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BLOQUEIOS: Google desativa dados do Maps na Ucrânia para proteger a população

Foto: Reprodução

O Google anunciou a desativação temporária dos seus recursos de informações de movimentações de tráfego pelo Google Maps na Ucrânia. O objetivo, explica a empresa, é proteger a segurança dos cidadãos, enquanto o país vem sofrendo ocupação pela Rússia.

Um recurso útil em tempos de paz, as informações anônimas coletadas por smartphones equipados com o sistema Android podem melhorar a precisão das condições de trânsito, indicando atrasos nas estradas, lojas e restaurantes ocupados no caminho. Mas esses dados podem igualmente monitorar, em tempo real, a invasão do país.

O Google afirmou à Reuters no domingo (27) que a sua decisão de desabilitar a divulgação global de informações sobre a camada de tráfego do Google Maps – que inclui detalhes em tempo real sobre lugares mais movimentados – na Ucrânia foi para proteger os cidadãos do país. Feito mediante consulta às autoridades da região, o bloqueio não atinge os motoristas locais, que continuam usando os recursos para se deslocar.

As ocorrências de engarrafamentos reportadas na quinta-feira passada (24), que permitiram mapear a invasão militar através de um aplicativo de trânsito, foram provavelmente transmitidas por smartphones de civis parados em bloqueios nas estradas. O professor Lewis especula que, muitas vezes, as empresas de big data não percebem “quão úteis seus dados podem ser”. Porém, para os dois lados do conflito.

TecMundo

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VÍDEO: Míssil atinge sede do governo de 2ª maior cidade da Ucrânia

Pelo menos seis pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança, em uma explosão na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, disse o Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia em um post do Telegram nesta terça-feira (1°).

A explosão atingiu um prédio do governo, de acordo com vídeos do incidente postados pelo Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia (MOFA) e funcionários do governo ucraniano.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kubela, disse que “ataques com mísseis russos” causaram a explosão. Ele reforçou, então, o pedido para que outros países “isolem a Rússia totalmente”.

A busca por possíveis vítimas continua em andamento, ainda segundo o governo.

Na segunda-feira (28), pelo menos nove civis foram mortos por ataques com foguetes russos em Kharkiv, disse o prefeito Ihor Terekhov. Segundo ele, três crianças morreram.

“Os mísseis atingiram prédios residenciais, matando e ferindo civis pacíficos. Kharkiv não vê tantos danos há muito tempo. E isso é horrível”, disse ele. Terekhov disse que quatro pessoas saíram do abrigo para pegar água e foram mortas.

Uma família de dois adultos e três crianças foi queimada viva em seu carro, disse ele. Outras 37 pessoas ficaram feridas. A administração da cidade de Kharkiv deu os mesmos números.

CNN

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Brasil permitirá acesso de ucranianos a passaporte humanitário, diz Bolsonaro

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (28) que o Brasil vai editar uma portaria para garantir o acesso de ucranianos ao passaporte humanitário brasileiro.

O anúncio foi feito em entrevista à rádio Jovem Pan e retransmitida nas redes sociais do presidente. “Nós faremos todo o possível para receber o povo ucraniano”, destacou.

Segundo Bolsonaro, a portaria que vai regulamentar a entrada de ucranianos por meio do passaporte humanitário deverá ser publicada nos próximos dias. O presidente disse que o Brasil vai continuar com a postura neutra em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia que teve início na última semana.

Nos últimos dias, o presidente já havia falado sobre o assunto, quando destacou que o Brasil tem sido claro sobre sua posição “em defesa da soberania, da autodeterminação e da integridade territorial dos Estados”.

Sanções

O presidente afirmou que não há previsão de imposição de sanções do Brasil para a Rússia em decorrência do conflito. Conforme Bolsonaro, o Brasil possui uma “dependência enorme” dos fertilizantes da Rússia e, em caso de sanções, o agronegócio seria “seriamente afetado”. “Acredito que essas sanções dificilmente prosperam”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a destacar o apoio do governo russo na preservação da soberania da Amazônia em discussões internacionais e disse que, sem os fertilizantes russos, o agronegócio brasileiro seria prejudicado, o que poderia gerar insegurança alimentar e inflação de alimentos.

Bolsonaro falou ainda sobre as críticas do representante da Ucrânia no Brasil e afirmou que o Brasil tem que ter o equilíbrio na relação entre os países.

Agência Brasil

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Tribunal de Haia abre investigação sobre conflito entre Rússia e Ucrânia para apurar se foram cometidos crimes

Foto: Ebrahim HAMID / AFP

Karim Asad Ahmad Khan, procurador da Corte de Haia, publicou uma nota nesta segunda-feira, 28, onde afirma que decidiu prosseguir com a abertura de uma investigação sobre a situação em território ucraniano.

“Estou convencido de que há uma base razoável para acreditar que tanto os supostos crimes de guerra quanto os crimes contra a humanidade foram cometidos na Ucrânia“, afirmou.

Segundo a publicação, uma equipe já está encarregada de preservar as evidências que serão anexadas no processo. “O próximo passo é prosseguir com o processo de busca e obtenção de autorização da Câmara de Instrução do Tribunal para abrir um inquérito”, explica.

O procurador também ressaltou que solicitará apoio orçamentário adicional e pediu a colaboração da comunidade internacional através de contribuições voluntárias. “Apelarei à contenção e ao cumprimento rigoroso das regras aplicáveis ​​do direito internacional humanitário”, pontuou Khan.

Jovem Pan

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EUA não viram movimentos nucleares ‘concretos’ na Rússia, segundo Pentágono

Foto: WikimediaCommons

Os Estados Unidos disseram nesta segunda-feira (28) que não detectaram nenhuma mudança “concreta” na posição nuclear da Rússia desde que Vladimir Putin pôs suas forças de dissuasão atômica em alerta.

“Ainda estamos monitorando e acompanhando a questão muito de perto”, disse um alto funcionário do Pentágono a repórteres, um dia após o anúncio do presidente russo. “Penso que não vimos nada de concreto como resultado de sua decisão. Pelo menos não por enquanto”, acrescentou.

O funcionário reconheceu que era difícil saber o que estava “por trás da ordem de Putin”. Segundo ele, o simples fato de mencionar ou ameaçar usar forças nucleares é inútil e representa uma escalada significativa na invasão da Ucrânia. Ele ainda reafirmou que a Otan nunca ameaçou a Rússia.

Neste domingo (27), Belarus, aliada da Rússia, realizou um referendo que elimina a obrigação da ex-república soviética de permanecer como “zona livre de armas nucleares”.

As potências ocidentais denunciaram essa medida, que, segundo elas, permitirá que Moscou transfira armas nucleares para Belarus, outro vizinho da Ucrânia e que também faz fronteira com vários países da Otan.

Quando indagado se movimentos desse tipo haviam sido observados, o funcionário do Pentágono respondeu que não.

Ele também assegurou que, no momento, não há evidências de que haja soldados belarussos na Ucrânia em apoio às forças russas.

“Até onde sabemos, as forças que entraram na Ucrânia são todas russas”, disse ele, acrescentando que Moscou levou para o território ucraniano quase 75% das forças de combate concentradas na fronteira nos últimos meses.

R7

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Negociação entre Rússia e Ucrânia termina sem acordo

Foto: Reprodução

A primeira reunião entre as delegações russas e ucranianas, realizada nesta segunda-feira (28), terminou sem acordo entre as partes, de acordo com a agência estatal de notícias da Rússia, a Tass. O diálogo ocorreu na fronteira da Ucrânia com Belarus.

Segundo a agência RIA, que citou o assessor da presidência ucraniana Mykhailo Podolyak, os representantes irão se reunir com seus governos para consultas antes de uma segunda rodada de negociações nos próximos dias.

Para o governo ucraniano, além de uma interrupção do conflito, o objetivo da reunião era negociar uma saída das tropas russas que invadiram seu país.

O governo russo de Vladimir Putin espera conseguir que a Ucrânia entregue suas armas e declare status de neutralidade, sem adesão à Otan. A Ucrânia vive o quinto dia de bombardeio. Kiev, capital e coração do poder, e Kharkiv, segunda maior cidade ucraniana, estão cercadas de tropas russas.

Belarus também fez ataques à Ucrânia e cedeu a fronteira para a invasão russa. Apesar da investida, o governo bielorrusso garantiu que não terá ação militar durante a reunião.

Metrópoles

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Rússia e Ucrânia concluem primeira rodada de negociações sem cessar-fogo imediato

Divulgação

Sem alcançar um cessar-fogo imediato, a Rússia e a Ucrânia concluíram nesta segunda-feira (28), às 13h15 do Brasil (18h15 em Minsk), a primeira rodada de negociações na região de Gomel, na fronteira da Bielorrússia com a Ucrânia. Segundo uma autoridade ucraniana, os representantes dos dois lados planejam realizar uma segunda rodada “nos próximos dias”, após consultas em seus respectivos países.

As negociações começaram quase ao mesmo tempo em que a Rússia lançava um ataque contra a segundo maior cidade da Ucrânia, Karkhiv. Foguetes russos mataram dezenas de pessoas e deixaram centenas de feridos na cidade, que fica no Leste da Ucrânia, a 65 km da fronteira com a Rússia.

No quinto dia de combates e um avanço russo mais lento do que muitos esperavam, as tropas russas utilizaram armamentos mais pesados em Karkhiv, no lugar de armas teleguiadas, atingindo inclusive áreas residenciais. O conselheiro do Ministério do Interior ucraniano, Anton Herashchenko, disse que Kharkiv foi “atacada pesadamente”, deixando “dezenas de mortos e centenas de feridos”.

Em um comunicado, a Ucrânia disse que seu objetivo para as negociações era um “cessar-fogo imediato e a retirada das tropas russas”. Sua delegação incluiu vários funcionários de alto escalão, mas não o próprio presidente, Volodymyr Zelensky. A delegação foi liderada pelo ministro da Defesa, Oleksiy Reznikov, que viajou acompanhado pelo alto conselheiro da Presidência, Mikhailo Podoliak.

Antes do primeiro dia de negociações, o presidente ucraniano declarou ter pouca esperança de que a reunião pusesse fim ao conflito, que, segundo o seu governo, já matou mais de 350 civis desde o início da invasão. Mas, acrescentou, eles deveriam tentar usar essa chance, mesmo que pequena, para que ninguém pudesse culpar a Ucrânia por não tentar impedir a guerra.

O Kremlin se recusou a comentar sobre seu objetivo nas negociações, mas o negociador russo Vladimir Medinsky disse que a Rússia pretende chegar a um acordo que seja do interesse de ambos os lados.

O Globo

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CESSAR-FOGO: Delegação ucraniana chega à fronteira para negociações com a Rússia

Foto: Reprodução

A delegação ucraniana chegou à área na fronteira com Belarus para negociações com a Rússia, anunciou a Presidência ucraniana nesta segunda-feira (28) de manhã.

De acordo com um comunicado, a delegação inclui, entre outros, o ministro da Defesa, Oleksiy Reznikov, conselheiro do chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Mykhailo Podoliak, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Mykola Tochytskyi.

O presidente, Volodymyr Zelensky, não faz parte do grupo. Ele deu indicações de que não acredita que o encontro entre as comitivas pode ser frutífero: “Eu não acredito realmente no resultado desse encontro”, afirmou ele.

O país exigiu um “cessar-fogo imediato e a retirada das tropas russas”, disse um comunicado da presidência ucraniana.

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Assembleia Geral da ONU terá rara sessão emergencial para punir Rússia

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A Rússia sofreu uma imensa derrota no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O grupo aprovou uma sessão emergencial da Assembleia Geral da ONU para discutir a punição da Rússia e de seu presidente, Vladimir Putin.

A movimentação político-diplomática é uma represália após uma resolução que exigia a retirada imediata das tropas russas do território ucraniano ser vetada por causa de somente um voto contra, que veio justamente da Rússia.

A Assembleia Geral das Nações Unidas conta com 193 membros e não existe direito a veto. O encontrou foi marcado para esta segunda-feira (28).

Neste domingo (27), 11 países votaram a favor da sessão emergencial da Assembleia Geral da ONU, inclusive o Brasil. A Rússia foi contra e três não se manifestaram.

Após a aprovação, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, fez um apelo para que a Rússia baixe o tom na retórica de guerra.

Metrópoles

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EM NOME DA PAZ: Papa Francisco vai à embaixada russa para pedir o fim da guerra

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O líder máximo da Igreja Católico, Papa Francisco, esteve na embaixada russa em Santa Sé para pedir o fim da guerra, manifestando “sua preocupação” com a invasão da Rússia na Ucrânia.

De acordo com um porta-voz do Vaticano, o pontífice cancelou uma viagem a Florença, no centro da Itália, e apareceu com seu carro na sede diplomática, a poucos metros da Praça de São Pedro.

O Vatican News, página de notícias do Vaticano, informou que o Papa esteve no local por pouco mais de meia hora.

De acordo com a agência de notícias argentina Telam, que esteve no local, Francisco se encontrou com o embaixador Alexander Avdeev, tentando mediar a paz.

O líder católico já havia apresentado suas preocupações, pedindo aos fiéis que rezassem em favor do povo ucraniano.

O religioso também convocou líderes políticos a mostrar contenção e abster-se de fazer qualquer coisa que trouxesse mais sofrimento às pessoas ou viesse a desestabilizar a coexistência pacífica das nações.

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