Brasil

Principais empresas de pesquisa do país indicam queda na popularidade de Lula em 2023

Foto: Cristiano Mariz/O Globo

Estudos divulgados pelas principais empresas de pesquisa do país indicam que a popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu no 1º ano de mandato. De janeiro a dezembro, as taxas de avaliação positiva do presidente ou do governo –a maneira de perguntar é diferente dentre os levantamentos– caíram ou se mantiveram estáveis, com variações ruins para o Planalto na margem de erro. Já os percentuais negativos tiveram movimento contrário, com sinalização de subida.

O Poder360 comparou os resultados de 7 empresas (PoderData, Datafolha, Ipec, Quaest, CNT/MDA, Paraná Pesquisas e Atlas Intel) considerando a 1ª e a última pesquisa realizada em 2023.

A maior diferença na taxa positiva foi registrada pelo PoderData: o trabalho do presidente era avaliado como “bom” ou “ótimo” por 43% dos eleitores em janeiro e caiu para 32% em dezembro. Apesar disso, a avaliação “ruim” ou “péssimo” não alterou no período. Os eleitores migraram para a avaliação “regular” –considerada um pit stop antes de o eleitorado mudar definitivamente de opinião.

A Quaest foi a empresa que registrou a maior diferença na avaliação negativa: 9 pontos percentuais de alta no período. No 1º levantamento, feito de 10 a 13 de fevereiro, 20% dos eleitores diziam ter uma percepção ruim ou péssima do governo Lula. Essa avaliação subiu para 29% no estudo divulgado em dezembro.

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A análise de pesquisas de opinião deve ser feita ao longo de um período de tempo determinado e com estudos sequenciais para se ter, de maneira mais objetiva, a tendência do eleitorado. Os resultados das 7 empresas citadas permite observar com clareza um viés negativo para o governo nas curvas de avaliação.

A Ipec (ex-Ibope) e a Paraná Pesquisas mostraram uma migração direta dos eleitores da taxa positiva para a negativa. Pode indicar que a administração federal perdeu apoio dentre os que antes tinham uma simpatia pela gestão.

Lula foi eleito em 2022 com 50,90% dos votos. De acordo com todas as pesquisas, entrará no 2º ano de mandato –e de eleições municipais– com menos apoio do que isso.

METODOLOGIA

O Poder360 considerou apenas o 1º e o último estudo nacional de aprovação do governo ou do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgado por 7 empresas de pesquisas: PoderData, Datafolha, Ipec, Quaest, CNT/MDA, Paraná Pesquisas e Atlas Intel.

É preciso considerar que as empresas têm enunciados diferentes para questionar os entrevistados sobre a avaliação do governo. Para incluir o máximo de empresas, foram selecionadas as formulações que permitiam aos entrevistados avaliar a administração federal ou o próprio presidente de maneira positiva, negativa ou “regular”.

Poder 360

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Brasil

Cartão de crédito rotativo: clientes poderão fazer portabilidade gratuita a partir de julho de 2024

A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura (Foto: Reprodução)

 

Os clientes com dívidas no cartão de crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do mercado, poderão fazer a portabilidade gratuita do saldo devedor de uma instituição financeira para outra a partir de 1º de julho de 2024.

A decisão foi tomada na semana passada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), colegiado formado por ministros de Estado e pelo presidente do Banco Central.

“Por exemplo, você vai buscar uma instituição financeira que te ofereça juros menores ou melhores condições de pagamento, e pedir a ela uma proposta. Com isso em mãos, você pode checar se o banco onde você tem a dívida original quer fazer uma contraproposta”, informou o BC, por meio de rede social.

Também na última semana, o CMN definiu que os juros cobrados não podem ultrapassar o valor original da dívida a partir de janeiro.

No caso da portabilidade das dívidas do cartão de crédito, ficou definido:

  • a proposta da instituição proponente deve ser realizada por meio de uma operação de crédito consolidada;
  • a instituição credora original que realizar uma contraproposta deve apresentar ao cliente, no mínimo, uma proposta de operação de crédito consolidada de mesmo prazo da operação proposta pela instituição proponente, para fins de comparabilidade dos custos.
  • caso aconteça, a portabilidade do crédito deve ser feita de forma gratuita.

Em outubro, de acordo com informações do Banco Central, os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo somaram de 441,1% ao ano.

Essa é a linha de crédito mais cara do mercado e deve ser evitada. O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento.

O juro do crédito consignado, por exemplo, somou 24,6% ao ano em outubro, enquanto a taxa média cobrada das pessoas físicas totalizou 57,3% ao ano.

A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura do cartão de crédito mensalmente.

CNN

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Marina Silva defende que Brasil deve considerar impor limite à exploração de petróleo

Foto: Reprodução

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu que o Brasil deve considerar a imposição de um limite à produção de petróleo, uma posição que a coloca em divergência com setores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao Financial Times, publicada nesta terça-feira, 26, Marina argumentou que o País será incapaz de alcançar objetivos como o de triplicar a energia renovável sem limitar a exploração da commodity. “É um debate que não é fácil, mas que os países produtores de petróleo terão de enfrentar”, disse.

Ela acrescentou ainda que o foco na transição para uma economia verde precisa ser mantido. “A segurança energética é necessária, mas também devemos pensar na transição. Ambas as coisas devem acontecer”, ressaltou.

A reportagem do FT enfatiza que os planos de Marina enfrentam obstáculos no governo Lula, em uma oposição liderada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a Petrobras.

Segundo o diário britânico, a insistência brasileira nos combustíveis fósseis gerou “ceticismo” internacionalmente, diante do apelo de Lula para que países ricos banquem a maior parte do combate às mudanças climáticas.

Estadão Conteúdo

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Brasil

Lula deixa em 2º plano minorias e pautas progressistas em meio a pressões

ImagemFoto: Eduardo Anizelli/ Folhapress

O presidente Lula (PT) subiu a rampa presidencial com representantes da sociedade —negro, trabalhador, mulher, pessoa com deficiência, indígena e criança—, num simbolismo da representatividade que levaria ao seu governo.

Além disso, carregou para dentro do Palácio do Planalto e para seus discursos a defesa de pautas progressistas e de esquerda, sobretudo a grupos minoritários. Mas esses temas ficaram em segundo plano no seu primeiro ano de governo.

Lula recriou ministérios, deu visibilidade a temas e anunciou projetos e programas importantes para esses segmentos. No entanto, quando os interesses se chocaram com outras prioridades, mulheres, negros, LGBTQIA+ e indígenas saíram perdendo na disputa.

Auxiliares palacianos alegam que a preocupação em contemplar esses grupos com políticas públicas está de forma transversal em todas as pastas.

Destacam que a aprovação do petista não está em patamar que lhe garanta tocar pautas progressistas caras ao seu eleitorado, mas que geram desgaste com o restante da população.

Além disso, são temas que enfrentam resistência em um Congresso de composição mais conservadora, no momento em que o governo busca o apoio para aprovar a pauta econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Folha de S. Paulo

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Brasil

Após mudanças pontuais no 1º ano, Lula planeja reforma ministerial ampla para 2024

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Após promover algumas trocas e realizar ajustes em ministérios no primeiro ano de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma reforma ministerial mais ampla para o início de 2024. O segundo ano de mandato coincide com a realização das eleições municipais, o que pode embaralhar o xadrez político e exigir dança das cadeiras.

Vencido o primeiro ano de governo, o petista já tinha avisado que faria uma avaliação do trabalho de cada auxiliar, substituindo as peças que julgar necessárias. No último dia 20, Lula chamou seus ministros para uma reunião em que todos os 38 auxiliares tiveram a responsabilidade de apresentar um balanço de 2023 e as expectativas para o ano novo, abordando os objetivos planejados para seus ministérios em 2024.

Nos primeiros seis meses de mandato, Lula trocou apenas um ministro, surpreendendo até mesmo alguns aliados que esperavam que trocas fossem feitas mais cedo. A substituição aconteceu no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em maio, com a saída do general Gonçalves Dias e a entrada do general Marco Antonio Amaro.

A segunda mudança ocorreu em julho, com a substituição de Daniela Carneiro (RJ) por Celso Sabino (PA) no Ministério do Turismo. Neste caso, o objetivo foi atrair o apoio da bancada do União Brasil na Câmara dos Deputados. Outras substituições ocorreram em setembro (veja a lista completa mais abaixo).

Dinâmica na Esplanada

Nesta nova fase, a primeira mudança que o presidente precisará fazer é na Justiça, após a aprovação de Flávio Dino para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de fevereiro. Além de substituir o futuro ministro da Corte, o chefe do Planalto ainda estuda dividir a pasta em duas: uma para a Justiça e outra para a Segurança Pública.

Outra possível baixa na atual configuração é o ministro da Defesa, José Múcio, que já teria alertado Lula sobre sua saída há algum tempo, mas estica a permanência a pedido do petista, diante das dificuldades de encontrar um sucessor.

Segundo a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, Múcio anunciou a titulares que permanecerá na função pelo menos até 8 de janeiro de 2024, mas não deve ficar no cargo por muito mais tempo. Na avaliação do atual chefe da Defesa, passado quase um ano dos atos golpistas, a relação de Lula com os militares está pacificada.

Na “fritura”

Outros ministros, no entanto, podem estar na corda bamba da Esplanada. É o caso de Luciana Santos (Ciência e Tecnologia). O espaço do PCdoB no primeiro escalão tem sido questionado em função do peso da bancada no Congresso Nacional. Auxiliares de Lula avaliam que a vaga poderia ser cedida para uma legenda de mais representatividade no Legislativo.

A atuação dos ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil) também tem sofrido críticas de alas do governo, pelas articulações com o Congresso Nacional e as demais pastas.

Nova configuração ministerial

Desde a posse até o mês de dezembro, foi criada uma nova pasta: o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, para acomodar o aliado Márcio França (PSB). Com isso, o ministério do governo Lula 3 dispõe de 38 pastas.

A criação do Ministério do Empreendedorismo ocorreu como prêmio de consolação a França, porque o presidente entregou o Ministério de Portos e Aeroportos para o Republicanos, nas mãos do deputado federal Silvio Costa Filho (PE).

Outra pasta que teve substituição neste ano foi a do Esporte, com a saída da ex-jogadora de vôlei Ana Moser e entrada do deputado André Fufuca (PP-MA).

Pressões

Com quatro trocas, Lula retirou duas mulheres de seu primeiro escalão, o que provocou críticas do eleitorado e da própria militância petista.

O presidente, que começou seu terceiro mandato com um recorde de 11 mulheres em ministérios, cortou esse número e hoje tem apenas nove auxiliares mulheres, entre 38. Até então, o recorde era da gestão de Dilma Rousseff (PT), que chegou a ter 10 mulheres chefiando pastas.

O chefe do Executivo federal tem sido pressionado devido a essa redução. Além do eleitorado e da própria primeira-dama Janja, há, ainda, constrangimentos de outros lados, como do movimento negro, que também cobra mais espaço na Esplanada dos Ministérios e mostra receio em perder o filão que já conquistou.

Ao mesmo tempo, Lula precisa equilibrar os pratos e atender ao apetite do Centrão, que segue demandando mais cargos e caixas vultosos.

Metrópoles

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Brasil

Marcelinho Carioca detalha pânico durante sequestro e se emociona: ‘Eu falei: vão matar a gente’

O que aconteceu?

No sábado passado, dia 16 de dezembro, Marcelinho tinha um compromisso: o show do cantor Thiaguinho. O evento foi no estádio do Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Durante a volta para casa, uma parada: Itaquaquecetuba. Marcelinho foi deixar ingressos para a amiga Taís Alcântara ir ao mesmo show, no domingo.

Os dois se conheceram quando ele era secretário de Esportes da cidade. Era madrugada, e o carro importado chamou a atenção. “Passaram quatro pessoas, cinco pessoas. Quando voltei para ver, fui encapuzado, e o cara já veio apontando [a arma]. E eu, desesperado”, conta Marcelinho. “Eu disse: ‘Não, por favor, eu sou o Marcelinho Carioca’.”

 

Marcelinho Carioca detalha pânico durante sequestro e se emociona: 'Eu falei: vão matar a gente' — Foto: Reprodução/TV Globo

Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com o ex-jogador, a amiga, Taís, estava no banco de trás do carro. “Me deram uma coronhada”, relata Marcelinho Carioca, lembrando que os criminosos estavam “nervosos”.

Ainda segundo o ídolo do Corinthians, a quadrilha pediu cartões e senhas, além do desbloqueio do telefone e do acesso ao PIX. Foi, então, que levaram o ex-jogador e a amiga para um cativeiro.

“A todo momento aquele apavoro”, relata Marcelinho, lembrando as ameaças dos sequestradores: “‘A gente quer dinheiro. Impossível não ter dinheiro nessa conta. Jogador tem grana'”.

O ex-atleta também relembra as intimidações com arma. “‘Já brincou de roleta-russa?’ E girava. Você ouvia girando, não via nada. Aí colocaram uma arma por baixo da toalha”, conta.

“Ninguém se falava. Não trocava ideia, com medo”, relata Marcelinho.

Perguntado pelo repórter Maurício Ferraz se achou que iria morrer, o ex-jogador respirou fundo: “Maurício, sufoco…”.

Os bandidos conseguiram fazer alguns saques nas contas de Marcelinho.

O resgate

O carro importado que motivou o sequestro também foi chamariz para a polícia. Pouco antes das 9h da manhã de segunda-feira (18), após mais de 24 horas em cativeiro, o cabo Charles, da Polícia Militar, encontrou o carro e mandou uma mensagem para o telefone que constava na documentação. Do outro lado, o advogado de Marcelinho, Eduardo Pinheiro Rodriguez.

 

“Quando o policial chegou, eu estava em choque de ver que aquilo estava realmente acontecendo, porque não são todos que conseguem sair vivos de uma situação dessa”, diz.

Agora, Marcelinho Carioca vai se dedicar às comemorações que tem pela frente. Natal, Ano Novo e aniversário de 52 anos, exatamente no Réveillon.

Quatro pessoas foram presas

Segundo a polícia, Thauanatta dos Santos tomava conta das vítimas no cativeiro. Eliane de Amorim, Wadson Fernandes Santos e Jones Ferreira teriam usado contas bancárias para receber o dinheiro da extorsão. Os quatro estão presos, e a polícia ainda busca outros seis integrantes da quadrilha.

Fantástico

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Brasil

Governo compra tapete de R$ 114 mil, sofá de R$ 65 mil e novo piso de R$ 156 mil para Lula e Janja

ImagemFoto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, resolveram fazer reformas e trocar os móveis dos palácios presidenciais neste ano. Só com um tapete novo, o governo gastou R$ 114 mil para dar mais “brasilidade” ao Palácio do Planalto. Um sofá escolhido por Janja para o Alvorada, residência oficial da Presidência, foi comprado por R$ 65 mil. A colocação de um piso “mais macio e confortável” na Granja do Torto, casa de campo do casal, custou R$ 156 mil para os cofres públicos.

R$ 26,8 milhões com reformas

Levantamento do Estadão mostra que o governo gastou R$ 26,8 milhões com reformas, compra de novos móveis, materiais e utensílios domésticos para o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, a Residência Oficial do Torto e o Palácio do Jaburu em 2023. Em comparação com anos anteriores, é o maior gasto com esse tipo de despesa, que não considera a manutenção do dia a dia das residências oficiais e o pagamento de funcionários. Os números são do Portal da Transparência e do Siga Brasil.

Procurada, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República informou que as peças adquiridas respeitam os padrões e referências dos Palácios oficiais. “Além disso, todas as peças passam a integrar o patrimônio da União e serão utilizadas pelos futuros chefes de Estado que lá residirem.”

A aquisição de novos mobiliários faz parte de um projeto de “modernização” dos Palácios Presidenciais, segundo consta num dos processos de compra da Presidência. No início deste ano, Janja afirmou em entrevista à GloboNews que o Palácio da Alvorada foi danificado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A primeira-dama chegou a mostrar estofados rasgados, pisos estragados e uma mesa quebrada na residência. Com essa justificativa, o casal morou por mais de um mês em um hotel em Brasília. “É bastante trabalho, mas já estamos com a mão na massa para deixar tudo lindo, e reabrir o Alvorada para visitas o quanto antes”, escreveu ela numa rede social. Onze meses depois dessa fala, a visitação ao Palácio da Alvorada, no entanto, segue suspensa.

As compras dos mobiliários foram feitas ao longo de todo o ano e seguem. No último dia 29 de novembro a Presidência da República publicou um edital para a aquisição de 13 tapetes de nylon e de sisal de fibra, sendo três para o Alvorada e 10 para o Planalto. O valor total estimado é de R$ 374.452,71. Os preços de cada tapete variam de R$ 736 a R$ 113.888,82. Os mais caros trata-se de itens inspirados em desenhos modernistas do arquiteto Burle Marx, com formato orgânico pensado a partir das linhas do espelho d’água do Palácio do Planalto e dimensões de 6,8 x 10,3 metros. Essas peças ficarão em áreas onde ocorrem eventos e cerimônias no Planalto.

Para justificar essas aquisições, o órgão alega que os tapetes orientais, que atualmente ambientam as salas e gabinetes dos Palácios Presidenciais, não trazem aos seus espaços a “brasilidade” necessária. Dessa maneira, diz o estudo técnico preliminar, “realizou-se uma pesquisa sobre as tipologias de materiais utilizados na produção de tapetes brasileiros, bem como sobre os locais e meios originários de fabricação das peças de tapeçaria no país objetivando uma maior integração visual entre os espaços do prédio”. O processo de compra ainda está na fase de captação das propostas.

Decreto proíbe aquisição de bens de luxo pelo governo federal

Um decreto publicado em 27 de setembro de 2021 proíbe a aquisição de bens de luxo pelo governo federal, o que inclui a própria Presidência da República. O texto considera bens de luxo aqueles que apresentam ostentação, opulência, forte apelo estético ou requinte. Há, no entanto, duas exceções em que é possível efetuar a compra desses artigos de luxo: primeiro, se for adquirido a preço igual ou inferior ao bem comum; segundo, se tiver características superiores justificadas pelo órgão.

Apesar do alto valor do tapete, a Presidência diz não se tratar de item luxuoso. Procurada, a Secom esclareceu que o item possui as características superiores justificadas em face da estrita atividade do órgão ou da entidade.

A Presidência da República também vai gastar R$ 156.154,77 para trocar os pisos da Granja do Torto, a casa de campo oficial dos presidentes, que conta com lago artificial, piscina, campo de futebol, quadra e churrasqueira. O objetivo da troca de chão é “padronizar” o ambiente com materiais que tenham “maior durabilidade e que exijam uma baixa manutenção”. O novo piso será de vinílico e tem como característica o fato de ser “mais macio e confortável”, conforme destacado pela Presidência durante a compra.

Também estão sendo gastos R$ 130.695,36 num enxoval de lençóis e roupas de cama e de banho. Parte desse valor (R$ 41.750) foi gasto sem licitação, em setembro deste ano. A outra parte (R$ 88.945,36) se refere a um pregão aberto no último dia 4 de dezembro para a aquisição de itens como mantas, fronhas e roupões de banho.

“A aquisição justifica-se para renovar as roupas de cama e banho da família presidencial e de hóspedes nas Residências Oficiais do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto”, diz o estudo que fundamenta a abertura do edital. As colchas vão ornar a nova cama de R$ 42.230 do Alvorada. O item tem revestimento em couro grão natural e pés em metal, e foi adquirido em fevereiro por Janja junto a sofás reclináveis de até R$ 65.140 e poltronas ergonômicas de R$ 29.450.

No fim do ano, a Presidência abriu processos para comprar R$ 182.810 em persianas motorizadas e cortinas e R$ 358.400 em árvores de Natal e arranjos de flores nobres, tropicais e de campo para recepcionar autoridades, políticos e artistas.

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Brasil

Lula conclui primeiro ano do novo mandato com projetos reciclados e promessas não cumpridas

Foto: Ricardo Stuckert

O primeiro ano do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva foi marcado pela reembalagem de iniciativas criadas em governos anteriores do PT, como o Bolsa Família e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e por promessas adiadas.

De novo à frente do Palácio do Planalto, porém, Lula deixou para trás compromissos que o ajudaram a voltar até lá. Promessas que inovariam políticas públicas na comparação com mandatos anteriores ainda não se concretizaram ou já foram abandonadas, como a criação do Ministério da Segurança Pública e a isenção do Imposto de Renda para os brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês.

Neste ano, a isenção ficou restrita a remunerações próximas dos R$ 2 mil, e a ideia de se criar uma pasta voltada especificamente ao combate à criminalidade perdeu força. Em 30 de agosto do ano passado, durante a campanha eleitoral, Lula disse em um encontro com governadores que teria o ministério da Segurança Pública. De lá para cá, o senador Flávio Dino (PSB) foi escolhido ministro da Justiça, se opôs ao fatiamento da pasta, e o plano foi esquecido.

Para os ministros do Planalto, o primeiro ano é dividido em dois momentos e, na avaliação deles, não há problema em focar na readequação de programas sociais gestados em governos do PT. O momento inicial poderia ser simbolizado pelo slogan “O Brasil voltou”, dizem. Neste sentido, o Bolsa Família de R$ 600, mais a concessão de R$ 150 por criança, foi a principal vitrine. Além de assegurar o benefício, a comunicação do Executivo mirava reavivar a “memória afetiva” dos primeiros mandatos.

Na mesma toada, foi reciclado o Mais Médicos, herança da gestão de Dilma Rousseff, que abriu as portas do sistema de saúde para médicos cubanos. Desta vez, porém, o governo vai priorizar profissionais brasileiros. O Executivo também reinstalou o Minha Casa Minha Vida, que subsidia a compra de moradias.

Representação feminina

Além de ter cumprido um primeiro ano de gestão em que mais recicla iniciativas do que inova, Lula não levou adiante promessas que diferenciariam o terceiro mandato dos outros. Uma das delas é o aumento da representação feminina em postos de destaque. Desde que voltou ao Planalto, ele desalojou três mulheres do alto escalão do Executivo e não compensou a saída de uma delas no Judiciário. Para abrigar o Centrão na Esplanada, demitiu Ana Moser do Ministério do Esporte, e nomeou André Fufuca, do PP. Daniela Carneiro foi substituída por Celso Sabino (União Brasil) no Turismo, enquanto na Caixa Rita Serrano deu lugar a Carlos Vieira, próximo ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

O Globo

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Brasil

Fifa virá ao Brasil em 8/1 por crise e ameaça suspender CBF e clubes

ImagemFoto: Reprodução/ Flickr CBF

A Fifa e a Conmebol enviaram nova carta para a CBF por conta da crise envolvendo a destituição do presidente Ednaldo Rodrigues pela Justiça. No documento, as entidades informam que estarão no Brasil na semana do dia 8 de janeiro e dizem para interventores não seguirem com planos de eleição sem autorização.

Há uma ameaça na carta de que, se a CBF realizar eleições sem aval da Fifa e Conmebol, sofrerá processo e eventual suspensão. É citado inclusive que a seleção e os clubes ficariam fora de competições internacionais neste caso.

A carta foi enviada em 24 de dezembro por Kenny Jean-Marie, da Fifa e Monserrat Jiménez Granda, da Conmebol. O destinatário é o ex-secretário-geral da CBF, Alcino Reis, que está destituído. As entidades não reconhecem a gestão do interventor José Perdiz, nomeado pela Justiça do Rio.

No documento, Fifa e Conmebol dizem que Perdiz “está insistindo em realizar eleições em 30 dias úteis” e solicitou à Justiça a nomeação de uma diretoria interina para a CBF. Então, as entidades lembram que os estatutos delas obrigam as federações nacionais a conduzirem seus assuntos sem interferência externa, isto é, da Justiça.

Rodrigo Mattos – UOL

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Brasil

“Já fui vítima da maldade da Choquei”, diz Michelle Bolsonaro

ImagemFoto: Sérgio Lima/Poder360

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou neste sábado (23.dez.2023) que foi “inúmeras vezes vítima da maldade” da página de entretenimento “Choquei”. A declaração foi dada em publicação no Instagram do Pleno News ao comentar a morte de Jéssica Vitória Canedo.

A jovem, de 22 anos, morreu na sexta-feira (22). Ela estava sendo citada em páginas de entretenimento nas redes sociais como suposto affair do humorista Whindersson Nunes. Ambos negam essa informação. Em seu perfil no Instagram, Jéssica relatou ter recebido mensagens de ódio.

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ENTENDA O CASO

Por meio de seu perfil no Instagram, Jéssica Vitória Canedo negou que os prints de mensagens que mostram um suposto envolvimento romântico entre ela e o humorista e foram compartilhados por páginas de entretenimento, como a “Choquei”, fossem verdadeiros. “Toda essa palhaçada envolvendo meu nome e do Whindersson não passa de uma brincadeira muito sem graça”, disse.

A “Choquei” apagou as publicações sobre o caso. Eis abaixo um dos posts:

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Poder360

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