Foto: Foreign Ministry of Belarus / Handout/Anadolu Agency via Getty Images
A agência estatal ucraniana Ukrinform acaba de divulgar a notícia de que a terceira rodada de negociações entre Ucrânia e Rússia ocorrerá na segunda-feira (7). O local e o horário não foram mencionados.
De acordo com a agência, a informação é do líder do grupo Servo do Povo, David Arakhamia, que tem participado das negociações.
Os dois primeiros encontros ocorreram em Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia. No segundo deles, na quinta-feira (3), ficou definida a criação de corredores humanitários para libertar a população que vem sendo vítima dos ataques da Rússia.
A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou neste sábado (5/3) que 315 civis já morreram desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. A investida completa 10 dias hoje.
Segundo a entidade, o número de feridos é de 707. A estimativa é de que a quantidade de refugiados seja de 1,2 milhão de pessoas, mas chegará a 1,5 milhão ainda neste fim de semana.
A população ucraniana está deixando o país desde o início da invasão russa, na semana passada. A maior parte dos refugiados está na fronteira com a Polônia.
A retirada de civis de duas cidades ucranianas, em que o conflito está mais intenso, chegou a ser planejada pela Cruz Vermelha. No entanto, a medida foi adiada, pois não houve cessar-fogo por parte da Rússia.
A Rússia chegou a declarar um cessar-fogo parcial por um período de cinco horas, na região, para criar os chamados corredores humanitários e, assim, permitir a retirada de civis. Com isso, o exército pararia os ataques localizados.
O governo ucraniano e a administração local de Mariupol, no entanto, alegaram que os militares russos violaram diversas regras do acordo de cessar-fogo e, por essa razão, a transferência dos civis deverá ser adiada.
O comitê da Cruz Vermelha informou que continua em diálogo com as partes envolvidas, para promover a retirada das pessoas da região.
“As cenas em Mariupol e em outras cidades hoje são de partir o coração. Qualquer iniciativa das partes que dê aos civis uma trégua da violência e permita que eles partam voluntariamente para áreas mais seguras é bem-vinda”, diz o comitê da Cruz Vermelha.
Cercada por forças russas, Mariupol é uma importante zona portuária da Ucrânia e fica em localização estratégica. O prefeito disse que a cidade está submetida a um bloqueio, sem energia elétrica, água, alimentos, gás e transporte.
Foto: Vyacheslav Madiyevskyy/Ukrinform/NurPhoto via Getty Imagens
A Rússia declarou cessar-fogo parcial no começo deste sábado (5), no décimo dia da invasão da Ucrânia. De acordo com o Ministério da Defesa russo, os ataques diminuirão para possibilitar os corredores humanitários, que permitem a fuga da população civil ucraniana.
As tropas russas entrarão em “modo silencioso”, e a primeira região com caminho liberado será a cidade portuária de Mariupol, que já se encontrava sem água, luz e comida para os moradores. Volnovakha também terá uma trégua no mesmo horário.
“Hoje, 5 de março, a partir das 10h, horário de Moscou, o lado russo declara regime de silêncio e abre corredores humanitários para a saída de civis de Mariupol e Volnovakha”, informou o órgão.
A medida foi negociada entre os dois países nas últimas reuniões de mediação do conflito, no Conselho de Segurança da ONU. Os moradores terão cinco horas para deixar as cidades, segundo a RIA, agência russa de notícias.
A liberação começará às 10h, no horário da capital Moscou (5h em Brasília). De acordo com Mikhail Podolyak, do gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cerca de 20 mil civis têm a intenção de deixar a cidade de Volnovakha. Já em Mariupol, o número chega a 200 mil pessoas.
O governo ucraniano avisou que será aberto um corredor humanitário de Mariupol a Zaporozhye durante o cessar-fogo. “É estritamente proibido desviar da rota”, alertam os ucranianos.
O prefeito da cidade portuária de Mariupol, Vadym Boychenko, confirmou ter sido comunicado sobre a pausa temporária. Ao New York Times ele disse que a informação chegou uma hora e trinta minutos antes do início da liberação.
Seis meses depois da retirada das tropas dos Estados Unidos do Afeganistão, mais da metade dos quase 39 milhões de habitantes do país asiático é vítima de insegurança alimentar. Outros 9 milhões de pessoas correm alto risco de passar fome.
Os afegãos vivem hoje uma escalada dos preços, desemprego e iminente colapso do sistema bancário. Dawisson Belém Lopes, pesquisador sênior do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), explicou que parte disso é resultado da saída dos EUA.
“Sempre que os Estados Unidos ocupam, eles trazem muita gente, trazem recursos e mexem com a economia local”, falou. Quando as tropas norte-americanas são retiradas, a região é descapitalizada, “sobretudo um local tão empobrecido como o Afeganistão”.
A outra parte vem “da dificuldade de o Afeganistão sob o Talibã se conectar com circuitos econômicos internacionais”. Segundo Lopes, o país não tem “uma economia sofisticada”. Ele também citou as sanções econômicas impostas ao Afeganistão desde que os talibãs conquistaram Cabul, em agosto de 2021.
Os EUA e outros países não reconheceram o Talibã como um governo legítimo. Além de estabelecerem sanções, eles bloquearam o acesso a mais de US$ 9 bilhões em reservas do governo afegão no exterior.
“O Talibã tem dificuldade para tocar relações diplomáticas de forma regular”, disse o pesquisador. “Isso também gera um sufocamento econômico, um empobrecimento que, no limite, leva à fome, à miséria, à depauperação dos afegãos.”
O especialista explicou que não dá para apontar o principal culpado pela crise no Afeganistão. “O que esse episódio mostrou é que essas ocupações territoriais sob o pretexto de reconstrução, para os Estados Unidos exportarem valores, instituições, democracia, um padrão de observância de direitos humanos, nunca funcionam.”
Tanto os problemas que a população afegã enfrenta hoje quanto as cenas “catastróficas” vistas no aeroporto de Cabul durante a retirada dos EUA criaram uma percepção global de que “ainda não era o momento” para a saída das tropas norte-americanas. A avaliação é de Alexandre Uehara, coordenador do Centro Brasileiro de Estudos de Negócios Internacionais & Diplomacia Corporativa da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
Forças russas atacaram na noite desta quinta-feira (3) o complexo onde fica localizada a usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa. O ataque provocou um incêndio no local.
O incêndio começou em um prédio de treinamento do lado de fora do complexo do reator principal, segundo o Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia.
Apesar dos rumores iniciais, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, na sigla traduzida para o português) divulgou que não foi registrado aumento de radioatividade no local onde a usina está instalada. Inicialmente, havia sido informado que os níveis de radiação no entorno da central nuclear estavam elevados.
No Instagram, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, publicou um vídeo que mostra o momento em que a unidade de Zaporizhzhia foi atingida por sinalizadores.
“Agora! Rússia incendeia central nuclear na Ucrânia”, escreveu Zelensky.
Logo após o início do fogo, o Ministério da Energia da Ucrânia afirmou que os bombeiros não estavam conseguindo começar os trabalhos de combate ao incêndio na usina. Segundo a pasta, os profissionais estavam sendo atingidos por tropas russas ao chegar ao local.
A Rússia já havia conquistado a extinta usina de Chernobyl, a cerca de 100 quilômetros ao norte da capital da Ucrânia, Kiev.
Brasileiros que deixaram a Ucrânia em razão da guerra serão resgatados pelo governo federal e trazidos de volta ao Brasil. Um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) sai da base em Brasília, na próxima segunda-feira (7), para cumprir a missão determinada pela Presidência da República e sob coordenação dos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores.
A aeronave KC-390 Millennium deve decolar na parte da tarde e tem como destino Varsóvia, na Polônia, a principal área de escape dos brasileiros. O embarque será feito por lá, de acordo com as orientações do Itamaraty.
“Serão realizadas paradas técnicas no Recife (PE); em Cabo Verde; e Lisboa. A chegada ao Brasil está prevista para a quinta-feira (10) pela manhã”, informou a Aeronáutica.
De acordo com o governo, aproximadamente 100 brasileiros ainda estão na área de conflito. O avião irá carregado de 11,5 toneladas de material de ajuda humanitária, entre alimentos, mantimentos e itens de saúde e higiene.
A invasão da Ucrânia pela Rússia já causou mais de 1 milhão de refugiados na primeira semana do conflito. Os dados foram revelados pelo alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Filippo Grandi.
“Em apenas sete dias assistimos ao êxodo de 1 milhão de refugiados da Ucrânia para os países vizinhos”, escreveu Grandi, na manhã desta quinta-feira (3), no Twitter.
O comissário disse que vai avaliar a situação dos refugiados numa visita à Romênia, Moldávia e Polônia, três dos países que estão acolhendo os refugiados, para assegurar o apoio dos governos ao Acnur, adiantou.
Mais de metade dos refugiados já chegaram à Polônia e alguns milhares a outros países, como a República Tcheca, onde existe grande comunidade ucraniana.
“Até que o conflito cesse, os ucranianos continuarão a fugir”, afirmou, reiterando a estimativa de que esta crise poderá resultar em 4 milhões de refugiados.
A segunda rodada de negociações entre Ucrânia e Rússia, agendada para esta quarta-feira, 2, foi adiada para quinta-feira, 3. De acordo a agência de notícias russa TASS, o novo encontro acontecerá em Belovezhskaya Puscha, na Belarus.
O encontro seria para negociar um possível cessar fogo, e a Rússia espera que autoridades ucranianas cheguem a Belarus, e o exército russo irá fazer um corredor de segurança para eles quando chegarem.
“Esperamos os executivos ucranianos amanhã, já estão a caminho”, afirmou o chefe da delegação russa, Vladimir Medinski.
A primeira rodada de negociações ocorreu na segunda-feira,28, também na Belarus, e durou cerca de cinco horas. A Ucrânia chegou a classificar a negociação como “difícil”, e não teve resultados tangíveis.
A Alemanha apreendeu um mega iate do bilionário russo Alisher Usmanov. A embarcação, avaliada em quase US$ 600 milhões, foi apreendida pelas autoridades alemãs na cidade de Hamburgo.
Segundo a Forbes, o barco é um dos iates mais complexos e desafiadores já construídos, em termos de dimensões e tecnologia.
Com 15.917 toneladas, é o maior iate a motor do mundo em tonelagem bruta e é tipicamente tripulado por uma tripulação de 96 pessoas.
A embarcação também possui a maior piscina já instalada em um iate, além de dois helipontos, sauna, salão de beleza e academia. Seu interior luxuoso tem mais de 1.000 almofadas de sofá e pode acomodar até 24 pessoas em 12 suítes.
O iate faz parte da fortuna de bilhões de dólares de Usmanov, que abrange participações na gigante de minério de ferro e aço Metalloinvest e na empresa de eletrônicos de consumo Xiaomi, bem como participações menores em telecomunicações, mineração e mídia.
Poucas horas depois que a Rússia iniciou sua invasão da Ucrânia na semana passada, o presidente Vladimir Putin convocou ao Kremlin 37 dos principais líderes empresariais do país, incluindo pelo menos 12 bilionários que estavam sob sanções dos EUA ou da União Europeia.
Dois jogadores de futebol ucranianos foram mortos durante a invasão russa. Vitalii Sapylo, 21 anos, morreu em combate enquanto servia o exército ucraniano. Já Dmytro Martynenko, de 25 anos, morreu depois que o apartamento da família dele foi bombardeado.
A informação foi divulgada pelo sindicato internacional dos jogadores, que lamentou as perdas.
Atletas de elite ucranianos estão nas Forças Armadas do país. Na última sexta-feira, o Serviço de Guarda de Fronteiras da Ucrânia baniu todos os cidadãos do sexo masculino de 18 a 60 anos de deixarem o país.
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