Brasil

PF não informa número exato de presos em Brasília


Foto: Reprodução/Rede Social

A PF (Polícia Federal) não informou até a noite de terça-feira (10.jan.2023) o número exato de pessoas que foram detidas e presas pela corporação por conta dos atos de vandalismo de extremistas no 8 de Janeiro, na praça dos Três Poderes, em Brasília. Extremistas também foram levados ao ginásio da Academia da Polícia Federal na segunda-feira (9.jan) depois da desocupação do acampamento em frente ao Quartel-General do Exército da capital federal.

Até as 19h30 de terça, a PF só afirmou que “mais de 1.500” pessoas foram conduzidas pela PM-DF (Polícia Militar do Distrito Federal) para a Academia Nacional de Polícia. Já são 3 dias sem dar informações precisas sobre quem está confinado.

Ao Poder360, a corporação informou que todos aqueles que ainda estavam detidos no ginásio da Academia da Polícia Federal foram transferidos para um anfiteatro, no mesmo complexo. Não informaram, porém, o número dos que estão no local.

Em nota, a PF também afirmou que 727 estão presos e 599 foram liberados “por questões humanitárias” –mas não se sabe de qual total. Entre elas, “pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e pais/mães acompanhados de crianças”.

Foi a 1ª vez que a corporação comunicou oficialmente que havia crianças acompanhando as pessoas detidas. Informou também que homens e mulheres que estavam com menores de idade foram liberados até a noite de segunda-feira (9).

Poder360

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Brasil

Após boatos, José Múcio nega saída do Ministério da Defesa

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ministro da Defesa, José Múcio, negou na noite de terça-feira (10.jan.2023) que irá renunciar ao cargo. “É completamente falsa a informação que circula nas redes sociais”, declarou.

O comentário foi em resposta a boatos que circulam na internet. O deputado federal André Janones (Avante-MG) está entre os que compartilharam a informação. “Ministro da Defesa José Múcio deve entregar sua carta de renúncia nas próximas horas”, tuitou na noite de terça-feira (10.jan).

Pouco mais de meia hora depois, escreveu: “Recebi a informação da renúncia do ministro de fonte que, até aqui tem se mostrado segura e confiável. Todavia, o ministro José Múcio nega que irá renunciar”.

Em entrevista a jornalistas depois de sua posse no governo, na semana passada, Múcio disse que tinha amigos e familiares acampados no QG do Exército. Na ocasião, afirmou tratar-se de “uma manifestação da democracia” e avaliou que acabaria em breve.

“A gente tem que entender que nem todos os adversários são inimigos. Eu acho que daqui um pouquinho aquilo vai se esvair e chegar a um lugar que todos nós queremos”, disse o ministro da Defesa na saída do evento.

Fala foi mal vista por integrantes do próprio governo e ganhou repercussão depois dos ataques às sedes dos Três Poderes, no domingo (8.jan).

Apesar de avaliar internamente que o ministro da Defesa errou na avaliação sobre a possível desmobilização pacífica dos acampamentos de extremistas de direita, o Planalto unificou o discurso para protegê-lo.

Poder360

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Brasil

Anderson Torres diz que vai voltar ao Brasil e se apresentar à Justiça

O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, afirmou nesta terça-feira (10) em sua rede social que vai interromper suas férias, voltar ao Brasil e se entregar à Justiça.

Torres teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por omissão nos ataques e depredação a prédios dos três poderes em Brasília no domingo (8). O pedido foi feito pela Polícia Federal.

“Hoje (10/01), recebi notícia de que o Min Alexandre de Moraes do STF determinou minha prisão e autorizou busca em minha residência. Tomei a decisão de interromper minhas férias e retornar ao Brasil. Irei me apresentar à justiça e cuidar da minha defesa”, afirma Torres.

“Sempre pautei minhas ações pela ética e pela legalidade. Acredito na justiça brasileira e na força das instituições. Estou certo de que a verdade prevalecerá”, declarou. Nesta tarde, viaturas da Polícia Federal foram vistas em frente à casa de Torres, em Brasília.

Com informações de g1

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Brasil

Ministério Público Federal instaura inquérito contra a Jovem Pan

Grupo RIC inaugura rádio Jovem Pan News em Curitiba e Londrina na segunda (7) - RIC Mais
Na noite da última segunda-feira, 09, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar a conduta da rede Jovem Pan na propagação de fake news, as quais tiveram “potencial para incitar atos antidemocráticos”. A investigação atentará aos comentários e notícias veiculados a respeito dos três poderes e as organizações democráticas brasileiras. A emissora tem “transmitido notícias falsas sistematicamente e propagado discursos que atentam contra a ordem institucional, em um período que coincide com a escalada de movimentos golpistas e violentos em todo o país”, segundo levantamento do MPF. Também será avaliado se a Jovem Pan violou direitos fundamentais da população e praticou abusos à liberdade de radiodifusão. Multas e indenizações podem ser aplicadas por dano moral coletivo, assim como a suspensão da concessão ou mesmo a cassação do direito da emissora de transmissão.

Um ofício foi enviado à empresa, para que, dentro de 15 dias, forneça informações detalhadas sobre a programação e apresentadores de diversos programadas. O MPF também ordenou que a Jovem Pan não delete vídeos ou canais no Youtube, onde é muito atuante nas propagações de notícias. “Tendem a violar tais finalidades educativas e informativas da informação, e em especial valores éticos da pessoa humana, conteúdos que sistematicamente veiculam desinformação sobre o funcionamento das instituições democráticas do país e, sobretudo, que incitam violência e ruptura em face dos Poderes estabelecidos”, destacou o MPF na portaria de instauração do inquérito.

Comentaristas da Jovem Pan minimizaram a ruptura institucional causada pelo atentado à Democracia no domingo, 08, além de validar os atos de vandalismo, aponta o inquérito. “Considerações de descrédito às instituições e ao processo democrático vêm ganhando fôlego na programação da Jovem Pan desde meados de 2022, antes mesmo do início do período eleitoral. Ataques infundados ao funcionamento das urnas eletrônicas e à atuação de membros do Judiciário foram cada vez mais constantes, acompanhados depois de suspeições sobre o próprio desfecho da eleição”, descreve a nota.

Veja

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Brasil

PF libera 600 idosos e mulheres com filhos pequenos presos por invasão bolsonarista

Ataques golpistas somam mais de 1,5 mil presos; acampamento no DF é desfeito
A PF liberou nesta terça-feira (10) cerca de 600 pessoas presas por participarem da invasão bolsonarista às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no domingo.

Entre as pessoas libertadas estão idosos com mais de 65 anos, mulheres com filhos pequenos e pessoas com comorbidades graves.

Segundo o jornal O Globo, todos foram interrogados e tiveram os celulares periciados antes de serem liberados.

Os presos que não se enquadram nos requisitos estão sendo levados ao IML, antes de serem encaminhados para a Papuda e para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal.

O antagonista

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Brasil

Deputado federal eleito da PB teria financiado ônibus e despesas de paraibanos que viajaram para protesto no DF

Ônibus com militantes não podem entrar no DF até 31/1; veja outras mudanças - Notícias - R7 Brasília
Um deputado federal eleito pela Paraíba pode estar no epicentro do fatídico acontecimento do último domingo (8), em Brasília-DF. De acordo com informações, um ônibus lotado de paraibanos deixou João Pessoa com destino à Capital Federal, com todas as despesas bancadas por esse parlamentar.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República já teria provas concretas sobre a participação do deputado mas, ainda não revelou o nome do político.

Entre os dados levantados, comprovantes de pagamentos por pix, realizados diretamente para o proprietário da empresa de ônibus.

No domingo, bolsonaristas radicais invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, após entrar em confronto com a Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Ao todo, 1.500 pessoas foram detidas por participação nos atos antidemocráticos.

Fonte83

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Brasil

PESQUISA ATLAS: 53% são contra e 38% acham justificada invasão do Congresso, STF e Planalto

Veja imagens dos estragos no Palácio do Planalto, após a invasão em  Brasília - Inteligência Financeira
Uma pesquisa realizada pela Atlas Intellegence divulgada nesta terça-feira (10) afirma que 53% de pessoas entrevistas consideram a invasão às sedes dos Três Poderes injustificada. Por outro lado, 38% entendem que os atos extremistas de 8 de Janeiro foram justificados. E 9% não souberam responder.

Do total de apoiadores dos atos extremistas, 27,5% dizem que invasões foram justificadas em parte. Já 10,5% afirmam que depredação foram completamente legítimas.

A Atlas entrevistou 2.200 pessoas pela internet. A maior parte dos entrevistados estavam na região Sudeste (43,3%) de 8 a 9 de janeiro de 2023. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais e para menos em um intervalo de confiança de 95%.

Em relação à ocupação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF, 75,8% discordaram da invasão, enquanto 18,4% disseram concordar e 5,8% não souberam responder. A pesquisa mostrou que 50,2% responsabilizam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelos atos extremistas, enquanto 42,7% não veem responsabilidade do ex-chefe do Executivo e 7,1% não souberam responder.

Para 48,4%, o governador afastado Ibaneis Rocha (MDB) é culpado pela invasão às sedes dos Três Poderes. Em contrapartida, 31,4% acreditam que o emedebista não tem culpa e 20,3% não souberam responder. A atuação da polícia do Distrito Federal durante os atos extremistas foi considerada conivente por 54,6% dos entrevistados.

Outros 26,1% acham que não houve leniência por parte da corporação e 19,3% não souberam responder.

A decisão do AGU (Advogado-Geral da União), Jorge Messias, de solicitar prisão do ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, é apoiada por 51,1% de entrevistados. Por outro lado, 34,5% não concordam e 14,4% não souberam responder.

OUTROS PONTOS

A pesquisa verificou ainda a opinião dos entrevistados sobre a vitória de fato de Lula nas eleições: 56,4% dizem acreditar que petista venceu Bolsonaro;

39,7% dizem que o presidente foi derrotado; 4% não souberam responder.

A respeito do decreto de intervenção federal em Brasília: 69% concordam com a medida; 25,7% discordam; 5,4% não souberam responder.

Quanto ao afastamento de Ibaneis por conta dos atos em Brasília: 50,1% acham que governador deveria ser afastado; 38% dizem que não; 11,9% não souberam responder.

Poder360

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Brasil

URGENTE: MP de Contas pede bloqueio de bens de Bolsonaro, Ibaneis e Torres por atos criminosos no DF

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de União (MPTCU) pediu para a corte o bloqueio de bens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do governador afastado do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), e do ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres.

O pedido – assinado pelo sub-procurador geral do MPTCU, Lucas Rocha Furtado – feito ao ministro do TCU, Bruno Dantas, é justificado pelos atos criminosos do último domingo (8) em Brasília, no qual as sedes dos Três Poderes foram atacadas por bolsonaristas.

“Em razão de processo de Tomada de Contas e do vandalismo ocorrido no Distrito Federal no dia 8 de janeiro de 2023, que provocou inúmeros prejuízos ao erário federal, solicito seja decretada a indisponibilidade de bens”, escreve o pedido.

Além do trio, o sub-procurador também solicita o bloqueio de bens “de outros responsáveis, sobretudo de financiadores de mencionados atos ilegais”.

“Aproveito a oportunidade para me colocar à disposição dessa Corte para novos pedidos de indisponibilidade”, conclui o pedido.

CNN

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Brasil

VÍDEO: Bolsonaristas denunciam que crianças também foram presas em Brasília

Bolsonaristas detidos para triagem em Brasília denunciam a presença de crianças no ginásio da PF onde aguardam para prestar depoimento.
O Antagonista

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Anderson Torres sabotou segurança do DF, diz interventor sobre atos criminosos

O interventor federal Ricardo Cappelli acusou o ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (DF) Anderson Torres de sabotar a segurança da capital federal nos atos criminosos nos quais foram atacadas as sedes dos Três Poderes.

Em entrevista à CNN, Cappelli afirmou que Torres, que foi ministro da Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mudou todo o comando da secretaria e viajou para fora do Brasil.

“No dia 1º, tivemos uma posse com milhares de pessoas e uma operação de segurança extremamente exitosa. O que mudou para o último domingo, dia 8, foi que, no dia 2, Anderson Torres assumiu a Secretaria de Segurança, exonerou todo o comando e viajou. Se isso não é sabotagem eu não sei o que é”, disse o interventor.

O nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a segurança do DF argumentou que “o problema não estava nos oficiais da Policia Militar e na corporação”.

“Nas últimas 36 horas, estiveram ao meu lado dezenas de oficiais, delegados da Polícia Civil do DF, que cumpriram suas obrigações. O que faltou no domingo foi a liderança da Secretaria de Segurança”, afirmou.

No domingo (8), enquanto criminosos invadiam e depredavam as sedes dos Três Poderes, o então secretário de Segurança do DF estava nos Estados Unidos, em Orlando.

O interventor Rodrigo Cappelli explicou que, desde que foi nomeado ao cargo, o primeiro desafio foi assumir o comando das forças de segurança da capital federal.

Então, foi realizado um esforço para desmobilizar o acampamento bolsonarista no Quartel General do Exército em Brasília, bem como a identificação e prisão daqueles que participaram dos atos de domingo.

Cappelli explicou que agora serão apuradas as responsabilidades. “Há farto material para identificar não só a conduta dos manifestantes, mas também a conduta daqueles que, como agentes da lei, não cumpriram o seu papel”, afirmou.

“Volto a dizer: a responsabilidade central no domingo foi a falta de comando. Foi uma operação estruturada de sabotagem comandada pelo ex-ministro de Bolsonaro Anderson Torres, que deixou a secretaria sem direção, sem liderança e fugiu para o exterior”, concluiu.

Nesta segunda (9), pelo Twitter, o ex-secretário e ex-ministro publicou um pronunciamento dizendo que foi “surpreendido pelas lamentáveis cenas” em Brasília durante seu “segundo dia de férias”.

“Lamento profundamente que sejam levantadas hipóteses absurdas de qualquer tipo de conivência minha com as barbáries que assistimos. Estou certo de que esse execrável episódio será totalmente esclarecido, e seus responsáveis exemplarmente punidos”, escreve o comunicado.

CNN

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