Política

Sem avanços, Rússia diz ter encerrado “primeira etapa” da guerra na Ucrânia

Foto: REUTERS/Bernadett Szabo

Um alto general russo afirmou nesta sexta-feira (25) que a “primeira etapa” do plano militar da Rússia na Ucrânia está concluída e que, agora, o foco é atingir o leste do país vizinho.

“Em geral, as principais tarefas da primeira etapa da operação foram concluídas”, disse o coronel-general Sergei Rudskoy, primeiro vice-chefe do Estado-Maior da Rússia, em um pronunciamento nesta sexta.

“O potencial de combate das forças armadas da Ucrânia foi significativamente reduzido, permitindo-nos, enfatizo novamente, concentrar os principais esforços em alcançar o objetivo principal – a libertação de Donbass”, disse o militar, referindo-se à região ucraniana controlada por separatistas.

Os comentários de Rudskoy ocorrem no momento em que os avanços da Rússia parecem ter parado nas principais cidades ucranianas, como Kiev e Kharkiv. A Rússia também não conseguiu alcançar a superioridade aérea na Ucrânia e sofreu grandes perdas de pessoal desde o início da invasão.

CNN Brasil

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Mundo

GUERRA NA EUROPA: Biden diz que EUA vão responder se Rússia usar armas químicas

Foto: reprodução

Nesta quinta-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que se a Rússia utilizar armas químicas na Ucrânia terá “resposta à altura”. A declaração foi dada em entrevista coletiva após a reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Biden ainda afirmou que, no caso de uso de armas químicas, “a resposta da Otan, obviamente, dependeria da natureza do uso dessas armas”.

Além disso, durante o evento, o presidente anunciou um novo pacote de medidas em favor da Ucrânia, que inclui ajuda financeira e mais sanções a oligarcas russos.

Segundo Biden, o presidente russo, Vladimir Putin, está recebendo o contrário do que esperava com a invasão. “A Otan nunca esteve mais unida do que hoje”, defendeu.

CNN Brasil

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Mundo

GUERRA NA EUROPA: Mais de 3,5 milhões de pessoas já deixaram a Ucrânia, diz ONU

Divulgação

Cerca de 3,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, informou a agência nas Nações Unidas para refugiados, o Acnur, nesta terça-feira (22). O número exato divulgado pela organização foi de 3,528,346.

Deste total, mais de 2 milhões teriam se deslocado para a Polônia, país destino da maioria dos refugiados da guerra.

A quantidade de civis deslocados em decorrência da guerra é ainda maior, e se somam aos que deixaram o país. A agência de migração da ONU disse que quase 6,5 milhões de pessoas foram deslocadas dentro da Ucrânia como resultado direto da guerra, superando suas piores previsões.

Muitos dos deslocados são particularmente vulneráveis, incluindo mulheres grávidas, idosos e pessoas com doenças crônicas, disse a OIM. A agência reiterou um apelo à cessação das hostilidades e à criação de corredores humanitários para permitir a fuga de civis.

Na segunda (21), o Banco Central polonês anunciou que, em acordo com o Banco Nacional da Ucrânia, iria permitir que todos os refugiados ucranianos convertessem até 10 mil hryvnias — cerca de R$ 1683 — para a moeda polonesa zloty.

A medida passa a valer a partir da sexta-feira (25) e tem como contexto o fato de muitos refugiados não conseguirem utilizar de suas economias fora do país.

CNN

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Paraíba

“JÁ PASSOU MUITO TEMPO”: Filho de paraibana desaparecida pretende viajar para a Ucrânia

Foto: Reprodução

Há quase 20 dias sem notícias da mãe, o filho da paraibana Silvana Vicente, Gabriel Pilipenko, de 26 anos, busca notícias sobre os pais na Ucrânia. A cidade onde eles residem, Mariupol, é uma das mais atingidas desde que os conflitos contra a Rússia tiveram início, em 24 de fevereiro. O jovem está na Alemanha, onde permanece à espera de notícias da família.

Quando ficou sem informações sobre os pais, o marinheiro mercante deixou a embarcação na qual trabalhava em Taiwan. “Não conseguiria continuar trabalhando tranquilamente sem notícias dos meus pais. Estava pensando nisso toda hora. Seria perigoso continuar embarcado, porque é um trabalho que requer muita responsabilidade e seria difícil continuar enquanto estava com a mente ocupada por problemas pessoais”, diz à BBC News Brasil.

Desde o início da invasão russa a cidade, que tem cerca de 400 mil habitantes, tem sido duramente atingida. Para Gabriel, cada dia sem notícias dos pais aumenta ainda mais a angústia que tem vivido. “Já passou muito tempo. A cidade está com problemas com abastecimento de água, sem água para beber, e sem comida. Isso me deixa muito preocupado, porque mesmo que eles estejam bem, podem estar passando por dificuldades”, diz.

“Ainda não tenho certeza, estou pensando sobre ir para a Ucrânia. Mas para sair daqui (na Alemanha) para chegar a Mariupol teria que passar por muitas estradas perigosas, então fico receoso de ficar preso em algum lugar e não poder ajudar os meus pais”, diz.

O marinheiro tem mantido contato com pessoas que também têm parentes em Mariupol. Ele diz que tem feito ligações para pessoas que estão em áreas próximas à cidade e que talvez possam procurar a família dele.

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Mundo

SEM SOBREVIVENTES: Avião com 132 pessoas a bordo cai na China

Foto: Reuters

Um jato Boeing-737 da China Eastern Airlines que transportava 132 pessoas caiu nas montanhas da região de Guangxi, no sul da China, nesta segunda-feira (21), segundo a Administração de Aviação Civil da China (CAAC).

Segundo a mídia estatal chinesa CCTV, as equipes de resgate não encontraram sinais de sobreviventes.

O avião estava a caminho da cidade de Kunming, no sudoeste do país, para Guangzhou, quando perdeu contato sobre a cidade de Wuzhou. A bordo estavam 123 passageiros e nove tripulantes, disse a CAAC em um comunicado publicado online.

Equipes de resgate estão no local do acidente, onde há fogo visível. “A Administração de Aviação Civil das companhias aéreas da China Eastern ativou o mecanismo de resposta de emergência após a queda de um Boeing 737”, declarou a CAAC.

A aviação civil da China é considerada uma das mais seguras do mundo, e o último acidente no país ocorreu em 2010, quando 44 pessoas morreram na queda de um Embraer E-190, da Henan Airlines, quando o voo se aproximava do aeroporto de Yichun.

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Mundo

Negocie paz agora ou sofra por gerações, diz presidente da Ucrânia

Foto: reprodução

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, pediu neste sábado (19) negociações de paz abrangentes com Moscou para interromper a invasão da Ucrânia. Acrescentou que isso não for feito, a Rússia levará “várias gerações” para se recuperar de suas perdas na guerra.

As forças russas têm sofrido duras perdas e seu avanço tem ficado, em grande parte, estagnado desde que o presidente Vladimir Putin iniciou o ataque em 24 de fevereiro, com longas colunas de tropas que cercaram Kiev e pararam em seus subúrbios.

Forças russas têm cercado cidades, transformando áreas urbanas em escombros, e nos últimos dias, intensificado os ataques com mísseis contra alvos dispersos no Oeste da Ucrânia, longe dos principais campos de batalha no Norte e Leste do país.

Hoje, a Rússia disse que seus mísseis hipersônicos destruíram grande depósito subterrâneo de mísseis e munição de aeronaves na região ocidental de Ivano-Frankivsk. Armas hipersônicas podem viajar cinco vezes mais rápido que a velocidade do som e, segundo a agência de notícias Interfax, essa foi a primeira vez que a Rússia usou essas armas na Ucrânia.

Um porta-voz do Comando da Força Aérea da Ucrânia confirmou o ataque, mas disse que o lado ucraniano não tinha informações sobre o tipo de míssil usado.

Autoridades ucranianas afirmaram não ter visto mudanças significativas nas últimas 24 horas nas zonas da linha de frente, ressaltando que as cidades de Mariupol, Mykolaiv e Kherson, no Sul, e Izium, no Leste, continuam observando os combates mais pesados.

Mais de 3,3 milhões de refugiados já saíram da Ucrânia pela fronteira ocidental, com cerca de mais 2 milhões deslocados dentro do país. Os esforços para retirar civis de cidades sitiadas por meio de “corredores humanitários” continuam.

As autoridades ucranianas disseram que dez dessas rotas de fuga devem ser abertas. Zelenskiy afirmou que a recusa em fazer concessões terá um preço alto para a Rússia.

“Quero que todos me ouçam agora, especialmente em Moscou. Chegou a hora de uma reunião, é hora de conversar”, disse ele em um vídeo. “Chegou a hora de restaurar a integridade territorial e a justiça para a Ucrânia. Do contrário, as perdas da Rússia serão tais que o país levará várias gerações para se recuperar.”

Agência Brasil

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Mundo

Rússia anuncia uso, pela primeira vez, de mísseis hipersônicos na Ucrânia

Foto: Russian Defence MinistryTASS via Getty Images

A Rússia afirmou, neste sábado (19), ter lançado mísseis hipersônicos Kinjal na Ucrânia, com a intenção de destruir um depósito de armas na cidade de Ivano-Frankivsk, localizada no oeste do país. Esse tipo de armamento é de difícil detecção por sistemas de defesa antimísseis e, segundo militares russos, pode atingir alvos a uma distância de mais de 2 mil km.

Esta teria sido a primeira vez que os russos usam armas desse tipo desde o início do conflito, segundo a agência de notícias Interfax.

Metrópoles

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Mundo

Brasil já recebeu 894 ucranianos desde a invasão russa no país europeu

Voo que trouxe brasileiros que fugiram da Ucrânia vieram também ucranianos que têm família no Brasil | Foto: Eduardo Militão/UOL

O Brasil já recebeu 894 ucranianos desde o início de guerra do país com a Rússia, no dia 24 de fevereiro. Dados divulgados pela Polícia Federal nessa sexta-feira (18) apontam que há 21 pedidos para visto temporário, cinco solicitações para residente e dois pedidos para visto provisório. As informações consideram as entradas de ucranianos entre os dias 24 de fevereiro e 17 de março.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o Brasil fará uma portaria para garantir o acesso de ucranianos ao passaporte humanitário brasileiro. A informação, divulgada no fim de fevereiro, é de que medida vai regulamentar a entrada dos cidadãos ucranianos.

Refugiados

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) 3,1 milhões de pessoas conseguiram fugir e agora estão refugiadas da Ucrânia. Ao todo, 13 milhões de pessoas que estão naquele país têm sido afetadas nas áreas mais atingidas pela guerra.

O Acnur tem apoiado centros de recepção para deslocados e entregando itens essenciais na Ucrânia e nas fronteiras, como alimentos, materiais de higiene e assistência em dinheiro. De acordo com a agência, também enviou especialistas em proteção de abuso e exploração sexual para Polônia, Moldávia, Hungria e Romênia.

Agência Brasil

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Mundo

Heroína nacional: ucraniana mãe de 12 filhos morre enquanto lutava contra a invasão russa

Foto: Reprodução

A heroica Olga Semidyanova, médica e mãe de 12 filhos, foi homenageada pelo governo ucraniano na última quarta-feira (16), após ter morrido enquanto lutava na linha de frente contra a invasão de seu país pela Rússia.

De acordo com o jornal britânico The Sun, Semidyanova foi ferida enquanto continuava no combate, mesmo após a morte da maioria dos soldados de sua unidade.

A mulher, de 48 anos, foi atingida no estômago durante um confronto violento em Donetsk, no sul do país, em 3 de março. Ela morava na cidade de Marhanets, a cerca de 240 km de onde morreu. Júlia, uma de suas filhas, explicou ao veículo que o corpo da mãe ainda não foi recuperado devido às intensas batalhas na região. “Ela salvou os soldados até o fim”, completou.

Para Anton Gerashchenko, conselheiro do Ministério do Interior da Ucrânia, Olga Semidyanova é uma heroína nacional. A ucraniana já havia recebido o título de Mãe Heroína, honra concedida às mães de mais de cinco filhos. Além de seus seis filhos biológicos, ela adotou seis órfãos de um orfanato local.

Além de Semidyanova, outras vítimas foram homenageadas na última quarta-feira, entre elas Roman Rak e Mykola Mykytiuk, que morreram após ataques com mísseis de cruzeiro a uma base militar, no domingo (13), a 19 km da fronteira com a Polônia. Outras 33 pessoas morreram e 135 ficaram feridas devido ao ataque.

R7

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ACORDO DE PAZ: Rússia e Ucrânia avançam nas negociações

Foto: Handout / UKRAINE PRESIDENCY / AFP

A Rússia e a Ucrânia destacaram, nesta quarta-feira (16), novas possibilidades de acordo, à medida que as negociações de paz são retomadas após três semanas da invasão russa que até agora não conseguiu derrubar o governo ucraniano.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse que as negociações estão se tornando “mais realistas”, enquanto o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que há “alguma esperança de compromisso”.

O Kremlin afirmou que os lados estão discutindo um status para a Ucrânia semelhante ao da Áustria ou da Suécia, membros da União Europeia que estão fora da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Três semanas após a invasão, as tropas russas estão retidas nos portões de Kiev. Sofreram perdas pesadas e não conseguiram tomar nenhuma das maiores cidades da Ucrânia. Autoridades ocidentais dizem que Moscou pensou que venceria em poucos dias.

Autoridades ucranianas manifestaram esperança nesta semana de que a guerra possa terminar mais cedo do que o esperado – mesmo dentro de semanas -, e Moscou está mais aberta a conversas, em meio à falta de novas tropas para continuar lutando.

As negociações devem ser retomadas nesta quarta-feira (16) em vídeoconferência, o terceiro dia consecutivo de conversas, a primeira vez que duraram mais de um dia. Os dois lados acreditam que entraram em fase mais séria.

“As reuniões continuam e as posições durante as negociações parecem mais realistas. Mas ainda é necessário tempo para que as decisões sejam do interesse da Ucrânia”, disse Zelenskiy em discurso por vídeo durante a noite.

Agência Brasil

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