Economia

Paraíba registra maior crescimento do Nordeste no setor de serviços em julho

Contrariando a maioria dos Estados do Nordeste, a Paraíba registrou a maior taxa de crescimento do País no setor de serviços em julho da Região, que reúne atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza e tecnologia da informação.

Dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta sexta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a Paraíba apresentou alta de 4,3% em julho, quando comparado ao mesmo mês do ano passado, alcançando a melhor colocação no Nordeste.

SEIS ESTADOS DO NE TIVERAM QUEDA – Seis dos nove Estados tiveram queda no indicador na Região: Rio Grande do Norte (-4,3%), Sergipe (-4,0%), Alagoas (-3,4%), Piauí (-3,4%), Bahia (-2,6%), e Alagoas (1,3%). Além da Paraíba (4,3%), apenas Maranhão (3%) e o Ceará (0,3%) apresentaram crescimento, enquanto o País registrou alta de 2,8%.

PB MANTÉM 2º MAIOR CRESCIMENTO DO PAÍS NO ANO – Na comparação de julho sobre junho, a Paraíba cresceu 1,2%. Já no acumulado de janeiro a julho, a Paraíba manteve a segunda maior taxa de crescimento do País com 6%, atrás apenas do Distrito Federal (6,3%). O País acumula alta de 2,65% no ano.

SEGMENTO TEM DIGITALIZAÇÃO CRESCENTE – Segundo o gerente da pesquisa de serviços, Rodrigo Lobo, um dos fatores que explica a tendência de alta do setor é a digitalização crescente da economia desde a pandemia de covid-19, em 2020. “Houve mudança de paradigma muito clara no qual empresas buscaram colocar os produtos em plataformas online”. Segundo ele, isso acelerou a busca por serviços digitais, o que empurra para cima o segmento de tecnologia da informação.

EMPRESAS DE DELIVERY AUMENTAM RECEITA – “O consumo das empresas de delivery tem reforçado um aumento de receita nessa direção”, acrescenta.

O pesquisador avalia que são atividades que não sofrem tanto efeito de fatores macroeconômicos, como a escalada da taxa de juros para conter a inflação.

SERVIÇOS LIDERAM EMPREGOS –Segundo o Caged, o setor de serviços lidera a geração de empregos com carteira assinada na Paraíba com um saldo de 14.536 postos nos sete primeiros meses deste ano. De janeiro a julho, foram criados mais de 71 mil postos no setor de serviços, contra 56,4 mil desligamentos.

O QUE MEDE A PESQUISA – A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços do país e dos Estados, investigando a receita bruta e real de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, mas excluídas as áreas de saúde e educação. Ao lado da administração pública, os setores de serviços e de comércio têm os maiores pesos na composição do PIB do País e dos Estados.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

NÃO SOBROU CARNE: Preço da proteína sobe mais de 20%, mesmo com queda nas exportações

Consumo de carne bovina no Brasil atinge menor nível em 18 anos | Agência  Brasil

O tarifaço que Donald Trump impôs aos produtos brasileiros de exportação acabou não provocando um efeito que economistas tinham previsto. No Brasil, não sobrou carne, e os preços continuam altos.

O raciocínio era simples: caindo as exportações para os Estados Unidos, sobraria carne no mercado interno. Com maior oferta, os preços deveriam diminuir. Os Estados Unidos sentiram o impacto do tarifaço.

No ranking de importações de carne brasileira, eles caíram do segundo lugar para a sexta posição. Mas outros países já vinham aumentando as encomendas de carne brasileira. De janeiro a agosto de 2025, essas exportações aumentaram 34%. A China ampliou as compras em 41% e o México, em mais de 250%.

Parte da alta pode ser explicada também pela estiagem típica dessa época do ano. Com menos pasto, o boi leva mais tempo para engordar. A cotação da arroba do boi gordo – que é o valor pago aos pecuaristas – vem se mantendo na casa dos R$ 300 há quase um ano. E tem também mais brasileiros consumindo carne. Segundo o professor de economia do Ibmec André Diz, mesmo com os preços em alta. Consequência da queda do desemprego e do aumento da renda.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Prejuízo dos Correios triplica e chega a R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2025

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2025, informou a empresa estatal nesta sexta-feira,5. O resultado representa um aumento de 222% (triplo) em relação ao prejuízo de R$ 1,35 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior.

No segundo trimestre, o prejuízo chegou a R$ 2,64 bilhões – um aumento de quase cinco vezes em relação ao rombo de R$ 553 milhões do mesmo período de 2024.

No primeiro semestre, a empresa viu a sua receita líquida cair de R$ 9,28 bilhões em 2024 para R$ 8,18 bilhões em 2025. Ao mesmo tempo, despesas gerais e administrativas saltaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 3,4 bilhões, enquanto as despesas financeiras aumentaram de R$ 3,09 milhões para R$ 673 milhões, na mesma comparação.

Os custos com produtos vendidos e serviços prestados subiram de R$ 7,8 bilhões para R$ 7,9 bilhões.

Na divulgação do balanço, a empresa afirmou que “enfrenta restrições financeiras decorrentes de fatores conjunturais externos que impactaram diretamente a geração de receitas.”

“Entre os principais motivos, destaca-se a retração significativa do segmento internacional, em razão de alterações regulatórias relevantes nas compras de produtos importados, que provocaram a queda do volume de postagens e o aumento da concorrência, resultando na redução das receitas vinculadas a esse segmento”, diz a empresa, referindo-se de forma indireta à taxa das blusinhas, implementada pelo governo Lula.

A empresa ainda diz que implementou um plano de contingência, com objetivo de buscar o reequilíbrio econômico.

“As ações priorizam o incremento de receitas, por meio da diversificação de serviços e da expansão da atuação comercial, bem como a otimização e racionalização das despesas e a reduçãod e custos operacionais, preservando a universalização dos serviços e assegurando ganhos de produtividade e sustentabilidade financeira”, disse a companhia.

Os Correios também citam a implementação de um market place próprio, com a entrada no segmento do e-commerce, e a autorização de uma linha de crédito de R$ 4 bilhões junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos Brics, para investir em modernização, operações logísticas e automação de processos.

Em entrevista ao Estadão, em meados de julho, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, reconheceu os problemas financeiras da estatal e afirmou que a solução para reverter o quadro passa por cortes de custos e aumento de receitas.

“Tem de cortar custos de um lado e buscar receita de outro. Essa é a solução para os Correios, e num setor que está passando por transformação”, disse Dweck.

Ela afirmou que os Correios perderam o monopólio de entregas no País, ao mesmo tempo que permaneceu com a obrigação de garantir fornecer o serviços para todo o território nacional, incluindo áreas remotas e pouco lucrativas.

Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Preço do litro da gasolina tem queda em João Pessoa; veja preços

ICMS

Uma pesquisa feita pelo Procon-JP nessa terça-feira (02) registrou o preço do litro da gasolina comum sendo comercializado abaixo dos R$ 6,00 na capital. O produto está oscilando entre R$ 5,87 em um posto no Centro da cidade e no Jardim Cidade Universitária e R$ 5,99 em outros 21 postos com média de R$ 5,97.

O menor preço subiu cerca de R$ 0,02 e, o maior, caiu R$ 0,06, com a pesquisa registrando, ainda, que 90 postos mantiveram o mesmo preço da semana passada e 11 reduziram.

A gasolina aditivada também manteve o preço nas duas pontas em relação à semana passada e oscila entre R$ 5,97 nos bairros da Torre e Centro e R$ 6,32 em Oitizeiro.

Álcool – Outro combustível que registra queda nas duas pontas é o álcool quando comparado ao último dia 25 de agosto, saindo de R$ 4,39 para R$ 4,37 no Centro e o maior caindo de R$ 4,99 para R$ 4,79 em Tambaú, diferença de R$ 0,42. Onze postos reduziram o preço do etanol e 96 mantiveram o mesmo preço. Para pagamento no cartão, o produto oscila entre R$ 4,78 e R$ 4,99.

S10 – Mais um tipo de combustível que manteve o mesmo menor preço da semana passada foi o diesel S10: R$ 5,47 em Paratibe, com o maior caindo de R$ 6,66 para R$ 6,59 em Tambaú, diferença de R$ 1,12. O produto mostra redução de preço em 11 postos, mas 95 mantiveram o mesmo valor da pesquisa anterior.

Diesel comum – O diesel comum também registra o mesmo menor preço do último dia 25 de agosto, R$ 5,45 em postos em Tambiá, com o maior mostrando queda, saindo de R$ 5,99 para R$ 5,77 no bairro de Água Fria para pagamento à vista. A diferença está em R$ 0,32.

GNV – A pesquisa do Procon-JP mostra que, pela segunda semana seguida, o Gás Natural Veicular (GNV) está com um único preço: R$ 4,86 (13 postos) para pagamento à vista ou no cartão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

PIB perde fôlego 0,4% no segundo semestre, com impacto dos altos juros

Após uma forte alta de 1,4% no primeiro trimestre, o PIB brasileiro desacelerou para 0,4% no segundo trimestre de 2025, impactado principalmente pela elevação da taxa Selic.

Os números foram divulgados nesta terça-feira, 2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

PIB desacelerou no segundo trimestre de 2025, após forte alta de 1,4% no primeiro trimestre Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A mediana do mercado indicava crescimento de 0,3% para o PIB do segundo trimestre, na margem, segundo o Projeções Broadcast. As previsões iam de variação zero a alta de 0,5%.

Entre abril de junho deste ano, houve alta de 0,6% nos serviços e de 0,5% na indústria, em relação aos três primeiros meses do ano, compensando a variação negativa de -0,1% na agropecuária. Já o consumo das famílias subiu 0,5%, enquanto o consumo do governo recuou 0,6%, e os investimentos caíram 2,2%.

As exportações de bens e serviços tiveram alta de 0,7%, enquanto as importações caíram 2,9%. Esses números ainda não incorporam os efeitos do tarifaço anunciado por Donald Trump, que devem ter impacto sobre os números do terceiro trimestre, já que foram anunciados em julho, com início em agosto.

Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Com bandeira vermelha patamar 2 em setembro, conta de luz seguirá mais cara

Foto: Freepik

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta sexta-feira (29) manter a bandeira vermelha 2 e, com isso, a conta de luz seguirá mais cara. Bandeira Vermelha patamar II significa adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Segundo a Aneel, “as atuais condições de afluência dos reservatórios das usinas, abaixo da média, não são favoráveis para a geração hidrelétrica”.

“Em consequência, há necessidade de maior acionamento de usinas termelétricas, com elevados custos de geração, o que justifica a manutenção da bandeira vermelha patamar 2 para setembro”, declarou a agência reguladora em nota.

A Aneel projeta que a conta de luz deve ter um reajuste médio de 6,3% em 2025, o que indica que as tarifas de energia elétrica devem subir mais do que a inflação neste ano – a última projeção do mercado financeiro é de um índice de 5,05%.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Café dispara quase 40% em 2025 e pesa na mesa do brasileiro

O café, item tradicional na rotina do brasileiro, segue sendo um dos principais vilões do bolso do consumidor.

De acordo com o levantamento “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, o preço do café em pó e em grãos acumulou alta de 38,4% entre dezembro de 2024 e julho de 2025, passando de R$ 53,90 para R$ 74,14.

O aumento expressivo tem impacto direto na cesta de consumo, elevando o custo do café consumido diariamente em lares de todas as regiões do país.

O levantamento mostra que, enquanto o café dispara, outros produtos de alto consumo tiveram reajustes mais modestos. Margarina, creme dental, leite em pó e pão, por exemplo, registraram altas acumuladas entre 1,2% e 4,4% no mesmo período.

Segundo o estudo, em julho, o café em pó e em grãos avançou 2,5% no Centro-Oeste, região que concentrou algumas das maiores altas do mês, como o frango (+4,8%) e o desinfetante (+4,4%).

No mercado, o preço do café é influenciado por diversos fatores, como condições climáticas adversas em países produtores, câmbio e custos de transporte.

Arroz, feijão e ovos recuam

Enquanto o café subiu, os preços de itens básicos da cesta de consumo do brasileiro, como arroz, feijão e ovos, recuaram em julho e trouxeram algum alívio ao orçamento das famílias.

Os legumes registraram a maior queda no mês, com recuo de 11,2%, passando de R$ 6,06 em junho para R$ 5,38 em julho.

Os ovos, que vinham em alta nos meses anteriores, ficaram 8,2% mais baratos. Já o arroz caiu 4,9% (de R$ 5,40 para R$ 5,14) e o feijão 3% (de R$ 6,61 para R$ 6,41).

As variações de julho também mostraram diferenças regionais. No Sudeste, por exemplo, os legumes caíram 12,9% e os ovos 5,4%, enquanto no Nordeste o arroz recuou 4,9% e o feijão 3,3%.

No Sul, a farinha de mandioca subiu 11,9%, mas os legumes caíram 14,6%. O Centro-Oeste marcou alta de 5,4% no creme dental e queda de 8,6% nos ovos. Já no Norte, a carne suína subiu 4,4%, mas os ovos tiveram forte retração de 31,4%

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis é alvo de megaoperação

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Uma megaoperação foi deflagrada, na manhã desta quinta-feira (28), contra um intrincado esquema bilionário no setor de combustíveis com infiltração de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

A força-tarefa — composta por cerca de 1.400 agentes — cumpre mandados de busca e apreensão e prisão contra mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

A Operação Carbono Oculto foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e conta com apoio do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Polícias Civil e Militar, Receita Federal do Brasil, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, ANP (Agência Nacional do Petróleo) e PGE (Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo), por meio do GAERFIS (Grupo de Atuação Especial para Recuperação Fiscal).

De acordo com a investigação, o esquema criminoso, que tem participação do PCC, lesou não apenas consumidores que abastecem seus veículos, mas “toda uma cadeia econômica”. A investigação aponta um valor R$ 7,6 bilhões somente em sonegação de tributos por meio do esquema.

Conforme o MPSP, o PCC está associado a uma rede de organizações criminosas, cujos vínculos são estabelecidos de forma permanente ou eventual, e convergente, de modo a assegurar a efetividade das atividades econômicas ilícitas, notadamente por meio da sua inserção na economia formal, como é o setor de combustível e o sistema financeiro.

Os mais de 350 alvos são suspeitos da prática de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato. As irregularidades foram identificadas em diversas etapas do processo de produção e distribuição de combustíveis.

De acordo com a investigação, um dos principais eixos da fraude investigada passa pela importação irregular de metanol. O produto, que chega ao país pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, não é entregue aos destinatários indicados nas notas fiscais. Em vez disso, é desviado e transportado clandestinamente, com documentação fraudulenta e em desacordo com normas de segurança, colocando em risco motoristas, pedestres e o meio ambiente.

O metanol, altamente inflamável e tóxico, é direcionado a postos e distribuidoras, nos quais é utilizado para adulterar combustíveis, gerando lucros bilionários à organização criminosa.

Foram detectadas fraudes em mais de 300 posto de combustíveis. Consumidores estariam pagando por volumes inferiores ao informado pelas bombas, o que é classificado como fraude quantitativa, ou por combustíveis adulterados fora das especificações técnicas exigidas pela ANP, a chamada fraude qualitativa.

A investigação apurou ainda que proprietários de postos de gasolina que venderam seus estabelecimentos não receberam os valores da transação e foram ameaçados de morte caso fizessem qualquer tipo de cobrança.

Segundo o Ministério Público, o fruto dessas fraudes foi realocado em uma complexa rede criminosa que oculta os verdadeiros beneficiários em camadas societárias e financeiras, especialmente em shell companies, fundos de investimento e instituições de pagamento.

Com esses recursos, os criminosos financiaram a aquisição de usinas sucroalcooleiras e potencializaram a atuação do grupo, que absorveu em sua estrutura criminosa distribuidoras, transportadoras e postos de combustíveis.

As transações financeiras do grupo transitam por fintechs controladas pelo crime organizado, cujo portfólio de clientes é formado majoritariamente por empresas do setor. De acordo com os responsáveis pela investigação, a escolha por uma instituição de pagamento – em vez de bancos tradicionais – visa dificultar o rastreamento dos recursos. As fintechs operavam com contabilidade paralela, permitindo transferências entre empresas e pessoas físicas sem que os beneficiários finais fossem identificados.

Além das medidas de natureza criminal, o CIRA/SP (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo) afirma que vai adotar providências judiciais para bloquear bens suficientes para recuperar o tributo sonegado, cujo montante atualizado é estimado em R$ 7,6 bilhões.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

PREPARE O BOLSO: Conta de luz vai subir até 13,5% na Paraíba; saiba data

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (26) a Revisão Tarifária Periódica de 2025 da Energisa Paraíba, que atende cerca de 1,88 milhão de consumidores no estado.

Com a decisão, a partir de 28 de agosto, os consumidores residenciais terão aumento médio de 13,50%. Já os clientes de baixa tensão terão reajuste de 13,94%, e os de alta tensão, 12,11%. O efeito médio para todos os consumidores será de 13,59%.

Segundo a ANEEL, o reajuste foi impactado por custos de transporte, distribuição, compra de energia, encargos setoriais e componentes financeiros de anos anteriores.

O tema foi discutido em audiência pública realizada em João Pessoa no dia 18 de junho e também passou por consulta pública nacional.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Governo quer barrar benefícios no Congresso para setores não atingidos pelo tarifaço

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva teme que o plano de contingência em reação ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja ampliado durante a tramitação no Congresso Nacional.

A medida provisória voltada às empresas prejudicadas pela taxa do governo americano foi assinada por Lula na última quarta (13).

Na avaliação do Executivo, o pacote foi construído “sob medida” e não há espaço fiscal para ampliação dos setores beneficiados.

Um dos temores do governo é o custo fiscal da medida — R$ 9,5 bilhões ficarão de fora da meta para este ano. O valor corresponde a R$ 4,5 bilhões em aportes para fundos garantidores e R$ 5 bilhões em recursos para o Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras).

Entra na conta da gestão petista a força que alguns setores podem ter entre os parlamentares. Para evitar inchaço, Lula apresentou o plano aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), antes do anúncio formal.

Ainda não há definição de quem será o relator da medida no Congresso nem do presidente da comissão mista que vai analisar o tema. Por ser uma MP, a proposta tem força de lei e passa a valer a partir da assinatura. No entanto, para não perder a validade, é preciso ser aprovada pelo Legislativo em até 120 dias.

Um dia antes do lançamento da MP, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o texto deve ter impacto reduzido nas contas públicas.

“Nós estamos absolutamente conscientes de que o impacto dele vai ser mínimo e será única e exclusivamente no limite do necessário para não deixar nenhuma empresa para trás”, destacou.

Definições

O pacote prevê, ainda, linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas afetadas, devolução de parte dos impostos de exportação pagos — por meio do Reintegra — e compras públicas.

A previsão inicial é oferecer acesso facilitado à linha de crédito. Lula afirmou que a medida “é só o começo”, mas a equipe econômica espera não ter de ampliar os benefícios.

“Você não pode colocar mais se você não sabe quanto é”, ponderou Lula em entrevista, um dia antes do lançamento da MP.

“Vai ser uma política de crédito, que a gente está pensando em ajudar sobretudo as pequenas empresas — o pessoal que exporta tilápia, frutas, mel e outras coisas, as empresas de máquinas. As grandes têm mais poder de resistência”, acrescentou.

A taxa de 50% foi anunciada por Trump em 9 de julho e começou a valer em 6 de agosto. A princípio, a tarifa seria aplicada a todos os itens do Brasil comprados pelos EUA. No entanto, ao oficializar a medida, o republicano deixou 694 produtos de fora do tarifaço.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.