Brasil

Líder do MST na Bahia ameaça novas invasões: ‘Temos disposição’

Foto: MST Bahia/Divulgação

Em meio a invasões em três fazendas na Bahia, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ameaçou invadir mais propriedades espalhadas pelo país. “Continuamos por aqui fazendo luta. E temos disposição para outras ocupações”, disse Eliane Oliveira, dirigente da entidade no estado baiano.

A ameaça ocorre após a Justiça ter determinado a reintegração de posse de uma das fazendas invadidas, em Mucuri, e prever multa de R$ 5.000 por dia em caso de descumprimento, além do uso de força policial para a retirada dos ocupantes. “As famílias continuam na área. Até o momento nenhum oficial de justiça esteve no local para notificar. E nós permaneceremos até que haja a reintegração”, informou Eliane.

O MST reestreou na terceira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com invasões em três fazendas de cultivo de eucalipto da empresa Suzano nos municípios baianos de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas. Cerca de 1.700 sem-terras participaram dos atos.

De acordo com o movimento, a invasão ocorre por dois motivos. O primeiro é pressionar para que se cumpra um acordo, firmado em 2011, entre a Suzano Papel e Celulose S/A e a entidade.

“A empresa se comprometeu a ceder áreas para assentar 750 famílias. Isso não ocorreu até hoje”, alegou Eliane. “Temos disposição de continuar fazendo luta até que ela cumpra o acordo que fez com essas famílias, que estão há 12 anos esperando que as áreas sejam cedidas para desapropriação”, acrescentou.

As declarações foram dadas pela líder do movimento na Bahia a um site de notícias e publicadas no portal do MST.

R7

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Brasil

VÍDEO: “Eu sou o ex mais amado do Brasil”, diz Bolsonaro nos EUA

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (4) ser “com certeza” o “ex [presidente] mais amado do Brasil”. Ele deu a declaração em Washington D.C., nos Estados Unidos, onde participa da CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), considerada o maior evento conservador dos Estados

No evento, o ex-chefe do Executivo disse que, em 2022, recebeu mais apoio do que teve nas eleições de 2018, mas deu uma declaração que pode ser interpretada como um questionamento contra o resultado das eleições: “Não sei por pue os números mostraram o contrário”. No 2º turno do processo eleitoral, Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49,10% (58.206.354 votos) contra 50,90% (60.345.999 votos) do petista.

Assista ao momento em que Bolsonaro diz ser o “ex mais amado” (35s):

Bolsonaro disse também que, apesar de se considerar “o mais amado” presidente, foi o chefe do Executivo “mais atacado” pela imprensa, mas, mesmo assim, nunca tomou uma medida contra veículos de mídia.

VIAGEM A WASHINGTON

Além de participar da CPAC, o presidente viajou até a capital norte-americana para se reunir com o também ex-presidente Donald Trump. A informação foi divulgada pelo ex-ministro do Turismo Gilson Machado nas redes sociais. É o 1º encontro entre os líderes de direita desde que o brasileiro viajou para os EUA, em 30 de dezembro de 2022.

Bolsonaro está na Flórida desde o fim de 2022. Ele se recusou a passar a faixa a Lula na posse, em 1º de janeiro de 2023.

A Flórida abriga o resort de Trump, em Mar-a-Lago. O republicano lançou sua pré-candidatura à Presidência do país em evento realizado no local, em novembro de 2022.

Na conferência, Bolsonaro afirmou ter sido o último presidente a “reconhecer” o resultado das eleições norte-americanas de 2020, quando Trump foi derrotado pelo atual presidente Joe Biden. O cumprimento foi feito 6 semanas depois da votação norte-americana e 1 dia após a confirmação do resultado pelo Colégio Eleitoral.

Bolsonaro foi um dos últimos líderes mundiais a dar os parabéns ao presidente eleito dos EUA. Desde o início do pleito, disse ter torcido pelo candidato republicano à reeleição, Donald Trump. Depois de Biden ganhar a disputa, Bolsonaro disse em mais de uma ocasião que as eleições norte-americanas haviam sido fraudadas.

Na época, apoiadores de Trump insatisfeitos com a vitória do democrata invadiram o Capitólio, em em 6 de janeiro de 2021, na capital Washington. O Capitólio funciona como o centro legislativo do Estado norte-americano. Na invasão ao prédio, apoiadores do republicano romperam a barreira policial e invadiram as dependências da Câmara e do Senado dos EUA enquanto congressistas certificavam a vitória de Biden.

No Brasil, episódio semelhante foi registrado em 8 de janeiro, em Brasília. Na data, bolsonaristas radicais e também insatisfeitos com a vitória de Lula invadiram a Praça dos Três Poderes e destruíram os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Poder360

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Brasil

Bolsonaro: “Estou sendo acusado de um presente que eu não pedi, nem recebi”

O príncipe Abdulaziz Bin Salman Bin Abdulaziz Al Saud, ministro de Energia do reino da Arábia Saudita, participa de reunião com o então ministro de Minas e Energia brasileiro, Bento Albuquerque. | Foto: reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro negou que as joias dadas de presente pelo governo da Arábia Saudita foram trazidas ao Brasil de forma ilegal. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que não existe qualquer ilegalidade por parte dele.

“Estou sendo acusado de um presente que eu não pedi, nem recebi. Não existe qualquer ilegalidade da minha parte. Nunca pratiquei ilegalidade. Veja o meu cartão corporativo pessoal. Nunca saquei, nem paguei nenhum centavo nesse cartão”, disse.

Documentos obtidos por O Antagonista mostram que o governo de Jair Bolsonaro tentou reaver um conjunto de joias presenteadas pelo governo da Arábia Saudita em 2021 para que os objetos fossem analisados para a incorporação ao acervo presidencial.

O conjunto de joias é avaliado em 3 milhões de euros, o equivalente a 16,5 milhões reais, foram dados como presente pelo governo da Arábia Saudita.

Os itens foram apreendidos em outubro de 2021 na bagagem do militar Marcos André dos Santos Soeiro, assessor na época do então ministro de Minas e Energia, o almirante Bento Albuquerque. O então ministro representou o governo brasileiro na reunião da cúpula do evento.

O Antagonista

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Brasil

Governo prorroga prazo para estados emitirem novo RG nacional

Um decreto do governo federal, publicado nessa sexta-feira (3), prorrogou o prazo para que todos os estados estejam aptos a emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN), novo RG que unifica o cadastro em todo o país. Mais moderno e seguro, o documento apresenta o CPF como único número de identificação e possui formato digital pelo aplicativo Gov.br.

Com o novo prazo, os institutos de identificação estaduais terão até 6 de novembro para se adequarem. O prazo anterior se encerrava este mês. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) está prestando apoio técnico aos estados para a efetivação do serviço.

Até o momento, segundo pasta, um total 11 estados brasileiros já estão aptos a emitir a nova carteira: Acre, Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Cerca de 200 mil documentos físicos da Carteira de Identidade Nacional já foram emitidos e mais de 175 mil baixados no formato digital.

Tecnologia

O documento vem com um QR Code que pode ser lido por qualquer dispositivo apropriado, como um smartphone – o que permitirá a validação eletrônica de sua autenticidade, bem como saber se ele foi furtado ou extraviado.

Essa nova versão do documento de identificação servirá também de documento de viagem, devido à inclusão de um código de padrão internacional chamado MRZ, o mesmo usado em passaportes.

Até o momento, o Brasil só tem acordos para uso do documento de identidade nos postos imigratórios com países do Mercosul. Para os demais países, o passaporte continua sendo obrigatório.

Segurança

Antes do novo documento de identificação, era possível que a mesma pessoa tivesse um número de RG por estado, além do CPF. Com a CIN, o cidadão passa a ter um número de identificação, o que reduz a possibilidade de fraudes.

A nova carteira é válida legalmente em todo o território nacional e, caso o cidadão esqueça o documento físico, pode apresentar a versão digital em seu celular.

Agência Brasil

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Brasil

Invasão do MST no sul da Bahia é caso isolado, diz Paulo Teixeira

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, disse em entrevista à Folha de S.Paulo que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protegerá a propriedade privada, conforme a Constituição. Também exigirá o “cumprimento da função social da propriedade”.

Na reportagem publicada neste sábado (4), Teixeira descreveu a invasão do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em 3 fazendas de cultivo de eucalipto da Suzano, empresa de papel de celulose, como um caso isolado.

O episódio se deu na segunda-feira (27) nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas, no extremo sul da Bahia. Além das terras da Suzano, uma 4ª área, da Fazenda Limoeiro, também foi ocupada.

Teixeira disse que não esperava essa atitude do movimento: “A mim agora cabe ajudar na superação desse conflito e cabe também estabelecer mecanismos preventivos de novos conflitos”.

Na quinta-feira (2), o ministro havia declarado que o governo atuaria como um mediador para encontrar uma solução pacífica para o caso.

MST X SUZANO

Segundo Ceres Hadich, integrante da Direção Nacional do MST, as fazendas foram ocupadas depois que a Suzano descumpriu acordos.

“Havia se estabelecido um acordo entre a Suzano e outras empresas produtoras de eucalipto na região e esse acordo foi feito junto com o então Ministério do Desenvolvimento Agrário. Nesse acordo, se garantiu que as famílias que ganharam a posse daquela terra seriam assentadas”, disse Ceres em entrevista ao Poder360.

O MST também afirma que a propriedade da Fazenda Limoeiro estaria abandonada há 15 anos. Cerca de 1.700 famílias do movimento na Bahia ocuparam as 4 áreas. Eles reivindicam a “desapropriação imediata” para realizar uma reforma agrária.

Em nota, a Suzano disse que aguarda a análise da ação de reintegração de posse da fazenda no município de Caravelas e que espera receber a mesma determinação de reintegração de posse dos municípios de Mucuri e Teixeira de Freitas nos próximos dias. A empresa não mencionou o acordo com o MST, citado pelo movimento.

Poder360

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Após irregularidades, Receita vai restringir acesso de servidores a dados de contribuintes

54 anos da Receita Federal e nada a comemorar - Sindifisco Nacional
A Receita Federal anunciou, por meio de nota, nesta sexta-feira (3/3), uma série de medidas em resposta às acusações de pressão do Fisco, em 2019, contra desafetos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Conforme o comunicado, até 31 de março, a Receita Federal restringirá o acesso a dados por servidores autorizados. A Polícia Federal (PF) abriu, na quinta-feira (2/3), investigação específica sobre logins indevidos.

O órgão informa que “os servidores que acessaram dados protegidos, sem motivação, foram identificados e estão sendo devidamente processados”.

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que, entre 2018 e 2020, foram detectados oito acessos irregulares feitos por servidores da Receita Federal a dados sigilosos de contribuintes, dos quais seis foram classificados como envolvendo “pessoas politicamente expostas”.

O ex-presidente Bolsonaro e a esposa, Michelle, os apresentadores Luciano Huck e Willian Bonner, da TV Globo, a cantora Anitta e outras celebridades tiveram os dados fiscais acessados de forma irregular na Receita Federal entre 2018 e 2020.

Entenda o caso

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrou que o corregedor da Receita Federal, João José Tafner, teria sofrido pressão do antigo comando do Fisco para arquivar processo disciplinar aberto contra o servidor do órgão que acessou sem justificativa legal dados fiscais sob sigilo de desafetos da família Bolsonaro.

Em julho de 2019, Ricardo Feitosa – chefe da Receita no início do governo Bolsonaro – acessou e copiou dados fiscais sigilosos de desafetos do então presidente. Como apurado pelo Metrópoles, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deve demitir o auditor fiscal, caso o suposto vazamento de dados seja confirmado.

Na quarta-feira (1°/3), a Receita Federal informou, por meio de nota, que abriu uma investigação a respeito da quebra de sigilo de desafetos da família Bolsonaro.

A Receita, no entanto, desmentiu as alegações levantadas na matéria da Folha de S.Paulo e afirma que “não houve qualquer pressão do atual comando da Receita Federal para renúncia do mandato do Corregedor”, e “não consta tampouco qualquer juízo quanto aos fatos e eventos relatados”.

Metrópoles

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CLAUDIO DANTAS: É hora de Paulo Guedes voltar

Em meio à pandemia, Paulo Guedes ameaça avançar nas | Política
Paulo Guedes submergiu no fim do ano passado e, desde então, tem se mantido longe dos holofotes e do debate público. A discrição é justificável, elogiável até, mas já deu. O ex-ministro da Economia nunca foi tão necessário para equilibrar o debate sobre a política econômica, que virou um verdadeiro circo dos horrores.

Não se trata apenas de desmontar a narrativa lulopetista de crise econômica e escassez, mas de vocalizar as expectativas de diferentes setores empresariais e sociais, de trazer à mesa dados concretos sobre as experiências que deram certo nos últimos 4 anos e ajudar o Congresso a defendê-las do vandalismo institucional promovido por Lula e seus sequazes.

Os números não mentem.

O PIB fechou o ano passado com crescimento de 2,9%, a inflação foi revisada para baixo 8 vezes seguidas, a dívida pública caiu para pouco mais de 70% do PIB e o desemprego chegou a 9,3%, menor taxa em 8 anos. O último ano terminou com superávit de R$ 54 bilhões, o primeiro em 9 anos. Com guerra na Ucrânia, pandemia de coronavírus e auxílio de R$ 600 — o triplo do Bolsa Família.

As estatais acumularam lucros; a Petrobras distribuiu mais de R$ 215,7 bilhões em dividendos, dos quais 28,67% foram diretamente para os cofres do Tesouro e outros 7,94% reforçaram os cofres do BNDES, que também teve lucro recorde. Em suma, o controle de gastos garantiu juros baixos ou controlados e inflação na meta, abrindo a possibilidade de redução de impostos.

O que se vê, desde o período da transição, é o oposto disso. Estouro de despesas, endividamento em bola de neve com consequente impacto na inflação (foram 11 revisões para cima até agora) e pressão por aumento de impostos. Em vez de lucro, destruição de valor da estatais (e também das empresas privadas) e consequente queda no crescimento econômico.

Guedes vai ficar só olhando?

O Antagonista

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Servidores da Abin apontam desconfianças com nomes indicados por Lula

A desconfiança é que os nomes não são de servidores da casa – ambos vêm da Polícia Federal. “Defendemos que a gestão liderada por profissionais especializados é mais eficiente e traz melhores resultados para a sociedade e para o Estado”, escreve a Intelis em nota. “A designação de um diretor-adjunto, cuja função é gerenciar a produção de Inteligência de Estado, fora desses quadros gera receio entre os servidores do órgão.” 

Apesar de felicitar o governo pela decisão de mover a Abin para a Casa Civil, a Intelis lembra que, quando nomes de fora da agência a comandaram, os resultados foram ruins.

“As quatro ocasiões em que a ABIN foi dirigida por quadros estranhos à área da inteligência de Estado foram marcadas por crises ou desvios de atribuição”, advertem —apesar de acreditarem que tais questões não se repetirão.

Antagonista

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Governo não retomará pagamento do 13º do Bolsa Família, diz ministério

Veja tudo que deve mudar no Bolsa Família em 2023 - Rede Jornal Contábil
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou nesta sexta-feira (3) que o governo federal não retomará o pagamento do 13º do Bolsa Família.

A informação foi dada por Letícia Bartholo, secretária de Avaliação de Gestão da Informação e Cadastro Único, durante uma entrevista coletiva na qual o governo apresentou dados sobre a reformulação do Bolsa Família.

Questionada se o governo iria retomar o pagamento do 13º, como houve em 2019 no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro, Letícia respondeu:

“O 13º só foi pago em um ano, muito mais como promessa de campanha. Foi em um ano. O Bolsa Família é um programa de assistência, de complemento de renda, não se adequa à vinculação de um 13º salário. Ele tem agora um pagamento per capta muito superior ao que antes existia, o Bolsa Família original e o Auxílio Brasil. Obviamente, não há previsão de pagamento de 13º porque o desenho proposto se adequa melhor.”

Nesta quinta (2), o presidente Lula (PT) assinou uma Medida Provisória (MP) para reformular o programa – chamado de Auxílio Brasil no governo Jair Bolsonaro (PL).

O Bolsa Família atenderá a famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza – isto é, com renda de até R$ 218 por pessoa.

Em linhas gerais, na nova formulação, o Bolsa Família vai pagar:

  • pelo menos R$ 600 por família;
  • R$ 150 adicionais para cada criança de até 6 anos;
  • R$ 50 adicionais para crianças com mais de 7 anos e jovens com menos de 18;
  • R$ 50 adicionais para gestantes

Agência Brasil

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Gleisi Hoffmann defende afastamento de ministro das Comunicações


Foto: Reprodução

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, defendeu o afastamento do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, alvo de denúncias de irregularidades. Em entrevista à coluna nesta quarta-feira (1º/3), na sede do PT, em Brasília, Hoffmann disse que um pedido de afastamento do ministro para explicar as denúncias em que tem sido envolvido impediria o “constrangimento” do governo.

Juscelino Filho tem sido alvo de diversas denúncias que colocam em suspeita sua capacidade de seguir no governo. No dia 2 de janeiro, a coluna revelou que o ministro contratou a consultoria de uma ex-diretora do Tribunal de Justiça do Maranhão que foi condenada por fraudar a folha de pagamento da Corte. Ainda no primeiro mês do ano, o Estadão mostrou que Juscelino também usou o orçamento secreto para asfaltar uma estrada que passa em frente à sua fazenda, em Vitorino Freire (MA). Também foi revelado pelo jornal que o ministro voou de avião da FAB para ir a um leilão de cavalos de raça. Nesta semana, o colunista Rodrigo Rangel, do Metrópoles, mostrou que Juscelino pressionou uma estatal a contratar uma empresa suspeita de irregularidades.

Juscelino Filho é o herdeiro de um clã maranhense cujo chefe político é seu pai e padrinho na política, o enrolado Juscelino Rezende, que controla politicamente a cidade de Vitorino Freire, no interior. Conforme mostrou a coluna nesta semana, ele é réu pelo assassinato de um agiota em Vitorino Freire, hoje governada pela irmã do ministro, e também foi acusado de cinco crimes pela CPI do Narcotráfico da Câmara.

“Acho que o ministro devia pedir um afastamento para poder explicar, justificar, se for justificável o que ele fez. Isso impede o constrangimento de parte a parte”, disse.

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, foi indicado por Davi Alcolumbre, que se apresentou em dezembro a Lula como um negociador chancelado pelo União Brasil para decidir quem do partido iria para quais cargos no primeiro escalão.

Ainda sobre o União Brasil, Hoffmann disse que não é possível ter qualquer conversa com o senador Sergio Moro, senador pela sigla, mas disse entender que a sigla não vá ter a adesão de todos os seus quadros — situação semelhante à de Deltan Dallagnol, seu conterrâneo e colega na Câmara dos Deputados.

Juscelino Filho não foi o único integrante alvo do escrutínio da presidente do PT. Nesta quinta-feira, a primeira parte da entrevista à coluna mostrou sua sinalização de paz para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que, segundo ela, está correto ao buscar uma mediação entre a visão desenvolvimentista do PT e de Lula e majoritariamente fiscalista do mercado. Enquadrou ainda o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, por ter indicado ao Conselho de Administração da Petrobras nomes do Centrão com uma visão também distante da defendida por Lula na campanha. A deputada também pediu que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, saia do cargo.

Leia a seguir este trecho da entrevista com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.


O que o governo federal quer fazer no Congresso?

Vamos sentir a partir deste mês. Espero uma relação de respeito e consideração, e que obviamente o presidente da Câmara trate as bancadas com os direitos previstos no regimento, e que não queira tratorar ninguém. A oposição lá é uma oposição mais barulhenta. Aquele pessoal mais bolsonarista mesmo, quem fica gritando no plenário, agredindo o Lula, agredindo o PT, enfim, mas não tem capacidade de mudar posições dos demais deputados, principalmente do Centrão.

Você já esbarrou na Câmara com o Deltan Dallagnol, seu conterrâneo?

Não, nunca vi lá.

Por Guilherme Amado – Metrópoles

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