Economia

PEC fura-teto deve elevar dívida pública para até 108,4% do PIB

 

PEC fura-teto apresentada pelo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve elevar a dívida pública para 92,9% do PIB (Produto Interno Bruto) até o final do mandato, em 2026. Em um cenário em que a Selic, a taxa básica de juros, se mantém em 13,75%, a dívida pode chegar a até 108,4% do PIB daqui a 4 anos.

O cálculo é de relatório da XP Investimentos publicado nesta 5ª feira (17.nov.2022). O documento, assinado pelo economista Tiago Sbardelotto, considera um crescimento real de 2% nas despesas. Hoje, o endividamento é de 76%.

O documento diz que o aumento nas despesas do governo “deve afetar a inflação pelos canais do câmbio e das expectativas”, forçando o BC a manter a taxa de juros alta para frear a pressão inflacionária. Isso “geraria uma trajetória ainda mais inclinada para o crescimento da dívida pública”, segundo a XP.

O relatório fala na necessidade de uma nova âncora fiscal para evitar a “elevação do custo da dívida pública, dos juros e, possivelmente, depreciação do real”. “Portanto, é fundamental que o novo governo defina o mais breve possível como a expansão fiscal neste momento será acomodada para conduzir as finanças públicas a uma trajetória sustentável”, finaliza a XP.

Poder360

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Brasil

“Vai aumentar o dólar, cair a bolsa? Paciência!”, diz Lula ao defender o fim do teto de gastos

O presidente eleito Luis Inácio Lula da Silva (PT) ignorou mais uma vez a repercussão negativa no mercado sobre a proposta que retira os programas sociais do teto de gastos. “Vai aumentar o dólar, cair a bolsa? Paciência. O dólar não cai por conta da pessoas sérias, mas dos especuladores”, disse Lula durante o discurso na COP-27 neta quarta-feira (17).

Logo após a fala de Lula o Ibovespa caía 2,58%, aos 110.554,47 pontos. “O mercado ficou indiferente ao discurso do Lula na COP 27”, diz Juan Espinhel, especialista em investimentos da Ivest.

“Tinha bastante coisa acontecendo fora a conferência, principalmente com o petróleo caindo lá fora e a incerteza com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição”, explica.

O foco do mercado agora está na discussão fiscal e como o novo governo fará para financiar todos os programas sociais prometidos. Uma incerteza que tem penalizado a Bolsa brasileira nas últimas semanas.

“Os movimentos observados na sessão de hoje, com a bolsa operando com forte baixa e os juros futuros em alta, sugerem que as atenções se concentram, na verdade, nos rumores sobre possíveis nomes para o Ministério da Fazenda, ou até mesmo a exclusão dos pagamentos de benefícios sociais do teto de gastos pelos próximos quatro anos”, destaca Matheus Pizzani, economista da CM Capital.

Com informações do E-Investidor

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Brasil

Petrobras reduz em 5,3% o preço do gás de cozinha nas refinarias

A Petrobras anunciou no início da noite desda quarta (16) que vai reduzir o preço médio de venda do gás liquefeito de petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha, a partir desta quinta (17).

O preço pago pelas distribuidoras será reajustado de R$ 3,7842 por quilo (kg) para R$ 3,5842/kg. Isso equivale a R$ 46,59 por botijão de 13kg, ou uma redução média de R$ 2,60 por 13 kg.

A Petrobras afirma que a redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a sua prática de preços.Segundo a estatal, o objetivo é buscar o equilíbrio dos seus preços com o mercado sem o repassar para os preços internos a volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio.

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Economia

PEC de Transição: Auxílio fora do teto assusta mercados e bolsa cai 2%

Ibovespa fecha em forte queda, com PEC da Transição e novo nome da Fazenda  no radar | Economia | G1

A PEC de Transição continua no radar dos investidores, e uma notícia divulgada mais cedo pelo jornal Folha de S.Paulo de que a equipe de Luiz Inácio Lula da Silva deve propor ao Congresso a retirada dos gastos sociais do teto de gastos por quatro anos trouxe volatilidade para a bolsa.

De acordo com o jornal, a PEC de Transição deve indicar um gasto de R$ 175 bilhões para o Bolsa Família fora do teto (valor que tem sido chamado de waiver, ou “perdão”, pelo mercado) em 2023, e com previsão para que os gastos sociais fiquem fora do limite fiscal até o final do mandado de Lula.

Embora o waiver não seja novidade, o mercado não gostou da sinalização de que o teto poderá ser rompido também nos próximos anos, pois esse é um indicativo de que a dívida pública pode seguir em trajetória de alta, o que impactaria a inflação e os juros em médio e longo prazo.

O Ibovespa, principal índice da bolsa, operou em baixa durante quase toda a sessão e fechou o dia em queda de 2,5%, aos 110.227 pontos. O dólar avançou 1,5%, para os R$ 5,38.

Metrópoles

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Economia

13º salário deve injetar quase R$ 3 bilhões na economia da Paraíba, até o fim do ano


A economia paraibana deverá receber até o fim de 2022 cerca de R$ 2,8 bilhões com a injeção do 13º salário, aproximadamente 1,3% do total do Brasil e 7,2% da região Nordeste. Esse montante representa em torno de 3,2% do PIB estadual. A média de valores por pessoa é estimada em R$ 1.886. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PB).

Segundo os cálculos, 1,3 milhão de pessoas devem receber o 13º no estado. O número equivale a 1,57% do total que terá acesso ao benefício no Brasil. Em relação à região Nordeste, corresponde a 7,63%.

Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 50,7%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 48,1%. O emprego doméstico com carteira assinada responde por 1,3%.

Em relação aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados ficam com 61,5% (R$ 1,73 bilhão) e os beneficiários do INSS, com 28,5% (R$ 802,1 milhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do Regime Próprio do Estado caberão 7,5% (R$ 211,7 milhões) e aos do Regime Próprio dos Municípios, 2,5% (R$ 71,5 milhões).

Portal Correio

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Economia

Paraíba terá orçamento de R$ 17 bi em 2023

Os poderes que constituem a Paraíba terão R$ 17,6 bilhões de reais em caixa para o orçamento de 2023. É o que prevê a Lei Orçamentária Anual (LOA) em tramitação na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Nesta quarta-feira (16), a Comissão de Orçamento, Fiscalização, Tributação e Transparência aprovou o texto enviado pelo governador João Azevêdo (PSB) sobre o exercício financeiro para o próximo ano. O texto foi aprovado pelos deputados Branco Mendes, Buba Germano, Ricardo Barbosa, Tovar Correia Lima, Wilson Filho e Júnior Araújo, relator da matéria.

O Projeto de Lei 4.032/2022 estima a receita e fixa a despesa para o exercício financeiro de 2023 em R$ 17.635.592.015,00 (dezessete bilhões, seiscentos e trinta e cinco milhões, quinhentos e noventa e dois mil e quinze reais). “A proposta apresentada para o orçamento do próximo ano respeita, além dos princípios constitucionais, às normas gerais de direito financeiro para a elaboração e controle do orçamento público”, destacou Júnior Araújo.

Para o ano de 2023, a Reserva para Cobertura de Emendas Parlamentares – as chamadas Emendas Impositivas – saltou de 0,4% em 2022 para 0,7%, cujo valor total será de R$ 106.390.228,00 (cento e seis milhões, trezentos e noventa mil, duzentos e vinte oito reais), o que corresponde ao valor de R$ 2.955.284,00 (dois milhões, novecentos e cinquenta e cinco mil, duzentos e oitenta e quatro reais) para cada parlamentar da Casa de Epitácio Pessoa, para atender às Emendas Individuais Impositivas, com a destinação obrigatória de 50% desse valor para ações em serviços público em saúde. “O aporte destinado à Emendas Individuais Impositivas teve um aumento de 67,7% em relação ao orçamento do ano de 2022”, explicou o relator.

Para o presidente da Comissão, Branco Mendes, o empenho dos parlamentares e técnicos da Casa foi primordial para a elaboração da LOA em um prazo adequado para aplicação. “Nós tivemos uma participação importante na produção dessa peça. Fizemos audiências, reuniões, fomos aos secretários e, Graças a Deus, nós conseguimos chegar ao dia de hoje já com esse parecer preliminar. Com certeza, vamos chegar até o dia 20 com o parecer e a LOA aprovada, diante do trabalho que fizemos. Só temos a agradecer a todos os pares que fazem parte da Comissão e a todos os técnicos da Assembleia, que contribuíram muito para o bom funcionamento da Comissão do Orçamento”, ressaltou.

Branco Mendes também comemorou o aumento da porcentagem das Emendas Impositivas no orçamento, com a aprovação do Governador João Azevedo. “Também enaltecer o bom entendimento do nosso Governador, que deu um passo importante para que nós pudéssemos instalar a Emenda Impositiva para casa parlamentar; foi fundamental no entendimento, nas conversas. Começamos com 0,4 e já estamos com 0,7% do orçamento destinados para essas emendas”, explicou.

Após a aprovação do relatório preliminar da LOA 2023, os parlamentares terão de 17 de novembro até 1º de dezembro para apresentação de emendas, antes do Perecer Definitivo.

MaisPB

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Brasil

Em quase dois anos, PIX se consolida como meio de pagamento mais usado no país

Ao longo de quase dois anos de funcionamento, o PIX se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. De 16 de novembro de 2020, data em que começou a funcionar no país, até o último dia 30 de setembro, foram 26 bilhões de transações feitas no sistema financeiro nacional, com valores atingindo R$ 12,9 trilhões.

Levantamento feito pela Febraban com base em números do Banco Central mostram que, em seu primeiro mês de funcionamento, o PIX ultrapassou as transações feitas com DOC (Documento de Crédito). Em janeiro de 2021, superou as transações com TED (Transferência Eletrônica Disponível). Em março do mesmo ano passou na frente em número de transações feitas com boletos. Um mês depois, ultrapassou a soma de todos eles.

Já em relação aos cartões, o PIX ultrapassou as operações de débito em janeiro deste ano, e no mês de fevereiro foi a vez de passar na frente das transações com cartões de crédito, quando se tornou o meio de pagamento mais utilizado no Brasil.

“As transações feitas com o PIX continuam em ascensão, revelando a grande aceitação popular do novo meio de pagamento, que trouxe conveniência e facilidades para os clientes em suas transações financeiras do cotidiano. Nos últimos 12 meses, registramos um aumento de 94% das operações com a ferramenta”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Sidney destaca ainda que o PIX é fundamental para impulsionar a bancarização e a inclusão financeira no país, além de reduzir a necessidade do uso de dinheiro em espécie em transações comerciais e os altos custos de transporte e logística de cédulas, que totalizam cerca de R$ 10 bilhões ao ano.

G1

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Brasil

Lucro das estatais federais bateu recorde de R$ 188 bilhões em 2021

As estatais controladas pelo governo federal bateram lucro recorde de R$ 188 bilhões em 2021. O volume equivale ao triplo do registrado no ano anterior (R$ 61 bilhões).

Do total, 98% dos R$ 188 bilhões vieram de 5 companhias: Petrobras, BNDES, Caixa, Banco do Brasil e Eletrobras –que foi privatizada em 2022.

O levantamento foi feito pelo Ministério da Economia, a partir dos balanços das empresas.

A Petrobras responde pela maior parte do resultado. Com o petróleo em alta no mercado internacional, a empresa lucrou R$ 107 bilhões em 2021.

As outras empresas –fora as 5 maiores– também tiveram um resultado consolidado positivo. O bom resultado se deveu a uma melhor gestão das empresas públicas, principalmente depois da nova Lei de Responsabilidade das Estatais, que criou parâmetros para a governança das companhias em 2016.

Quando se observa o lucro das empresas por período de governo, é possível observar também que os governos Lula (PT) tiveram aumento da lucratividade das estatais no resultado consolidado.

O pior momento foi no final da gestão de Dilma Rousseff (PT). O período foi marcado pela queda da receita da Petrobras, com o preço do barril do petróleo em baixa, e o auge das investigações de casos de corrupção pela operação Lava Jato.

Houve uma melhora a partir do início do governo Michel Temer (MDB), que aprovou a nova Lei das Estatais.

Jair Bolsonaro (PL) manteve a política de Temer, principalmente na Petrobras. A gestão do atual presidente registrou os melhores resultados da história também para os bancos públicos, como Caixa, Banco do Brasil e BNDES.

Poder 360

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Brasil

PEC da Transição aumenta dívida pública e pode resultar em alta da inflação

Sem perspectiva de aumento de arrecadação, os gastos extras na casa de R$ 175 bilhões com a PEC da Transição devem causar aumento da dívida pública. O próximo governo aposta em uma melhora econômica para conseguir compensar a liberação do montante fora do Orçamento. Sem isso, o país pode assistir à inflação subir e à taxa Selic ser ajustada para cima em busca de controle, acarretando juros mais altos.

A reação negativa do mercado à medida, que deve furar a regra do teto de gastos, foi sentida logo após o último discurso do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A apreensão se dá pela possibilidade de aumento da dívida pública. Com isso, o movimento natural seria a cobrança de juros mais altos, fazendo com que o Executivo precise destinar uma parte maior da arrecadação futura para honrar com o pagamento de dívidas. “Assim, deixa-se menos para despesas discricionárias. Esse impacto só será minimizado se o país crescer mais que os 2,5% estimados no PLOA (Proposta da Lei Orçamentária Anual), o que me parece bastante improvável”, avalia Rafael Miranda, mestre em economia pela FGV.

Líderes pedem mais tempo e PEC da Transição será apresentada na próxima quarta
Um cenário possível a partir do próximo ano levando em conta as projeções de recessão, segundo Miranda, é que as famílias mais vulneráveis aumentem o poder de consumo. No entanto, sem uma produção compatível, os preços dos produtos sobem, acarretando em aumento da inflação. O movimento do Banco Central pode ser, então, o de elevar a taxa Selic, subindo as taxas de juros e dificultando empréstimos e financiamentos.

“É fácil imaginar que, se o governo injeta auxílio na mão de quem está deixando de comprar porque falta dinheiro, elas vão justamente gastar esse dinheiro e gastar rápido. Esse aumento de demanda pode levar a inflação”, completa. Miranda, no entanto, afirma que o auxílio é necessário para garantir equilíbrio social, mas que precisa ser feito com cautela.

Especialista em Gestão Pública, Relações Institucionais e Governamentais da Fundação da Liberdade Econômica, Eduardo Fayet também frisa a importância do auxílio e a necessidade do equilíbrio. “São recursos importantes para atender a questão da fome, da dificuldade da classe mais pobre ter acesso a recursos.”

Não deixa de ser um endividamento público. O que o novo governo precisa é ter austeridade fiscal. Não de não gastar, mas de gastar bem. Além disso, deve tomar cuidado com como fala e quais são os aspectos que destaca para que não haja revezes sem necessidade

Fayet acredita que a taxa de juros pode sofrer manutenção, “mas depende também de questões internacionais, capacidade de atração de investimento, equalização de política de governança e financiamento do desenvolvimento do Brasil”.

Medida permanente

O governo eleito defende que se extrapole o teto de gastos. Antes de deixar Brasília após se reunir com a equipe de transição, Lula criticou a reação negativa ao discurso e disse nunca ter visto “um mercado tão sensível”. Já o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), disse apostar em um crescimento econômico. “O que precisa é a economia crescer. Esse é o fator relevante. E aí é importante o investimento, público e privado, recuperar planejamento no Brasil e bons planejamentos.”

Outro fator que leva à desconfiança do mercado sobre a PEC é que o excedente de gastos pode se tornar uma constante. O relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), já afirmou que as mudanças previstas no teto de gastos para bancar os auxílios seriam permanentes.

“A ideia é que haja um compromisso da sociedade brasileira com os mais carentes, com os mais pobres. E que eles possam sentir que há uma segurança de que estará excepcionalizado para sempre esse recurso”, disse, na quinta-feira (10).

O teto de gastos entrou em vigor em 2016 e é a principal regra fiscal que limita o crescimento das despesas em relação à inflação. Na prática, a ideia é congelar os gastos públicos para que o aumento em despesas siga a inflação.

Atual secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, e cotado para assumir o Tesouro Nacional no governo Lula, Felipe Salto acredita que o governo de transição “precisa fazer um aprimoramento das regras fiscais para evitar constrangimento de todo ano ter que aumentar o teto de gastos, que mobiliza recursos, políticas, esforço do governo e tempo”. Ele defende a necessidade de mudar o teto de gastos para um limite de despesa, a fim de manter regras de controle, mas sem precisar ferir as normas ano após ano.

Além disso, Salto defende uma reforma tributária. “Principalmente o ICMS, que produz uma série de distorções e complexidade no regimento tributário que já são muito conhecidas e poderiam ser resolvidas. É necessário uma reforma estrutural, discutir a questão das vinculações, do peso das despesas obrigatórias do orçamento.”

R7

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Economia

Bolsa caiu 2% e dólar subiu 0,62% duas semanas pós-Lula eleito

Naquela época, o índice teve leve recuo de 0,09%. Saiu de 85.720 pontos para 85.641 pontos. Sob Lula, o mercado de ações passou de 114.539 pontos para 112.253 pontos. Ou seja, quem investiu em uma melhora na Bolsa com Lula no governo no curtíssimo prazo perdeu dinheiro.

O principal motivo da queda: as declarações de Lula sobre teto de gastos com críticas à “busca por responsabilidade fiscal” desagradaram a Faria Lima. A Bolsa havia subido 3,16% na última semana, a 1ª pós-Lula eleito. Também na 1ª semana da vitória petista, o dólar havia registrado queda de 4,49%. Tudo (e mais) já foi perdido.

DÓLAR PÓS-ELEIÇÕES

O comportamento do dólar comercial também foi ruim nos últimos dias. A moeda dos Estados Unidos subiu de R$ 3,65 para R$ 3,74 duas semanas depois das eleições de 2018. Depois da vitória de Lula, saltou 2,43%, de R$ 5,30 para R$ 5,33. Mas havia chegado a R$ 5,08 com uma perspectiva melhor sobre o governo dele.

Para piorar o clima na Faria Lima, o presidente eleito disse na 4ª (9.nov) que só deve anunciar ministros a partir de 19 de novembro –quando retornar das viagens ao Egito e a Portugal. Se nada melhorar nessa articulação, o dólar tende a continuar instável.

Poder360

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