Em nota oficial, o Grupo GP manifestou solidariedade às famílias envolvidas e afirmou estar colaborando com as investigações.
A construtora destacou que, conforme a legislação civil e normas técnicas vigentes, a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos de uso comum passa a ser integralmente do condomínio após o início da utilização regular pelos moradores.
Segundo a empresa, o empreendimento foi entregue há cerca de três anos e, desde então, a administração condominial teria sido alertada sobre a necessidade de manutenção contínua dos sistemas de elevação.
Confira trecho da nota:
“Nos termos da legislação civil e das normas técnicas aplicáveis — em especial a ABNT NBR 16.083 e o art. 1.336 do Código Civil —, a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos de uso comum, incluindo os sistemas de elevação, recai integralmente sobre o condomínio a partir do momento em que os moradores passam a fazer uso regular desses equipamentos.”
O Grupo GP afirmou ainda possuir mais de 8 mil unidades habitacionais entregues e reiterou compromisso com “qualidade construtiva, segurança e respeito às normas técnicas vigentes”.
O caso segue sendo investigado para identificar as causas da falha no elevador e eventual responsabilização civil ou criminal.
De morro no Rio, Fatoka ordenou execuções, venda de drogas e esquema em Cabedelo; Veja conversas – Foto: TV Globo.
Uma reportagem do Fantástico, exibida no último domingo (10), mostrou como o chefe da facção criminosa “Tropa do Amigão”, um braço do Comando Vermelho na Paraíba, identificado como Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka, comandava ações criminosas em Cabedelo e se infiltrava na administração pública da cidade.
Um documento da Polícia Federal, que aRede Paraíba teve acesso, mostra como a facção criminosa funcionava, a partir da extração de arquivos armazenados no iCloud, sistema de armazenamento em nuvem da Apple, por meio de uma conta criada por Fatoka com o nome falso.
O esquema que o criminoso comandava supostamente envolvia ex-prefeitos de Cabedelo, inclusive Edvaldo Neto, afastado do cargo de interino no mês de abril, e consistia em contratar empresas terceirizadas para o poder público, com intuito de empregar pessoas ligadas à facção criminosa e colocá-las dentro da administração para desviar recursos.
Na prática, esses recursos destinados ao pagamento dos postos de trabalho terceirizados voltavam aos líderes da organização e aos agentes politicos na forma de propina.
Dados na “nuvem”
Segundo a Polícia Federal, as informações sobre Fatoka foram obtidas após autorização judicial para quebra de sigilo telemático da conta iCloud, [email protected], no âmbito da Operação “Leonard”. A PF afirma que a Apple forneceu os dados armazenados em nuvem, incluindo conversas de WhatsApp, imagens, vídeos, áudios e documentos.
No aplicativo de troca de mensagens, de acordo com a investigação, o criminoso se identificou pelo nome de usuário “Salmo 91”, em alusão à uma passagem da Bíblia.
Segundo o documento da PF, os investigadores identificaram mensagens relacionadas à venda e distribuição de drogas como cocaína, skank, haxixe e crack, com direcionamento para a Paraíba.
Em conversas atribuídas a Fatoka e a outro integrande da facção, identificado como “França”, a PF identificou tratativas sobre a chegada de até 100 quilos de maconha para comercialização em Cabedelo, além da organização logística para embalar, pesar e distribuir os entorpecentes. Veja abaixo.
Fatoka (Salmo 91): “Pronto, vamos ver que o cara já separou 100 quilos para nós, nós espalhamos 50 quilos vamos ver se espalha o restante e mandar meter nos grupos de progresso, maconha, fazer jogo.”
França: “100 quilos é 100 quilos, meu amigo. 50 eu vou meter a mola daquele modelo. E pra guardar material é peso, meu irmão. Essa daí… Aí dá luz, hein? vai pegar de duas remessas né? E pegar de duas remessas.”
No que diz respeito às ordens de execução, a PF descreve diálogos em que Fatoka discute com “Mago David”, outro integrante da facção, sobre um terceiro participante ter solicitado autorização para matar um homem apontado como ligado à facção rival Nova Okaida, na Paraíba. O motivo: estaria vendendo drogas para a facção rival no bairro do Bessa, em João Pessoa. Veja abaixo.
Mago David: “Rapaceiro, o boy passou a visão pra mim aqui, esse bicho aí é lá do Bessa, tá ligado? Aquelas bandas ali vão paraíso (Val Paraíso), ele tá lá no Louvina agora, ele mete mola pros caras (vende drogas para rivais)”
Mago David: “É um tal de Samuel, mano”
Fatoka (Salmo 91): “Não, mano, mas quem foi que trouxe essa ideia, mano? O cara que trouxe vai matar nos peitos, se chegar uma linha? Você vai matar nos peitos? Porque eu não sei quem é o cara, mano. Você matar nos peitos, demorou. Pode quebrar. Se você tiver certeza que vende droga, que vende droga lá e fecha contra nós, demorou. Pode quebrar, parceiro”
Mago David: “Esse cara, ele é menino de um tal de mano. Esse mano é menino do Galego Fernando (apontado como chefe da facção rival), entendeu?”
Fatoka (Salmo 91): “Ah, põe aço nele, mano. Você não conhece o cara? É isso que eu queria, um cara que conhecesse. Você conhece. Então, aço nele. Demorou”
Segundo a PF, Fatoka autorizou a ação e recomendou cautela posteriormente. O documento afirma ainda que os investigados discutiam estratégias para localizar rivais e obter informações sobre seus deslocamentos.
Chefe de núcleo financeiro presa apontou como esquema funcionava
Identificada como chefe do núcleo de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho na Paraíba, Ariadna Thalia, presa em dezembro do ano passado, disse em depoimento que o ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, atuou para manutenção do esquema de contratação de uma empresa terceirizada, que desviou mais de R$ 270 milhões. Veja o vídeo acima.
Ela relatou que em dezembro de 2024, uma operação da Polícia Federal, a “En Passant”, interferiu no esquema e gerou demissões de funcionários da empresa Lemon, contratados de forma terceirizada após a indicação de chefes do Comando Vermelho, entre eles, Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka, um dos criminosos mais procurados do Brasil, pela lista do Ministério da Justiça. Na época, Vitor Hugo era o prefeito e em janeiro de 2025, André Coutinho, assume a prefeitura.
“Teve a operação, foi avisado que as pessoas iam ser demitidas. (Quem assinou foi) o atual prefeito, na época, já era o André (Coutinho). E era um acordo do Vitor Hugo, mas esse acordo foi firmado e permanecido com o André, até a data da operação. Quando teve a operação, ele ficou com medo, acho, de chegarem até a ele também e o (André) rompeu o acordo. Aí ele rompeu o acordo e tirou todas as pessoas que eram ligadas à facção e às indicações de Fatoka”, disse ela.
Depois da quebra do acordo e as demissões, Ariadna disse para a Justiça que o chefe da facção criminosa, Fatoka, cobrou de Vitor Hugo para que o esquema fosse mantido. Segundo ela, Vitor Hugo informou que “uma pessoa dele” assumiria a prefeitura para manter o esquema funcionando. André Coutinho foi afastado do cargo público em dezembro de 2025. Edvaldo Neto assumiu interinamente no mesmo mês e Vitor Hugo já não era mais prefeito naquela época.
“Sim, ele se recusa (André). Na verdade, ele não faz parte, nem ele, nem a vice (Camila Holanda), não concordaram com o esquema. Aí o Vitor já tinha avisado que ia ter esse rompimento e que a pessoa que iria assumir a prefeitura era uma pessoa dele. E tudo iria voltar. Mas não iria voltar tudo de uma vez. Iria voltar aos poucos, as contratações”, disse.
Ariadna também diz que quando Edvaldo Neto assume interinamente, o esquema é, de fato, retomado parcialmente, com algumas contratações e que, em troca desse aparelhamento de pessoas na prefeitura, a facção criminosa garantia para o então prefeito interino que opositores políticos não fizessem campanha eleitoral para a Eleição Suplementar de Cabedelo, ocorrida em 12 de abril, nos territórios dominados por ela.
“(O esquema acontecia em troca) do domínio territorial. (A facção) dominava a cidade toda, tudo. (Fatoka) ele dita o político que vai entrar na comunidade, quem pode fazer campanha, quem não pode, os votos, o apoio das pessoas, principalmente das comunidades (…) Inclusive, o Wallber (Virgolino) não faz campanha”, contou.
Ela também explicou que apenas a comunidade do bairro Renascer não é dominada territorialmente pelo Comando Vermelho, através do braço “Tropa do Amigão”.
O que dizem os citados
A Rede Paraíba entrou em contato com Vitor Hugo, André Coutinho e Edvaldo Neto, ex-prefeitos de Cabedelo, assim como a ex-vice-prefeita Camila Holanda, e também a empresa Lemon.
Em nota, a defesa de Vitor Hugo disse que repudia “de forma veemente, qualquer tentativa de vinculação do seu nome a organizações criminosas ou ao tráfico de drogas” e que “não sabe quem é Ariadna nem Fatoka, nunca tratou nenhum assunto pessoal nem administrativo com os referidos”.
Camila Holanda, também por meio de nota, informou que “causa supresa a tentativa absurda de envolver o meu nome em qualquer fato dessa natureza” e já encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) provas “as quais em nenhum momento apontaram para qualquer envolvimento dela” e com relação a última operação da PF “não é alvo de absolutamente nada e não tem conhecimento a respeito de qualquer documento”.
Edvaldo Neto também respondeu, por meio de nota, que “o gestor interino jamais manteve qualquer acerto com organizações criminosas, tampouco houve, durante sua breve passagem pela Prefeitura Municipal, qualquer vínculo ou relação dessa natureza”.
A defesa do ex-prefeito interino também ressalta que “a única referência ao nome de Edvaldo Neto no depoimento divulgado decorre de questionamentos formulados pelo próprio interrogador, sem que haja narrativa espontânea da depoente atribuindo ao gestor interino participação pessoal em reuniões, ordens, pagamentos ou tratativas com facções criminosas”
A empresa Lemon informou que Ariadna foi funcionária da Lemon por sete meses e que foi desligada “por não corresponder às expectativas” e disse “não ser razoável” a chefe de um núcleo da facção criminosa “se submeter ao emprego de auxiliar de serviços gerais, recebendo um salário-mínimo, tendo que registrar ponto de presença e tendo suas faltas descontadas”.
A Lemon também disse que ” já apresentou toda a documentação comprovando que paga os salários dos funcionários nas respectivas contas-salário, por meio de transferência digital, não em espécie”, como afirmou Ariadna ao falar de “folha de pagamentos paralela”.
Sobre a alegação de que a empresa voltou a manter vínculo com o poder público no mandato interino de Edvaldo Neto, a Lemon disse a ex-colaboradora “estava presa (quando ele assumiu)” e “também afirmou que estava afastada da facção” e que no entendimento da empresa isso “compromete diretamente seu depoimento e seu suposto ‘conhecimento direto da engrenagem ilícita'”.
André Coutinho disse, em nota, “que não conhece” Ariadna e que “não assumiu qualquer compromisso não republicano com quem quer que seja durante todo o tempo em que militou politicamente em Cabedelo”. Ele reafirmou que “nunca soube ou compactuou com qualquer acordo envolvendo o crime organizado na cidade”.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) determinou a suspensão imediata da divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Seta, veiculada em parceria com o Portal Polêmica Paraíba. A decisão, proferida pelo desembargador João Benedito da Silva, atendeu a um pedido de tutela de urgência do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e expôs uma série de irregularidades graves, incluindo a confissão pública de que os custos do levantamento foram rateados entre pré-candidatos, contrariando as informações oficiais prestadas à Justiça Eleitoral.
A pesquisa, registrada sob o número PB-04436/2026, tinha como objetivo declarado aferir as intenções de voto para os cargos de Governador, Senador e Deputados (Federal e Estadual) na Paraíba. No entanto, a análise do TRE-PB revelou vícios que comprometem a transparência e a fidedignidade dos dados, resultando na proibição de qualquer veiculação dos resultados e na imposição de multa diária de R$ 5.000,00 em caso de descumprimento.
Omissão de financiamento e confissão em rádio
O ponto central da decisão judicial envolve a origem dos recursos utilizados para financiar a pesquisa. No sistema de registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Instituto Seta declarou que o levantamento, orçado em R$ 15.000,00, foi realizado com recursos próprios. Essa informação dispensaria a emissão de nota fiscal e a identificação de um contratante externo.
Contudo, a realidade dos fatos foi desmentida pelo próprio sócio-administrador do Portal Polêmica Paraíba, o jornalista Gutemberg Cardoso. Em entrevista concedida à Rádio POP FM no dia 6 de maio de 2026, Cardoso detalhou abertamente o esquema de financiamento: “É R$ 50 mil para fazer, como a gente faz, 1.500 entrevistas… eu chamei todos os pré-candidatos… e divido com eles o custo da pesquisa”. O jornalista ainda afirmou que enviava o questionário previamente aos comitês dos candidatos.
Para o desembargador João Benedito da Silva, a divergência entre o dado registrado e a confissão pública é “insanável sob a ótica da transparência”. A decisão destaca que a ocultação da cadeia de financiamento vicia o registro em sua origem, impedindo a fiscalização sobre possíveis influências econômicas indevidas na estruturação do levantamento.
Questionário “inflado” e indução do eleitor
Além das irregularidades financeiras, o TRE-PB identificou um grave desalinhamento entre o escopo declarado da pesquisa e o questionário efetivamente aplicado aos 1.500 eleitores entrevistados entre 29 de abril e 1º de maio.
Enquanto o registro oficial limitava-se aos cargos estaduais, o questionário de campo incluiu perguntas sobre a intenção de voto para Presidente da República e avaliações diretas das administrações federal, estadual e da Prefeitura de João Pessoa. O magistrado alertou que a inclusão de múltiplos quesitos estranhos ao objeto declarado possui o potencial de induzir o eleitorado, configurando os chamados efeitos de ancoragem (anchoring) e de preparação (priming).
“Ao submeter o entrevistado a uma extensa bateria de avaliações administrativas e questionamentos sobre a polarização nacional antes das perguntas sobre o pleito estadual, o instituto pode contaminar a espontaneidade das respostas, direcionando o raciocínio do cidadão sob um viés pré-estabelecido”, pontuou o relator na decisão.
“Maquiagem” estatística
A terceira irregularidade acolhida pelo tribunal refere-se a uma inconsistência técnica na metodologia da pesquisa. O instituto utilizou uma cláusula de “ponderação com fator 1” para as variáveis de escolaridade e renda.
Do ponto de vista estatístico, multiplicar qualquer dado por 1 significa mantê-lo inalterado. Na prática, isso equivale à ausência absoluta de qualquer ajuste ou correção amostral. A decisão classificou a manobra como uma “contradição lógica que macula a confiabilidade científica do levantamento”, esvaziando por completo a finalidade do procedimento corretivo exigido pela legislação eleitoral.
Impacto e sanções
Ao deferir a liminar, o TRE-PB ressaltou o perigo de dano irreparável ao processo eleitoral, especialmente devido à estratégia de divulgação “fracionada e progressiva” adotada pelo portal de notícias. A liberação sequencial dos dados maximiza o potencial de indução do eleitorado e consolida o vício metodológico.
As empresas Seta Instituto de Pesquisa Ltda e AY Serviço de Agenciamento e Portal de Notícias Ltda foram intimadas a retirar imediatamente de circulação todas as publicações referentes à pesquisa. O descumprimento da ordem judicial acarretará multa diária de R$ 5.000,00, limitada a R$ 50.000,00 por representado, além de possíveis sanções cíveis e criminais.
O caso agora segue para a apresentação de defesa pelas partes representadas e posterior manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral, antes do julgamento do mérito da representação.
A juíza Andréa Gonçalves Lopes Lins, da 1ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, suspendeu na tarde desta terça-feira (12) parcialmente a cobrança da chamada Tarifa de Pós-Utilização (TPU) do sistema “Zona Azul Digital JP”, implantado pela Prefeitura de João Pessoa.
A decisão foi tomada no âmbito de uma ação popular movida pelo advogado Giovanni José do Nascimento Pereira, que questiona a legalidade do modelo de cobrança criado pela gestão municipal.
Na ação, o autor argumenta que a TPU estaria funcionando, na prática, como uma penalidade aplicada ao motorista que estaciona sem pagamento ou ultrapassa o tempo permitido, o que, segundo a tese apresentada, invadiria competência exclusiva da União para legislar sobre trânsito.
Ao analisar o caso, a magistrada afirmou existir “probabilidade do direito” e apontou indícios de ilegalidade no mecanismo utilizado pela Prefeitura e pela concessionária responsável pelo serviço.A juíza destacou que a TPU não possui características típicas de tarifa pública, já que a cobrança ocorre em razão de uma irregularidade praticada pelo motorista.
“Sua finalidade não é remunerar o serviço, mas ‘regularizar’ uma situação infracional, o que a descaracteriza como tarifa e a aproxima de uma sanção administrativa”, registrou a magistrada na decisão.
A decisão também menciona possível violação ao princípio da modicidade tarifária, apontando aumento real de 33% no custo do serviço sem justificativa técnica adequada.Além disso, a magistrada citou acórdão do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), que já havia considerado irregulares pontos relacionados à licitação e ao contrato do sistema de estacionamento rotativo da capital.
Na decisão liminar, a juíza determinou:
suspensão imediata da cobrança da TPU;
proibição da emissão de avisos coercitivos para pagamento;
impedimento para que funcionários da concessionária pratiquem atos ligados ao poder de polícia administrativa;
proibição de dupla penalização ao motorista pelo mesmo fato.
A decisão ainda determina a citação do Município de João Pessoa, da Semob-JP e das empresas envolvidas no contrato para apresentação de defesa.
Um debate na Câmara Municipal de João Pessoa levantou a ideia de realizar uma sessão especial com os secretários de saúde da capital e do estado para discutir as situações dos hospital em João Pessoa. A proposta começou quando o vereador Marcos Vinícius (PDT) sugeriu trazer o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) para discutir problemas nos atendimentos do Hospital Metropolitano.
Nesse contexto, o líder da oposição, o vereador Milanez Neto (MDB), acatou a ideia de debate e sugeriu incrementá-lo com a participação dos secretários de saúde de João Pessoa, Luis Ferreira, e do estado, Ari Reis. Milanez, inclusive, já disse que contatou Ari, que de prontidão se mostrou disposto a participar do debate.
Um requerimento solicitando a presença dos secretários e do presidente do CRM-PB deve ser apresentado na próxima sessão da Câmara, na terça-feira (12). Milanez afirmou esperar que o requerimento seja da Câmara em conjunto e não somente do grupo da oposição.
A família de uma idosa de 70 anos denuncia o Hospital de Trauma de João Pessoa por um suposto erro médico após ela passar por uma cirurgia na perna errada nessa terça-feira (05).
Ela deu entrada na última terça-feira (28), após cair da cama e sofrer um AVC. Na unidade, foram realizadas uma tomografia e um raio-x, que identificaram uma fratura no fêmur direito, a qual foi registrada no prontuário e ficou aguardando a cirurgia.
Imagem: TV Correio
De acordo com a família, após o procedimento os familiares constataram que a cirurgia havia sido realizada na perna esquerda.
Em entrevista Cristiene Kelmy, uma das filhas da idosa, cobra explicações do hospital e ressalta que a mãe sofre de diabetes, Alzheimer e hipertensão.
Quero uma explicação do hospital de por que minha mãe entrou no bloco cirúrgico para fazer o procedimento na perna direita e saiu com a cirurgia feita na perna esquerda. Estamos sem entender até agora e queremos uma explicação, afirmou.
Ao questionar a equipe médica, o hospital teria informado que a paciente também apresentava fratura na perna esquerda, mas, segundo Cristiene, não houve esclarecimento sobre a perna direita, que inicialmente deveria ter sido operada.
O fisioterapeuta tinha falado que foi um erro, e realmente era a perna direita, e que a cirurgia foi na perna esquerda. Depois vêm outras pessoas falar que realmente a fratura tinha sido na perna esquerda e até então fica nessa, ninguém sabe a verdade, relatou.
O fundador da Braiscompany, Antonio Ais Neto, fez uma live nas redes sociais, nesta terça-feira (5). Ele disse que se quiser voltar a vender cursos, ele vai vender porque não há nenhuma proibição.
Em 2024, a Justiça da Argentina concedeu prisão domiciliar para ele e para a esposa Fabrícia Ais.
Os dois são acusados de participar de esquema de fraudes contra clientes da empresa.
O ex- empresário Antônio Neto Ais, conhecido por ser o principal nome por trás da Braiscompany, voltou a chamar atenção nas redes sociais ao anunciar uma transmissão ao vivo marcada para esta noite. A live ocorre após um período de três anos de silêncio público, segundo divulgação em seus perfis.
A publicação, que circula principalmente no Instagram, indica que a transmissão deve acontecer às 20h e levanta expectativa entre seguidores e também entre vítimas do esquema financeiro que marcou o caso.
Reaparecimento após condenação
Atualmente, Antônio Neto cumpre prisão domiciliar na Argentina, onde foi detido junto com a esposa após fugir do Brasil. O casal foi condenado por crimes relacionados a fraudes financeiras envolvendo a Braiscompany, que teria causado prejuízo bilionário a investidores.
Segundo investigações, o esquema atingiu mais de 20 mil pessoas e movimentou cerca de R$ 1,1 bilhão, com promessas de rendimentos elevados no mercado de criptomoedas — prática considerada incompatível com a realidade do setor.
Mesmo condenado no Brasil, Neto segue no país vizinho aguardando os desdobramentos do processo de extradição, que já foi autorizado, mas ainda não concluído.
O empresário Antônio Inácio da Silva Neto, conhecido como “Toinho da Braiscompany”, voltou a movimentar as redes sociais após publicar duas postagens recentes. Trata-se da primeira atividade pública online do empresário depois de um período de silêncio.
As publicações chamaram a atenção de seguidores e também de internautas que acompanharam o caso da Braiscompany, empresa que ganhou notoriedade nacional após ser alvo de investigações por suspeita de operar um esquema baseado em promessas de altos rendimentos com criptoativos.
Apesar da repercussão, o conteúdo divulgado não detalha o andamento de processos judiciais nem apresenta informações sobre possíveis desdobramentos do caso. Ainda assim, o reaparecimento foi suficiente para reacender debates e gerar forte reação entre investidores e pessoas que acompanharam o episódio.
Toinho chegou a ser considerado foragido da Justiça brasileira e foi localizado no exterior. Ele foi preso na Argentina, em 2023, junto com a esposa. O caso teve grande impacto, especialmente na Paraíba, onde a empresa concentrava uma ampla base de clientes.
A nova movimentação nas redes sociais volta a colocar o empresário no centro das atenções e levanta questionamentos sobre os próximos passos tanto dele quanto das investigações.
Até a publicação desta matéria, não havia posicionamento oficial de autoridades sobre as postagens.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), exonerou um assessor ligado ao deputado André Janones (Avante-MG) após confusão durante uma entrevista.
O servidor foi detido pela Polícia Federal depois de interromper a gravação e ofender o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e a equipe de imprensa.
A exoneração foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial. Até o momento, o gabinete de Janones não se pronunciou sobre o caso.
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