O bilionário Elon Musk disse que ainda está comprometido com a compra do Twitter. A declaração foi dada pelo empresário horas depois de anunciar que a negociação para a aquisição da empresa está temporariamente suspensa.
“O acordo do Twitter está temporariamente suspenso por pendências em detalhes que sustentam que contas falsas de fato representam menos de 5% dos usuários”, disse Musk em seu perfil.
Em seguida, completou: “Ainda comprometido com a compra”. Em outros momentos, Musk já havia afirmado que remover “bots de spam” do Twitter era uma de suas prioridades.
Após confirmar a compra da rede social, o bilionário disse que queria “tornar o Twitter melhor do que nunca, aprimorando o produto com novos recursos, tornando os algoritmos de código aberto para aumentar a confiança, derrotando os bots de spam e autenticando todos os humanos”.
Os Estados Unidos ultrapassam a marca de um milhão de mortes relacionadas a Covid-19. A informação foi confirmada pela Casa Branca nesta quinta-feira. O total é o mais alto já registrado no mundo, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) acredite que o verdadeiro número de vítimas possa ser muito maior em diversos países com subnotificação de casos.
“Hoje, chegamos a um trágico marco: um milhão de vidas americanas perdidas para a Covid-19. Um milhão de cadeiras vazias ao redor da mesa de jantar. Cada uma delas uma perda irreparável. Cada uma delas deixando para trás uma família, uma comunidade, e uma nação que mudou para sempre por causa dessa pandemia. Jill e eu rezaremos por cada uma delas”, disse o preside Joe Biden em comunicado.
Biden também ordenou que bandeiras sejam hasteadas a meio mastro para registrar o marco. O número de hoje supera as 675 mil mortes estimadas durante o surto de gripe espanhola de 1918-19, a pandemia mais grave dos últimos tempos.
“Devemos permanecer vigilantes contra essa pandemia e fazer tudo o que pudermos para salvar o maior número possível de vidas, como fizemos com mais testes, vacinas e tratamentos do que nunca”, ressaltou Biden.
80 milhões de casos
O primeiro caso confirmado no país foi relatado em 20 de janeiro de 2020, quando um homem voltou para casa, em Seattle, após um voo que saiu de Wuhan, na China. Desde então, os EUA já registraram mais de 80 milhões de casos da doença.
Conforme especialistas em saúde pública o alto número de mortos nos EUA pode ser resultado de diversos fatores, como altas taxas de obesidade e hipertensão; sistemas hospitalares sobrecarregados; hesitação para tomar as vacinas e grande população idosa.
Autoridades italianas anunciaram na sexta-feira (6) a apreensão de um iate avaliado em US$ 700 milhões. Segundo o Ministério das Finanças da Itália, o dono da embarcação tem “ligações econômicas e comerciais significativas” com “elementos proeminentes do governo russo sujeitos a sanções da UE”. Há rumores de que o proprietário do iate seja o próprio presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Batizado de Scheherazade, o iate atracado na Marina di Carrara, na Toscana, tem 140 metros de comprimento. Acomoda 2 heliportos, academia de ginástica e piscina que vira pista de dança. A embarcação tinha acabado de passar por uma reforma e se preparava para deixar o local.
O Ministério das Finanças italiano também disse ter constatado em investigação que o dono da embarcação é um indivíduo que “ameaça a paz e a segurança internacional” ao “minar ou ameaçar a integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia”. A pessoa, no entanto, não foi nomeada.
Formalmente, o veículo pertence à offshore Beilor Asset Limited, com sede nas Ilhas Marshall.
Aliados do ativista russo Alexei Navalny, preso em Moscou, têm afirmado que o iate pertence ao próprio Putin. Paralelamente, um integrante da tripulação do Scheherazade disse ao New York Timesque ele e os demais funcionários da embarcação sempre acreditaram que o verdadeiro dono é o presidente russo.
Daniele Franco, ministro das Finanças da Itália, falou que o ativo ficará congelado enquanto aguarda decisões da União Europeia.
Tradicionalmente, a Igreja Católica foi predominante entre os latino-americanos, influenciando esses povos de aspectos culturais a políticos. Os números mostram, no entanto, que o catolicismo está perdendo força na região. Nos últimos 10 anos, o número de pessoas que não se identificam com nenhuma religião cresceu 6% na América Latina.
No gráfico abaixo, é possível ver como o percentual daqueles que se consideram católicos diminuiu nesses países.
Foto: Reprodução
Em alguns países, a queda foi mais brusca que em outros. Na Argentina, por exemplo, o percentual passou de 76% para 49% em apenas 10 anos. Além disso, as religiões evangélicas ganharam força. No Brasil, por exemplo, o percentual de evangélicos passou de 3% em 2000 para 22% em 2020.
Os jovens parecem ter mais religiões para escolher, com mais formas alternativas de espiritualismo — “eu acredito em energia”. Em nações como o Chile, a confiança na instituição caiu depois de casos de abuso sexual.
O declínio da Igreja Católica está sendo relacionado com algumas mudanças políticas na América Latina, envolvendo pautas como aborto, casamento gay e direitos dos transgêneros.
Expandindo o foco
Considerando o mundo todo, o número de católicos batizados aumentou, com a participação da religião se mantendo na casa dos 17% de toda a população.
Foto: Mykhaylo Palinchak/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Soldados russos dispararam contra dois ônibus que estavam evacuando civis na cidade de Popasna, na parte oriental de Lugansk, acusou o prefeito da cidade, Mykola Khanatov, ao jornal “Kyiv Independent” neste sábado (30). É o segundo ataque do tipo na região.
Conforme o líder municipal, desde a ação, a comunicação com os organizadores do comboio foi perdida e não se sabe se há feridos ou vítimas. Khanatov informou que cada vez mais chegam relatos de ações do tipo em várias áreas de Lugansk, que tem forte atuação de grupos separatistas pró-Rússia e militares de Moscou.
Já o chefe da administração militar regional de Lugansk, Sergii Gaidai, afirmou ao portal “Unian” que um carro de polícia que estava entregando itens médicos a um hospital em Severodonetsk foi atacado por soldados russos. Um outro veículo de voluntários, que estava fazendo o mesmo trabalho, também foi atingido. Não se sabe se há vítimas.
Lugansk e Donetsk ficam na região do Donbass, área que agora é um dos principais focos da guerra da Rússia juntamente com o sul do país. As duas regiões têm grupos separatistas que se autodeclaram independentes da Ucrânia, mas grande parte dos territórios ainda estavam sob controle de Kiev antes do início do conflito.
Entre olhares desconfiados e cansados, crianças brincando e malas que se amontoam, filas se formam nas tendas da Operação Acolhida, com centenas de venezuelanos que ainda buscam no Brasil um local para recomeçar a vida.
Na fronteira entre Santa Elena de Uairén e Pacaraima, cerca de 750 pessoas por dia, em média, atravessam para o lado brasileiro, carregando o que coube em malas e trazendo também expectativas: de encontrar parentes e amigos que já estão no país, de conseguir emprego e de uma nova vida.
Nas tendas da Operação Acolhida, criada em 2018, os atendimentos não param. Há guichês para pedidos de residência e refúgio, para emissão de documentos, como CPF e cartão SUS, para cadastro no sistema de emprego. Uma força-tarefa atua nesse primeiro contato do migrante com o Brasil para facilitar a entrada e interiorização dos venezuelanos.
O país é o quinto destino mais procurado por esses migrantes para viver. De janeiro de 2017 a março de 2022, o Brasil recebeu 325.763 venezuelanos que permaneceram aqui.
Em primeiro lugar está a Colômbia, com 1.842.390 refugiados venezuelanos; seguida pelo Peru, com 1.286.464. Equador (513.903) e Chile (448.138) ocupam a terceira e quarta posição, respectivamente. Os dados são da plataforma R4V, que reúne informações do sistema das Nações Unidas e do governo brasileiro.
Em uma das filas, Yurisbel Lopes aguardava atendimento acompanhada pelos dois filhos pequenos. Havia chegado naquele dia de San Félix, no norte da Venezuela, depois de 12 horas em um ônibus, percorrendo cerca de 600 quilômetros (km) até ali.
Mas ela sabe que a fronteira é apenas uma das etapas até conseguir chegar no local em que o marido a espera, em Santa Catarina, a mais de 5,2 mil km dali. Deixou para trás os outros familiares e trouxe em três malas o que restou da vida no país natal.
Usuários ao redor do mundo estão com dificuldades para enviar mensagens no WhatsApp nesta quinta-feira (28). O site Downdetector, que reúne relatos sobre falhas em plataformas, registrou uma alta nas notificações sobre o aplicativo.
Por volta das 17h40 (horário de Brasília), eram mais de 3.300 reclamações entre usuários no Brasil. Nos Estados Unidos, a ferramenta registrou cerca de 4.200 notificações relacionadas ao mensageiro.
O Facebook, que, assim como o WhatsApp, é controlado pela Meta, também registrou uma alta na quantidade de reclamações no Downdetector dos EUA, chegando a cerca de 190 relatos de falha. No Brasil, houve em torno de 20 notificações sobre a rede social.
A empresa ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.
A compra do Twitter pelo bilionário Elon Musk está repercutindo no mundo todo, especialmente nos Estados Unidos, onde fica a empresa. A principal preocupação é com o controle de conteúdo.
O novo dono da plataforma era um crítico da plataforma. Musk era contra as regras de moderação da empresa e dizia que a rede impedia o que ele considera ser a liberdade de expressão.
A Anistia Internacional expressou preocupação. O diretor de tecnologia e direitos humanos da organização, Michael Kleinman, escreveu: “a última coisa que precisamos é de um Twitter que voluntariamente feche os olhos para discursos violentos e abusivos contra usuários, particularmente aqueles desproporcionalmente mais impactados, incluindo mulheres, pessoas não-binárias e outros”.
O prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou: “liberdade de expressão é vital, mas não significa um passe livre para o ódio. Discurso de ódio on-line bota lenha na fogueira do preconceito e leva a violência trágica e terrível no mundo real”.
Nos Estados Unidos, a venda do Twitter levou à retomada das discussões sobre a necessidade de criar regras claras para as redes sociais. Políticos dos partidos Republicano e Democrata, além da Casa Branca, falaram sobre o assunto.
Médicos forenses dizem que há evidências de que mulheres ucranianas estão sendo estupradas antes de serem mortas pelas tropas russas, segundo reportagem do jornal The Guardian.
De acordo com Vladyslav Perovskyi, um dos médicos que falou com o jornal, a Ucrânia tem “alguns casos que sugerem que essas mulheres foram estupradas antes de serem mortas a tiros”. Perovskyi diz ter feito dezenas de autópsias em moradores das cidades de Bucha, Irpin e Borodianka que morreram durante a ofensiva da Rússia.
“Nós não podemos dar mais detalhes porque meus colegas ainda estão coletando dados e temos centenas de corpos para avaliar”, acrescentou o médico.
A equipe de Perovskyi examina cerca de 15 corpos por dia, muitos deles mutilados.
“Há muitos corpos queimados e corpos fortemente desfigurados que são simplesmente impossíveis de identificar”, disse. “O rosto pode ser esmagado em pedaços, você não pode montá-lo novamente, às vezes não há cabeça nenhuma.”
Alguns dos corpos, segundo o médico, tinham sinais de que as vítimas foram mortas por tiros automáticos, com mais de seis buracos de bala nas costas.
Oleh Tkalenko, promotor sênior da região de Kiev, disse ao Guardian que detalhes de supostos estupros foram encaminhados ao seu escritório, que investiga circunstâncias como locais e idades das vítimas.
“Os casos de estupro são um assunto muito delicado e sensível”, afirmou Tkalenko. “Os médicos forenses têm uma tarefa específica de verificar a genitália das vítimas do sexo feminino e procurar sinais de estupro.”
Um legista estrangeiro trabalhando ao norte de Kiev, que pediu para permanecer anônimo, disse que alguns corpos “estão em tão mau estado” que não é fácil encontrar sinais de estupros e abusos sexuais: “Mas estamos coletando evidências em alguns casos de mulheres que acreditamos terem sido estupradas antes de ser assassinadas.”
Após a retirada das tropas russas de cidades e subúrbios ao redor da capital, dezenas de mulheres contaram à polícia, à mídia e a organizações de direitos humanos sobre as atrocidades que elas dizem ter sofrido nas mãos de soldados russos. Os investigadores ouviram testemunhos de estupros coletivos, assaltos à mão armada e estupros cometidos na frente de crianças.
Fotos: EFE/EPA/Ukrainian Presidential Press Service Handout
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu, neste sábado (23), uma reunião com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. O líder de Kiev declarou que o encontro seria importante para “pôr fim à guerra” e disse não temer o representante de Moscou.
“Acredito que quem começou a guerra poderá pôr fim nela”, disse Zelensky em uma coletiva de imprensa em uma estação de metrô no centro de Kiev. O líder ucraniano reiterou que não tinha “medo” de se reunir com Putin, se isso permitisse alcançar um acordo de paz entre os dois países.
“Eu insisti desde o início sobre [a importância de] negociações com o presidente russo”, disse o líder ucraniano. “Não é que eu queira [encontrá-lo], e sim que devo encontrá-lo para resolver esse conflito pela via diplomática”, completou.
Porém, ao mesmo tempo em que pediu para se reunir com Putin, Zelensky também advertiu à Rússia que encerrará todas as negociações de paz caso soldados ucranianos sejam mortos em Mariupol, no sudeste do país.
“Se nossos homens forem assassinados em Mariupol e se forem organizados supostos referendos na região de Kherson (sul), a Ucrânia vai se retirar de todo processo de negociação”, afirmou Zelensky.
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