Brasil

AGU pede bloqueio de R$ 6,5 mi de empresas que financiaram atos no DF

Líderes da Igreja no Brasil condenam ataques a sedes dos Três Poderes em Brasília (DF) - Jornal O São Paulo
A Advocacia-Geral da União (AGU) identificou pelo menos 52 pessoas e sete empresas que atuaram no financiamento de transportes dos terroristas que atacaram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro. Com os dados apurados, a AGU pediu à Justiça Federal do DF que faça o bloqueio de bens desses empresários.

De acordo com a solicitação, o valor a ser bloqueado é de R$ 6,5 milhões. Dinheiro que, pelo pedido, pode ser usado para reparar os danos causados aos prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).

A AGU pode pedir ainda a ampliação do valor a ser bloqueado na medida em que a contabilização dos prejuízos, que ainda não foi concluída, avance.

A lista dos alvos do bloqueio – que abrange imóveis, veículos, valores financeiros em contas e outros bens – foi elaborada com o auxílio de dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e inclui apenas os que contrataram ônibus apreendidos transportando pessoas que participaram dos atos golpistas.

Valores

Por enquanto, o montante no pedido de bloqueio de R$ 6,5 milhões considera apenas estimativa do Senado Federal de danos de R$ 3,5 milhões ao seu prédio e da Câmara Federal, cuja avaliação preliminar é de prejuízos de R$ 3,03 milhões ao edifício da Casa. Ainda não há estimativas para os prejuízos causados no Palácio do Planalto e no STF.

A Advocacia-Geral também argumentou que a medida cautelar é necessária considerando “a gravidade dos fatos praticados e nos quais os réus se envolveram”, uma vez que, além de “lesar o patrimônio público federal”, os atos “implicaram ameaça real ao regime democrático brasileiro” que “impõe uma resposta célere e efetiva, sob pena de comprometer o sistema de justiça e sua efetividade.

Metrópoles

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Brasil

Lula está convencido que porta do Planalto não foi arrombada durante ataque: “Alguém facilitou”

Human Rights Watch pede que Lula amplie luta pelos direitos humanos em  resposta aos ataques em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta-feira (12/1), estar convencido de que a porta do Palácio do Planalto foi “aberta por alguém de dentro”, no último domingo (8/1), quando terroristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

“Estou esperando a poeira abaixar. Eu quero ver todas as fitas que foram gravadas dentro da Suprema Corte, da Câmara, do Palácio do Planalto… Teve muita gente conivente. É importante dizer”, afirmou Lula, em café da manhã com jornalistas.

O presidente também citou a Polícia Militar e as Forças Armadas. “Teve muita gente da Polícia Militar conivente, teve muita gente das Forças Armadas aqui de dentro conivente. Eu estou convencido de que a porta do Palácio do Planalto foi aberta para que gente entrasse, porque não tem porta quebrada. Significa que alguém facilitou a entrada deles aqui”, acrescentou Lula.

Lula citou vídeos e reforçou a necessidade de uma investigação sobre o episódio.

O presidente contou, ainda, que tinha informações que o acampamento bolsonarista em frente ao Quartel-General do Exército estava diminuindo. “Não sabia nem previa que iria ocorrer [o ataque na Praça dos Três Poderes]”, alegou.

Metrópoles

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Brasil

‘Única coisa que eu não queria era que Bolsonaro me passasse a faixa’, diz Lula

Lula sobe rampa do Planalto com representantes do povo brasileiro; saiba  quem são e quem entregou a faixa | Política | O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (12) que a “única coisa” que ele não queria no dia da posse era que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lhe passasse a faixa presidencial.

O petista deu a declaração durante café da manha com jornalistas que fazem a cobertura da Presidência da República em Brasília.

Na véspera do fim do mandato, Bolsonaro viajou para os Estados Unidos e não participou da cerimônia oficial de posse de Lula. Tradicionalmente, os ex-presidentes passam a faixa para seus sucessores.

A jornalistas, Lula disse que a ideia de a entrega da faixa ser feita por pessoas que representam a sociedade brasileira partiu da primeira-dama, Janja da Silva, e da equipe que coordenou os eventos da posse.

“Foi uma ideia genial porque ali tinha catador de papel, ali tinha índio, ali tinha aquele menino que estava lá e era filho de uma catadora de papel, tinha pessoa com deficiência. Veja, a gente tentou mostrar o povo. A única coisa que eu não queria era que o Bolsonaro me passasse a faixa. Era a única coisa que eu não queria”, disse o petista.

Ainda sobre o tema, Lula afirmou que a posse foi “bonita” pela quantidade de gente e pelo “simbolismo”.

“Era como se as pessoas estivessem sendo libertadas de um pesadelo, como ela foi bonita pelo simbolismo de o povo colocar a faixa no meu pescoço”, disse.

Ligação de chefes de estado

O presidente disse também que, após os atos de terrorismo em Brasília no último domingo (8), recebeu telefonemas de vários chefes de Estado.

“Depois dessa estupidez que foi feita no último domingo, eu recebi outra vez uma quantidade de telefonemas de todos os chefes de estado. Todo mundo preocupado com o processo democrático no Brasil”, declarou.

G1

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Brasil

Salário mínimo de R$ 1.320 não entrará em vigor nos primeiros meses do ano, decide Lula

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu que o salário mínimo de R$ 1.320 não vai vigorar nos primeiros meses deste ano.

Uma ala do governo defende manter o valor de R$ 1.302 durante todo o ano. Outra, quer que o mínimo de R$ 1.320 comece a valer a partir de maio, no Dia do Trabalho.

O valor de R$ 1.302 foi determinado via medida provisória editada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano passado, para valer em 2023.

O reajuste determinado por Bolsonaro representou um aumento de 7,43% – a reposição da inflação mais um ganho real de 1,4% – em relação ao salário mínimo de 2022, que era de R$ 1.212.

Já o mínimo de R$ 1.320 foi prometido por Lula para este ano, o que garantiria um aumento real maior, de 2,81%.

Só que o novo governo verificou que houve, no ano passado, uma concessão acima do previsto de aposentadorias, elevando os gastos do INSS.

Com isso, se o novo mínimo entrasse em vigor desde janeiro, o INSS teria um gasto extra de R$ 7,7 bilhões, que ficariam fora do teto dos gastos públicos.

Por isso, para bancar esse aumento desde janeiro, o Ministério da Fazenda teria de fazer um bloqueio de gastos para bancar essas despesas.

A equipe do ministro Fernando Haddad defende a manutenção do valor de R$ 1.302 ao longo de todo ano.

A ala política, preocupada com o desgaste para Lula, propõe que o mínimo com aumento real comece a vigorar a partir de maio, mês do trabalhador.

Na próxima quarta-feira, Lula fará uma reunião com as centrais sindicais, quando será anunciada a criação de um grupo de trabalho para definir a nova política de valorização do salário mínimo e também de regras para trabalhadores de aplicativos.

Neste dia, será batido o martelo final sobre o valor do mínimo neste ano.

G1

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Brasil

Moraes afastou governador do DF sem pedido de órgãos de investigação ou parlamentares

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento do governador Ibaneis Rocha (MDB) do cargo de ofício, ou seja, sem ter sido provocado por órgãos de investigação ou mesmo por parlamentares.

É a primeira vez que um magistrado retira um chefe de Executivo estadual do cargo sem que haja um pedido nesse sentido.

Moraes mandou afastar o emedebista do comando da capital federal no último domingo (8), poucas horas depois de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadirem e vandalizarem as sedes dos Três Poderes.

A ordem se soma a outras decisões heterodoxas adotadas por Moraes em inquéritos que investigam a ofensiva golpista contra as instituições patrocinadas por Bolsonaro e sua militância. A maioria do STF já referendou a decisão do magistrado contra Ibaneis, em julgamento realizado no plenário virtual.

Em 2019, o STF foi alvo de críticas por agir de ofício quando o então presidente Dias Toffoli determinou a abertura do inquérito das fake news sem pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) nesse sentido.

Também foi criticado o fato de Toffoli ter escolhido Moraes para relatar o caso, sem sorteio, como ocorre em todos os inquéritos instaurados na corte que não têm relação com alguma outra investigação em curso no tribunal.

Na época, a abertura da apuração sofreu grande resistência no meio jurídico e dentro do próprio STF. Prova disso é que Toffoli só submeteu a decisão ao plenário da corte mais de um ano depois, em junho de 2020.

Àquela altura, o cenário havia mudado. A ampliação dos ataques contra integrantes da corte pela militância bolsonarista e pelo então presidente mudou o humor da maioria dos ministros. Parte dos magistrados inicialmente era crítica do inquérito, mas depois se tornou favorável por ver em Moraes um meio para proteger a instituição.

Depois disso, as ordens judiciais heterodoxas de Moraes se acumularam. A última foi a do afastamento de Ibaneis. A decisão foi tomada em ações apresentadas pela AGU (Advocacia-Geral da União) e pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Nenhum dos dois, porém, pediu especificamente o afastamento do governador.

Moraes descreveu os pedidos feitos por ambos e, em nenhum momento, citou solicitação para que o governador fosse retirado do cargo. A representação da AGU pediu a “prisão em flagrante de todos os envolvidos, inclusive do secretário de Segurança do DF e demais agentes públicos responsáveis por atos e omissões”, mas não mencionou o nome de Ibaneis.

O ministro afirmou que o afastamento do governador é necessário para impedir que ele destrua provas sobre possíveis omissões que levaram à atuação leniente da Polícia Militar do DF que permitiu a invasão dos palácios de Brasília.

Ele disse que Ibaneis teve uma “conduta dolosamente omissiva” e que ele “deu declarações públicas defendendo uma falsa ‘livre manifestação política em Brasília’ mesmo sabedor por todas as redes que ataques às instituições e seus membros seriam realizados”.

“Na presente hipótese, verifico haver necessidade de se impor medida cautelar diversa da prisão –uma vez que não houve representação da PF ou requerimento da PGR pela prisão preventiva— consistente na suspensão do exercício da função pública”, afirmou Moraes.

Em 2017, o plenário do Supremo discutiu o procedimento para afastamento de governadores. Geralmente, esse tipo de decisão é tomada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), que é o tribunal competente para julgá-los.

Na ocasião, o tribunal firmou o entendimento de que os estados não podem criar leis que exijam aval da respectiva Assembleia estadual para confirmar o afastamento.

Na análise do tema, o ministro Luís Roberto Barroso abriu margem para o afastamento de ofício de governadores ao prever que medidas “podem ser tomadas pelo juízo com base no poder geral de cautela conferido pelo ordenamento jurídico brasileiro aos juízes”.

No entanto, esse ponto do voto do magistrado não foi aprofundado pelos demais. Na prática, o aval pelos demais magistrados do STF à decisão de Moraes, em julgamento nesta quarta (11), institui a jurisprudência no tribunal de que qualquer ministro pode, sozinho e sem ter sido provocado, afastar do cargo um governador eleito pela maioria da população de uma unidade da federação.

Folha de São Paulo

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Brasil

Bolsonaro gastou menos do que Lula em cartão corporativo no primeiro governo

Foto: Ricardo Stuckert/Pedro Lareira.

No período em que esteve na Presidência da República, de janeiro de 2019 ao final de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gastou R$27.621.657,23 em 4 anos no CPFG (Cartão de Pagamento do Governo Federal), o popular cartão corporativo. Quando corrigido pela inflação, o total vai a R$ 32.659.369,02.

O valor é menor que os que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou em cada um de seus 2 mandatos. Também fica abaixo do gasto pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em seu 1º mandato.

Leia os gastos de todos os presidentes com o cartão corporativo desde o 1º mandato de Lula, corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) anual:

Lula 1 – R$59.075.679,77

Lula 2 – R$47.943.615,34

Dilma 1 – R$42.359.819,13

Dilma 2 – R$10.212.647,25

Temer – R$15.270.257,50

Bolsonaro – R$32.659.369,02

Os números foram disponibilizados pela Secretaria Geral da Presidência da República depois de pedido de LAI (Lei de Acesso à Informação) da Fiquem Sabendo, agência de dados especializada no acesso a informações públicas.

As informações também foram hospedadas no site do governo.

Há registro de ao menos 21 CPFs (Certidões de Pessoas Físicas) diferentes tendo feito gastos no cartão de Bolsonaro.

A 1ª despesa foi realizada em 4 de janeiro de 2019 –uma compra de R$ 303,78 em uma rede de supermercados. A última, em 4 de dezembro de 2022, curiosamente, também foi feita no mesmo estabelecimento, ao custo de R$ 54,66.

CARTÃO CORPORATIVO

O CPGF foi criado em decreto por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2001. Segundo o Portal da Transparência, o cartão corporativo é previsto para:

  • atender a despesas de pequeno vulto (aquelas que não ultrapassem o limite estabelecido na Portaria MF nº 95/2002);
  • atender a despesas eventuais, como viagens e serviços especiais, que exijam pronto pagamento;
  • executar gastos em caráter sigiloso.

Poder 360

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Brasil

Haddad anuncia pacote de medidas nesta quinta-feira


Foto: ADRIANO MACHADO/REUTERS

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anuncia nesta quinta-feira (12.jan.2023), às 14h30, uma série de medidas para tentar equilibrar as contas públicas. Ele decidiu manter o cronograma mesmo depois da ação de extremistas em Brasília no 8 de Janeiro.

A intenção do ministro é de ir ao Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), munido de decisões que ajudem a reduzir o deficit estimado em R$ 231,5 bilhões em 2023. A previsão de rombo fiscal cresceu com a aprovação da PEC que permitiu ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) furar o teto de gastos para cumprir promessas de campanha.

O Ministério da Fazenda mantém sigilo sobre as medidas. A volta da cobrança do PIS (Programa de Integração Social)/Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina e o etanol está entre ações discutidas por analistas de mercado como prováveis. Esses tributos podem assegurar ao governo R$ 28,6 bilhões.

Por meio da MP (Medida Provisória) 1.157, de 2023, Lula suspendeu, em 2 de janeiro, a cobrança dos impostos sobre a gasolina, o etanol e o gás natural veicular até 28 de fevereiro de 2023. A expectativa é que a isenção não seja renovada.

Somada à reoneração dos combustíveis, outras medidas consideradas prováveis proporcionariam ao governo R$ 172,6 bilhões. Eis as possíveis ações:

  • R$ 40 bilhões – determinação por medida provisória de que o ICMS seja excluído da base de cálculo do PIS/Cofins;
  • R$ 80 bilhões – incentivo extraordinário à redução de litigiosidade no Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais) e à denúncia espontânea;
  • R$ 24 bilhões – reavaliação de despesas em 2023.

Há resistência às duas últimas propostas. No caso do Carf, o risco é de aumentar o litígio na Justiça. No do corte dos restos a pagar, haveria resistência de congressistas, já que parte das emendas que fizeram ao Orçamento de 2022 deixariam de ser pagas.

A exclusão do ICMS da base de cálculo da PIS/Cofins estaria sujeita à noventena, ou seja, só entraria em vigor 90 dias depois da edição do texto.

Poder360

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Brasil

Pâmela Bório é apontada como uma das organizadoras dos ataques criminosos no DF

A ex-primeira-dama da Paraíba e suplente de deputado federal, Pâmela Bório (PSC), está sendo apontada como uma das organizadoras dos atos criminosos que invadiram e depredaram a sede dos Três Poderes, em Brasília. O nome dela foi citado em uma matéria da Globonews, veiculada na noite desta quarta-feira (11).

Além de Pâmela, as investigações sugerem a participação de autoridades, policiais, militares e políticos, entre eles o policial legislativo do Senado, Wallace França, e Leonardo Rodrigues de Jesus, também conhecido como Leo índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No dia dos ataques, Pâmela publicou vídeos dos atos nas suas redes sociais e em um deles aparece afirmando que “não vamos entregar o nosso país sem luta”.

Após a repercussão do caso, Pâmela Bório, que é jornalista e natural de Senhor do Bonfim, na Bahia, divulgou uma nota à imprensa alegando que esteve presente para fazer uma cobertura como “profissional independente”.

A conta pessoal da ex-primeira-dama no Instagram foi desativada.

F5 Online

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Brasil

Waldemar Costa Neto que vai expulsar filiados ao PL que depredaram sedes dos Três Poderes

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que a legenda que abriga o ex-presidente Jair Bolsonaro vai expulsar filiados que participaram da invasão e depredação do Palácio do Planalto e dos prédios do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal no último domingo.

“Se membros do partido foram vistos em vídeos destruindo esses prédios, vamos expulsá-los imediatamente”, afirmou ele, em entrevista à Reuters nesta quarta, ao avaliar que o vandalismo foi causado por extremistas que não representam a legenda.

No final da tarde de domingo, em meio aos atos violentos, Valdemar divulgou um vídeo nas redes sociais em que condenou os ataques aos prédios públicos. Ele disse que o “movimento” daquele dia não representava o partido nem Bolsonaro, embora tenha na ocasião se manifestado a favor daqueles que estavam na frente dos quartéis como “exemplo de educação, confiança e de brasilidade”.

“Lá (referindo-se aos atos nas imediações dos quartéis) havia famílias representando Bolsonaro e a direita. Todos os movimentos foram pacíficos e ordeiros. Esse movimento que assistimos hoje é uma vergonha para todos nós e não representa o nosso partido, não representa o Bolsonaro “, disse ele, no vídeo.

Investigações oficiais, no entanto, apontam que muitos dos que se envolveram nos atos violentos de domingo, inclusive sendo detidos, partiram do acampamento do chamado QG do Exército em Brasília.

Nos acampamentos em frente a várias unidades militares pelo país –desmontados posteriormente por ordem do ministro do Supremo Alexandre de Moraes– se pedia uma intervenção militar ilegal contra a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Planos Futuros

Valdemar disse à Reuters que espera que Bolsonaro volte dos EUA para liderar a direita e para ajudar na conquista de prefeituras pelo PL nas eleições municipais do próximo ano –ele será presidente de honra do partido. Esse crescimento, destaque, pode ajudar a fortalecer uma nova candidatura presidencial de Bolsonaro em 2026.

“Se o Bolsonaro estiver bem, podemos pular de 350 prefeituras para até 1,5 mil prefeituras”, afirmou Valdemar, ao acrescentar que uma visita do ex-presidente às cidades durante a eleição poderia garantir vitórias nas disputas devido a seu carisma.

“Basta aparecer e ele atraiu”, destacou ele.

O ex-presidente disse a aliados que devem voltar ao Brasil o final do mês, segundo até uma fonte com conhecimento do assunto.

A expectativa é que Bolsonaro adote um papel de liderança tradicional de políticos para disputar novamente a Presidência, auxiliado por sua esposa Michelle, que surpreendeu aliados como trunfo na campanha no ano passado, conforme essa fonte. Bolsonaro e Michelle teriam cargos no partido e jurados da legenda.

Oposição

Em entrevista, Valdemar disse que o PL vai fazer uma “oposição programática”, a favor do país. Segundo ele, quando houver votação de propostas de interesse aos brasileiros, mesmo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legenda vai apoiar.

Embalado pela força política de Bolsonaro, o partido saiu da eleição como a maior força do Congresso e terá como maiores bancadas da Câmara, com 99 deputados federais, e do Senado, com 15 senadores. A legenda também contará com um reforço substancial na caixa já neste ano, segundo estimados da fonte ouvida pela Reuters.

Experiente político que ansiosamente concede entrevista e mais afeito aos bastidores, o presidente do PL afirmou que não vê possibilidade de o partido fazer parte do governo Lula neste mandato. O PL foi um importante aliado do petista nos seus dois mandatários, tendo, inclusive, indicado o então vice-presidente, José Alencar, e ministros.

CNN

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Brasil

PF conclui depoimentos de 1.159 suspeitos de atos extremistas

A PF (Polícia Federal) divulgou uma nota nesta quarta-feira (11) informando que concluiu o interrogatório e autuação dos extremistas presos pela PMDF (Polícia Militar do Distrito federal) depois do 8 de Janeiro e da desmobilização do acampamento do Quartel-General do Exército, em Brasília.

Ao todo, 1.843 foram conduzidas à Academia Nacional de Polícia da PF e 1.159 foram presos. Segundo a corporação, idosos, pessoas com problemas de saúde ou em situação de rua, além de pais e mães com crianças, tiveram prioridade no processo judicial determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“Os detidos receberam alimentação regular (café da manhã, almoço, lanche e jantar) e hidratação. As equipes médicas estiveram disponíveis durante todo o período, tendo sido realizados 433 atendimentos. Desses, 33 pacientes foram levados para unidades de saúde”, afirmou a PF em nota oficial.

Os autuados pelos investigadores ficaram sob custódia da PCDF (Polícia Civil). Os detidos passaram por exames de corpo de delito no IML (Instituto de Medicina Legal) antes de serem encaminhados ao sistema prisional do DF.

Poder360

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