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Vicky Safra é a mais rica do Brasil, segundo lista da Forbes; quatro brasileiros estão no ‘top 200’

A Forbes divulgou a lista anual dos mais ricos do mundo nesta terça-feira (4). No Brasil, Vicky Safra, a viúva de Joseph Safra – o fundador do Banco Safra – lidera a lista dos mais ricos do país. A lista completa conta com mais de 50 brasileiros.

Veja abaixo os principais nomes que ocupam o “top 200” da Forbes, sua posição no ranking mundial e sua fortuna aproximada.

  • Vicky Safra e família, na 100ª posição – US$ 16,7 bilhões
  • Jorge Paulo Lemann e família, na 108ª posição – US$ 15,8 bilhões
  • Marcel Herrmann Telles, na 165ª posição – US$ 10,6 bilhões
  • Eduardo Saverin, na 171ª posição – US$ 10,2 bilhões
  • Vicky Safra, viúva e herdeira do fundador do Banco Safra

Vicky Safra é uma mulher de origem grega e tinha apenas 17 anos quando se casou com Joseph Safra, o homem que viria se tornar o banqueiro mais rico do mundo.

A fortuna da família tem raízes na Síria, com a criação de uma empresa que operava como casa bancária em 1800, e só começou a fazer parte da história do Brasil em 1953, quando o pai de Joseph Safra, Jacob Safra, se mudou com a família para o país.

Por aqui, a fundação da Safra Financeira veio em 1967. Com as compras de outras instituições financeiras, em 1972 o Banco Safra se estabeleceu no Brasil. Juntos, Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph Safra morreu em 2020, aos 82 anos, por causas naturais.

O episódio mais recente envolvendo o nome da família aconteceu no começo deste ano, quando um dos filhos, Alberto Safra, processou a mãe e dois irmãos, acusando-os de diluir de propósito sua participação na holding do Safra National Bank, em um esforço para expulsá-lo do império da família.

Jorge Paulo Lemann, sócio-fundador da 3G Capital Partners

Nascido no Rio de Janeiro em 26 de agosto de 1939, Lemann é filho de suíços que imigraram para o Brasil no começo do século XX. Nos primeiros anos em solo brasileiro, o pai de Lemann trabalhou em uma fabricante de sapatos antes de retomar a produção de laticínios, negócio que a família mantinha na Suíça – ele fundou em Resende, no Sul fluminense, a Lemann & Company – ou, simplesmente Leco, fabricante de laticínios.

Órfão de pai aos 14 anos, Lemann foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, se formou em economia em Harvard, nos Estados Unidos.

Iniciou sua carreira atuando em bancos e financeiras até começar a atuar no mercado de capitais, o que o levou a se tornar, em meados da década de 1960, sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Lemann se tornou sócio, então, da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle.

No começo de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora Libra por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou título da Corretora Garantia, na qual viria a conhecer Telles e Sicupira e dar início à sociedade na 3G Capital Partners.

O episódio mais recente envolvendo o nome do bilionário aconteceu no começo deste ano, quando uma de suas controladas, a Americanas, foi pivô de um dos maiores escândalos financeiros do Brasil nos últimos anos. A empresa entrou em recuperação judicial, com dívidas que somavam mais de R$ 40 bilhões.

Marcel Herrmann Telles, também sócio-fundador da 3G Capital Partners

Filho de um piloto de avião e de uma ex-secretária da embaixada americana que virou dona de casa, Marcel Herrmann Telles nasceu no Rio de Janeiro em 23 de fevereiro de de 1950, e é o caçula do trio de bilionários sócios da 3G Capital Partners (além de Telles e Lemann, também integra o grupo o empresário Carlos Alberto Sicupira).

Telles estudou economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nos últimos períodos do curso, passou a direcionar sua formação profissional rumo ao mercado financeiro ao notar a ascensão econômica dos colegas de faculdade que já trabalhavam na área.

Começou sua carreira trabalhando de madrugada para a corretora Marcelo Leite Barbosa, uma das maiores do país naquela época, conferindo boletos da bolsa de valores entre meia-noite e 6h da manhã. Pouco tempo depois, pediu transferência para a área de open market da corretora, mas lhe ofereceram uma vaga na área comercial.

Decidiu, então, procurar outro emprego, cuja busca o levou ao Banco Garantia, onde conheceu os dois empresários com os quais viria a formar, anos depois, um dos maiores impérios empresariais no Brasil.

Eduardo Saverin, o brasileiro que ajudou a criar o Facebook

Na lista dos mais ricos do país, Eduardo Saverin é conhecido por ser um dos cofundadores do Facebook, junto com Mark Zuckerberg, a quem conheceu enquanto estava na faculdade.

Saverin nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele se formou em economia em Harvard, onde conheceu Zuckerberg. Sua fortuna veio de uma participação minoritária do Facebook, que viria a crescer anos mais tarde.

Nos anos seguintes, Saverin e Zuckerberg discordaram sobre os rumos da empresa. O embate foi parar na Justiça e foi retratado no filme “A Rede Social” (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield.

O empresário vive com a mulher e o filho em Singapura desde 2012, quando renunciou a sua cidadania americana e, desde 2016, é responsável pelo fundo de risco B Capital, criado com o Boston Consulting Group e o investidor Raj Ganguly.

G1

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Ministra da França sai na capa da ‘Playboy’ e é criticada por colegas de governo

 

Marlene Schiappa, de 40 anos, a ministra de Economia Social da França, apareceu com roupas na capa da edição de abril da revista masculina “Playboy”.

Schiappa está vestida com um maiô, e há um número escrito no seu busto.

Ela afirmou a um canal de TV que os corpos de mulheres deveriam ser expostos em qualquer local, e que ela não tem problemas com isso, mas que, além disso, há um contexto para a foto de capa: ela deu uma entrevista para a revista na qual discorre sobre aborto, direitos das mulheres e das pessoas LGBTQIA+.

Imagem da capa da Playboy com Marlene Schiappa

Em uma rede social, disse que defender o direito da mulher de fazer o que quiser com o corpo em qualquer lugar e a qualquer momento. “Na França, as mulheres são livres, não importa se isso incomoda os retrógrados e os hipócritas”, afirmou.

A ministra aparece com frequência como convidada em programas de entrevista da TV francesa. Antes de ser política, ela era uma autora, e publicou livros sobre os desafios da maternidade, saúde da mulher e gravidez.

Em 2018, ela era ministra dos Direitos Iguais e, nesse cargo, ela conseguiu aprovar leis para tornar ilegais o assédio na rua.

Críticas de colegas do governo

Outros membros do governo francês criticaram a decisão de Schiappa de aparecer na capa da “Playboy”. A primeira-ministra Elisabeth Borne disse a Schiappa que a decisão “não foi apropriada, especialmente no período atual”.

Sandrine Rousseau, parlamentar do Partido Verde, também questionou a ministra.

Polêmicas no passado

Em 2010, Schiappa escreveu um livro com dicas de sexo para pessoas com sobrepeso. Houve críticos que entenderam que o texto dela reforçava clichês ligados a pessoas obesas.

G1

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Elon Musk troca passarinho do Twitter por meme de moeda virtual; entenda

O passarinho azul do Twitter foi substituído nesta segunda (3) pelo doge. O meme, que à primeira vista parece inofensivo, estampa a marca da Dogecoin, uma moeda virtual que virou alvo de polêmicas por causa de Elon Musk. O atual dono da rede social foi acusado de ter criado um esquema de pirâmide para divulgar a criptomoeda — em um processo judicial que pode valer até US$ 258 bilhões. Para “brincar” com a situação, o bilionário substituiu o tradicional logo do Twitter pelo meme. Após a troca, a moeda teve uma alta de 30%, segundo dados do Google.

Doge também virou criptomoeda em dezembro de 2013, intitulado Dogecoin, que foi a primeira “moeda meme” e também a primeira “moeda de cachorro”.

Segundo a matéria da Reuters, lançada em 3 de abril, Elon Musk pediu a um juiz dos Estados Unidos na sexta-feira (31 de março) para descartar um processo de extorsão de US$ 258 bilhões, acusando-o de executar um esquema de pirâmide para apoiar a criptomoeda Dogecoin.

Talvez seja por conta disso que o dono do Twitter resolveu trocar o tão famoso passarinho pelo Doge. A internet, obviamente, foi a loucura. Inclusive foi um dos trending topics do dia.

Outro motivo poderia ser uma piada de 1º de abril que acabou atrasando dois dias. Para quem não lembra, no último sábado (1) todos os verificados que não pagavam o Twitter Blue foram retirados. Segundo a Washington Post, as verificações tiveram que ser retiradas manualmente pelos funcionários, o que foi exaustivo e deixava o servidor lento. Portanto, se Doge fosse algo feito para comemorar o dia da mentira, levaria muito tempo e esforço para subir no servidor.

IGN

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Equador autoriza armas para defesa pessoal contra o narcotráfico

Durante uma transmissão em cadeia nacional de televisão, o presidente do Equador, Guillermo Lasso, anunciou a autorização da posse e porte de armas para defesa pessoal como uma das medidas para combater a onda de insegurança no país.

Em meio a uma crise política que levou à abertura de um processo para seu impeachment, o presidente equatoriano decidiu ir à televisão apresentar na noite de sábado (1°), três medidas urgentes para combater o que chamou de “inimigo comum”, a insegurança causada pelo crime organizado e grupos de narcotraficantes no país.

“Modificamos o decreto que permite a posse e o porte de armas”, disse ele, detalhando seu uso seria permitido para “defesa pessoal de acordo com as exigências da lei e dos regulamentos”.

Também foi autorizado o uso de spray de pimenta para defesa pessoal.

“Estou tão preocupado quanto vocês com a insegurança”, disse ele, observando que a criação de uma operação conjunta das Forças Armadas, da Polícia Nacional e da Inteligência para a segurança do país.

Estado de Emergência por narcotráfico

O Equador declarou estado de emergência, a partir deste domingo (2), em três regiões do país atormentadas pelo tráfico de drogas e pela criminalidade, como o porto sudoeste de Guayaquil.

A medida permite que os militares tomem as ruas, e já foi utilizada três vezes no ano passado.

G1

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Após receber alta, Papa participa da missa de Domingo de Ramos

O Papa Francisco participou neste domingo (2) da missa de Domingo de Ramos, na Praça São Pedro. Como noticiamos, o pontífice recebeu alta do hospital após tratamento contra um ataque de bronquite.

Usando vestes litúrgicas, o Papa chegou à sua cadeira na praça com a ajuda de uma bengala depois de deixar o papamóvel.

Na quarta, o Papa, de 86 anos, foi levado ao hospital Gemelli, em Roma, após reclamar de dificuldades respiratórias. Ele voltou para a residência no Vaticano no sábado (1º).

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa e leva dezenas de milhares de pessoas à Praça de São Pedro com ramos de oliveira e folhas de palmeira em uma cerimônia ao ar livre.

O Antagonista

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Papa Francisco recebe alta e manda recado para fiéis: ‘Ainda estou vivo’


O papa Francisco recebeu alta do hospital neste sábado (1º), e já está no Vaticano. O pontífice estava internado desde quarta-feira (29) em um hospital em Roma, depois de ser diagnosticado com bronquite infecciosa.

Ao ter alta, ele mandou um recado para os fiéis e brincou: “Ainda estou vivo”.

A informação foi confirmada pelo Vaticano.

O Vaticano também informou mais cedo neste sábado que o papa iria para casa após a alta do hospital. No domingo (2), ele irá presidir a missa do Domingo de Ramos, que abre as celebrações da Semana Santa – uma das datas mais importantes para o cristianismo – e será realizada na Praça São Pedro.

Francisco foi acompanhado por uma equipe médica nos últimos dias, que resolveu dar alta ao papa após avaliar exames feitos na sexta-feira (31). Ele chegou a comer pizza com os médicos na noite de quinta-feira (30), também segundo o Vaticano.

Vatican News

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Trump é indiciado em caso de pagamento envolvendo atriz pornô

Fotos: Grosby Group/Reprodução/Instagram

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi indiciado, nesta 5ª feira (30.mar) pelo caso envolvendo um pagamento clandestino e será, pela primeira vez na história, um ex-presidente a ser acusado por um crime nos EUA. A decisão foi tomada pelo grande júri de Nova York.

A acusação é um desdobramento de um repasse financeiro à atriz pornô Stormy Daniels. O processo foi feito pelo ex-advogado do político Michael Cohen. O indicativo é que o advogado pagou US$ 130 mil para que ela não divulgasse um suposto encontro extraconjugal com Trump – às vésperas das eleições presidenciais do país em 2016.

O ex-presidente nega as acusações, e também afirma que não teve relações com a ex-atriz, nem que cometeu qualquer tipo de delito.

Com informações da agência de notícias Associated Press e SBT News

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Disney anuncia primeira rodada de cortes e demite 300 funcionários

A Disney anunciou a primeira rodada de demissões e ao menos 300 funcionários foram cortados, informou o The Wall Street Journal. O corte acontece na plataforma de streaming chines, Hulu.

A redução faz parte do plano do novo CEO da companhia, Bob Iger, de diminuir em 3,6% a força de trabalho global da companhia, ou 7 mil trabalhadores.

O objetivo do corte é economizar ao menos US$ 5,5 bilhões em custos. Há cerca de um mês, Iger afirmou que a Disney pode ter sido muito agressiva em seu zelo para adquirir clientes de vídeo online enquanto a TV tradicional declinava – o que prejudicou o balanço financeiro da companhia.

“Essa reorganização resultará em uma abordagem coordenada e mais econômica para nossas operações”, declarou Iger a analistas em uma teleconferência.

O Disney+ tinha 161,8 milhões de assinantes em 31 de dezembro, enquanto o Hulu tinha 48 milhões. Os números levaram os investidores a criarem uma pressão na companhia para gerenciar melhor os custos. Com isso, a Disney se comprometeu a obter lucratividade para seus negócios de streaming, optando por reduzir a equipe.

A Disney cortou recentemente a equipe de cerca de 50 pessoas dedicada ao desenvolvimento de estratégias de metaverso, informou o The Wall Street Journal.

G1

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Primeiros sinais de Alzheimer podem aparecer nos olhos, diz estudo

Os olhos são mais do que uma janela para a alma – eles também são um reflexo da saúde cognitiva de uma pessoa.

“O olho é a janela para o cérebro”, disse a oftalmologista Dra. Christine Greer, diretora de educação médica do Instituto de Doenças Neurodegenerativas em Boca Raton, Flórida.

“Você pode ver diretamente o sistema nervoso olhando para a parte de trás do olho, em direção ao nervo óptico e à retina”.

Estudos têm explorado como o olho pode ajudar no diagnóstico da doença de Alzheimer antes do início dos sintomas. A doença está bem avançada quando a memória e o comportamento são afetados.

“A doença começa no cérebro décadas antes dos primeiros sintomas de perda de memória”, disse o Dr. Richard Isaacson, um neurologista preventivo de Alzheimer que também trabalha no Instituto de Doenças Neurodegenerativas.

Se os médicos forem capazes de identificar a doença em seus estágios iniciais, as pessoas poderão fazer escolhas de estilo de vida saudáveis e controlar seus “fatores de risco modificáveis, como pressão alta, colesterol alto e diabetes”, disse Isaacson.
Os olhos mostram

Vê sinais de declínio cognitivo? Para descobrir, um estudo recente examinou tecidos doados da retina e do cérebro de 86 pessoas com diferentes graus de declínio mental.

“Nosso estudo é o primeiro a fornecer análises aprofundadas dos perfis de proteínas e dos efeitos moleculares, celulares e estruturais da doença de Alzheimer na retina humana e como eles correspondem a mudanças no cérebro e na função cognitiva”, disse o autor sênior Maya Koronyo-Hamaoui, professor de neurocirurgia e ciências biomédicas no Cedars-Sinai em Los Angeles, em um comunicado.

“Essas mudanças na retina se correlacionam com mudanças em partes do cérebro chamadas córtices entorrinal e temporal, um centro de memória, navegação e percepção do tempo”, disse Koronyo-Hamaoui.

Os pesquisadores do estudo coletaram amostras de retina e tecido cerebral ao longo de 14 anos de 86 doadores humanos com doença de Alzheimer e comprometimento cognitivo leve – o maior grupo de amostras de retina já estudado, de acordo com os autores.

Os pesquisadores então compararam amostras de doadores com função cognitiva normal com aqueles com comprometimento cognitivo leve e aqueles com doença de Alzheimer em estágio avançado.

O estudo, publicado em fevereiro na revista Acta Neuropathologica, encontrou aumentos significativos no beta-amilóide, um marcador chave da doença, em pessoas com Alzheimer e declínio cognitivo precoce.

As células microgliais diminuíram 80% naqueles com problemas cognitivos, segundo o estudo.

Essas células são responsáveis por reparar e manter outras células, incluindo a eliminação de beta-amilóide do cérebro e da retina.

“Foram [também] encontrados marcadores de inflamação, que podem ser um marcador igualmente importante para a progressão da doença”, disse Isaacson, que não participou do estudo.

“As descobertas também foram aparentes em pessoas com sintomas cognitivos mínimos ou inexistentes, o que sugere que esses novos testes oftalmológicos podem estar bem posicionados para auxiliar no diagnóstico precoce”.

Os pesquisadores do estudo descobriram um número maior de células imunológicas envolvendo firmemente as placas beta-amilóides, bem como outras células responsáveis pela inflamação e morte celular e tecidual.

A atrofia do tecido e a inflamação nas células na periferia distante da retina foram mais preditivas do estado cognitivo, segundo o estudo.

“Essas descobertas podem eventualmente levar ao desenvolvimento de técnicas de imagem que nos permitam diagnosticar a doença de Alzheimer mais cedo e com mais precisão”, disse Isaacson, “e monitorar sua progressão de forma não invasiva, olhando através do olho”.

CNN

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Parlamento da Uganda aprova pena de morte para quem se identificar como LGBTQ+

Os legisladores de Uganda aprovaram, nessa terça-feira (21), algumas das leis anti-gays mais duras do mundo, tornando alguns crimes puníveis com a morte e impondo até 20 anos de prisão para pessoas que se identificam como LGBTQ+.

A nova legislação constitui mais uma repressão às pessoas LGBTQ+ em um país onde as relações entre pessoas do mesmo sexo já eram ilegais – puníveis com prisão perpétua. Ela visa uma série de atividades e inclui a proibição de promover e incitar a homossexualidade, bem como a conspiração para se envolver na homossexualidade, informou a Reuters.

De acordo com o projeto de lei, a pena de morte pode ser invocada para casos envolvendo “homossexualidade agravada” – termo amplo usado na legislação para descrever atos sexuais cometidos sem consentimento ou sob coação, contra crianças, pessoas com deficiência mental ou física, por um “ ofensor em série” ou envolvendo incesto.

A pessoa que comete o delito de homossexualidade agravada e é passível, mediante condenação, de sofrer a morte”, lê-se nas emendas, que foram apresentadas pela presidente para os assuntos jurídicos e parlamentares Robina Rwakoojo.

O legislador da oposição Asuman Basalirwa apresentou o Projeto de Lei Anti-Homossexualidade 2023 ao parlamento, dizendo que visa “proteger nossa cultura religiosa; os valores legais, religiosos e familiares tradicionais dos ugandenses dos atos que provavelmente promovem a promiscuidade sexual neste país”.

“O objetivo do projeto de lei era estabelecer uma legislação abrangente e aprimorada para proteger os valores familiares tradicionais, nossa cultura diversificada, nossas crenças, proibindo qualquer forma de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo e a promoção ou reconhecimento de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo”, disse Basalirwa nessa terça-feira (21).

O legislador Fox Odoi-Oywelowo se manifestou contra o projeto de lei, dizendo que “viola os padrões internacionais e regionais de direitos humanos estabelecidos”, pois “limita injustamente os direitos fundamentais das pessoas LGBTQ+”.

O grupo de defesa dos direitos Human Rights Watch (HRW) alertou no início deste mês que a lei violaria os direitos dos ugandenses.

“Uma das características mais extremas deste novo projeto de lei é que ele criminaliza as pessoas simplesmente por serem quem são, além de infringir ainda mais os direitos à privacidade e liberdades de expressão e associação que já estão comprometidos em Uganda”, pesquisador da HRW Uganda Oryem Nyeko disse em um comunicado que pedia aos políticos do país que “parassem de visar pessoas LGBT para obter capital político”.

Espera-se que o projeto de lei chegue ao presidente de Uganda, Yoweri Museveni, para aprovação. Museveni na semana passada ridicularizou os homossexuais como “desviantes”.

O sentimento anti-LGBTQ+ está profundamente enraizado na nação altamente conservadora e religiosa da África Oriental. Uganda ganhou as manchetes em 2009 quando apresentou um projeto de lei anti-homossexualidade que incluía uma sentença de morte para o sexo gay.

Os legisladores do país aprovaram um projeto de lei em 2014, mas substituíram a cláusula da pena de morte por uma proposta de prisão perpétua. Essa lei acabou sendo derrubada.

CNN

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