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OMS se reúne para decidir possível fim da emergência da Covid-19 nesta quinta

A Organização Mundial da Saúde se reúne nesta quinta-feira (4) em Genebra para decidir se a covid-19 ainda é uma pandemia. Mas especialistas e mesmo membros da entidade alertam que, seja qual for a decisão, o vírus não irá desaparecer e que governos e sociedades terão de conviver com a nova doença que matou milhões de pessoas pelo mundo, desde 2020.

A OMS já deixou claro que não há ainda uma previsão sobre quando o anúncio da decisão do comitê seria feito. Tradicionalmente, a agência revela o conteúdo das deliberações dois ou três dias após a conclusão das discussões.
Colunistas do UOL

O encontro dos especialistas foi o mesmo que, no final de janeiro de 2020, decretou a emergência global. Hoje, muitos deles admitem que aquela decisão não mobilizou os governos, como se esperava.

No começo do ano, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que esperava que o fim da emergência pudesse ser declarado em 2023. A declaração significaria que a covid-19 não seria mais uma ameaça internacional.

Um dos critérios avaliados nesta quinta-feira deverá ser a capacidade de controlar o número de mortes. Ainda que muitas medidas de proteção tenham sido abandonadas por dezenas de governos, a OMS insiste que milhares de pessoas ainda morrem todas as semanas no mundo por conta da covid-19. No auge da crise, mais de 50 mil pessoas perdiam a vida a cada sete dias.

Globalmente, quase 2,8 milhões de novos casos e mais de 16.000 mortes foram notificados nos últimos 28 dias (27 de março a 23 de abril de 2023), uma redução de 23% e 36%, respectivamente, em comparação com os 28 dias anteriores.

Ao contrário da tendência geral, aumentos nos casos notificados e nas mortes continuaram a ser observados nas regiões do Sudeste Asiático e do Mediterrâneo Oriental e em vários países individuais em outros lugares.

Até 23 de abril de 2023, a covid-19 tinha contaminado oficial mais de 764 milhões de pessoas, com 6,9 milhões de mortes.

Apesar da esperança da OMS, a entidade deixa claro que o vírus “não vai sumir”. Segundo Tedros, governos terão de aprender a conviver com a doença. “O vírus chegou para ficar. A questão é como vamos administrá-lo. Temos os instrumentos e conhecemos ele melhor. Mas também temos uma maior imunidade populacional, seja pela vacina ou por contaminação”, disse o diretor da agência.

“Está em nossas mãos acabar com a pandemia”, afirmou. Para ele, o mundo deve focar nos grupos mais vulneráveis, principalmente idosos.

Para Maria van Kerkhove, diretora técnica da OMS, o mundo está começando o quarto ano do vírus com a constatação de que ele não irá desaparecer.

Já Mike Ryan, diretor de operações da OMS, sistemas de saúde precisam estar preparados para lidar com a covid-19 como parte de sua estratégia constante de serviços. “A história mostra que o vírus que gera uma pandemia só irá desaparecer com um novo vírus ou nova pandemia”, completou.

Jamil Chade – UOL

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Mundo

EUA deixarão de exigir vacina contra covid-19 para viajantes em 11 de maio


Foto: Stefani Reynolds/AFP

A Casa Branca anunciou, nesta segunda-feira, que em 11 de maio encerrará a obrigatoriedade de apresentação de comprovante de vacina contra a covid-19 para viajantes e funcionários do governo dos Estados Unidos.

“Hoje anunciamos que o governo acabará com a exigência de vacina contra a covid-19 para funcionários federais, contratados e viajantes aéreos até o final de 11 de maio, mesmo dia em que termina a emergência de saúde pública da covid-19”, informou o governo em comunicado.

Mais de um milhão de pessoas morreram de covid-19 nos Estados Unidos. No entanto, a Casa Branca disse que a pandemia praticamente foi contida, levando o governo a suspender as restrições que estavam em vigor enquanto a doença se espalhava por comunidades inteiras e forçava a paralisia econômica.

“Desde janeiro de 2021, as mortes por covid-19 caíram 95% e as hospitalizações caíram perto de 91%. Globalmente, as mortes relacionadas à covid estão em seus níveis mais baixos desde o início da pandemia”, acrescentou o comunicado.

De acordo com a Casa Branca, “os requisitos da vacina reforçaram a vacinação em todo o país e nossa extensa campanha de vacinação salvou milhões de vidas”.

Embora a exigência de vacinação para estrangeiros a bordo de voos com destino aos Estados Unidos fosse uma prática comum em muitos países, a vacinação obrigatória para funcionários do governo às vezes provocava forte reação política em casa.

Além de acabar com as regras de vacinação, o presidente Joe Biden anunciou em abril que estava declarando oficialmente o fim da emergência nacional de saúde que por mais de três anos sustentou uma série de ações extraordinárias do governo.

O Globo

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Economista Santiago Peña é eleito presidente do Paraguai

Foto: Reprodução

O economista Santiago Peña, de 44 anos, foi eleito neste domingo (30.abr.2023) como novo presidente do Paraguai. Ele terá mandato de 5 anos. O Poder360 já havia adiantado que Peña era o candidato favorito a ganhar as eleições.

Integrante do Partido Colorado, Penã foi eleito com 43% dos votos válidos. O 2º colocado, Efraín Alegre, do Partido Liberal Radical Autêntico e candidato da coligação Concertación Nacional, recebeu 27,5% votos. Nas pesquisas eleitorais os 2 candidatos apareciam tecnicamente empatados.

A eleição do economista neste domingo (30.abr) consolida a hegemonia do Partido Colorado no governo paraguaio.

A legenda de centro-direita foi criada em 1887. Comandou o Paraguai por mais de 30 anos desde a redemocratização do país em 1989. As únicas exceções foram os ex-presidentes Fernando Lugo, que liderou o Paraguai de 2008 a 2012, e Federico Franco, que chefiou o Palácio de los López de 2012 a 2013.

Poder360

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China deixa de ser o país mais populoso do mundo pela 1ª vez em séculos; Confira qual é a maior nação

Neste mês, a Índia está ultrapassando a China em tamanho de população, segundo projeções da Organização das Nações Unidas (ONU). Com isso, pela primeira vez em séculos, a China está deixando de ser a nação com mais cidadãos, e a Índia assume esse posto. A data exata desta mudança no ranking de países mais populosos não foi informada, mas a ONU previa que isso ocorreria até o fim de abril.

  •     A Índia tem 1,428 bilhão de habitantes
  •     A China tem 1,425 bilhão de habitantes

Desde 1950, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) começou a contabilizar os tamanhos as populações do país do mundo, a China sempre foi a nação mais populosa do planeta.

A China provavelmente já era o país mais populoso por centenas de anos antes: estima-se que em 1750 havia 225 milhões de chineses, o que a tornava a mais numerosa do globo naquele ano.

Por que mudou?

A China tem uma população envelhecida e com crescimento estagnado. Nos anos 1980, a China instaurou a política do filho único. Um dos resultados foi a estagnação do crescimento, mesmo depois do fim da política do filho único. Agora a população chinesa está prestes a encolher. As projeções apontam que em 2050 a população chinesa vai ser 8% menor do que a atual.

E a Índia?

A Índia tem uma população muito mais jovem, uma taxa de fertilidade mais alta e uma queda na mortalidade infantil nas últimas três décadas.

A Índia tem mais bebês nascidos a cada ano do que em qualquer outro país, enquanto na China há mais mortes a cada ano do que nascimentos, disse Dudley Poston, Jr., professor emérito de sociologia na Texas A&M University.

A população indiana deve continuar crescendo e deve atingir o pico em 2064, com 1,7 bilhão de pessoas — cerca de 50% maior que a população projetada da China.

A Índia também teve uma política para tentar diminuir o ritmo de crescimento da população: nos anos 1970, houve programas de esterilização em massa. Durante a gestão de Indira Ghandi (ela governou em dois momentos, de 1966 a 1977 e de 1980 a 1984, quando foi assassinada), homens eram forçados a fazer vasectomias (se eles se recusassem, enfrentariam perda de salários ou até de empregos). A polícia prendia homens pobres nas estações de trem e os forçava a passarem por uma vasectomia.

A Índia, no entanto, é uma democracia; Indira Ghandi perdeu a reeleição e, assim, esse programa acabou. A fertilidade da Índia caiu, mas menos, e mais lentamente do que a da China.

Por que isso é importante?

Na Índia, a força de trabalho é crescente, e o crescimento populacional estimula a atividade econômica. Na China, o número de adultos em idade produtiva, capazes de sustentar uma população, está envelhecendo.

Quando um país tem um baixo nível de fertilidade, é difícil recuperar o crescimento populacional, mesmo com mudanças na política do governo para incentivar mais nascimentos, disse Toshiko Kaneda, diretor técnico de pesquisa demográfica do Population Reference Bureau, em Washington.

“Psicologicamente, será difícil para a China, especialmente devido à rivalidade entre os dois países em outras áreas”, disse Stuart Gietel-Basten, professor da Khalifa University of Science and Technology, em Abu Dhabi. O professor afirma que esse é um grande momento da humanidade.

De onde tiraram esses números?

A base dos números são os censos, ou contagens de pessoas, que, na teoria, acontecem a cada década.

O último censo da China foi em 2020. Os demógrafos usaram registros de nascimento e óbito, juntamente com outros dados administrativos, para calcular como a população cresceu desde então.

O último censo da Índia foi em 2011. O censo programado para 2021 foi adiado pela pandemia de Covid-19.

Sem uma contagem real por mais de uma década, as pesquisas de amostra preencheram as lacunas para ajudar os demógrafos a entender sua população, disse Alok Vajpeyi, da ONG Population Foundation of India, de Nova Delhi.

Andrea Wojnar, representante do Fundo de População da ONU para a Índia, disse que a agência está confiante nos números da pesquisa “porque usa uma metodologia muito robusta”.

G1

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Justiça proíbe pai de 550 filhos de doar mais esperma na Holanda


Um tribunal holandês proibiu nesta sexta-feira qualquer futura doação de esperma para o homem que se tornou pai de pelo menos 550 crianças, Jonathan M., de 41 anos, sob pena de pagar uma multa de 100 mil euros, cerca de 550 mil reais, cada vez que violar a decisão.

Uma mulher e a Fundação Donorkind (“Filho do Doador”, em tradução) iniciaram um processo urgente contra o “doador em massa”, afirmando que ele ainda estava procurando futuros pais para realizar mais doações nas redes sociais.

A mulher, explica Donorkind, contatou o homem em 2018 através de uma plataforma de encontros, quando ele prometeu ser pai de no máximo de 25 filhos, de acordo com as orientações das clínicas holandesas para evitar consanguinidade, incesto e problemas psicológicos de filhos de doadores.

Mas, segundo a sentença, à qual a AFP teve acesso, o doador teria gerado 100 filhos apenas em clínicas do país da época, além de um número desconhecido na esfera privada e por meio de uma clínica dinamarquesa que enviava seu esperma para unidades particulares de diversos países.

Doador desde 2007, os investigadores descobriram que Jonathan teria pelo menos entre 550 e 600 filhos. Com isso, o tribunal considerou “suficientemente plausível” que isso tivesse ou pudesse ter consequências psicossociais negativas para as crianças, citando questões psicológicas envolvendo identidade e medo de incesto.

“Portanto, é do interesse deles que essa rede de parentesco não se espalhe ainda mais”, enfatizou o Tribunal Distrital de Haia em um comunicado, que proibiu o homem de “doar seu esperma para futuros pais”.

Depois de ter doado esperma a pelo menos 12 clínicas, o condenado pode ser multado em 100 mil euros, cerca de R$ 550 mil, caso descumpra a proibição. Além disso, ele está proibido de se comunicar, especialmente online, com futuros pais sobre seu desejo ou vontade de doar esperma.

O Globo

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Brasil

Brasileira diz que comitiva de Lula mandou prender sobrinha que o chamou de ladrão


Foto: Ricardo Stuckert / Twitter / Reprodução.

Uma brasileira que mora nos Estados Unidos denunciou em sua conta no Twitter que um membro da comitiva que acompanha o presidente Lula na Europa pediu prisão de sua sobrinha, que não teve o nome revelado. Como divulgado na coluna do jornalista Cláudio Humberto desta quarta-feira, 26, o “crime” cometido pela mulher seria chamar o petista de ladrão.

Seguindo sua viagem oficial internacional pela Europa, o presidente brasileiro chegou ontem, 25, em Madrid, capital da Espanha, após passar quatro dias em Portugal.

Lula e sua comitiva estão hospedados no hotel The Westin Palace. Mesmo hotel que a brasileira citada por sua tia. A prisão não foi realizada, segundo o perfil de Claudia Aker, devido à cidadania portuguesa da sobrinha.

Alguns minutos depois, a mulher informou nos comentários que sua sobrinha foi liberada.

“Ela já foi liberada. Ela eh cidadã portuguesa também. INACREDITÁVEL, disseram que ela cometeu um crime! Não existe mais liberdade de expressão em lugar nenhum do mundo … essa eh a realidade !!!”, reclamou. “Quem mandou prendê-la foi a comitiva brasileira do ladrao !!!! Ela disse que os federais da Espanha disseram que não prenderiam ela ! A comitiva do ladrao disse que ela cometeu um crime e que era p pegar td identificação dela mas os espanhóis se negaram!!! Ela é hóspede do hotel , e disseram que a levariam até o quarto ! Ela está chocada SURREAL. !!!”, informou o perfil no Twitter.

Diário do Poder

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Brasil

Xingado e vaiado em Portugal, Lula pede palmas na Espanha


Foto: Ricardo Stuckert

Após turbulenta passagem por Portugal, o presidente Lula pediu para ser aplaudido na Espanha. Em declaração ao lado do presidente de governo espanhol, Pedro Sánchez, o brasileiro afirmou que as pessoas têm vergonha de bater palmas.

“Eu aprendi que palmas e vaias alguém tem que puxar, alguém tem que ser o primeiro. Porque as pessoas têm vergonha de bater palma e vergonha de vaiar. É só alguém começar que todo mundo consegue aplaudir. Então vocês, por favor, batam palmas“, disse Lula.

Lula cumpre agenda na Europa. Em compromisso em Portugal, o presidente enfrentou protestos, vaias e insultos. No Parlamento português, deputados chegaram a exibir bandeiras da Ucrânia e cartazes com os dizeres “chega de corrupção”.

Diário do Poder

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Empresa japonesa perde comunicação com sonda que faria pouso na Lua

Empresa japonesa perde comunicação com sonda que faria pouso na Lua
A empresa japonesa ispace, que estava prestes a se tornar a primeira companhia privada a pousar uma sonda na Lua nesta terça-feira (25), perdeu contato com a espaçonave momentos antes do pouso.

“Temos de presumir que não completamos o pouso na superfície lunar”, disse Takeshi Hakamada, fundador da ispace.

Essa é a segunda vez que uma empresa privada falha em uma missão lunar. Em 2019, a israelense SpaceIL tentou, sem sucesso, pousar o módulo Beresheet na superfície da Lua.

Antagonista

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Documento secreto indica preocupação da União Europeia com o governo Lula


Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP

A União Europeia está preocupada com a posição do Brasil em relação à Guerra da Ucrânia e com a falta de cumprimento de obrigações na área ambiental, indica um documento oficial e confidencial que trata das relações do bloco europeu com quatro países emergentes: Brasil, Chile, Nigéria e Cazaquistão.

Se as “informações não públicas”, conforme é dito no texto, não trazem informações bombásticas, são um vislumbre do trabalho de bastidores da diplomacia atual e traçam um instantâneo de como o Brasil é visto neste momento pela Europa. O documento, obtido nesta segunda-feira (24) pela Folha, teve seu teor inicialmente divulgado pelo site de notícias americano Politico.

Apesar de os líderes europeus se mostrarem aliviados com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com a volta do Brasil ao cenário internacional, o texto mostra preocupação com as recentes declarações do petista.

“Relançar a parceria estratégica com o Brasil” é um dos pontos do documento descritos como de interesse da comunidade europeia. “UE preocupada que o foco de Lula na reindustrialização possa se tornar protecionista” é outro tópico citado.

Folha de S. Paulo

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Partidos da direita de Portugal prometem protestos contra Lula no parlamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Portugal, na manhã desta sexta-feira (21), em sua primeira viagem oficial à Europa neste terceiro mandato. O petista ficará no país até o próximo dia 25.

Seu último compromisso oficial será a participação, na terça-feira (25), em uma sessão solene de boas-vindas na Assembleia da República, o parlamento português. De acordo com a CNN Portugal, o evento deve ser agitado por protestos de partidos da direita portuguesa.

O agendamento desta cerimônia extraordinária de boas-vindas já foi marcado por polêmicas, porque parlamentares de direita foram contra a presença de Lula na sessão que celebrará a Revolução dos Cravos, comemorada em 25 de abril.

O presidente brasileiro evitará polêmicas e não comparecerá à sessão que comemora o aniversário do fim da ditadura salazarista, mas partidos de direita prometem fazer protestos mesmo assim – motivados sobretudo pelas recentes declarações polêmicas sobre a guerra na Ucrânia.

Em entrevista coletiva em Abu Dhabi, Lula apontou que EUA e UE teriam propiciado o prolongamento do conflito e que a decisão da batalha teria sido tomada “por dois países”.

“O presidente Putin não toma iniciativa de paz. O Zelensky não toma iniciativa de paz. A Europa e os Estados Unidos terminam dando contribuição para a continuidade dessa guerra”, disse.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina livro de visitas durante visita aos Emirados Árabes Unidos / 15/04/2023 Rashed Al Mansoori/Corte Presidencial dos Emirados Árabes Unidos/Divulgação via REUTERS

A CNN Portugal reportou que ao menos dois partidos planejam realizar protestos.

O presidente do partido português de extrema-direita Chega, André Ventura, disse que Lula deve ser condenado pela “proximidade com a Rússia”, pela “incapacidade de ver o sofrimento do povo ucraniano”, pela “sua proximidade à China”, pela “hesitação em condenar as ditaduras sul-americanas” e pela “corrupção”.

O Chega é o mesmo partido que está organizando uma cúpula mundial da extrema-direita para maio, em Lisboa, e convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que confirmou presença.

Ventura ainda chamou de “ultrajante” a possibilidade da presença do brasileiro na sessão da Revolução dos Cravos. O líder do Chega anunciou que organizará a “maior manifestação de sempre contra um dignatário estrangeiro em Portugal”.

Segundo Ventura, serão mobilizados “portugueses e brasileiros, todos os que se quiserem juntar”.

O deputado Rui Rocha, presidente do partido Iniciativa Liberal (IL), também planeja um protesto.

Em conversa com jornalistas, Rocha declarou sobre Lula: “Nós não aceitamos, quando estamos com uma guerra na Europa, que o ‘lobby putinista’ de que Lula da Silva faz parte venha impor-se aos portugueses numa data tão importante como 25 de Abril. Mas queremos dar um sinal de que não aceitamos essa imposição.”

Ele afirmou que o líder da bancada parlamentar do partido, Rodrigo Saraiva, estará presente na sessão de boas-vindas segurando uma bandeira da Ucrânia, enquanto o resto da bancada irá se retirar do plenário.

“Nós estaremos lá e enfrentaremos Lula da Silva olhos nos olhos, pela liberdade e pela Ucrânia”, acrescentou Rocha.

CNN Portugal”

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