Brasil

VÍDEO: “Dei a minha vida por esta Pátria. Fiz tudo pelo Brasil!”, diz Bolsonaro

Às vésperas de deixar a cadeira presidencial, o presidente Jair Bolsonaro (PL) começa a olhar para o futuro. “O Brasil não vai se acabar dia primeiro de janeiro”, enfatizou em transmissão ao vivo sobre balanço de governo e análise de cenário político. 

O presidente alertou aos apoiadores, que ele considera maioria dentre os eleitores, que é preciso negociar forças e buscar apoio político.

“Dei minha vida por essa Pátria. Fiz tudo pelo Brasil. O Brasil não vai acabar dia primeiro. Hoje, temos uma multidão de pessoas que passaram a entender mais de política. O bem vai vencer.”

Com informações de O Antagonista

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Brasil

Em live, Bolsonaro condena tentativa de ato terrorista no DF: “Nada justifica”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) condenou, nesta sexta-feira (30/12), a tentativa de ato terrorista, ocorrida em Brasília no último dia 24 de dezembro. A declaração foi feita durante pronunciamento às vesperas de o atual mandatário do país deixar o comando da Presidência da República.

Após dois meses sem realizar as tradicionais lives semanais e com a agenda reclusa, Bolsonaro fez uma transmissão nas redes para fazer um balanço de sua gestão. Desde que foi derrotado nas eleições deste ano, ele adotou uma agenda reclusa, com poucos compromissos oficiais e raras aparições públicas.

Na live, o presidente disse que a ameaça “não se justifica”, mas criticou a imprensa por identificar o homem preso como “bolsonarista”.

Bolsonaro nomeia novos comandantes da Aeronáutica e da Marinha
Em 24 de dezembro, um caminhão estava próximo ao aeroporto de Brasília quando a polícia foi avisada sobre a presença de um artefato explosivo, que depois foi detonado. No sábado, o bolsonarista e empresário George Washignton de Oliveira Sousa, 54 anos, foi preso por envolvimento no esquema.

“Nada justifica, aqui em Brasília, essa tentativa de ato terrorista ali na região do aeroporto. Nada justifica. O elemento que foi pego, graças a Deus, com ideias que não coadunam com um cidadão. Massifica, em cima do cara, como ‘bolsonarista’ o tempo todo”, disse o presidente.

Em depoimento, George disse que veio para a capital federal “preparado para guerra” e que aguardava uma “convocação do Exército”, pois era um “defensor da liberdade”. O Metrópoles revelou que um colega do empresário afirmou em um grupo de WhatsApp sobre as intenções de George ao viajar para Brasília, em novembro.

Bolsonaro nomeia novos comandantes da Aeronáutica e da Marinha
Viagem aos EUA
O pronunciamento desta sexta ocorre próximo à viagem de Jair Bolsonaro para Miami, nos Estados Unidos. O colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, afirmou que atual presidente viajará em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), onde pretende tirar um período sabático após deixar o Palácio do Planalto.

A expectativa é que o atual presidente deixe o Brasil até este sábado (31/12), deixando de participar da cerimônia de posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que retorna para o seu terceiro mandato à frente da Presidência da República em 1º de janeiro de 2023.

Mais cedo, cinco dois oito servidores que devem auxiliar Bolsonaro na vida fora da Presidência (leia mais abaixo), foram autorizados a acompanhar o presidente durante viagem a Miami pelo período de um mês. De acordo com o ato, os servidores farão a segurança e darão apoio ao futuro ex-presidente, entre 1º e 30 de janeiro de 2023.

Metrópoles

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Brasil

Bolsonaro fala em transmissão pela internet sobre seu Governo

O presidente Jair Bolsonaro faz última transmissão on-line antes de deixar o poder. Acompanhe o que diz o presidente.

Folha Política

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Brasil

DATAFOLHA: Bolsonaro acaba governo aprovado por 39% e reprovado por 37%

O presidente Jair Bolsonaro (PL) encerra seu mandato com sua gestão aprovada e reprovada de forma semelhante: 39% dos brasileiros dizem que ele fez um governo bom ou ótimo, enquanto 37% o percebem como ruim ou péssimo.

Consideram sua administração regular 24%, e não opinaram 1%, segundo aferiu o Datafolha. Em pesquisa realizada em 19 e 20 de dezembro, o instituto ouviu 2.026 eleitores em 126 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O resultado de Bolsonaro é o pior de um presidente eleito para seu primeiro mandato desde a volta da democracia ao país, em 1985. O mandatário perdeu a eleição em outubro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e até hoje não reconheceu abertamente o resultado.

No fim de 1998, já reeleito, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) marcava uma aprovação de 35% e uma reprovação de 25%, com 37% o considerando regular. Nos estertores de 2006, já tendo vencido sua reeleição, Lula tinha 52% de ótimo/bom, 14% de ruim/péssimo e 34% de regular.

Dilma Rousseff (PT), por sua vez, era aprovada por 42%, reprovada por 14% e vista como regular por 34% no fim de 2014 —ela acabaria impedida no meio de seu segundo mandato, em 2016.

Não entram na comparação direta campeões de popularidade ou impopularidade. No primeiro quesito, vence Lula ao fim do segundo mandato em 2010, com 83% de aprovação. No segundo, Fernando Collor antes de perder a cadeira no impeachment de 1992, com 68% de insatisfeitos.

Ao longo de seu tumultuado mandato, pontuado por crises políticas, retórica golpista e a pandemia da Covid-19, Bolsonaro tinha tido o ápice de aprovação no segundo semestre de 2020 —quando os efeitos do auxílio emergencial devido à crise sanitária foram intensos entre o eleitorado mais pobre.

Nas medições de junho e de dezembro daquele ano, Bolsonaro teve 37% de aprovação. Agora, voltou ao nível e o ultrapassou numericamente, cortesia do processo eleitoral em que acabou apenas a 2 milhões de votos de Lula —essa avaliação final agora, aliás, empata com a registrada às vésperas do segundo turno.

Já seu pior momento foi extenso, tendo o auge em dezembro de 2021, antes do início da campanha eleitoral. Há um ano, 53% consideravam o governo ruim ou péssimo, repetindo uma aferição do setembro anterior.

Ali, a turbulência já havia encontrado a apoplexia das manifestações golpistas de Bolsonaro no 7 de Setembro, o coração do governo havia sido entregue ao centrão para evitar um colapso político e o governo não se acertava acerca dos benefícios que acabariam condensados no Auxílio Brasil.

Ao fim de seu governo, Bolsonaro entrega um país melhor na opinião de 39%, o mesmo índice daqueles que o aprovam. De forma similar, 36% dizem que os quatro anos do presidente legaram um Brasil piorado, enquanto 24% veem tudo igual. Não opinaram 1%.

Lula, que volta agora ao poder, encerrou seu primeiro mandato em 2006 com 84% dos brasileiros acreditando que seu governo havia deixado um país melhor e 12%, um pior.

Folha de São Paulo

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Brasil

Moro descarta desfiliação e fala em ‘independência’ após União Brasil aceitar 3 ministérios de Lula

O senador eleito e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro (União-PR), terá três colegas de legenda como ministros do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O paranaense é adversário político do futuro presidente e, antes de entrar na política partidária, foi o responsável pela sentença que levou o petista a prisão em abril de 2018.

Apesar disso, Moro tem evitado entrar em confronto com os colegas de legenda. A interlocutores, o senador eleito já disse que, mesmo com os ministérios, ele ouviu de líderes do União Brasil de que o partido terá uma postura “independente” ao atual governo. Além de Moro, há uma ala do partido que também é adversária do próximo presidente. Nomes como o do deputado eleito Mendonça Filho (PE) e dos senadores Márcio Bittar (AC), Alan Rick (AC) e Soraya Thronicke (MS) têm políticos do PT como adversários regionais e não se sentiriam confortáveis sendo parte da base de Lula.

Além do embate entre Moro e a ala lulista do seu partido, há também outras disputas internas dentro do União Brasil.
Além do embate entre Moro e a ala lulista do seu partido, há também outras disputas internas dentro do União Brasil. Foto: Alex Silva/Estadão

Lula confirmou nesta quinta-feira, 29, que os deputados Juscelino Filho (União-MA) e Daniela do Waguinho (União-RJ) comandarão as pastas de Comunicações e Turismo respectivamente. O senador Davi Alcolumbre (União-AP) indicou o governador do Amapá, Walder Goes, para ser ministro da Integração Nacional. Waldez é do PDT, mas irá se licenciar do partido e deve entrar nas fileiras do União Brasil.

O Estadão ouviu políticos da legenda que há um esforço para não constranger os nomes do partido que são opositores de Lula. Há uma preocupação principalmente em relação a bancada do Senado, visto que, diferente dos deputados, os senadores podem mudar de legenda sem o risco de perder o mandato.

Ainda assim, o presidente eleito não esconde que a nomeação dos ministros têm como objetivo ter o apoio da legenda no Congresso. Ao anunciar Waldez Goes na Integração Nacional, ele cobrou apoio do União Brasil no Congresso. “Waldez, você vai ter duplo trabalho, além de seu trabalho como ministro, vai ter que ajudar a coordenar a bancada na Câmara e no Senado. Portanto, se prepare”, completou o petista.

O nome de Waldez foi sacramentado na noite de ontem, 28, após uma reunião entre Lula e Alcolumbre. Na manhã desta quinta, o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, Alcolumbre e Lula fizeram uma nova reunião e definiram a indicação dos deputados Daniela do Waguinho (União-RJ), próxima de Bivar, e Juscelino Filho (União-MA) para comandar respectivamente as pastas de Turismo e Comunicações.

Além do embate entre Moro e a ala lulista do seu partido, há também outras disputas internas dentro do União Brasil. A legenda foi criada no começo deste ano e é o resultado da fusão do DEM com o PSL. O deputado Luciano Bivar era o presidente do PSL e se manteve no comando partidário com a criação do União. No entanto, Bivar tem acumulado embates com a ala oriunda do DEM. Durante a própria filiação de Moro, que contou com o apoio de Bivar, integrantes do antigo DEM discordaram e até ameaçaram vetar sua filiação.

A postura de evitar movimentos bruscos de atrito com o partido difere do que foi adotado por Moro no começo de 2022. Quando ainda queria ser candidato à Presidência, Moro chegou a se filiar ao Podemos, mas trocou a legenda depois de cerca de cinco meses filiado. O objetivo era ter uma estrutura partidária maior para ser candidato ao Planalto. A candidatura presidencial não prosperou, mas ele conseguiu ser eleito senador pelo União Brasil. O movimento de saída desagradou os parlamentares do Podemos e levou ao rompimento de Moro com o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), que não conseguiu ser reeleito e perdeu a eleição que foi vencida por Moro neste ano.

Estadão

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Brasil

Herdeiros de Pelé: conheça os filhos e a herança do Rei do Futebol

Considerado uma lenda do futebol mundial, Pelé conquistou diversos títulos e prêmios, dentre eles, três Copas do Mundo. Segundo publicação da Forbes, em 2014, a fortuna do Rei cresceu US$ 15 milhões, aproximadamente R$ 79 milhões. À época, a revista colocou Pelé na lista dos 10 atletas aposentados mais bem sucedidos do mundo. Não há informações oficiais sobre a fortuna dele atualmente.

Ao longo da carreira, o futebolista atuou profissionalmente apenas em dois clubes: o Santos Futebol Clube, de 1956 a 1974, e o New York Cosmos, de 1975 a 1977. Em 1961, no auge da trajetória, o salário de Pelé veio à tona nas páginas dos jornais: Cr$ 2 milhões, o equivalente a R$ 70 mil nos dias atuais.

Se jogasse hoje, de acordo com estimativas da Forbes, o santista seria o jogador mais bem pago do mundo, com salário anual de US$ 223 milhões, cerca de R$ 1,1 bilhão. Para chegar ao montante, a revista realizou uma comparação entre Pelé e os quatro principais e mais valiosos craques da atualidade: o argentino Lionel Messi, o português Cristiano Ronaldo, o brasileiro Neymar e o francês Mbappé.

Herdeiros

Desde 2016, Pelé é casado com Márcia Aoki. Ele teve outras duas esposas: Rosemeri Cholbi, com quem esteve junto entre 1966 e 1982, e Assíria Nascimento, com quem foi casado de 1994 a 2008.

Pelé teve sete filhos, seis reconhecidos por ele. Sandra Machado, falecida em 2014 em razão de um câncer, nunca teve vínculo afetivo com o futebolista. No entanto, a paternidade da moça, fruto de um relacionamento extraconjugal do esportista com a doméstica Anisia Machado, foi reconhecida pela Justiça.

Veja os herdeiros de Pelé:

Kely Cristina (filha)
Edinho (filho)
Jennifer (filha)
Sandra (filha já falecida)
Flávia (filha)
Joshua (filho)
Celeste (filha)
Márcia Aoki (esposa)

Metrópoles

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Brasil

Três futuros ministros de Lula votaram a favor do impeachment

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, ontem, os demais ministros que vão compor as 37 pastas em sua gestão. O petista cedeu espaço para PSD e União Brasil, como forma de ampliar seu apoio no Congresso Nacional. Ao todo, três ministros indicados votaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.

Em um pronunciamento no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede da transição em Brasília, Lula revelou os últimos 16 nomes que irão compor sua equipe de 37 ministérios a partir de domingo (1º). Os deputados André de Paula (PSD) e Juscelino Filho (União) e a senadora Simone Tebet (MDB) eram considerados golpistas pelo PT por terem votado a favor da saída de Dilma da Presidência.

André de Paula e Juscelino Filho assumirão, respectivamente, o Ministério da Pesca e o Ministério das Comunicações. Em 2016, os dois também exerciam seus mandatos como deputados federais e, na sessão do dia 17 de abril daquele ano, votaram favoravelmente pela admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

“Pela minha família, pelos meus amigos, meus colegas médicos, pelo povo do meu querido estado do Maranhão que me deu a oportunidade de representá-lo nesse momento histórico. […] Por um futuro melhor para nosso Brasil, eu voto sim”, disse o deputado Juscelino ao votar. Já o futuro ministro André de Paula afirmou que votava sim “pela ética na política, pela decência, por Pernambuco e pelo Brasil”.

Tribuna do Norte

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Brasil

Partidos no ministério de Lula não somam votos para aprovar uma PEC

O primeiro escalão do futuro governo Luiz Inácio Lula da Silva, cuja conclusão foi anunciada nesta quinta-feira, 29, terá representantes de nove partidos no total, que vão dos esquerdistas PT, PSOL e PCdoB a siglas de centro-direita como União Brasil e PSD.

Somados todos os deputados eleitos por esses partidos, no entanto, o total de votos na Câmara chega a 268 parlamentares, pouco mais da metade dos 513 que compõem a Casa. Esse número é insuficiente para aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que precisa de 308 votos.

Veja os votos na Câmara de cada partido com ministério:

Federação PT-PV-PCdoB: 80
União Brasil: 59
MDB: 42
PSD: 42
PDT: 17
PSB: 14
Federação PSOL-Rede: 14

Na conta do governo ainda podem entrar os quatorze votos de três partidos que estiveram na coligação de Lula desde o primeiro turno, mas não ganharam ministério: Avante (sete deputados), Solidariedade (quatro) e Pros (três).

A Executiva Nacional do Cidadania, que tem cinco deputados, também aprovou apoio ao governo Lula nesta semana, mas o partido está unido ao PSDB em uma federação, o que torna incerto o voto desses parlamentares na próxima legislatura.
Senado

Já no Senado, os partidos que comandarão ministérios formam o número exato de senadores para ter maioria: 42 dos 81 parlamentares da Casa. Se considerar o Pros, que apoiou Lula na eleição mas ficou sem ministério, o número do governo sobe para 43.

O número também é insuficiente para aprovar uma PEC no Senado, já que são necessários 49 votos para esse tipo de projeto.

Veja os votos no Senado de partidos com ministério:

PSD: 11
União Brasil: 10
MDB: 10
PT-PV-PCdoB: 9
PSB: 1
Federação PSOL-Rede: 1

Líderes

Lula anunciou também nesta quinta-feira, 29, os nomes dos seus líderes no Congresso. Os parlamentares indicados terão a dura missão de fazer avançar os projetos do governo no Legislativo e representar uma base que tem mais de uma dezena de partidos.

O líder na Câmara será o deputado federal José Guimarães (PT-CE). Eleito para o quinto mandato consecutivo, ele foi um dos principais articuladores da candidatura vitoriosa do PT ao governo do Ceará. Ele também é irmão do ex-presidente do PT José Genoino.

O líder no Senado será Jaques Wagner (PT-BA), que já foi duas vezes governador da Bahia, onde desbancou o carlismo e deu início a uma hegemonia petista no estado que já chegará ao terceiro governador diferente – depois dele, vieram Rui Costa (atual) e Jerônimo Rodrigues (eleito). Wagner é um antigo homem de confiança de Lula e já foi cotado mais de uma vez para ser candidato a presidente da República.

Já o líder do governo no Congresso será o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Senador de primeiro mandato, ele foi um dos responsáveis por articular a federação da Rede com o PSOL e pela entrada das duas legendas na coligação de Lula já no primeiro turno, apesar de resistências nos dois partidos. Randolfe também foi um dos senadores que mais se destacaram na CPI da Pandemia.

VEJA

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Brasil

Brasil fecha 2022 com as contas no azul pela primeira vez em 9 anos

Pela primeira vez desde 2013, o governo brasileiro vai encerrar o ano com um resultado primário positivo, o que representa um superávit primário das contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

Conforme as estimativas mais recentes do Tesouro Nacional, o saldo positivo primário de 2022 vai corresponder a 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto), fruto de uma receita líquida de 18,8% do total de riquezas nacionais e de uma despesa estimada em 18,8%.

“Se confirmada, a projeção para o resultado primário [que exclui despesas financeiras] será a melhor em oito anos. Desde 2014, o Brasil apresentava saldo negativo [déficit] nas contas públicas”, escreveu o ministro da Economia, Paulo Guedes, em uma rede social.

Pedro Afonso Gomes, economista e presidente do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia de São Paulo), explica que o resultado positivo é decorrente do aumento da arrecadação em meio ao processo de retomada econômica e o corte de inúmeras despesas orçamentárias.

“Nos últimos meses, alguns setores da economia cresceram um pouco e, mesmo ainda abaixo no patamar pré-pandemia, começaram a gerar e pagar impostos. Esse movimento aumenta a receita do governo”, afirma Gomes.

O Tesouro Nacional destaca que “eventos não recorrentes”, como as receitas de dividendos da Petrobras e as concessões decorrentes da privatização da Eletrobras, ou arrecadações associadas a um ciclo favorável de commodities, também ajudam a explicar o resultado positivo.

Gomes recorda ainda o corte de 6,74 bilhões do Orçamento anunciado pelo governo federal para cumprir teto de gastos. “Quando você reduz as despesas, há um superávit ou um déficit menor, porque você gastou menos, em termos reais, do que deveria. Isso reflete negativamente, principalmente nas áreas de assistência social”, lamenta ele.

No acumulado dos 12 meses finalizados em novembro, o superávit primário do setor público consolidado atingiu R$ 137,9 bilhões, o equivalente a 1,4% do PIB, de acordo com dados do BC (Banco Central).

Para o ano que vem, as projeções do Tesouro Nacional já sinalizam para o resultado negativo equivalente a 1,1% do PIB nas contas do governo central, com um retorno das contas pública ao campo positivo apenas em 2026. 

Gomes, no entanto, avalia que as projeções ainda podem ser revertidas. “Não há dúvida de que, em 2023, vai haver um déficit. Isso só não vai acontecer se houver um aquecimento rápido da economia, porque a retomada muito forte aumentaria as receitas, como aconteceu neste ano”, observa.

R7

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Brasil

Bolsonaro decreta luto oficial de 3 dias no país pela morte de Pelé

O presidente Jair Bolsonaro (PL) decretou luto oficial de 3 dias em todo o Brasil por causa da morte de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. O ex-jogador morreu na tarde desta quinta-feira (29) por falência múltipla dos órgãos depois de lutar contra um câncer no cólon.

O decreto presidencial foi publicado no Diário Oficial da União.

No Twitter, Bolsonaro disse que o tricampeão mundial “transformou futebol em arte e alegria”. Também desejou conforto à família do ex-atleta. Na postagem, é usada a foto de uma blusa que Pelé autografou um para o chefe do Executivo em 2020.

Poder360

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