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Receita Federal recebeu mais de 160 mil declarações do Imposto de Renda nas primeiras horas

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em duas horas, a Receita Federal recebeu 162.350 declarações do Imposto de Renda de pessoas físicas, segundo dados do próprio órgão, atualizados até as 10h. Nesta segunda-feira (17) começou o prazo de entrega das declarações. A expectativa é de que a Receita receba 46,2 milhões de documentos até 30 de maio, prazo final para entrega do documento.

Para este ano, ficou definido que todo trabalhador que recebeu mais de R$ 33.888 em 2024 é obrigado a prestar contas com a Receita Federal — antes, esse valor era de R$ 30.639,90.

No último dia 13, o programa da declaração do imposto foi disponibilizado para ser baixado no site da Receita Federal, mas sem a pré-preenchida, que facilita na hora da prestação de contas. Aqueles que entregarem o documento com antecedência poderão ter prioridade ao receber a restituição, caso tenham direito. O pagamento da restituição começa em 30 de maio (veja o calendário completo abaixo).

Veja o passo a passo para baixar o programa

  • Acesse o site receita.gov.br
  • Clique no quadro “Imposto de Renda”
  • Na coluna “Serviços”, selecione “Baixar o programa do Imposto de Renda”
  • Em seguida, clique em “Baixar programa” no Programa IRPF 2025, ano-calendário 2024, se o seu computador for Windows. Caso contrário, escolha a versão correspondente ao seu sistema operacional.
  • No ícone IRPF 2025, clique sobre ele para mais informações sobre a versão do programa.
  • O programa começará a ser baixado.
  • Escolha onde salvar o arquivo e clique em “Avançar” para criar um ícone na área de trabalho.
  • Após a instalação ser concluída, clique em “Terminar”.

R7

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Brasil

Contra rejeição, Lula adota estratégia de pronta resposta a críticas

Foto: Reprodução 

Em uma tentativa de diminuir a rejeição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotará uma estratégia de reação rápida a críticas ao governo petista.

A nova postura defendida pelo marqueteiro e ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Lula, Sidônio Palmeira, é um esforço de não permitir que ataques à atual gestão reverberem sem resposta, o que tem criado desgaste de imagem à administração federal.

Para isso, o chefe da Secom tem estruturado um gabinete de monitoramento a críticas nas redes sociais e defendido que a equipe ministerial conceda mais entrevistas para defender a gestão petista.

Neste final de semana, por exemplo, os discursos na manifestação bolsonarista pelo PL de Anistia foram acompanhados por assessores do governo. E os ataques à gestão federal foram respondidos por integrantes da Esplanada.

A resposta a um deles foi dada pela ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), nas redes sociais, após discurso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticando a alta dos preços dos produtos alimentares.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), também foi rápido em rebater as declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em consonância com a nova orientação do Palácio do Planalto.

O diagnóstico é de que a demora de reação da gestão petista a críticas da direita é um dos principais responsáveis pela queda da popularidade de Lula.

Além disso, a avaliação é de que a sociedade tende a responsabilizar o governo federal por todos os problemas. E, por isso, cabe à gestão petista explicar que determinados problemas não são responsabilidade direta do Poder Executivo.

CNN

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Brasil

Mercado vê alta dos juros para 14,25% essa semana, maior patamar desde 2016

Foto: Getty Images

Os juros básicos do Brasil devem chegar a 14,25% nesta quarta-feira (19), nível que a Selic foi mantida anteriormente no intervalo de julho de 2015 a agosto de 2016.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia sua reunião de dois dias para debater a taxa de juros nesta terça-feira (18).

A expectativa do mercado é de que o colegiado cumpra com o guidance sinalizado já em dezembro de subir a Selic em um ponto percentual. Hoje, a taxa se encontra em 13,25% ao ano, após elevação da mesma magnitude na primeira reunião deste ano.

Desse modo, não são esperadas grandes surpresas por parte da decisão em si. Mas os olhos dos investidores vão recair sobre o comunicado desta reunião.

“Será importante observar a comunicação do Copom e eventuais sinalizações para as decisões futuras”, destacou o Bradesco em relatório.

Após março, o BC havia deixado o futuro em aberto, colocando suas próximas decisões de política monetária sob responsabilidade dos dados vindouros sobre o cenário econômico.

A pesquisa pré-Copom do BTG Pactual aponta para uma divisão do mercado quanto à postura que deveria ser adotada pela autoridade monetária.

Cerca de 38% dos respondentes defendem que o Copom deveria manter a porta aberta e emitir um comunicado “sem indicação explícita para a próxima reunião (…)”.

Uma parcela ligeiramente menor diz que tom deveria ser “indicando que o Copom antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros na próxima reunião”.

Quanto aos fatores que o BC tem observado de perto, os entrevistados veem uma piora no cenário internacional e na atividade econômica da reunião de janeiro para esta. Já sobre o cenário fiscal e as expectativas para inflação não foram observadas mudanças relevantes no período.

Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, “o cenário econômico [como um todo] está levemente melhor do que na reunião de janeiro”.

“Acreditamos que o Comitê deve manter uma postura firme e cautelosa, com um comunicado em tom duro, assim como nos últimos encontros, devido às incertezas e aos desafios ainda presentes”, concluiu Sung.

CNN

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VÍDEO: ‘Ministro Alexandre de Moraes é um criminoso’, diz Malafaia em ato com Bolsonaro no Rio

O pastor Silas Malafaia, organizador do ato em prol dos condenados e denunciados pelo ataques de 8 de Janeiro, chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “criminoso” e de “ditador”, em ato ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste domingo, 16.

“O ministro Alexandre de Moraes é um criminoso. Vamos às provas. Há quase seis anos ele passou a presidir um inquérito de fake news. Esse inquérito é imoral e ilegal porque não tem a participação do ministério público, artigo 129 da Constituição. Alexandre de Moraes estabelece o crime de opinião. Ele rasga o artigo 5, inciso 4, da Constituição, a liberdade de expressão, e estabelece a censura”, afirmou Malafaia em discurso na orla da Praia de Copacabana.

Malafaia ainda cita as recentes decisões do ministro no caso do ex-ajudante de ordens da Presidência, tenente-coronel Mauro Cid. Segundo o pastor, Moraes coagiu Cid.

“O Brasil viu o que Alexandre de Moraes fez com o coronel Cid. ‘olha, já tem uma ordem de prisão contra você, se você não atender o que a gente está falando, a tua família, a sua mulher e a tua filha, nós vamos continuar o processo’. Isso também é abuso de autoridade”, disse.

Como mostrou o Estadão, os ataques ao ministro e ao STF ficariam a cargo de Malafaia e aliados de Bolsonaro. Em discurso no ato de setembro de 2024 na Avenida Paulista, Malafaia chegou a defender o impeachment de Moraes, afirmando que o ministro deveria ser preso. “Lugar de criminoso é na cadeia”, disse na ocasião.

Malafaia saiu em defesa dos envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro

“Não existe golpe contra prédios. É dano ao patrimônio público. Golpe é para quem está no poder. Lula estava livre e solto em Araraquara, ninguém tentou nada contra ele”, disse o pastor. E alegou que Bolsonaro não tem qualquer relação com a suposta tentativa de golpe de Estado.

“Como é que Jair Messias Bolsonaro é colocado no inquérito de golpe se ele estava nos Estados Unidos. Pato Donald, Mickey, Tio Patinhas? Bolsonaro estava na América. Eu pergunto: ‘Cadê as conexões? Onde estão as provas de que Bolsonaro estava na América comandando essas pessoas?’”

Estadão Conteúdo

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“Prometeram picanha e não tem nem ovo”, diz Tarcísio em ato com Bolsonaro


Foto: Reprodução

Em manifestação realizada na manhã deste domingo no Rio de Janeiro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou a alta nos preços dos alimentos no Brasil e pediu anistia aos “inocentes que receberam penas desarrazoadas” por envolvimento nos atos de 8 de janeiro.

“Ninguém aguenta mais inflação. Porque tem um governo irresponsável que gasta mais do que deve. Ninguém aguenta mais o arroz caro, o feijão caro, a gasolina cara. O ovo caro! Prometeram picanha e não tem nem ovo”, afirmou Tarcísio.

O discurso foi feito em trio elétrico ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante manifestação em prol da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. “A gente ‘tá’ aqui para pedir, para lutar, para mostrar que nós todos estamos juntos. Para exigir a anistia daqueles inocentes que receberam penas desarrazoadas.”

“O que eles fizeram? Usaram batom? Num país onde todo dia a gente assiste traficantes indo para a rua, onde os caras que assaltaram o Brasil, os caras que assaltaram a Petrobras, voltaram à cena do crime, voltaram para a política. Foram reabilitados. Está certo isso? Parece haver justiça nisso?”

“É correto que a gente garanta anistia daqueles inocentes que nada fizeram. E nós vamos lutar. Nós vamos garantir isso. Nós vamos garantir que esse projeto seja pautado, seja aprovado. E quero ver quem vai ter coragem de se opor. E podem ter certeza que nós vamos conseguir os votos”, acrescentou.

Tarcísio destacou ainda que “a gente precisa passar isso a limpo para que a gente tenha pacificação”.

O governador de São Paulo também criticou o fato de Bolsonaro ter se tornado inelegível pela Justiça. “Qual a razão de afastar Jair Messias Bolsonaro das urnas? É medo de perder a eleição, porque eles sabem que vão perder.”

“A gente sabe que nós vamos vencer. Nós vamos liberar essas pessoas. Nós vamos libertar o Brasil da esquerda, dessa esquerda que tanto maltrata o país”, finalizou Tarcísio.

CNN Brasil

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VÍDEO: “Eles querem que eu tenha uma condenação”, diz Bolsonaro em ato pela anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sugeriu, em ato pela anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro neste domingo (16), que o objetivo das autoridades é condená-lo.

“O que eles querem? É uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil. A minha vida estaria muito mais tranquila se eu estivesse ao lado deles”, afirmou.

Antes, o ex-mandatário falava sobre sua inelegibilidade, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Como viram que a questão da inelegibilidade dá para ser alterada. Afinal de contas, me tornaram inelegíveis por que? Pegaram dinheiro na minha cueca? Alguma caixa de dinheiro no meu apartamento? Algum desfalque em estatal? Porque me reuni com embaixadores e, a outra, porque subi no carro de som do Silas Malafaia”, disse.

Com informações de CNN Brasil

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VÍDEO: Veja o momento da chegada de Bolsonaro ao ato por anistia no Rio de Janeiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou para o ato em defesa da anistia para envolvidos no 8 de Janeiro, que acontece na orla de Copacabana neste domingo (16). Ao som da música “Baile de favela”, o político foi anunciado pelo pastor Silas Malafaia enquanto cumprimentava o público presente.

Diversas autoridades, como os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, e Mauro Mendes (União), do Mato Grosso, estão na manifestação.

Ainda no início da manhã, Bolsonaro compartilhou uma foto nas redes sociais ao lado dos quatros governadores. “Juntos pela anistia aos presos políticos!”, escreveu o ex-presidente na legenda da imagem publicada em seu perfil no X.

CNN Brasil

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“Acabou a história de joia”, diz Bolsonaro sobre decisão do TCU

Foto: Reprodução/YouTube

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou a decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre presentes recebidos por presidentes da República. Definiu que os bens não são patrimônio público. A Corte analisou recurso da AGU (Advocacia Geral da União) sobre relógio francês do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão do TCU foi de 19 de novembro. “Eles tentaram de tudo para me pegar. Há duas semanas o Tribunal de Contas da União chegou à conclusão, à questão de joias e presentes, que os presentes são dos ex-presidentes, independentemente de seus valores. Não sobra mais nada contra mim. Então sobrou essa fumaça que é o golpe de Estado e tentaram toda maneira dizer que eu teria programado um golpe em novembro e dezembro de 2022”, disse Bolsonaro em entrevista à Rádio 93 FM Gospel neste sábado (15.mar.2025).

Ele declarou que, apesar de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não gostar, irá leiloar joias que recebeu. “Deixo claro aqui meu compromisso. Pedi para o advogado peticionar um daqueles conjuntos, que é da Michelle. Obviamente ela não vai gostar. Porque ela recebe presente e a lei nada diz sobre esposa de presidente e o que fazer. O sheik lá pode dar o que quiser para ela. Eu vou fazer um leilão e doar para a Santa Casa de Juiz de Fora”, disse.

Bolsonaro defendeu que “acabou a história” de investigação sobre joias. Leia o que escreve o TCU:

“Não é procedente o argumento de que há norma positivada que permita criar obrigação aos presidentes e vice-presidentes da República de incorporação ao patrimônio público de bens e presentes recebidos em cerimônias oficiais”, disse o acórdão escrito pelo redator Jorge Oliveira.

Segundo ele, é preciso definição legal de “bens personalíssimos” e de “alto valor” para fundamentar obrigação aos presidentes e vice-presidentes de incorporação ao patrimônio público de bens e presentes recebidos.

A Corte de Contas entendeu que não há uma lei para especificar valores e critérios dos itens recebidos pelo chefe do Executivo para classificá-los como personalíssimos ou de direito da União.

A AGU entrou com recurso no TCU para Lula ficar com relógio recebido em 2005. Defendeu que fosse aplicada a tese de que Lula não precisaria devolver, porque o tribunal só proferiu decisão sobre o tema em 2016, determinando que itens de alto valor e de uso não-pessoal são propriedades do Estado. Assim sendo, o entendimento não poderia retroagir a 2025.

CASO DAS JOIAS

A PF (Polícia Federal) indiciou em julho de 2024 o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura a venda ilegal de joias da Arábia Saudita no exterior. A corporação disse haver indícios dos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos. Leia a íntegra do relatório da PF.

Em janeiro de 2025, a Polícia Federal enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pen drive com imagens e depoimentos colhidos nos Estados Unidos no processo que investiga a venda ilegal no exterior de joias recebidas da Arábia Saudita pela gestão do ex-presidente Bolsonaro.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, disse em delação premiada que o ex-presidente solicitou a venda de joias do acervo presidencial oriundas de autoridades estrangeiras. Os pagamentos foram realizados em espécie a fim de evitar registros bancários, segundo a PF.

Poder 360

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Brasil

Bolsonaro diz que só consegue pagar advogados por causa de doações de apoiadores


Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que só tem conseguido pagar sua equipe jurídica por conta de uma vaquinha, em que recebeu mais de R$ 17 milhões por meio de transferências bancárias de apoiadores via Pix.

Durante participação no Flow Podcast, na noite desta sexta-feira (14/3), Bolsonaro revelou que o valor recebido na campanha de arrecadação, que na época visou ajudar o ex-presidente a arcar com os custos de multas aplicadas contra ele.

Segundo Bolsonaro, o valor não foi utilizado no pagamento das multas, ligadas ao uso obrigatório de máscara em espaços público durante a pandemia de Covid-19.

“Graças a isso eu estou conseguindo pagar advogado. Graças a Deus. Se não eu não teria como pagar advogado”, revelou o ex-presidente.

Ao lado de outros 33 pessoas, Bolsonaro foi denunciado por planejar e tentar aplicar um golpe de Estado em 2022, com o objetivo de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como o líder da organização criminosa que tramou a ação.

O julgamento da denúncia feita pela PGR no Supremo Tribunal Federal (STF) está marcado para o próximo dia 25 de março, às 9h30, na 1ª Turma.

Metrópoles

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Endividamento das famílias sobe para 76,4% em fevereiro de 2025, diz CNC

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O percentual de famílias em inadimplência recuou pelo 3º mês seguido em fevereiro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

Mesmo assim, o estudo indica que o endividamento voltou a crescer depois de 2 quedas consecutivas, o que pode indicar que as famílias estão optando por fazer uma nova dívida, com condições e prazos mais vantajosos, a fim de pagar as antigas.

As famílias consideradas endividadas são as que têm contas a pagar no cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa, por exemplo. Em fevereiro, esse percentual chegou a 76,4%, 0,3 p.p. (ponto percentual) acima do registrado em janeiro e 1,5 p.p. abaixo do verificado em fevereiro do ano passado (77,9%).

Já a inadimplência, que considera as dívidas em atraso, teve um recuo de 0,5 ponto percentual, chegando a 28,6%. O percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso também permanece com tendência de queda, indo para 12,3%.

Para o presidente do Sistema CNC, Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “a taxa média de juros cobrada aos consumidores apresentou recuo. E isso pode estar fazendo com que as famílias se preocupem mais com os juros pagos pelas contas atrasadas. Desse modo, passam a considerar vantajoso a troca de crédito”.

A pesquisa mostra também que, além de os consumidores terem menos contas atrasadas, o percentual de famílias com dívidas em atraso por mais de 90 dias vem recuando há 4 meses, chegando a 48,2% do total de endividados, o menor indicador desde julho de 2024. Outro dado positivo é que o percentual dos consumidores que têm mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas também apresentou redução, atingindo 20,5%, o menor percentual desde novembro de 2024.

Endividamento

A pesquisa indicou também o 3º aumento seguido do percentual de pessoas que se consideram “muito endividadas”, chegando a 16,1%, o maior nível desde setembro de 2024.

A porcentagem daquelas que dizem que “não têm dívidas desse tipo” caiu para 23,5%, o que acende um sinal de alerta para a melhora do perfil de endividamento. Essa é uma percepção individual das famílias captada pela pesquisa sobre o que consideram muito ou pouco em termos de endividamento. Ou seja, é um indicador subjetivo e não caracteriza propriamente um superendividamento, mas sim a visão de cada brasileiro sobre o assunto.

“As nossas projeções mostram que o endividamento deve continuar aumentando ao longo deste ano, com as famílias sentindo mais confiança em utilizar o crédito para o consumo e a quitação de dívidas antigas, apesar dos juros. Além disso, a inadimplência deve continuar arrefecendo ao longo de 2025”, diz Felipe Tavares, economista-chefe da CNC.

Com informações da Agência Brasil

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