antes da bomba estourar, pois sabia e alertava que existia algo errado, mas infelizmente poucos escutaram todo aquele apelo que Lucas fez antes da polícia ir atrás de Antônio.

O filme ainda irá ser realizado? Sim, iremos resolver essa questão financeira primeiro, mas o projeto está todo completo. Vamos ter que mudar uma parte do roteiro, ir atrás de outras empresas que queiram nos ajudar, mas o público pode ter certeza, que tudo será resolvido no decorrer de 2023.

PolêmicaPB

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Confira os clubes e empresas patrocinados pela BraisCompany e quais foram os prejuízos

Desde o final do ano passado, começaram a surgir denúncias sobre problemas no recebimento de dinheiro dos clientes da empresa de criptomoedas paraibana, BraisCompany.

Com a fuga dos proprietários, está cada vez mais incerta a situação dos clientes que depositaram a confiança e as economias da vida inteira, em um empreendimento que prometia muitas vantagens e que só entregou transtorno.

A fama da BraisCompany ultrapassou as fronteiras do estado, dando fama e prestígio ao proprietário, que era visto muitas vezes ao lado de celebridades nacionais como Falcão, Neymar, Romário e Ronaldinho Gaúcho.

Confira as empresas, clubes e influencers que fecharam algum tipo de patrocínio com a BraisCompany e os possíveis prejuízos causados com essa parceria.

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Lucas Veloso

Um dos principais críticos da empresa é o humorista Lucas Veloso. O filho do saudoso Shaolin, tinha uma parceria antiga com a empresa, usando suas redes sociais para fazer propaganda do projeto. Após ser alertado por pessoas de dentro da BraisCompany sobre os graves problemas financeiros, Lucas começou a fazer vídeos questionando e alfinetando os responsáveis, principalmente o dono, Antônio Ais.

O principal problema de Lucas foi o prejuízo quase milionário em um patrocínio acordado para um filme. Lucas e os produtores tiveram um desfalque de R$400 mil reais na produção do longa que era um sonho do jovem humorista paraibano.

celino - MARIONETES: Saiba quem eram os clubes e empresas patrocinados pela BraisCompany e quais foram os prejuízos

Celino Neto

Um dos mais conhecidos colunistas sociais da Paraíba, Celino Neto, também usava suas redes sociais para fazer propagandas da BraisCompany. Celino revelou estar tomando remédios para controlar as crises de ansiedade provocadas após os problemas com a empresa campinense.

Nos Instagram, ele abriu uma caixa de perguntas e respondeu questionamentos de seus seguidores, “Você tem investimento na Brás ou só divulga?”.

Em resposta às perguntas, Celino desabafou: “Você acha que se eu fosse só parceiro, eu viveria nessa angústia? No início, foi só divulgação da Braiscompany, mas depois de um tempo virei investidor”.

AnyConv.com  clube de futebol da paraiba fecha patrocinio com braiscompany empresa suspeita de piramide financeira - MARIONETES: Saiba quem eram os clubes e empresas patrocinados pela BraisCompany e quais foram os prejuízos

Treze Futebol Clube

Um dos maiores clubes do estado também firmou parceria com a BraisCompany. Pensando em atrair clientes, a empresa procurou um dos dois grandes times da Rainha da Borborema, para ter a sua marca estampada na camisa do Galo da Borborema no ano de 2022.

Lucas Medeiros, coordenador de marketing e comunicação do clube, afirma não ter existido problemas com a Brais. “A relação da empresa citada com o Treze Futebol Clube sempre foi a melhor possível, sendo pautada no respeito, compromisso e transparência. Em nenhum momento houve nenhum tipo de de insatisfação em nenhuma das vias, tanto que, ao fim do vínculo, as portas do Treze ficaram abertas para a renovação com a empresa, o que não foi possível devido a motivos de força maior”.

Ele também citou que o valor acordado foi bom para o Treze, “Foi um valor justo, considerando as circunstâncias do período. Foi um parceiro importante no aspecto financeiro para a temporada 2022 do Treze”.

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Celebridades do Futebol

Antônio Neto ostenta em suas redes sociais, várias fotos com famosos do futebol. Ele chegou a promover e patrocinar grandes eventos, com presença de famosos, com os ex-jogadores de futebol Ronaldinho Gaúcho e D`Alessandro.

O jogo festivo foi o Legends Games Brasil que teve duas edições realizadas, sendo a última em novembro do ano passado, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. O ex-jogador de futsal Falcão, que aparece em imagens de eventos solidários da empresa, informou por meio de sua assessoria que o atleta nunca fez publicidade e também não possui investimentos na Braiscompany.

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Foto: Redes Sociais

Acelino ‘Popó’ Freitas

O ex-Campeão Mundial de Boxe, era mais um dos influencers que fazia propaganda da empresa em suas redes sociais. Mas a parceria ajudou financeiramente na esperada volta de Popó aos ringues contra o youtuber Whindersson Nunes, a BraisCompany teve sua logo estampada em todas as fotos promocionais e na roupa usada pelo lutador em sua entrada antes da luta. “A Braiscompany patrocina o Popó porque ele merece muito, é um ídolo, é o maior do boxe e é digno de todas as honras possíveis. Eu, como pessoa e empresário, sou fã da determinação desse cara”, citou Antônio Neto.

Após o escândalo explodir no mês de janeiro, Popó reclamou do antigo amigo em uma live, onde o proprietário tentava explicar a situação da empresa para os clientes. O tetracampeão mundial de boxe revelou para os seus seguidores, ter tido um prejuízo de R$ 1,2 milhão na Braiscompany.

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Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal

Por ironia do destino, em novembro de 2022 Antônio Neto, patrocinou o XV Jogos Nacionais dos Servidores da Polícia Federal (Joids). A competição envolvia mais de mil policiais federais de todo país que se enfrentaram em diversos esportes, como o futebol, futsal, natação, voleibol, atletismo, vôlei de praia, xadrez, tiro, tênis de mesa, entre outros.

Antes de ser procurado e investigado pela própria Polícia Federal, o dono da BraisCompany recebeu vários elogios do Presidente Nacional da Ansef, Carlos Alberto Tartarone. “A união com a Braiscompany sem dúvidas vai durar por muito tempo e é muito importante para Ansef. Nós temos alguns projetos sócio-culturais, ligados ao combate à exploração infantil, educação ecológica, antidrogas e, por meio deles, levamos informação e prevenção sobre esses temas, principalmente para jovens. A Brais será nossa parceira nesses projetos”.

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