A Receita Federal abre nesta segunda-feira (23), às 10h, a consulta ao 5º lote de restituições do Imposto de Renda 2024.
Ao todo, mais de 511.025 milhões de contribuintes serão contemplados, no valor total de R$ 1,03 bilhão. O lote também inclui restituições residuais de exercícios anteriores. Os pagamentos serão feitos a partir de 30 de setembro.
Segundo a Receita Federal, 86.570 contribuintes domiciliados no Rio Grande do Sul (RS) foram priorizados e receberão suas restituições neste lote, devido ao estado de calamidade decretado no estado.
Do total, R$ 435,2 milhões referem-se ao quantitativo de contribuintes que têm prioridade no recebimento.
A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.
Presente em pratos simples e nos mais sofisticados da culinária mundial, o camarão se tornou sustento para as famílias que residem nas regiões da Zona da Mata, Brejo e Agreste da Paraíba. A fonte de renda é praticada em 36 municípios da Paraíba e bateu recorde na produção, com 8,2 mil toneladas do crustáceo em 2023, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção de camarão no estado totalizou R$166,6 milhões no ano passado.
Os dados colocam a Paraíba como o terceiro maior produtor de camarão do país, atrás apenas do Ceará (72,7 mil toneladas) e do Rio Grande do Norte (24,7 mil toneladas). Os municípios paraibanos considerados os maiores produtores do crustáceo, em 2023, foram: João Pessoa, com 1.700 t; Santa Rita, com 955 t; Mogeiro com 800 t; São Miguel de Taipu, com 750 t; e Salgado de São Félix, com 600 toneladas.
As cidades que também se destacam na produção no estado são: Itabaiana, Itatuba, Pilar, Baía da Traição, Marcação, Caaporã, São José dos Ramos, Gurinhém, Rio Tinto, Mari, Caldas Brandão, Lucena, Guarabira, Mulungu, Barra de São Miguel, Ingá, Sobrado, Araçagi, Riachão do Poço, Pirpirituba, Cuitegi, Juripiranga, São Bento, Alagoinha, Belém, Cacimba de Dentro, Borborema, Itapororoca, Coremas e Bananeiras. Esses municípios produziram juntos 34,1 toneladas do crustáceo em 2023.
De acordo com o engenheiro de Pesca e presidente da Associação de Criadores de Camarão da Paraíba (ACPB), André Jansen, a produtividade do quilograma por hectare chega a 45 toneladas de camarão por ano. Essa produção vem de quase 900 criadores que mantêm, em sua maioria, pequenas “fazendas”, como são chamadas os criatórios.
A produção do crustáceo, tornou-se uma atividade sustentável na região, já que a água do Rio Paraíba utilizada nas “fazendas”, não é propícia para o consumo humano, por ser salobra. Pelo contrário, a salinidade que a água apresenta é ideal para esse tipo de atividade.
O camarão produzido no estado é do tipo cinza, que suporta uma salinidade de 0 a 80, ou seja, pode ser criado em água doce ou muito salgada. Mas para exercer a atividade é necessário que o produtor tenha muito conhecimento sobre o manejo desse crustáceo. As fazendas devem ser monitoradas diariamente para verificação da temperatura e salinidade da água e assim definir os nutrientes necessários para aplicação.
A oscilação muito brusca da temperatura ambiente também influencia no desenvolvimento do crustáceo. Por isso, a criação do camarão é uma atividade considerada de risco devido à alta probabilidade de infecção por vírus, já que o crustáceo não tem o sistema imunológico bem definido. Sendo essa uma das principais preocupações da ACPB com os pequenos produtores, levando em consideração que a falta de cuidados de manejo nas pequenas fazendas pode acarretar prejuízos no desenvolvimento e na qualidade do camarão.
“Esse ano a água do Rio Paraíba não chegou a 30 graus e a temperatura ideal deve oscilar entre 27 e 30 graus. No momento está ocorrendo uma oscilação de temperatura muito grande, pela manhã está muito frio e a noite está muito quente essa curva abre brecha para viroses. Essa mudança de temperatura muito drástica prejudica o crescimento do camarão podendo ocasionar doenças, por isso é tão necessário que os proprietários das fazendas sejam capacitados para que façam o manejo de forma correta”, explicou André Jansen.
De acordo com Jansen, a Associação foi criada em 2017, justamente para organizar e ajudar os pequenos produtores a produzirem um camarão de boa qualidade e saudável. Junto à associação foi realizada uma parceria com o Sebrae-PB, para realizar capacitações e seminários para os que queriam começar ou orientar os que já estão na atividade e querem melhorar sua produção do crustáceo.
“Na Paraíba existem micro pequenos produtores de camarão, que fazem viveiros com apenas mil metros quadrados. Muitos deles começam para testar a produção, mas também tem outros associados com mais de 50 viveiros em apenas três hectares, por isso conseguimos uma produção tão alta”, frisou.
Um desses produtores é o Alberto Magno que tem duas propriedades com criação de camarão na cidade de Salgado de São Félix. Este ano ele lançou o primeiro produto industrializado e certificado da região do Vale do Paraíba. A pretensão é expandir a venda do produto para todo Brasil.
“Fazemos o beneficiamento em Cabedelo e voltamos com o produto já congelado para a cidade de Salgado de São Félix. Essa medida foi tomada quando percebemos a dificuldade na venda do camarão, pois teríamos sempre que vender ao atravessador que comprava na nossa fazenda e levava para vender na feira livre ou para beneficiar. Agora fazemos todo o processo e vendemos para alguns clientes como pizzarias, restaurantes, casas de comida oriental e queremos expandir para supermercados em São Paulo”, comentou.
Custo
Uma das vantagens de criar o camarão é que ele pode ser produzido o ano inteiro, além de ter um desenvolvimento muito rápido, em apenas 90 dias o crustáceo atinge 10 gramas e está pronto para venda e consumo. Mas para chegar no tamanho e gramatura ideal, os produtores devem ficar atentos ao manejo correto e para isso tem o auxílio de alguns equipamentos necessários para atividade e que já são vendidos no mercado.
Alguns desses equipamentos são os alimentadores, que são programados para colocar a ração nos viveiros. O vendedor Erivaldo Delmiro, da empresa Trevisan, localizada no estado do Paraná, comercializa os equipamentos na Paraíba. Além dos alimentadores, a empresa trabalha com diversos equipamentos utilizados para criação de camarão e peixe. Delmiro ressalta que a automação das fazendas contribuiu para diminuir o custo e tempo de produção, além de melhorar o crescimento do camarão.
“Nosso alimentador à energia solar tem um silo para 120 quilos de ração, com capacidade para atender um hectare, algumas fazendas utilizam dois alimentadores por hectare. Ele tem duas possibilidades de programação analógica com um timer, a digital por meio de um aplicativo ou pode ser gerido por uma central que comanda vários alimentadores que estão à distância de até 15 km. O funcionamento pode ser nos sete dias da semana, disparando a ração no viveiro de 5 a 20 vezes por hora”, explicou.
Os equipamentos chamados alimentadores podem custar entre R$11 mil e R$12 mil. Outros equipamentos necessários para uma boa produção de camarão são os aeradores que servem para oxigenar, estratificar e homogeneizar a água dos viveiros e podem custar entre R$700 e R$7 mil, dependendo do modelo e marca.
O preço do aluguel residencial avançou 0,34% em João Pessoa no mês de agosto, segundo o mais recente Índice FipeZap. Os dados mostram ainda que a rentabilidade dos imóveis para locação ficou em 6,80%, enquanto o valor do metro quadrado foi estimado em R$ 40,10/m².
No recorte dos últimos 12 meses o aumento dos preços para locação foi de 12,8% e no acumulado de 2024 a alta foi de 6,57%, a sexta menor do país.
Os bairros com os preços mais altos para aluguel são Cabo Branco (R$52,3 /m²), Tambaú (R$49,0 /m²), Jardim Oceania (R$48,5 /m²), Altiplano Cabo Branco (R$42,1 /m²), Brisamar (R$41,5 /m²), Bessa (R$41,1 /m²) e Manaíra (R$39,4/m²). Os maiores aumentos, nos últimos 12 meses, foram registrados no Jardim Oceania (21,1%) e Jardim Cidade Universitária (19%), cujo preço médio do aluguel foi de R$25,9 /m² no mês de agosto.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que geralmente serve como base para reajustes nos contratos de aluguel de imóveis, subiu 0,29% em agosto. Apesar da alta, a taxa representa desaceleração na comparação com o mês anterior, quando foi registrado avanço de 0,61%.
Calculado pela FGV, o IGP-M busca medir a inflação. No entanto, tem metodologia diferente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considerado o índice oficial da inflação no país.
Ainda assim, o IGP-M é levado em conta em alguns negócios, sendo comum sua escolha como referência para reajuste anual de contratos de moradia. Por essa razão, ao índice é conhecido como “inflação do aluguel”. Também costuma ser utilizado como indexador de contratos de empresas de serviço, como energia elétrica, telefonia, educação e planos de saúde.
O bloqueio anunciado pelo governo federal na noite desta sexta-feira (20) ainda não é suficiente para que a meta fiscal seja cumprida, apontaram economistas à CNN.
Em adição aos R$ 11,2 bilhões bloqueados em julho, os ministérios da Fazenda e Planejamento anunciaram mais R$ 2,1 bilhões na conta, totalizando um bloqueio de R$ 13,3 bilhões no orçamento federal.
Já os R$ 3,8 bilhões contingenciados na última divulgação foram liberados. De acordo com o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 4º Bimestre de 2024, a receita líquida do Executivo subiu em R$ 4,4 bilhões, o que daria o espaço para o movimento de reversão.
Ainda assim, Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, aponta que o anúncio é “bastante irrealista”.
“Os valores anunciados não condizem com as nossas projeções”, comenta Salto, que diz que a estimativa da Warren Investimentos era de que seria necessário um congelamento de gastos adicional no valor de R$ 11,2 bilhões ou mais para o governo cumprir suas obrigações.
Os dez estados com a gasolina mais cara do Brasil no primeiro semestre de 2024 estão nas regiões Norte e Nordeste. Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e Rio Grande do Norte lideram a lista, com o preço médio do litro chegando a R$ 6,38 — 90% acima da média nacional de R$ 5,78 para o período.
Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e consideram os preços praticados entre janeiro e junho em 122,5 mil postos de combustíveis em todo o país.
O Acre foi o estado com a gasolina mais cara do Brasil no primeiro semestre de 2024. Dados mostram que o preço médio do litro no estado foi de R$ 6,98. Em seguida, o Amazonas apresentou o litro da gasolina a uma média de R$ 6,43. A cidade de Tefé, localizada a aproximadamente 523 quilômetros de Manaus, teve a gasolina mais cara no estado, com preços chegando a R$ 7,80.
Em Rondônia, o preço médio foi de R$ 6,38, enquanto em Roraima a média foi de R$ 6,09. O quinto maior preço foi registrado no Rio Grande do Norte, com uma média de R$ 6,07.
Segundo a ANP, o preço dos combustíveis para o consumidor final varia devido a vários fatores, como os preços nas refinarias, os impostos estaduais e federais (como PIS/Pasep, Cofins, Cide e ICMS), os custos operacionais das empresas, os biocombustíveis adicionados ao diesel e à gasolina, e as margens de lucro de distribuição e revenda.
Confira os estados com a gasolina mais cara do Brasil em 2024
A Tupperware, fabricante de utensílios domésticos, está à beira da falência e pode formalizar o pedido ainda nesta semana, segundo informações da Bloomberg divulgadas nesta segunda-feira (16).
A empresa, fundada em 1946, enfrenta uma crise financeira atribuída às mudanças no comportamento dos consumidores. Nos últimos anos, a demanda caiu e a Tupperware falhou em suas tentativas de se recuperar.
Em 2023, a fabricante de utensílios domésticos já havia sinalizado a possibilidade de falência, com uma deterioração acentuada de sua situação financeira, marcada por dívidas bilionárias. Sua receita em 2023 foi de US$ 1,7 bilhão, uma queda significativa em relação aos US$ 2,7 bilhões de uma década atrás.
Os preparativos para a falência surgem após negociações com credores sobre mais de US$ 700 milhões em dívidas. Embora os credores tenham oferecido alguma flexibilidade nos termos do empréstimo, a empresa não conseguiu se recuperar. A Bloomberg observa que os planos podem mudar. Nenhum representante da Tupperware quis comentar sobre a situação.
Projeto da Avenida Boulevard dos Ipês, no Polo Turístico Cabo Branco;
Os primeiros empreendimentos do Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa, serão entregues no período da festa de Réveillon de 2025. O anúncio foi feita na manhã desta segunda-feira (16) pelo governador João Azevêdo (PSB). O gestor ainda afirmou que pretende antecipar a construção da Avenida Boulevard dos Ipês, a grande e principal avenida do Polo Turístico Cabo Branco, que ligará o Centro de Convenções até próximo ao mar.
“Nós temos alguns resorts que já estão programando o réveillon de 25 pra 26, é dentro dessa lógica que a gente quer trabalhar. Tem a Avenida Boulevard, que é de responsabilidade de construção do estado através da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (CINEP) e que a gente quer antecipar também, porque essa área de convivência é uma área que será uma grande sala de estar para população da cidade, não necessariamente vai precisar estar hospedado num hotel para usufruir dos benefícios”, afirmou.
O Polo Turístico destina 21 lotes para o desenvolvimento do maior complexo turístico planejado do Nordeste, que reunirá resorts, parque aquático, equipamentos de animação e estabelecimentos de comércio e serviços. O governador adiantou que a Paraíba vai receber propostas para duas áreas do local, uma delas envolvendo a construção de um comércio e outra de um parque temático.
“É uma grande avenida com uma mobilidade urbana muito forte e que você terá restaurantes, cafés, bares voltados para essa área, já estamos com um edital solto e em análise e acho que até 6 de outubro, coincidentemente até o dia da eleição estaremos recebendo propostas pra duas áreas, uma para construção de um equipamento comercial e outra para um parque temático. Então essa Avenida Boulevard é uma grande avenida de convivência. Lá pro final teremos um grande mirante, uma estrutura metálica alta e que as pessoas poderão usar para ter uma visão de toda área”, destacou João.
A nova projeção do Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba para 2024 foi elevada de 4,8% para 6,8%, neste mês de setembro pelo Banco do Brasil, e permanece como a maior expansão entre todas as unidades da Federação do País. Com a revisão, a taxa de crescimento da economia paraibana continua sendo mais que o dobro do País neste ano (3%) e também sobre a Região Nordeste (3,4%).
A nova revisão do PIB, publicada neste mês de setembro no estudo intitulado “Resenha Regional de Assessoramento Econômico do Banco do Brasil”, mostra que Paraíba, além de manter a maior previsão de taxa de crescimento entre os Estados do País, registrou também o maior crescimento na elevação na taxa entre as duas projeções feitas: em maio e, agora, em setembro.
PB ELEVA CRESCIMENTO NA REVISÃO
Na comparação entre as duas projeções, a Paraíba foi o Estado que mais elevou o crescimento do PIB, com alta de dois pontos percentuais (de 4,8% para 6,8%), liderando também neste quesito entre os Estados. O país subiu 0,8 ponto percentual (de 2,2% para 3,0%), enquanto o Nordeste cresceu 1,3 ponto percentual (de 2,1% para 3,3%).
RANKING DO PIB
Com as novas projeções de setembro, os maiores crescimentos econômicos para o ano de 2024, além da Paraíba (6,8%), os Estados de Tocantins (5,8%), Amapá (5,8%) e Rio Grande do Norte (4,4%). Já o Mato Grosso do Sul é o único Estado com previsão de queda no PIB (-0,3%). (Veja o quadro com o ranking completo).
MELHORA DOS INDICADORES
Para o secretário de Estado da Fazenda (SEFAZ-PB), Marialvo Laureano, “a projeção da análise do setor econômico do Banco do Brasil mostra uma reação positiva da atividade econômica em praticamente todos os Estados e também no País. A melhora intensificada dos indicadores econômicos da Paraíba no primeiro semestre, confirmada pelas instituições de pesquisa como IBGE (comércio e serviços), Ministério de Trabalho (geração de emprego), além da continuidade dos investimentos em infraestrutura e em obras do Estado com recursos próprios, acrescentado pelos investimentos do governo federal, são alguns fatores determinantes para a expansão do PIB deste ano”, apontou Marialvo.
As vendas no comércio varejista da Paraíba cresceram 18% no mês de julho em comparação com julho do ano passado. A pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (12) pelo IBGE, mostra que o resultado coloca o estado com a segunda maior alta do país, atrás apenas do Tocantins (18,1%).
Frente a junho deste ano, o crescimento na Paraíba foi de 3%, o terceiro maior do Brasil, superado apenas por Tocantins (6,7%) e Piauí (3,5%).No acumulado do ano, a Paraíba detém crescimento de 10,9%.
Quando analisado o varejo ampliado, é verificado um aumento de 15% no comparativo entre julho deste ano e o mesmo período do ano passado e de 10,2% no acumulado do ano. Na receita nominal, a alta foi 20,3% em julho em relação a julho de 2023 e de 12,8% no acumulado do ano.
No país, o aumento foi de 0,6%, recuperando parte da perda de 0,9% do mês anterior. No ano, de janeiro a julho, o varejo acumula alta de 5,1%. Já nos últimos 12 meses, o acumulado é de 3,7%. Na comparação com julho de 2023, o setor cresceu 4,4%, marcando a 14ª alta consecutiva.
“Houve um crescimento nos cinco primeiros meses do ano que levou a uma condição de patamar bem alto, o maior da série histórica da PMC, em maio. Teve a queda de junho, mas a recuperação de julho é um ajuste nessa trajetória”, explica Cristiano Santos, gerente da pesquisa. Com a recuperação, o patamar do varejo em julho ficou 0,3% abaixo do recorde, de maio.
“Trata-se de uma reabilitação espalhada entre as atividades, com cinco setores apontando crescimento com consistência”, aponta o pesquisador. As vendas no grupamento de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo avançaram 1,7% na passagem de junho para julho, registrando o principal impacto no resultado geral. “É um setor que espelha o comportamento da pesquisa: vem em trajetória consistente no ano, queda em junho e recuperação em julho”, afirma Cristiano.
A PMC também mostrou que, no comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas apresentou variação de 0,1% frente a junho, ficando próximo à estabilidade, como no mês anterior, em que variou 0,3%. “No caso do varejo ampliado, o desempenho mais recente é de variações tímidas”, pondera o pesquisador. No acumulado do ano, o comércio varejista ampliado registra alta de 4,7%, e nos últimos 12 meses, de 3,8%. No confronto contra julho de 2023, a expansão foi de 7,2%.
Na comparação interanual, vendas no varejo crescem pelo 14ª mês consecutivo
As vendas no varejo cresceram 4,4% em julho de 2024 na comparação com julho de 2023. Foi o 14º mês consecutivo de resultado positivo. Seis das oito atividades pesquisadas acompanharam a alta no indicador: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (16,0%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,6%), Móveis e eletrodomésticos (8,1%), Tecidos, vestuário e calçados (5,2%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,0%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,3%). Apenas os grupos de Livros, jornais, revistas e papelaria (-5,0%) e Combustíveis e lubrificantes (-4,3%) tiveram queda.
No varejo ampliado, os três setores adicionais tiveram resultados positivos: Veículos e motos, partes e peças (20,3%), Material de construção (11,0%) e Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%).
A venda de veículos usados apresentou redução de 9,3% na Paraíba no mês de agosto em relação ao mês de julho. De acordo com dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), foram comercializados 17.124 veículos no estado no mês em análise, enquanto em julho foram 18.889 vendas.
Conforme o estudo, os automóveis lideram as vendas, com 8.669 unidades comercializadas. Em segundo lugar aparecem as motos, com 6.595 vendas, seguidas por comercial leve (1.460), comercial pesado (245) e outros (155).
Percentualmente houve queda na venda de automóveis (10%), comercial leve (9,6%), moto (8,8%), comercial pesado (3,2%) e outros (0,6%).
Entre os estados do Nordeste, a Paraíba teve a terceira maior redução no número de vendas. As maiores quedas foram em Ceará (15,9%) e Piauí (9,4%).
Quando analisado o acumulado do ano, a Paraíba detém alta de 17,3%. Já no recorte dos últimos 12 meses, o crescimento é de 2,8%.
O presidente do Sindicato do Comércio dos Revendedores de Veículos do Estado da Paraíba, Fábio Santana, explicou que a baixa nas vendas pode ser atribuída ao período eleitoral e incertezas em relação aos futuros gestores.
No país, segundo a Fenauto, comparando-se os resultados de agosto de 2024, com o mesmo mês de 2023, as vendas cresceram 3,8%. O acumulado deste ano já é superior em 8,4% (com 10.238.396 de unidades), contra o mesmo período de 2023 (9.444.206 unidades).
Para o presidente da Fenauto, Enilson Sales, “os resultados positivos, ainda que com pequenas variações, estão dentro do previsto pela nossa entidade. Teremos eleições em outubro, o que pode provocar algum impacto nas vendas, mas continuamos acreditando na manutenção desse movimento positivo até o final do ano, com a expectativa de fecharmos 2024 com algo em torno de 15,5 milhões de unidades comercializadas”.
Confira o ranking dos três modelos mais procurados durante o mês de agosto.
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