Economia

Discurso de Haddad a banqueiros sobre reforma tributária não empolga; Bolsa cai

Mercado vê discurso “generalista” de Haddad sobre economia na Febraban;  bolsa cai, dólar sobe
Cotado para assumir o Ministério da Fazenda a partir do ano que vem, Fernando Haddad já foi tratado como o ocupante de uma das cadeiras mais importantes no novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o almoço organizado nesta sexta-feira, 25, pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Apesar de ter tocado na questão da reforma tributária em seu discurso no evento, garantindo que o governo está comprometido com sua aprovação, o discurso do petista diante do PIB brasileiro não empolgou.

A fala de Haddad foi considerada genérica e não tocou na questão do rombo das contas públicas, uma das maiores preocupações do mercado financeiro neste momento. Segundo um banqueiro presente no evento, a fala de Haddad foi protocolar e “sem nada de concreto”.

Outra fonte, que pediu para não ser identificada, disse que “o mercado está no escuro”, o que se refletiu na queda da Bolsa e na alta do dólar, que se intensificaram depois do discurso de Haddad na Febraban. A Bolsa brasileira, a B3, caía 2,09% pouco depois das 15h, aos 109.498 pontos.

A equipe de transição teria a intenção de escolher Haddad para assumir a Fazenda, ao passo que o economista Persio Arida deve ocupar o Planejamento, em uma espécie de dobradinha. Dessa forma haveria uma cisão do Ministério de Economia, criado pelo governo de Jair Bolsonaro e ocupado pelos últimos quatro anos por Paulo Guedes.

Em seu discurso, Haddad frisou que uma das prioridades do terceiro governo de Lula será na reforma tributária. O ex-ministro da Educação citou também que Lula pretende encaminhar uma proposta para reformular impostos sobre bens e patrimônio. Ele disse ainda que é consenso entre economistas que a qualidade das despesas publicas no Brasil “piorou muito”, com um “orçamento com dificuldade de atingir o objetivo programado”.

“(Será necessário) melhorar a qualidade da receita, pela reforma tributaria, e melhorar muito a qualidade das despesas”, destacou. “Será preciso repensar vários gastos autorizados e outros represados, como na área de ciência e tecnologia, controle ambiental e cultura.”

Aos banqueiros, Haddad disse também que as famílias brasileiras estão muito endividadas, não necessariamente com os bancos. Por isso, uma agenda de credito e de acesso ao sistema bancário é relevante para novo governo.

O petista citou a necessidade de spreads (que é a diferença ente a taxa que o banco capta daquele que ele empresta) menores. Ainda no discurso, Haddad disse que Lula é um democrata e que “não fará nada que não passará pelos poderes constituídos e que irá dialogar”. “É um chefe de Estado que não impõe sua vontade”, concluiu.

Haddad também criticou o baixo ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Para o petista, o desempenho da economia torna impossível resolver a disparidade de renda no País. “Não há conflito distributivo superável crescendo 0,5% ao ano. Nós não vamos nos entender com esse crescimento”, afirmou.

Em sua fala, Isaac Sidney, presidente da Febraban, afirmou que se espera para a economia, de modo a se atrair investimentos ao País, que o Brasil volte a ter previsibilidade, incluindo “estabilidade macroeconômica” e destacou a necessidade de inflação baixa.

Disse ainda que, em 2023, seria importante que o Brasil se debruçasse sobre a reforma tributária. “Temos que por fim a um modelo tributário falido”, disse. “O que os bancos querem é uma economia saudável”. Em mensagem direta ao governo eleito, Sidney disse que os bancos são favoráveis à distribuição de renda, mas que é preciso que o País cresça para sustentar políticas sociais.

O encontro da Febraban ocorre todos os finais de ano e voltou a ser presencial pela primeira vez desde 2019. O evento começou às 11h, mas os presidentes de bancos se reuniram em um espaço separado, à espera de Haddad, que se uniu ao grupo um pouco antes do meio-dia. Pouco depois disso, todos os executivos se sentaram à mesa.

Estadão

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Economia

Black Friday deve movimentar R$ 4,21 bilhões nesta sexta

Shoppings de João Pessoa mudam horário de funcionamento após novos decretos  do Governo e Prefeitura | Paraíba | G1

A Black Friday deste ano começa nesta sexta-feira 25 e deve movimentar R$ 4,21 bilhões –1,1% a mais do que em 2021. A projeção é da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A movimentação financeira deve ser a maior desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional em 2010 e lucrou R$ 1,52 bilhão.

O economista sênior da CNC Fábio Bentes cita duas razões para um maior volume de vendas na Black Friday deste ano: a desaceleração da inflação e a maior ocupação no mercado de trabalho. Ou seja: há mais recurso disponível para consumo.

“Quando há um aumento da ocupação e uma inflação não tão elevada, isso tende a favorecer o comércio naquela data comemorativa”, afirmou.

A estimativa da entidade é que as vendas relacionadas à Copa do Mundo impactem em R$ 1,4 bilhão o faturamento do comércio varejista brasileiro.

A pandemia que começou em 2020 acelerou o processo de digitalização do consumo. Assim, naquele ano, as vendas na Black Friday movimentaram R$ 4,1 bilhões, avançando 13,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2021 houve novo avanço (1,7%).

Neste ano, os segmentos de móveis e eletrodomésticos (R$ 1,09 bilhão) e de eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 920 milhões) deverão responder por quase metade (48%) da movimentação financeira prevista.

Tendem a se destacar ainda os ramos de hiper e supermercados (R$ 910 milhões) e de vestuário, calçados e acessórios (R$ 770 milhões).

O economista Fábio Bentes disse que a Copa do Mundo influenciará nas vendas do fim de ano e que a “dobradinha” deve garantir ao comércio um mês de novembro “positivo”.

Segundo a CNC, a facilidade em comparar preços on-line em uma data comemorativa caracterizada pelo forte apelo às promoções evidencia a tendência de aumento expressivo deste evento do calendário do varejo quando comparado às demais datas, especialmente, nos espaços virtuais.

A Black Friday já é a 5ª data mais importante para o setor. Fica atrás só de Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.

De acordo com estudo da Nielsen, 62% dos brasileiros costumam comprar na Black Friday. Destes, 58% têm de 25 a 44 anos. Além disso, 53% são mulheres. A pesquisa também mostrou que 56% das pessoas que responderam estar poupando dinheiro para os descontos de novembro ganham de 2 a 4 salários mínimos.

A Nielsen também pesquisou que 60% dos brasileiros de 18 a 24 anos desejam comprar celulares ou tablets na Black Friday e que 3 a cada 5 mulheres no país pretendem adquirir roupas e acessórios.

O estudo também indicou haver alta intenção de compra na Black Friday para os preparativos para a Copa do Mundo. São 3 em cada 10 brasileiros que decidirão o que comprar na hora. Desse grupo, 83% declararam gostar muito dos descontos.

A empresa mais associada à Black Friday é a Lojas Americanas (22%). Magazine Luiza ficou em 2º lugar (17%).

O professor de MBAs da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Roberto Kanter diz, porém, que “a grande ideia por trás da Black Friday não está em lucrar, obrigatoriamente, e sim em girar estoque, vender mais”.

O especialista afirma que “há, obviamente, o acréscimo na receita, mas há uma diminuição na margem que a empresa trabalha”. Kanter declarou ser um período para acréscimos, por exemplo, de clientes.

Pesquisa realizada pelo site Reclame Aqui, plataforma de reclamações e avaliação de empresas no atendimento e oferta ao consumidor, indica queda na adesão do público brasileiro à Black Friday deste ano.

O levantamento consultou 13.700 usuários do Reclame Aqui de 11 a 13 de novembro. A maioria (75,8%) já disse ter feito compras na Black Friday em anos anteriores, mas 56,7% não pretendem reaproveitar o período para gastar novamente, ante 53% em 2021.

Apesar de a falta de dinheiro e preocupações com o endividamento representarem 26,3% das justificativas para a decisão, o principal motivo é a descrença do consumidor com a oferta de promoções “de verdade” no período, presente em 49% das respostas.

Entre os entrevistados, 20,8% citam a impressão de que as ofertas são “maquiadas”, e outros 19,5% afirmam “não confiar” nas promoções. No Brasil, a descrença com a data popularizou-se no termo “Black Fraude”.

A pesquisa, entretanto, identificou um aumento na intenção de compra entre quem pretende adquirir produtos na data, com 30% afirmando ter a intenção de gastar de R$ 1.000,00 a R$ 2.000,00 –no ano passado, eram 16,6%. Já 30,3% dizem ter a intenção de desembolsar valores acima de R$ 3.000,00.

Já nos EUA, a projeção do Finder é de que cerca de 140 milhões de norte-americanos comprem durante a Black Friday em 2022. O gasto médio seria de US$ 362. Assim, o país deve registrar lucro de US$ 51 bilhões neste ano.

Poder360

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Brasil

Mutirão nacional permite negociar dívidas até 30 de novembro

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília

Até a próxima quarta-feira (30), consumidores podem negociar dívidas em atraso com condições especiais por meio do Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira. A ação é uma iniciativa conjunta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), do Banco Central (BC), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e de Procons de todo o país.

De acordo com a Febraban, instituições participantes do mutirão oferecem, por exemplo, parcelamentos, descontos no valor da dívida e taxas de juros reduzidas para refinanciamento.

Podem ser negociadas dívidas no cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e nas demais modalidades de crédito que estejam em atraso e não possuam bens dados em garantia.

Como participar

Quem tem interesse em participar deve acessar a página do mutirão. Lá, e possível acessar o Registrato, sistema do Banco Central que leva à lista de dívidas em nome do consumidor.

As dívidas, segundo a Febraban, podem ser negociadas diretamente com o banco ou por meio do Portal ConsumidorGovBr. Os interessados devem apresentar uma proposta de negociação à instituição credora. O banco tem até 10 dias para analisar a solicitação e apresentar uma resposta.

Entre 2020 e 2022, por meio de iniciativas como esta, mais de 22 milhões de contratos em atraso foram repactuados, superando R$ 1,1 trilhão de saldo negociado. Na edição mais recente do mutirão, que durou 25 dias – de 7 a 31 de março –, 1,7 milhão de contratos foram renegociados.

Agência Brasil

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Brasil

Petrobras desvaloriza 23% desde vitória de Lula

Petrobras (PETR4) confirma pagamento de dividendos com aval do TCU

A Petrobras perdeu R$ 103,6 bilhões em valor de mercado desde as eleições de 2022, de R$ 448,7 bilhões para R$ 345,1 bilhões. As ações preferenciais recuaram 25,5% no período até o fechamento de 5ª feira (24.nov.2022). As ordinárias caíram 21,4%.

Na quinta, as ações ordinárias se recuperaram em 3,9% na comparação com o fechamento de quarta-feira (23). Já as preferenciais aumentaram 0,1%.

A redução mais recente, de 12,9% (preferenciais) e 10,6% (ordinárias), se deu na terça-feira (22) depois de o banco UBS rebaixar a recomendação da Petrobras e reduzir o preço-alvo das ações. No mesmo dia, o senador Jean Paul Prates (PT-RN), cotado para presidir a estatal, afirmou que vai pedir a suspensão dos processos de alienação de ativos da Petrobras, o que intensificou a queda.

Na prática, a desvalorização da Petrobras não significa perda de dinheiro. A estatal pode recuperar o montante. O total de desvalorização, contudo, seria suficiente para custear 52,3% do furo no teto de gastos proposto pelo governo de transição, de R$ 198 bilhões.

Na 3ª feira (22.nov), o banco UBS cortou o preço-alvo das ações da Petrobras de R$ 47 para R$ 22 por papel preferencial. Também recomendou aos seus clientes a venda das ações da companhia.

Segundo o UBS, 3 pontos levaram à indicação:

  • preço dos combustíveis, por causa da falta de definição sobre a nova política de preços e das expectativas de redução nas margens de refino da estatal;
  • investimentos, com a sinalização de maior alocação de capital para projetos em renováveis e transição energética;
  • aumento de despesas acompanhando o crescimento nos investimentos.

O UBS estima que a Petrobras deva pagar um payout de 25%, o mínimo previsto em lei. O payout é uma taxa calculada pela divisão dos dividendos pagos pelo lucro por ação.

Na 5ª feira (24.nov), Prates afirmou em suas redes sociais que “o debate sobre as oscilações nos valores das ações da Petrobras está sendo conduzido de forma leviana, o que conduz a uma compreensão enviesada da realidade e que dá espaço a interpretações, muitas vezes, mentirosas”.

O senador declarou que “não faz sentido pensar a Petrobras como uma vaca-leiteira de dividendos”. No 3º trimestre, o Conselho de Administração da estatal aprovou a distribuição de R$ 43,7 bilhões a acionistas pagas em duas parcelas, em dezembro e janeiro. A estatal brasileira é a petroleira que mais pagou dividendos no trimestre.

Como uma empresa estatal de capital aberto, a Petrobras está sujeita a incertezas envolvendo seu acionista controlador, a União.

Em 2014, as ações da Petrobras caíram com a crise do petróleo e o início da Operação Lava Jato. Depois, em 2016, ainda no contexto de crise no preço do barril, o valor de mercado da estatal voltou a cair quando a cotação do petróleo ficou abaixo de US$ 30.

Naquele ano, as ações da Petrobras bateram o menor valor nominal da série histórica a partir de 2014: R$ 4,1, em janeiro de 2016, em meio ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Em 2017, nova queda relacionada à delação de Joesley Batista.

Em 2018, a greve dos caminhoneiros por conta do preço do óleo diesel fez com que as ações despencassem novamente. Em 2020, já no governo de Jair Bolsonaro (PL), a redução nas projeções de consumo de petróleo por conta da pandemia de covid-19 derrubou a cotação do barril e os papéis da Petrobras.

Depois, com a valorização do preço do barril, as declarações de Bolsonaro sobre a alta nos combustíveis e ameaças de intervenção do governo na estatal fizeram com que os papéis caíssem novamente. Em fevereiro de 2021, Bolsonaro demitiu o 1º presidente da Petrobras em seu governo, Roberto Castello Branco, por causa da política de preços.

Em 17 de junho de 2022, uma declaração do presidente sobre a Petrobras “mergulhar o Brasil num caos” por causa de um novo aumento nos combustíveis derrubou as ações em 7%.

Poder360

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Economia

Mutirão nacional permite negociar dívidas até 30 de novembro

Bacen: O que é e como funciona o Banco Central do Brasil?
Até a próxima quarta-feira (30), consumidores podem negociar dívidas em atraso com condições especiais por meio do Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira. A ação é uma iniciativa conjunta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), do Banco Central (BC), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e de Procons de todo o país.

De acordo com a Febraban, instituições participantes do mutirão oferecem, por exemplo, parcelamentos, descontos no valor da dívida e taxas de juros reduzidas para refinanciamento.

Podem ser negociadas dívidas no cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e nas demais modalidades de crédito que estejam em atraso e não possuam bens dados em garantia.

Como participar

Quem tem interesse em participar deve acessar a página do mutirão. Lá, e possível acessar o Registrato, sistema do Banco Central que leva à lista de dívidas em nome do consumidor.

As dívidas, segundo a Febraban, podem ser negociadas diretamente com o banco ou por meio do Portal ConsumidorGovBr. Os interessados devem apresentar uma proposta de negociação à instituição credora. O banco tem até 10 dias para analisar a solicitação e apresentar uma resposta.

Entre 2020 e 2022, por meio de iniciativas como esta, mais de 22 milhões de contratos em atraso foram repactuados, superando R$ 1,1 trilhão de saldo negociado. Na edição mais recente do mutirão, que durou 25 dias – de 7 a 31 de março –, 1,7 milhão de contratos foram renegociados.

Agência Brasil

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Economia

PESQUISA: Preço da gasolina varia entre R$ 4,69 e R$ 4,99, na Capital

Gasolina sobe pela 6ª vez sem Petrobras subir o preço. O que aconteceu?
Pesquisa comparativa realizada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP), no último dia 23, registra que o preço do litro da gasolina comum na Capital está oscilando entre R$ 4,690 (Elesbão – Água Fria) e R$ 4,990 (Pichilau Gauchinha – Distrito Industrial), diferença de R$ 0,30, variação de 6,4% e média de R$ 4,785 para pagamento à vista. Em relação ao levantamento do último dia 16, o menor preço subiu R$ 0,02.

Quando comparado à semana passada, o produto aumentou em um posto, reduziu em 12 e se manteve em 95. Para pagamento no cartão, o preço da gasolina comum está sendo praticado entre R$ 4,690 e R$ 5,140, diferença de R$ 0,45 e variação de 9,6%. O levantamento foi realizado em 108 estabelecimentos que estavam em atividade no momento da pesquisa.

O Procon-JP encontrou a gasolina aditivada com os preços oscilando entre R$ 4,720 (Extra Petróleo – Mangabeira) e R$ 5,190 (Shopping Bessa – Bessa), com variação de 10%, diferença de R$ 0,47 e média de R$ 4,963. Em relação à pesquisa anterior, o menor preço do produto subiu R$ 0,05.

Álcool – Já o menor preço do álcool subiu R$ 0,10 nas duas pontas em comparação com a semana passada, com o menor saindo de R$ 3,190 para R$ 3,290 (Auto Posto –Valentina e Expressão – Centro) e o maior subindo de R$ 3,790 para R$ 3,890 (Verão – Torre). O preço médio do produto está em R$ 3,528, a diferença em R$ 0,60 e a variação em 18,2%. O etanol aumentou em 73 postos, se manteve em 31 e nenhum posto reduziu de preço em relação à pesquisa anterior.

S10 – O diesel S10 manteve o menor preço quando comparado ao último dia 16 e está sendo praticado a R$ 6,270 (Nossa Senhora de Fátima – Bairro dos Estados). Já o maior reduziu de R$ 6,990 para R$ 6,980 (Select – Tambaú e Free Way – Miramar), com diferença de R$ 0,71, média de R$ 6,527 e variação de 11,3%. O S10 aumentou de preço em seis, reduziu em dois e se manteve em 93 estabelecimentos em relação à semana passada.

Diesel comum – Quanto ao diesel comum, o menor preço caiu de R$ 6,190 para R$ 6,180 (Independência – Tambiá) em comparação com a pesquisa anterior do Procon-JP, com o maior permanecendo em R$ 6,590 (Almeida – Novais), com média de R$ 6,360.

GNV – O Gás Natural Veicular (GNV) manteve o menor peço registrado no último dia 16, sendo comercializado a R$ 4,440 (Frei Damião – Ipês, e Metrópole – Tambaú), com o maior caindo de R$ 5,390 para R$ 4,690 (postos Z – Jardim Cidade Universitária, Pichilau Gauchinha – Distrito Industrial e Pichilau Ronaldão – Cristo), com diferença de R$ 0,25, variação de 5,6% e média de R$ 4,603. Dos 11 revendedores do produto, cinco mantiveram, cinco aumentaram e 01 reduziu o preço em relação à pesquisa anterior.

Confira a pesquisa completa acessando os sites da prefeitura de João Pessoa www.joaopessoa.pb.gov.br e do Procon-JP www.proconjp.pb.gov.br

Blog do BG PB

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Brasil

Tarifa de energia deve subir, em média, 5,6% no ano que vem, calcula Aneel

O que é Aneel? Entenda qual a função desse órgão

A tarifa de energia deve subir, em média, 5,6% no ano que vem, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A estimativa foi encaminhada ao grupo de Minas e Energia do governo de transição.

O impacto, porém, vai variar conforme cada distribuidora de energia. As projeções da Aneel (foto) apontam que sete distribuidoras devem ter reajuste superior a 10%; 15 distribuidoras com reajuste entre 5% e 10%; 17 distribuidoras devem ter reajuste entre 0% e 5% e 13 distribuidoras devem ter reajuste inferior a 0%.

O Antagonista

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Brasil

Brasil crescerá menos no 1º ano do novo governo, aponta OCDE

A economia do Brasil cairá de 2,8% em 2022 para 1,2% no próximo ano, aponta projeção da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgada nesta terça-feira (22).

Em setembro, a entidade previu crescimento econômico de 2,5% para este ano e de 0,8% para 2023. Apesar da pequena melhora, a organização afirma que o desenvolvimento do setor será menor no 1º ano do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo relatório da OCDE, o cenário global deteriorado, a política fiscal mais restritiva e o efeito do aumento nas taxas de juros são alguns dos fatores responsáveis pela desaceleração do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,8% em 2022 para 1,2% em 2023, ante uma leve melhora para 1,4% em 2024.

Além disso, a alta da inflação, o crédito mais caro e a estabilização do crescimento real do salário também são influenciadores para os valores da estimativa.

Espera-se que a política monetária permaneça restritiva, com a taxa de juros atual de 13,75% inalterada até 2023. De acordo com o texto, a taxa deve manter-se nesse nível até que seja registrado uma trajetória de quedas da inflação.

“Incertezas em torno da futura política fiscal podem desestabilizar os mercados financeiros, exigindo que o Banco Central mantenha as taxas de juro altas por mais tempo, o que pesaria sobre o crescimento”, afirma a OCDE.

A entidade diz, ainda, ser necessária uma revisão da capacidade fiscal, uma vez que cumprir com as atuais regras está se tornando “cada vez mais difícil” por conta do conflito entre um teto que “limita” o aumento dos gastos governamentais e uma “forte rigidez” orçamentária. Be como as despesas obrigatórias -que representam 92% do orçamento.

“Reformas para limitar as despesas obrigatórias, juntamente com um arcabouço fiscal mais sólido, poderiam proporcionar algum alívio para a política fiscal”, diz.

Poder 360

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Brasil

Inadimplência atinge 64,8 mi de brasileiros, diz levantamento

O Real é a moeda brasileira

Quatro em cada 10 brasileiros adultos (40,05%) estavam inadimplentes em outubro de 2022, segundo pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). A percentagem representa 64,87 milhões de pessoas e é um novo recorde da série histórica do levantamento, realizado há 8 anos.

“O brasileiro ainda sente no bolso os efeitos dos últimos aumentos das taxas de juros e dos preços dos alimentos. Apesar de a inflação ter diminuído, no dia a dia isso ainda não é sentido nos produtos de consumo básico, que seguem aumentando. Esse cenário impacta diretamente no orçamento familiar”, disse em nota o presidente da CNDL, José César da Costa.

Com relação a outubro de 2021, o volume de consumidores com contas atrasadas no último mês cresceu 9,24%. Na comparação com setembro de 2022, o número de devedores cresceu 1,06%.

O valor médio da dívida de cada consumidor inadimplente foi, em outubro, de R$ 3.694,06. Cada um devia para 1,98 empresas credoras em média.

Segundo o levantamento, a inadimplência é bem distribuída entre os sexos: 50,85% de mulheres e 49,15% de homens. O maior número de devedores está na faixa etária de 30 a 39 anos (23,92%): 16,07 milhões de pessoas.

“Até agora, o consumo foi garantido pelo ímpeto do pós-pandemia e por estímulos fiscais, mas esse ritmo deve enfraquecer”, falou o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior. Segundo ele, a expectativa é que o cenário de alta na inadimplência se mantenha nos próximos meses.

“Por isso, o consumidor deve se manter atento aos gastos e utilizar o 13º salário com muita responsabilidade, priorizando o pagamento de dívidas”, declarou Pellizzaro Junior.

Em outubro, o destaque foi para a evolução das dívidas com o setor de bancos, que registrou crescimento de 31,82%, seguido de água e luz (14,39%). Os setores de comunicação (-12,63%) e comércio (-0,39%) apresentaram queda no total de dívidas em atraso.

Poder360

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Brasil

Arrecadação federal deve chegar a R$ 2,3 trilhões em 2023, aponta relatório do governo

Arrecadação de impostos soma R$ 125 bilhões em novembro - Seu Dinheiro

Nesta segunda-feira (21), a Comissão Mista de Orçamento (CMO) da Câmara dos Deputados recebeu o relatório do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2023, com a previsão de arrecadação de R$ 2,3 bilhões no próximo ano. O valor condiz com previsões anteriores.

De acordo com o relator Hélio Leite (União Brasil), as projeções foram mantidas por conta das incertezas voltadas a políticas fiscais e orçamentárias que devem ser adotadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assume no próximo ano. No documento, foram acrescentadas emendas que incluem receitas da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine). Estimado em R$ 1,2 milhão, a receita da Condecine voltou ao projeto por não haver prerrogativa legislativa que justificasse sua exclusão.

“Consideramos adequados os parâmetros constantes do PLOA. Embora existam prognósticos mais atualizados de evolução de parâmetros e da arrecadação, abstivemo-nos de incluir alterações no Orçamento de 2023 em virtude de incertezas quanto às decisões que serão tomadas pelo novo governo. Decidimos também por manter inalterados nas projeções os efeitos de medidas tributárias que se encontravam em discussão no Ministério da Economia quando do envio da proposta orçamentária. Alguns dos incentivos já foram formalizados e outros ainda podem ser encaminhados”, declarou Hélio Leite.

A comissão agora irá avaliar o relatório e, caso seja aprovado, abrir votação para o parecer preliminar. O documento ainda deve passar pelo plenário do Congresso. A expectativa dos parlamentares é conseguir a aprovação do orçamento até 16 de dezembro.

Jovem Pan

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