Brasil

Velório de Pelé deve ocorrer na segunda-feira

O velório de Pelé deve ocorrer somente na segunda-feira (2). Os familiares do Rei do Futebol conversaram com o Santos hoje para alinhar os detalhes do evento. Ele morreu hoje aos 82 anos.

O adeus a Pelé

A solenidade vai acontecer dentro da Vila Belmiro, estádio do clube paulista. Os familiares argumentaram que precisam de tempo para se preparar e juntar a família novamente.

Os motivos incluem o trânsito para a descida da serra e a espera pela virada do ano. O velório deve acontecer com caixão lacrado

O Rei está morto

O futebol perdeu hoje o maior jogador de todos os tempos. O Brasil perdeu hoje o maior ídolo de sua história. O mundo perdeu hoje Pelé.

O ex-jogador morreu aos 82 anos, após um período de internação no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Edson Arantes do Nascimento não resistiu a complicações de um câncer no cólon e morreu em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Ele deixa seis filhos. Pelé deu entrada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, no dia 29 de novembro para uma reavaliação do tratamento por quimioterapia.

UOL

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Brasil

PELÉ, o eterno!

Reprodução

Único jogador tricampeão de Copa do Mundo e autor de mais de 1.000 gols, Edson Arantes do Nascimento não resistiu a complicações de um câncer.

Aos 82 anos, o Rei do Futebol não resistiu a complicações de um câncer que teve origem no cólon (parte do intestino grosso) e se espalhou em metástase por fígado, um dos pulmões e restante do intestino e nos deixou nesta quinta-feira (29), no Hospital Albert Einstein, na zona Sul de São Paulo (SP), no qual estava internado desde a noite de 29 de novembro.

Em função do estado debilitado pelo câncer metastático, ele ainda teve complicações cardíacas, respiratórias e renais.

Tricampeão mundial com a seleção brasileira em 1958, 1962 e 1970 e multicampeão com o Santos, seu único clube no Brasil em toda a carreira entre 1956 e 1974, Pelé, que ainda defendeu o New York Cosmos-EUA de 1975 a 1977, já sofria com problemas no quadril desde 2012 e se locomovia com o auxílio de uma cadeira de rodas em suas aparições públicas nos últimos anos.

Mineiro de Três Corações, onde nasceu em 23 de outubro de 1940, Edson deixa a esposa, Márcia Aoki, e teve oito filhos (uma de criação) – três deles com Rosemeri dos Reis Cholbi, a primeira cônjuge (de 1966 a 1982) – Kely, Edinho e Jennifer; ‘três’ com Assíria Seixas, a segunda (de 1994 a 2008) – os gêmeos Joshua e Celeste, além de Gemima, esta criada em conjunto com ele desde que tinha apenas oito meses de vida; e outros dois de relações extraconjugais – Flavia Christina e Sandra Regina.

ESPN

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Brasil

Família de Pelé pedirá ao Santos que aposente a camisa 10

A camisa 10 do Santos pode ser em breve aposentada para sempre. É desejo da família de Pelé, morto nesta quinta-feira em função de falência múltipla de órgãos, que ninguém mais use a camisa que um dia foi do Rei do Futebol.

O pedido será oficializado em breve ao Peixe, que não deve analisar o tema antes de tomar uma decisão. Há quem considere a camisa 10 uma marca importante do clube que um dia foi a casa do jogador mais emblemático de todos os tempos.

Pelé vestiu a camisa 10 alvinegra entre os anos de 1956 a 1974. Atualmente, a camisa 10 do Santos está com o venezuelano Yeferson Soltedo.

Alguns conselheiros do clube já discutiram o tema e levantaram essa hipótese, que nunca foi levada à frente ou discutida oficialmente. Há quem entendesse que a 10 de Pelé é uma marca importante para o Santos e precisa continuar sendo utilizada.

Camisa 10 do Santos de Pelé  — Foto: Reprodução

Globoesporte

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Brasil

LUTO NO FUTEBOL: Morre o Rei Pelé aos 82 anos

O futebol perdeu seu Rei. Nesta quinta-feira, morreu Pelé, o maior jogador da história, aos 82 anos.

A família ainda não divulgou detalhes sobre o velório, mas uma estrutura foi montada na Vila Belmiro nos últimos dias para receber a vigília. O sepultamento ocorrerá em Santos.

O Atleta do Século estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde 29 de novembro. A internação aconteceu em virtude de uma infecção respiratória após ele contrair Covid-19 e para a reavaliação do tratamento de um câncer no cólon.

Pelé passou por uma cirurgia no local em setembro de 2021 e desde então vinha sendo submetido a repetidas sessões de quimioterapia. No início de 2022, foram detectadas metástases no intestino, no pulmão e no fígado.

Pelé durante evento em Londres em 2016 — Foto: Neil Hall / Getty Images
 Foto: Neil Hall / Getty Images

Em 21 de dezembro, o corpo clínico do hospital divulgou um boletim médico dizendo que Pelé apresentou uma “progressão da doença oncológica” e que necessitava de maiores cuidados relacionados às disfunções renal e cardíaca. Por isso, o ex-jogador não teve autorização para passar o Natal em casa, como queria a família.

Kely e Edinho Nascimento, filhos do Rei, publicaram fotos nas últimos dias com o pai no quarto em que ele estava internado. Outros filhos e neto também estiveram no local para a passagem do Natal.

Apesar do quadro complicado, Pelé passou alguns dias estável e com uma leve melhora. Nesta quinta, porém, a saúde do Rei voltou a piorar, e ele não resistiu.

Pelé é carregado nos braços durante a comemoração do Tri em 1970 — Foto: Alessandro Sabattini/Getty Images

Em virtude da idade avançada e do tratamento, as aparições públicas do Rei do Futebol se tornaram cada vez menos frequentes nos últimos anos. Em redes sociais, ele manifestava otimismo com a recuperação.

Pelé recebeu diversas homenagens durante a Copa do Mundo de 2022, disputada enquanto ele estava internado na capital paulista. Jogadores como Neymar, Richarlison e Mbappé desejaram melhoras ao gênio em meio ao torneio. Torcedores também exibiram faixas nos estádios.

Pelé deixa sete filhos e a esposa Márcia Aoki, com quem estava casado desde 2016. Do primeiro casamento, com Rosemeri Cholbi, nasceram Kelly Cristina, Edinho e Jennifer. O ex-jogador também é pai dos gêmeos Joshua e Celeste, de seu relacionamento com a psicóloga Assíria Lemos. Além desses, Pelé teve duas filhas fora do casamento: Sandra Regina, que só obteve o reconhecimento da paternidade pela Justiça, morta em 2006, e Flávia.

O maior jogador de futebol de todos os tempos estreou na Seleção em 1957, numa partida da Copa Rocca contra a Argentina, quando também fez seu primeiro gol com a camisa amarelinha. Pela equipe brasileira, com apenas 17 anos, venceu a Copa do Mundo na Suécia, em 1958.

Quatro anos depois, se machucaria na segunda rodada do Mundial do Chile, também vencido pelo Brasil. Após ser caçado em campo com duras faltas na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, ele comandou o lendário time brasileiro ao tricampeonato mundial em 1970, no México – é o único jogador a vencer três Copas.

Pelo Santos, Pelé é dono de marcas impressionantes: venceu dez vezes o Campeonato Paulista, torneio do qual foi o artilheiro por nove temporadas seguidas. Ainda foi bicampeão da Libertadores e do Mundial de clubes, em 1962 e 1963. Foi também com a camisa branca do Peixe que marcou seu milésimo gol, contra o Vasco, no Maracanã, no dia 19 de novembro de 1969.

Segundo números do Santos, Pelé marcou pelo clube 1.091 gols em 1.116 jogos.

Com a camisa canarinho, Pelé disputou 113 jogos e marcou 95 gols, de acordo com números da CBF. Nas contas da Fifa, que considera apenas jogos entre seleções, são 77 gols em 91 partidas. Em toda a carreira, Pelé fez 1.282 gols em 1.364 partidas na contabilização feita pelo Santos. Nas redes sociais, o Rei dizia ter feito um a mais, 1.283.

Globoesporte

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Brasil

Novo ministro da Integração de Lula foi condenado à prisão por peculato

Foto: Reprodução/Twitter

Indicado por Lula (PT) para assumir o ministério da Integração Nacional, o atual governado do Amapá, Waldez Góes (PDT), foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a seis anos e nove meses de prisão em regime semiaberto por peculato, em 2019. A decisão também determinava a perda do cargo e a devolução de R$ 6,3 milhões aos cofres públicos.

Góes entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). Em janeiro de 2020, o ministro Dias Toffoli suspendeu, em caráter liminar, a condenação. O STF ainda julga o caso.

O pedido de habeas corpus começou a ser julgado pelo STF em abril de 2021. Na ocasião, dois ministros votaram por manter a condenação —Luís Roberto Barroso, relator do caso, e Marco Aurélio. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

O governador foi acusado de desviar valores de empréstimos consignados de servidores públicos. O dinheiro era descontado dos salários e utilizado para arcar com despesas do governo, atrasando o pagamento dos valores aos bancos credores.

Os desvios aconteceram em 2009 e 2010, no primeiro mandato de Góes. Ele voltou ao cargo em 2014 e foi reconduzido em 2018.

De acordo com o Ministério Público, a retenção das parcelas já era uma prática em governos anteriores, mas Góes teria ordenado pessoalmente que os valores não fossem repassados aos bancos.

A denúncia, oferecida quando o pedetista não ocupava o governo do Amapá, havia sido considerada improcedente na primeira instância, mas o Ministério Público recorreu. Com a reeleição, o caso subiu ao STJ.

No tribunal, os governadores são julgados pela Corte Especial, composta pelos 15 ministros mais antigos. Lá, o julgamento de Góes foi iniciado em 2018. A condenação ocorreu em novembro de 2019.

Segundo o ministro João Otávio de Noronha, do STJ, não é permitido ao Estado utilizar verbas particulares (o salário dos servidores) para financiar programas públicos.

Na ocasião, o advogado de Góes, Marcelo Leal, disse que o governador é inocente e que a denúncia não comprovou o crime de peculato, que prevê a apropriação ou o desvio do recurso em benefício próprio ou de terceiros. “Não houve corrupção, houve uma escolha moral”, afirmou ele.

Em nota encaminhada na época, Waldez Góes reiterou sua inocência, justificando que, “não ocorreu desvio do erário para terceiros ou fins pessoais, mas sim o pagamento de despesas outras do Estado”.

Waldez Góes vai integrar o governo Lula em uma cota do ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O atual governador do Amapá se licenciará do PDT enquanto for ministro. Aliados de Alcolumbre afirmam que o senador tentará convencer Góes a ir para a União Brasil no ano que vem.

Folha de São Paulo por Mônica Bergamo

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Com Tebet no Planejamento, Lula conclui formação de novo governo

Lula

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (29) os 16 ministros que faltavam para completar a lista de 37 ministérios que vão compor o início do seu 3º mandato. Todos serão empossados em seus cargos no domingo (1º) pelo petista durante a cerimônia de posse presidencial, no Palácio do Planalto.

Ao anunciar os últimos nomes, Lula cobrou empenho dos indicados para “fazer a máquina funcionar porque o povo não pode esperar”. Disse ainda esperar receber o título de melhor governo do mundo ao final de seu mandato. “Quero que a gente ganhe essa Copa. […] Tenho certeza de que a gente vai dar conta do recado”, disse.

Com a conclusão da indicação do 1º escalão, Lula consolidou a hegemonia do PT em sua nova gestão. A sigla terá 10 ministérios, incluindo alguns dos principais, como a Fazenda, com Fernando Haddad, e Casa Civil, com Rui Costa.

O PSB e o MDB terão 3 pastas cada um. O PDT e o União Brasil, ficam com duas. Embora esteja no PDT, o governador do Amapá, Waldez Góes, que assumirá o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, foi indicado na cota do União Brasil. O PC do B, PSD, Rede e Psol terão um ministério cada um.

A senadora Simone Tebet (MDB) foi confirmada como ministra do Planejamento. Ela terá uma atuação direta com o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Ao posar para a foto com Lula, a futura ministra chamou Haddad para ser fotografado também.

Lula disse ainda estar orgulhoso de indicar uma indígena para o Ministério dos Povos Indígenas. O nome escolhido foi de Sonia Guajajara (Psol). “Ontem falei com a Sônia que é uma experiência nova, que todos nós termos que trabalhar. Isso vai melhorar e aperfeiçoar tudo o que a gente tenta fazer para demarcar terras indígenas”, disse. Lula anunciou que escolherá indígenas também para a Funai.

Lideranças no Congresso

Lula anunciou também os líderes do governo no Legislativo. O deputado José Guimarães (PT-CE) será o líder na Câmara, o senador Jaques Wagner (PT-BA) no Senado, e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) no Congresso.

“Nada disso dará certo se a gente não tiver bons líderes na Câmara e no Senado”, disse.

Ao anunciar Wagner para o cargo, disse que o petista será mais importante no Legislativo do que poderia ser em qualquer um dos ministérios.

Veja a lista de ministros anunciados por Lula:

  1. Gabinete de Segurança Institucional: Gonçalves Dias
  2. Secretaria de Comunicação: Paulo Pimenta (PT-RS), deputado federal
  3. Agricultura: Carlos Fávaro (PSD-MT), deputado federal
  4. Integração e Desenvolvimento Regional: Waldez Góes, governador do Amapá
  5. Pesca: André de Paula
  6. Previdência: Carlos Lupi, presidente nacional do PDT
  7. Cidades: Jáder Filho
  8. Comunicações: Juscelino Filho
  9. Minas e Energia: Alexandre Silveira (PSD-MG), senador
  10. Desenvolvimento Agrário: Paulo Teixeira (PT-SP), deputado federal
  11. Esportes: Ana Moser, medalhista olímpica no vôlei
  12. Meio Ambiente: Marina Silva (Rede-AC), ex-ministra e deputada federal eleita
  13. Planejamento: Simone Tebet (MDB-MS), senadora
  14. Turismo: Daniela do Waguinho, deputada federal
  15. Povos Indígenas: Sônia Guajajara, líder indígena
  16. Transportes: Renan Filho

Poder360

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Brasil

Datafolha: 32% se veem como petistas, e 25%, como bolsonaristas

Um terço dos brasileiros se diz petista, enquanto um quarto se define como bolsonarista. No meio do caminho, grupos semelhantes se veem próximos de um polo ou de outro, enquanto 20% dos eleitores se posicionam num centro equidistante deles.

Este é o retrato da polarização que cindiu a sociedade brasileira desde o começo da campanha eleitoral deste ano, captado em uma nova pesquisa do Datafolha, realizada nos dias 19 e 20 deste mês.

O pleito foi marcado pela inviabilidade de candidaturas afastadas das figuras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do atual, Jair Bolsonaro (PL), derrotado por 50,9% a 49,1% dos votos válidos no segundo turno de 30 de outubro.

A chamada terceira via, que ensaiou nomes como Luciano Huck, João Doria, Sergio Moro e por fim acabou encarnada em Simone Tebet (MDB), foi dizimada no processo —a futura ministra do Planejamento de Lula teve meros 4,1% dos votos. O sempre candidato Ciro Gomes (PDT), se colocando como polo alternativo, ficou com ainda menos espaço (3% dos válidos).

No levantamento, o instituto ouviu 2.026 pessoas em 126 cidades, com uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

Os entrevistadores apresentaram uma escala de 1 a 5 para os ouvidos, sendo que 1 significa ser bolsonarista e 5, petista. Na primeira categoria ficaram 25% e na segunda, 32%. No nível 2, mais próximo do presidente derrotado, se declararam 7%, e no 4, rumo ao petismo, 9%.

Já 20% se veem ocupando o ponto 3, de distância igual de ambos os lados, que não se viu materializada em uma massa eleitoral na campanha. De forma que deve interessar novas lideranças buscando espaço nessa avenida de duas pistas, o eleitorado mais jovem (16 a 24 anos) é o que mais se vê nessa neutralidade (33% dos ouvidos).

De forma geral, a análise dos estratos populacionais da amostra do Datafolha mostra que as preferências seguem a identificação de grupos com o petista ou com Bolsonaro.

Assim, entre aqueles mais pobres, que ganham até dois salários mínimos, se dizem petistas 40%, ante 21% de bolsonaristas. Como na intenção de voto aferida ao longo do ano, a curva se inverte nas menos populosas camadas superiores de renda: 30% de bolsonaristas ante 24% de petistas entre quem ganha de 2 a 5 mínimos, 25% a 21% de 5 a 10 salários e 40% a 13%, respectivamente, entre os mais ricos (mais de 10 mínimos).

As clivagens regionais se repetem. Na fortaleza lulista do Nordeste, 44% se declaram petistas puros. Já no bolsonarista Sul, são 35% de aderentes do presidente. De forma também mais óbvia, 63% dos que votaram em Lula se dizem petistas, e 56% dos eleitores de Bolsonaro se dizem bolsonaristas.

Folha de São Paulo

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Brasil

Sonia Guajajara é confirmada como ministra dos Povos Originários

O vôo de Sonia Guajajara - Amazônia Latitude
A deputada federal Sonia Guajajara (PSOL-SP) será a ministra dos Povos Originários. Ela já era nome de consenso na equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, conforme antecipou o GLOBO no mês passado. Em razão do apoio de algumas entidades à Joenia Wapichana (Rede-RR), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) apresentou a Lula uma lista tríplice indicada pelo movimento. Além de Joenia e Sonia , Weibe Tapeba era uma das opções. A equipe de Lula chegou também a procurar Eliésio Marubo, procurador jurídico da União dos Povos Indígenas, como uma “terceira via”, mas as negociações não avançaram. Sonia vai ser anunciada às 11h desta quinta-feira.

Sonia esteve nesta quarta-feira reunida com Lula. Na conversa, ficou acertado que a nova pasta vai abrigar a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), essa última será ocupada por Weibe Tapeba.

Primeira deputada federal indígena eleita por São Paulo, Sonia ganhou força na escolha por ter visibilidade e grande reconhecimento da comunidade internacional, além de ser mulher, um dos motivos que ensejaram o apoio de Rosângela Silva, a Janja, que é admiradora de seu trabalho e ficou muito sensibilizada quando a liderança foi perseguida pela gestão da Funai no governo Bolsonaro.

Em maio, Sonia Guajajara foi incluída na lista das 100 pessoas mais influentes da revista Time, publicada nos EUA, ao lado do cientista Túlio de Oliveira, um dos responsáveis pela identificação da variante ômicron do vírus da Covid-19.

Pela primeira vez, duas mulheres indígenas foram eleitas como deputadas federais no Brasil. Sonia conquistou o marco em São Paulo com mais de 156 mil votos, enquanto Célia Xakriabá recebeu 101 mil e ganhou em Minas Gerais.

Antes delas, apenas dois indígenas haviam sido eleitos a este cargo na história do país: Mário Juruna (PDT-RJ), em 1982, e Joênia Wapichana (Rede-RR), em 2018. Agora, 186 concorrentes ao Congresso declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que são indígenas, um aumento de 40% em comparação ao último pleito.

Uma das preocupações do movimento indígena era “perder” a vaga de Sonia no Congresso, caso ela seja confirmada ministra. A ideia, segundo líderes do movimento indígena, é que Sonia “deixe a pasta azeitada” no primeiro ano de governo Lula e depois volte para ocupar sua cadeira na Câmara dos Deputados.

Outros nomes como de Célia Xakriabá (PSOL-MG), Ailton Krenak e Beto Marubo foram sondados pela equipe de transição, mas sem convite formal. O nome do coordenador jurídico da Apib, Eloy Terena, também chegou a ser sondado. O GLOBO apurou que a disputa ficou, num primeiro momento, entre Joênia e Sonia, mas que a coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) levou vantagem. No entanto, os indígenas acharam melhor apresentar a lista tríplice.

O globo

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Brasil

PF e PCDF prendem autores de ataques em Brasília

Bolsonaristas autores de ataques em Brasília são presos pela PCDF e PF –  Chumbo Grosso DF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), junto à Polícia Federal (PF), deflagrou megaoperação, nas primeiras horas desta quinta-feira (29/12), para prender extremistas que tentaram invadir a sede da PF, na Asa Norte, em Brasília, no último dia 12 de dezembro.

As equipes cumprem mandados expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A coluna Na Mira apurou que um dos alvos do mandado de prisão é a bolsonarista Klio Hirano. Ela foi presa nessa quarta-feira (28/12). Os demais envolvidos são procurados na ação desta manhã.

Nas mídias sociais, Klio exibe uma série de publicações, vídeos e fotos no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília e em encontro com outros autodenominados “patriotas”. As buscas ocorrem no DF e em outras unidades da Federação, a maioria delas no Norte do país, especialmente em Rondônia.

A investigação — conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco/Decor) — e pela Polícia Federal revelou que os vândalos estavam acampados em frente ao QG do Exército ou passaram pela concentração de bolsonaristas.

entificaram a participação de cada um dos presos nos atos e detectou, ainda, três responsáveis por comprar os combustíveis usados na depredação de bens públicos e particulares.

No total, os grupos de pessoas vestidos com camisetas verde e amarelo incendiaram 25 carros e cinco ônibus. Os vândalos depredaram comércios, postos de combustíveis e até a sede da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central).

Investigações

As apurações contaram com métodos de inteligência policial, oitivas e análises de fotos e vídeos registrados no dia do ataque. Apesar das cenas de terror registradas no centro da capital federal, nenhum suspeito foi levado para a delegacia após os atos de vandalismo.

Câmeras da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) captaram como os vândalos espalharam o medo pelas vias S1 e N1 do Eixo Monumental, mesmo com patrulhamento ostensivo na região. Em uma delas, é possível ver extremistas queimarem caçambas de lixo e correrem pela pista sem serem abordados por policiais.

Os ataques que aterrorizaram os brasilienses seguiram-se à prisão do indígena conhecido como Cacique Tserere. Alguns dos envolvidos justificaram o ato com a alegação de que agentes da Polícia Federal “prenderam injustamente um indígena”.

O Metrópoles apurou que o indígena lidera um grupo Xavante e apoia o presidente Jair Bolsonaro (PL). Bastante conhecido entre manifestantes acampados há dias em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília, Tserere chegou a fazer discursos inflamados contra o ministro Alexandre de Moraes.

Metrópoles

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Brasil

País gera 135 mil novos postos de trabalho em novembro, diz Caged

Carteira de Trabalho: como tirar e obter a Carteira Digital
O Brasil criou em novembro 135.495 postos de trabalho formal, segundo as Estatísticas Mensais do Emprego Formal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgadas hoje (28), em Brasília.

O resultado positivo de novembro decorre do total de 1,748 milhão de admissões, ante 1,612 milhão de demissões. No ano, o saldo até novembro é de 2,466 milhões de empregos formais criados. O estoque total de carteiras assinadas no país chegou a 43,144 milhões.

O grupamento de atividade econômica que mais gerou vagas em novembro foi o comércio: 105.969 novos postos de trabalho. Nos serviços, foram 92.213 empregos criados. Houve queda, contudo, na indústria, que perdeu 25.707 vagas, devido a uma pressão negativa do setor sucroalcooleiro, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Houve queda também na construção, com menos 18.769 postos, e na agropecuária, que teve redução de 18.211 trabalhadores formais.

O resultado ficou positivo também em quatro das cinco regiões do país. O Sudeste abriu o maior número de vagas, com saldo positivo de 84.164, seguido por Nordeste (29.213), Sul (20.750) e Norte (3.055). Houve queda de 773 postos de trabalho no Centro-Oeste.

Agência Brasil

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