Brasil

Pesquisa mostra que 78,5% das famílias brasileiras estão endividadas; É a maior taxa dos últimos 13 anos

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer atingiu 78,5% das famílias no país. As que se consideram muito endividadas são 18,5% desse total. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que divulgou os números nesta terça-feira (11), este é o maior volume da série histórica, iniciada em janeiro de 2010. Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela CNC.

De acordo com a CNC, o aumento do número de endividados interrompeu uma sequência de quatro meses de estabilidade do indicador.

Renda

A pesquisa mostrou que, mesmo com o aumento do endividamento em junho, um mês antes do que a CNC estimava, a parcela média da renda comprometida com dívidas registrou o menor percentual desde setembro de 2020, ao atingir 29,6%.

Inadimplência

O volume da inadimplência seguiu o movimento de avanço do endividamento em junho. O total de famílias com dívidas atrasadas chegou a 29,2%, o que significa alta de 0,1 pp. Do total de consumidores com dívidas atrasadas, 4 em cada 10 entraram em junho sem condições de pagar os compromissos de meses anteriores, maior proporção desde agosto de 2021.

Também cresceu o número de consumidores com atrasos há mais de 90 dias, que, em junho, atingiu 46% do total de inadimplentes. De acordo com Izis, isso quer dizer que a cada 100 consumidores com dívidas atrasadas, 46 estão com atrasos há mais de três meses. “E a proporção vem crescendo.”

Regiões

As regiões Sul e a Sudeste foram as que tiveram maior número de famílias endividadas. A população de Minas Gerais é a mais endividada entre os estados. São 94,9% do total. Na sequência, ficaram o Paraná, com 94,7%; e o Rio Grande do Sul, com 93,9%. Mato Grosso do Sul teve o menor índice de endividamento do país (59,1%), seguido por Pará (62%) e Piauí (65%).

Faixas de renda

Em todas as faixas de renda pesquisadas, o volume de endividados aumentou no semestre, o que indica “tendência de alta na segunda metade do ano”. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o maior crescimento na proporção de endividados ficou com os consumidores com renda mensal de 5 a 10 salários (2,1 pontos percentuais).

Agência Brasil

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Economia

Paraíba registra o maior custo médio por metro quadrado para construção civil no Nordeste

A Paraíba apresentou, no mês de junho, o maior custo médio da construção civil por metro quadrado do Nordeste. Segundo o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta terça-feira (11), pelo IBGE, o estado saltou de R$ 1.612,62, em maio, para R$ 1.644,52, em junho.

O estudo aponta que a alta estadual foi impulsionada pelo custo com a mão de obra, que, após o estabelecimento de acordo coletivo, passou de R$ 600,66, em maio, para R$ 639,41, em junho.

Por outro lado, de um mês para o outro, a parcela de materiais caiu de R$ 1.011,96 para R$ 1.005,11, respectivamente, maior que a média da região, que é de R$ 1.591,72.

No ano, até o mês de junho, o índice do estado apresentou variação de 3,3%, acima das médias regional (2%) e nacional (1,6%). Já no acumulado de 12 meses, a alta, na Paraíba. foi de 5,9%, também superior às constatadas no cenáriogeral do país (4,8%) e da região (4,5%).

Balanço no Brasil 

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) foi de 0,39% em junho, subindo 0,03 ponto percentual em relação a maio (0,36%). O acumulado nos últimos doze meses foi de 4,82%, resultado bem abaixo dos 6,13% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. O índice de junho de 2022 havia sido de 1,65%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em maio havia fechado em R$ 1.699,79, passou em junho para R$ 1.706,50, sendo R$ 1.001,63 relativos aos materiais e R$ 704,87 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de -0,28%, mantendo a tendência de queda observada no último mês e ficando 0,04 ponto percentual abaixo da taxa de maio (-0,24%). Considerando o índice de junho de 2022 (1,19%), houve queda de 1,47 ponto percentual.

Já a mão de obra, com taxa de 1,36%, foi influenciada por diversos acordos coletivos firmados este mês e teve aumento de 0,12 ponto percentual em relação a maio (1,24%). Com relação a junho de 2022, houve queda de 0,99 ponto percentual (2,35%).

O primeiro semestre do ano fechou em: 0,04% (materiais) e 3,96% (mão de obra). Já os acumulados em doze meses ficaram em 2,78% (materiais) e 7,81% (mão de obra), respectivamente.

MaisPB

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Economia

Juros futuros sobem à espera de IPCA

Juros futuros sobem à espera de IPCA

A semana começou com as taxas de juros futuras reagindo à aparente pausa no processo de reancoragem de expectativas no Boletim Focus. Após um grande movimento na semana passada, o relatório ficou praticamente estável nesta segunda-feira. Sem melhora nos números, mercado reagiu a entrevistas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e da diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Fernanda Guardado.

Haddad defendeu que é possível zerar o déficit primário no ano que vem e repetiu que a Fazenda vai encaminhar ao Congresso Nacional medidas de redução de subsídios e incentivos fiscais.  Até agora, no entanto, o governo não conseguiu apresentar nada neste sentido e, recentemente, concedeu novos benefícios fiscais (temporários, é verdade) a setores como o de automóveis.

A diretora do BC se declarou parte do grupo citado na Ata do Copom como  “mais cauteloso”, ou aqueles que defendem que a autoridade monetária não deveria sinalizar um corte nas taxas em agosto. Ainda de acordo com Guardado, o BC deve ficar mais dependente de novos dados sobre inflação para definir os novos passos. Os juros reagiram com uma leve alta nas taxas por toda da curva futura.

O Ibovespa fechou em queda puxado pelas empresas de consumo discricionário e pela Vale (maior contribuição negativa para o índice). O indicador encerrou as negociações em queda de 0,80%, aos 117,9 mil pontos. As maiores quedas ficaram por conta dos negócios ligados ao varejo, com Lojas Renner liderando as perdas em 6,46%.

O dólar se fortaleceu contra o real e se encaminhava para terminar a segunda-feira em alta próxima de 0,5%, a R$ 4,89. A moeda brasileira foi a pior performance entre as emergentes no dia, refletindo as quedas nas commodities e a saída de estrangeiros do mercado nacional.

O Antagonista

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Economia

Repasse do FPM sofre atraso e gera preocupação em prefeitos; confira documento

 

O repasse do Fundo de Participação aos Municípios (FPM) que deveria ocorrer desde o início da manhã desta segunda-feira (10) sofreu um atraso. Os valores correspondentes à primeira parcela do mês de julho e adicional de 1% só devem ser depositadas a partir das 13h e das 18h, respectivamente. O motivo é um problema técnico.

Segundo informações obtidas pela reportagem, os valores normalmente são creditados no início do dia. O atraso trouxe preocupação aos gestores da Paraíba e do país. O problema técnico teria ocorrido devido a uma atualização dos dados enviados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que são encaminhados à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que faz o repasse e não teria tido tempo hábil.

“Conforme informado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a partir de julho deste ano, o repasse do FPM já deve considerar os novos coeficientes de distribuição do fundo divulgados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Decisão Normativa 205/2023, conforme determina o art. 2º da Lei Complementar 198/2023”, diz trecho de nota publicada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

O valor estimado que deve ser partilhado entre os 5.568 Municípios será de R$ 7,4 bilhões. Nesta segunda-feira (10) informações de bastidores davam conta de uma suposta suspensão  do envio dos recursos. Em contato com o presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup), a hipótese de suspensão de recursos foi negada.

“É inverídica, não existe disso. Foi esse problema. Não foi suspenso nenhum FPM, só foi problema técnico”.

Confira nota da CNM sobre o caso:

Com Clickpb

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Economia

Setor cervejeiro no Brasil cresce quase 12% em 2022

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Foto: Agência Brasil

O setor cervejeiro no Brasil cresceu quase 12% no ano passado. Em todo o país, já são mais de 1.700 estabelecimentos. As informações fazem parte do anuário da cerveja, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

O estado de São Paulo tem o maior número de cervejarias registradas (387), seguido pelo Rio Grande do Sul (310) e Minas Gerais (222). Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás apenas da China e Estados Unidos.

Neste ano, o volume de vendas no território nacional deve chegar a 16 bilhões de litros, 4,5% a mais em relação a 2022, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja. Segundo o presidente da entidade, a padronização de regras do setor contribuiu para esses resultados.

Confira mais detalhes na matéria da Agência Brasil

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Economia

Produção de abacaxi representa 50% da fruticultura cultivada na Paraíba

As cidades de Araçagi, Lagoa de Dentro, Itapororoca, Pedras de Fogo, Santa Rita, Cuité de Mamanguape e Curral de Cima concentram 82% de toda produção do estado.

Para Neto Franca, Diretor do Banco do Nordeste, a produção de abacaxi na Paraíba alcançará patamares próximos dos 10 mil hectares plantados por ano e situará o estado como o segundo maior produtor do fruto no país.”

Apenas a abacaxicultura representou mais de 50% do valor bruto de toda produção da fruticultura estadual, no ano de 2021. A informação é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão vinculado ao Banco do Nordeste, que elabora e difunde informações socioeconômicas da região.

MaisPB

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Economia

Ocupação nos hotéis em João Pessoa chega a 66,27% no primeiro semestre

Foto: Divulgação

A cidade de João Pessoa vem se consolidando como opção turística para milhares de pessoas ao longo do ano, atraídas pelas belas praias, clima agradável e riqueza cultural, de acordo com Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria Municipal de Turismo (Setur). No primeiro semestre de 2023 a ocupação da rede hoteleira chegou a 66,27% de acordo com os dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.

O número de feriadões no calendário nacional e pontos facultativos para o poder público nas esferas federal, estadual e municipal e, alguns também para a iniciativa privada, contribuíram para a ocupação elevada de turistas nos hotéis da cidade a exemplo do Carnaval, Semana Santa, Tiradentes, Dia do Trabalho e Corpus Christi, além da véspera e do dia de São João, que foram decretados em vários estados nordestinos.

De acordo com as informações da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, seccional Paraíba (ABIH-PB) entre janeiro e maio deste ano chegou a 66,27%. O mês de janeiro foi o de maior ocupação atingindo o percentual de 82,96%, seguido pelos meses de fevereiro, março e abril com percentuais aproximados de 65,58%, 64,27% e 61,47%, respectivamente. Ao todo, a rede conta com 2.825 unidades habitacionais e 6.649 leitos apenas de equipamentos ligados à ABIH-PB.

Blog do BG PB 

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Brasil

Terceiro destilado mais consumido no mundo, cachaça movimenta R$ 15,5 bilhões por ano no Brasil

Foto: Getty Images/iStockphoto

A cachaça é o terceiro destilado mais consumido no mundo e movimenta R$ 15,5 bilhões anualmente no país – montante que poderia ser ainda maior, se o Brasil explorasse, ao máximo, a capacidade produtiva da bebida. Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), o país tem capacidade para atingir um volume de produção de 1,2 bilhão de litros por ano. Atualmente, são cerca 800 milhões de litros.

No último anuário da cachaça divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em 2021, 936 produtores formalizados eram responsáveis por 4.969 rótulos.

Minas Gerais é destaque no ranking de estados produtores, com 50% da produção certificada do país e 353 alambiques.

O Sudeste concentra a maioria das cachaçarias, o equivalente a 66,2% da produção nacional.

A “marvada” genuinamente brasileira também tem representado bem no exterior. Segundo o governo federal, a exportação, em 2022, registrou um faturamento de US$ 18,47 milhões, o maior valor dos últimos 12 anos e um aumento de 54,74% em relação a 2021.

g1 –  por Ana Carolina Ferreira

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Economia

Preço médio da gasolina nos postos sobe para R$ 5,67, diz ANP

Preço médio da gasolina sobe mais de 5% e vai a R$ 5,67 nos postos. — Foto: Reuters
Pela segunda semana seguida, o preço médio do litro da gasolina nos postos de abastecimento de todo o país subiu. O aumento foi de 5,8%, tendo passado de R$ 5,36 para R$ 5,67.

A informação é do levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) realizado entre os dias 2 e 7 de julho.

A alta da gasolina no varejo reflete a volta integral da cobrança dos impostos federais PIS/Cofins sobre o produto desde o último dia 29. O aumento veio um pouco abaixo do estimado pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), que esperava uma alta de R$ 0,34 em vez de R$ 0,31 no preço do insumo.

O impacto da volta dos impostos ao consumidor seria ainda maior não fosse a redução praticada pela Petrobras nos preços válidos em suas refinarias, de aproximadamente R$ 0,14 por litro, ou 5,3%, válida desde 1º de julho.

A volta do PIS/Cofins completa o ciclo de reoneração da gasolina, após os cortes de impostos federais e estaduais feitos no fim do governo Jair Bolsonaro (PL).

O governo anterior promoveu a ampla desoneração na tentativa de frear a inflação oficial do país em meio à corrida eleitoral. Desde o início, o novo governo, de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deixou claro que haveria a recomposição das cobranças para proteger a arrecadação da União e dos estados.

R7

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Economia

Endividamento, inflação e baixa rentabilidade afastam brasileiros da poupança

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A combinação adversa que envolve a situação financeira da população, inflação e baixa rentabilidade tem motivado a perda de espaço da caderneta de poupança na vida das famílias nos últimos anos. Somente no primeiro semestre, a aplicação amargou o maior volume de saques da história.

A perda de R$ 66,6 bilhões calculada entre janeiro e junho deste ano é fruto de 1,926 trilhão sacado e R$ 1,860 depositado na caderneta no período, de acordo com o BC (Banco Central).

A maior perda da série histórica, iniciada em 1995, mostra a manutenção dos resultados negativos contabilizados pela caderneta desde 2021. No acumulado dos últimos cinco semestres, a derrocada da poupança supera R$ 205 bilhões.

A consultora financeira Renata Cavalheiro, da Prósperus, atribui as perdas recentes da poupança ao cenário desafiador enfrentado pelas famílias brasileiras nos últimos anos. “Com o aumento da inflação a população perdeu o seu poder de compra, muitas famílias estão endividadas e manter uma poupança se tornou algo difícil”, afirma ela.

R7

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