Economia

Micro e pequenas empresas lideram geração de empregos na Paraíba, com 78% do saldo estadual

As micro e pequenas empresas geraram mais oportunidades de trabalho em maio do que em abril deste ano. Ao todo, foram 4.614 novas vagas abertas no período, mais de 78% do saldo estadual, comparadas com as 2.849 de abril, de acordo com o Sebrae, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No Brasil, os pequenos negócios abriram 99.539 postos de trabalho no quinto mês do ano.

No Nordeste, a Paraíba foi o terceiro estado com o maior número de oportunidades de trabalho nas pequenas empresas, ficando atrás da Bahia, com 11.018, e Pernambuco, com 9.408 vagas.

Os pequenos negócios no estado figuram positivamente se comparado ao cenário das médias e grandes empresas, que aumentou 1.279 vagas de trabalho em maio de 2025. O saldo mensal não apresentou perdas de vagas em outros tipos de empresas, mas pequenos acréscimos para empresas com CPF e sem fins lucrativos (9) e na administração pública, com três novos postos de trabalho.

Para a gerente da Unidade de Gestão Estratégica e Monitoramento (Ugem) do Sebrae/PB, Ivani Costa, os dados do Caged de maio de 2025 confirmam o papel estratégico dos pequenos negócios como motor do mercado de trabalho paraibano, especialmente em momentos de sazonalidade positiva, como os festejos juninos.

“Mais de 4.600 vagas foram abertas por MPEs no período, representando mais de 78% do saldo estadual. Essa performance reforça a importância de políticas públicas, crédito acessível, capacitação e inteligência estratégica voltadas aos pequenos negócios não apenas como empreendimentos econômicos, mas como instrumentos de inclusão produtiva e desenvolvimento territorial”, completou Ivani Costa.

Ainda conforme os números do Caged de maio, o setor que gerou mais empregos na Paraíba foi o fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros, com 2.002 vagas. Na sequência, aparecem as atividades de atendimento hospitalar, com 454 vagas, e no setor de restaurantes e outros estabelecimentos de alimentação e bebidas, com 158 oportunidades.

“O crescimento das contratações nos setores de serviços, saúde e alimentação reforça a necessidade de seguirmos atentos às demandas de qualificação e inovação, integrando educação, empreendedorismo e vocações regionais. O momento sinaliza confiança do setor produtivo e a relevância dos ciclos econômicos locais, como o São João, na geração de trabalho e renda. Um dado que inspira otimismo, mas também responsabilidade”, finalizou Ivani Costa.

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Economia

Vídeo de Nikolas contra campanha “Pobres X Ricos” bate 10 milhões de views; assista

O vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticando a campanha do governo a favor da “taxação BBB” –bilionários, bancos e bets- bateu 10 milhões de visualizações no Instagram nesta terça-feira (8).

A peça foi publicada na conta oficial do congressista na noite de segunda-feira (7) e atingiu a marca em menos de 24 horas.

Às 12h, quando bateu as 10 milhões visualizações, o post também já contava com mais de 1 milhão de curtidas.

Na gravação, o congressista afirma que a “narrativa” de “nós contra eles” é uma forma de “dividir a população”. Segundo Nikolas, se o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) taxar os super-ricos, eles deixarão o país, resultando em diminuição de empresas e consequentemente, de empregos.

“Com essas pessoas saindo do Brasil, consequentemente as empresas deles também saem do país, então, menos empregos. Aí você tem falta de investimentos e, principalmente, falta de arrecadação, até mesmo para o Estado”, afirmou o deputado.

O formato do vídeo repete a estratégia usada por Nikolas no Pixgate e nas fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que acumulam milhões de visualizações nas plataformas.

Assista:

Blog do BG PB

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Economia

Desequilíbrio em contas públicas é bomba-relógio e expõe país a falta de perspectivas de crescimento

Foto: Custódio Coimbra/Agência O Globo

O desequilíbrio das contas públicas não é um problema abstrato de economistas. Trata-se, segundo especialistas, de uma bomba-relógio que, quando explode, atinge com força o dia a dia de todos os brasileiros, por meio do custo de vida elevado, do crédito inacessível e da falta de perspectivas de crescimento da economia. Um país que gasta mais do que arrecada é visto com desconfiança pelos investidores estrangeiros, dizem os economistas, e isso afasta o capital.

“Reformas para buscar o equilíbrio fiscal trariam mais produtividade e crescimento à economia, mais emprego e, portanto, mais renda para a população. Provocariam um ciclo virtuoso com efeitos muito positivos”, diz Maílson da Nóbrega, sócio da consultoria Tendências e ex-ministro da Fazenda.

Nóbrega observa que o aumento do gasto do governo aumenta a demanda na economia sem que a oferta acompanhe. Isso, diz, provoca inflação, um “imposto” que impacta especialmente as camadas mais pobres da população. Por isso, o Banco Central tem que manter a taxa de juros em nível muito mais elevado que outros países da América Latina para “esfriar a economia”. Se não houvesse a distorção fiscal, explica, a taxa de juros de equilíbrio poderia ser a metade do que a Selic que temos hoje, de 15%.

Asituação das contas públicas foi tema do evento “Agenda Brasil — o cenário fiscal brasileiro”, promovido em junho pelo jornal Valor, pela rádio CBN e pelo jornal O GLOBO no Insper, em São Paulo

O economista Raul Velloso, um dos maiores especialistas do Brasil em contas públicas, aponta como resultado do descontrole fiscal no país o baixo crescimento da economia brasileira, a queda na oferta de serviços de infraestrutura (seja transporte, energia ou saneamento) com a redução do investimento público— e também do privado.

“O país está condenado a não investir mais em infraestrutura. E o investidor privado não só não confia no governo, como não gosta das remunerações pagas a ele. Então o Produto Interno Bruto (PIB) paga a conta e não cresce”, diz o economista.

Em seu diagnóstico, as contas públicas estão dilaceradas por um fator central: o crescimento dos desembolsos em Previdência, em todos os níveis (INSS, União, estados e municípios), ao mesmo tempo em que a população em idade ativa, que contribui para manter o equilíbrio aposentadoria, está diminuindo.

Um levantamento feito pelo economista mostra que, apenas nos municípios, a taxa real de crescimento dos regimes de Previdência foi de 12,5% (entre 2011 e 2018); nos estados, de 5,9% (de 2006 a 2018); na União, de 3,1% (de 2006 a 2021); e no INSS, de 5,1% (de 2006 a 2020).

O Globo

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Economia

À beira do colapso: especialistas alertam para crise econômica no país

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na última semana, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, divulgou o Relatório de Acompanhamento Fiscal. O documento concluiu que a insistência do governo federal em retirar despesas do limite fiscal, associada ao uso de compensações e créditos tributários para mascarar o desequilíbrio orçamentário, leva o Brasil ao esgotamento da política fiscal à beira da crise.

Conforme o relatório, essa prática compromete a capacidade da gestão de absorver despesas não programadas e fragiliza a credibilidade do arcabouço fiscal. Para a professora de economia do Insper Juliana Inhasz Kessler “o país utiliza artifícios contábeis para conseguir ficar dentro das metas que o próprio governo estabeleceu”.

“Mas isso escancara de forma muito nítida a fragilidade do próprio Orçamento e da capacidade do governo de cumprir o que propõe”, analisou.

O relatório projeta um déficit primário de R$ 83,1 bilhões em 2025, valor que ainda respeita a meta estipulada pelo novo arcabouço fiscal, de até R$ 97 bilhões negativos. Porém, o estudo chama atenção para quase R$ 55 bilhões em precatórios que ficaram fora das contas oficiais.

Segundo Juliana, ao excluir precatórios e utilizar a margem da meta como referência, o governo cria uma “narrativa de que estamos dentro do arcabouço, quando, na prática, estamos fora”. Ela alerta que essa estratégia mascara a real situação fiscal e cria uma armadilha futura.

Já o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, afirma que o cenário descrito pela IFI “não é novidade” e reflete um problema fiscal crônico que se arrasta no Brasil há décadas, agravado nos últimos anos independentemente do governo de plantão.

Estimativas para a dívida em relação ao PIB

As projeções para a dívida pública também são motivo de preocupação. O estudo estima que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) deve encerrar 2025 em 77,6% do PIB, ultrapassar 100% em 2030 e alcançar 124,9% em 2035 no cenário base.

Numa projeção pessimista, pode chegar a 170,3% do PIB em 2035. Juliana destaca que o ritmo de crescimento é insustentável. “Estamos falando de um salto de cerca de 30 pontos porcentuais em poucos anos, o que é muita coisa para um país que quer crescer de forma sustentável”, disse.

Agostini complementa que o país caminha para esse nível de endividamento e crise em ritmo acelerado e sem contrapartidas de reformas ou cortes de despesas obrigatórias. “O governo tenta fechar as contas sempre pelo lado da arrecadação e nunca pela redução do gasto”, afirmou o economista.

Tentativas do governo para contornar crise

Entre as tentativas de ajuste da crise, o governo apostou no aumento do IOF, mas enfrentou resistência no Congresso e no mercado, o que levou à revisão da medida e ao envio da MP 1.303/2025, que propõe maior tributação sobre investimentos financeiros. Para Agostini, além da resistência política, o governo agora entra em “área arenosa” ao judicializar o tema, o que pode gerar efeitos colaterais indesejados em futuras negociações econômicas e fiscais. “Estamos deteriorando ainda mais o ambiente político e institucional”, alerta.

O relatório da IFI enfatiza que o espaço para aumento da carga tributária está praticamente esgotado, já que o país alcançou 34,24% do PIB em impostos em 2024. A solução, segundo o órgão, passa por reformas estruturais para conter a dívida e recuperar a capacidade de investimento público. Para Juliana, isso exige mais que “receitas picadinhas que não garantem continuidade”. Ela defende uma agenda que envolva “flexibilização do orçamento, aumento sustentável de receita e, principalmente, redução de despesas obrigatórias”.

No curto prazo, a meta fiscal de 2025 poderá ser formalmente cumprida, mas apenas no limite da margem de tolerância prevista no arcabouço, diz o relatório. Juliana alerta que, para cumprir as metas no futuro, o governo pode ser forçado a interromper serviços e cortar gastos discricionários, com impacto direto na qualidade dos serviços prestados à população. “Isso é um problema sério, porque compromete o funcionamento da máquina pública”, afirma.

Agostini reforça que o cenário desenhado pela IFI eleva o risco percebido pelo mercado, o que se traduz em maiores prêmios exigidos nos títulos públicos e juros mais altos. “O mercado cobra o preço: menos investimentos produtivos, mais recursos alocados no curto prazo e um câmbio e juros em patamares piores do que poderiam estar”, explica.

O relatório da IFI conclui que os gargalos são econômicos, mas as soluções dependem da política. Juliana e Agostini concordam que sem reformas estruturais, o Brasil continuará preso em um ciclo de déficits crescentes e dívida insustentável. “Sem aumento de receita com contrapartida ou revisão das despesas, essa política fiscal expansionista atual só agrava o quadro”, resume Agostini.

Revista Oeste

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Economia

BC suspende mais 3 instituições do Pix após desvio milionário; ao todo, 6 são bloqueadas


Foto: Cris Faga/Dragonfly Press

O Banco Central brasileiro suspendeu mais três instituições financeiras do sistema do Pix na noite de ontem, de forma cautelar, sob suspeita de terem recebido recursos desviados da intermediadora C&M Software. Agora, são seis entidades bloqueadas no total.

BC determinou suspensão cautelar. As instituições afetadas pela nova medida são Voluti Gestão Financeira, Brasil Cash e S3 Bank. Elas se juntam a outras três que haviam sido bloqueadas ontem: a Transfeera, a Soffy e a Nuoro Pay. Todas serão investigadas para saber se têm relação com o ataque. A Polícia Civil fala em desvio de R$ 541 milhões de uma única cliente da C&M, mas estima que mais de R$ 1 bilhão tenha sido furtado no golpe.

Suspensão tem duração máxima de 60 dias. Artigo 95-A da Resolução 30, de 2020, a “lei do Pix”, estabelece que o BC pode “suspender cautelarmente, a qualquer tempo, a participação no Pix do participante cuja conduta esteja colocando em risco o regular funcionamento do arranjo de pagamentos”.

Entenda o ataque

A C&M, empresa que foi alvo da ação criminosa, faz a intermediação entre instituições financeiras com o SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro), que inclui o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do BC (Banco Central). Tem sede em Barueri, na região metropolitana da capital paulista.

Inicialmente, o golpe foi tratado pelas autoridades como um ataque hacker. No entanto, após a prisão, pela Polícia Civil, de um funcionário da C&M Software que confessou ter participado do desvio de dinheiro, a investigação passou a apontar que a invasão ao sistema da empresa na verdade foi facilitada.

Até o momento, as evidências apontam que o incidente decorreu do uso de técnicas de engenharia social para o compartilhamento indevido de credenciais de acesso, e não de falhas nos sistemas ou na tecnologia da CMSW, afirmou a C&M Software, em nota pública.

Banco digital BMP foi o principal alvo do ataque. A fintech, responsável pelo fornecimento de contas digitais e outros serviços financeiros para empresas ou instituições não bancárias oferecerem esses serviços ao cliente, está no centro da fraude. Ainda assim, não é descartado o impacto nas contas de outros parceiros da C&M. Empresa afirma que não houve indícios de que dados sensíveis de clientes tenham sido vazados.

Ressarcimento dos valores deve recair inicialmente sobre as instituições afetadas. Os advogados ressaltam que cabe às vítimas a responsabilidade pelo ataque, por serem apenas intermediadoras a serviço do Banco Central. “A tendência é que os bancos ou instituições financeiras parceiras assumam o prejuízo diretamente, até porque há regras do próprio Banco Central que exigem ressarcimento integral ao usuário em casos de fraude comprovada”, diz a advogada criminalista Lorena Pontes.

UOL

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Economia

Governo Lula prepara corte de benefícios tributários para atingir meta fiscal

Foto: Wilton Júnior/Estadão

A equipe econômica irá apresentar ao Congresso Nacional uma nova proposta de corte aos benefícios fiscais, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (1°). O conjunto de medidas deve ser encaminhado aos congressistas após o recesso parlamentar.

Benefícios tributários com proteção constitucional, como a Zona Franca de Manaus, o Simples Nacional e os aplicados na cesta básica serão mantidos. De acordo com o ministro, a proposta do governo deve reduzir a renúncia fiscal de modo gradual.

“Nós vamos fazer uma proposta para o Congresso depois do recesso, com base nas conversas que foram mantidas com os líderes naquele domingo. Como provavelmente não vai ser uma emenda constitucional, pediram para preservar os benefícios constitucionais”, disse Haddad.

A Câmara dos Deputados deve pautar na terça-feira (1º) a urgência de um Projeto de Lei (PL) que revisa benefícios fiscais. A proposta aparece como uma alternativa do Congresso para compensar a perda de receita com o fim do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), em meio ao impasse entre o Palácio do Planalto e o Legislativo.

Para cumprir a meta fiscal de 2026, que é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), Haddad afirmou ser necessário cortar R$ 15 bilhões em renúncia fiscal, manter o decreto do IOF — que foi derrubado pelo Congresso Nacional — e aprovar a medida provisória (MP) que prevê arrecadar R$ 20,9 bilhões no ano que vem com propostas alternativas, como a taxação de bets e o fim da isenção de títulos.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de mudar a meta fiscal de 2026 diante da derrubada do IOF, Haddad respondeu: “Mais do que falar do futuro, eu estou falando do que eu já fiz como ministro da Fazenda em 2024. Nossas medidas não foram aprovadas e, ainda assim, buscamos o melhor resultado fiscal para o país.”

CNN Brasil

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Economia

Receita Federal paga 2º lote da restituição do IR 2025 nesta segunda-feira

Imposto de Renda 2025
(Joédson Alves/Agência Brasil)

A Receita Federal paga nesta segunda-feira (30) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda de 2025. Os depósitos terão correção de 1%, com base na Selic, a taxa básica de juros.

Neste lote, o Leão vai depositar R$ 11 bilhões. Desses, R$ 1.780.688 serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal e 4.764.634 restituições serão destinadas a contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a Declaração pré-preenchida e/ou optado por receber a restituição via PIX (veja mais detalhes abaixo).

Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”

A página permite uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC.

Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode enviar uma retificadora, corrigindo as informações equivocadas.

Detalhes do lote

Do pagamento dos R$ 11 bilhões, R$ 1.780.688 serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal, o que corresponde:

  • 148.090 restituições para idosos acima de 80 anos;
  • 1.044.585 restituições para contribuintes entre 60 e 79 anos;
  • 91.363 restituições para contribuintes com alguma deficiência física ou mental, ou moléstia grave; e
  • 496.650 restituições para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Além disso, 4.764.634 restituições serão destinadas a contribuintes que não têm prioridade legal, mas que receberam prioridade por utilizarem a Declaração pré-preenchida e/ou optado por receber a restituição via PIX.

Outros lotes

Quem não estiver na lista ainda terá outras três oportunidades: em 31 de julho, 29 de agosto e 30 de setembro.

Pagamento

O valor da restituição é depositado na conta bancária informada na declaração, ou via Pix, por meio do Banco do Brasil.

Se o contribuinte não resgatar o valor no prazo de um ano, será necessário fazer a solicitação no Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

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Economia

Cortes no Orçamento já afetam dia a dia do INSS, universidades e Forças Armadas

Foto: Agência Brasil – EBC

Com um orçamento engessado por mais de 90% de gastos obrigatórios, a falta de recursos para investimentos e para a manutenção da máquina já afeta o dia a dia de instituições públicas no atendimento direto ao cidadão e à economia. É o caso de agências reguladoras, universidades federais, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e das Forças Armadas, alguns dos órgãos que estão enfrentando dificuldades orçamentárias diante do aperto fiscal.

Neste ano, o Orçamento já tem congelamento de R$ 31,3 bilhões em gastos por causa de frustração de receitas e alta de despesas. É um número que representa 14,1% da verba não obrigatória dos órgãos e que pode crescer após a derrubada do decreto que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O bloqueio impactou diretamente as agências reguladoras, que tiveram corte médio de 25% de sua verba para este ano. O quadro agrava reduções orçamentárias que já vinham sendo vistas nos últimos anos.

Veja quais serviços e órgãos estão sendo afetados

INSS tem fila crescente

A falta de pessoal é um dos principais fatores que levaram à disparada da fila de requerimentos do Instituto de Segurança Social (INSS). Ela começou o ano em 2,3 milhões de requerimentos, depois de já ter subido ao longo de 2024. E, em abril, chegou a 2,6 milhões, de acordo com o próprio órgão. Na elaboração do orçamento deste ano, o instituto já alertara o governo sobre a necessidade de recursos para manter o sistema previdenciário funcionando.

Na UFRJ, de falta de luz a muro caído

Em novembro do ano passado, quinze prédios da maior universidade federal amanheceram sem luz, após a Light cortar o fornecimento por atraso das contas. No mesmo dia, a concessionária Águas do Rio cortou também o fornecimento de água em diversos pontos do campus. Foi necessário um repasse emergencial de R$ 1,5 milhão do Ministério da Educação para restabelecer os serviços. Na semana passada, um trecho do muro do CAp-UFRJ), na Lagoa, desabou.

Forças Armadas

O cenário de aperto orçamentário não se restringe às agências reguladoras e afeta outras áreas do governo, como as Forças Armadas, cujo orçamento é concentrado em pagamentos de pessoal. Faltam recursos para investimentos.

Aeronáutica

Na Aeronáutica, deve haver atraso na entrega dos caças Gripen, fabricados pela sueca Saab, e da aeronave de transporte KC 390, da Embraer. Segundo um oficial de alta patente, a Força Aérea vem se empenhando para que o contingenciamento não afete atividades essenciais: defesa aérea, busca e salvamento e transporte de órgãos.

“Considerando o alto valor dos bloqueios e dos contingenciamentos estabelecidos, e o fato de essas contenções terem sido estabelecidas restando sete meses do atual exercício, houve impactos severos em praticamente todas as atividades, desde as operacionais até as logísticas e administrativas”, disse a Aeronáutica em nota. A FAB ainda paralisou sete de dez aeronaves que fazem o transporte de autoridades por falta de recursos para compra de combustível e peças de manutenção.

Exército

O Exército mais uma vez terá que alongar o cronograma de um dos seus projetos estratégicos prioritários, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que inclui compra de equipamentos como radares. Previsto para ser concluído inicialmente em 2021, o programa será estendido até 2039, a um custo adicional de R$ 4 bilhões sobre a projeção inicial de R$ 11 bilhões.

Em preparação para receber um universo de mil mulheres no primeiro alistamento feminino, o Exército teme que a falta de recursos obrigue uma redução do contingente. A Força não recebeu dinheiro para adaptação de alojamentos e banheiros, construídos para homens.

Marinha: Redução de 60% em dez anos

A Marinha informou que, nos últimos dez anos, o orçamento da Força foi reduzido em cerca de 60%, caindo de R$ 7 bilhões para R$ 3 bilhões em valores atuais. A falta de verba compromete a manutenção de navios, aeronaves e meios do Corpo de Fuzileiros Navais.

“De forma paradoxal, ao mesmo tempo em que o Brasil amplia seu território marítimo — em março de 2025, houve o reconhecimento pelas Nações Unidas da ampliação do território marítimo brasileiro em 360 mil km², na denominada Margem Equatorial —, a MB (Marinha Brasileira) poderá perder por volta de 40% de seus navios até 2028, caso não haja um reforço orçamentário que permita a renovação dos meios navais e a continuidade dos projetos estratégicos”, disse o órgão em nota.

No curto prazo, a Marinha estima necessidade de R$ 20 bilhões para dar continuidade a projetos estratégicos, como o programa de desenvolvimento de submarinos e atividades operacionais.

O Globo

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Economia

Aposta de João Pessoa está entre as ganhadoras da Quina de São João; prêmio total ultrapassa R$ 250 milhões

Imagem: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Uma aposta feita em João Pessoa está entre as 13 que acertaram as cinco dezenas sorteadas no concurso 6760 da Quina de São João, realizado neste sábado (29). Cada ganhador vai embolsar R$ 19.249.775,58, parte de um prêmio histórico que ultrapassou os R$ 250 milhões.

Além da capital paraibana, apostas vencedoras foram registradas em Belo Horizonte (MG), Dourados (MS), Glória do Goitá (PE), Recife (PE) e São Paulo (SP).

Outras sete apostas ganhadoras foram feitas por meio de bolões nas cidades de Cariacica (ES), Goiânia (GO), Uberaba (MG), Nova Mutum (MT), Porto Alegre (RS), Botucatu (SP) e Penápolis (SP).

As dezenas sorteadas foram: 12 – 19 – 20 – 34 – 35.

Na Quina de São João, o prêmio não acumula. Caso ninguém acerte as cinco dezenas, o valor é automaticamente dividido entre os acertadores de quatro, três ou até dois números, conforme as regras da modalidade.

Veja quantas apostas foram premiadas no concurso 6760:

  • 5 acertos: 13 apostas ganhadoras — R$ 19.249.775,58 para cada uma

  • 4 acertos: 3.825 apostas — R$ 6.229,64

  • 3 acertos: 268.918 apostas — R$ 84,38

  • 2 acertos: 6.311.241 apostas — R$ 3,59

O próximo sorteio da Quina está marcado para segunda-feira (30).

O que é a Quina de São João

A Quina de São João é um sorteio especial realizado uma vez por ano, próximo ao dia 24 de junho, data em que se celebra o Dia de São João. Diferente dos concursos regulares, ela oferece prêmios muito mais altos e não acumula.

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Economia

Dívida pública sobe para R$ 7,671 trilhões em maio, diz Tesouro

Foto: Agência Brasil

A DPF (Dívida Pública Federal) do Brasil atingiu R$ 7,671 trilhões em maio, divulgou nesta sexta-feira (27) o Tesouro Nacional. O valor aumentou 0,71% em comparação com abril, quando era de R$ 7,617 trilhões, e 4,8% em relação ao registrado há 1 ano, quando somou R$ 7,316 trilhões.

A dívida pública aumentou R$ 53,87 bilhões de abril para maio. No acumulado do ano, a alta foi de R$ 354,42 bilhões. O estoque de R$ 7,67 trilhões é composto por 48,2% de taxa flutuante, de 26,6% por índice de preços, de 21,1% de títulos prefixados e 4% em câmbio.

  • 30,1%: instituições financeiras;
  • 23,6%: Previdência;
  • 22,4%: fundos;
  • 14%: demais grupos; e
  • 9,9%: não residentes.

Segundo o Tesouro Nacional, o prazo médio da DPF era de 4,17 anos em abril de 2025. Subiu para 4,20 anos no mês seguinte. Em 2024, era de 4,05 anos. O governo disse que 36,3% da dívida vence de 2 a 5 anos.

Outros 27,9% da dívida terá vencimento acima de 5 anos. Portanto, 64,2% da dívida vencerá acima de 2 anos.

O custo médio do estoque da dívida pública aumentou de 11,62% ao ano no acumulado de 12 meses até abril para 11,73% ao ano até maio.

Poder 360

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