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CONFUSÃO: Manifestantes tentam invadir gabinete de Hugo Motta na Câmara

Manifestantes tentam invadir gabinete de Hugo Motta na Câmara
Foto: Reprodução

Sindicalistas que protestavam contra a reforma administrativa tentaram invadir o gabinete do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta terça-feira (8), em Brasília.

Sob os gritos de “não é reforma, é demolição”, os manifestantes entraram no prédio do Congresso Nacional por meio de um dos estacionamentos e seguiram em caminhada nos corredores da Câmara.

Por causa do protesto, a segurança foi reforçada na sala de Hugo Motta. Os manifestantes também foram impedidos de acessar o plenário.

No momento, Hugo presidia a sessão plenária.

Com Sony Lacerda

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Brasil

VÍDEO: Mulher é presa ao tentar vender a própria filha no Pará

Uma mulher de 22 anos foi presa em flagranteao tentar vender a própria filha de dois meses. A detenção foi feita por policiais civis do Pará, que receberam uma denúncia anônima do esquema.

Segundo a investigação, a mãe da criança, identificada como Letícia, passou a ter contato com um casal do Rio de Janeiro por meio de um grupo de aplicativo de mensagens onde mulheres oferecem crianças para venda ou doações ilegais. Ao combinar a venda, eles marcaram de se encontrar em um hotel.

O casal foi identificado como Fernanda Lobo Madureira e Maron Barbosa Peçanha. Ambos desembarcaram no terminal rodoviário de Conceição do Araguaia por volta das 5h da manhã da última quinta-feira (3) e pretendiam deixar a cidade num ônibus que sairia às 13h do mesmo dia. O tempo seria o necessário para concretizar a compra da criança e forjar uma declaração no cartório.

O trio, no entanto, foi surpreendido pela polícia enquanto tentava registrar uma autorização de viagem para a criança. Todos foram presos em flagrante. De acordo com a pessoa que fez a denúncia do caso às autoridades, a mulher pretendia vender a bebê para pagar a faculdade.

Informações do SBT News e Jovem Pan 

 

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Brasil

Governo Lula é ruim ou péssimo para 51,2%; enquanto 41,6%, acham bom ou ótimo, diz pesquisa Atlas/Bloomberg

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supera a positiva, de acordo com a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (8).

O levantamento mostra que 51,2% dos entrevistados acham a terceira administração do petista ruim ou péssima, enquanto 41,6% consideram ótima ou boa. Os que consideram regular são 7,2%. Não sabe foi de 0,0%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

O índice teve uma leve oscilação se comparado ao último levantamento, em maio. Ruim ou péssimo caiu 0,9 ponto percentual. Ótimo ou bom caiu 0,3. Regular, por sua vez, cresceu 1,2.

Como você avalia o governo do presidente Lula?

  • Ruim/péssimo: 51,2% (52,1% em maio)
  • Ótimo/bom: 41,6% (41,9% em maio)
  • Regular: 7,2% (6% em maio)
  • Não sei: 0,0%

Foram entrevistadas 2.621 pessoas pela AtlasIntel, por recrutamento digital aleatório, entre 27 e 30 de junho.

A pesquisa foi feita pela Latam Pulse, uma iniciativa entre AtlasIntel e Bloomberg, que fornece dados mensais sobre a situação política, social e econômica de cinco países-chave da América Latina: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México.

CNN Brasil

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Brasil

Visita de Lula à Favela do Moinho foi articulada com ONG ligada ao PCC

Foto: Valentina Moreira

Uma agenda do presidente Lula (PT) e da primeira-dama Janja da Silva no centro de São Paulo, no fim do mês passado, foi viabilizada após reuniões do governo com a Associação da Comunidade do Moinho.

Documentos obtidos pela coluna mostram que a sede da entidade foi usada para guardar drogas para o PCC. A presidente da ONG é irmã do antigo “dono” do tráfico na favela, o traficante Leonardo Monteiro Moja, o “Léo do Moinho”.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, a favela é controlada pelo grupo criminoso e o acesso costuma ser restrito a não moradores.

O ministro Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) esteve na entidade dois dias antes da visita do presidente e da primeira-dama Janja da Silva, para negociar a agenda oficial de Lula na favela.

Lula e Janja visitaram a comunidade e posaram para fotos com representantes da Associação.

O presidente anunciou um acordo de realocação das cerca de 900 famílias que vivem na área. O terreno, pertencente à União, deve ser transformado em um parque.

Procurado, o ministro afirmou que sua reunião com a associação teve como única pauta a apresentação da solução habitacional para as famílias da favela do Moinho. E que “o diálogo com lideranças comunitárias é parte fundamental da atuação de qualquer governo comprometido com políticas de inclusão social, habitação e valorização da cidadania”.

A Secretaria-Geral da Presidência da República é a pasta responsável pela relação do governo com os movimentos sociais. Macêdo balança no cargo desde o início do ano, quando Lula ensaiou uma reforma ministerial que poderia incluir a substituição dele pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP).

O presidente tem dado mostras de insatisfação com Macêdo por conta da falta de público nos eventos com movimentos sociais. Os dois, contudo, são amigos — Macêdo é o único ministro que já esteve com Lula nas férias dele, na Base Naval da Restinga da Marambaia, no Rio.

A Associação da Comunidade do Moinho é presidida por Alessandra Moja Cunha, irmã de Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho, apontado como líder do tráfico local, preso em agosto de 2023. Alessandra foi condenada por homicídio e cumpriu parte da pena em regime fechado.

Lula e Janja visitaram a comunidade e posaram para fotos com representantes da Associação. O presidente anunciou um acordo de realocação das cerca de 900 famílias que vivem na área. O terreno, pertencente à União, deve ser transformado em parque.

De acordo com a Receita Federal, a Associação está registrada no número 20 da Rua Doutor Elias Chaves — o mesmo endereço onde, em agosto de 2023, a Polícia Civil apreendeu drogas supostamente destinadas ao centro da capital. A operação, chamada Salus et Dignitas, resultou também na prisão de Léo do Moinho.

O mesmo endereço também figura na agenda oficial de Márcio Macêdo, divulgada pela própria Secretaria-Geral.

Conforme a denúncia do MP-SP, obtida pelo Metrópoles, o local armazenava cinco tijolos de cocaína, “608 porções de cocaína na forma de crack” e 98 porções e três tijolos de maconha.

O endereço fica próximo ao campo de futebol da comunidade, onde ocorrem eventos da Associação.

A presidente da entidade, Alessandra, tem 40 anos e é irmã de Jefferson e Leonardo. Outros membros da família também foram denunciados por vínculos com o PCC. Em algumas reuniões com o governo federal, a Associação foi representada por Yasmin Moja, filha de Alessandra e sobrinha de Léo do Moinho. Desde o fim de 2023, representantes do governo se reuniram ao menos cinco vezes com a entidade.

A condenação de Alessandra por homicídio refere-se à morte de uma mulher a facadas, em 2005. Na ocasião, ela e a irmã também tentaram matar um homem, que sobreviveu.

Em maio, Alessandra publicou nas redes sociais um vídeo de uma reunião com representantes do governo, realizada na sede da Associação. No vídeo, ela menciona a “ministra Kelli”, em referência à secretária-executiva da Secretaria-Geral da Presidência, Kelli Mafort, número dois da pasta comandada por Márcio Macêdo.

Na mesma data, Kelli e outros integrantes do governo visitaram a favela e conversaram com moradores. Também participaram representantes dos ministérios dos Direitos Humanos, das Cidades, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e da Justiça. A pasta das Cidades enviou o secretário-executivo Hailton Madureira de Almeida.

No vídeo publicado, moradores gritam: “Salva o Moinho!” e “Moinho resiste!”. Parlamentares do PT e do PSOL também estiveram presentes, segundo relatos.

Como mostrou o Metrópoles, moradores da Favela do Moinho têm sofrido ameaças do grupo de Léo do Moinho ao aceitar a ajuda para mudar para outro local.

Metrópoles – Andreza Matais

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Brasil

‘Patinho feio’, Fluminense joga para chegar à decisão da Copa do Mundo de Clubes

Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

Único brasileiro vivo na Copa do Mundo de Clubes, o Fluminense joga nesta terça-feira (8) para chegar à final. “Patinho feio” nas palavras do treinador Renato Gaúcho, o time tricolor vem fazendo uma campanha surpreendente nos Estados Unidos e busca dar mais um passo, em confronto com o Chelsea.

“Quando eu falo que é o patinho feio, com todo o respeito a todos os outros clubes, eu falo em termos financeiros, porque a gente tem que viver a realidade. O Fluminense não chega a dez por cento desses grandes clubes em termos financeiros. Então, esses grandes clubes têm todas as condições de contratar os grandes jogadores”, afirmou o técnico.

“Isso não quer dizer que o Fluminense não possa chegar a uma final e ganhar uma Copa do Mundo. É difícil? Sim, é difícil, mas é para todo o mundo”, acrescentou Renato. “Estou confiando muito no meu grupo, com todo o respeito ao Chelsea. O que eu posso dizer é que vai ser uma partida muito difícil. Não dá para você pensar em quem é o favorito.”

Com a menor folha salarial entre os quatro semifinalistas –cerca de R$ 15 milhões por mês– e um investimento inferior também ao dos outros clubes brasileiros que estavam na competição, o Fluminense foi sobrevivendo. Com um empate com o Borussia Dortmund, uma vitória sobre o Ulsan HD e um empate com o Mamelodi Sundowns, avançou em segundo no Grupo F.

A classificação com a vice-liderança na chave colocou a formação carioca no caminho da Inter de Milão, vice-campeã europeia. Com um gol de Cano no começo e um de Hércules no final, o time tricolor venceu por 2 a 0. Na sequência, enfrentou o Al Hilal, que havia eliminado o Manchester City, e triunfou por 2 a 1, gols de Martinelli e Hércules.

Chegou, assim, a hora de enfrentar o Chelsea, que jogará pela terceira vez contra uma equipe do Brasil na competição. Derrotada pelo Flamengo na fase de grupos, a formação inglesa vem de uma vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, em jogo decidido em uma falha de Weverton nos minutos derradeiros.

“A energia dos times brasileiros tem sido muito alta. Eles estão começando a temporada, a gente está terminando. Então, o nível de energia é diferente. Temos que lidar com isso”, afirmou o técnico Enzo Maresca, que fez elogios ao adversário que encontrará no MetLife Stadium, em East Rutherford.

“Eles têm muitos bons jogadores, muita experiência e qualidade. Precisamos estar atentos e cuidadosos. Eu já havia assistido a alguns jogos [de Renato Gaúcho] no Grêmio, é claro o estilo dele. Os primeiros times brasileiros que enfrentamos foram muito bons. Acreditamos que será da mesma forma agora”, disse o italiano.

Maresca não poderá contar com o volante Roméo Lavia, machucado. Também estão fora o zagueiro Levi Colwell e o atacante Liam Delap, suspensos. Está novamente à disposição o volante Moisés Caicedo, que cumpriu suspensão contra o Palmeiras. E deverá voltar o lateral direito Reece James, que sentiu um desconforto muscular no aquecimento e foi retirado das quartas de final.

Do lado tricolor, cumprirão suspensão o zagueiro Freytes e o volante Martinelli. É provável que entrem em seus lugares, respectivamente, Thiago Santos e Hércules, porém não será surpresa se Renato adotar uma formação diferente. O treinador tem montado o Fluminense de acordo com o adversário e variado esquemas táticos.

Folha de S.Paulo

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Brasil

PODIA TER FICADO SEM ESSA: Moro critica Lula por encontro com Cristina Kirchner e aponta incoerência em fala sobre Trump

Foto: reprodução

O senador Sérgio Moro (União Brasil-PR), utilizou suas redes sociais para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em publicação feita nesta segunda-feira (07), Moro apontou o que considera uma incoerência na postura do chefe do Executivo brasileiro em relação à política internacional.

Na postagem, o ex-juiz federal disse:

“Lula critica Trump por defender Bolsonaro, alegando indevida intromissão nos assuntos internos do Brasil, mas, há uma semana, ele, Lula, abraçou a corrupta Cristina Kirchner e mentiu que ela seria vítima de injustiça na Argentina. Ainda teve tempo de posar para uma foto ridícula.”

A fala de Moro faz referência à visita recente de Lula à ex-presidente argentina Cristina Kirchner, condenada por corrupção e atualmente em prisão domiciliar. O encontro aconteceu em Buenos Aires, durante a passagem de Lula pela Argentina para participar da cúpula do Mercosul. Nas redes sociais, o presidente brasileiro compartilhou uma foto ao lado de Kirchner e afirmou que ela era vítima de “perseguição política”.

Moro criticou o gesto e comparou com a recente fala de Lula contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que saiu em defesa de Jair Bolsonaro. Para Lula, a declaração de Trump representou uma “intromissão nos assuntos internos do Brasil”. A crítica ocorreu após Trump dizer que Bolsonaro estaria sendo alvo de perseguição política no país.

A publicação de Moro repercutiu rapidamente nas redes sociais, com apoiadores do senador reforçando as críticas à aproximação de Lula com Kirchner.

Blog do BG

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Brasil

Bolsonaro diz que processo contra ele é ‘aberração jurídica’ e ‘perseguição política’ e agradece apoio de Trump: ‘Obrigado por existir’

Imagem: reprodução/X

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que recebeu “com muita alegria” a mensagem de apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (7). O brasileiro comparou a situação jurídica dos dois e escreveu para o líder americano, em uma mensagem no X: “Sua luta por paz, justiça e liberdade ecoa por todo o planeta. Obrigado por existir e nos dar exemplo de fé e resiliência”.

Bolsonaro declarou que conviveu por dois anos com Trump e que, nesse período, os dois “sempre” defenderam os interesses da população e liberdade. Em seguida, chamou a ação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, em que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), de “aberração jurídica”.

“Este processo ao qual respondo é uma aberração jurídica (Lawfare), clara perseguição política, já percebida por todos de bom senso”, disse. “Agradeço ao ilustre Presidente e amigo. V. Exa. passou por algo semelhante. Foi implacavelmente perseguido, mas venceu para o bem dos Estados Unidos e dezenas de outros países verdadeiramente democráticos”, destacou.

LEIA TAMBÉM:

Trump faz post em defesa de Bolsonaro e pede para deixarem ex-presidente ‘em paz’

Lula reage a post de Trump sobre Bolsonaro: ‘Somos um país soberano. Não aceitamos interferência’

Com informações de O Tempo

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Brasil

Janja repete G20 e ocupa lugar de destaque em cúpula do Brics no Rio

Foto: Isabela Castilho/Brics Brasil

A primeira-dama Janja da Silva voltou a ficar em lugar de destaque em uma cúpula internacional. Assim como no G20, realizado no Rio em novembro de 2024, ela se sentou atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cúpula do Brics, realizada no mesmo local, neste domingo (6).

Compare abaixo onde Janja ficou no G20 e no Brics:

Enquanto Lula discursava na abertura da cúpula, Janja também gravou vídeos com o celular.

A declaração final da cúpula de líderes do Brics, divulgada neste domingo (6), faz um gesto ao Irã ao condenar os ataques recentes ao país persa, mas não faz menção aos Estados Unidos e a Israel, autores dos bombardeios. Preserva também a Rússia, integrante do bloco, ao mencionar o conflito na Ucrânia.

O documento cita Israel 7 vezes, mas em trechos relacionados aos conflitos na Faixa de Gaza, na Síria e no Líbano. Durante as negociações entre os países integrantes do bloco na última semana, os iranianos cobraram um posicionamento mais duro, com apoio de China e Rússia. O país persa passou a integrar o bloco em 2023. Teerã não reconhece o Estado de Israel e normalmente usa expressões como “regime sionista” para se referir ao país judeu.

Na declaração final, os países do Brics dizem expressar “profunda preocupação” com a escalada da situação de segurança no Oriente Médio, especialmente em relação à questão nuclear.

A cúpula do Brics, realizada em 6 e 7 de julho no Rio, está esvaziada. O evento tem ausências importantes, que tendem a reduzir a repercussão política da declaração final, que é parte da estratégia de protagonismo internacional de Lula.

Quatro chefes de Estado não vieram ao Brasil:

  • China – presidente Xi Jinping;
  • Rússia – presidente Vladimir Putin;
  • Irã – presidente Masoud Pezeshkian;
  • Egito – Abdel Fattah el-Sisi.

Poder 360

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Brasil

Compra de armas cai 91% sob Lula, mas número de fuzis volta a crescer em 2025

Foto: Reuters/Pilar Olivares

O freio imposto pelo governo Lula (PT) na flexibilização à compra de armas promovida pela gestão Jair Bolsonaro (PL) reduziu fortemente a aquisição de armamentos por CACs (caçadores, atiradores e colecionadores).

Os registros oficiais mostram queda de 91% no número de novas armas na comparação de 2022 com 2024. Foram compradas 39.914 armas no ano passado, contra 448.319 no último ano do governo Bolsonaro, quando os controles eram menores e houve recorde em aquisições.

Houve queda relacionada a todos os tipos de arma. No entanto, somente nos primeiros quatro meses de 2025 o número de novos fuzis já supera o total registrado em todo o ano de 2024 —passou de 1.063 para 1.248 (alta de 17,4%).

Os dados inéditos foram obtidos pela Folha por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação) e analisados em parceria com o Instituto Sou da Paz. As informações são do Exército, que passou a atribuição da fiscalização dos CACs para a Polícia Federal em 1° de julho deste ano.

A queda já havia sido vista em 2023, quando a gestão Lula endureceu as regras. Naquele ano, foram adquiridas 176.870 armas. Na comparação dos dados consolidados de 2023 e do ano passado, a queda foi de 77%.

Já nos quatro primeiros meses de 2025, foram registradas 18.065 novas aquisições.

As armas mais procuradas durante o governo Lula seguem na mesma tendência observada na gestão anterior. Pistolas lideram as compras, seguidas por carabinas, espingardas, revólveres e fuzis.

O país convive atualmente com cerca de 1,5 milhão de armas nas mãos de 980 mil CACs.

A maioria delas foi adquirida durante o governo Bolsonaro: 932.551 novas armas foram registradas nos quatros anos do governo anterior. Sob Lula, o número é de 234.849 (considerando compras feitas até abril).

Enquanto 48.517 fuzis haviam sido comprados durante o governo Bolsonaro, outros 3.626 armamentos desse tipo foram registrados sob Lula (também até abril).

O presidente Lula assinou em 2023 um decreto que previa um novo programa de recompra de armamentos para reduzir a circulação. O plano ainda não saiu do papel e, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, segue em avaliação.

Bolsonaro havia retirado a classificação de atiradores por níveis e passou a permitir a aquisição de até 60 armas, sendo 30 de uso restrito (como fuzis). A partir de 2023 a divisão por níveis foi retomada e, só na mais alta categoria, de atiradores de alto rendimento, é permitida a compra de até 16 armas, sendo até oito de uso restrito.

Folhapress

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Professor da UFRJ que sugeriu “guilhotina” contra família de Roberto Justus foi secretário do MEC em governo Lula

Imagem: reprodução/X

O professor titular da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ) Marcos Dantas que sugeriu “Só guilhotina…” contra a família de Roberto Justus nas redes sociais já foi secretário do MEC no primeiro mandato de Lula.  A guilhotina, sugerida pelo professor, é uma máquina de execução usada durante o período de Terror da Revolução Francesa, entre 1793 e 1794, para cortar cabeças.

Marcos também se apresenta no X como “Líder do ComMarx-Grupo Marxiano de Pesquisa em Informação, Comunicação e Cultura”, baseado na obra do socialista alemão Karl Marx (1818-1883).

Conforme verificação do site O Antagonista, a página pessoal de Marcos Dantas, onde ele apresenta seu currículo, remete à mesma conta no X e informa que ele participou do governo Lula, no primeiro mandato do presidente: “Já exerceu os cargos de Secretário de Educação a Distância do MEC (2004-2005), Secretário de Planejamento e Orçamento do Ministério das Comunicações (2003) e integrou o Conselho Consultivo da ANATEL, entre outras funções públicas.”

Outro site, de esquerda, resumiu em 14 de fevereiro de 2011 a trajetória de Marcos Dantas, mostrando que a relação com o governo Lula incluiu ajuda na elaboração de seus programas e participação na equipe de transição.

Eis um trecho:

“Desde então, tem participado do debate sobre políticas de comunicações, inclusive ajudando, nesse aspecto, a elaborar os programas de Governo do então candidato Lula. Participou na transição, quando redigiu os tópicos sobre TV digital que, depois, orientariam as decisões do ministro Miro Teixeira, do qual foi secretário de Planejamento, no Ministério das Comunicações.

Em 2004, esteve à frente da Secretaria de Educação a Distância do MEC e, depois de retornar às salas de aula do Departamento de Comunicação Social da PUC, onde estava desde 1998, passou por concurso e leciona, desde 2009, na Graduação e Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ.”

O Antagonista confirmou as informações em documentos oficiais dos ministérios, nos quais constatou também que o nome completo do atual professor é Marcos Dantas Loureiro.

Com informações de O Antagonista

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