Brasil

STF divulga como será o rito de julgamento de Bolsonaro; entenda

Foto: YouTube/Reprodução

O STF divulgou há pouco o roteiro de como será o julgamento de Jair Bolsonaro e outros denunciados pela PGR por envolvimento no plano de golpe de Estado.

A análise da denúncia de Paulo Gonet pelos ministros da Primeira Turma da Corte está marcada para ocorrer entre os dias 25 e 26 de março.

O roteiro divulgado pelo Supremo mostra que não haverá nenhuma medida especial adotada pela Corte no julgamento. O rito seguirá o protocolo de toda análise de denúncia na Corte.

A sessão obedecerá o rito previsto no regimento interno do Supremo Tribunal Federal:

1 – Abertura da sessão pelo presidente
2 – Leitura do relatório pelo relator
3 – Sustentação oral do PGR por 30 minutos
4 – Sustentação oral das defesas (8 réus, 15 minutos para cada – ordem definida pelo presidente)
5 – Voto do relator nas preliminares
6 – Votos dos demais ministros sobre preliminares (ordem: Dino, Fux, Cármen e Zanin presidente)
7 – Voto do relator no mérito da denúncia
8 – Votos dos demais ministros sobre o mérito (ordem: Dino, Fux, Cármen e Zanin presidente)

Radar – Veja

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Brasil

Fã se decepciona ao encontrar Fernanda Torres: “Sem Oscar e sem humildade”

Fernanda Torres, que recentemente ganhou destaque internacional com sua indicação ao Oscar pelo filme Ainda Estou Aqui, parece não ter agradado a todos os seus admiradores. Uma fã que encontrou a atriz durante uma caminhada na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, saiu bastante decepcionada com a experiência.

Segundo relato da própria admiradora, a recepção não foi nada calorosa. “Fui tirar uma foto para prestigiar a atriz Fernanda Torres pelo filme Ainda Estou Aqui, mas parece que ela só gosta de tirar foto com fãs estrangeiros. No Brasil, não fui bem recepcionada. Sorriso amarelo, cara de poucos amigos… Sem Oscar e sem humildade. Deus sabe o que faz e pra quem faz”, afirmou a fã, que não poupou críticas à estrela.

Enquanto Fernanda Torres sempre foi conhecida por ser discreta e por manter sua vida pessoal fora dos holofotes, o episódio levanta dúvidas sobre se a recente projeção internacional pode estar interferindo na forma como ela interage com o público.

O caso já está movimentando as redes sociais, dividindo opiniões entre aqueles que defendem a atriz e os que concordam com a fã decepcionada. Afinal, Fernanda Torres estava apenas num dia ruim ou a fama internacional realmente mudou sua postura?

Fábia Oliveira – R7

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Brasil

PoderData: avaliação positiva de Lula entre mulheres recua para 21%

A avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre as mulheres chegou ao pior nível desde o início de seu 3º mandato. Os percentuais das eleitoras que consideram o trabalho do petista ótimo/bom caíram de 45% em janeiro de 2023 para 21% agora –uma diferença de 24 pontos percentuais em pouco mais de 2 anos.

Os dados são da pesquisa PoderData realizada de 15 a 17 de março de 2025 e divulgada nesta 4ª feira (19.mar.2025). Hoje, o percentual de mulheres que avaliam o trabalho de Lula como ruim/péssimo é 37%. Essa também é taxa dos que escolhem “regular” como resposta.

A pesquisa PoderData realizada em janeiro de 2025 já indicava a acentuação da tendência de queda na avaliação positiva do petista entre as mulheres. Naquela época, 24% avaliavam positivamente o trabalho do presidente, e 37% diziam ser ruim/péssimo.

Lula tem acumulado uma série de declarações controversas consideradas machistas ou misóginas. Em 12 de março, o presidente disse que colocou uma “mulher bonita” para melhorar a articulação política do governo, em referência à ministra da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann. A fala se deu no evento de lançamento do Programa Crédito do Trabalhador, no Palácio do Planalto.

O contexto da declaração de Lula foi de aproximação entre o Planalto e o Congresso Nacional, direcionado para os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que estavam presentes no momento.

A fala do presidente não pegou bem, mas ele acabou sendo defendido por aliados, inclusive por Gleisi. A ministra disse que “gestos são mais importantes do que palavras” e chamou os críticos de “oportunistas”.

Em janeiro de 2025, Lula se enrolou ao declarar seu amor pelo regime democrático. Disse que era um “amante da democracia” e não um marido, uma vez que as amantes seriam mais amadas do que as mulheres casadas. A declaração feita foi durante evento com 4 atos para lembrar os 2 anos do 8 de Janeiro realizado no Palácio do Planalto.

Poder 360

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Brasil

Bolsonaro diz que é preciso ‘ajuda de fora’ para a paz no Brasil

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Em entrevista concedida ao Oeste Sem Filtro nesta terça-feira, 18, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) discutiram o atual momento político brasileiro, a situação judicial da oposição ao governo e as dificuldades enfrentadas pelos aliados do ex-presidente.

O tom da entrevista foi crítico às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente do ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro ainda denunciou a perseguição judicial contra opositores e declarou que a atual gestão federal mina a democracia.

A atuação de Moraes no inquérito do 8 de janeiro

Para Bolsonaro, a única forma de restabelecer a normalidade no Brasil é com apoio externo. “No momento, não temos como buscar paz, tranquilidade e democracia internamente, é impossível”, disse. “Precisamos de ajuda de fora.”

Bolsonaro também afirmou que existe uma perseguição judicial contra ele, seus aliados e apoiadores. Ele mencionou a situação dos presos do 8 de janeiro e classificou as condenações como desproporcionais.

“Mulheres, com filhos pequenos, dormem e acordam sem ver seus filhos, condenadas por uma coisa que nunca passou pela cabeça delas”, lamentou o ex-presidente. As mães presas do 8 de janeiro foram tema de reportagem de Cristyan Costa na Edição 254 da Revista Oeste.

Bolsonaro também mencionou o inquérito que investiga a suposta tentativa de golpe, ao ironizar as acusações e criticar a falta de acesso aos autos pela defesa. “Se tenho tanta culpa assim, por que não seguir o devido processo legal?”, indagou, ao alegar que as provas são ocultas e que não há transparência nas investigações.

Bolsonaro disse ser alvo de uma estratégia para inviabilizar sua candidatura à Presidência da República em 2026, ao mencionar as condenações que o tornaram inelegível e os processos judiciais em curso.

Segundo o ex-presidente, sua inelegibilidade foi baseada em motivos frágeis, como reuniões com embaixadores e discursos durante eventos públicos. “Dá para ser derrubada [a inelegibilidade], porque se muda a composição de tribunais”, declarou.

Pela anistia

Outro tema abordado foi o ato realizado em Copacabana pela anistia aos presos do 8 de janeiro. Bolsonaro rebateu as estimativas da grande mídia sobre o número de participantes e afirmou que apenas seus aliados conseguem mobilizar grandes multidões. “Quem consegue botar gente na rua hoje em dia?”, indagou. “É só nós!”

Ele aproveitou para convocar seus apoiadores para novos protestos e pressionar o Congresso a aprovar um projeto de anistia. “Hoje em dia, temos a maioria para aprovarmos o requerimento de urgência”, afirmou.

Eduardo também comentou sobre a anistia, ao comparar a situação dos presos com a anistia concedida a ex-guerrilheiros durante o regime militar. “Fica muito bizarra a comparação, se você comparar com a anistia que foi dada lá em 1979 a pessoas que notoriamente se envolveram em sequestros”, recordou.

Eduardo Bolsonaro nos EUA

A permanência de Eduardo nos EUA também foi um dos temas da entrevista, onde anunciou que não pretende retornar ao Brasil por causa da falta de segurança jurídica. “Não tem a mínima possibilidade de voltar ao Brasil”, afirmou, pois o país “já não é mais um local seguro para você fazer oposição.”

O deputado explicou que sua permanência nos EUA foi motivada por preocupações com sua liberdade e segurança. Ele destacou que, mesmo com o arquivamento do pedido de apreensão de seu passaporte por Moraes, a situação não lhe dá confiança para retornar ao país. “A solução vai vir aqui dos Estados Unidos pra resgatar as nossas liberdades no Brasil”, declarou.

Eduardo também revelou que tem contatos com autoridades e parlamentares norte-americanos para denunciar o que chama de perseguição política no Brasil. Entre os nomes citados, está o deputado Matt Gaetz, ligado a Trump, e o projeto “No Censors on Our Shores Act“, que promove sanções contra Moraes e outras autoridades acusadas de promoverem censura.

O deputado mencionou ainda que tem planos de participar de audiências no Congresso norte-americano para expor a situação política brasileira. Segundo ele, o governo Biden não se mostrou interessado no tema, mas há uma movimentação entre congressistas republicanos para abordar o caso.

Bolsonaro recordou também seu relacionamento com o presidente dos EUA, Donald Trump, e destacou que, apesar de não ter feito pedidos diretos, há um laço de respeito e amizade entre ambos.

Por fim, o ex-presidente também criticou acordos entre o governo Lula e a China, que, segundo ele, comprometeriam a soberania nacional. “Lesa-pátria são os 37 acordos assinados com a China no final do ano passado”, acusou, ao citar a exploração de urânio pelo país asiático no Amazonas.

Revista Oeste

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Brasil

Lula volta ao Nordeste e segue agenda de anúncios em busca de popularidade

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca, nesta quarta-feira (19), para o Nordeste, dando sequência a uma série de viagens nacionais antes de ir para a Ásia, no próximo sábado (22).

A primeira parada será em Jucurutu, no Rio Grande do Norte, onde o petista vai inaugurar a Barragem de Oiticica e assinar uma ordem de serviço para a construção da adutora do Agreste Potiguar. As obras, segundo o Palácio do Planalto, começaram em 2013 e foram retomadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Já no período da tarde, Lula vai para Fortaleza, no Ceará, onde participa da cerimônia de inauguração do Hospital Universitário do Ceará (HUC).

A viagem dá sequência a agenda de inaugurações e anúncios, intensificada pelo petista nos últimos dias.

Integrantes do governo relataram à CNN que o presidente está empenhado em se aproximar da população, em busca de reverter a baixa avaliação de seu governo. Por isso, tem investido em participar de eventos pelo país para divulgar as ações do Executivo.

Na terça-feira (18), Lula esteve em Sorocaba (SP) pela segunda vez em menos de uma semana. Na ocasião, visitou a fábrica da Toyota.

Na última sexta-feira (14), ele já tinha participado de uma cerimônia de entrega de ambulâncias na cidade, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Medidas econômicas

Além dos eventos fora de Brasília (DF), o governo intensificou o anúncio de medidas econômicas para tentar reverter a crise de imagem que enfrenta.

Somente em março, já foram anunciadas medidas para combater a inflação dos alimentos e programas sociais como o Pé-de-meia e o auxílio gás ganharam incremento.

O governo também enviou ao Congresso Nacional, nesta semana, o projeto de lei que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.

Viagem ao exterior

A sequência de anúncios e viagens pelo país antecedem a ida do presidente ao Japão e ao Vietnã, com embarque previsto para o próximo sábado.

Acompanhado de uma comitiva que inclui ministros e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), Lula quer ampliar as relações comerciais com países emergentes.

CNN

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Brasil

Bolsonaro questiona julgamento em turma do STF: ‘Será isento?’

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a questionar a forma do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) por um suposto plano de golpe de Estado depois das eleições de 2022. A jornalistas, nesta terça-feira (18), ele criticou a análise do caso em uma turma da corte, em vez de no plenário do Supremo. “Nem no plenário querem que seja, querem que seja na Primeira Turma. Querem que o julgamento seja justo?”, questionou. “O julgamento será isento?”, indagou, em outro momento. Ao longo das declarações, Bolsonaro ainda lembrou de rusgas passadas com ministros que compõem a Primeira Turma do STF e citou desentendimentos com Flávio Dino enquanto era deputado. O ex-presidente também questionou a condução de Alexandre de Moraes em outros processos. O julgamento que vai definir se Bolsonaro vira réu pelas acusações está previsto para os dias 25 e 26 de março. A corte vai avaliar se o ex-presidente e outras sete pessoas tiveram envolvimento no suposto plano golpista, o que foi negado por Bolsonaro. “É um processo completamente totalmente viciado”, argumentou.

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Brasil

Bolsonaro agradece a Trump por ‘abraçar’ Eduardo nos Estados Unidos


Foto: Camila Turtelli / O Globo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um agradecimento nesta terça-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por “abraçar” o seu filho Eduardo, que se licenciou do mandato de deputado federal ao alegar perseguição do Poder Judiciário. O filho “zero três” de Bolsonaro está no país estrangeiro, onde decidiu ficar após o PT pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a apreensão de passaporte por supostamente atentar contra a “soberania nacional”.

No Senado, o ex-presidente mencionou o assunto e lembrou que ele próprio está com passaporte retido devido à investigação da tentativa de um golpe de Estado.

— Confiscaram meu passaporte, mas meu pensamento está com Donald Trump, que seguirá abraçando o meu filho. Coisa rara no Brasil, (no meu governo) tivemos um presidente alinhado com democracias no mundo todo, inclusive a americana. Mas, todo sacrifício é válido quando queremos um país forte, independente e livre.

Durante visita a uma exposição em memória às vítimas ao Holocausto, Bolsonaro associou as perseguições judiciais que Eduardo afirma sofrer ao nazi-fascismo.

— Toda vez que estive em Israel, fui bem recebido. Conheci o país acompanhado da minha senhora e visitei o museu do Holocausto. Não podemos nos esquecer e isso não pode acontecer nunca mais. Hoje está sendo um dia marcante para mim. O afastamento de um filho. Um filho que se afasta mais do que por um momento de patriotismo. Se afasta para combater algo parecido com o nazi-fascismo que avança em nosso país. A liberdade não tem preço e é mais importante que a própria vida. O exemplo de Israel está vivo.

Eduardo anunciou nesta terça-feira ter se licenciado do cargo na Câmara e se mudado para os Estados Unidos. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar justificou a decisão pelo que chamou de perseguição a qual ele e seu pai estão sendo submetidos no Brasil.

Na gravação, Eduardo cita a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a sua prisão. O parlamentar cita, em sua fala, um despacho do magistrado para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de de apreensão do passaporte. A representação, contudo, ainda não foi apreciada.

— Se Alexandre de Moraes quer prender meu passaporte ou mesmo me prender para que eu não possa mais denunciar seus crimes nos EUA, então é justamente aqui que vou ficar e trabalhar mais do que nunca — afirmou ele. — Abdico temporariamente do meu mandato, irei me licenciar sem remuneração, para que eu possa me dedicar integralmente para que eu possa buscar as devidas sanções para os violadores dos direitos humanos.

O deputado afirmou que permanecerá no país americano para “lutar” pela anistia aos presos pela tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023 e que só retornará ao Brasil quando Moraes for punido por “abuso de autoridade”.

O deputado era cotado para assumir a Comissão de Relações Exteriores da Câmara (Creden), que seria a primeira pedida do PL entre as comissões permanentes. A ideia seria usar o cargo para uma aproximação institucional com o governo americano, comandado por Donald Trump. A comissão é responsável pelas relações diplomáticas e consulares da Casa com governos e entidades internacionais.

O Globo

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Brasil

Eduardo Bolsonaro tira licença de cargo de deputado e afirma que vai morar nos EUA

Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados

O deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), anunciou ter se licenciado do cargo na Câmara e se mudado para os Estados Unidos. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar justificou a decisão pelo que chamou de perseguição a qual ele e seu pai estão sendo submetidos no Brasil. Na gravação, Eduardo cita a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a sua prisão.

O parlamentar cita, em sua fala, um despacho do ministro para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre um pedido, feito por integrantes do PT na Câmara, para que seu passaporte seja apreendido. A representação, contudo, ainda não foi apreciada.

— Se Alexandre de Moraes quer prender meu passaporte ou mesmo me prender para que eu não possa mais denunciar seus crimes nos EUA, então é justamente aqui que vou ficar e trabalhar mais do que nunca — afirmou ele. — Abdico temporariamente do meu mandato, irei me licenciar sem remuneração, para que eu possa me dedicar integralmente, para que eu possa buscar as devidas sanções para os violadores dos direitos humanos.

O deputado afirmou que permanecerá no país americano para “lutar” pela anistia aos presos pela tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023 e que só retornará ao Brasil quando Moraes for punido por “abuso de autoridade”.

O deputado era cotado para assumir a Comissão de Relações Exteriores da Câmara (Creden), que seria a primeira pedida do PL entre as comissões permanentes. A ideia seria usar o cargo para uma aproximação institucional com o governo americano, comandado por Donald Trump. A comissão é responsável pelas relações diplomáticas e consulares da Casa com governos e entidades internacionais.

Segundo Eduardo, o deputado Luciano Zucco (PL-RS) será indicado para ocupar o cargo na Creden em seu lugar. A liderança do PL na Câmara, contudo, informou ter sido pega de supresa e disse que ainda não sabe quem poderá ocupar o lugar de Eduardo na comissão.

Deputados do PL admitiam que, como presidente da comissão, Eduardo teria mais prestígio e status para defender o pai em eventos internacionais, movimentação que já vem ocorrendo. O “zero três” liderou uma campanha contra Moraes nos últimos meses. No início de fevereiro, ele esteve em Washington, capital dos EUA, e voltou para a cidade na semana passada.

— Minha posição de deputado federal me facilitava sim a abertura de portas internacionais, mas essas portas já estão abertas. No mesmo dia em que os deputados do PT pediram a apreensão do meu passaporte, eu já estava nos EUA — relatou Eduardo no vídeo.

Diante da investida do PL para comandar a comissão, o PT sinalizou que também queria o posto, ou tentava articular para que outro partido de centro assumisse o colegiado.

O PL tem direito às duas primeiras pedidas de comissões da Câmara. Serão elas a Creden e a comissão de Saúde. A ordem de preferência entre as legendas é determinada pelo número de deputados em cada bancada. O partido de Bolsonaro tem 99 representantes na Casa. Em seguida, o PT poderá pedir sua prioridade de comissão.

Extra

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Brasil

Governo acumula déficit de R$ 31,7 bilhões em fevereiro, diz Câmara

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Núcleo de Economia e Assuntos Fiscais (Conof), ligada à Câmara dos Deputados, estima um déficit de R$ 31,7 bilhões para o governo em fevereiro de 2025. Para chegar a esse resultado, o setor considerou, no mês, receitas de R$ 142,3 bilhões, contra despesas R$ 174 bilhões.

Apesar disso, a Conof diz que houve aumento das receitas totais e redução de despesas em relação a fevereiro de 2024. Em um ano, as entradas de recursos financeiros cresceram 1,3%. O valor foi de R$ 199 bilhões para R$ 201,5 bilhões.

Governo aumenta arrecadação de impostos

A arrecadação com impostos e contribuições sociais aumentou 1,2% em um ano (de R$ 126,4 bilhões para R$ 127,9 bilhões). A receita da previdência, por sua vez, saltou 6,5% (de R$ 50,3 bilhões para R$ 53,6 bilhões).

As entradas que não estão sob a administração da Receita Federal caíram 10,3%. Neste caso, recuaram de R$ 22,2 bilhões para R$ 20 bilhões entre os meses de fevereiro de 2024 e de 2025. A despesa total caiu 13% no intervalo de um ano. O gasto passou de R$ 200,6 bilhões, em fevereiro de 2024, para R$ 174 bilhões, no mesmo mês de 2025.

“Tal diferença se explica principalmente pelo pagamento de R$ 31 bilhões (atualizados) em precatórios registrado em fevereiro de 2024, fato que não se repetiu no ano corrente”, diz o documento, sob a responsabilidade dos consultores Dayson Pereira de Almeida e Márcia Rodrigues Moura.

Conforme a análise da consultoria, em reportagem no site Poder360, se não fosse principalmente o pagamento de precatórios em 2024, o gasto teria crescido 1,8%, em vez de diminuir. Além disso, a equipe considerou que a despesa seria “potencialmente” maior caso o Orçamento de 2025 já tivesse sido aprovado.

Gastos devem aumentar com propostas do governo

O projeto de lei orçamentária anual (Ploa) de 2025 segue sem andamento no Congresso Nacional. O governo espera que o texto receba aprovação ainda em março, mas viagens dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), podem adiar a votação definitiva para abril.

A consultoria antecipou que, de qualquer modo, o gasto seria maior se o Orçamento já tivesse sido aprovado. Isso porque, conforme a Conof, o governo teria feito o pagamento dos reajustes salariais e retomado o cronograma regular de execução de despesas discricionárias. Essas despesas consistem em gastos do governo cuja execução não é obrigatória por lei.

Revista Oeste

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Brasil

Pacheco diz a Lula que não pretende assumir ministério e vai focar no mandato no Senado

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comunicou a ele que não pretende assumir nenhum ministério, apurou o Estadão/Broadcast Político. O encontro entre os dois ocorreu no sábado, 15, no Palácio da Alvorada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também participou da reunião.

Pacheco disse que pretende focar, nos próximos meses, em seu mandato no Senado. Ele afirmou ao presidente da República que quer se esforçar para fazer com que algumas propostas avancem na Casa Alta do Congresso. Declarou, ainda, que será um apoiador do governo no Senado e que pretende ajudar o Palácio do Planalto.

Esse, porém, não foi o único motivo que fez o senador dizer que não pretende assumir um ministério. Como o Estadão/Broadcast Político já mostrou, Pacheco gostaria de ocupar um dos dois ministérios: ou o do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ou o da Justiça. O primeiro é ocupado por Geraldo Alckmin. O segundo, por Ricardo Lewandowski. Os dois deram indicativos, nos bastidores, de que não pretendiam abrir mão de suas pastas para Pacheco. Lula também não fez movimentos claros para trocar nenhum dos dois ministros.

O entorno do senador vinha dizendo, desde que começaram as especulações sobre eventual entrada dele em algum ministério, que não apoiaria a saída de um ministro para que Pacheco assumisse o cargo, entendendo que essa seria uma função do presidente da República. Uma possível troca de Alckmin ou de Lewandowski foi vista como uma saída traumática e, por isso, o ex-presidente do Senado decidiu comunicar o presidente sobre sua decisão.

A escolha de não assumir nenhum ministério não surpreendeu aliados do senador. Desde o ano passado, Pacheco adotou uma posição dúbia sobre o caso. Em encontros com amigos, por exemplo, chegou a dizer que não pretendia assumir nenhum ministério e que queria ter alguns meses de descanso, como informou o Estadão/Broadcast Político. Por outro, passou a indicar a outros aliados que gostaria de assumir o Ministério do Desenvolvimento ou o Ministério da Justiça.

Pacheco passou algumas semanas nos Estados Unidos após deixar a presidência do Senado, no início de fevereiro. Petistas fizeram alguns gestos no sentido de aproximá-lo do governo federal e garantir a ele um ministério. Alguns chegaram a dar como certa sua ida para o governo, o que não se concretizou, até o momento.

Estadão

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