Polícia

PF investiga desvio de R$ 50 milhões do Fundeb em municípios nordestinos

Foto: Divulgação

Nesta terça-feira (19), a PF (Polícia Federal) cumpre 45 mandados de busca e apreensão contra investigados suspeitos de desvio de mais de R$ 50 milhões de recursos do Fundeb (Fundo da Educação Básica).

Os mandados são contra pessoas físicas, pessoas jurídicas e servidores públicos nas cidades de Caxias, São Luís, São José do Ribamar, Buriti Bravo, Presidente Dutra, Joselândia, no Maranhão, e em Teresina, no Piauí.

A ação faz parte da operação “Lei do Retorno”. A PF aponta que recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica foram desviados entre os anos de 2021 e 2025, através de procedimentos fraudulentos em licitações municipais.

Os agentes já apreenderam até 8h carros, joias, R$ 54 mil em espécie e um cheque de R$ 300 mil.

Durante as investigações, a Polícia Federal de Caxias (MA) identificou que parte dos valores contratados com recursos do Fundeb era retornado ou devolvido para os servidores públicos envolvidos nas fraudes.

“O núcleo investigado atuou na manipulação de procedimentos licitatórios, desvio de recursos públicos provenientes do fundo de educação e apropriação de parte dos valores desviados pelos servidores públicos envolvidos no esquema criminoso”, aponta o inquérito.

CNN

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Brasil

Em resposta aos EUA, Brasil nega práticas desleais e diz não reconhecer investigação

Foto: Anderson Coelho/Estadão

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) enviou nesta segunda-feira, 18, uma defesa ao United States Trade Representative (USTR) — o Escritório do Representante Comercial dos EUA — sobre as acusações de práticas desleais de comércio por parte do Brasil, na Seção 301. O Itamaraty afirmou que não reconhece a legitimidade das acusações e que a Organização Mundial do Comércio (OMC) é o único foro apropriado para a solução de impasses comerciais.

“O Brasil reitera sua posição de longa data de que a Seção 301 é um instrumento unilateral inconsistente com os princípios e regras do sistema multilateral de comércio. O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações, determinações ou potenciais ações retaliatórias tomadas fora do arcabouço legal da OMC, que é o único e apropriado foro para a solução de disputas comerciais entre seus Membros”, afirmou o Itamaraty em documento enviado ao USTR.

O governo brasileiro disse também que o Brasil mantém um regime comercial “aberto e baseado em regras” e que as práticas brasileiras são “razoáveis, justas, equitativas e não discriminatórias”.

A legislação sobre recursos digitais do País, de acordo com o Itamaraty, não prejudica a competitividade de empresas americanas.

O Itamaraty disse rejeitar “veementemente” as alegações feitas na Seção 301 sobre práticas desleais brasileiras e que o mecanismo adotado pela USTR é um instrumento inconsistente com as regras do sistema multilateral de comércio.

A investigação sobre o Brasil, nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, foi anunciada no dia 15 de julho.

Estadão

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Sem categoria

Operação da Polícia Federal investiga fraudes em cartões da Caixa, em João Pessoa

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (19), a Operação Scheme II, com o objetivo de combater fraudes bancárias praticadas mediante o uso de dispositivos eletrônicos. A ação apura invasões de contas e alterações de dados cadastrais que possibilitaram o desvio de recursos por meio do uso fraudulento de cartões da Caixa.

Policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão ca capital paraibana. O investigado poderá responder pelo crime de furto qualificado mediante fraude cometida por meio de dispositivo eletrônico.

O nome da operação, “Scheme” (termo em inglês que significa “esquema”), faz referência à forma insidiosa de atuação dos envolvidos nas fraudes investigadas.

Blog do BG PB

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Brasil

Em avanço da agenda pró-aborto, Lula revoga decreto que protegia crianças desde a gestação

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revogou um decreto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que protegia os direitos das crianças, desde a gestação. A ação foi percebida por especialistas como avanço silencioso do governo na agenda pró-aborto, já que a revogação não foi amplamente divulgada e um novo decreto (12.574/2025) foi assinado pelo petista sem usar os termos “gestação” ou “nascimento”.

O novo decreto estabeleceu a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI), que promete garantir proteção, desenvolvimento e direitos das crianças de zero a seis anos. No entanto, não faz nenhuma referência a respeito da proteção dada à criança no período anterior ao nascimento.

O programa foi lançado no dia 5 de agosto pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e pelo presidente Lula durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF).

“Movimento gravíssimo”, diz especialista em direito infantil

“Estamos diante de um movimento sutil, porém gravíssimo, de instrumentalização jurídica para o avanço de uma agenda abortista no Brasil”, alerta o advogado Gabriel Carvalho de Jesus.

Especialista em direito das crianças, ele aponta que excluir o nascituro das diretrizes de proteção pública é negar, por decreto, seu “reconhecimento como vida digna de tutela estatal”. Além disso, aponta que a falta de referências à proteção da vida humana desde a concepção transmite uma compreensão de que o ser humano somente seria portador de direitos e merecedor de garantias após o parto.

“Sob a ótica dos direitos humanos, tal concepção é incompatível com o princípio fundamental de que a dignidade da pessoa humana é inerente a todo indivíduo pelo simples fato de pertencer à espécie humana”, aponta o especialista. “A vida intrauterina e a extrauterina são igualmente dignas, e a exclusão de uma delas do âmbito protetivo estatal representa um retrocesso ético e jurídico”, continua.

“Estamos diante de um movimento sutil, porém gravíssimo, de instrumentalização jurídica para o avanço de uma agenda abortista no Brasil”, afirma Gabriel Carvalho.

O que diz o novo decreto assinado por Lula

No decreto, foi estabelecida a “proteção integral das crianças”, com garantia à vida, ao cuidado, à saúde e à educação, por exemplo. Também é citada a proteção e defesa “contra o abuso, o racismo e as diversas formas de discriminação e violência”, pontuando que cada criança tem direito a “viver com dignidade”.

No entanto, o advogado Gabriel Carvalho de Jesus aponta que não há qualquer indício no documento de que essas garantias sejam válidas aos bebês no ventre materno, como proteção contra o aborto, o que sugere a retirada da proteção ao nascituro de uma das mais importantes políticas públicas do país voltadas à infância.

“Isso fragiliza o reconhecimento do direito à vida e à proteção integral da criança em seu estágio mais vulnerável”, afirma o especialista, ao apontar que “ainda há no Brasil leis que protegem a vida desde a concepção, mas estão pavimentando o caminho para facilitar o aborto”, alerta.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o governo Lula questionando a retirada dos termos “gestação” e “nascimento” do decreto, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Oposição denuncia decreto de Lula e tenta sustar a medida

Enquanto isso, parlamentares de oposição se mobilizam para sustar os efeitos do Decreto nº 12.574/2025, publicado por Lula. De acordo com a líder da Minoria na Câmara, Carol De Toni (PL-SC), a ação é necessária, pois, ao retirar a proteção “desde a gestação”, o governo ataca o direito à vida antes mesmo do nascimento e abre brechas para a legalização do aborto.

Ela também denuncia que foram inseridos conceitos ideológicos sobre gênero na Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio da inclusão do termo “interseccionalidade de gênero” no texto.

De acordo com a parlamentar, essa é uma brecha para incluir ideologia de gênero e debates sobre identidade sexual para crianças de 0 a seis anos. “É o velho modus operandi da esquerda: eles mudam uma frase aqui, um conceito ali, e de repente derrubam direitos fundamentais”, afirmou.

Gazeta do Povo

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Política

Lula se aproxima de presidentes de direita na América Latina por temer cerco de Trump na região

Foto: Wilton Júnior/Estadão

Sob pressão do governo de Donald Trump, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a fazer movimentos para se aproximar politicamente de lideranças de direita da América do Sul.

Convencidos de que o presidente dos Estados Unidos age para interferir na política brasileira, integrantes do Palácio do Planalto acreditam que o País não pode permitir que Trump forme um novo “Grupo de Lima” – antigo foro da direita para contestar a ditadura venezuelana – agora com o Brasil como alvo.

Diplomatas defendem que projetos estratégicos para o País são fundamentais para evitar comportamentos hostis ao Brasil de governantes vizinhos, quer sejam aliados ideológicos, quer sejam adversários.

Os últimos atos do governo Trump em relação ao Brasil reforçaram a leitura no Palácio do Planalto de que Donald Trump busca esticar a corda para uma “mudança de regime” no Brasil e interferir nas eleições de 2026. Para o governo, ficou patente que não haverá brecha e que Trump não busca uma negociação econômico-comercial.

Na semana passada, Trump editou um relatório crítico aos direitos humanos no Brasil, puniu o entorno do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por causa do programa Mais Médicos, e deu declarações acusando Brasil de ser um “péssimo parceiro comercial”. Seu secretário do Tesouro, Scott Bessent, desmarcou reunião virtual com o ministro Fernando Haddad (Fazenda), por interferência política do lobby bolsonarista nos EUA.

Por isso, o governo enxerga, no médio prazo, uma possível atuação política que forme um cerco à esquerda na América do Sul e insere na agenda presidencial oportunidades de reforçar relações com governos de direita na região.

O governo brasileiro se prepara para reconhecer o resultado das eleições presidenciais na Bolívia – dois candidatos da direita vão disputar o segundo turno e a esquerda ficou rachada e fora do páreo pela primeira vez em 20 anos. No Planalto, já se fala em estabelecer um diálogo de Estado com quem vencer.

Para o governo Lula, o mais importante será evitar qualquer “instabilidade” em suas fronteiras – tendo em vista a crise migratória venezuela. O Palácio do Planalto não vai endossar a tese de eleição ilegítima levantada pelo antigo aliado Evo Morales, tampouco apoiar manifestações que envolvam episódios de violência.

Além da disputa em La Paz, haverá neste ano eleições presidenciais no Chile – com chances de vitória do radical de direita José Antonio Kast. Em 2026, Brasil, Colômbia e Peru realizam presidenciais.

Para integrantes do governo, a disputa política com a extrema direita será de longo prazo, para além do processo de Jair Bolsonaro, que deve render novas sanções a ministros do Supremo e do Executivo, a partir do julgamento em setembro.

Segundo um conselheiro presidencial, figuras do governo Trump veem a América Latina sob a ótica de seu “quintal” e não devem “tolerar a desobediência” que Lula representou ao pregar independência e não alinhamento, mas pôr em prática a política da “palmatória” para dar exemplo aos demais.

Por isso, Lula também se prepara para organizar uma nova rodada de discussões sobre defesa da democracia em Nova York, no mês que vem, e vai adotar a defesa da soberania no discurso nas Nações Unidas. A ideia é reunir governantes de mais de 30 países, para além da esquerda.

É nesse mesmo sentido que se inserem as duas visitas recebidas por Lula de governantes regionais de direita: a de Daniel Noboa, do Equador, e a próxima de José Raúl Mulino, do Panamá, prevista para o dia 28 de agosto.

Noboa foi recebido nesta segunda-feira, 18 no Planalto. Lula explicitou sua intenção de atuar em parceria com o equatoriano sem levar em conta suas inclinações políticas.

“Diferenças políticas não devem se sobrepor ao objetivo maior de construir uma região forte e próspera”, afirmou Lula, ressaltando também o “respeito” e a “confiança mútua” entre os países. O petista classificou a visita como marco do recomeço nas relações políticas, comerciais e culturais entre os países. “As discussões ideológicas ficaram no passado”, afirmou Noboa.

O governo carece, no entanto, de uma estratégia mais definida conjunta. O grande projeto são as rotas de integração sul-americanas, que envolvem obras de infraestrutura cruzando a América do Sul, mas dependem de capital privado e internacional, são de longo prazo.

Estadão

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Economia

Governo quer barrar benefícios no Congresso para setores não atingidos pelo tarifaço

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva teme que o plano de contingência em reação ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja ampliado durante a tramitação no Congresso Nacional.

A medida provisória voltada às empresas prejudicadas pela taxa do governo americano foi assinada por Lula na última quarta (13).

Na avaliação do Executivo, o pacote foi construído “sob medida” e não há espaço fiscal para ampliação dos setores beneficiados.

Um dos temores do governo é o custo fiscal da medida — R$ 9,5 bilhões ficarão de fora da meta para este ano. O valor corresponde a R$ 4,5 bilhões em aportes para fundos garantidores e R$ 5 bilhões em recursos para o Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras).

Entra na conta da gestão petista a força que alguns setores podem ter entre os parlamentares. Para evitar inchaço, Lula apresentou o plano aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), antes do anúncio formal.

Ainda não há definição de quem será o relator da medida no Congresso nem do presidente da comissão mista que vai analisar o tema. Por ser uma MP, a proposta tem força de lei e passa a valer a partir da assinatura. No entanto, para não perder a validade, é preciso ser aprovada pelo Legislativo em até 120 dias.

Um dia antes do lançamento da MP, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o texto deve ter impacto reduzido nas contas públicas.

“Nós estamos absolutamente conscientes de que o impacto dele vai ser mínimo e será única e exclusivamente no limite do necessário para não deixar nenhuma empresa para trás”, destacou.

Definições

O pacote prevê, ainda, linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas afetadas, devolução de parte dos impostos de exportação pagos — por meio do Reintegra — e compras públicas.

A previsão inicial é oferecer acesso facilitado à linha de crédito. Lula afirmou que a medida “é só o começo”, mas a equipe econômica espera não ter de ampliar os benefícios.

“Você não pode colocar mais se você não sabe quanto é”, ponderou Lula em entrevista, um dia antes do lançamento da MP.

“Vai ser uma política de crédito, que a gente está pensando em ajudar sobretudo as pequenas empresas — o pessoal que exporta tilápia, frutas, mel e outras coisas, as empresas de máquinas. As grandes têm mais poder de resistência”, acrescentou.

A taxa de 50% foi anunciada por Trump em 9 de julho e começou a valer em 6 de agosto. A princípio, a tarifa seria aplicada a todos os itens do Brasil comprados pelos EUA. No entanto, ao oficializar a medida, o republicano deixou 694 produtos de fora do tarifaço.

R7

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Paraíba

Chacina na PB: Governo pede ‘apuração de excessos’ em conduta dos PMs

Foto: João Azevêdo

O governador João Azevêdo (PSB) se manifestou, nesta segunda-feira (18), sobre a operação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que investiga seis policiais militares suspeitos de envolvimento em uma chacina em Conde que terminou com a morte de cinco pessoas.

Em entrevista ao Programa Hora H, da Rede Mais, o gestor destacou que confia no sistema de segurança estadual mas pede cautela para apurar possíveis excessos.

“Os nossos policiais enfrentam todos os dias uma batalha muito difícil, que é ir para rua enfrentar marginais arriscando sua própria vida e cada ação tem sua reação. É preciso apurar, saber se teve excessos ou não teve excessos. Eu fico muito tranquilo em relação a isso porque todos os dias vocês veem a atuação dos nossos policiais. É preciso que se faça o levantamento, a apuração, para que se tiver tido excesso, que se corrija”, avaliou.

O governador enfatizou que não se deve transformar “marginais” em vítimas em função de uma operação, lembrando que os envolvidos na chacina eram criminosos que tinham a missão de executar pessoas.

“Mas eu confio muito no sistema de segurança pública da Paraíba que tem dado respostas positivas. Tanto é assim que somos considerados, pelo 5° ano consecutivo, o melhor sistema de segurança pública do Norte-Nordeste. Isso é pela ação, atuação e força. Não se pode transformar, em função de uma operação, essas pessoas em vítimas, porque na verdade não são. Eram marginais que saíram com a missão de executar pessoas e se depararam com a Polícia. Então temos que apurar para ver se teve excesso ou não, mas eu tenho muita confiança na minha Polícia”, concluiu.

O caso

Seis policiais militares foram alvo de uma operação, na manhã desta segunda-feira (18), suspeitos de envolvimento em uma chacina em Conde, no dia 15 de fevereiro, que terminou com a morte de cinco pessoas. A ação, coordenada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), cumpre 12 mandados judiciais, sendo seis de prisão temporária e seis de busca e apreensão.

Os mandados judiciais foram expedidos pela Vara Única do Conde. Nesta manhã foram presos cinco agentes. Um dos alvos está fora do Brasil, segundo a defesa.

A ação conta com o apoio do Núcleo de Gestão do Conhecimento (NGC), Polícia Militar e da Polícia Civil da Paraíba.

A operação, chamada Arcus Pontis, tem a participação de 72 integrantes, entre promotores de Justiça, integrantes do NGCSI, policiais militares, inclusive com o apoio da respectiva Corregedoria, além de policiais civis.

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Polícia

Influenciador Hytalo Santos e marido são transferidos para presídio em São Paulo

O influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente foram transferidos nesta segunda-feira (18) de Carapicuíba para um Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste da capital.

Hytalo e o marido foram presos a pedido do Ministério Público da Paraíba, na última sexta-feira (15), em Carapicuíba. Os dois são investigados por exploração e exposição de menores em conteúdos publicados nas redes sociais, abuso sexual e tráfico humano.

Eles passaram por uma audiência de custódia no sábado e a defesa do casal entrou com um habeas corpus, mas a liberdade foi negada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.

O caso ganhou ainda mais repercussão após um vídeo do youtuber Felca expondo a adultização de crianças e adolescentes nos conteúdos do influenciador. Com mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, Hytalo mostrava no perfil dele os adolescentes fazendo danças e outras ações com conotação sexual.

Após isso, a justiça ordenou o afastamento imediato dos jovens listados na ação e a proibição de qualquer tipo de contato com hytalo. A defesa segue alegando a inocência dos dois.

Portal Correio

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Polêmica

“Um pai”, diz Kamylinha ao defender Hytalo Santos, preso suspeito de tráfico humano

 

					Kamylinha defende Hytalo Santos e que considera o influenciador como 'um pai'

A influenciadora paraibana Kamylinha Santos, de 17 anos, publicou nesta segunda-feira (18) um vídeo onde defende o também influenciador Hytalo Santos, que foi preso na última sexta-feira (15), por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais, além de tráfico humano. Na publicação feita através do perfil da mãe, a adolescente afirma enxergar Hytalo como uma figura paterna.

“Eu creio que ele é um pai para mim e Deus não vai tirar esse amor de pai que eu vejo nele”, disse a influenciadora.

Kamylinha está sem redes sociais, por decisão da Justiça, desde a terça-feira (12). No relato publicado na conta da mãe, que foi retirado do ar pouco tempo após a publicação, a adolescente conta ter sido vítima de violência física e psicológica por parte do pai biológico e alega ter encontrado um “refúgio” ao conhecer Hytalo Santos.

“Ele foi o meu refúgio, me apresentou Deus e me mostrou que eu tinha um amor de pai. Eu não seria nada sem ele. Conheci amor, carinho e tive a presença real de um pai”, disse a influenciadora paraibana.

Kamylinha afirma que Hytalo Santos é inocente das acusações pelas quais está sendo investigado e que acompanhar a prisão do influenciador “machuca muito”.

“Hoje, ver tudo isso acontecendo com ele me machuca muito. Ele não faz nada disso que estão falando, que explora criança, que ele dava bebida para criança. A única coisa que ele faz é dar amor e carinho e ajudar as pessoas. Tive um genitor agressivo na minha infância, que batia na minha mãe e batia em mim”, completou.

Influenciadora fala que ‘não seria nada’ sem Hytalo Santos

Na publicação, a menor fala sobre as coisas que conquistou com a ajuda do influenciador, citando a casa onde mora com a mãe e um quarto próprio, onde pode guardar suas roupas e produtos pessoais. Segundo Kamylinha, nada seria possível sem o auxílio de Hytalo.

“Se não fosse por Hytalo ter acredito no meu sonho, e minha mãe, eu não teria nada disso aqui. Kamylinha hoje não seria nada sem Hytalo”, afirmou a influenciadora.

No vídeo, a influenciadora fala sobre ter passado dez anos ao lado de Hytalo Santos e enfrentado ao lado dele olhares de julgamento de vários lados. Em sua fala, Kamylinha diz que Hytalo é uma vítima em toda essa história.

A adolescente foi citada no vídeo em que o influenciador Felca denuncia a criação de conteúdos com menores de idade nas redes sociais. A influenciadora foi adotada por Hytalo aos 12 anos, época em que já aparecia em vídeos com ele.

Quem é Hytalo Santos

Hytalo Santos ficou famoso na internet após publicar vídeos no TikTok. O estilo do conteúdo dele é semelhante ao produzido por Carlinhos Maia, que também reúne várias pessoas em uma casa e compartilha a rotina delas.

Em suas redes sociais, Hytalo Santos diz que “minha casa vive cheia, e minha família não é perfeita!”. Ele posta vídeos de dancinhas com meninas a quem ele chama de “filhas” e meninos a quem ele chama de “genros”.

O influenciador é natural de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. Atualmente, apenas no Instagram, ele tem mais de 12 milhões de seguidores. No YouTube, são mais de 5 milhões de seguidores.

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Brasil

Sem citar Lei Magnitsky, Dino decide que leis e decisões de outros países não valem no Brasil

Foto: Gustavo Moreno/STF

Sem citar a Lei Magnitsky, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino proibiu nesta segunda-feira (18) restrições “decorrentes de atos unilaterais estrangeiros” por parte de empresas ou outros órgãos que operam no Brasil.

“Desse modo, ficam vedadas imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no país, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros“, disse Dino.

Na decisão, Dino destacou que, nos últimos anos, “ondas de imposição de força de algumas nações sobre outras” passaram a agredir postulados essenciais do Direito Internacional, com tratados sendo “abertamente desrespeitados”, inclusive os que garantem proteção a civis em conflitos armados.

A determinação consta de uma ação movida Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) contra ações judiciais movidas por municípios brasileiros na Inglaterra.

O ministro, entretanto, estabeleceu que esse impedimento vale, também, para “leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares.”

A Magnitsky é uma lei dos Estados Unidos que permite punir financeiramente cidadãos estrangeiros. Ela permite, por exemplo, impedir que uma pessoa tenha cartão de crédito de grandes bandeiras que operam nos Estados Unidos ou que contrate serviços de empresas que atuem no país.

Seu uso contra o ministro Alexandre de Moraes foi imposto no dia 30 de julho por um ato administrativo do Departamento do Tesouro dos EUA com base numa ordem executiva de 2017 de Trump.

Na decisão desta segunda, Dino afirmou, ainda que qualquer bloqueio de ativos, cancelamento de contratos ou outras operações “dependem de expressa autorização” do STF.

O ministro determinou que o Banco Central, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e outras organizações do sistema financeiro nacional fossem comunicadas da decisão.

O que prevê a lei Magnitsky

  • As sanções propostas pela Lei Magnitsky são descritas como bastante pesadas, e alguns chegam a chamá-la de “pena de morte financeira”;
  • Caso seja aplicada, a pessoa não pode ter cartão de crédito de nenhuma das grandes bandeiras que operam nos Estados Unidos;
  • Quem sofre a sanção não pode ter conta em banco nos Estados Unidos. Caso o banco permita, ele próprio não poderá operar nos EUA e pode ser alvo de sanções secundárias;
  • Instituições financeiras do mundo todo podem ser obrigadas a congelar ativos, fechar contas e cancelar cartões de crédito da pessoa sancionada;
  • Além disso, a pessoa pode ser impedida de ir para os Estados Unidos ou ter seu visto cancelado;
  • A aplicação da lei também acarreta uma questão reputacional, pois a pessoa entraria para uma lista de sancionados, que inclui violadores sistemáticos, contumazes e brutais de direitos humanos.

g1 e O Globo

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