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Bolsonaro passará por audiência de custódia neste domingo (23)

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participará neste domingo (23) de audiência de custódia, um dia após ser detido preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O procedimento, obrigatório em prisões ordenadas pela Corte, serve para avaliar a legalidade da detenção e garantir que não houve violação de direitos.

A prisão ocorreu em caráter preventivo — sem prazo definido — justificada por Moraes diante da convocação de uma vigília no condomínio do ex-presidente, que, segundo o ministro, buscaria impedir o cumprimento da ordem judicial. Apesar de Bolsonaro ter sido condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe, sua prisão atual não deriva dessa sentença, já que os prazos de recurso ainda estão em curso.

Com a condenação superior a oito anos, Bolsonaro deverá iniciar a execução da pena em regime fechado quando a decisão transitar em julgado. Assim, sua prisão preventiva tende a ser seguida imediatamente pela prisão decorrente da condenação.

Após determinar a detenção, Alexandre de Moraes pediu que o STF se reúna para analisar sua própria decisão, cabendo ao plenário decidir se manterá ou não a prisão preventiva.

Com informações do G1

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Bolsonaro vai passar por audiência de custódia neste domingo

Foto: Antonio Augusto/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso neste sábado (22), em Brasília, passará por audiência de custódia neste domingo (23). Até lá, Bolsonaro seguirá detido na Superintendência da Polícia Federal, em uma sala com ar-condicionado, frigobar, cama, televisão e banheiro privativo.

A prisão de Jair Bolsonaro é preventiva e foi pedida pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, Alexandre de Moraes citou risco de fuga para embaixada dos EUA e violação de tornozeleira na madrugada.

Nesta manhã, Moraes negou os pedidos da defesa de Jair Bolsonaro que solicitou a prisão domiciliar “humanitária” do ex-presidente e a autorização para novas visitas. Na decisão, o ministro disse que os pedidos da defesa se tornaram “prejudicados” – ou seja, os pedidos deixaram de ter utilidade, perderam o objeto ou estão ultrapassados por algum fato novo que tornam suas análises desnecessárias.

Motivo da prisão

Na determinação da prisão, Moraes considerou fatos novos apresentados pela PF, corroborados pela manifestação da Procuradoria-Geral da República, que apontam: risco iminente de fuga a partir de ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico (tornozeleira) à 0h08min do dia 22/11, indicando tentativa de rompimento do dispositivo.

Na decisão, o relator ainda apontou a possibilidade de deslocamento para embaixadas próximas à residência, considerando que as investigações revelaram um antecedente de planejamento de pedido de asilo em representação diplomática.

Citou, ainda, recente fuga de outros réus e aliados políticos, indicando a adoção de estratégia semelhante por outros integrantes do mesmo núcleo investigado.

O ministro ressaltou tentativa de obstrução e fiscalização da prisão domiciliar a partir de convocação pública para uma vigília nas proximidades da residência de Bolsonaro, feita por parlamentar e familiar do réu, com potencial de gerar aglomeração de apoiadores e dificultar o cumprimento das medidas cautelares. Essa mobilização seria um possível meio para dificultar ações de fiscalização e permitir eventual fuga, reproduzindo estratégias anteriormente identificadas na investigação de atos antidemocráticos.

O ministro destacou ainda que Bolsonaro já havia violado medidas anteriormente impostas, incluindo o uso indevido de redes sociais e condutas que contrariavam regras da prisão domiciliar.

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Bolsonaro é vítima de maldade, mentira, crueldade e perseguição, diz Michelle que reitera preocupação com saúde do ex-presidente

Foto: divulgação/PL Mulher

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou mensagem nas redes sociais em resposta à prisão do marido, ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida nas últimas horas. No texto, ela afirma que não desistirá do país e que confia “na Justiça de Deus”, classificando o processo contra o marido como fruto de “maldade humana, da mentira, da crueldade e da perseguição exacerbada”.

Michelle recordou o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, quando foi esfaqueado durante a campanha eleitoral por um ex-militante de esquerda, e destacou que o ex-presidente sobreviveu “para um propósito que o Senhor confiou a ele”. Ela também mencionou sequelas de saúde que acometeram Jair Bolsonaro recentemente, afirmando que “em Deus ele é forte” e que “o amor é muito”.

Citando o Salmo 18:25-27, a ex-primeira-dama escreveu: “Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero. […] Porque tu livrarás o povo aflito, e abaterás os olhos altivos”. Em seguida, informou que está a caminho de Brasília, e momento aguarda voo para a capital federal.

“Seguiremos em oração. O Brasil precisa da nossa intercessão”, concluiu a ex-primeira-dama, acompanhando a mensagem com emojis da bandeira brasileira e mãos em prece.

A publicação ocorre após a decretação da prisão de Jair Bolsonaro por decisão do ministro Alexandre de Moraes, alegando “risco de fuga”e que o ex-presidente teria rompido a tornozeleira com esse objetivo.

Diário do Poder

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VÍDEO: Veja como é a cela na superintendência da PF em Brasília onde Bolsonaro está preso

 

Imagens mostram as instalações da cela de Jair Bolsonaro na superintendência da Polícia Federal em Brasília. O local passou por uma reforma recente, após a possibilidade de Bolsonaro ser preso preventivamente por descumprir ordens do Supremo.

A sala possui 12 metros quadrados e passou a contar com banheiro privado, cama, cadeira, armário, escrivaninha, televisão, frigobar e ar-condicionado.

O ambiente é uma sala adaptada, semelhante ao espaço que abrigou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre 2018 e 2019, em Curitiba (PR).

O espaço fica no andar térreo da Superintendência da PF, no Setor Policial de Brasília, e foi montado após consultas internas na cúpula do órgão e da Vara de Execuções Penais do DF.

Com informações de O Globo e CNN Brasil

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“Indignação e tristeza”, diz Efraim Filho sobre prisão de Bolsonaro

Efraim diz que vota em Bolsonaro mesmo sem apoio oficial à sua  pré-candidatura ao Senado

O senador Efraim Filho (União) se manifestou sobre a peisão do ex-presidente a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, cumprida na manhã desta sábado (22).

“A prisão de Bolsonaro causa indignação e tristeza a quem acredita na justiça como caminho e não como arma. Meu abraço solidário à sua família, que sofre enquanto tenta manter a serenidade em meio ao caos. Que Deus os fortaleça.” postou Efraim em uma rede social.

O ministro Alexandre de Moraes expediu hoje a ordem de prisão preventiva do ex-presidente. O pedido foi feito pela Polícia Federal.

A decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão. A prisão de Bolsonaro é preventiva e não tem relação direta com a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão que o STF impôs em setembro a ele de prisão em regime fechado.

Blog do BG PB

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Moraes rejeita pedido de prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro

Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes rejeitou neste sábado (22) o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para concessão de prisão domiciliar humanitária em substituição ao regime inicial fechado estabelecido na condenação de 27 anos e 3 meses pela trama golpista.

Moraes explicou que não aceitou o pedido porque decretou a prisão preventiva do ex-presidente neste sábado.

A decisão deste sábado ainda não marca o início do cumprimento da pena imposta no julgamento da trama golpista.

Segundo Moraes, a prisão preventiva de Bolsonaro foi necessária após uma suposta tentativa de violação da tornozeleira eletrônica às 0h08min deste sábado.

Na decisão, o ministro afirmou que o ex-presidente pretendia fugir durante a manifestação convocada pelo filho Flávio Bolsonaro, que chamou apoiadores do pai para fazer uma vigília na frente do concomínio onde Bolsonaro mora.

Por que a defesa de Bolsonaro pediu prisão domiciliar humanitária?

Os advogados fizeram o pedido de prisão domiciliar humanitária na sexta-feira (21), afirmando que Bolsonaro tem um quadro de saúde “grave e complexo”, incompatível com o encarceramento comum.

Segundo a petição, o ex-presidente permaneceria em casa, sob monitoramento eletrônico, e estaria sujeito a todas as restrições que o ministro considerasse adequadas.

A defesa também tinha pedido autorização para deslocamentos exclusivamente médicos, desde que comunicados previamente — ou justificados em até 48 horas em casos de urgência.

“É certo que a manutenção da custódia em ambiente prisional representaria risco concreto e imediato à integridade física e à própria vida do peticionário, motivo pelo qual a concessão da prisão domiciliar em caráter humanitário é medida de rigor”, afirmam os advogados no documento apresentado a Moraes.

Defesa cita diferentes doenças do ex-presidente

Os advogados sustentam que a ida de Bolsonaro ao regime fechado representaria risco à vida, em razão de múltiplas comorbidades e da necessidade de acompanhamento médico contínuo.

O documento relata que ele já foi ao hospital três vezes desde que teve a prisão domiciliar decretada.

Entre as condições listadas estão:

  • Sequelas permanentes do atentado a faca de 2018, como hérnias residuais, aderências intestinais e perda de parte do intestino grosso;
  • Episódios recorrentes de pneumonia aspirativa relacionados à Doença do Refluxo Gastroesofágico;
  • Soluços que exigem ajuste diário de medicamentos e já provocaram falta de ar e desmaios;
  • Hipertensão, doença aterosclerótica do coração e obstruções nas carótidas;
  • Diagnóstico de apneia do sono grave, que demanda uso de CPAP, aparelho que trata distúrbios respiratórios do sono;
  • Ocorrência recente de carcinoma de células escamosas “in situ”, detectado em setembro de 2025.

“O certo é que a alteração da prisão domiciliar hoje já cumprida pelo peticionário terá graves consequências e representa risco à sua vida”, afirma a defesa de Bolsonaro.

R7

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Bolsonaro teria violado uso de tornozeleira eletrônica, segundo decisão de Moraes

Bolsonaro foi preso preventivamente nesta manhã pela Polícia Federal, após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, a medida foi adotada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente, na noite de sexta-feira (21).

Moraes entendeu que “eventual realização da suposta “vigília” configura altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”.

Na decisão, Moraes também citou que o ex-presidente violou o equipamento de monitoramento eletrônico às 0h08 deste sábado, o que, segundo o ministro, “constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”.

g1

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Moraes determinou que prisão de Bolsonaro ocorresse sem algemas e exposição

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal cumprisse, na manhã deste sábado (22), o mandado de prisão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. A ordem estabeleceu que a detenção deveria ocorrer sem algemas, sem exposição à imprensa e “com todo o respeito à dignidade” do ex-chefe do Executivo.

A decisão foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e aparece em despacho

A prisão é preventiva, ou seja, não tem data determinada para acabar. Segundo Moraes, a decisão foi tomada para garantir a ordem pública, já que, segundo o ministro, foi convocada uma vigília na porta do condomínio onde mora o ex-presidente com o objetivo de evitar que ele fosse preso.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A defesa tenta evitar a transição para o regime fechado e, nesta semana, apresentou um pedido para que ele permaneça em casa, alegando problemas médicos e risco à vida caso seja encaminhado ao sistema prisional comum.
Com informações de g1

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Dono do Banco Master financiou séries de eventos com ministros do STF antes de ser preso

Foto: Rubens Cavallari/ Folhapress

A queda do Banco Master, colocado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central, e a prisão preventiva de seu controlador, Daniel Vorcaro, escancaram um desconforto inédito dentro do STF. Entre 2022 e 2024, o banqueiro patrocinou — direta ou indiretamente — uma sequência de fóruns nacionais e internacionais que reuniram alguns dos ministros mais influentes da Corte, criando um ambiente de proximidade hoje visto como problemático. Agora, os mesmos magistrados que participaram desses encontros terão de analisar pedidos de habeas corpus e outros recursos apresentados pela defesa do empresário.

Os eventos custeados pelo Banco Master ocorreram em cidades como Nova York, Paris, Londres, Roma e Rio de Janeiro, sempre acompanhados de autoridades do Judiciário. Em alguns casos, como o jantar de gala realizado no Fasano de Nova York, o patrocínio não aparecia em listas oficiais, mas era integralmente financiado por Vorcaro. Em outros, como os fóruns organizados por Lide, Esfera Brasil e Grupo Voto, o banco figurou entre os patrocinadores ao lado de gigantes como JBS, BTG e empresas do setor energético. Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e até Ricardo Lewandowski — quando ainda estava no STF — estiveram presentes em diferentes edições.

A repetição de convidados, formatos e apoiadores consolidou o que especialistas chamam de “circuito de influência”, no qual grandes corporações financiam encontros luxuosos para aproximar-se de autoridades responsáveis por decisões regulatórias e judiciais. Vorcaro, que transformou o antigo Banco Máxima em um grupo de atuação agressiva no mercado, buscava ampliar sua rede política enquanto o Master crescia em velocidade considerada arriscada por agentes financeiros. Segundo o Banco Central, o banqueiro cometeu crimes como gestão temerária e desvio de finalidade, elementos que motivaram sua prisão e a intervenção na instituição.

Com esse histórico, qualquer posição futura do STF sobre o caso tende a ser interpretada sob suspeita: conceder habeas corpus pode soar como favorecimento; negar, como tentativa de blindar a própria imagem. A Corte afirma que não comentará o tema, embora alguns ministros já tenham defendido publicamente a legitimidade de participar de eventos privados. O episódio, porém, reacende o debate sobre o limite ético entre financiamento empresarial e agendas institucionais — e coloca em xeque a relação entre o Judiciário e o circuito de eventos patrocinados por grupos com interesse direto em decisões da Suprema Corte.

Com informações do Poder 360

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Bolsonaro é preso preventivamente pela PF por ordem de Moraes

Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22), em Brasília, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A ordem ocorre no âmbito do inquérito que investigou a tentativa de golpe de Estado, no qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

A decisão de Moraes determina que a pena comece a ser cumprida imediatamente em regime fechado. A informação foi confirmada à coluna do Igor Gadelha, do Metrópoles, tanto pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, quanto pelo advogado Celso Villardi, que integra a defesa do ex-presidente no processo.

Bolsonaro foi localizado em Brasília e conduzido por equipes da PF para a Superintendência Regional da corporação, situada no Setor Policial Sul. O prédio já havia sido preparado desde as primeiras horas da manhã para receber o ex-mandatário, com reforço de segurança e restrição de acesso.

Com a prisão, a situação política e jurídica do ex-presidente sofre um novo e profundo abalo, enquanto a defesa promete recorrer imediatamente da decisão. Moraes, por sua vez, sustenta que o cumprimento da pena é necessário diante da gravidade dos fatos apurados pelo Supremo.

Com informações do Metrópoles

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