A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (22) a redução, em 6%, do preço do GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha vendido em botijão. É a segunda queda no preço do gás este mês.
Com a redução, o preço médio cobrado das distribuidoras pela estatal passa de R$ 4,0265 por quilo para R$ 3,7842/kg a partir de sexta-feira (23) – equivalente a R$ 49,19 por 13 quilos (o peso do conteúdo do botijão comum).
O preço do GLP havia sido alterado pela última vez no dia 13 de setembro, quando o quilo passou de R$ 4,23 para R$ 4,03, equivalente a R$ 52,34 por 13 kg. Em abril, já havia sido reduzido de R$ 4,48 para R$ 4,23 por kg.
Antes, no entanto, vinha em trajetória de alta: em março, o gás de cozinha vendido pela Petrobras havia sido reajustado em 16,1%. Em outubro do ano passado, a alta havia sido de 7,2%. E em julho do mesmo ano, de 6%.
O ministro da economia, Paulo Guedes, questionou o número de brasileiros em situação de insegurança alimentar no país, nesta quarta-feira (21).
“É impossível ter 33 milhões de pessoas passando fome. Por mais que tenha havido inflação, não foi três vezes mais. O poder de compra está mais do que preservado por essa nova transferência de renda”, disse mais uma vez durante sua fala.
Guedes se referia aos dados divulgados pelo 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), e divulgados em junho deste ano.
O presidente Jair Bolsonaro também negou a escalada da fome este ano. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, em agosto, Bolsonaro disse que não se vê gente “pedindo pão” na porta de padaria, no Brasil.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (20) novas regras no cálculo das tarifas de transmissão de energia elétrica. Com a mudança, previstas para serem aplicadas em 2023, os geradores do Nordeste serão mais onerados, enquanto os consumidores da região serão beneficiados com uma redução no valor da conta de luz.
Segundo a agência, o objetivo da mudança é buscar o equilíbrio de pagamento entre os usuários da rede de transmissão de energia. O relator do processo, diretor Hélvio Neves Guerra, disse que a regra atual fazia com que os consumidores do Nordeste e Norte pagassem mais do que deveriam, enquanto os geradores dessas regiões estavam pagando menos.
“O sistema de transmissão é um condomínio onde custo é distribuído entre todos os usuários. Se o gerador paga menos, o consumidor paga mais”, alertou.
Como as usinas instaladas nas regiões Norte e Nordeste produzem a maior quantidade de energia do país, os consumidores terão que pagar R$ 1,23 bilhão a menos por ano no uso da rede de transmissão.
O alívio médio nas tarifas dos consumidores da Região Nordeste será de 2,4%, em média. Dos consumidores do Norte, 0,8%, em média. No entanto, a redução só será sentida integralmente pelos consumidores em 2028, após o período de transição, que será de cinco anos.
Por outro lado, as geradoras de energia distantes dos grandes centros de consumo passarão a pagar mais, uma vez que usam mais a rede de transmissão. Nos últimos anos, com a entrada da usina hidrelétrica de Belo Monte em operação na Região Norte, além de diversas usinas eólicas no Nordeste, a geração de energia das duas regiões passou a ser superior à demanda local.
Assim, o excesso passou a ser exportado para o Sudeste, Centro-Oeste e Sul. A Associação Brasileira de Energia Eólica (AbEEólica) entrou na Justiça para barrar a mudança, mas não obteve resultado favorável.
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (19) nova redução no preço do diesel vendido às distribuidoras. Os preços dos demais combustíveis não foram alterados.
Com a redução, que começa a valer na terça, o preço médio de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 5,19 para R$ 4,89 por litro, uma redução de R$ 0,30 por litro, equivalente a 5,8%.
“Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”, diz a petroleira em nota.
A última redução havia sido em 12 de agosto, quando o preço do litro caiu de R$ 5,41 para R$ 5,19.
Preço nas bombas
Pesquisa divulgada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostrou que, na semana passada, o valor médio do litro do diesel pago pelos consumidores nas bombas ficou em R$ 6,84 – uma redução de 0,58% em relação à semana anterior. É o preço mais baixo desde a semana encerrada em 7 de maio de 2022 (R$ 6,63).
Segundo a estatal, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,67, em média, para R$ 4,40 a cada litro vendido na bomba.
Já são 12 semanas consecutivas que o mercado financeiro projeta para baixo a inflação em 2022 e alta para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central.
A expectativa dos economistas entrevistados pelo BC, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, deve fechar 2022 em 6%, ante 6,4% da semana anterior. Há um mês a previsão era de 6,82%.
Para 2023, a previsão também é de queda pela quinta semana, passando de 5,17% para 5,01%. Já para 2024, o mercado financeiro projeto alta para o IPCA, de 3,50%, sendo que na semana passada essa expectativa era de 3,47%.
A projeção para a inflação em 2022 se mantém acima da meta estipulada pelo Conselho Monetária Nacional (CMN), que tem como centro 3,5%, podendo chegar a 5% com o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Para 2023 e 2024, as metas do CMN são de 3,25% e 3%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.
Produto Interno Bruto
O mercado financeiro também projeta alta para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pela décima segunda semana consecutiva. A expectativa desta semana é de crescimento de 2,65% para o PIB em 2022, ante 2,39% da semana anterior. Há um mês, o mercado previa o crescimento do PIB neste ano em 2,02%.
Para 2023, as expectativas para a atividade econômica do país ficaram mantidas em 0,50%. Para 2024, a previsão é de baixa no crescimento do PIB, passando de 1,80% para 1,70%.
Taxa de juros
A expectativa do mercado financeiro para a taxa básica de juros, a Selic, permanece em 13,75% para o fim de 2022 pela décima segunda semana. Para 2023 e 2024, a perspectiva foi mantida em 11,25% e 8%, respectivamente.
Câmbio
Tudo igual para a cotação projetada para o dólar, que foi mantida em R$ 5,20 para 2022 e 2023. Para 2024, a perspectiva é que o dólar feche o ano em R$ 5,11, ante R$ 5,10 da semana anterior.
Andrew McCormack, chefe do centro de inovação do BIS (Banco de Compensações Internacionais) em Singapura, mistura cautela e otimismo quando fala do desenvolvimento do Nexus, o “Pix global”.
Em entrevista à Folha, o diretor comentou o futuro do projeto que permitirá pagamentos entre países e diferentes moedas em até 60 segundos e disse que o Pix, lançado no Brasil em novembro de 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro.
O projeto, que revolucionou o pagamento instantâneo no país, está no topo da lista dos sistemas que poderiam se juntar ao Nexus.
A realização de um projeto-piloto do Nexus está no cronograma?
Se tivermos sucesso, e estamos cautelosamente otimistas, um piloto seria logicamente a próxima fase, então, começaríamos esse trabalho no início de 2023. Essa é certamente nossa esperança e expectativa. Há gestão de ‘stakeholders’ [grupos de interesse] e alinhamento com quem seriam os participantes do piloto e o próprio BIS, então, é muito cedo para anunciar o que vai acontecer, mas esperamos fazer um piloto na sequência.
O Brasil, que tem o Pix, poderia ser incluído em algum teste?
O Pix definitivamente está se destacando internacionalmente como um grande sucesso em termos de transformação do mercado de pagamentos em tempo real, e entendemos ter sido bem aceito no país. Certamente estamos abertos a essa discussão, mas, para deixar claro, não tivemos essa discussão com o Banco Central.
Pode fazer uma comparação do Pix com um sistema como o Nexus?
Pensando nos sistemas aos quais o Nexus deve ser capaz de se conectar, o Pix estaria no topo da lista, visto que que tem todos os atributos que queremos ver no sistema. Tem infraestrutura moderna, é liquidado em moeda do Banco Central, é regulamentado. Do nosso ponto de vista, ele cumpre todos os principais requisitos que gostaríamos de ver em termos dos sistemas que poderiam se juntar ao Nexus, se conseguirmos colocá-lo de pé.
Alguma consideração final?
Parte do que mencionei é especulativo em termos do que esperamos fazer no próximo ano. Temos boas intenções de prosseguir com este programa de trabalho, mas só para deixar claro, ainda estamos saindo do segundo ano da fase de prova de conceito, então, certamente um piloto é uma aspiração, mas não está garantido neste momento.
Foto: BIS
RAIO-X
Andrew McCormack, 47
Chefe do centro de inovação do BIS (Banco de Compensações Internacionais) em Singapura. Foi CIO (chefe de tecnologia da informação) da Payments Canada. Tem um MBA da Ivey Business School e graduação em ciência da computação pela Carleton University, no Canadá.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi a um posto de gasolina em Londres neste domingo (18.set.2022) para comparar o preço do combustível com o do Brasil. Segundo ele, o preço brasileiro é um dos mais baratos do mundo. O chefe de Estado está no Reino Unido para o funeral da rainha Elizabeth 2ª.
“Estou aqui em Londres, Inglaterra, e o preço da gasolina: £ 1,61. Isso dá aproximadamente R$ 9,60 o litro. Praticamente o dobro da média de muitos Estados do Brasil. Então, a gasolina, é uma realidade, uma das mais baratas do mundo”, declarou no vídeo compartilhado por seus apoiadores e pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria.
Ao compartilhar o vídeo, o ministro Fábio Faria disse que ao comparar o Brasil com outros países é possível perceber que o país está “no rumo certo”.
O Brasil tem a 6ª menor inflação do G20 em 2022. O índice de preços do país está em 4,4% na taxa acumulada de janeiro a agosto, menor do que nações como União Europeia (7,6%), Reino Unido (7,1%) e Estados Unidos (5,4%). O levantamento é do economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a pedido do Poder360.
O país está distante das taxas mais altas, como da Argentina (55,7%), Turquia (47,8%) e Austrália (10,5%) no acumulado de 2022. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro a agosto também está menor que outros países e regiões com taxas historicamente baixas, como Alemanha (7%), Canadá (6,4%) e França (5,1%).
Só Coreia do Sul (4,4%), Indonésia (3,6%), Japão (2,8%), Arábia Saudita (2,6%) e China (1,6%) têm taxas menores do que o Brasil. Economistas ouvidos pelo Poder360 indicam 2 fatores para a desaceleração do índice de preços brasileiro: 1) a queda de impostos, como o ICMS, por exemplo; 2) o aumento da taxa de juros pelo Banco Central, lá em março de 2021, que agora traz resultados.
Após dois meses consecutivos de queda, a inflação do Brasil é agora inferior às de alguns países desenvolvidos, incluindo os membros da zona do euro e o Reino Unido. Além disso, se aproximou do índice dos Estados Unidos.
O movimento ocorre em meio à deflação no Brasil, enquanto a Europa continua enfrentando os preços em alta e os Estados Unidos começam a ver sinais de queda de inflação, mas ainda lenta, indicando que o pico de preços já foi superado.
Ao CNN Brasil Business, especialistas afirmam que essa diferença no comportamento da inflação nesses países se deve a uma série de fatores. Considerando o Brasil, citam a condução do ciclo de alta de juros pelo Banco Central, queda no preço do petróleo e cortes de impostos.
Diferenças em 2022
Stephan Kautz, economista-chefe da EQI, vê uma melhora na situação inflacionária brasileira em relação aos Estados Unidos e à Europa. O continente, avalia, enfrenta atualmente um cenário oposto, de aceleração da inflação.
O quadro brasileiro seria inclusive mais positivo que o de outros vizinhos latino americanos, como a Argentina, o Chile e o México, que também veem suas inflações subirem.
Já na comparação com os Estados Unidos, “a melhora não é tão significativa. Lá, a inflação de núcleo e número cheio pelo IPC deram uma parada, o que dá melhora na margem”, explica.
O economista ainda vê um alívio da inflação brasileira concentrada em alguns grupos, como de bens duráveis e, especialmente, de combustíveis, barateados pelo novo teto de cobrança do ICMS e pela queda no preço do petróleo, permitindo reajustes pela Petrobras.
Kautz destaca que, desde julho, a inflação brasileira recuou cerca de dois pontos percentuais, enquanto a europeia avançou mais de quatro. Além da diferença nos números, há também dinâmicas inflacionárias diferentes.
“Pegando núcleo [que exclui itens como alimentos e energia], a comparação fica difícil. O nosso está em 10,4%, a deles está em 4,3%, mesmo acelerando está abaixo da nossa”, observa.
O dado, afirma o economista, mostra como a maior parte da inflação na Europa ainda está concentrada nos combustíveis e na energia, mais especificamente o gás natural, cujo preço disparou com a guerra na Ucrânia.
Diferente dos Estados Unidos, não ocorreram aumentos salariais significativos a ponto de aumentar a demanda e fazer os preços subirem. Esse quadro, porém, deve mudar quando forem negociados reajustes no fim do ano, o que indica que a inflação europeia ainda deve subir nos próximos meses.
Mesmo entre os países europeus, a dinâmica inflacionária tem sido diferente. A inflação do Reino Unido, por exemplo, é maior que a da zona do euro.
Kautz atribui o número a uma “matriz de consumo doméstico muito focada no gás, não russo, produzido internamente, mas negociado internacionalmente. Teve alta de preço forte, e subiu preço interno também”.
Ele avalia que, com a mudança de governo, pode ocorrer uma mudança no teto de reajuste de preço permitido, além de subsídios às famílias, o que abriria margem para uma queda rápida da inflação.
Esse quadro também simboliza o que Kautz afirma terem sido intervenções na Europa para aliviar os efeitos dos preços maiores de energia. No caso brasileiro, ele diz que a única intervenção feita foi na gasolina, e em quantidade menor que na Europa.
“Ter menos intervenções é bom, porque deixa a economia se ajustar, na medida que o preço sobe, consome menos. Importante que o sistema de preços esteja funcionando, ativo”, opina.
Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Órama, avalia que o Brasil tem tido “várias semanas de queda expressiva da inflação”, o que ajuda a criar um ambiente inflacionário melhor, mesmo com uma concentração dessa redução nos preços de combustíveis.
Além dos elementos ligados aos preços do petróleo, o economista cita como diferencial a atuação do Banco Central, que iniciou o ciclo de alta de juros mais cedo que a maioria dos países.
“O Banco Central fez uma alta significativa de juros, e estamos colhendo uma parte da vitória agora”, diz.
Ele lembra que o quadro de inflação é positivo mesmo desconsiderando os cortes do ICMS e combustíveis, já que o índice de difusão da inflação caiu de mais de 80% para perto de 60%, com recuo nos preços dos alimentos.
Já os bancos centrais dos Estados Unidos, o Federal Reserve, e da zona do euro, o Banco Central Europeu (BCE), demoraram a combater a inflação.
“Há um ano, o Fed discutia se a inflação era transitória, o juro estava baixo, agora precisam correr atrás diante de inflações altíssimas. É a maior inflação em 40 anos, e além disso a situação na Europa está muito grave em termos de energia, agora entra o inverno”, observa.
Na visão de Espírito Santo, os bancos centrais “deveriam ter agido muito antes. Se tivessem atuado como o nosso, provavelmente a inflação não estaria no patamar que está agora, e aí precisa correr atrás, e quanto mais espera, mais precisa correr para alcançar”.
O turismo brasileiro faturou R$ 18,3 bilhões em julho, informou hoje (16) o Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Segundo a federação, isso significou crescimento de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado e o resultado foi impulsionado pelas férias escolares.
Em comparação a julho de 2019, antes da pandemia de covid-19, o faturamento foi 2% inferior.
O segmento que mais contribuiu para a alta do turismo no mês de julho foi o do transporte aéreo, que cresceu 86,8% no comparativo anual, seguido pelos serviços de alojamento e alimentação (22%) e pelas atividades culturais, recreativas e esportivas (18,8%).
Em valores absolutos, o setor de transporte aéreo contribuiu com R$ 6,2 bilhões desse total de faturamento do setor. Já os serviços de alojamento e alimentação faturaram R$ 5,2 bilhões. O setor de transporte terrestre, composto por ônibus intermunicipal, interestadual e internacional, além de trens turísticos, somou R$ 2,9 bilhões.
Em seguida apareceram os segmentos de locação de veículos, agências e operadoras de turismo (faturamento de R$ 2,7 bilhões em julho); de atividades culturais, recreativas e esportivas (R$ 1,27 bilhão); e de transporte aquaviário (R$ 49 milhões).
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