Brasil

BARGANHA: Governo Lula libera em um dia R$ 1,7 bilhão em emendas parlamentares

Comissão da Verdade: “Fui preso em casa às seis da manhã ...
Cerca de R$ 1,7 bilhão de reais em emendas parlamentares foram liberados em apenas um dia pelo Governo Federal. Os valores foram empenhados nesta terça-feira (30), data da votação do projeto do marco temporal e quando havia a expectativa de votar a medida provisória que reorganiza a Esplanada dos Ministérios. Os dados são do portal do Orçamento Federal.

Até a segunda-feira (29), o governo tinha liberado R$ 3,16 bilhões em emendas. Até o dia 30, a soma chegou a R$ 4,87 bilhões.

Em relação ao fim da semana passada, houve uma liberação de R$ 100 milhões para a bancada do PT na Câmara.

Os deputados do PSD foram beneficiados com 190 milhões. Já a bancada do PL recebeu mais de 250 milhões de reais. Deputados do PP, o partido do presidente Arthur Lira, repassaram para suas bases mais 175 milhões. E os do União Brasil, 98 milhões.

Liberação até 30 de maio

Deputados por bancada:

 

  • PT – R$ 496.401.315
  • PSD – R$ 402.509.450
  • PL – R$ 424.166.323
  • PP – R$ 375.284.164
  • União – R$ 310.814.534
  • MDB – R$ 281.935.425
  • REP – R$ 310.812.406

 

Liberações até 26 de maio

Deputados por bancada:

  • PT – R$ 346.199.778,40
  • PSD – R$ 234.820.051,60
  • União – R$ 212.076.374,40
  • PP – R$ 199.252.244,20
  • MDB – R$ 176.542.448,90

PB.com

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Brasil

Brasileiros usam cada vez menos dinheiro em espécie, diz BC

Notas de real ao lado smartphone: Pix entrou em vigor nesta segunda-feira (16)

Com a criação do Pix em novembro de 2020, mudanças comportamentais geradas pela pandemia de covid-19 e o aumento das transações com cartões, os brasileiros usam cada vez menos o dinheiro em espécie para fazer pagamentos do dia a dia. A avaliação é do estudo do Banco Central (BC) Evolução de Meios Digitais para a Realização de Transações de Pagamento no Brasil.

Em 2019, os saques de dinheiro em caixas eletrônicos e agências somaram R$ 3 trilhões. Em 2020, o total caiu para R$ 2,5 trilhões e para R$ 2,1 trilhões, em 2021 e 2022.

Em 2020, as transações por meio do Pix somaram R$ 180 milhões. No ano seguinte, R$ 9,43 bilhões, e em 2022, R$ 24,05 bilhões.

BC divulga o estudo Evolução de Meios Digitais para a Realização de Transações de Pagamento no Brasil
Divulgação/Banco Central

Já quando se trata de transações de valores mais altos, a indicação do estudo é de que há preferência por transferências bancárias (inter e intrabancárias), que responderam por cerca de 65% de todo o volume financeiro de 2022. O Pix foi responsável por 12% das transações.

Segundo o estudo, em relação ao valor médio das operações “há uso preponderante do Pix e dos cartões (especialmente o pré-pago) nas transações de valor mais baixo, indicando seu papel importante na inclusão financeira, deixando as transferências tradicionais como principais opções para transações corporativas, de valores substancialmente mais altos”.

“Nesse sentido, é razoável supor que o Pix e os cartões representaram importante papel na digitalização de camadas mais amplas da população”.

Valores médios

BC divulga o estudo Evolução de Meios Digitais para a Realização de Transações de Pagamento no Brasil
Banco Central/Divulgação

O BC também observou crescimento “expressivo da quantidade de transações com cartões de débito e pré-pago”, influenciado pela expansão de instituições financeiras. “Essas instituições vêm tendo papel relevante na inclusão financeira, ao proporcionar contas de pagamento a pessoas que anteriormente não tinham nenhum relacionamento com o sistema financeiro, sendo, por exemplo, as instituições em que muitos jovens iniciam seu relacionamento com o sistema financeiro”, destacou o estudo.

Agência Brasil

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Brasil

Lula veta pensão vitalícia a soldados que lutaram na Guerra de Suez, no Egito, nos anos 1950

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente o projeto de lei que concede pensão especial aos ex-integrantes do chamado Batalhão Suez, que foram ao Egito em 1956. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (31). A proposta, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), foi aprovada pelo Congresso Nacional e encaminhada para sanção presidencial.
O projeto, protocolado em 2011, propõe o pagamento vitalício de dois salários mínimos para os ex-combatentes da tropa brasileira.

Cerca de 6,3 mil soldados fizeram parte da força de paz criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) após a nacionalização do Canal de Suez pelo presidente egípcio Abdel Nasser, em julho de 1956, que resultou no conflito denominado Guerra de Suez.

Em 2015, Humberto Costa afirmou que muitos dos soldados já tinham falecido e outros já estavam idosos e doentes. Não se sabe o número atual de ex-combatentes que ainda estão vivos.

“Ao chegar ao Brasil, esses homens foram excluídos do Exército sem exame de junta médica e sem quarentena, mesmo tendo permanecido mais de um ano, quase todos, em uma das regiões mais violentas e endêmicas do mundo”, afirmou o autor do projeto.

Para a relatora pela Comissão de Saúde, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o projeto é meritório porque “faz justiça a um grupo de brasileiros que se empenhou em representar o Brasil no exterior, enfrentando situações de muito perigo. Muitos retornaram mutilados, sem condições de prosseguir com suas atividades laborais”, disse.

Regras

Pela proposta, só receberiam a pensão aqueles que comprovassem renda inferior a dois salários mínimos ou que não possuem meios para garantir a subsistência da família.

Segundo o texto, os pedidos de concessão do benefício seriam processados e julgados no prazo de 45 dias, sob pena de responsabilidade. Os pagamentos da pensão teriam início no prazo máximo de 30 dias após o reconhecimento do direito.

Na decisão, o presidente diz que o projeto contraria o interesse público, pois cria despesa obrigatória de caráter continuado.

Apesar de o projeto informar que os recursos sairiam do programa orçamentário Indenizações e Pensões Especiais de Responsabilidade da União, Lula afirma que a proposta cria despesa para a União sem a previsão/indicação de fonte orçamentária que o financie, contrariando a Constituição.

Reajuste

Segundo o texto, o valor da pensão especial será reajustado sempre no mês de janeiro, de acordo com a variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ou do índice que reajusta as aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Haverá ainda pagamento de 13º salário em valor idêntico ao da remuneração do mês de dezembro.

R7

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Brasil

Fumantes usam 8% da renda familiar per capita para compra de cigarros

Imagem: Reprodução

Os brasileiros que fumam destinam cerca de 8% da renda familiar per capita (por indivíduo), mensalmente, para a compra de cigarros industrializados. O gasto mensal chega a quase 10% da renda entre os fumantes na faixa etária de 15 a 24 anos, atingindo 11% entre aqueles com ensino fundamental incompleto. Os dados constam de pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que será apresentada nesta quarta-feira (31), na sede da instituição, no Rio de Janeiro, durante o lançamento da campanha “Precisamos de comida, não tabaco”, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A campanha marca o Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio. A sondagem teve por base dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019.

“De maneira geral, a variação maior ocorre no rendimento e não tanto no gasto. Para pessoas que têm escolaridade mais baixa, que moram em estados ou regiões em que a renda média é menor, o gasto com cigarro acaba tendo uma contribuição relativa maior”, destacou, em entrevista à Agência Brasil, o médico André Szklo, um dos autores do estudo, realizado pela Divisão de Pesquisa Populacional do Inca. Por isso, entre os fumantes de baixa escolaridade, o comprometimento do gasto com cigarro, em função da renda domiciliar per capita do domicílio onde reside, é maior do que entre fumantes que tenham escolaridade mais elevada.

A mesma coisa ocorre em regiões do país. No Norte e Nordeste, onde a renda média é menor, comparada com o Sudeste e Sul, o comprometimento do gasto com o cigarro acaba sendo maior também, indicou Szklo. Por sexo, o percentual alcança 8% para os homens e 7% para as mulheres.

Por regiões

As regiões Norte e Nordeste concentram os maiores gastos com o tabagismo, sendo o Acre o estado com o maior comprometimento de renda (14%), seguido por Alagoas (12%), Ceará, Pará e Tocantins (11% cada). Na Região Sul, Paraná e Rio Grande do Sul registram 8% de gastos com cigarros e Santa Catarina, 7%. No Sudeste, Rio de Janeiro e Minas Gerais apresentam gastos em torno também de 8%, enquanto São Paulo e Espírito Santo atingem 7%. Os menores índices de comprometimento de renda, em contrapartida, aparecem na Região Centro-Oeste, com Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal mostrando gastos de 6% cada. Mato Grosso e Goiás alcançam 9% cada.

André Szklo informou que essa contribuição é derivada de duas variáveis: quanto a pessoa está gastando em média, naquele mês, com cigarro, e o rendimento médio dos domicílios daqueles estados onde há um morador fumante. “Não necessariamente vai ser o mesmo (gasto) para todos os estados. Porque tem a relação de quanto você gasta e o rendimento médio do domicílio daquele estado, per capita’. Por exemplo, quando se nota que Mato Grosso do Sul tem contribuição menor, isso pode ser em função tanto de um rendimento maior domiciliar entre as famílias que têm pelo menos um fumante, como também um gasto proporcional menor desse fumante de Mato Grosso do Sul, não necessariamente porque ele está comprando menos cigarro, mas também pelo preço que está pagando pelo produto.

Preço mais barato

O pesquisador do Inca lembrou que Mato Grosso do Sul faz fronteira com o Paraguai, porta de entrada importante para cigarros que não pagam imposto, os chamados ilegais, cujo preço é menor do que o do produto legal. Depois do Paraguai, o Brasil é o país que tem o cigarro mais barato das Américas. “Desde 2017 que a gente tem uma queda real, isto é, já descontada a inflação, do preço do cigarro legal brasileiro. É um cigarro muito barato”. No gasto analisado pelo Inca, está incluído o gasto com cigarro legal e ilegal.

Como se consome um cigarro muito barato no Brasil, André Szklo disse que isso leva a pessoa a não parar de fumar e, também, que adolescentes e jovens, principalmente, acabem sendo motivados e conduzidos a começar a fumar, estimulados pelo preço muito baixo. O pesquisador alertou que o gasto com cigarro que está comprometendo a renda domiciliar poderia ser aproveitado de outra forma, como no consumo de alimentos saudáveis ou investindo em atividades de lazer, físicas, esportivas, de prevenção de uma série de doenças. Mas, ao contrário, ele está sendo direcionado para o consumo de cigarros.

Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio de 2023. Imagens da campanha – Organização Pan-Americana de Saúde/OPAS – Arte: OPAS
Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio de 2023. Imagens da campanha – Organização Pan-Americana de Saúde/OPAS – Arte: OPAS – Arte: OPAS

A recomendação é que é preciso voltar a criar barreira, defendeu Szklo. “E essa barreira para o gasto com cigarro é voltar a aumentar o preço”. Na avaliação do pesquisador do Inca, aumentar as alíquotas que incidem sobre os produtos finais do tabaco e, consequentemente, sobre o preço final do cigarro, é a medida mais efetiva de saúde pública e controle do tabaco, para reduzir a iniciação e estimular a suspensão desse hábito. “Se a gente voltar a aumentar o preço do cigarro, os fumantes vão acabar gastando menos, porque vão parar de fumar”.

SUS

O estudo do Inca destaca a importância de ser criado de fato um imposto específico para produtos derivados do tabaco, de forma que se possa voltar a ter aumento de preço. Os recursos desse imposto devem ser canalizados para o Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, para tratamento de doenças relacionadas ao uso do tabaco. “O custo do tabagismo para o país representa muito mais do que é arrecadado em termos de impostos pela indústria do tabaco”. Segundo Szklo, a arrecadação chega a 10% do custo estimado de R$ 125 milhões por ano.

O médico do Inca insistiu que o estudo é um alerta para que se volte a aumentar o preço do cigarro, a fim de que os gastos dos brasileiros com a compra do produto deixem de ser feitos. “Para que os fumantes parem de fumar ou nem comecem a fumar e, com isso, a gente possa reduzir a iniquidade na distribuição de fumantes na população e, também, em termos de desfechos de saúde. Porque é exatamente nas populações de menor renda, nos estados mais pobres, entre as famílias de menor escolaridade, que o cigarro acaba comprometendo mais o rendimento domiciliar per capita“.

Szklo reforçou que se os integrantes desses domicílios pararem de fumar ou nem começarem a fumar, esse dinheiro que hoje é gasto com cigarro poderá ser canalizado para outras ações de promoção da saúde das pessoas, além da compra de alimentos, que é o tema deste ano do Dia Mundial sem Tabaco.

A pesquisa mostra que se a pessoa não estiver gastando com tabaco, ela pode usar o dinheiro para comprar comida, sem cair, porém, na interferência da indústria de alimentos ultraprocessados, mas dando preferência a alimentos saudáveis. “Obviamente, se tiver menor consumo de tabaco, vai ter mais comida no prato do brasileiro, porque a pessoa pode destinar também uma parte da área empregada atualmente no cultivo de folhas de tabaco para alimentos como arroz e feijão, entre outros. O estudo alerta para que o país continue avançando no combate ao tabagismo”.

Ações

A campanha da OMS é liderada no Brasil pelo Inca. Ela destaca a importância de ações que incentivem a produção de alimentos sustentáveis em substituição ao cultivo do tabaco, além da diversificação da produção, da proteção do meio ambiente e da melhoria da saúde dos trabalhadores envolvidos com essa cultura.

Durante evento alusivo ao Dia Mundial sem Tabaco, o Inca exibirá estratégias que visam à redução do consumo. O órgão do Ministério da Saúde receberá, na ocasião, prêmio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em reconhecimento às ações que contribuem para a diminuição do consumo de produtos de tabaco no país. Em parceria com as secretarias estadual e municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o Inca promove ainda ação na Praça da Cruz Vermelha, região central da capital fluminense, destinada à sensibilização de tabagistas para que parem de fumar. Serão distribuídos materiais informativos à população.

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Brasil

Com apoio do governo Lula, senadores destravam ‘PL do Veneno’

Com 21 anos em tramitação, a PL do Veneno , que facilita a aprovação de agrotóxicos no Brasil , deve avançar no Senado nesta terça-feira (31), segundo líderes. O texto da medida foi aprovado em fevereiro de 2022.

Segundo a bancada ruralista, a PL vai  “modernizar” a legislação em relação a liberação do uso de agrotóxicos. Já para ambientalistas, a aprovação é um sério risco à saúde da população.

Carlos Fávaro, atual ministro da Agricultura do governo, se reuniu com presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta terça-feira (31) para discutir o assunto. Participaram da reunião o relator, Fabiano Contarato (PT-ES), e os líderes do governo, Jaques Wagner (PT-BA), e do PP, Tereza Cristina (MS).

Segundo Fávaro, o projeto será analisado e eventuais “excessos” aprovados pelos deputados devem ser ajustados. “De uma forma que venha a adequar à legislação, o governo apoia”, afirmou.

Jaques Wagner e Fávaro afirmaram que a PL deve passar por uma “análise técnica” para identificar possíveis pontos de consenso para viabilização e aprovação da medida.

“Vai fazer uma análise técnica muito rigorosa. Princípio básico: ninguém é a favor de produtos cancerígenos, ninguém é a favor da continuidade de produtos que afetem gravemente o meio ambiente”, disse o ministro.

De acordo com Wagner, da parte do governo, “não há contraposição geral” , já que o Planalto concorda com os pontos. “Depende do que for conversado. [O governo] pode apoiar uma parte, fazer destaque em outra “, disse.

IG

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Brasil

Deputados aprovam moção de repúdio à visita de Maduro: “Grave mensagem”

Crusoé: deputados aprovam moção de repúdio à visita de Maduro: “Grave mensagem”

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou uma moção de repúdio à visita oficial ao Brasil do ditador Nicolás Maduro, informa Crusoé.

“Apresentado pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), o requerimento foi aprovado com 21 votos a favor, 11 contrários e duas abstenções.”

Crusoé

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Brasil

Presidente do Uruguai desmente Lula: ditadura na Venezuela não é ‘narrativa’

Foto: WALTER PACIELLO/AFP

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, criticou nesta terça-feira (30) a fala do presidente Lula (PT) sobre a Venezuela durante a cúpula dos presidentes da América do Sul, em Brasília.

Lula afirmou que as considerações de que a Venezuela vive um regime ditatorial são “narrativa”. “Se eu quiser vencer uma batalha, eu preciso construir uma narrativa para destruir o meu potencial inimigo. Você sabe a narrativa que se construiu contra a Venezuela, de antidemocracia e do autoritarismo”, disse o petista ontem (29).

O uruguaio expressou surpresa com essa afirmação e disse que o pior que se pode fazer é ignorar a situação. Ele também mencionou que o Uruguai voltou a ter um embaixador em Caracas e que tem o direito de opinar sobre a situação na Venezuela.

“Fiquei surpreendido quando se falou que o que aconteceu na Venezuela é uma narrativa. Todos já sabem o que nós pensamos com respeito a Venezuela e sobre o governo da Venezuela. Se há tantos grupos no mundo que estão tratando de mediar para que a democracia seja plena na Venezuela, que se respeite os direitos humanos, que não haja presos políticos, o pior que podemos fazer é tapar o sol com o dedo. Damos o nome que tem e ajudamos”, afirmou Lacalle Pou.

A declaração do presidente uruguaio foi feita na mesa de reunião com Lula e o próprio presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Diário do Poder

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Brasil

Vacina brasileira contra dependência em crack e cocaína é finalista de prêmio internacional

Vacina Calixcoca da UFMG promete tratar dependência de cocaína e crack

Uma vacina desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) contra a dependência em crack e cocaína está indicada ao Prêmio Euro, que reconhece o potencial de inovação dos profissionais latino-americanos de Medicina. Batizado de ‘Calixcoca’, o imunizante já teve a segurança e eficácia provados nas fases pré-clínicas do estudo e agora busca fundos para realizar os testes em humanos.

A Calixcoca funciona no sistema imune, induzindo a produção de anticorpos que se ligam à cocaína na corrente sanguínea. Essa ligação transforma a droga numa molécula grande, que não passa pela barreira hematoencefálica. Idealmente, a proposta visa bloquear a absorção da cocaína e dos seus derivados, como o crack.

 

“Esse é um problema prevalente, vulnerabilizante e sem tratamento específico. Os nossos estudos pré-clínicos comprovam a segurança e eficácia da vacina nesta aplicação. Ela aporta uma solução que permite aos pacientes com dependência se reinserir socialmente e voltar a realizar seus sonhos”, explica o professor e pesquisador responsável Frederico Garcia, do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina.

O objetivo da vacina, que começou a ser desenvolvida em 2015, é impedir a dependência e “recaída” dos pacientes em tratamento, “dando mais tempo para eles reconstruírem sua vida sem a droga”, segundo Garcia. Até o momento, o projeto foi completamente custeado por verbas públicas.

Os testes da fase pré-clínica também foram feitos com ratas grávidas e, segundo os resultados iniciais, a Calixcoca impediu que a cocaína e o crack chegassem à placenta ou ao feto. A patente da vacina já foi depositada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG.

Estadão

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Brasil

Banco dos Brics rejeita ideia de Lula para socorrer Argentina

A proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conceder uma linha de crédito do Banco dos Brics à Argentina, por meio do Novo Banco de Desenvolvimento, enfrenta dificuldades financeiras devido ao baixo nível de reservas cambiais do país vizinho.

A sugestão do petista foi apresentada no mês passado, durante a posse da ex-presidente Dilma Rousseff na chefia da instituição. Lula atribuiu a Dilma a missão de garantir o financiamento necessário para a Argentina.

A intenção era anunciar o acordo durante a próxima reunião anual de governadores do banco, com a participação do ministro da Economia argentino, Sergio Massa, e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, além dos representantes dos demais países associados.

No entanto, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a concretização da operação enfrenta obstáculos, uma vez que seria necessário alterar o estatuto do banco, já que a finalidade da instituição é financiar projetos de infraestrutura para os países associados e não conceder empréstimos de liquidez a terceiros.

Embora seja possível acelerar a admissão da Argentina como sócia do banco, contornando o procedimento usual, a aprovação da mudança no estatuto para permitir o empréstimo parece improvável no momento.

Mudança no propósito

Dilma no banco dos Brics. Foto: Reprodução/NDB

Caso o estatuto seja alterado e a operação seja realizada, o papel original do banco seria descaracterizado, abrindo precedentes para novos pedidos de socorro financeiro por parte de outros países membros.

Uma alternativa ventilada por Lula seria a concessão de garantias dos países do Brics para operações de comércio exterior entre a Argentina e empresas brasileiras. No entanto, essa manobra também enfrenta dificuldades para ser concretizada.

Para viabilizá-la, cada país do grupo deveria oferecer uma parcela das garantias necessárias, o que teria implicações políticas internas e impactaria as garantias destinadas a Estados e municípios brasileiros no exterior.

A solução mais provável seria a China conceder uma ajuda direta à Argentina, exigindo contrapartidas, como o uso do dinheiro para pagamento de importação de produtos chineses.

A tentativa de usar o Banco dos Brics em benefício da Argentina revela a visão de Lula e seus aliados sobre a governança da instituição, buscando ajudar o governo de Fernández, mesmo que isso implique alterar o propósito original do banco.

Revista Oeste

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Brasil

Lula prioriza política externa, mas até agora colheu fracassos

Lula e líderes mundiais

O presidente brasileiro tem dado extrema importância para a política externa. Nesta semana, o jornal “O Globo” lembrou que Lula já se avistou com 30 líderes estrangeiros (até o último domingo; na terça-feira, a conta já subiu). No mesmo período, o presidente recebeu apenas 9 congressistas de partidos aliados.

Talvez em seu 3º mandato, como já escreveu Thomas Traumann, o brasileiro sonhe em ser o novo Nelson Mandela e receber o prêmio Nobel da Paz: o líder político que vai preso, é solto e retorna ao poder de forma triunfante.

O fato é que, até agora, o balanço de incursões de Lula no exterior é que teve resultados limitados (para não dizer fracassados). Sem contar a ambiguidade do brasileiro, que chegou a dizer que talvez a Ucrânia devesse ceder algum território para Rússia como forma de acabar com a guerra.

Eis alguns highligths das investidas de Lula em política externa:

Argentina – em visita ao país vizinho, Lula prometeu financiar um gasoduto para transporte de gás de xisto. Custo: R$ 3,5 bilhões. O gás de xisto é mais poluente do que o gás natural do pré-sal (e faltam gasodutos no Brasil). Marina Silva (Meio Ambiente) disse à época desconhecer o que Lula dizia em Buenos Aires;

Estados Unidos – numa visita em que saiu de mãos abanando (em termos concretos), o brasileiro falou com o presidente dos EUA, Joe Biden. Fez uma proposta vaga sobre acabar com a guerra na Ucrânia. Criticou Jair Bolsonaro. E propôs uma nova governança mundial para o clima;

China – nos dias em que esteve no Império do Meio, adotou a postura pragmática de não criticar violações de direitos humanos e problemas na democracia do país e disse que o Brasil “compartilha muitos pontos de vista” com a China. Repetiu a proposta vaga de paz para guerra na Ucrânia. Assinou acordos bilaterais que supostamente trarão US$ 50 bilhões de investimentos para o Brasil (essas promessas são inverificáveis e quase nunca se cumprem, como mostra a história recente). O petista visitou a empresa de tecnologia chinesa Huawei (banida dos Estados Unidos) e disse que desejava demonstrar não ter preconceito “contra o povo chinês”. Era obviamente um recado contra os EUA.

Emirados Árabes – o presidente deu uma entrevista na sua passagem de 1 dia por esse país. Sua frase mais marcante continha um erro histórico (depois de ter dito dias antes no Brasil que a Ucrânia deveria ceder território à Rússia): “A decisão da guerra foi tomada por 2 países [Rússia e Ucrânia]”. Apesar ser uma situação complexa, um fato é inegável: quem começou o conflito bélico foi a Rússia, não a Ucrânia.

Portugal e Espanha – na visita aos 2 países ibéricos, Lula assistiu a atos de rua contra sua presença e até protestos de alguns deputados dentro do Parlamento português. “Quem faz política está acostumado a isso”, disse. O brasileiro condenou a “violação” de território da Ucrânia pela Rússia, mas também deu declarações favoráveis à Rússia e muito pelo contrário. Essas propostas de paz para a guerra na Europa não têm sido consideradas pelos países daquele continente;

G7 no Japão – a proposta de criar um grupo de paz para resolver o conflito entre Rússia e Ucrânia teve novo revés. Na sala dos líderes internacionais, os representantes de vários países fizeram rodinhas ao lado de Joe Biden (EUA) e de Volodymyr Zelensky (Ucrânia). Lula ficou sozinho, rabiscando alguns papéis. A mídia internacional deu pouca o nenhuma atenção ao brasileiro.
Lula então marcou um encontro com Volodymyr Zelensky, que faltou. O petista disse: “Fiquei chateado porque eu queria encontrar com ele”. O ucraniano foi informado sobre a declaração do brasileiro e respondeu: “Eu acho que ele [Lula] que ficou decepcionado”.

Países latino-americanos em Brasília – de supetão, Lula anunciou uma reunião com colegas da América do Sul. O quorum foi grande. O resultado, nem tanto. O fato de os 12 países sul-americanos terem topado se reunir novamente depois de 9 anos é, por si só, histórico. Lula falou da ideia de criar uma moeda comum para o continente latino e com a ajuda dos Brics. Embora exista diferenças entre criar uma moeda para trocas comerciais e uma moeda única a ser adotada em todos os países, ambos não são simples. A União Europeia demorou décadas para chegar a um acordo criando o euro. Os integrantes tiveram de estabelecer regras fiscais unificadas, construir um parlamento funcional comum e seus bancos centrais renunciaram à possibilidade de serem os guardiões das divisas de cada país. Não é fácil. Pode até ser, como diria Mao Tse Tung, o 1º passo de uma longa caminhada. Mas alguém imagina peso argentino, yuan chinês e real brasileiro unificados no curto prazo? Ou mesmo uma divisa de troca em que todos cheguem a um acordo?

Lula também decidiu receber o presidente autocrata da Venezuela, Nicolás Maduro, com honras de chefe de Estado. Disse que os problemas na democracia do país são uma questão de narrativa. O petista foi criticado por essa declaração tanto pelo presidente do Uruguai, Lacalle Pou, de direita, como pelo presidente do Chile, Gabriel Boric, de esquerda.

No fim do encontro tentou justificar a frase. “O que eu disse, na verdade, é que desde que o Chavez tomou posse, foi construída narrativa contra Chavez em que ele é um demônio, a partir dai começa a jogar todo mundo contra ele. Foi assim comigo, a quantidade de mentira nos meus processos. Uma narrativa vendendo uma mentira que depois ninguém conseguiu provar”, disse Lula. O estrago, no entanto, já estava feito.

Tudo considerado, é certo que as incursões de Lula em política externa dão ao petista grande visibilidade na mídia. O brasileiro tem fotos com líderes estrangeiros para mostrar. Em menos de 5 meses no Planalto, já se encontrou com mais autoridades internacionais do que Jair Bolsonaro em 4 anos de mandato.

Mas essa predileção pelo proscênio externo não tem sido suficiente para Lula ter sucesso com suas propostas para outros países. E do lado de dentro, aqui no Brasil, a articulação política fraqueja. A economia dá sinais de desgaste. Nesta terça-feira (30.mai.2023), soube-que a receita do governo federal foi de R$ 203,95 bilhões em abril de 2023. Houve uma queda real de 1,5% em relação ao mesmo período em 2022. Também foi divulgado o superavit primário para abril, que foi de R$ 15,6 bilhões –menor do que os R$ 29 bilhões do mesmo mês no ano passado.

Para 5 meses de governo, é possível dizer, sem chance de errar que Lula talvez tenha feito menos do que desejava. E como mostra a tradição da política brasileira, a lua de mel de novos presidentes termina por volta do 1º semestre. O petista parece está deixando escapar sua chance de ouro de criar uma marca logo na largada no Planalto.

Poder360

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