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Um tribunal holandês proibiu nesta sexta-feira qualquer futura doação de esperma para o homem que se tornou pai de pelo menos 550 crianças, Jonathan M., de 41 anos, sob pena de pagar uma multa de 100 mil euros, cerca de 550 mil reais, cada vez que violar a decisão.
Uma mulher e a Fundação Donorkind (“Filho do Doador”, em tradução) iniciaram um processo urgente contra o “doador em massa”, afirmando que ele ainda estava procurando futuros pais para realizar mais doações nas redes sociais.
A mulher, explica Donorkind, contatou o homem em 2018 através de uma plataforma de encontros, quando ele prometeu ser pai de no máximo de 25 filhos, de acordo com as orientações das clínicas holandesas para evitar consanguinidade, incesto e problemas psicológicos de filhos de doadores.
Mas, segundo a sentença, à qual a AFP teve acesso, o doador teria gerado 100 filhos apenas em clínicas do país da época, além de um número desconhecido na esfera privada e por meio de uma clínica dinamarquesa que enviava seu esperma para unidades particulares de diversos países.
Doador desde 2007, os investigadores descobriram que Jonathan teria pelo menos entre 550 e 600 filhos. Com isso, o tribunal considerou “suficientemente plausível” que isso tivesse ou pudesse ter consequências psicossociais negativas para as crianças, citando questões psicológicas envolvendo identidade e medo de incesto.
“Portanto, é do interesse deles que essa rede de parentesco não se espalhe ainda mais”, enfatizou o Tribunal Distrital de Haia em um comunicado, que proibiu o homem de “doar seu esperma para futuros pais”.
Depois de ter doado esperma a pelo menos 12 clínicas, o condenado pode ser multado em 100 mil euros, cerca de R$ 550 mil, caso descumpra a proibição. Além disso, ele está proibido de se comunicar, especialmente online, com futuros pais sobre seu desejo ou vontade de doar esperma.
O Globo



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