Brasil

Lula nomeia assessor envolvido em quebra de sigilo do caseiro do caso Palocci


Foto: ADRIANO MACHADO/REUTERS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou Jeter Ribeiro de Souza para o cargo de assessor do gabinete adjunto de informações do gabinete pessoal do presidente da República. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) desta terça-feira (17).

Jeter se envolveu na violação de sigilo do caseiro Francenildo Costa, em 2006. Na época, ele era gerente da Caixa Econômica Federal e imprimiu o extrato bancário de Francenildo a pedido do então presidente do banco, Jorge Mattoso. O caso levou, em março de 2006, à queda de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda do primeiro governo de Lula.

Jorge Mattoso revelou depois, em depoimento, que havia entregado a Palocci o extrato da conta poupança. A Polícia Federal concluiu que o ex-ministro fora o mandante da quebra ilegal de sigilo.

Em 2006, Francenildo afirmou que o ex-ministro frequentava uma casa de bingos usada por lobistas interessados em fechar negócios com o governo. Para a Justiça Federal, a quebra de sigilo da conta bancária de Francenildo foi uma forma de Palocci intimidar o caseiro.

Em fevereiro de 2011, no primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), Jeter foi nomeado assessor da então presidente.

R7

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Brasil

(VÍDEO) GRAVE: Haddad prega boicote a empresas por questões ideologicas

Foto: Reprodução

Durante a sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, confessou que boicota empresas por questões ideológicas. “Não compro nem um palito de fósforo”, afirmou Haddad, em uma das principais agendas econômicas internacionais. Durante o evento, o ministro disse que os consumidores podem pressionar as empresas ao promover boicotes.

“No Brasil, em função do engajamento de algumas empresas com o governo extremista que foi derrotado, muita gente deixou de consumir os produtos dessas empresas no Brasil”, declarou Haddad. “Eu mesmo sou um que não consumo sem prestar atenção em qual produto estou adquirindo. Não compro nem um palito de fósforo de uma empresa que não tenha compromisso com as minhas questões.”

Veja abaixo o momento:

Além do petista, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, também representa o Brasil no evento. O Fórum de Davos reúne líderes políticos de todo o mundo, além de representantes de empresas, da sociedade civil, ativistas e jornalistas, para debates sobre temas ligados à economia.

No Ponto – Revista Oeste

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Brasil

Lupi se nomeia para cargo com remuneração de até R$ 21 mil

Lupi se nomeia para cargo com remuneração de até R$ 21 mil

Carlos Lupi nomeou a si mesmo membro titular do Conselho Fiscal do Sesc (Serviço Social do Comércio) como representante do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), órgão vinculado à pasta que chefia, o Ministério da Previdência, informa o UOL.

Os membros do Conselhos Fiscais do Sistema S recebem jetom de R$ 3,5 mil por reunião. Com as seis reuniões mensais que chegaram a ser realizadas ao longo dos últimos dois anos, a remuneração pode chegar a R$ 21 mil; o salário de Lupi como ministro é de R$ 39,2 mil.

O presidente do PDT também nomeou o tesoureiro do partido, Marcelo de Oliveira Panella, para o mesmo cargo junto ao Conselho Fiscal do Sesc. Como publicamos em 6 de janeiro, Panella já havia sido nomeado conselheiro fiscal do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

 

Procurado pelo UOL, Lupi alegou, por meio de sua assessoria, que as nomeações para os conselhos do Sistema S são atribuição dos ministérios e que as vagas, “quando chegamos na semana passada, eram de Onyx Lorenzoni e Ciro Nogueira“.

Antagonista

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CNM se posiciona contra reajuste do piso salarial de professores em 2023; aumento acarretará impacto de mais de R$ 19,4 bilhões aos cofres das prefeituras brasileiras

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) se posicionou, nesta terça-feira (17/1), contra o reajuste do piso salarial de professores em 2023, por considerá-lo inconstitucional. A entidade calcula que o aumento acarretará impacto de mais de R$ 19,4 bilhões aos cofres das prefeituras brasileiras.

A confederação orienta os municípios no sentido de conceder o reajuste aos professores considerando a inflação de 2022 e as condições fiscais próprias, “com igual tratamento dado ao conjunto dos servidores municipais”.

O posicionamento da CNM ocorre após a decisão do ministro da Educação, Camilo Santana, de recompor o piso salarial dos professores em 14,95% – o montante aumentou de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55.

“Anuncio aos nossos professores e professoras que assinei portaria que estabelece o novo Piso Magistério 2023: R$ 4.420,55. O piso de 2022 era R$ 3.845,63. A valorização dos nossos profissionais da educação é fator determinante para o crescimento do nosso país”, disse o ministro na última segunda-feira (16/1).

Fundeb

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Para atrair militares, governo Lula fala em “modernizar” Forças Armadas

Para atrair militares, governo Lula fala em “modernizar” Forças Armadas
Reprodução/Twitter/Rui Costa

Após criticar a postura dos militares durante os atos de 8 de janeiro, o presidente Lula (PT) deve receber os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica ainda nesta semana para discutir a “modernização” das Forças Armadas”.

O assunto começou a ser tratado nesta terça-feira (17) durante almoço do ministro da Casa Civil, Rui Costa, com o ministro da Defesa, Múcio Monteiro, e representantes do alto comando

“Conversamos sobre todas as possibilidades de modernização das Forças Armadas e o quanto para o presidente (Lula) isso é importante”, disse Rui Costa.

 

Neste início de gestão, o governo Lula vem enfrentando dificuldades para conseguir conter o ânimo dos militares, que ainda estão inconformados com a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas. Agora, governo federal vem sinalizando com aumentos nos orçamentos das Três Forças e flexibilização de regras para facilitar a capitação de recursos para os militares.

Costa adiantou que um dos caminhos para aporte de recursos pode ser a adoção de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

 

“Outras nações do mundo fazem projetos de PPPs para equipar suas forças armadas. Com isso, conseguem antecipar investimentos que, se dependessem apenas de recurso orçamentário anual, não seria possível.”

 

Participaram do encontro o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general Laerte de Souza Santos, e os comandos do Exército, general Júlio Cesar de Arruda, Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, e Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno.

Antagonista

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Brasil

Governo Lula retira Brasil de declaração internacional contra aborto

Foto: Ricardo Stuckert

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu retirar o Brasil de uma declaração internacional contra o aborto e a favor do “papel da família” baseada em casais heterossexuais.

 

O documento, de caráter conservador, ficou conhecido como Declaração do Consenso de Genebra sobre Saúde da Mulher e Fortalecimento da Mulher. Entre seus principais pontos, afirmava que “não há direito internacional ao aborto nem qualquer obrigação internacional por parte dos Estados de financiar ou facilitar ” o procedimento.

 

Em nota, o governo Lula alega que “decidiu atualizar o posicionamento do país” e retirou o apoio do Brasil ao documento por considerá-lo que ele contém um “entendimento limitativo dos direitos sexuais e reprodutivos e do conceito de família”.

A declaração, assinada pelo governo de Jair Bolsonaro em 2020, marcou mais um episódio de alinhamento da gestão bolsonarista com a do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, idealizador da iniciativa.

As duas administrações se empenharam em combater o aborto internamente e em fóruns internacionais, colocando o tema como uma das principais bandeiras da “pauta de costumes”.

O tema entrou no centro dos debates da campanha presidencial do ano passado, o que fez Lula divulgar uma carta voltada ao eleitorado evangélico, se dizendo “pessoalmente contra o aborto” para tentar reduzir a larga vantagem de Bolsonaro nesse segmento religioso.

Ao todo, mais de 30 países assinaram a declaração. Outros governos alinhados à agenda conservadora de Trump e Bolsonaro, como Egito, Hungria, Indonésia, Arábia Saudita, Paquistão e Uganda também endossaram o documento.

Para a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, a retirada do Brasil da declaração “significa uma mudança radical no campo das políticas para as mulheres”.

 

“É uma demonstração de que o atual governo respeita e valoriza as diversas formas de família e defende todos os seus direitos. O documento era um retrocesso em relação à legislação brasileira sobre direitos reprodutivos”, afirmou a ministra.

 

Na nota divulgada à imprensa, o governo Lula afirma que “reitera o firme compromisso de promover a garantia efetiva e abrangente da saúde da mulher, em linha com o que dispõem a legislação nacional e as políticas sanitárias em vigor sobre essa temática, bem como o pleno respeito às diferentes configurações familiares”.

 

A descriminalização do aborto é um dos temas que podem ser enfrentados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste ano. A questão é alvo de uma ação apresentada pelo PSOL em março de 2017, e que aguarda até agora julgamento no plenário do tribunal.

O Globo

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Brasil

PL negocia nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para as próximas eleições

 

Foto: Alan Santos.

O Partido Liberal (PL) tem o interesse e negocia para o nome da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, concorrer as eleições em 2024 e 2026. O PL acredita que ela seria herdeira dos votos do seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No entanto, a aplicação de esforços em torno do nome dela vai depender de como será a vida do ex-presidente daqui para a frente, até mesmo diante da Justiça, se ele ficará inelegível ou não.

Antes do nome de Michelle ser cogitado como alternativa, o PL iria realizar uma pesquisa interna focada em Bolsonaro, mas o partido cancelou a realização do material, que estava previsto para a última quinzena do mês de janeiro.

O objetivo da pesquisa era entender o sentimento dos apoiadores do ex-presidente após ele deixar o país no final de 2022, antes da posse novo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Tal pesquisa teria até 12 questionamentos focados na visão do eleitor sobre a repercussão da saída de Bolsonaro, além da avaliação do governo de Lula e já com foco nas eleições de 2024.

Por Tribuna do Norte.

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Brasil

Quem ganha um salário mínimo e meio passará a pagar Imposto de Renda em 2023

O ano de 2023 será o primeiro em que pessoas que recebem 1,5 salário mínimo mensal terão que pagar Imposto de Renda. Isso é resultado da combinação entre a tabela do IR, sem atualização desde 2015, e do valor atual para o salário mínimo aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro, de R$ 1.320. A situação preocupa senadores, que cobram a ampliação da faixa de isenção para que cidadãos de menor renda sejam desonerados.

A última correção da tabela do IR aconteceu há oito anos (Lei 13.149, de 2015) e levou a faixa de isenção — ou seja, o rendimento mensal máximo para que uma pessoa não precise pagar Imposto de Renda — para R$ 1.903,98. Na época, isso correspondia a quase 2,5 vezes o salário mínimo, que foi fixado em R$ 788 para o ano de 2015.

A proposta original do governo federal previa salário mínimo de R$ 1.302, valor que também faria passar da faixa de isenção quem recebe um salário e meio.

O Senado tem vários projetos em andamento que visam promover uma atualização na tabela do IR, por meio de medidas como ampliação da faixa de isenção ou estabelecimento de um gatilho inflacionário. Em 2015, o instrumento foi uma medida provisória.

Com a defasagem da tabela, outro fator que contribui para incluir cada vez mais pessoas na incidência do Imposto de Renda é a inflação. Desde 2015, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula uma alta de mais de 59%. A Receita Federal recebeu mais de 36 milhões de declarações de pessoas físicas em 2022, um recorde.

Desvalorização

A escalada inflacionária também preocupa pelo seu efeito de corrosão sobre o salário mínimo, que desde 2019 não possui uma regra de valorização real e vem sendo corrigido apenas pela inflação. A última política de valorização do mínimo (Lei 13.152, de 2015) expirou em 2019 e não foi substituída. Desde então, o valor é estabelecido anualmente por meio de medidas provisórias.

A política de valorização do salário mínimo previa um reajuste calculado com base no crescimento do produto interno bruto (PIB). Além disso, a reposição inflacionária era medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que verifica a variação do custo de vida médio das famílias entre um e cinco salários mínimos.

O restabelecimento da política de valorização do mínimo também é tema recorrente no Parlamento. O projeto mais recente é do senador Paulo Paim (PT-RS), que retoma a fórmula anterior. Por ela, o salário mínimo para 2023 seria de R$ 1.378. O texto (PL 1.231/2022) também aplica a mesma regra de reajuste para os benefícios da Previdência Social.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu em seu discurso de posse, feito ao Congresso, a valorização real do salário mínimo como objetivo do governo. Em dezembro, o Congresso aprovou e promulgou a emenda constitucional que garantiu recursos para essa medida já em 2023 (EC 126).

Agência Senado

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Brasil

Ministra da Saúde revoga portaria que dificultava aborto legal no país

O Ministério da Saúde, comandado por Nísia Trindade, revogou nesta segunda-feira (16) portarias e normas que dificultavam a realização de aborto em casos de estupro no país. A medida havia sido adotada ainda na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o ex-comandante da pasta, general Eduardo Pazuello.

A revogação já havia sido prometida pela ministra durante seu discurso de posse na pasta. No total, foram seis normas anuladas e, entre elas, uma determinação que exigia que médicos acionassem a polícia e realizassem uma denúncia em caso de aborto por estupro.

Assinada por Pazuello em setembro de 2020, parte das normas recuaram após ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a pasta justificou que as medidas ainda não haviam sido negociadas com representantes do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

“A falta de transparência, diálogo e definições conjuntas entre União, estados e municípios é totalmente contrária aos preceitos básicos do SUS, que determinam uma gestão compartilhada do sistema de saúde brasileiro”, afirma trecho do documento.

Nísia Trindade já havia afirmado na última terça-feira, 10, que haveria um debate para que nenhuma decisão ou revogação não deixasse um ‘vazio’ técnico. “Uma das prioridades da nossa gestão é restabelecer o bom relacionamento e o diálogo interfederativo. Por isso, conversamos com o Conass e Conasems, pois é sempre importante que, ao revogar uma medida, não exista um vazio que deixe o gestor desprovido. Essas revogações envolvem medidas sem base científica, sem amparo legal, que contrariam princípios do SUS”, pontuou a comandante da pasta.

Jovem Pan 

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Brasil

Legislação brasileira não classifica atos do 8 de Janeiro como terrorismo


Foto: Sérgio Lima/Poder360

As investigações de crimes cometidos por extremistas no 8 de Janeiro levam em consideração possíveis atos terroristas contra as sedes das instituições dos Três Poderes. No entanto, a legislação que estabelece o crime de terrorismo traz restrições que não contemplam as condutas identificadas nos ataques até agora.

Ainda naquele domingo (8.jan.2023), a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o afastamento do governador do DF (Distrito Federal) Ibaneis Rocha (MDB) de suas funções, reconheceu as atitudes dos vândalos como “atos criminosos e terroristas”.

De acordo com o artigo 2º da Lei nº 13.260 de 16 de março de 2016, conhecida como Lei Antiterrorismo, podem ser definidas como terrorismo apenas práticas motivadas “por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública“.

Para Rodrigo Faucz Pereira e Silva, advogado criminalista e pós-doutor em direito, as especificações trazidas pela lei impedem que os atos de 8 de Janeiro sejam tipificados como crime de terrorismo.

Ele explica que o princípio da legalidade exige que a conduta do investigado esteja prevista “estritamente” na lei penal, e que o uso da palavra “terrorismo“, até o momento, deve ser entendido só como “força de expressão“.

Poder360

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