Economia

Preço da mensalidade em escolas particulares da Paraíba vai subir 10% em 2026, diz Sinepe

As mensalidades das escolas particulares da Paraíba devem sofrer um reajuste médio de 10% em 2026. A informação foi confirmada, nesta quarta-feira (8), pelo presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Paraíba (Sinepe-PB), Odésio Medeiros, em contato com o Portal MaisPB.

“A lei continua a mesma, as escolas fazem sua planilha e depois fixam o valor do reajuste. É bem verdade que nós sabemos que não se pode aumentar tanto, porque os pais não aguentam. Então, a nossa mensalidade vai subir em torno de 10%”, revelou Odésio.

O que motiva o aumento das mensalidades?

O presidente revelou que o reajuste será realizado para suprir gastos com aumento de salários, aumento nos investimentos da educação, reformas nas estruturas das escolas e melhorias.

“Eu diria que 90% das escolas vai ficar na média de 10% [de reajuste]. Se bem que cada escola fixa o seu valor, mas nós orientamos que seja no máximo 10%, que é o período inflacionário”, concluiu Medeiros.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Prejuízo com adulteração de bebidas alcoólicas cresceu R$ 67,6 bilhões nos últimos 5 anos

Foto: Gravity Cut/Pexels

O prejuízo com adulteração de bebidas alcoólicas cresceu R$ 67,6 bilhões entre 2020 e 2025, segundo dados do FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade).

Veja o crescimento ao longo dos anos:

  • 2020 — R$ 17,6 bilhões
  • 2021 — R$ 17,6 bilhões
  • 2022 — R$ 72,2 bilhões
  • 2023 — R$ 72,2 bilhões
  • 2024 — R$ 85,2 bilhões

No ano passado, o Brasil perdeu 468,3 bilhões com o mercado ilegal, seja com os produtos ou com a sonegação de impostos. De todo o prejuízo, 85,2 bilhões foram apenas com a falsificação de bebidas alcoólicas — cerca de 18,2%.

O valor estimado em perdas é equivalente a 0,73% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil do mesmo ano, de cerca de R$ 11,7 trilhões. As bebidas alcoólicas ficam atrás apenas do vestuário, com R$ 87,36 bilhões, em lucratividade para o mercado ilegal.

“Quem opera no mercado ilegal obtém altos lucros gerados pela sonegação de impostos, sobretudo em setores de elevada carga tributária, como cigarros e bebidas. Esses ganhos, aliados ao baixo risco e à sensação de impunidade, tornam a atividade ainda mais atrativa para o crime organizado”, disse Edson Vismona, presidente do FNCP.

O mercado bilionário também tem impactado a saúde da população. Casos de intoxicação por metanol, álcool solvente usado na adulteração de bebidas, dispararam no Brasil.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Petrobras vende gasolina com valor mais alto do que o mercado internacional

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O preço da gasolina vendida pelas refinarias da Petrobras atingiu nesta semana o maior valor sobre a cotação internacional do produto desde que a estatal implementou sua nova política de preços dos combustíveis, em maio de 2023.

A estatal vem operando com a gasolina acima das cotações internacionais desde meados de junho, segundo indicadores da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

Na abertura do mercado desta sexta, a gasolina na refinaria da Petrobras era vendida por R$ 0,28 por litro a mais do que a paridade de importação calculada pela Abicom. Na média nacional, o prêmio foi de R$ 0,29 por litro.

A ANP divulga apenas dados semanais e por ponto de entrega. Na semana passada, a gasolina vendida pela Petrobras no porto de Santos, o maior do país, custava R$ 0,20 por litro a mais do que a paridade de importação calculada pela agência para aquela cidade.

Em nota, a Petrobras afirmou que o momento é de “alta volatilidade” dos preços e que sua política comercial proporciona períodos de estabilidade ao considerar “suas melhores condições de produção e logística”.

Ao implantar a nova política de preços, em 2023, a estatal buscava cumprir promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para “abrasileirar” os preços dos combustíveis. Para isso, disse que deixaria de seguir exclusivamente o conceito de paridade de importação.

A expectativa, cumprida nos primeiros anos após a implantação, era de preços mais baixos do que a cotações internacionais. A estatal contou com o auxílio da queda das cotações internacionais do petróleo e derrubou o preço da gasolina e do diesel em 17,5% e 27,2%, respectivamente.

A última vez em que Petrobras mexeu no preço da gasolina foi uma redução de 5,6% em junho. O prêmio da empresa aumentou nas últimas semanas com a queda na cotação internacional provocada pelo fim do verão nos Hemisfério Norte.

Importadores dizem que o cenário reabriu a janela de importações de gasolina por empresas privadas. Mas que a janela continua fechada no caso do diesel, que vem sendo vendida pela estatal por valor abaixo da paridade de importação também desde junho.

Na abertura do mercado desta sexta, o diesel vendido nas refinarias da companhia custava R$ 0,16 por litro a menos do que a paridade de importação medida pela Abicom. A companhia não mexe no preço desse combustível desde maio.

Nas bombas, os preços dos dois combustíveis têm tido pequenas variações nas últimas semanas, motivadas principalmente pelo aumento da mistura de biocobustíveis a partir de agosto. O preço médio da gasolina subiu R$ 0,01 por litro e o do diesel subiu R$ 0,02 por litro desde então.

Em nota enviada à Folha, a Petrobras disse que, por questões concorrenciais, “não antecipa decisões sobre manutenção ou reajuste de preços”.

Folhapress

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Imposto de Renda zerado até R$ 5 mil e desconto para salários até R$ 7.350: veja quanto vai sobrar no seu bolso

Foto: Arquivo

O novo projeto de lei do Imposto de Renda (PL 1.087/2025) vai muito além da isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A proposta, já aprovada pela Câmara nesta quarta-feira (1º) e em análise no Senado, prevê também um desconto escalonado para salários de até R$ 7.350.

Segundo o Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Tesouro Nacional), o benefício funciona de forma decrescente: quanto mais próximo de R$ 7.350, menor o desconto, até se extinguir totalmente nessa faixa. A fórmula garante que não haja saltos bruscos no valor do imposto.

Na prática, quem ganha R$ 5 mil e hoje paga IR deixará de pagar e terá uma economia de R$ 312,89 por mês, ou seja, mais de R$ 4 mil por ano.

Economia Estimada no Imposto de Renda (Nova Regra)

Salário Mensal (Quanto a Pessoa Ganha) Economia Mensal (Quanto Vai Sobrar no Bolso Por Mês) Economia Anual (Quanto Vai Sobrar no Bolso Por Ano)
R$ 5.000 R$ 312,89 R$ 4.067,60
R$ 5.158 R$ 291,86 R$ 3.794,16
R$ 5.272 R$ 276,70 R$ 3.597,04
R$ 5.500 R$ 246,32 R$ 3.202,19
R$ 5.600 R$ 233,01 R$ 3.029,10
R$ 5.698 R$ 219,96 R$ 2.859,48
R$ 6.000 R$ 179,75 R$ 2.336,75
R$ 6.800 R$ 73,23 R$ 952,04
R$ 7.000 R$ 46,60 R$ 605,86
R$ 7.100 R$ 33,29 R$ 432,78
R$ 7.200 R$ 19,98 R$ 259,69
R$ 7.350 Nenhuma (R$ 0,00) Nenhuma (R$ 0,00)

O governo calcula que abrirá mão de R$ 25,8 bilhões anuais com a medida. Para compensar, a proposta cria uma taxação extra de até 10% sobre rendas acima de R$ 600 mil ao ano — o que atinge apenas 0,13% dos contribuintes, segundo o Ministério da Fazenda.

Estarão na mira salários muito altos, aluguéis, dividendos e rendimentos no exterior. Mas ficam de fora heranças, aposentadorias por doença grave e indenizações. Lucros e dividendos gerados até o fim de 2025 também não serão taxados.

A expectativa do governo é arrecadar mais de R$ 34 bilhões por ano com essa taxação sobre os super-ricos.

Isenções ampliadas

Na reta final, o relator Arthur Lira incluiu mais aplicações financeiras na lista de isentos. Entraram títulos como LCIs, LCAs, CRIs, CRAs, LIGs, LCDs, além de Fundos Imobiliários (FIIs) e Fiagros.

Além disso, o parecer prevê que o governo terá um ano para enviar ao Congresso um projeto criando uma política nacional de atualização da tabela do IR, evitando que a defasagem volte a pesar no bolso da classe média.

Se aprovado no Senado ainda em 2025, o novo modelo passa a valer já nas declarações do Imposto de Renda de 2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Confira como ficará a nova tabela de isenção e desconto do IR

Quem deve fazer a declaração do Imposto de Renda (IRPF) em 2025, prazos e  regras - JOTA

Se o Congresso Nacional aprovar o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, a isenção total incluirá quem ganha até R$ 5 mil por mês, e haverá descontos gradativos para rendas até cerca de R$ 7.350.

De acordo com a proposta apresentada, a tabela ficaria assim:

Esses valores permitem visualizar como serão os escalonamentos de desconto: quem estiver acima da faixa de isenção mas abaixo do teto terá redução parcial.

A justificativa do governo é que essa mudança beneficiará milhões de pessoas e trará alívio tributário para quem recebe quantias mais modestas. Porém, para cobrir a perda de arrecadação, o projeto prevê outras medidas sobre rendas mais altas.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

INSS pagou R$ 15 milhões a entidade sem provar autorização de aposentados

Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

Documentos da Controladoria-Geral da União (CGU) enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) mostram que o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) pagou cerca de R$ 15 milhões a uma das entidades investigadas pela “farra do INSS” mesmo sem comprovação de autorização por parte dos aposentados.

A entidade que recebeu o valor milionário é a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), uma das entidades que mais arrecadaram em descontos associativos no período analisado nas investigações da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Desconto.

Segundo dados da investigação da PF, foram arrecadados cerca de R$ 484 milhões, a título de mensalidades associativas, entre janeiro de 2019 e março de 2024.

A entidade também tem ligação com Cícero Marcelino, um dos supostos operadores do esquema. Ele é assessor de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer.

A informação consta em nota técnica da CGU acerca do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre a entidade e o INSS para possibilitar os descontos, o qual, diz o órgão de controle, passou por “uma série de controvérsias e entraves administrativos que comprometeram sua execução”.

A controladoria aponta que, de início, o número de associados com descontos ativos vinculados à Conafer cresceu de forma “exponencial”, mesmo sem justificativa aparente, levando à instauração de procedimento administrativo para apuração da situação, inclusive com suspensão de repasses por indícios de descontos não autorizados.

A entidade, então, alegou passar por dificuldades operacionais para apresentar a documentação exigida, especialmente em função da pandemia de covid-19. A CGU ressalta, no entanto, que embora houvesse a alegada dificuldade técnica, a entidade ainda assim conseguiu cadastrar uma média de 600 autorizações diárias de desconto de mensalidade associativa no referido período.

Segundo a análise, a Conafer pediu três prorrogações de prazo para envio das fichas autorizativas dos associados – todas elas atendidas –,“o que demonstra uma condução pautada pela tentativa de manter o ACT vigente mesmo diante de reiterados descumprimentos por parte da entidade”.

Com relação a valores, a entidade pediu, em fevereiro de 2021, que o INSS refizesse uma análise dos valores bloqueados da competência de março de 2020, afirmando que houve retenção indevida dos repasses referentes a adesões realizadas naquele período, as quais não deveriam estar abrangidas pela suspensão.

Com base em auditoria contábil, a entidade apontou um valor total de R$ 9,4 milhões retidos de forma equivocada entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021. A solicitação foi formalizada em processo específico, resultando no repasse de recursos à entidade.

Meses depois, em abril de 2021, com os repasses anteriormente reclamados já devidamente repassados, a entidade fez outra solicitação, dessa vez fazendo menção a um despacho que liberou o repasse mensal em sua integralidade a partir de março de 2021.

A análise do pedido resultou no repasse do restante dos cerca de R$ 15 milhões para a Conafer, referentes aos valores retidos entre agosto de 2020 e março de 2021.

A CGU ressalta, no entanto, que, apesar dos repasses, a Conafer não chegou a comprovar a existência de autorizações dos associados para a efetivação de descontos, o que foi estabelecido como uma das condições impostas para uma eventual retomada dos descontos quando houve a sua suspensão.

Finalmente, em fevereiro de 2022, foi iniciado o processo de renovação do ACT entre a Conafer e o INSS. Nesse âmbito, a Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS (PFE), embora não tenha se oposto à celebração do acordo, apontou fragilidades quanto à dificuldade da Conafer em gerir a documentação necessária, e a falta de clareza com relação à qualidade de entidade sindical e relação com associados.

Parte das recomendações foi aprovada pelo procurador-geral do INSS à época, mas concluiu que a administração do órgão prosseguisse com a assinatura do ACT, desde que justificasse as orientações indicadas.

Segundo a CGU, o ACT foi assinado em junho de 2022 e, posteriormente, em maio de 2023, foi publicado o Primeiro Termo Aditivo ao ACT, eliminando a exigência de revalidação trienal da autorização de desconto de mensalidade associativa .

“A análise evidencia falhas procedimentais por parte do INSS, assim como divergência interna sobre a condução do caso […] A condução do processo foi marcada por decisões contraditórias e dificuldades técnicas na comprovação da legalidade dos descontos realizados. Ainda assim, o ACT foi renovado em junho de 2022 com vigência até 2027, o que demonstra a superação formal do impasse, embora permaneçam dúvidas quanto à eficácia dos controles e à adequação da conduta da Conafer durante todo o período”, afirma a CGU.

Defesa

Em resposta à coluna, o INSS afirmou que os apontamentos feitos pela CGU resultaram na deflagração da Operação Sem Desconto, que conta com a participação ativa do instituto.

Segundo o INSS, como medida imediata, todos os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) que envolviam descontos de mensalidades associativas diretamente em benefícios previdenciários e assistenciais foram suspensos e, além disso, o instituto tem atuado de forma “integrada” com a CGU, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e demais órgãos de controle para assegurar a responsabilização dos envolvidos.

“O INSS também está trabalhando para ressarcir os segurados lesados e garantir a recuperação dos valores desviados aos cofres públicos. Até o momento, já foram restituídos R$ 1,53 bilhão a 2,46 milhões de aposentados e pensionistas em todo o país”, disse.

“O Instituto reitera seu compromisso com a proteção dos direitos dos segurados, a integridade da gestão pública e a adoção de medidas firmes para impedir novas ocorrências. O INSS seguirá colaborando ativamente com as investigações, assegurando que os beneficiários da Previdência Social sejam plenamente protegidos”, concluiu o INSS.

Coluna de Fabio Serapião – Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Governo corta PAC e reduz recursos para continuidade de obras em andamento em 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu os recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o orçamento para a continuidade de obras em andamento em 2026.

Os pisos de saúde e educação, as despesas de funcionamento dos órgãos e outros programas, como o Pé-de-Meia, diminuíram o espaço para os investimentos. Apesar disso, os órgãos do governo dizem que não há risco de paralisação dos projetos.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 foi enviado ao Congresso em 29 de agosto. O piso de investimentos, equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), foi calculado em R$ 83 bilhões em investimentos públicos, um aumento de R$ 11,7 bilhões em relação ao ano anterior.

No total, o governo colocou R$ 85,6 bilhões no Orçamento de 2026, incluindo os financiamentos habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, mas, desconsiderando esses financiamentos, há uma tendência de queda nos investimentos em obras públicas.

Os recursos do PAC somaram R$ 52,9 bilhões, uma diminuição em relação aos R$ 60,5 bilhões programados no envio do Orçamento de 2025. Ao apresentar a proposta, o governo havia comparado o número à verba atual do programa (R$ 49,7 bilhões), sem os recursos que estão congelados, indicando aumento.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, houve crescimento na projeção do PIB em 2026, o que impactou o piso de investimentos.

Além da redução do PAC, o Executivo não cumpriu o piso de investimentos em andamento que havia sido indicado no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado em abril e que serve como base para a elaboração da proposta orçamentária.

A Constituição obriga a alocação de recursos para que as obras sejam concluídas e não fiquem paralisadas. Para 2026, o valor indicado no PLDO para essa finalidade é de R$ 25,6 bilhões, mas o orçamento programado é de R$ 19,2 bilhões.

Os investimentos em andamento são projetos com começo, meio e fim, que já tenham iniciado e que custem mais de R$ 10 milhões, como é o caso de grandes obras.

O Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que a queda de investimentos em andamento é resultado de três fatores: aumento da projeção do Produto Interno Bruto (PIB), que puxou o piso de investimentos para cima, ampliação dos pisos constitucionais de saúde e educação, que diminuem o espaço para os investimentos, e redução do PAC. A pasta destacou ainda que o PLDO autoriza a adequação à luz do cenário fiscal atualizado.

Obras paradas

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), metade das obras financiadas com recursos federais no País estão paralisadas. Até abril de 2025, das 22.621 obras mapeadas, 11.469 estavam paradas, o que representa 50,7% do total.

É o caso, por exemplo, da duplicação da BR-381, em Minas Gerais, da implantação do sistema de macrodrenagem de águas pluviais e de marés, em Santos (SP), e da construção do Hospital Oncológico de Brasília, no Distrito Federal.

Em Brasília, a construção do hospital destinado ao atendimento de pacientes com câncer é orçada em R$ 119,8 milhões, começou em 2016 e deveria ser entrega à população em 2025, mas teve várias idas e vindas com falhas no projeto e na licitação e não andou. Só 2,07% da obra foi executada.

O local da construção tem mato crescendo em volta, escavações e algumas estruturas metálicas separadas em canteiros que lembram mais um cemitério que um hospital.

Segundo o governo do Distrito Federal, a documentação do projeto está em fase de aprovação pela Secretaria de Saúde do DF para que a Caixa, responsável pelo contrato, autorize uma nova licitação.

A lei não estabelece punição para o não cumprimento do piso de investimentos em andamento. Para o diretor de Planejamento e Economia da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Roberto Guimarães, no entanto, a situação prejudica a continuidade de obras e a economia como um todo, que depende dos investimentos para crescer.

“Parar uma obra traz dois problemas principais. O primeiro é que você não colocada aquele equipamento público à disposição da sociedade, e o segundo é o custo de manter isso, pois o setor público tem que contratar vigilância e manutenção daquele equipamento”, diz Guimarães.

De acordo com a Abdib, os investimentos em infraestrutura totalizaram 2,22% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, o maior valor desde 2010, dos quais 80% corresponderam a investimentos do setor privado, mas o País precisaria de quase o dobro (4,31%) para impulsionar a economia.

“Vimos uma recuperação dos investimentos públicos em 2023, após terem caído muito, mas já é possível observar uma queda novamente. Não houve políticas para redução de despesa corrente e onde que está sendo feito o ajuste? De novo, nos investimentos”, afirma o diretor.

O Orçamento de 2026 traz uma tendência de queda dos investimentos da União, quando se excluem os valores destinados a financiamentos habitacionais.

Em 2023, o arcabouço instituiu o piso de investimentos considerando os recursos repassados diretamente às obras e tradicionalmente classificados como investimentos e as inversões financeiras destinadas a financiamentos habitacionais, como é o caso dos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida.

Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

PB tem 5º maior crescimento na abertura de pequenos negócios

A abertura de pequenos negócios no território paraibano soma a quinta maior variação em percentual do país entre os meses de janeiro a agosto deste ano, comparado ao mesmo período do ano anterior. O crescimento consta no resultado de um levantamento divulgado pelo Sebrae, que considera o registro de novos empreendimentos e destaca o estado com o número de 25,5%. No Brasil, a média observada neste período é de 20,4%.

Conforme os dados, à frente da Paraíba aparecem apenas os estados do Amazonas (36,5%), Piauí (29,4%), Ceará (29,1%) e Sergipe (26,5%). Para a gerente da Unidade de Gestão Estratégica e Monitoramento do Sebrae/PB, Ivani Costa, o indicativo positivo reflete uma combinação de fatores. “De um lado, essa realidade é influenciada pelo dinamismo da economia estadual, que mostra sinais de movimento em áreas como serviços, comércio e construção civil, impulsionados pela interiorização do consumo e por novos polos de desenvolvimento. De outro, há um movimento muito forte de pessoas que identificaram oportunidades no mercado local e passaram a empreender como alternativa de geração de renda, autonomia e realização pessoal”, explica.

Ivani Costa enfatiza ainda que, em estados como a Paraíba, onde a cultura empreendedora tem se consolidado cada vez mais, o crescimento de 25,5% se traduz tanto na capacidade de resposta às mudanças do cenário econômico, quanto pela confiança dos empreendedores paraibanos em transformar ideias em negócios concretos.

Além do destaque na variação do registro de novos negócios quando se observa o período dos primeiros oito meses dos anos de 2024 e 2025, a Paraíba aparece na estatística como o quarto estado da região Nordeste que acumula o maior número de pequenos negócios registrados neste ano. Foram 44.317 empreendimentos.

Completam o levantamento os estados da Bahia (153.206), Pernambuco (99.236) e Ceará (99.970) liderando a estatística e os demais Maranhão (43.349), Rio Grande do Norte (37.031), Alagoas (30.765), Piauí (27.159) e Sergipe (23.050).

Apoio aos pequenos negócios

Neste cenário de crescimento e novas oportunidades, Ivani Costa, ressalta que a instituição tem sido um ator estratégico nesse processo. “Além do apoio direto com capacitações, consultorias e orientações para quem deseja abrir ou consolidar sua empresa, o Sebrae vem ampliando o acesso a ferramentas digitais, inteligência de dados e programas de inovação que ajudam o empreendedor a reduzir riscos e tomar melhores decisões”, disse.

Outro ponto importante, segundo Ivani Costa, se concentra na articulação com o ecossistema local, que inclui parcerias estratégicas com universidades, instituições financeiras e governos. “Isso têm criado um ambiente mais favorável para o surgimento e a sustentação de novos negócios. Isso significa que, para além de incentivar a formalização, o Sebrae contribui para que cada empreendimento tenha mais condições de prosperar — fortalecendo o desenvolvimento local e ampliando o impacto econômico e social da Paraíba”, conclui.

Realidade nacional

Considerando o cenário de Brasil, São Paulo (29,1%), Minas Gerais (10,7%) e Rio de Janeiro (8,1%) são os estados com o maior registro de abertura de pequenos negócios até o mês de agosto de 2025. Neste mesmo período, os números revelam que a categoria do Microempreendedor Individual (MEI) foi a que cresceu (22,2%) em comparação com o mesmo período de 2024, enquanto as Micro e Pequenas Empresas (MPE) tiveram avanço de 14,7% no mercado.

Mês de agosto

Os setores de serviços (262.127) e comércio (87.585) foram responsáveis pela maioria das oportunidades de novos empreendimentos que surgiram no ambiente de negócios do país. O restante da estatística é complementado pela indústria transformação (32.262), construção (26.653), agropecuária (3.126), SIUP (487) e atividade extrativa mineral (111).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Preço da energia sobe além da inflação em 2025

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Após um alívio em 2024, quando caiu 0,37%, o custo da conta de luz voltou a pesar no bolso do brasileiro neste ano e fechará 2025 com uma alta acima da inflação média. A alta nas tarifas de eletricidade é reflexo do crescimento do custo com subsídios e das chuvas abaixo da média. Com menos chuva, o nível dos reservatórios cai e, portanto, a geração pelas usinas hidrelétricas se reduz, o que obriga o sistema nacional a usar mais a energia gerada pelas termelétricas, cujo custo é mais elevado.

Com isso, a conta de luz residencial deverá ficar 7% mais cara este ano, segundo projeção do economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, feita a pedido do GLOBO. Enquanto isso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação do país, calculado pelo IBGE, deverá fechar 2025 em 4,85%, segundo o resultado mais recente do Boletim Focus, compilado semanal de estimativas de analistas feito pelo Banco Central (BC).

Bandeiras desde maio

O cálculo de Serrano foi feito com base em dados do IBGE e considera os reajustes anuais dos preços cobrados pelas distribuidoras, impostos e encargos, e as bandeiras tarifárias. As últimas funcionam como uma taxa extra, cobrada sempre que o sistema elétrico usa mais as fontes de geração mais caras, como as usinas termelétricas.

  • 815,5 KW: Leilão de energia para hidrelétricas atrai R$ 5,4 bi em investimentos

Desde maio, as contas estão com bandeira amarela, por determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em junho e julho, vigorou a bandeia vermelha, patamar 1. Em agosto, foi a vez da bandeira vermelha, patamar 2, a mais cara de todas — para setembro, a Aneel manteve a cobrança extra no máximo.

Com isso, a tarifa de eletricidade chegou a acumular alta de 10,2% no IPCA até julho, conforme os dados do IBGE. Em agosto, esse item ficou 4,1% mais barato, e ajudou na deflação registrada mês passado, mas a queda foi explicada por um fator sazonal: o pagamento de R$ 936 milhões do bônus de Itaipu a consumidores residenciais urbanos e rurais.

Com a bandeira vermelha, em setembro, a tarifa deverá voltar a subir e acumular alta de 16%, em média, em todo o país, nas contas de Serrano.

  • Bandeira vermelha 2: mudança de hábitos e troca de aparelhos podem reduzir conta de luz em até 35%

A partir de outubro, o economista do Banco BMG vê uma desaceleração. Serrano trabalha com o cenário de bandeira amarela ou verde a partir de outubro ou novembro, quando começa o período de chuvas no Centro-Sul do país. Por isso, a projeção para o ano cairia a 7%. Só que tudo depende da intensidade das chuvas nas regiões onde ficam as hidrelétricas.

— O resultado final da energia elétrica em 2025 vai depender de que bandeira vamos terminar o ano — disse Serrano.

No ano passado, agosto tinha bandeira verde, e setembro foi bandeira vermelha, patamar 1, o que indica uma piora no cenário de 2025.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Preço do botijão de gás vai aumentar na Paraíba; veja valor

O valor do botijão de gás de cozinha terá reajuste na Paraíba a partir da proxima segunda-feira (15). O aumento das revendedoras será de 5% no preço atual, gerando um impacto de R$ 7 a mais.

O presidente do Sindicato das Revendedoras de Gás da Paraíba, Marcos Antônio, justificou que a mudança é comum no mês de setembro, quando os comerciantes calculam os custos com o preço vigente.

“Todo o começo de setembro acontece esse aumento. Por que? Trata-se da data base do dissídio coletivo das distribuidoras. Ele [o sindicato] faz um somatório do dissídio, mais o gasto de água, de energia e todos o insumos e joga no preço [do botijão]”, explicou o presidente.

No estado, o botijão de gás custa em média R$ 110. Com a mudança, pode chegar a ficar entre R$115 a R$120. O aumento será aplicado em todas as revendedoras do país.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.