Brasil

Glenn Greenwald é desafiado para debater decisões de Moraes e aceita

O jornalista Glenn Greenwald aceitou no sábado (14) debater as decisões do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes com o sociólogo Celso Rocha de Barros, colunista do jornal Folha de S. Paulo.

O convite de Barros veio depois de Glenn publicar série de tweets afirmando que o Brasil vive uma “repressão” da liberdade da internet e que Moraes se comporta como um “autoritário”.

O sociólogo disse que o ponto de vista que o jornalista apresentou é “bolsonarista”.

O jornalista respondeu. Aceitou o convite e disse que seus posicionamentos não eram “bolsonaristas“. Declarou também que “ficava feliz com qualquer pessoa de boa fé“.

Poder360

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Brasil

Lula exonera presidente do Banco do Brasil e coloca paraibana no comando do banco

O Diário Oficial desta segunda-feira (16) traz a demissão de Fausto Ribeiro, que comandava o Banco do Brasil desde abril de 2021.

O documento ainda publicou a nomeação da paraibana Tarciana Medeiros, a primeira mulher a presidir do BB em mais de dois séculos

Sua posse também está prevista para hoje. Há dois anos Tarciana atuava na diretoria de clientes pessoa física e de médias e pequenas empresas.

O Globo

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Brasil

Lula evita viagem e manda Haddad e Marina para Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), representam o Brasil no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suiça), nesta semana. O evento começa nesta segunda-feira (16/1) e vai até a sexta-feira (20/1), com o tema “Cooperação em um mundo fragmentado”.

Em meio aos desdobramentos e investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará presencialmente do encontro internacional. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também estava cotado para representar o país, não comparecerá para concluir a montagem da equipe do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço (MDIC), que é chefiado por ele.

De acordo com o Ministério da Fazenda, após os atos ataques do dia 8 de janeiro, houve um maior interesse pela presença do Brasil no evento, além de “uma solidariedade” da comunidade internacional, tanto de outros ministros das Finanças quanto de chefes de Estado e CEOs de outros países. O governo federal afirma que assegurará à comunidade internacional que o ocorrido de domingo “já virou história” e que a agenda econômica continua sendo o foco da atual gestão – que ainda não completou um mês.

A previsão é de que o chefe do Executivo federal retome as viagens internacionais na próxima semana, com uma visita à Argentina de Alberto Fernández a partir de 23 de janeiro.

Metrópoles

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Brasil

Em um ano, Covid deixa lista de doenças que mais afastam do trabalho

Foto: ROMILDO DE JESUS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Após liderar o ranking de afastamento do trabalho em 2021, a Covid-19 deixou de figurar na lista de doenças que mais registraram benefícios por incapacidade, o antigo auxílio-doença, do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2022.

Segundo levantamento do Ministério da Previdência, feito a pedido do R7, nos seis primeiros meses de 2022 foram 6.537 afastamentos por Covid-19 ante 64.561 registrados no mesmo período do ano anterior, uma queda de 90%. Com isso, a infecção por coronavírus está em 29º lugar.

A principal causa registrada até julho de 2022 foi mioma (leiomioma), um tumor benigno de útero, seguida de fratura de punho e de transtorno de disco lombar (problema nas costas).

O levantamento representa somente aqueles afastamentos por mais de 15 dias e que, consequentemente, geraram um benefício de segurados do INSS.


R7

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Brasil

Preso, ex-comandante da PMDF fala à Justiça: “Tudo apontava para um ato pacífico. Não houve da nossa parte facilitação”

Foto: Breno Esaki/Especial Metrópoles

Preso em 10 de janeiro após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o coronel Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), afirmou em audiência de custódia que recebeu informações da área de inteligência de que as manifestações do dia 8 de janeiro “apontavam para um ato pacífico”.

O coronel era o responsável pela operação da PM durante atuação nos atos na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro e foi preso por suspeita de omissão para conter os extremistas.

O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Federal (PF) no último dia 10. No dia seguinte, ele foi ouvido em audiência de custódia pelo magistrado instrutor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, desembargador Airton Vieira.

Questionado se passou por alguma situação irregular em sua prisão, o coronel ressaltou que não. Ele relatou ainda ter feito exame de corpo de delito do Instituto Médico Legal (IML) sem nenhuma lesão encontrada.

Quando foi liberado pelo magistrado instrutor para falar o que quisesse, o ex-comandante da PMDF ressaltou:

“No dia dos fatos, estive presente no local e nós fizemos a operação de acordo com as informações que tínhamos recebido. Eu era o comandante-geral da Polícia Militar e havíamos recebido a informações da área de inteligência , inclusive de outros órgãos, e tudo apontava para um ato pacífico”, disse na audiência.

Ainda durante a audiência de custódia, o ex-comandante da Polícia Militar do DF negou que a PMDF tenha negligenciado o movimento. “Não houve da nossa parte facilitação para que os atos ocorressem”, disse.

Fábio Vieira foi preso em sua casa, no Park Way, em Brasília. O delegado da PF Camões Bessa foi quem realizou a prisão. O coronel da PM não resistiu.

Metrópoles

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Brasil

VÍDEO: Bolsonaro faz primeira aparição após internação nos EUA, conversa com apoiadores e posa para fotos com crianças

Cinco dias após sair do hospital onde estava internado para tratar de fortes dores abdominais, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez sua primeira aparição pública – onde passa férias com a família –, em Orlando, nos Estados Unidos, para falar com apoiadores. O encontro dos brasileiros com o político foi rápido. Na ocasião, Bolsonaro recebeu mensagens de apoio e posou para fotos com crianças.

Questionado sobre o estado de saúde, afirmou que se recupera bem e que, após a facada que levou durante a campanha eleitoral de 2018, perdeu parte do intestino e “algumas curvas ficaram apertadas”.

Desde que saiu do hospital, na última terça (10/1), o ex-presidente havia deixado de atender os apoiadores que se aglomeram em frente à residência.

A aglomeração em frente à casa onde o ex-presidente está hospedado começa, todos os dias, por volta das 8h da manhã, horário local, e segue até as 12h. Os apoiadores retornam às 16h e ficam até anoitecer.

Metrópoles

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Brasil

Medidas econômicas anunciadas por Haddad devem enfrentar resistência no Congresso

 

“Não houve o mínimo de debate. O ministro não conversou com os demais setores econômicos para entender como funciona o processo administrativo tributário e fez um julgamento quanto à composição paritária do Carf. A gente fala tanto da participação maior da sociedade na política, mas o ministro quer diminuir isso”, declara Félix.

“Mexer em voto de qualidade é um baita desrespeito com o Congresso, que há dois anos legislou sobre isso”, diz o tributarista Luiz Gustavo Bichara. Para ele, essa medida parte do pressuposto de que o Carf é um órgão que tem de ajudar na arrecadação do governo.

“Não é. O Carf é um órgão que tem de julgar as cobranças tributárias de acordo com a lei com cidadania tributária”, critica Bichara, membro da comissão de juristas instituída pelo Senado para reforma da legislação sobre processo administrativo e tributário.

Na esteira da decisão, a classe empresarial já se movimenta para pressionar o Congresso a barrar a medida. O grupo de empresários Esfera Brasil, por exemplo, disparou um apelo aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para que não “condenem o Brasil a ainda mais atraso”.

“Trata-se de um grave e profundo retrocesso no que havia sido uma grande conquista em nome do investimento, da geração de empregos e do crescimento da economia”, declarou o grupo, em nota.

O economista Alessandro Ozzoni disse acreditar que as propostas devem enfrentar resistência no novo Congresso, que toma posse em 1º de fevereiro, principalmente por causa do perfil dos parlamentares da nova legislatura, alinhados ao centro e à direita.

Ozzoni ressalta outra questão que ele vê como um problema na proposta de Haddad. O governo quer o fim de recursos ao Carf para valores em disputas abaixo de R$ 15 milhões, de modo que o litígio se encerraria automaticamente após o contribuinte vencer em primeira instância. “Só que, dentro da base do direito administrativo, a Receita tem que recorrer até a última instância. Nesse caso, deixar de recorrer pode configurar prevaricação”, destaca.

Outro ponto controverso diz respeito ao corte de gastos calculado pelo ministro da Fazenda. Apesar do déficit orçamentário previsto de R$ 231,55 bilhões, a equipe econômica propõe um corte de apenas R$ 50 bilhões. A maior parte da redução do déficit viria do fim de litígios com a Receita.

R7

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Brasil

Prisão de Anderson Torres teve “comboio fake” para despistar imprensa


Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A prisão de Anderson Torres conta com um forte esquema de segurança e táticas que tornam cada movimentação sigilosa. Até mesmo um “comboio fake” da Polícia Federal (PF) saiu, nesse sábado (14/1), em disparada da Superintendência para despistar a imprensa. As viaturas foram para a Papuda e muitos jornalistas seguiram, mas o ex-secretário de Segurança Pública não estava sendo transportado.

Anderson Torres estava nos Estados Unidos quando soube do pedido de prisão contra ele. Nesse sábado (14/1), ele retornou ao Brasil em um voo vindo de Miami. O avião pousou em Brasília, no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, por volta das 7h15, quando ele foi imediatamente detido.

De acordo com os advogados, Torres se entregou à Polícia Federal. As forças de segurança montaram um esquema especial para receber o ex-secretário. Ao desembarcar da aeronave, ele foi recebido por um delegado da PF, encaminhado ao hangar da corporação no Aeroporto de Brasília e deslocado à Superintendência.

No local, por volta das 8h30, o “comboio fake” assustou quem acompanhava o caso. Cinco viaturas da Polícia Federal saíram em disparada, seguidas por veículos de imprensa. A rota terminou no Complexo Penitenciário da Papuda, onde um outro grande esquema de segurança estava montado, com mais carros e agentes, em uma movimentação anormal para o dia a dia da penitenciária.

Alguns jornalistas chegaram a acreditar que Anderson Torres estava, então, na Papuda, mas ele não tinha sido deslocado naqueles veículos. Poucos minutos depois do comboio falso, o ex-secretário foi levado para o 4º Batalhão de Polícia Militar, no Guará.

Metrópoles

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Brasil

Americana precisará vender R$ 21 BI em ações para atender credores, diz XP

A Americanas precisará de até R$ 21 bilhões em capital para atender seus credores, de acordo estimativas da XP Investimentos. A corretora analisou possíveis alternativas à empresa varejista depois da divulgação de uma inconsistência contábil de R$ 20 bilhões em seus resultados.

Por causa da falta de visibilidade em demonstrações financeiras, foram considerados diferentes cenários de endividamento e margem operacional (Ebitda) no estudo.

Depois da análise, a XP estimou que a Americanas terá que captar valores entre R$ 12 bilhões e R$ 21 bilhões com a oferta de ações.

Outra possibilidade citada pelos analistas é que a Americanas entre em recuperação judicial. Segundo a empresa de investimentos, esta “pode ser considerada a alternativa mais provável, dado o tamanho da dívida da Americanas e da potencial necessidade de capital, além do número de credores envolvidos”.

A XP pontuou que a recuperação judicial é um processo longo, com duração média de 3 anos, mas que pode exceder este prazo. Na Oi, por exemplo, levou 6 anos.

A Americanas também teria que sair da Ibovespa, pois companhias em recuperação não são admitidas pela bolsa de valores brasileira. Isso “pode impactar negativamente a liquidez” da varejista, afirmou a XP.

As ações “tendem a sofrer durante processos de recuperação judicial”, pois “as medidas são focadas nos credores e são geralmente diluitivas aos acionistas”.

Como possíveis soluções, os analistas sugeriram: o rebalanceamento da estrutura de capital por meio do desinvestimento de ativos, renegociação de dívidas, conversões de dívidas em ações e aumento de capital.

Poder360

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Brasil

J.R. GUZZO: Lula não tem um projeto de governo, e sim de vingança

O governo Lula precisa começar a governar o Brasil. O presidente e o seu sistema de apoio agem como se o País não tivesse nenhuma outra questão além da invasão e depredação das sedes dos três Poderes, no domingo passado; estão encantados com a repressão que fazem contra os acusados pelos crimes cometidos em Brasília, com as prisões em massa, com os processos, com as multas de R$ 100 mil por hora, com a polícia. Descobriram o gosto de ter o chicote na mão. Falam em expurgos, castigo, cadeia. Não conseguem mudar de assunto nem de rumo. Mas existe aí um país com 215 milhões de pessoas que precisam continuar a trabalhar e a cuidar da vida; existe um Brasil que vai além da Esplanada dos Ministérios. Essa população, esse Brasil e o seu caminhão de problemas reais parecem ser a última preocupação do presidente e do seu entorno. Dão a impressão, a cada dia, de que não têm um projeto de governo, e sim um projeto de vingança.

A Bolsa de Valores, desde o dia 1.º de janeiro, perdeu R$ 500 bilhões. Não é, como Lula diz, uma bobagem que só afeta meia dúzia de meninos na Avenida Faria Lima, e sim um óbvio aviso de que o Brasil real não confia na competência da equipe econômica para manter a recuperação pós-covid – e, menos ainda, nas suas intenções. A primeira notícia de destaque na área industrial é a demissão de 2 mil trabalhadores de uma das maiores empresas têxteis do Brasil. O banco Itaú, através do seu braço de gestão de recursos, alerta para a demolição da âncora fiscal, o silêncio sobre a reforma tributária e um possível aumento de impostos. A expectativa é de “baixo crescimento, inflação alta, juros elevados e aumento da dívida pública”. É um balanço miserável para 15 dias de governo. Mas a obsessão do Sistema Lula é fazer política 25 horas por dia – só se pensa em eliminar os adversários, ocupar empregos na máquina do Estado e proibir o povo de ir para a rua.

O principal número que o governo tem a apresentar como realização, até agora, são os 1.500 presos que trancou num ginásio da polícia em Brasília. Que tal, para quem propunha “devolver a paz” ao Brasil? O que o presidente faz é o contrário: com um megafone na mão, dedica-se todos os dias a criar tensão e sabotar qualquer esforço para uma situação de normalidade. Sua última obra é dizer que “perdeu a confiança” em parte das Forças Armadas – para demonstrar o quanto está zangado e desconfiado, não admitiu que o seu ajudante de ordens seja um militar, como é a praxe. Para que fazer isso? Lula, ainda há pouco tempo, se orgulhava de ter começado a governar “antes da posse”. O que ele precisa, mesmo, é começar a governar depois da posse.

J.R. Guzzo – Estadão

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