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Rússia anuncia uso, pela primeira vez, de mísseis hipersônicos na Ucrânia

Foto: Russian Defence MinistryTASS via Getty Images

A Rússia afirmou, neste sábado (19), ter lançado mísseis hipersônicos Kinjal na Ucrânia, com a intenção de destruir um depósito de armas na cidade de Ivano-Frankivsk, localizada no oeste do país. Esse tipo de armamento é de difícil detecção por sistemas de defesa antimísseis e, segundo militares russos, pode atingir alvos a uma distância de mais de 2 mil km.

Esta teria sido a primeira vez que os russos usam armas desse tipo desde o início do conflito, segundo a agência de notícias Interfax.

Metrópoles

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Brasil já recebeu 894 ucranianos desde a invasão russa no país europeu

Voo que trouxe brasileiros que fugiram da Ucrânia vieram também ucranianos que têm família no Brasil | Foto: Eduardo Militão/UOL

O Brasil já recebeu 894 ucranianos desde o início de guerra do país com a Rússia, no dia 24 de fevereiro. Dados divulgados pela Polícia Federal nessa sexta-feira (18) apontam que há 21 pedidos para visto temporário, cinco solicitações para residente e dois pedidos para visto provisório. As informações consideram as entradas de ucranianos entre os dias 24 de fevereiro e 17 de março.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o Brasil fará uma portaria para garantir o acesso de ucranianos ao passaporte humanitário brasileiro. A informação, divulgada no fim de fevereiro, é de que medida vai regulamentar a entrada dos cidadãos ucranianos.

Refugiados

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) 3,1 milhões de pessoas conseguiram fugir e agora estão refugiadas da Ucrânia. Ao todo, 13 milhões de pessoas que estão naquele país têm sido afetadas nas áreas mais atingidas pela guerra.

O Acnur tem apoiado centros de recepção para deslocados e entregando itens essenciais na Ucrânia e nas fronteiras, como alimentos, materiais de higiene e assistência em dinheiro. De acordo com a agência, também enviou especialistas em proteção de abuso e exploração sexual para Polônia, Moldávia, Hungria e Romênia.

Agência Brasil

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Heroína nacional: ucraniana mãe de 12 filhos morre enquanto lutava contra a invasão russa

Foto: Reprodução

A heroica Olga Semidyanova, médica e mãe de 12 filhos, foi homenageada pelo governo ucraniano na última quarta-feira (16), após ter morrido enquanto lutava na linha de frente contra a invasão de seu país pela Rússia.

De acordo com o jornal britânico The Sun, Semidyanova foi ferida enquanto continuava no combate, mesmo após a morte da maioria dos soldados de sua unidade.

A mulher, de 48 anos, foi atingida no estômago durante um confronto violento em Donetsk, no sul do país, em 3 de março. Ela morava na cidade de Marhanets, a cerca de 240 km de onde morreu. Júlia, uma de suas filhas, explicou ao veículo que o corpo da mãe ainda não foi recuperado devido às intensas batalhas na região. “Ela salvou os soldados até o fim”, completou.

Para Anton Gerashchenko, conselheiro do Ministério do Interior da Ucrânia, Olga Semidyanova é uma heroína nacional. A ucraniana já havia recebido o título de Mãe Heroína, honra concedida às mães de mais de cinco filhos. Além de seus seis filhos biológicos, ela adotou seis órfãos de um orfanato local.

Além de Semidyanova, outras vítimas foram homenageadas na última quarta-feira, entre elas Roman Rak e Mykola Mykytiuk, que morreram após ataques com mísseis de cruzeiro a uma base militar, no domingo (13), a 19 km da fronteira com a Polônia. Outras 33 pessoas morreram e 135 ficaram feridas devido ao ataque.

R7

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ACORDO DE PAZ: Rússia e Ucrânia avançam nas negociações

Foto: Handout / UKRAINE PRESIDENCY / AFP

A Rússia e a Ucrânia destacaram, nesta quarta-feira (16), novas possibilidades de acordo, à medida que as negociações de paz são retomadas após três semanas da invasão russa que até agora não conseguiu derrubar o governo ucraniano.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse que as negociações estão se tornando “mais realistas”, enquanto o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que há “alguma esperança de compromisso”.

O Kremlin afirmou que os lados estão discutindo um status para a Ucrânia semelhante ao da Áustria ou da Suécia, membros da União Europeia que estão fora da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Três semanas após a invasão, as tropas russas estão retidas nos portões de Kiev. Sofreram perdas pesadas e não conseguiram tomar nenhuma das maiores cidades da Ucrânia. Autoridades ocidentais dizem que Moscou pensou que venceria em poucos dias.

Autoridades ucranianas manifestaram esperança nesta semana de que a guerra possa terminar mais cedo do que o esperado – mesmo dentro de semanas -, e Moscou está mais aberta a conversas, em meio à falta de novas tropas para continuar lutando.

As negociações devem ser retomadas nesta quarta-feira (16) em vídeoconferência, o terceiro dia consecutivo de conversas, a primeira vez que duraram mais de um dia. Os dois lados acreditam que entraram em fase mais séria.

“As reuniões continuam e as posições durante as negociações parecem mais realistas. Mas ainda é necessário tempo para que as decisões sejam do interesse da Ucrânia”, disse Zelenskiy em discurso por vídeo durante a noite.

Agência Brasil

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GUERRA NA EUROPA: Moradores de Kiev são proibidos de sair de casa nesta quarta

Foto: Reprodução

Um toque de recolher de 35 horas está sendo imposto em Kiev, capital da Ucrânia desde a noite desta terça-feira (15), anunciou o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, em seu canal oficial do Telegram.

O toque de recolher seguirá até às 7h da quinta-feira (17), pelo horário local (Kiev está cinco horas à frente do horário de Brasília).

Os moradores serão proibidos de deixar suas casas sem permissão especial durante o toque de recolher, disse Klitschko, acrescentando que as pessoas ainda poderão sair para entrar em abrigos antiaéreos.

A capital ucraniana segue sob intensos ataques russos. Nas primeiras horas desta quarta, um prédio residencial de 12 andares perto do centro de Kiev foi atingido por um bombardeio russo, de acordo com o serviço de emergência da Ucrânia.

Um incêndio se espalhou por vários andares do edifício e duas pessoas ficaram feridas, além de outras 37 que tiveram que ser evacuadas do local.

Militares ucranianos destruíram vários helicópteros militares russos no Aeroporto Internacional de Kherson nesta terça, mostram novas imagens de satélite do Planet Labs. Uma grande nuvem de fumaça preta é vista no aeroporto nas fotos divulgadas pela empresa, com vários helicópteros em chamas.

É o ataque mais destrutivo conhecido que os militares ucranianos realizaram contra helicópteros russos durante a guerra, com pelo menos três aeronaves destruídas no aeroporto. Veículos militares vistos perto do aeroporto também foram atingidos.

Diante de “perdas contínuas de pessoal” na Ucrânia, os militares russos estão convocando reforços de todo o país, de acordo com a última avaliação de inteligência divulgada nesta terça-feira (15) pelo Ministério da Defesa do Reino Unido. “A Rússia está cada vez mais buscando tropas adicionais para reforçar e substituir suas perdas”, diz a avaliação britânica

O ministério disse que a Rússia está redistribuindo forças de tão longe quanto “seu Distrito Militar Oriental, Frota do Pacífico e Armênia” e está cada vez mais recorrendo a outras fontes de combatentes, como “empresas militares privadas, sírios e outros mercenários”.

CNN

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PREVISÃO: Guerra entre Rússia e Ucrânia deve acabar em maio, diz assessor ucraniano

Foto: Getty Images

O conselheiro do chefe de pessoal do presidente ucraniano, Oleksiy Arestovich prevê o fim da guerra na Ucrânia para o início de maio, quando a Rússia ficar sem recursos para atacar o país do Leste Europeu

As conversas entre Kiev e Moscou – em que Arestovich não está pessoalmente envolvido – produziram até agora poucos resultados além de vários corredores humanitários fora das cidades sitiadas ucranianas. Em um vídeo publicado por vários meios de comunicação ucranianos, Arestovich disse que o momento exato do fim da guerra dependeria de quantos recursos o Kremlin estava disposto a comprometer com a ofensiva.

Líderes de Esolvênia, Polônia e República Tcheca para Kiev para se encontrar com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o primeiro-ministro ucraniano Denis Shmyhal nesta terça-feira (15), segundo o governo polonês.

“O objetivo da visita é confirmar o apoio inequívoco de toda a União Europeia à soberania e independência da Ucrânia. O objetivo desta visita também é apresentar um amplo pacote de apoio à Ucrânia e aos ucranianos”.

No início desta terça, duas pessoas morreram devido a bombardeios russos em um área residencial no oeste de Kiev, de acordo com os serviços de emergência da Ucrânia. Um prédio de 16 andares ficou bastante danificado após o ataque e 46 pessoas foram resgastadas do local.

Também na capital ucraniana, outros dois prédios residenciais foram atingidos por bombardeios das forças russas. Um prédio de dois andares foi atingido pouco antes das 6h no horário local (1h no horário de Brasília), mas não há registro de vítimas.

Pouco depois, um edifício de 10 andares também foi atingido por um ataque russo, e um incêndio atingiu os primeiro cinco andares. Uma pessoa foi levada ao hospital, de acordo com os serviços de emergência.

Segundo equipes da CNN em Kiev, duas grandes explosões foram ouvidas no centro da capital ucraniana logo no início da manhã desta terça.

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GUERRA NA EUROPA: Acusados de roubar casas são amarrados em postes por ucranianos

Foto: Yan Boechat

O exército Ucraniano não tem pegado leve com as pessoas que estão invadindo casas e roubando mercados em meio a crise que o páis enfrenta. No último sábado, três homens foram capturados sob a acusação de estarem roubando as casas dos civis que fugiram de Irpin. Foram levados para a entrada da cidade, despidos da cintura para baixo e amarrados com sacos e filme plástico a postes de metal.

Para impedir que falassem, os soldados colocaram batatas em suas bocas. Ao ver jornalistas se aproximando, um deles cuspiu a batata e disse, em inglês: “Eu não sei por que estou aqui, eu não sei, eu estava apenas dirigindo.”

Logo um soldado ucraniano o mandou para de falar. Deu-lhe um tapa na cara e colocou uma outra batata em sua boca. O homem sangrava pelo nariz e parecia ter um pedaço de dente preso ao lábio.

O Globo

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GUERRA NA UCRÂNIA: “Algumas pequenas cidades simplesmente não existem mais”, diz Zelensky

Foto: Vyacheslav Madiyevskyy/Ukrinform/NurPhoto via Getty Imagens

O presidente Volodymyr Zelensky disse que a Ucrânia está mais unida do que nunca ao enfrentar a invasão russa, mas que ela tem gerado efeitos como o desaparecimento de pequenas cidades.

“Esta guerra, uma guerra difícil, uniu verdadeiramente nossa nação. Você está me perguntando como está a situação na linha de frente… há uma linha de frente em todos os lugares”, afirmou Zelensky neste sábado (12).

“Algumas pequenas cidades simplesmente não existem mais. E isso é uma tragédia. Elas simplesmente se foram. E as pessoas também se foram. Elas se foram para sempre. Então estamos todos na linha de frente. As pessoas que morreram lá, morreram entre nós”, disse ele.

O político disse que a Ucrânia perdeu aproximadamente 1.300 soldados até o sábado. Ele acrescentou que as negociações para acabar com a invasão da Ucrânia pela Rússia “devem começar com um cessar-fogo”.

“Nossos diplomatas estão trabalhando nos detalhes da agenda da possível reunião das delegações ucraniana e russa”, disse ele.

“Eu gostaria que isso acontecesse. Para que possamos realmente, não apenas em palavras, iniciar o processo de acordo, paz e fim da guerra”. “É assim que começa o fim da guerra em um mundo civilizado”, afirmou.

Zelensky disse que os negociadores russos e ucranianos começaram a conversar em vez de “trocar ultimatos”, e que está “satisfeito” com os sinais da Rússia.

O presidente ucraniano disse que espera que a diplomacia traga a paz, afirmando que há “um sinal” vindo do lado russo de estar pronto para negociar, embora não tenha dado detalhes sobre o que era esse sinal.

Zelensky enfatizou que os parceiros ocidentais precisam se envolver mais nas discussões e até mesmo fornecer suas próprias garantias de segurança à Ucrânia, pois o país “nunca poderá confiar na Rússia após uma guerra tão sangrenta”.

Ele criticou as nações da Otan por sua relutância em impor uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, dizendo que os membros “não têm coragem de se unir pela Ucrânia” e que não há “uma posição acordada” sobre se a Ucrânia pode ingressar na aliança.

O presidente disse que seu país está grato pelo apoio bilateral que a Ucrânia recebeu de alguns países da Otan, mas acrescentou que seu país está “sofrendo agora”.

CNN Brasil

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GUERRA NA EUROPA: Sob cerco da Rússia, cidade ucraniana de Mariupol abre valas para enterrar mortos

Foto: Alexandros Avramidis / Reuters

Com seu estratégico porto no Mar de Azov, Mariupol, no Sudeste da Ucrânia, está sob um cerco devastador desde a invasão russa, com bombardeios constantes que impedem a entrega de comida e água, bem como a retirada dos civis. Na sexta-feira, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a cidade agora está completamente cercada.

Segundo a Prefeitura, 1.582 civis perderam a vida em 12 dias na cidade. Foi em Mariupol que um ataque russo atingiu um hospital pediátrico na quarta-feira, motivando condenações internacionais.

“Os cercos são uma prática medieval proibida pelas leis modernas da guerra”, afirmou Stephen Cornish, um dos coordenadores da operação dos Médicos Sem Fronteira na Ucrânia.

Com necrotérios lotados e muitos corpos sem ser coletados dentro das casas, autoridades locais decidiram que não poderiam esperar para realizar funerais individuais para os mortos. Assim, começaram a ser abertas valas comuns para o enterro rápido de civis e soldados.

No entanto, segundo afirmou a prefeitura neste sábado, os ataques aéreos constantes vêm interrompendo o trabalho das equipes que cavam as valas, impedindo todos enterros e fazendo com que muitos corpos permanecem nas ruas, de acordo com a Associated Press.

“Há cadáveres nas ruas, ninguém os enterra. Eles podem ficar lá por vários dias, até que um caminhão municipal venha buscá-los e os deixe em um vala comum”, Yulia, uma professora de 29 anos que conseguiu fugir de Mariupol, e que falou ao telefone com sua sogra, que ainda está na cidade.

Localizada a cerca de 55 km da fronteira russa e a cerca de 85 km do reduto separatista pró-Moscou de Donetsk, Mariupol é a maior cidade na área de Donbass, região que, além da autoproclamada República Popular de Donetsk, inclui a também separatista República Popular de Lugansk.

Por isso, o controle da cidade é estratégico para Moscou, já que permitiria garantir uma continuidade territorial entre suas forças procedentes da Península Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e as unidades dos territórios separatistas pró-Moscou.

O Globo

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GUERRA NA UCRÂNIA: Scholz e Macron exigem cessar-fogo em telefonema a Putin

Foto: Aleksey Nikolskyi/Kremlin via Reuters

O chanceler alemão Olaf Scholz e o presidente francês Emmanuel Macron pediram um cessar-fogo imediato no conflito ucraniano durante um telefonema de 75 minutos com o presidente russo Vladimir Putin neste sábado (12), informou um porta-voz do governo alemão.

“A conversa faz parte dos esforços internacionais em curso para acabar com a guerra na Ucrânia“, disse o porta-voz em um comunicado, acrescentando que os participantes concordaram em não dizer mais nada sobre o conteúdo do telefonema.

Scholz já havia falado com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sobre a situação, acrescentou o porta-voz.

Segundo o governo russo, Putin conversou com o presidente francês e ao chanceler alemão sobre o estado das negociações entre Moscou e Kiev e respondeu às suas preocupações sobre a situação humanitária na Ucrânia durante o telefonema.

O Kremlin não deu detalhes sobre os comentários de Putin sobre o estado das negociações, 17 dias depois da guerra que começou quando as forças russas invadiram a Ucrânia em 24 de fevereiro.

Na sexta-feira (11), o presidente russo disse que houve “certas mudanças positivas” nas negociações, que estão ocorrendo em Belarus, mas não deu detalhes.

O comunicado do Kremlin disse que Macron e Scholz levantaram questões sobre a situação humanitária decorrente do que a Rússia chama de “operação militar especial” na Ucrânia, e Putin respondeu com alegações de abusos de direitos humanos por forças ucranianas. Não houve citação a provas em apoio dessas alegações.

Os três líderes concordaram em manter contato, disse o Kremlin.

CNN Brasil

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