As forças nucleares da Rússia começarão a receber o novo míssil balístico intercontinental Sarmat ainda este ano, prometeu o presidente russo, Vladimir Putin.
Segundo a agência russa de notícias TASS, o governo confirmou, nesta quarta-feira (20/4), que o armamento será distribuído assim que os testes terminarem.
O chefe da agência espacial Roscosmos, Dmitry Rogozin, adiantou que as entregas do míssil, com capacidade para 10 ogivas, começariam “no outono deste ano”, ou seja, no fim do ano.
Putin ameaçou atacar países inimigos com o novo míssil balístico intercontinental. Segundo o Kremlin, esse é o míssil com maior poder de destruição do mundo.
Para o líder russo, o poderio do armamento fará os inimigos da Rússia “pensarem duas vezes” antes de atacar o país.
A Argentina é aquele país onde a inflação não é mais um mero problema monetário. É parte integrante da cultura nacional.
Buenos Aires convive há quase um século com taxas de inflação de dois ou até três dígitos. Tanto que a inflação média na Argentina entre 1944 e 2022 foi de 191,73%.
Um descontrole dos preços que devastou a economia argentina, transformando um dos países mais ricos do mundo em um lugar onde 44% da população vive abaixo da linha de pobreza. Dessa vez, todavia, a inflação está superando qualquer previsão.
Começando a disparar. Ou, melhor, a galopar.
Inflação galopante na Argentina
Os preços na Argentina subiram 6,7% em março, atingindo uma média anual de 55,1%.
Uma alta que não acontecia desde 2002, ano após a derrocada provocada pelo calote que o governo de Buenos Aires deu aos detentores de títulos da dívida pública.
O espectro do “corralito”, a grande crise cambial e econômica que abalou o país vizinho, arrasando as poupanças de quem investiu no “Tesouro Direto” local, volta a pairar.
O aumento dos preços atinge principalmente o setor de alimentos, com 7,2% de alta. E isso se reflete sobre os bens de consumo básicos.
Consequência direta: dados oficiais mostram que quase metade dos argentinos passa fome. E outro 25% luta para chegar ao final do mês. O peso, a moeda local, não para de se desvalorizar.
Os protestos populares estão crescendo. Os sindicatos da oposição voltaram às ruas, ocupando por horas a famosa Calle 9 de Julio, a principal avenida que atravessa o centro de Buenos Aires, e divide a Casa Rosada, sede da Presidência da República, do palácio do Congresso Nacional.
Crise econômica e crise política
Além de ser assolada por uma crise econômica endêmica, a Argentina tem que lidar com uma crise política.
O governo está dividido. Desde novembro passado, quando a esquerda governista registrou uma pesada derrota nas eleições regionais, as tensões entre o presidente, Alberto Fernández, e sua vice, Cristina Kirchner, não param de subir.
Segundo fontes da EXAME Invest em Buenos Aires, os dois não se falariam há meses.
E Fernández já considera a Kirchner sua principal inimiga interna. Isso pois a ex-presidente não perde ocasião de apontar sua decepção com o aliado.
Ela não esconde seu arrependimento de ter oferecido à seu ex-chefe de gabinete a possibilidade de alcançar a Presidência da República. Algo impensável até poucas semanas antes da eleição.
Para ela, se a Fernández está no comando do país, é apenas mérito seu.
Por isso, Cristina joga gasolina em cima do descontentamento da base peronista, e a estimula mais protestos com discursos inflamados.
Inflação descontrolada piora o cenário
A distância entre os dois se tornou sideral por causa da inflação descontrolada.
O presidente não se considera um fantoche de ninguém, e reivindica sua ação. Mas pede que ala rival dos peronistas não atrapalhe. Mas é justamente essa linha que divide os dois rivais no comando da Argentina.
Os economistas ligados ao kichrnerismo, estão convencidos de estar diante da chamada “oferta distributiva”.
Uma extravagante sub-teoria econômica, desconhecida mundo afora, cuja popularidade se limita, basicamente, à um só país: a própria Argentina.
Essa contorção intelectual tem como ponto de chegada o mesmo objetivo de sempre: controlar os preços por decreto do governo.
A receita econômica desastrosa que já deixou a economia da Argentina em frangalhos nas última décadas. Mas que, regularmente, volta a ser reapresentada pelos “economistas” kirchneristas.
O porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, anunciou que tropas do país tomaram toda a área urbana de Mariupol.
Na tarde deste sábado (16), segundo comunicado divulgado pela agência russa de notícias RIA, “alguns soldados ucranianos ainda estariam ocupando uma fábrica na periferia da cidade”.
Pressionando pela rendição de militares em Mariupol, o líder separatista pró-Rússia de Donetsk, Denis Pushilin, ameaçou “eliminar” todos os soldados na cidade casa continuem impedindo o avanço das tropas russas.
Neste sábado, Pushilin afirmou que a tomada da cidade parece mais próxima. Contudo, ainda há forças ucranianas resistindo.
“Os membros do exército regular, como os fuzileiros, que estavam preparados para se render, renderam-se. Já os nacionalistas, ou seja, os membros do batalhões nacionalistas, parecem não ter intenção de se renderem. É por isso que serão eliminados”, frisou Pushilin em Mariupol.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em entrevista ao portal de notícias Ukrainska Pravda, classificou a situação na cidade como “muito difícil”.
“Nossos soldados estão bloqueados, os feridos estão bloqueados. Há uma crise humanitária… No entanto, eles estão se defendendo”, frisou.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa anunciou, neste sábado (16), a proibição de entrada na Rússia do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, da ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Elizabeht Truss, do ministro da Defesa, Ben Wallace, e de mais de uma dezena de outros políticos britânicos.
A medida foi tomada tendo por base a “ação hostil e sem precedentes do governo britânico – em particular a imposição de sanções contra altos funcionários russos”, justificou o ministério russo, em comunicado, informando que ainda vai aumentar a lista.
No comunicado, o ministério acrescentou que “as informações desenfreadas de Londres e a campanha política destinada a isolar a Rússia internacionalmente, criando condições para conter o nosso país e estrangular a nossa economia interna”, assim como as posições “russofóbicas das autoridades britânicas”, estiveram na base da decisão.
“Consideramos que a liderança britânica agravando, deliberadamente, a situação em torno da Ucrânia, inundando o regime de Kiev com armas letais e coordenando esforços semelhantes por parte da Otan”, diz a nota do governo russo.
Em Março, o Kremlin já havia imposto uma proibição semelhante ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
No início desta semana, os governos do Reino Unido e dos EUA anunciaram novas sanções à Rússia, que incluem medidas financeiras destinadas a prejudicar a economia russa e a atingir o presidente Vladmir Putin, funcionários de topo da política nacional e internacional e pessoas que beneficia do regime.
A lista de sancionados do Reino Unido inclui ainda: Theresa May, ex-primeira-ministra e deputada conservadora; Dominic Raab, vice-primeiro ministro e ministro da Justiça; Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia; Suella Braverman, procuradora-geral da Inglaterra e do País de Gales; James Heappey, vice-ministro da Defesa; Priti Patel, ministra do Interior; Rishi Sunak, ministro das Finanças; Kwasi Kwarteng, ministro do Comércio; Nadine Dorries, ministra da Cultura.
Mais de 900 corpos de civis foram descobertos desde que o exército russo se retirou da área de Kiev, na Ucrânia, disse o chefe da polícia regional em uma entrevista nessa sexta-feira (15).
Andrii Niebytov afirmou que os corpos foram examinados e transferidos para instituições médicas forenses para exames detalhados.
Niebytov também disse que os corpos de algumas pessoas na vila de Shevchenko foram identificados, acrescentando que “eram moradores comuns, infelizmente também torturados, e vemos que foram baleados”.
Niebytov disse que algumas das pessoas que foram baleadas tinham braçadeiras brancas para tentar se proteger das forças russas.
“Durante a ocupação de nossas cidades, os militares obrigaram os cidadãos a usarem braçadeiras brancas como se essa pessoa já tivesse sido revistada e, portanto, não fosse tratada com tanto cuidado. Portanto, para salvar suas vidas, nossos cidadãos usavam essas bandagens para se proteger de tiros”, disse.
O Ministério da Defesa da Rússia disse nesta quinta-feira (14) que o cruzador de mísseis Moskva, principal navio da frota russa do Mar Negro, afundou ao ser rebocado de volta ao porto em meio a uma condição climática ruim após uma explosão e um incêndio.
O governo da Rússia havia dito mais cedo que o navio da era soviética havia sido gravemente danificado pelo incêndio, que a Ucrânia disse ter sido resultado de seu ataque com mísseis. Horas antes, russos haviam dito que as chamas na embarcação teriam sido controladas.
“O foco do incêndio foi contido, não há mais chamas. As explosões de munição cessaram. O Moskva mantém sua flutuabilidade”, ressaltou o ministério, que diz estar investigando as causas do incidente. A Ucrânia, por sua vez, afirma ter atacado o navio.
A Rússia deslocou para o sul os navios que tinha no norte do mar Negro, após os danos sofridos pelo cruzador Moskva, segundo indicou um funcionário de alto escalão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
O Moskva tem cerca de 600 pés de comprimento (183 metros) e uma tripulação de mais de 400, quase 500 marinheiros, detalhou o porta-voz do Pentágono, John Kirby.
Ucrânia diz ter atingido navio russo com mísseis
O prefeito de Odessa, cidade ucraniana próxima ao mar Negro, disse em seu canal do Telegram que mísseis do modelo Neptune, de fabricação ucraniana, atacaram a embarcação.
“Eles [Rússia] confirmaram que o cruzador de mísseis Moskva foi enviado para as Ilhas Zmіiny. Os mísseis Neptune deram ao navio russo problemas ainda mais sérios. Glória à Ucrânia!”, disse.
Várias pessoas foram baleadas em uma estação de metrô do Brooklyn na manhã de terça-feira (12), disse o Corpo de Bombeiros de Nova York (FDNY). Relatos iniciais falam em 13 feridos, sendo 5 atingidos pelos disparos.
Os bombeiros foram chamados para a estação de metrô da 36th Street, no bairro de Sunset Park, no Brooklyn, por causa de uma condição de fumaça por volta das 8h30. Lá, várias pessoas foram encontradas baleadas, disse o FDNY.
A polícia de Nova York (NYPD) disse que não há dispositivos explosivos ativos “no momento” na estação de metrô do Brooklyn. Relatos iniciais dos bombeiros falavam em “vários dispositivos não detonados” encontrados após os disparos.
A Metropolitan Transit Authority, que opera os metrôs, diz que também está investigando o incidente e que os trens D, N e R estão parados em ambas as direções no Brooklyn.
Uma investigação preliminar mostra que cinco pessoas foram baleadas e um possível dispositivo de fumaça foi detonado na estação de metrô do Brooklyn, de acordo com um oficial sênior da polícia local.
Uma segunda fonte disse à CNN que cinco pessoas foram baleadas e uma pessoa está em estado crítico após o incidente na estação de metrô do Brooklyn.
A polícia disse que de acordo com informações preliminares, um homem, possivelmente usando uma máscara de gás e colete laranja, fugiu do local.
Os investigadores também disseram que não têm certeza de que tipo de dispositivo foi detonado, mas os primeiros relatórios dizem que pode ter sido uma bomba de fumaça, segundo a autoridade policial.
A energia foi cortada para as linhas de trem N e R enquanto a polícia investiga.
Foto: Irina Rybakova/Serviço de Imprensa da Ucrânia / via Reuters
Depois de um mês e meio da invasão russa à Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a troca do comando da chamada “operação militar especial” no país vizinho. Moscou colocou à frente de sua campanha o general Alexander Dvornikov, um militar familiarizado com esse cenário, já que chefia o Distrito Militar do Sul da Rússia desde 2016 e também tem uma vasta experiência na guerra na Síria, conforme relatado pelo BBC.
As fontes da cadeia britânica apontam que o Kremlin busca com esta nomeação centralizar a coordenação de seus quase 100 batalhões táticos, que até agora atuaram de forma quase independente e encontraram um rival mais bem organizado.
— A menos que a Rússia mude suas táticas, é muito difícil para ela atingir até mesmo os objetivos limitados que estabeleceu para si mesma — disse uma fonte ocidental à BBC.
Há duas semanas, a Rússia anunciou a retirada de suas tropas da região de Kiev, no Norte da Ucrânia, e afirmou que iria se concentrar na “libertação” da região de Donbass, no Leste, onde separatistas pró-Rússia controlam boa parte das províncias de Donetsk e Luhansk desde 2014.
Dvornikov foi o primeiro comandante das Forças Armadas russas durante a intervenção de Moscou na Síria. Foi enviado pelo Kremlin em 2015 para proteger o regime de Bashar al-Assad contra as diferentes facções de oposição formadas após a insurreição de 2011 e contra o Estado Islâmico. Na ocasião, o país árabe serviu de campo de testes para o Exército russo.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recebeu o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em Kiev neste sábado (9), de acordo com um alto funcionário do governo ucraniano.
“Neste momento, uma visita de Boris Johnson em Kiev começou a partir de uma reunião individual com o presidente Zelensky”, disse Andriy Sybiha, vice-chefe do gabinete do presidente da Ucrânia, em uma postagem no Facebook.
Pelo Twitter, a embaixada do Reino Unido na Ucrânia postou uma foto dos dois líderes sentados em uma sala de reuniões com a legenda “surprise” (surpresa, em português).
“O primeiro-ministro viajou para a Ucrânia para se encontrar pessoalmente com o presidente Zelensky, em uma demonstração de solidariedade ao povo ucraniano. Eles discutirão o apoio de longo prazo do Reino Unido à Ucrânia e o primeiro-ministro estabelecerá um novo pacote de ajuda financeira e militar”, disse um porta-voz de Downing Street.
O Reino Unido enviará à Ucrânia mais 100 milhões de libras — cerca de US$ 130 milhões — de apoio militar, disse o primeiro-ministro Boris Johnson nesta sexta-feira (8) após uma reunião com o chanceler alemão Olaf Scholz.
Johnson, que recebeu o novo chanceler alemão pela primeira vez em seu escritório em Downing Street, disse que as duas nações da Europa Ocidental também concordaram em cooperar mais estreitamente em assuntos de energia para reduzir a dependência da Europa em relação às importações russas.
O primeiro-ministro britânico também condenou um ataque russo a uma estação de trem no leste da Ucrânia, lotada de mulheres, crianças e idosos fugindo do conflito, que, segundo as autoridades ucranianas, matou pelo menos 50 pessoas.
A visita de Johnson acontece após a passagem da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, pelo país.
Em entrevista à Christiane Amanpour, da CNN, Von der Leyen classificou a morte de civis na cidade ucraniana de Bucha como “uma atrocidade, algo impensável e chocante, é a face brutal da guerra de Putin“.
A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, anunciou a abertura de dez corredores humanitários para a retirada de civis no Leste e Sul do país. O anúncio é feito no momento em que as tropas russas lançaram novos ataques nas regiões de Donetsk e Lugansk, que foram repelidos pelo Exército ucraniano.
Na região ocidental de Donetsk está prevista a abertura de um corredor para retirar os civis, que possam usar transporte pessoal, de Mariupol para Zaporizhzhia.
No sudeste de Zaporizhzhia, estão previstos corredores em Berdiansk, Tokmak, Melitopol e Enerhodar. Em Lugansk, os corredores humanitários deverão ser abertos em Severodonetsk, Lysychansk, Popasna, Hirske e Rubizhne até Bakhmut.
Iryna Vereshchuk informou ainda que, nessa quinta-feira (7), foram retirados 4.676 civis de várias localidades ucranianas. Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro, têm falhado em Mariupol múltiplas tentativas para a passagem de ônibus que levam mantimentos e retiram civis.
O presidente da câmara de Mariupol, Vadym Boychenko, fala em cerca de 5 mil civis mortos. Há mais de uma semana, dezenas de milhares de habitantes da cidade portuária no Mar de Azov estão sem energia e com escassez de alimentos.Tropas russas retiraram-se “totalmente” do Norte da Ucrânia. O Ministério da Defesa do Reino Unido disse que as tropas russas “retiraram-se totalmente” do Norte da Ucrânia e estão a caminhos da Rússia e da Bielorrússia.
Alguns militares teriam sido transferidos para a Ucrânia oriental, a fim de combater na região de Donbass, acrescentou o Ministério britânico da Defesa no Twitter.
“Muitas dessas forças vão necessitar de reabastecimento significativo antes de estarem prontas para serem destacadas para Leste. É provável que qualquer redistribuição em massa, a partir do Norte, demore pelo menos uma semana”.
Segundo o ministério britânico, os bombardeios russos nas cidades do Leste e Sul da Ucrânia prosseguem, e as forças russas deslocam-se para a cidade de Izium, que permanece sob controle de Moscou.
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