O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky postou um vídeo de si mesmo em seu escritório em Kiev na noite desta segunda-feira (7), a primeira vez que foi visto lá desde que a invasão começou em 24 de fevereiro.
Olhando pela janela antes de fechar a cortina, Zelensky abriu sua declaração em vídeo dizendo:
“Vou ficar em Kiev. No meu escritório. Não estou me escondendo. E não tenho medo de ninguém”, disse Zelensky.
Além de uma breve aparição ao ar livre com membros de seu governo logo após o início da invasão, esta é a primeira vez que ele é visto fora de seu bunker desde o início da invasão russa.
Cerca de 2 mil civis já deixaram a cidade de Irpin, perto de Kiev, a capital ucraniana, segundo divulgado pela polícia local nesta segunda-feira (7).
Foi em Irpin que, neste fim de semana, uma mulher e duas crianças, mãe e filhos, morreram após um ataque de morteiro russo à rota de fuga que os moradores locais estão usando para escapar do avanço das tropas invasoras.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu vingança contra as forças russas após a morte da família. “Encontraremos todos os bastardos”, disse ele.
“Eles estavam apenas tentando sair da cidade. Escapar. Toda a família. Quantas dessas famílias morreram na Ucrânia? Não vamos perdoar. Nós não esqueceremos. Vamos punir todos os que cometeram atrocidades nesta guerra”, disse Zelensky em um comunicado em vídeo.
As informações divulgadas pela polícia não deixam claro em que período as evacuações ocorreram.
A explosão que matou a mulher as duas crianças no fim de semana ocorreu num trecho da estrada logo após a passagem da ponte.
O morteiro “caiu na rua, levantando uma nuvem de poeira de concreto e deixando uma família — uma mãe, um pai, um filho adolescente e uma filha que parecia ter cerca de 8 anos — atirados no chão. Soldados correram para ajudar, mas a mulher e as crianças estavam mortas. O pai ainda tinha pulso, mas estava inconsciente e gravemente ferido”, relata o jornal “The New York Times”, que tinha repórter no local.
Vladimir Putin tem câncer de intestino terminal, de acordo com relatórios de inteligência do Pentágono e da Ucrânia citados pelo jornal britânico “Daily Star”. Acredita-se que o “rosto inchado” do presidente da Rússia seja um sinal de que ele esteja tomando medicamentos quimioterápicos ou esteróides.
Sua expressão carrancuda mostra que ele está em constante dor, dizem fontes americanas. Segundo elas, isso poderia tê-lo tornado mais agressivo ou ele pode estar atacando a Ucrânia neste momento, pois sabe que está morrendo e quer deixar um legado.
Um ex-oficial de inteligência militar que agora trabalha no Pentágono disse que analistas estudam Putin, 69 anos, e acreditam que ele está gravemente doente. “No passado, vimos ele sorrir, mas em 2022 há poucas fotos dele parecendo feliz”, declarou a fonte.
“Seu olhar sugere que ele está com dor e nosso pessoal sugere que seu olhar de raiva é provavelmente o resultado de ele estar vivendo em agonia. Nosso pessoal acredita que ele esteja doente. E ele está preocupado com a Covid, pois mantém sua equipe à distância”, acrescentou.
O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta segunda-feira (7) que corredores humanitários serão abertos em Kiev, capital ucraniana, e em outras três cidades – Kharkiv, Mariupol e Sumy – assista acima ao vivo a cobertura especial da CNN. Uma nova rodada de negociação entre os países também deve ocorrer. A delegação russa já está em Brest, cidade de Belarus.
A abertura de corredores têm sido um pedido constante do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Os ucranianos, no entanto, alegam que os russos estão tentando manipular a saída dos refugiados para que o destino seja Belarus ou a própria Rússia.
Em comunicado no domingo (6), as forças russas citaram o líder francês Emmanuel Macron e informaram que não vão atirar em civis.
Segundo um funcionário da Defesa dos Estados Unidos, a Rússia já disparou mais de 600 mísseis desde o início da invasão e estão cercando grandes cidades ucranianas, como Kiev, Kharkiv e Chernihiv.
Para obter vantagem no combate, a Rússia está mirando a infraestrutura de comunicação da Ucrânia, disse o Ministério da Defesa do Reino Unido. “A Rússia busca reduzir o acesso a informações confiáveis, e o acesso à internet provavelmente também será interrompido”, informou o órgão.
O enorme comboio russo ao norte de Kiev, que se estende por cerca de 40 quilômetros de estrada, permanece parado, mas não há atualização sobre a distância da capital.
O papa Francisco voltou a falar, neste domingo (6), sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Há 10 dias, mísseis, tanques e militares em trincheiras voltaram a fazer parte do cotidiano com a invasão.
Para o papa Francisco, o conflito na Ucrânia não é uma “operação militar especial”, mas “uma guerra, que está levando a morte, destruição e miséria”.
O presidente da Rússia Vladimir Putin sempre se referiu à ofensiva como “operação militar especial” e jamais citou os termos “guerra” ou “invasão”.
O governo ucraniano lança, neste sábado, um site com instruções à voluntários que desejam juntar-se à defesa do país aos ataques militares russos, iniciados no dia 24 de fevereiro deste ano. Segundo o governo, o conflito “não se trata apenas de uma invasão da Ucrânia pela Rússia, mas do início de uma guerra contra toda a Europa”, e convoca soldados para a Legião Internacional da Ucrânia, criada pelo presidente Volodymyr Zelensky.
O site possui instruções para quem deseja se alistar ao exército ucraniano. O país busca voluntários com experiência em combate, incluindo brasileiros, que estejam “ao lado da Ucrânia contra a invasão russa”.
O interessado deve seguir sete passos para o ingressar na Legião Internacional de Defesa da Ucrânia, iniciando por buscar a Embaixada da Ucrânia no país de origem, o que pode ser feito fisicamente, por telefone ou e-mail. É preciso apresentar passaporte válido para viagens ao exterior e documentos que comprovem o registro de serviço militar e participação em combate. O consulado pode solicitar outro tipo de documentação.
Em seguida, o voluntário deve comparecer a Embaiada com documentos para entrevista com o Adido de Defesa e providenciar o visto com o Cônsul e apresentar um pedido de alistamento para o serviço militar voluntário, baseado em contrato nas Forças Armadas da Ucrânia.
O site recomenda que o voluntário leve ao pais seu próprio kit militar, com roupas ou seus elementos, equipamentos, capacete e colete, por exemplo. O governo garante que os interessados serão auxiliados em todo o trajeto até o país, por representantes das embaixadas e consulados ucranianos (no exterior) e da defesa territorial na Ucrânia, no momento da chegada.
Foto: Foreign Ministry of Belarus / Handout/Anadolu Agency via Getty Images
A agência estatal ucraniana Ukrinform acaba de divulgar a notícia de que a terceira rodada de negociações entre Ucrânia e Rússia ocorrerá na segunda-feira (7). O local e o horário não foram mencionados.
De acordo com a agência, a informação é do líder do grupo Servo do Povo, David Arakhamia, que tem participado das negociações.
Os dois primeiros encontros ocorreram em Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia. No segundo deles, na quinta-feira (3), ficou definida a criação de corredores humanitários para libertar a população que vem sendo vítima dos ataques da Rússia.
A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou neste sábado (5/3) que 315 civis já morreram desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. A investida completa 10 dias hoje.
Segundo a entidade, o número de feridos é de 707. A estimativa é de que a quantidade de refugiados seja de 1,2 milhão de pessoas, mas chegará a 1,5 milhão ainda neste fim de semana.
A população ucraniana está deixando o país desde o início da invasão russa, na semana passada. A maior parte dos refugiados está na fronteira com a Polônia.
A retirada de civis de duas cidades ucranianas, em que o conflito está mais intenso, chegou a ser planejada pela Cruz Vermelha. No entanto, a medida foi adiada, pois não houve cessar-fogo por parte da Rússia.
A Rússia chegou a declarar um cessar-fogo parcial por um período de cinco horas, na região, para criar os chamados corredores humanitários e, assim, permitir a retirada de civis. Com isso, o exército pararia os ataques localizados.
O governo ucraniano e a administração local de Mariupol, no entanto, alegaram que os militares russos violaram diversas regras do acordo de cessar-fogo e, por essa razão, a transferência dos civis deverá ser adiada.
O comitê da Cruz Vermelha informou que continua em diálogo com as partes envolvidas, para promover a retirada das pessoas da região.
“As cenas em Mariupol e em outras cidades hoje são de partir o coração. Qualquer iniciativa das partes que dê aos civis uma trégua da violência e permita que eles partam voluntariamente para áreas mais seguras é bem-vinda”, diz o comitê da Cruz Vermelha.
Cercada por forças russas, Mariupol é uma importante zona portuária da Ucrânia e fica em localização estratégica. O prefeito disse que a cidade está submetida a um bloqueio, sem energia elétrica, água, alimentos, gás e transporte.
Foto: Vyacheslav Madiyevskyy/Ukrinform/NurPhoto via Getty Imagens
A Rússia declarou cessar-fogo parcial no começo deste sábado (5), no décimo dia da invasão da Ucrânia. De acordo com o Ministério da Defesa russo, os ataques diminuirão para possibilitar os corredores humanitários, que permitem a fuga da população civil ucraniana.
As tropas russas entrarão em “modo silencioso”, e a primeira região com caminho liberado será a cidade portuária de Mariupol, que já se encontrava sem água, luz e comida para os moradores. Volnovakha também terá uma trégua no mesmo horário.
“Hoje, 5 de março, a partir das 10h, horário de Moscou, o lado russo declara regime de silêncio e abre corredores humanitários para a saída de civis de Mariupol e Volnovakha”, informou o órgão.
A medida foi negociada entre os dois países nas últimas reuniões de mediação do conflito, no Conselho de Segurança da ONU. Os moradores terão cinco horas para deixar as cidades, segundo a RIA, agência russa de notícias.
A liberação começará às 10h, no horário da capital Moscou (5h em Brasília). De acordo com Mikhail Podolyak, do gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cerca de 20 mil civis têm a intenção de deixar a cidade de Volnovakha. Já em Mariupol, o número chega a 200 mil pessoas.
O governo ucraniano avisou que será aberto um corredor humanitário de Mariupol a Zaporozhye durante o cessar-fogo. “É estritamente proibido desviar da rota”, alertam os ucranianos.
O prefeito da cidade portuária de Mariupol, Vadym Boychenko, confirmou ter sido comunicado sobre a pausa temporária. Ao New York Times ele disse que a informação chegou uma hora e trinta minutos antes do início da liberação.
Seis meses depois da retirada das tropas dos Estados Unidos do Afeganistão, mais da metade dos quase 39 milhões de habitantes do país asiático é vítima de insegurança alimentar. Outros 9 milhões de pessoas correm alto risco de passar fome.
Os afegãos vivem hoje uma escalada dos preços, desemprego e iminente colapso do sistema bancário. Dawisson Belém Lopes, pesquisador sênior do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), explicou que parte disso é resultado da saída dos EUA.
“Sempre que os Estados Unidos ocupam, eles trazem muita gente, trazem recursos e mexem com a economia local”, falou. Quando as tropas norte-americanas são retiradas, a região é descapitalizada, “sobretudo um local tão empobrecido como o Afeganistão”.
A outra parte vem “da dificuldade de o Afeganistão sob o Talibã se conectar com circuitos econômicos internacionais”. Segundo Lopes, o país não tem “uma economia sofisticada”. Ele também citou as sanções econômicas impostas ao Afeganistão desde que os talibãs conquistaram Cabul, em agosto de 2021.
Os EUA e outros países não reconheceram o Talibã como um governo legítimo. Além de estabelecerem sanções, eles bloquearam o acesso a mais de US$ 9 bilhões em reservas do governo afegão no exterior.
“O Talibã tem dificuldade para tocar relações diplomáticas de forma regular”, disse o pesquisador. “Isso também gera um sufocamento econômico, um empobrecimento que, no limite, leva à fome, à miséria, à depauperação dos afegãos.”
O especialista explicou que não dá para apontar o principal culpado pela crise no Afeganistão. “O que esse episódio mostrou é que essas ocupações territoriais sob o pretexto de reconstrução, para os Estados Unidos exportarem valores, instituições, democracia, um padrão de observância de direitos humanos, nunca funcionam.”
Tanto os problemas que a população afegã enfrenta hoje quanto as cenas “catastróficas” vistas no aeroporto de Cabul durante a retirada dos EUA criaram uma percepção global de que “ainda não era o momento” para a saída das tropas norte-americanas. A avaliação é de Alexandre Uehara, coordenador do Centro Brasileiro de Estudos de Negócios Internacionais & Diplomacia Corporativa da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
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