Brasil

Governistas veem jogo político de Hugo em reação ao STF

Foto: Associação Comercial de São Paulo

Governistas no Congresso veem um “jogo político” do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na reação ao Supremo Tribunal Federal (STF) no caso de Alexandre Ramagem (PL-RJ), apurou a CNN. A oposição, por sua vez, celebra o aceno.

Na avaliação de parlamentares da base do governo ouvidos pela CNN, Hugo Motta aproveitou o caso para buscar se reaproximar do bolsonarismo, grupo que ele vinha contrariando em outras decisões. Por exemplo, ao não tocar logo o projeto de lei da anistia e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a fraude no INSS.

Esse capítulo de embate com o Supremo também ajuda Hugo Motta a manter a promessa de campanha aos deputados e o discurso de posse dele de defender as prerrogativas que os parlamentares enxergam como exclusivas do Legislativo.

Neste caso, o presidente da Câmara agiu com a segurança do respaldo do Centrão. Até mesmo líderes do Centrão de partidos com ministérios no governo Lula votaram a favor da situação de Ramagem. Dos 315 votos favoráveis, 197 deputados fazem parte de partidos da base aliada de Lula — cerca de 63%.

Antes da oficialização do recurso, tanto Hugo Motta quanto integrantes da oposição já tinham a percepção de que as chances do pedido prosperar são remotas.

O STF tem o entendimento de que as decisões tomadas pelas Turmas são soberanas, e que não caberia recurso ao plenário.

Na noite desta terça (13), por determinação de Hugo Motta, a Mesa Diretora recorreu da decisão da Primeira Turma do Supremo. A ação quer manter a decisão do plenário da Câmara que suspendeu toda a ação penal contra Ramagem.

Pela Primeira Turma do Supremo, Ramagem fica liberado, até o fim do mandato, de responder pelos crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Por outro lado, continuam a correr normalmente os processos por abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa. A maioria dos deputados tinha aprovado a suspensão de toda a ação penal contra o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no inquérito do plano de golpe.

No anúncio do recurso, Hugo Motta disse esperar que os votos dos 315 deputados sejam respeitados e falou que a harmonia entre os Poderes só ocorre quando “todos usam o mesmo diapasão e estão na mesma sintonia”.

CNN

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Brasil

Supremo imparcial ajudaria a pacificar o país, diz ministro André Mendonça

 

Foto: reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, disse que a pacificação do Brasil depende da atuação imparcial do STF. O magistrado foi um dos palestrantes no 1º dia do evento “Doing Business in Brazil”, na universidade Georgetown, na capital dos EUA, Washington, D.C., na segunda-feira (12).

Ao responder sobre se havia similaridades entre Brasil e EUA por causa da polarização política, Mendonça afirmou que o país está dividido ao meio, com muita polarização. E explicou seu ponto de vista: “Nós precisamos passar pelas próximas eleições. Não vejo possibilidade neste momento de ter uma busca de pacificação. Acho que isso passa muito pelo Poder Judiciário. Cabe a cada um de nós, no Supremo Tribunal Federal, tentarmos ser esses agentes de segurança, de imparcialidade, de credibilidade do país, de aplicação justa da lei, independentemente das partes que estão envolvidas”. 

Mendonça foi indicado para o STF em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). O magistrado tem sido muitas vezes voto vencido quando o Supremo decide sobre temas relacionados à política ou a respeito de liberdade de expressão. Em seus votos, o magistrado tem sido um forte defensor da liberdade de expressão ampla, diferentemente de parte de seus colegas na Corte.

Em algumas ocasiões, quando julga “por razões de segurança jurídica” ser necessário votar com a maioria, acaba atuando de forma que pode parecer contraintuitiva para quem acha que está apenas alinhado a uma posição política.

“Eu prezo muito pela imparcialidade e há uma tensão muito grande entre linhas diferentes de ideologias no Brasil”, disse Mendonça.

O evento do qual participa André Mendonça, em Washington, começou na 2ª feira e vai até 4ª feira (14). Além de Mendonça, participam também o presidente do STF, Roberto Barroso, e o ministro Luiz Fux (STF).

Poder 360

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Brasil

INSS não prevê ressarcimento imediato de aposentado em casos de fraude em assinaturas

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não prevê ressarcir de forma rápida aposentados e pensionistas em casos de “venda casada” e de fraudes em documentos e assinaturas para autorizar descontos em benefícios. O INSS notificou nesta terça-feira (13) 9,4 milhões de pessoas cujos benefícios tiveram descontos feitos por entidades associativas. A partir desta quarta (14), os segurados poderão informar, via aplicativo Meu INSS, se autorizaram ou não o débito.

A medida foi tomada para operacionalizar a devolução do dinheiro às vítimas de um esquema de fraudes no INSS revelado pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). “Haverá o ressarcimento de todos”, diz presidente do INSS sobre fraudes Segundo a investigação, entidades associativas fizeram descontos sem a devida autorização em pensões e aposentadorias entre 2019 e 2024. O esquema pode ter desviado mais de R$ 6 bilhões.

Também nesta terça o INSS publicou no “Diário Oficial da União” uma instrução normativa com regras sobre “consulta, contestação e restituição” do dinheiro descontado de forma irregular pelas entidades associativas e sindicais. Neste primeiro momento, as pessoas que tiveram descontos informarão pelo Meu INSS se autorizaram ou não a operação.

GloboNews

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Brasil

[VÍDEO] CPI DAS BETS: Virginia diz que faturou R$ 750 mi com cosméticos: “Não fiquei milionária com bet”

A influenciadora digital Virginia Fonseca prestou depoimento na manhã desta terça-feira (13) à CPI das Bets, no Senado Federal. Convocada como testemunha, ela respondeu a perguntas sobre sua participação em campanhas publicitárias de casas de apostas online, como Blaze e Esportes da Sorte.

Virginia afirmou que sempre seguiu a legislação vigente e orientações do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). Segundo ela, os contratos publicitários que assinou não previam a chamada “cláusula da desgraça” — quando o influenciador recebe comissão sobre as perdas dos apostadores. “Meu contrato era de valor fixo. Se eu dobrasse o lucro da empresa, poderia receber 30% a mais. Mas isso nunca aconteceu”, explicou.

A influenciadora, que tem mais de 50 milhões de seguidores, também disse que alertava o público sobre os riscos das apostas, mencionando a proibição para menores de 18 anos e a importância do jogo responsável. “Nunca disse que era para apostar e fazer o dinheiro da vida”, afirmou. Virginia declarou ainda que não utilizava sua conta pessoal para demonstrar como jogar nas plataformas, mas sim acessos fornecidos pelas próprias empresas. Ela disse que não recebeu pagamentos por meio de empresas de fachada, criptoativos ou crédito em plataformas, e garantiu que todos os rendimentos foram declarados à Receita Federal.

“Não fiquei milionária com bet”

Virginia encerrou o depoimento dizendo que irá refletir sobre seguir ou não com esse tipo de publicidade. Ela ainda revelou que sua empresa de cosméticos, a Wepink, faturou R$ 750 milhões em 2024. “Se for decidido que tem que acabar [com a publicidade de plataformas de apostas], eu concordo”, concluiu. A CPI das Bets investiga a atuação de casas de apostas no Brasil e o possível envolvimento de influenciadores em práticas abusivas. Nesta quarta-feira (14), estão previstos os depoimentos do influenciador Rico Melquiades e da ex-BBB Adélia Soares, também citados em investigações sobre apostas online.

Com informações de Jovem Pan e Metrópoles

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‘Salvação dos aposentados’: esquerda brigou para manter descontos que levaram a fraude no INSS

Desde que a oposição propôs a instalação de um CPMI para investigar as fraudes bilionárias no INSS, a regulamentação permitindo os descontos que passaram a ser feitos em massa e de forma ilegal para desviar o dinheiro dos aposentados se tornou pivô de uma disputa barulhenta nas redes sociais. Bolsonaristas acusam os governistas de terem arquitetado o roubo – o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) é o principal deles – enquanto auxiliares de Lula e parlamentares da base ocuparam as redes para acusar a gestão de Jair Bolsonaro de ter criado as brechas legais que possibilitaram os descontos.

Mas a pesquisa nos registros da Câmara e do Senado sobre a tramitação das medidas provisórias e leis que tratam do assunto não deixa dúvida: parlamentares dos partidos de esquerda, que antes eram oposição, capitanearam um esforço concentrado para derrubar trechos de MPs e de decretos do governo Bolsonaro e não só ampliar os prazos para o cadastro de entidades associativas fazerem os descontos das aposentadorias como relaxar os controles.

Ao final, o Palácio do Planalto acatou um acordo costurado pelos líderes do Congresso e não vetou as emendas propostas pela oposição que tinham sido incluídas no texto – de acordo com fontes do antigo governo que participaram dessa discussão à época, para evitar que o Congresso derrubasse os vetos e o cadastro acabasse ficando sem fiscalização nenhuma.

Quando as emendas da oposição (hoje governo) foram aprovadas, o deputado Carlos Veras (PT-SP), irmão do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras, discursou no plenário e disse que o resultado era “fruto de vários dias de muito esforço, de muito trabalho, principalmente da CONTAG e de suas federações, do Partido dos Trabalhadores, dos partidos do campo, da Esquerda, a fim de construir uma emenda que pudesse, nesta MP 871/19, salvar os trabalhadores e as trabalhadoras”. E finalizou: “No que for possível salvar os trabalhadores, este partido lutará incansavelmente.”

De acordo com a apuração da Controladoria-Geral da União (CGU), a Contag é a entidade que mais recebe dinheiro dos descontos – R$ 426 milhões só em 2023. A confederação e seu presidente são alvos da investigação da PF que começou com a Operação Sem Desconto.

O esforço a que Veras se referiu ocorreu principalmente na aprovação da MP 871, a primeira a colocar o tema em pauta no Congresso com a justificativa de “melhorar os controles do INSS e fortalecer o combate a fraudes e atos de corrupção”, em 2019. A ´força-tarefa´ da esquerda apresentou dezenas de emendas, fez uma série de discursos enfáticos em defesa dos descontos e chegou a obstruir votações no Congresso para manter os descontos rodando sem fiscalização.

Os decretos e MPs que vieram depois tiveram como objetivo modificar a regulamentação implementada pela MP 871, que virou lei após uma série de mudanças feitas pelo Congresso e acatadas por Bolsonaro.

A MP dizia, por exemplo, que as permissões para que as entidades associativas fizessem os descontos de pagamento de serviços direto na conta dos aposentados teriam que ser revalidadas todo ano a partir de 2020, pelos próprios beneficiários.

Na época já havia denúncias de fraudes, mencionadas dezesseis vezes na exposição de motivos da MP.

Mas, na discussão sobre o relatório no Congresso, as fraudes foram tratadas pela oposição como desculpa de Bolsonaro para restringir direitos dos trabalhadores.

Por isso, muitos deles propuseram emendas que simplesmente acabaram com a necessidade de revalidação ou ampliavam o prazo para seu início – com datas que iam até 2028. Muitas também trocando a revalidação anual por uma verificação a cada cinco anos. Entre as dezenas de emendas que traziam esse tipo de modificação, pelo menos 12 – oito do PT, uma do PCdoB, uma do MDB, uma do PSB e outra o PSDB – tinham um texto idêntico na exposição de motivos, que terminava com: “Assim, revalidar cada autorização anualmente torna o desconto da mensalidade social praticamente inviável”.

O mesmo argumento foi usado na sessão que discutiu a MP pelo senador Jaques Wagner. “Combater a corrupção ou chamar a aposentadoria indevida é bem vindo. Mas não vamos jogar a criança junto com a água suja para fora. Em todas as instituições, seja em sindicato de trabalhador, seja em sindicato empresarial, você vai achar gente boa e gente ruim. Agora você simplesmente aniquilar a participação dos sindicatos eu acho extremamente nocivo.”

Em meio à guerra com o governo pelas modificações na MP, o deputado Zeca Dirceu foi pelo mesmo caminho: “É importante esclarecer a população que essa medida provisória não vem para combater fraudes. O governo tem todos os mecanismos necessários para combater fraudes, os grandes sonegadores, enfim, para lutar contra aqueles que praticam o malfeito”, disse o parlamentar. “Por isso, vamos manter a obstrução naquilo que for necessário para que essa medida provisória não prospere, porque ela é ruim para o Brasil.”

Cadastro rural

Outra briga em que os parlamentares da esquerda foram aguerridos foi a questão da comprovação da atividade rural. Eles se insurgiram contra o dispositivo da MP que acabava com a possibilidade de os sindicatos atestarem que o aposentado havia sido trabalhador rural.

Um outro lote de emendas foi apresentado para eliminar esse trecho da MP ou postergar a validade da exclusão dos sindicatos. Localizamos 18, das quais 17 são de partidos de esquerda – 11 do PT, duas do PSB, duas do PCdoB, uma do PDT e uma do Solidariedade. Uma outra foi apresentada pelo senador Espiridião Amin (PP-SC), que previa a incorporação do cadastro dos sindicatos pelo INSS e dava prazo até 2022 para a extinção da comprovação pelos sindicatos.

Na tribuna, o senador Paulo Paim (PT-RS) pediu: “Conseguimos atenuar enormes prejuízos que estavam lá na Medida provisória 871, principalmente contra pescadores e trabalhadores rurais. Eu dizia, no meu estado, da forma que ficou, 60% dos trabalhadores rurais não vão conseguir se cadastrar até 2021, calcula a extensão do meu estado. Mas vamos pensar principalmente o Nordeste. A dificuldade vai ser muito maior. Eu tenho muita esperança de que esse plenário vote aqui o destaque que vai garantir pelo menos que até 2028 haja um espaço para cadastrar.”

Ao final, o texto aprovado no Congresso eliminou a possibilidade de comprovação por sindicatos já a partir de 2020, mas a regra não foi observada pelo INSS, nem no governo Bolsonaro e nem no governo Lula. As comprovações sindicais continuaram sendo aceitas. Muitas deram origem às fraudes agora investigadas pela PF. O cadastro do INSS deveria ter sido totalmente implantado até 2023, mas isso não não ocorreu até agora.

O que dizem os parlamentares

Procurado pela equipe da coluna, o deputado Zeca Dirceu disse que não considera um erro o posicionamento da esquerda em relação à MP 871. Segundo ele, a “MP limitava a concessão de benefícios e de aposentadoria, e o PT decidiu se opor a isto”.

O Globo

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Brasil

Correios suspende férias e trabalho remoto após prejuízo bilionário; veja medidas

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Dias após a divulgação de um prejuízo bilionário em 2024, os Correios suspenderam férias e trabalho remoto dos funcionários. Em circular obtida pelo site Metrópoles, a empresa diz estar traçando estratégias para ampliar receitas e gerar novos negócios, ao mesmo tempo que implementa um plano de redução de despesas.

Veja abaixo as medidas para lidar com o prejuízo:

  • Prorrogação das inscrições para o Programa de Desligamento Voluntário (PDV): até 18 de maio de 2025, mantendo os atuais requisitos de elegibilidade.
  • Incentivo à transferência, voluntária e temporária, de agente de correios – atividade carteiro e atendente comercial para atuar em centros de tratamento: o pagamento do adicional de atividade será o mais vantajoso para empregadas(os).
  • Suspensão temporária de fruição de férias: a partir de 1º de junho de 2025, referente ao período aquisitivo deste ano. As férias voltarão a ser usufruídas a partir de janeiro de 2026.
  • Revisão da estrutura do Correios-Sede: redução de pelo menos 20% do orçamento de funções.
  • Convocação para o retorno ao regime de trabalho presencial: todas(as) as(os) empregadas(os) devem retornar a partir de 23 de junho de 2025, com exceção daquelas(es) protegidas(os) por decisão judicial.
  • Lançamento de novos formatos de planos de saúde: a escolha da rede credenciada será dialogada com as representações sindicais. A economia estimada será de 30%.

O objetivo das medidas, segundo a direção, é otimizar, processar, aumentar eficiência e reforçar a capacidade de investimento da empresa.

“Estamos diante de um desafio importante: a necessidade de reduzir despesas. Ao mesmo tempo, temos a oportunidade de, mais uma vez, provarmos a força e a resiliência da nossa empresa. Para isso, cada um de nós é uma peça fundamental nesse processo”, diz o documento.

Prejuízo nos Correios

  • A empresa estatal encerrou 2024 com um prejuízo de R$ 2,6 bilhões.
  • O déficit é quatro vezes maior do que o registrado no ano anterior, que foi de R$ 597 milhões.
  • É a primeira vez desde 2016 que os Correios apresentam um prejuízo bilionário em suas operações. Na época, a companhia ficou no vermelho em R$ 1,5 bilhão (o equivalente a R$ 2,3 bilhões, em valores atualizados).

Segundo os Correios, entre as explicações para o resultado negativo de 2024, está o fato de que somente 15% das mais de 10,6 mil unidades de atendimento registraram superávit (quando as receitas superam as despesas).

“Ainda que 85% das unidades sejam consideradas deficitárias, os Correios garantem o acesso universal de todas e todos aos serviços postais, com tarifas justas, em cada um dos 5.567 municípios atendidos”, afirmou a empresa.

A companhia informou, por outro lado, que houve investimento de R$ 830 milhões em 2024. Desde que a nova gestão assumiu, segundo os Correios, foram investidos R$ 1,6 bilhão.

Nos últimos 2 anos, foram investidos R$ 698 milhões na compra de novos veículos e R$ 600 milhões em gastos com manutenção da infraestrutura operacional.

De acordo com os Correios, “a sustentabilidade continuará a ser tema central” da companhia. “Esperamos evoluir ainda mais em nossos propósitos de caráter social e ambiental.”

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Brasil

Ancelotti receberá R$ 5 milhões por mês na Seleção; Contrato prevê bônus caso conquiste a Copa do Mundo

Foto: Divulgação/Instagram/@mrancelotti

Carlo Ancelotti foi contratado como técnico da seleção brasileira com um salário mensal de R$ 5 milhões, podendo chegar a R$ 6 milhões a partir de 2026, além de um bônus de R$ 31 milhões em caso de vitória na Copa de 2026.

Anunciado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) como novo técnico da Seleção Brasileira, o italiano Carlo Ancelotti, de 65 anos, receberá um salário milionário e uma possibilidade de bônus de R$ 31 milhões.

Segundo o jornalista Marcel Rizzo, do jornal O Estado de S. Paulo, para que Ancelotti aceitasse a oferta e deixasse o Real Madrid, a CBF ofereceu a ele um salário de R$ 5 milhões por mês. Além disso, o contrato prevê um bônus de 5 milhões de euros (cerca de R$ 31 milhões) caso a Seleção Brasileira vença a Copa do Mundo de 2026.

Apesar do salário parecer astronômico em comparação a quanto ganhava outros treinadores da Seleção –Dorival Júnior, antecessor de Ancelotti, recebia um salário de R$ 1,5 milhão por mês–, o objetivo da CBF foi se aproximar do que o italiano ganhava no Real Madrid.

De acordo com o divulgado na imprensa espanhola, Ancelotti recebia US$ 10,7 milhões por ano, o que dá quase R$ 61 milhões anuais, cifra muito próxima dos R$ 60 milhões que receberá à frente da seleção canarinho.

O contrato entre Ancelotti e a CBF prevê ainda que para o ciclo seguinte, de 2026 a 2030, o salário do treinador aumentará em 20%, alcançando R$ 6 milhões mensais (R$ 72 milhões por ano), caso as partes queiram estender o acordo.

Terra

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Brasil

Fraude do INSS supera nas redes debate sobre saúde de Bolsonaro, anistia e taxação do Pix

Foto: reprodução/.Gov

A fraude nos descontos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) superou em grupos de mensageria outros temas de amplitude nacional, como a saúde de Jair Bolsonaro (PL) nas semanas em que o ex-presidente esteve no hospital e a possibilidade de anistia aos envolvidos nos ataques golpistas do 8 de janeiro.

O tema também puxou mais discussão se comparado à crise do Pix na época em que esta ocorreu, revela pesquisa da Quaest feita de 21 de abril a 7 de maio .

Por meio de uma plataforma automatizada, o instituto de pesquisa coletou cerca de 3,6 milhões de mensagens no WhatsApp, Discord e Telegram que citavam diretamente o tema. Foram considerados 30 mil grupos públicos acompanhados pela Quaest. A análise foi feita a partir de uma metodologia chamada social listening, na qual conversas são monitoradas para identificar tendências e sentimentos.

O resultado mostra que 50% das mensagens tinham falas críticas. Com a maior proporção, aparecem notícias sobre o tema (47%). Apenas 3% do conteúdo foi classificado como de defesa ao governo Lula (PT). A Quaest estima que as mensagens atingiram, em média, 818 mil pessoas por dia nos grupos públicos.

O esquema de fraude no INSS promovia descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas por associações e sindicatos. Segundo a Polícia Federal, a soma dos valores descontados de 2019 a 2024 chega a R$ 6,3 bilhões. A porcentagem ilegal ainda vai ser apurada.

A operação que investiga o esquema foi deflagrada em 23 de abril pela CGU (Controladoria-Geral da União) e pela PF. O evento gerou o primeiro pico de mensagens, segundo a Quaest. Ele foi seguido por outros dois picos, um no dia 29 de abril, motivado por relatório da PF, e outro em 6 de maio, mobilizado a partir de um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Segundo a consultoria, o vídeo impulsionou uma alta de 204% das menções em 24 horas. A publicação correspondeu a 20% de todos os links compartilhados sobre o tema, incluindo notícias.

O impulsionamento foi superior a outro vídeo feito pelo deputado no caso da fiscalização do Pix. Em janeiro, o parlamentar fez uma publicação a respeito do assunto em meio a uma onda de desinformação sobre taxação que gerou crise para o governo Lula.

Segundo o levantamento da Quaest, a comparação dos primeiros 15 dias de repercussão dos dois casos mostra um volume de mensagens 2,6 vezes maior no episódio do INSS.

O tema também superou o interesse pela saúde do ex-presidente Bolsonaro e pela anistia, nesse segundo caso em muito.

Segundo a Quaest, o perdão aos envolvidos no 8 de janeiro tem mobilizado pouco os grupos nos últimos dias, inclusive na direita.

Para Felipe Nunes, cientista social e CEO da Quaest, a pesquisa nas plataformas de mensagem ajuda a identificar um “comportamento coletivo silencioso” e às vezes invisível a “olho nu”.

“Quando algum assunto interessa e mobiliza a população, ele aparece de forma muito clara nos grupos de mensageria, que são espaços seguros para opinar sem aparecer. Enquanto a anistia nunca conseguiu protagonismo no cardápio de interesse das pessoas, os desvios no INSS ganharam rapidamente a atenção e curiosidade da população.”

Segundo ele, “resta saber se, assim como a chamada taxação das blusinhas e o Pix, o INSS vai ou não ser mais um detrator de popularidade para o governo”.

No caso da fraude do INSS, as mensagens tinham, de início, um teor sobretudo noticioso, aponta a pesquisa. Após a divulgação do relatório da PF, porém, as menções começaram a ter cunho mais político.

“Em grupos de direita, o possível envolvimento do irmão de Lula no esquema para acusar o presidente de corrupção foi o principal tema. As mensagens relembravam escândalos de governos anteriores e ressuscitaram termos como ‘LULADRÃO’. Além disso, bolsonaristas responsabilizam Lula e o PT por uma suposta revogação da lei antifraudes que havia sido sancionada por Bolsonaro”, aponta relatório da Quaest.

Conhecido como Frei Chico, o irmão de Lula José Ferreira da Silva é vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical), entidade investigada pela CGU e pela Polícia Federal no caso.

A entidade posteriormente ficou fora da lista de associações consideradas como o “núcleo do esquema de fraudes” em ação movida pela AGU (Advocacia-Geral da União).

Em relação ao outro ponto da mensagem, segundo a iniciativa de checagem Projeto Comprova, não é verdade que Lula tenha derrubado a lei de combate a fraudes sancionada por Bolsonaro.

Folhapress

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Brasil

Lula: Não me conformo com a taxação imposta por Trump

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta 2ª feira (12.mai.2025) não se conformar com o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano). Segundo o petista, o multilateralismo foi o que garantiu a harmonia entre os Estados, não o protecionismo.

“É por isso que eu não me conformo com a chamada taxação que o presidente dos Estados Unidos [Donald Trump] tentou impor ao planeta Terra do dia para a noite, porque o multilateralismo depois da 2ª Guerra Mundial foi o que garantiu todos esses anos de harmonia entre os Estados. Não foi o protecionismo”, disse Lula.

Lula defendeu o multilateralismo como prática do livre comércio. Há o interesse brasileiro que as relações comerciais não se limitem só ao grande volume de óleos combustíveis e fertilizantes que protagonizam as exportações, mas também ao mercado de soja e carne bovina.

“O protecionismo no comércio pode levar à guerra, como já aconteceu tantas vezes na história da humanidade. O que queremos é o multilateralismo para que a gente possa praticar o livre comércio”, afirmou.

A fala de Lula foi no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-China. O petista está no país asiático desde sábado (10.mai), para participar da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) com a China. Terá também uma reunião bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping.

A viagem se dá durante a guerra comercial dos Estados Unidos com a China. O presidente norte-americano, Donald Trump, impôs em abril uma série de tarifas para produtos importados de diversos países. Depois, recuou e suspendeu a política protecionista para os parceiros comerciais –com exceção da China, que havia retaliado. As taxas mútuas das duas maiores economias do mundo ultrapassaram 100%, o que torna o comércio inviável entre ambos.

Poder 360

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Brasil

Cantor Marrone está internado após cair de palco e bater a cabeça

Imagem: Brazil News

Marrone, da dupla sertaneja com Bruno, “passa bem” após ter feito uma série de exames e deve ficar internado em um hospital por 48 horas, informou sua assessoria na tarde deste domingo, 11. Na noite de sábado, 10, ele caiu e bateu com a cabeça no palco de um show.

O fato ocorreu durante um show no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, no Estado de Goiás.Minutos após o músico ser atendido no palco, Bruno voltou ao microfone para informar à plateia, antes de encerrar o show: “Ele bateu a cabeça, mas está bem, está consciente, está ótimo. O Marrone vai ficar bem.”

Um comunicado divulgado pela assessoria da dupla dá mais detalhes: “Quando estava se despedindo do público, Marrone se desequilibrou ao pisar em falso e acabou sofrendo a queda. Ele foi prontamente atendido pelos paramédicos e conduzido ao Hospital Albert Einstein (Goiânia). Teve um corte próximo ao supercílio e na mão esquerda”.

“Submetido a vários exames, Marrone passa bem. O cantor deverá ficar por 48 horas no hospital em observação”, encerra.

Bruno, durante a madrugada, publicou um vídeo no Instagram para tranquilizar os fãs: “Não aconteceu nada com ele, só deu uma batida na testa, conversou comigo já, tudo bem. Mas, meu Deus, eu assustei muito. O Marrone está ótimo”

UOL

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