Economia

Petrobras anuncia volta à distribuição de gás de cozinha

Foto: Pedro Ventura/Ag Brasília/Fotos Públicas

A Petrobras vai voltar a ter uma distribuidora de gás de cozinha. Quase seis anos após a privatização da Liquigás, o Conselho de Administração da estatal aprovou a volta da empresa para a distribuição do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Em fato relevante divulgado no fim da noite de quinta-feira (7), a Petrobras informa, sem dar detalhes, que o Conselho aprovou a estratégia de “atuar na distribuição de GLP”. Com a nova área, a Petrobras pode, em tese, voltar a vender diretamente ao consumidor – o que não acontece há mais de cinco anos.

O comunicado diz, ainda, que a empresa também passa a ter como diretriz na área de distribuição “integrar com demais negócios no Brasil e no mundo” e “oferecer soluções de baixo carbono para seus clientes”.

A Petrobras atuava em duas grandes frentes de distribuição até o governo de Jair Bolsonaro: gás de cozinha, com a marca Liquigás, e combustíveis líquidos, com a BR Distribuidora – atual Vibra.

O GLP era distribuído até o consumidor final pela Liquigás, empresa que teve o processo de privatização concluído em 2020. A Liquigás era uma subsidiária integral da Petrobras e atuava no engarrafamento, distribuição e comercialização do gás de cozinha em todo o Brasil.

Em 2019, a empresa de gás foi vendida por cerca de R$ 4 bilhões para um consórcio das empresas Copagaz, Itaúsa e Nacional Gás.

O preço do gás de cozinha tem sido motivo de incômodo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já citou o tema em eventos públicos. Em maio, Lula criticou os “atravessadores” do mercado de gás.

“O botijão de gás é vendido pela Petrobras às empresas por R$ 37. Não tem explicação ele chegar a R$ 120 reais. Alguém está ganhando muito dinheiro com isso. Comprei no primeiro mandato a Liquigás para regular o preço. Hoje, 4 empresas controlam 90% da distribuição de gás”, disse em evento em Campo Verde, MT.

A outra subsidiária da estatal privatizada durante o governo Bolsonaro foi a BR Distribuidora, que teve o controle vendido em 2019. Atualmente, a empresa se chama Vibra, mas os postos de combustível ainda levam a marca “Petrobras” ou “BR”.

CNN – Fernando Nakagawa

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Economia

Haddad confirma reunião com secretário do Tesouro dos EUA para quarta (13)

Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou em entrevista a jornalistas que terá reunião virtual com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na próxima quarta-feira (13).

“Eu tenho uma reunião marcada para a semana que vem, com data e hora fixada, com o secretário Bessent, oficializando o interesse em conversar […] Vai ser na quarta-feira, remota”, disse a jornalistas nesta quarta-feira (6).

CNN

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Economia

Argentina deve crescer mais do que o dobro do Brasil em 2025, diz FMI

Foto: Reuters/Cristina Sille

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia da Argentina crescerá 5,5% em 2025, enquanto o Brasil deve registrar uma expansão de 2,3% no mesmo período. Os dados constam na atualização do relatório World Economic Outlook, divulgada na última segunda-feira, 28. Para 2026, o FMI projeta um crescimento de 4,5% para a Argentina e 2,1% para o Brasil.

Segundo o relatório, a previsão para a Argentina permanece inalterada em relação à edição anterior, de abril. Ainda assim, o país sul-americano aparece como um dos destaques de crescimento entre as economias emergentes e supera não apenas o Brasil, mas também países como México (0,2%) e Rússia (0,9%).

Na América Latina como um todo, o crescimento projetado é de 2,2% para 2025. Para o Brasil, o FMI revisou positivamente a previsão de abril em 0,3 ponto porcentual, o que sugere melhora nas condições macroeconômicas do país. Ainda assim, o relatório ressalta que o Brasil figura entre as nações com déficits fiscais elevados diante de uma dívida pública historicamente alta.

As previsões do FMI estão condicionadas a um cenário de manutenção das políticas comerciais e fiscais em vigor no momento da publicação. A instituição assume, por exemplo, que a suspensão temporária de tarifas comerciais pelos Estados Unidos será prorrogada, embora esteja programada para terminar em agosto. A incerteza nesse campo permanece alta.

A previsão global de crescimento para 2025 foi revista para cima: de 2,8% em abril para 3,0% em julho. A revisão reflete fatores como a antecipação de exportações pela ameaça de novas tarifas, a queda no valor do dólar e o afrouxamento das condições financeiras internacionais. Ainda assim, o FMI alerta que o crescimento segue abaixo da média anterior à pandemia, de 3,7%.

Revista Oeste

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Economia

Trump afirma que tarifas começam em 1º de agosto, exceto as de ferro e alumínio

Foto: Piroschka Van De Wouw/Pool/AFP/Getty Images via CNN Newsource

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou, neste domingo (27), que no dia 1º de agosto, quando entram em vigor as tarifas, haverá conclusão para todos os acordos, exceto para os que envolvem aço e alumínio.

Na última sexta-feira (25), Trump já havia afirmado que “a maioria dos acordos está concluída”.

“A maioria dos acordos serão fechados por cartas que estabelecem tarifas e estas cartas mencionam tarifas de 10% ou 15%”, afirmou, ao mencionar que serão enviadas cerca de 200 cartas tarifárias.

Nesta manhã, o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, disse, em entrevista ao programa Fox News Sunday, que o tarifaço de Trump entrará em vigor no dia 1º de agosto, sem prorrogações.

“Nada de prorrogações, nem mais períodos de carência. 1º de agosto. As tarifas estão definidas. Elas entrarão em vigor, a alfândega começará a cobrar, e lá vamos nós”, afirmou Lutnick.

No entanto, o secretário afirmou que há possibilidade de negociações após a data.

“Obviamente, depois de 1º de agosto, as pessoas ainda podem conversar com o presidente Trump. Quero dizer, ele está sempre disposto a ouvir. E entre agora e a data, o presidente vai conversar com muita gente. Se conseguirão agradá-lo, é outra história, mas o presidente está definitivamente disposto a negociar e a conversar com as grandes economias, com certeza”, concluiu.

CNN Brasil

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Economia

Produtos embarcados agora só chegarão aos EUA depois da data prevista do tarifaço

Foto: Fábio Vieira/Estadão

A menos de uma semana do dia anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a entrada em vigor da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, os exportadores já não têm mais tempo de fazer seus embarques antes da data, 1º de agosto. Especialistas em comércio exterior e empresários do setor de trading ouvidos pelo Estadão afirmam que as exportações brasileiras levam em média pouco mais de 20 dias para chegar aos EUA.

Os produtos são taxados quando apresentados nas alfândegas com um formulário de importação com detalhes sobre sua origem, similar à declaração alfandegária para a entrada de pessoas físicas nos EUA. A única forma de itens que ainda não deixaram o Brasil escaparem da cobrança nessa semana seria por meio de transporte aéreo, utilizado apenas para exportações de alto valor agregado — de tecnologia, artigos de luxo ou metais preciosos —, de menor volume ou nos casos de vendas de aeronaves, em que o próprio meio de transporte é vendido.

No entanto, no primeiro semestre deste ano, foram por via aérea para os Estados Unidos apenas 12,2% das exportações brasileiras, o equivalente a US$ 2,4 bilhões do total de US$ 20 bilhões vendidos. A grande maioria das vendas trafegou por transporte marítimo, contabilizando US$ 17,3 bilhões, ou 86,6% do total, segundo a Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil).

Os pontos de saída principais do Brasil são os portos de:

  • Santos/SP (33,6% das exportações para os EUA no primeiro semestre)
  • Itaguaí/RJ (9%)
  • Rio de Janeiro/RJ (7,8%)
  • Vitória/ES (7,6%)
  • São Francisco do Sul/SC (4,4%)

Deles saem produtos como minérios, aço, petróleo, calçados e sucos. Apenas na sexta posição aparece o Aeroporto de Guarulhos.

O tempo de transporte das exportações brasileiras por via naval varia bastante, entre 15 e 35 dias, dependendo dos portos de origem e de chegada. Mas, como atualmente a maior parte das mercadorias para os EUA vai para a Costa Leste, eles levam, em média, de 20 a 25 dias de viagem, segundo o professor de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) José Luiz Pimenta.

“Com o anúncio do tarifaço, várias empresas com mercadorias a serem vendidas estão segurando as exportações, por que, uma vez entrada em vigor a tarifa, imediatamente, se passa a pagar a taxa no momento de internalização do produto”, diz. “Aquilo que já está em águas e vai chegar antes do dia 1º segue, mas o que seria embarcado esses dias não deve chegar a tempo, por conta do prazo logístico e a rota. Já estamos no período de risco para esses embarques.”

Não há certeza se os produtos brasileiros começarão a serem taxados no início de agosto ou se as negociações do governo brasileiro podem fazer as tarifas baixarem, serem adiadas ou eliminadas. Mas as empresas, tanto do lado dos exportadores brasileiros quanto dos importadores americanos, não querem correr o risco de que as mercadorias entrem nos EUA com a taxa de 50% em vigor.

Produtos como o aço, que com ferro é o segundo item mais vendido na pauta exportadora para os EUA, costumam ser levados para o centro-norte do país, como a cidade de Detroit, polo automotivo americano. Dessa forma, entram no território americano, principalmente pelo porto de Nova York. Já produtos agrícolas, como o suco de laranja, vão principalmente para a Flórida, no porto de Miami.

O empresário Carlos Campos Jr, CEO e cofundador da empresas de importações e exportações Target Trading, em atividade há 28 anos, estima em um período médio de trânsito de 18 a 25 dias dos produtos brasileiros para os principais portos de destino americano na Costa Leste, que são Nova York, Miami, Savannah, na Georgia, e Houston, no Texas, que recebe os navios por meio de um canal vindo do Golfo do México.

Já produtos voltados para o mercado consumidor próximo da Costa Oeste americana chegam principalmente em Los Angeles, e o período de trânsito costuma ficar entre 25 e 30 dias, eventualmente levando até 35 dias.

“Temos cargas já embarcadas em trânsito. Dependendo de quando foi o embarque, elas podem chegar antes de as tarifas entrarem em vigor”, afirma Campos. Para as que chegarem depois, a solução deve ser torcer para um adiamento das tarifas ou recorrer a armazéns alfandegados.

Estadão

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Economia

Empresas recorrem a férias coletivas e paralisações temporárias para minimizar impactos de tarifaço de Trump

Foto: Reprodução/TV Globo

Empresas brasileiras de diferentes setores que exportam para os Estados Unidos tiveram impactos nas atividades. Férias coletivas e paralisações temporárias têm sido as soluções encontradas pelos empresários brasileiros para enfrentar o “tarifaço de Trump”. Uma maneira de se organizar para tentar evitar mais prejuízos.

O ferro gusa está entre os produtos mais exportados pelo Brasil para os Estados Unidos. Em 2025, até junho, foram mais de US$ 600 milhões. O serviço de manutenção da fundição vai até domingo (27), quando o forno será paralisado.

O operador de sistemas de abastecimento, Carlos Alberto Souza também vai sair de férias, mas não acha que vai conseguir relaxar. “Quando é uma férias programadas você administra as coisas: posso viajar, posso pescar, posso passear com esposa, com filhos, mas uma férias assim, a gente tem que ficar em casa mesmo aguardando”.

Essa é só uma das siderúrgicas de Minas Gerais que estão paralisando a produção de ferro gusa – usado como matéria prima na produção de aço e ferro fundido para a indústria e a construção civil. O motivo é a mudança tarifária anunciada por Donald Trump, que entra em vigor em 1° agosto.

Em Mato Grosso do Sul, a carne que iria para os Estados Unidos, está sendo direcionada pra outros mercados. Como: China, Sudeste Asiático e Oriente Médio O sindicato que representa os produtores de carne, no estado, informou que a tarifa de 50% do governo americano torna inviável a continuidade das exportações.

Uma empresa, em Santa Catarina, exporta produtos feitos de madeira. São 65 contêineres sendo enviados todos os meses para os Estados Unidos. E pela primeira vez, em 60 anos, decidiu conceder férias coletivas para os colaboradores por tempo indeterminado por falta de comprador.

g1

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Economia

Venezuela passa a taxar produtos brasileiros que eram isentos, dizem exportadores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Exportadores brasileiros foram surpreendidos pela cobrança, por parte da Venezuela, de uma taxa de importação que até então era isenta para produtos do Brasil que entram no país. Empresas de Roraima, Estado que destina 70% de suas exportações para o território venezuelano, com o qual faz fronteira, foram as principais impactadas, de acordo com grupos empresariais.

Segundo a Câmara Venezuelana Brasileira de Comércio e Indústria de Roraima, a cobrança começou a ser feita no dia 18 de julho. O Brasil tem um acordo bilateral com a ditadura chavista que isenta a cobrança da taxa de importação ad valorem (cobrada sobre o valor do item) de produtos que entram no país com certificado de origem.

O Ministério das Relações Exteriores disse estar acompanhando, em coordenação com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os relatos de dificuldades enfrentadas por exportadores brasileiros.

“A Embaixada do Brasil em Caracas está apurando, junto às autoridades venezuelanas responsáveis, elementos para esclarecer a natureza da situação, com vistas à normalização da fluidez no comércio bilateral, regido pelo Acordo de Complementação Econômica nº 69 (ACE 69), que veda a cobrança de imposto de importação entre os dois países“, afirmou o Itamaraty.

Cada produto tem um grau de isenção, que chega a ser total em alguns casos. Com o fim da isenção, houve cobrança de uma taxa de 40% para produtos como açúcar e margarina; a farinha de trigo foi taxada em 20%, segundo a instituição de exportadores.

A cobrança, que até então era isenta, é feita a empresas venezuelanas após a taxação de 1% pelos serviços aduaneiros e de 16% do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que é o imposto sobre bens e serviços da Venezuela.

“O impacto é terrível. Os impostos são cobrados em cascata e aí fica inviável. Nesse caso, sofremos todos porque a demanda da Venezuela por produtos alimentícios tem sido constante”, disse o presidente da entidade empresarial, Eduardo Oestreicher, ao Estadão.

Segundo ele, ainda não há explicações técnicas nem políticas para a taxação. O imposto é é pago pela empresa da Venezuela, que pode recorrer a mercados com preços mais competitivos, como Colômbia, México e Turquia, o que preocupa os empresários brasileiros.

Em 2024, o comércio entre o Brasil e a Venezuela atingiu US$ 1,6 bilhão, sendo US$ 1,2 bilhão em exportações brasileiras – o que representa 0,4% do total exportado pelo país naquele ano, diz o Itamaraty na nota.

Em nota, a Federação das Indústrias do Estado de Roraima afirma que já iniciou investigações internas para apurar as causas do ocorrido. ”Paralelamente, estamos em contato direto com autoridades competentes tanto da Venezuela quanto do Brasil, buscando esclarecimentos detalhados e soluções ágeis para normalizar o fluxo comercial bilateral”, diz o texto.

Já a Secretaria de Planejamento do governo de Roraima afirmou que acompanha com preocupação as informações sobre a elevação da alíquota do imposto do governo venezuelano que atinge diretamente produtos de origem brasileira exportados pelo Estado.

“A Venezuela é atualmente o principal parceiro comercial de exportações do Estado, sendo responsável por mais de 70% da movimentação externa registrada nos últimos anos. Qualquer medida que encareça os produtos brasileiros no mercado venezuelano afeta significativamente a competitividade das nossas mercadorias”, diz a nota.

O governo estadual diz ainda que está em contato com o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Fazenda e demais autoridades federais, “buscando esclarecimentos e alternativas diplomáticas para preservar o equilíbrio da relação comercial entre os dois países”.

Estadão

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Economia

Consórcio de imóveis cresce 37% na Paraíba, segunda maior alta do país

Consórcio de imóveis cresce 37% na Paraíba, segunda maior alta do país

Foto: assessoria de imprensa

A Paraíba registrou o segundo maior crescimento do país no número de participantes em consórcios de imóveis no primeiro trimestre de 2025, com alta de 37,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), o total de consorciados no estado saltou de 12.475 para 17.142, superando a média nacional.

O segmento de automóveis também apresentou desempenho positivo no estado. O número de participantes cresceu 13,3% no período, alcançando 55.287 consorciados apenas nos três primeiros meses do ano: terceira maior alta nacional. O desempenho reforça a tendência de migração para alternativas de financiamento diante da elevação da taxa Selic no crédito tradicional.

Com parcelas mais acessíveis e sem incidência de juros, o consórcio tem ganhado força em meio a um cenário de taxas bancárias mais caras. Na Paraíba, a modalidade tem sido cada vez mais escolhida tanto por quem busca adquirir o primeiro bem quanto por consumidores que desejam expandir seu patrimônio de forma planejada, sem comprometer o orçamento.

“O aumento na procura por consórcios revela que mais pessoas estão encontrando nesse modelo uma alternativa viável para realizar sonhos de forma acessível e organizada”, afirma Gabriela Nóbrega, Analista de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste. “Esse movimento aponta para um avanço importante na autonomia financeira da população, com o consórcio se consolidando como uma ferramenta de inclusão e fortalecimento econômico.”

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Economia

Com peso valorizado, Brasil amplia vendas para a Argentina, inclusive de carnes

Foto: Luis Robayo/AFP

Enquanto o Brasil trava uma guerra com o governo dos Estados Unidos para evitar a alta de tarifas de importação, a Argentina aumentou em 55,4% a compra de produtos brasileiros no primeiro semestre de 2025, totalizando US$ 9,1 bilhões.

De janeiro a junho, os brasileiros venderam aos vizinhos do sul, principalmente, veículos de passageiros (21,6%), autopeças e acessórios (9,7%) e veículos para transporte de mercadorias (6,4%).

Mas mesmo em produtos tradicionais do país, como a carne bovina, a entrada de itens brasileiros escalou: era de cerca de US$ 1 milhão no primeiro semestre do ano passado e passou a US$ 22,9 milhões em igual período deste ano.

Os dados são do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), parte deles compilada pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

No caso da carne, em volume, a participação do produto brasileiro no mercado vizinho ainda é pequena e não ameaça a produção local. A carne bovina fresca, refrigerada ou congelada equivale a 0,25% de toda a cesta de exportações.

Parte das compras foi feita por frigoríficos estrangeiros que operam no país, e a carne sempre foi importada por eles, mas era usada principalmente na composição de produtos processados, como hambúrgueres. Em 2025, um percentual da importação passou a ser destinado também a cortes, de acordo com representantes do setor na Argentina.

“É algo insólito, no país da carne e do churrasco, agora estamos importando esse tipo de alimento do nosso vizinho Brasil”, diz um apresentador do canal de TV Crónica, em um programa de maio. “É mais barato importar do que produzir aqui.”

Segundo a imprensa local, em cidades da Patagônia, no sul do país, o quilo da carne brasileira em março chegava a 9.000 pesos argentinos, enquanto a carne argentina custava 22 mil.

“Dependendo do supermercado, a gente encontra pão fatiado brasileiro ou leite uruguaio por preços melhores do que os locais”, conta a dona de casa Nérida Arsas, 69, moradora de Buenos Aires.

Do outro lado do balcão, no primeiro semestre, os brasileiros compraram US$ 6,2 bilhões em produtos argentinos (alta de 1,6%), o que levou a balança a um superávit de US$ 3 bilhões a favor do Brasil. E não é que as relações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o argentino Javier Milei tenham ficado mais calorosas.

De forma geral, a Argentina passou a comprar bem mais do exterior em 2025. Apenas no primeiro trimestre, as importações chegaram a 32% do PIB (Produto Interno Bruto), a maior porcentagem em 135 anos, de acordo com um relatório da consultoria Argendata. Esse cálculo também inclui os gastos de viagens de turistas no exterior.

O documento aponta alguns principais fatores para esse movimento, como a abertura comercial, com a redução de tarifas e desregulamentações, o que facilitou a entrada de produtos estrangeiros. Isso foi percebido das compras em sites de e-commerce estrangeiros ao setor de autopeças.

A valorização do peso argentino em relação ao dólar também tornou os bens importados mais acessíveis, além de aumentar o turismo ao exterior, inclusive as viagens de curta duração para compras em cidades de fronteira, por exemplo, com Brasil, Chile e Paraguai. Além disso, a queda da inflação tornou mais previsível os contratos de compra de insumos e bens importados.

O economista Santiago Bulat, professor da IAE Business School e sócio-diretor da Invecq Consultoria, pondera que a venda de produtos importados pela Argentina vinha de um patamar muito baixo em 2024, na fase mais dura do choque provocado pelas medidas de Milei.

“As importações caíram significativamente no ano passado, as empresas ainda tinham muitas dívidas de importações antigas e a atividade econômica cresceu fortemente nos primeiros meses deste ano, embora agora pareça estar mais estagnada”, diz. Ele acrescenta que em julho o nível de importações vem diminuindo.

Ainda assim, a taxa de câmbio, que, ganhou alguma competitividade nas últimas semanas, permanece em um patamar baixo e acessível, complementa Bulat. “E, com a abertura feita pelo governo, setores como têxtil, eletrodomésticos e automotivo, entre outros, estão competindo com produtos do exterior.”

Folha de S.Paulo

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Economia

Mais de R$ 108 milhões serão pagos a 69 mil contribuintes da Paraíba no 3º lote do IR

A Receita Federal libera nesta quinta-feira (24), às 10h, a consulta ao 3º lote de restituição do Imposto de Renda 2025. Na Paraíba, serão pagos R$ 108.992.883,94 a 69.019 contribuintes, segundo dados oficiais. O crédito bancário será realizado no dia 31 de julho.

Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta pelo aplicativo da Receita disponível para celulares e tablets.

Reagendamento de valores

Caso o depósito não seja realizado por problemas nos dados bancários, é possível reagendar o crédito pelo Banco do Brasil, pelo portal www.bb.com.br/irpf ou pelos telefones 4004-0001(capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (para deficientes auditivos). O contribuinte tem até um ano para corrigir as informações e solicitar o crédito.

Dados nacionais

No país, serão pagos R$ 10 bilhões em restituições, incluindo valores residuais de anos anteriores. Desse total, R$ 557,7 milhões são destinados a contribuintes prioritários: 15.988 idosos acima de 80 anos, 83.575 entre 60 e 79 anos, 11.298 pessoas com deficiência ou moléstia grave, e 35.315 profissionais do magistério.

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