O ex-senador paraibano Roberto Cavalcanti afirmou, nesta quinta-feira (30), que o Dia do Trabalhador deveria ser chamado de “dia da vagabundagem”. A declaração ganhou repercussão nacional após ser publicada pelo site Metrópoles.
A fala ocorreu durante programa ao vivo na TV Correio, emissora que integra o sistema de comunicação do qual ele é proprietário.
“Por incrível que pareça, [o feriado] é carimbado como Dia do Trabalho. Não, é o dia da vagabundagem. Trabalho é você sair de casa de manhã e voltar à noite, tendo cumprido uma missão profissional. Sou absolutamente contrário a esse tipo de feriado”, disse.
O empresário também criticou a frequência de feriados no calendário brasileiro, apontando impactos negativos na economia.
“Estamos sendo sacudidos sucessivamente por feriados. Semana passada, feriado; essa semana, feriado. Isso atrasa demais o desenvolvimento”, afirmou.
Cavalcanti relembrou ainda que, quando esteve no Senado, apresentou um projeto para concentrar feriados em segundas e sextas-feiras, a fim de evitar datas no meio da semana. A proposta, no entanto, não foi aprovada.
Buega Gadelha recebe homenagem da Câmara Municipal de João Pessoa (Foto: Reprodução/TV Câmara)
O juiz Vinícius Costa Vidor, da 4ª Vara Federal na Paraíba, condenou o empresário Buega Gadelha e envolvidos em um esquema de fraudes em obras do Serviço Social da Indústria na Paraíba (SESI-PB).
A decisão reconheceu a prática de apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro em contratos firmados a partir de uma licitação realizada em 2016.
O decisão gira em torno da licitação que resultou na contratação da empresa Roma Construção e Manutenção Ltda para execução de dez obras em diferentes municípios do estado. O valor inicial do contrato era de R$ 2,8 milhões, mas, com aditivos considerados irregulares, chegou a R$ 3,8 milhões.
Segundo a sentença, o processo licitatório já apresentava sinais de irregularidade desde a origem. Entre os problemas apontados estão a concentração de várias obras em um único edital, reduzindo a competitividade, e a participação de apenas uma empresa, sem comprovação adequada de capacidade técnica.
Execução do contrato agravou irregularidades
Ainda conforma a decisão, na execução do contrato, as irregularidades se agravaram. Auditorias da CGU identificaram pagamentos por serviços não executados ou realizados em desacordo com o previsto.
Em diversas obras, houve registro de itens inexistentes ou entregues em quantidade e qualidade inferiores às contratadas.
Um dos pontos centrais do esquema, conforme a decisão, foi a emissão de boletins de medição com informações falsas. Esses documentos atestavam a execução de serviços que, na prática, não haviam sido realizados. A Justiça entendeu que não se tratava de erro técnico, mas de fraude deliberada para justificar os pagamentos.
Uso de ‘laranjas’ para ocultar dinheiro
Além disso, a sentença descreve uma estrutura financeira voltada à ocultação dos valores desviados. Os recursos pagos pelo SESI eram depositados em contas de pessoas físicas, sacados em espécie e distribuídos de forma fracionada, prática típica de lavagem de dinheiro.
Também foi identificada a utilização de “laranjas” para ocultar os verdadeiros responsáveis pela empresa contratada.
De acordo com o juiz, ficou comprovada a atuação coordenada dos réus, com divisão de tarefas que incluía desde a manipulação de medições até a movimentação financeira dos valores desviados.
Condenados
Foram condenados por apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro os réus Alaor Fiúza Filho, Chênia Maia Camelo Brito e François de Araújo Morais. Já Carlos Estevam de Souza Galvão, Francisco Petrônio Dantas Gadelha e Janildo Sales Figueredo foram condenados por apropriação indébita e falsidade ideológica.
O ex-diretor do SESI, Buega Gadelha, foi condenado por apropriação indébita e lavagem de dinheiro.
A decisão também fixou o valor mínimo de reparação em R$ 1,31 milhão, correspondente ao prejuízo identificado nas obras.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra parece que não é bem-vinda no próprio estado. Neste feriado, a pousada Estação Bananeiras, no Brejo paraibano, apagou uma publicação nas redes sociais em que a dona do empreendimento aparecia ao lado de Fátima.
A exclusão ocorreu após uma série de comentários negativos feitos por internautas, que criticaram a presença da gestora no local. Na postagem original, seguidores reagiram de forma contrária à visita da petistas, Entre as manifestações, houve ameaças de boicote ao estabelecimento, com usuários afirmando que deixariam de se hospedar na pousada após a presença de Fátima.
Diante da repercussão, os comentários passaram a ser ocultados. No entanto, as críticas continuaram a aparecer em outras publicações do perfil do empreendimento. O vídeo que registrava a presença da governadora acabou sendo excluído.
Além disso, chama atenção a recepção negativa direcionada à governadora que é paraibana, enfrentando resistência no próprio estado.
Quem transitou pela Avenida Afonso Pena nesta segunda-feira (20), entre a praia do Bessa, em João Pessoa, e a de Intermares, em Cabedelo, pôde observar o lançamento de uma água de cor escura no mar.
A última vez que isso ocorreu técnicos da Universidade Federal da Paraíba coletaram a água e detectaram esgoto desaguando no mar.
No mesmo trecho, banhistas, turistas e moradores caminham pela areia da praia. Alguns chegam a se arriscar e entram em contato com a água escura. Além disso, quem passa pelo local também sente o forte odor vindo do maceió.
Por conta disso, o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), determinou a deflagração de uma operação na orla da capital para fiscalizar a poluição. A gestão, vale lembrar, participa do programa Orla Limpa, que já busca conter o lançamento de esgoto no mar.
Uma decisão judicial, do dia 9 de abril, também determina que a Cagepa, a Sudema, a Prefeitura de João Pessoa e o Estado elaborem um plano de ação detalhada, no prazo de 30 dias, para providenciar a contenção do despejo de esgoto no mar.
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), informou nesta segunda-feira (20), que determinou uma operação de fiscalização nas praias da Capital, após mais um caso de aparente poluição no mar. Neste domingo (19), uma “enxurrada” de água escura foi registrada desaguando na praia do Bessa.
O prefeito disse que os fiscais da prefeitura já foram ao local. Ele informou que determinou “uma operação grande” em toda a orla para detectar focos de esgotos clandestinos. “Não vamos mais admitir esse problema”, disse.
Ainda de acordo com o prefeito, houve determinação para que as secretarias responsáveis pela área, incluindo a Secretaria do Meio Ambiente (Seman), Emlur e Seinfra,coloquem todas as equipes à disposição da operação determinada por ele.
O prefeito informou, também, que aguarda um relatório das pastas com detalhes da poluição. A fiscalização deve ocorrer, inclusive, durante o feriado nesta terça-feira (21).
Justiça determinou solução
Em 9 de março, o juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara de Fazenda Pública de João Pessoa, determinou, em decisão liminar, que medidas urgentes sejam adotadas para evitar o lançamento irregular de esgoto nas praias urbanas de João Pessoa, entre elas a do Bessa, onde foi registrado parte do material neste domingo (19).
A decisão acontece no âmbito de uma Ação Civil Pública movida por uma entidade ambiental, que aponta um cenário de “degradação nas praias de João Pessoa”, em trechos de orla como Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa. A determinação tem como foco a Prefeitura de João Pessoa, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema).
” alt=”” />A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que o São João de Campina Grande é inferior ao de Caruaru, reacendendo a rivalidade entre as duas festas.
Na fala, Raquel Lyra disse que a ordem das visitas influencia na experiência do público. “Se você vai para o São João de Campina, para o São João de Caruaru… Desculpa, Campina. Campina é o segundo melhor São João do Brasil, vocês sabem. Por isso, primeiro vá para o de Campina, depois para o de Caruaru, porque se você for primeiro para o de Caruaru e depois para o de Campina, vai ficar meio sem graça”, afirmou.
Campina Grande e Caruaru protagonizam, há anos, uma disputa simbólica pelo título de “Maior São João do Mundo”. As duas cidades realizam eventos de grande porte, com programação extensa e artistas nacionais. Levantamento do Google Trends mostra que o interesse do público pelas festas é equilibrado ao longo dos anos, com alternância na liderança das buscas entre os dois destinos.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Narco Fluxo e aponta que um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao cantor MC Ryan SP teria movimentado mais de R$ 260 bilhões. A informação consta em decisão da Justiça Federal, do do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos., que autorizou as medidas da operação.
Segundo a investigação, o grupo utilizava atividades ligadas à indústria musical e ao entretenimento digital para movimentar grandes quantias de dinheiro sem lastro econômico comprovado. De acordo com a PF, os valores eram movimentados por meio da venda de ingressos, produtos e ativos digitais, além do uso de criptoativos e transações fracionadas para dificultar o rastreamento.
A apuração também aponta o uso de “laranjas”, familiares e operadores financeiros para ocultar os reais beneficiários das operações. Relatórios do Coaf identificaram movimentações suspeitas de R$ 1,63 bilhão. Esse valor serviu de base para bloqueio de bens e contas dos investigados. No entanto, a PF estima que o volume total movimentado pelo grupo seja muito maior.
A operação mobiliza mais de 200 policiais federais e cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados do país. Entre os alvos estão o cantor MC Poze do Rodo e o influenciador Raphael Sousa, ligado à página Choquei. As ações ocorrem em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Fotos: Divulgação/Polícia Federal
Justiça vê indícios de “instituição financeira clandestina”
Na decisão, a Justiça aponta que o grupo atuaria como uma espécie de “instituição financeira clandestina”, com forte capilaridade e ramificações que ultrapassam o território nacional.
Além das prisões, foram determinadas medidas como sequestro de bens, bloqueio de valores e restrições societárias para interromper as atividades investigadas. Os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Defesas se manifestam
Em nota, a defesa de MC Ryan informou que ainda não teve acesso aos autos, mas afirmou que todas as movimentações financeiras do artista possuem origem comprovada e seguem a legislação.
Já a defesa de MC Poze declarou desconhecer o teor da decisão judicial e disse que irá se manifestar após acesso ao processo. A defesa de Raphael Sousa não foi localizada.
O novo prefeito interino de Cabedelo, José Pereira (Avante), afirmou que irá manter os secretários que estavam na gestão do prefeito afastado, Edvaldo Neto (Avante).
O vereador, que assume o cargo por ser presidente da Câmara Municipal, tomou posse no cargo de prefeito em sessão realizada na Casa Legislativa na manhã desta quarta-feira (15).
Pereira também disse que manterá o contrato com a empresa Lemon Terceirização e Serviços Ltda. caso a Justiça decida pela continuidade do contrato. A empresa é investigada pela Polícia Federal na Operação Cítrico – que apura esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa dentro da gestão do município.
“Vou seguir o que a Justiça determinar. Se ela determinar que fique, der um prazo. São empregos, famílias que necessitam o pão de cada dia”, disse o prefeito interino.
Um vídeo divulgado pela Polícia Federal mostra o momento em que agentes apreendem sacolas com dinheiro em espécie durante a Operação Cítrico, deflagrada na manhã desta terça-feira (14), em Cabedelo.
A ação teve como um dos principais desdobramentos o afastamento do prefeito Edvaldo Neto (Avante), eleito no último domingo (12) em eleição suplementar no município.
As imagens registram a atuação dos policiais no cumprimento dos mandados, evidenciando a apreensão do material que pode estar ligado às investigações conduzidas pela PF.
A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP) interditou e autuou, nesta quinta-feira (9), um posto de combustíveis no bairro de Cruz das Armas após identificar irregularidades na qualidade da gasolina comercializada.
De acordo com o órgão, testes realizados no posto Nova Cruz das Armas apontaram que o produto apresentava apenas 14% de gasolina, enquanto 86% eram de uma substância ainda não identificada.
A ação foi motivada por denúncias de consumidores que relataram problemas após abastecer no estabelecimento. Segundo os relatos, veículos chegaram a parar no meio da via logo após o abastecimento.
O secretário do Procon-JP, Júnior Pires, explicou a medida adotada pelo órgão. “Para evitar que esses problemas continuem a ocorrer, interditamos o posto até que tenhamos o relatório final do laboratório e o local também seja organizado”, afirmou
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