Brasil

Financiadores de atos foram identificados em 10 Estados, diz Dino

Flávio Dino autoriza uso da Força Nacional em Brasília para impedir protestos na Esplanada - Folha PE
O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou nesta segunda-feira (9) que o governo identificou em cerca de dez estados do país financiadores dos atos terroristas promovidos por bolsonaristas radicais em Brasília.

Flávio Dino deu a declaração na capital federal – que foi palco de ações terroristas neste domingo (8).

Uma minoria radical de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiu e depredou o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

Obras de arte, vidraças e móveis foram destruídos pelos terroristas nos prédios localizados na Praça dos Três Poderes, na capital federal.

O ministro da Justiça foi questionado por jornalistas sobre a identificação dos financiadores dos atos e respondeu: “São 10 [estados em que financiadores foram identificados]. Mais ou menos”.

O ministro não deu mais detalhes, como nome dos financiadores e de quais unidades da federação eles são.

Ele explicou que já tem a relação de pessoas que contrataram ônibus que podem ter transportado terroristas a Brasília.

“Não é possível ainda distinguir, nitidamente, responsabilidades quanto ao financiamento. O que é possível afirmar cabalmente é que havia financiamento. Temos a relação de todos os contratantes dos ônibus, todas essas pessoas serão chamadas para prestar esclarecimentos, porque são pessoas que contrataram ônibus que não eram para excursões turísticas”, afirmou Dino.

G1

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Brasil

Flávio Bolsonaro defende o pai de acusações por ataques

Flávio Bolsonaro se manifesta após derrota do pai nas urnas: 'Vamos erguer a cabeça' – CartaExpressa – CartaCapital
Em reunião semipresencial de líderes do Senado nesta segunda-feira (9), Flávio Bolsonaro (foto) tentou defender Jair Bolsonaro de acusações pelos ataques de apoiadores às sedes dos três Poderes em Brasília no último domingo (8).

O filho 01 do ex-presidente é o líder do PL no Senado, cujo prédio foi um dos lugares atacados pelos vândalos ontem.

“Flávio disse que estão querendo envolver o presidente. Tentou insinuar que estão tentando puxar o pai dele para o incidente”, disse ao site Metrópoles o senador petista Rogério Carvalho (SE), um dos participantes da reunião.

Bolsonaro, que viajou para Orlando (EUA) antes do Ano-Novo, foi internado com dores abdominais nesta segunda.

O antagonista

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Brasil

Renan Calheiros articula extradição de Bolsonaro, CPI e expulsão de Ibaneis do MDB

Renan Calheiros vira réu por injúria, calúnia e difamação
Presidente do Senado por quatro vezes, Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou ao Valor que está trabalhando junto aos pares para que seja instalada, já no início de fevereiro, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os atos de terrorismo realizados por bolsonaristas radicais neste domingo.

Uma das primeiras medidas da CPI, garante, será pedir a extradição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso ele ainda não tenha retornado ao Brasil, para prestar depoimento no Congresso Nacional e ser investigado sobre eventuais vínculos com os criminosos.

“Bolsonaro pode e vai ser convocado. Tem que vir responder por crimes que cometeu. Além disso, ele agora será investigado na primeira instância”.

Calheiros diz que a nova CPI não deve poupar ninguém, nem mesmo militares. “Tem que ser objetivo. Aqui é a oportunidade para investigar tudo. Quem nas Forças Armadas colaborou, quem no empresariado financiou esses atos, quem na classe política facilitou”. Nesse sentido, o ex-presidente do Senado defende a cassação de mandato de parlamentares que a CPI prove terem participação no ato golpista de ontem, bem como investigação por omissão do atual Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras.

Um dos motivos para pedir a CPI a partir de 1 de fevereiro, lembra o senador, é a mudança de legislatura na data. Com isso, pedidos de CPI que hoje estão na fila para instalação são arquivados, e a CPI dos atos golpistas teria precedência.

Inimigo político do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Calheiros quer, contudo, manter a CPI restrita ao Senado. “Lira estava até ontem abraçado com Bolsonaro e querendo aprovar cargo de senador vitalício para ele”, argumenta. Renan Calheiros é aliado político de longa data do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tendo inclusive emplacado o senador eleito Renan Filho (MDB), seu primogênito, como ministro dos Transportes.

Outra medida que Calheiros articula, mas no âmbito partidário, é que o MDB expulse o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, da legenda. Ibaneis foi afastado do cargo por 90 dias pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, na madrugada desta segunda-feira.

ValorOnline

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Brasil

Youtuber bolsonarista é exonerada da EBC

Agressor de Karol Eller diz que tratou youtuber 'com muito respeito' - Politica - Estado de Minas
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) demitiu nesta segunda-feira (9) a youtuber bolsonarista Karol Eller, que participou dos atos de vandalismo em Brasília no último domingo (8).

Eller é amiga de Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e ocupava um cargo de confiança na estatal de comunicação desde 2019. A ex-servidora da EBC fez transmissões ao vivo em redes sociais enquanto participava da invasão ao Congresso Nacional.

“Sou contra qualquer tipo de manifestação que viole a constituição e o Estado Democrático de Direito”, publicou a youtuber mais tarde nas redes sociais.

O antagonista

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Brasil

Dólar avança após atos anti democráticos em Brasília e Bolsa passa a subir seguindo exterior

Dólar fica estável, vendido a R$ 5,15; Bolsa sobe 0,55% após cair 1%
O dólar apresenta alta frente ao real na manhã desta segunda-feira (9), depois que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram a sede dos Três Poderes em Brasília neste domingo (8), e a Bolsa passou a operar em alta pouco antes das 13h, apoiado por notícias mais positivas no exterior.

Para analistas, os próximos passos das autoridades para responder a violência vista na capital federal vai determinar se a cautela dos investidores vai se tornar só um susto do dia seguinte, ou se os riscos vão afastar ainda mais o capital da Bolsa brasileira, especialmente o estrangeiro.

Às 12h55 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,98%, a R$ 5,2880 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,38%, a 109.378 pontos.

Os juros apresentam alta, mas em ritmo menor neste início de tarde. Os contratos com vencimento em 2024 subiam de 13,61% ao ano no fechamento da última sexta-feira (6) para 13,67% às 13h. A taxa para 2025 avança de 12,90% para 12,97%. E para 2027, de 12,81% para 12,90%.

Lorena Laudares, analista política da Órama Investimentos, lembra que o investidor estrangeiro representa mais de 50% da movimentação diária da Bolsa, e a percepção de uma instabilidade institucional pode afastar esses investidores.

João Lucas Tonello, analista de Investimentos da Benndorf Research, explica que uma instabilidade política, com atos de violência ou conflitos, levam o investidor estrangeiro a ter uma reação imediata de retirada de seus recursos.

Estrategistas do Itaú BBA apontaram efeito negativo nos ativos brasileiros, dado o aumento do prêmio de risco institucional, “mas com o tempo o impacto deve diminuir, já que o foco provavelmente retornará ao debate de política econômica”, diz trecho relatório a clientes.

Dan Kawa, analista da TAG Investimentos, acredita que os eventos deste domingo são negativos para os dois lados do ambiente político polarizado no Brasil. “A esquerda seguirá com enorme desafio de se colocar neste “equilíbrio instável”. A direita, vista como instigadora desses movimentos, irá sofrer as consequências jurídicas, criminais e políticas do evento.”

Nesta segunda-feira, os presidentes dos Três Poderes divulgaram uma nota repudiando os atos golpistas e de vandalismo que ocorreram na véspera.

Em Nova York, o mercado reagem à expectativa de que o ritmo de aumento dos juros nos Estados Unidos deve diminuir, e à notícia de que China e Hong Kong retomaram as viagens sem quarentena no fim de semana, em mais um passo na direção da reabertura após a política de Covid Zero.

Os índices Dow Jones e S&P 500 têm avanços próximos de 1%, enquanto o Nasdaq sobe quase 2%. O barril do petróleo Brent avança quase 2,5%, a US$ 80,52 o barril.

Folha de São Paulo

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Brasil

Ex-decano do Supremo, Marco Aurélio Mello isenta Bolsonaro e culpa STF por terrorismo em Brasília

Reprodução

O ex-decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou ao ‘O Globo’ que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não tem culpa sobre a invasão protagonizada por seus simpatizantes ao Congresso Nacional, neste domingo (8). Ele também culpou o Supremo pelos atos.

Marco Aurélio questionou onde esteve o Estado e por qual motivo não previu e não tomou as providências cabíveis para evitar a invasão. O Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto foram atacados.

“Estou estarrecido e a única indagação que faço é: onde esteve o Estado que não previu isso e não tomou as providências cabíveis? Refiro-me ao Estado como um grande todo, não apenas ao governo do Distrito Federal. É algo impensável ter o STF depredado, ter o Congresso Nacional depredado, como ocorreu. Vamos fechar o Brasil para balanço”, afirmou.

“Não lembra o Capitólio porque foi muito pior do que houve no Capitólio. Lá teve resistência. E a repercussão internacional aqui é péssima. A insegurança jurídica é total para o Brasil. O que investidor estrangeiro vai pensar disso aqui? Que é uma república das bananas”.

O ex-ministro do STF evitou responsabilizar o ex-presidente pelos atos antidemocráticos ocorridos em Brasília. “Os responsáveis estão no Brasil, no território nacional, considerando as forças repressivas, as Forças Armadas. Bolsonaro não tem o domínio dessas forças que estão na rua. Ele não tem culpa, está a quantos quilômetros daqui?”, questionou.

Ele também apontou o dedo e culpou o próprio Supremo: “Falhou todo mundo, e começou a falha no próprio STF, quando ressuscitaram politicamente o ex-presidente Lula, dando o dito pelo não dito, quando enterraram a Lava Jato, quando declararam a suspeição do Sergio Moro, que veio a ser resgatado politicamente pelo Estado do Paraná. O que começa errado, nós aprendemos quando garotos, não acaba bem”.

Informações do Perfil News e O Globo

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STF quer saber quem bancou ônibus da PB utilizado nos atos em Brasília

https://www.blogdobgpb.com.br/wp-content/uploads/2023/01/TELA-TRANSMISSAO-4_Easy-Resize.com_.jpg

Um dos 90 ônibus que levavam manifestantes para os atos criminosos em Brasília é da Paraíba. Eles foram apreendidos após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em consultado feita junto ao Detran, um dos veículos, um ônibus da marca Mercedes Benz, modelo O 400 RSD PL, foi identificado como sendo registrado na cidade de Bayeux, na grande JP.

https://www.blogdobgpb.com.br/wp-content/uploads/2023/01/documento.png

Moraes determinou que o proprietário seja identificado e ouvido em até 48 horas, devendo apresentar a relação de todos passageiros, financiador e meio de pagamento.

Com informações de Portal Paraíba

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Polícia desmonta acampamento em quartel de Brasília e prende mais de 1.200 manifestantes

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e o Exército realizam, na manhã desta segunda-feira (9), uma operação no Quartel-General do Exército, em Brasília. As forças de segurança começaram a cumprir a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para desmontar imediatamente o acampamento bolsonarista montado no local.

A decisão foi tomada após os ataques terroristas às sedes dos três poderes, no domingo (8). Os criminosos estavam reunidos no acampamento antes dos atos. Pouco depois das 9h desta segunda, participantes começaram a ser retirados do local, em cerca de 40 ônibus

A TV Globo apurou que cerca de 1,2 mil pessoas já foram retiradas e estão nos veículos. Inicialmente, a informação era de que o grupo foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, mas o comboio seguiu para a região sul do DF. Os participantes devem passar por uma triagem.

A entrada de carros no QG do Exército foi proibida nesta manhã, mas pedestres ainda circulavam livremente (veja vídeo acima). Uma barreira de agentes de segurança acompanhava a movimentação, com forte policiamento no local. Após o reforço, grupos de bolsonaristas começaram a deixar o local espontaneamente.

Segundo a decisão de Alexandre de Moraes, a operação deve ser realizada pelas Polícias Militares dos Estados e DF, com apoio da Força Nacional e Polícia Federal se necessário. A decisão deve ser efetivada e auxiliada tanto pelo governador do DF quanto pelo comandante militar do QG.

98 FM

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Ministro afirma que armas foram roubadas do Gabinete de Segurança do Planalto


Foto: Secom/Agência Brasil/Reprodução.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, divulgou um vídeo no qual afirma que os vândalos que invadiram o Palácio do Planalto roubaram armas letais e não letais, documentos e munições guardados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Acompanhado do ex-deputado federal pelo PT Wadih Damous, Pimenta mostrou imagens da sala, onde alguns cases usados para guardar armas estavam espalhados e vazios. “Armas letais e não letais foram roubadas pelos criminosos dentro do Palácio do Planalto. Este é mais um crime a ser apurado”, disse o ministro.

Wadih Damous chamou a atenção para o fato de que, do jeito como a sala foi remexida, dá para se concluir que os invasores tinham informação de que ali se guardavam armas. “Eles tinham informação do que deveriam levar daqui. Levaram armas, documentos, munição. Isso é muito grave, porque significa que havia informação”, disse.

Exame.

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Brasil

Invasores podem responder por terrorismo, dizem juristas; pena prevista é de até 30 anos

Os manifestantes que invadiram as sedes dos três Poderes neste domingo (8), em Brasília, podem responder por diversos crimes, incluindo dano qualificado, atentado contra o Estado democrático de Direito e terrorismo, segundo juristas ouvidos pela reportagem. Nesse último caso, a pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

Segundo a lei 13.260/2016, o terrorismo é caracterizado pela prática individual ou coletiva de atos que tenham como finalidade “provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.

Um dos atos caracterizados como terroristas na legislação é “sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com violência, grave ameaça a pessoa ou servindo-se de mecanismos cibernéticos, do controle total ou parcial, ainda que de modo temporário, […] instalações públicas ou locais onde funcionem serviços públicos essenciais […]”.

Segundo o jurista Walter Fanganiello Maierovitch, as invasões podem ser consideradas atos terroristas porque não tinham como objetivo “apenas” depredar o patrimônio público, mas sim atentar contra a paz pública e o Estado democrático de Direito. “Houve uma violência imediata, que foram as invasões e depredações, mas com um objetivo maior, que era derrubar a democracia”, afirma o especialista.

Para o promotor de Justiça André de Azevedo Coelho, vice-presidente da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul e doutor em direito pela Universidade de Lisboa, os atos poderão ser enquadrados, sim, como terroristas, mas, para isso, as investigações terão de comprovar que as invasões foram premeditadas e tiveram o objetivo de atentar contra a democracia.

“Se for efetivamente configurada uma ação coletiva orquestrada atentatória contra a democracia, podem incidir as sanções das leis antiterrorismo e de segurança nacional”, afirma o especialista.

No caso dos crimes de terrorismo, a pena varia entre 12 e 30 anos de reclusão, além das sanções correspondentes a ameaça ou violência.

R7

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