Brasil

Postos do PCC movimentaram R$ 5 bilhões em três estados, diz polícia


Foto: Polícia Civil/PI

A investigação da PCPI (Polícia Civil do Piauí) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPPI (Ministério Público do Piauí) aponta que o PCC movimentou R$ 5 bilhões usando 49 postos de combustíveis, em três estados das regiões Nordeste e Norte.

Esses estabelecimentos estão sendo bloqueados judicialmente, na manhã desta quarta-feira (5), conforme revelou a CNN.

A investigação diz que todo o montante das empresas investigadas foi de “movimentações financeiras atípicas”. E detalha que, se considerar apenas as movimentações a crédito de empresas sediadas no Piauí, o total é de R$ 300 milhões monitorados.

Além dos postos interditados, a operação Carbono Oculto 86 também cumpre 17 mandados de busca e apreensão contra investigados no Piauí, Maranhão, Tocantins e em São Paulo. Segundo os investigadores, o foco principal é o grupo investigado na capital paulista.

A polícia diz que a facção utilizava uma complexa estrutura de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar capitais ilícitos, fraudar o mercado de combustíveis e ocultar patrimônio.

A investigação revelou interconexão direta entre empresários locais e os mesmos fundos e operadores financeiros investigados pela Operação Carbono Oculto, que integrou Receita Federal, Ministério Público de São Paulo e Polícia Militar paulista para desarticular um esquema nacional de lavagem de dinheiro de organizações criminosas.

CNN Brasil

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STF

LDO: STF suspende julgamento e pede novas informações à ALPB

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, na tarde desta quarta-feira (05), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo Governo do Estado contra a promulgação por parte da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) da Lei de Diretrizes Orçamentárias sem os vetos propostos pelo governador João Azevêdo (PSB).

A decisão aconteceu após os ministros Flávio Dino, Carmen Lúcia e Luiz Fux solicitarem ao advogado Newton Vita, que representava a Assembleia, informações sobre a nova interpretação por parte do Poder Legislativo sobre os prazos fixados durante o recesso parlamentar.

Newton Vita havia afirmado, durante sustentação oral, que ao fazer consulta jurídica, o presidente Adriano Galdino (Republicanos) entendeu que se fazia a necessidade de promulgação do texto para evitar a perpetuação de uma prática “inconstitucional”, numa referência à perda do prazo por parte do Estado.

O procurador-geral do Estado, Fábio Brito, citou que o Poder Legislativo agiu de forma errada ao ignorar a sanção do texto por parte do Poder Executivo, promulgando a LDO sem os vetos impostos pelo Governo.

“Não há dúvida de que, na contagem do prazo para sanção ou veto, o governador João Azevedo atuou dentro da regra que a própria Assembleia estabeleceu e reconheceu como válida em exercícios legislativos anteriores. Portanto, romper de forma unilateral esse padrão, o Legislativo paraibano infringiu os princípios da harmonia entre os poderes, da segurança jurídica, da boa-fé objetiva e da confiança legítima. Esses são princípios fundamentais caros a esta corte e recorrentemente invocados”, defendeu Brito.

Dino e Lúcia questionaram Newton Vita se a mudança de entendimento por parte da Assembleia havia sido comunicada ao Governo. Para os ministros, o advogado não conseguiu dar uma resposta à pergunta.

O relator do processo e presidente do STF, ministro Edson Fachin, sugeriu que fossem solicitadas informações complementares sobre as dúvidas para que o processo voltasse à pauta.

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Brasil

Brasil tem 34 mil crianças e adolescentes de até 14 anos vivendo em uniões conjugais, mostra Censo; No RN são mais de 800 nestas condições

Foto: reprodução/g1

O Censo 2022 revelou que 825 crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos vivem em algum tipo de união conjugal no Rio Grande do Norte, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todo o Brasil, o número chega a 34.412 pessoas nessa faixa etária, sendo 77% meninas.

O levantamento faz parte do questionário da amostra sobre nupcialidade e estrutura familiar. O IBGE destaca que as informações se baseiam em declarações dos moradores, sem comprovação documental ou legal das uniões.

Entre os jovens que vivem em união, 7% estão casados no civil e religioso, 4,9% apenas no civil, 1,5% só no religioso e 87% vivem em união consensual, ou seja, sem registro formal.

A legislação brasileira proíbe o casamento civil para menores de 16 anos, salvo em casos excepcionais autorizados pela Justiça. Mesmo assim, o IBGE ressalta que seu objetivo é retratar a realidade social, e não verificar a legalidade das situações.

Segundo Luciene Aparecida Longo, técnica do instituto, o Censo inclui perguntas sobre uniões a partir dos 10 anos para identificar práticas que possam orientar políticas públicas. “O IBGE quer mostrar o retrato do país, inclusive o que está fora da legalidade, para que o poder público possa agir”, afirmou.

O levantamento também mostrou que a maioria das crianças e adolescentes em união se declaram pardas (20.414), seguidas de brancas (10.009), pretas (3.246), indígenas (483) e amarelas (51). Entre os estados, São Paulo tem o maior número de casos absolutos.

Confira os números por Estado: 

  1. São Paulo: 13,8% (4.722 pessoas);
  2. Bahia: 7,9% (2.716 pessoas);
  3. Pará: 7,5% (2.579 pessoas);
  4. Maranhão: 6,4% (2.201 pessoas);
  5. Ceará: 6% (2.039 pessoas);
  6. Pernambuco: 5,8% (1.968 pessoas);
  7. Rio de Janeiro: 5,3% (1.803 pessoas);
  8. Amazonas: 4,9% (1.672 pessoas);
  9. Paraná: 4,4% (1.501 pessoas);
  10. Minas Gerais: 4,2% (1.430 pessoas);
  11. Rio Grande do Sul: 3,8% (1.283 pessoas);
  12. Alagoas: 3,6% (1.231 pessoas);
  13. Goiás: 3,6% (1.241 pessoas);
  14. Paraíba: 3,1% (1.065 pessoas);
  15. Mato Grosso: 2,8% (946 pessoas);
  16. Santa Catarina: 2,7% (927 pessoas);
  17. Rio Grande do Norte: 2,4% (825 pessoas)
  18. Sergipe: 2,3% (774 pessoas);
  19. Mato Grosso do Sul: 1,6% (531 pessoas);
  20. Piauí: 1,4% (495 pessoas);
  21. Espírito Santo: 1,4% (470 pessoas);
  22. Rondônia: 1,2% (400 pessoas);
  23. Acre: 1,1% (366 pessoas);
  24. Tocantins: 1% (346 pessoas);
  25. Amapá: 0,8% (269 pessoas);
  26. Roraima: 0,6% (198 pessoas);
  27. Distrito Federal: 0,6% (207 pessoas);

Com informações de g1

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Mundo

Papa alerta católicos de que Jesus é único Salvador e impõe limites para veneração a Maria

Papa Leão XIV posta foto com imagem de Nossa Senhora Aparecida — Foto: Redes sociais/Reprodução
Foto: Redes sociais/Reprodução

Jesus pode ter ouvido palavras de sabedoria de sua mãe Maria, mas ela não o ajudou a salvar o mundo da danação, disse o Vaticano nesta terça-feira (4).

Em um novo decreto aprovado pelo Papa Leão XIV, o principal órgão doutrinário do Vaticano instruiu os 1,4 bilhão de católicos do mundo a não se referirem a Maria como a “corredentora” do mundo.

Só Jesus salvou o mundo, diz a nova instrução, resolvendo um debate interno que intrigava figuras importantes da Igreja há décadas e que chegou a provocar raras divergências públicas entre papas recentes.

“Não seria apropriado usar o título ‘corredentora'”, dizia o texto. “Esse título… (pode) criar confusão e desequilíbrio na harmonia das verdades da fé cristã.”

Os católicos acreditam que Jesus redimiu a humanidade por meio de sua crucificação e morte. Os estudiosos da Igreja debatem há séculos se Maria, a quem os católicos e muitos cristãos chamam de Mãe de Deus, ajudou Jesus a salvar o mundo.

O falecido Papa Francisco opôs-se veementemente à atribuição do título de “corredentora” a Maria, chegando a chamar a ideia de “loucura”.

“Ela nunca quis tirar nada do filho para si”, disse Francis, que faleceu em abril de 2019.

O antecessor de Francisco, Bento XVI, também se opôs ao título. Seu antecessor, João Paulo II, o apoiou, mas deixou de usá-lo publicamente em meados da década de 1990, depois que o Escritório para a Doutrina da Fé começou a expressar ceticismo.

A nova instrução do Vaticano destacou o papel de Maria como intermediária entre Deus e a humanidade. Ao dar à luz Jesus, ela “abriu as portas da Redenção que toda a humanidade aguardava”, afirmou o texto.

Segundo a Bíblia, a resposta de Maria ao anjo que lhe disse que ela engravidaria foi: “Que assim seja”.

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Protestos

Greve da UEPB: Reitoria apresenta proposta, mas paralisação permanece

 Greve da UEPB: Reitoria apresenta proposta, mas avança pouco em reivindicações dos professores
Prédio UEPB. (Foto: Reprodução)

Através de uma nota, publicada no site da instituição, a Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) apresentou nesta terça-feira (04) uma nova proposta para tentar colocar um fim no movimento grevista dos professores. A Reitoria propõe um deságio de 40% dos retroativos dos docentes e o pagamento do restante em 24 meses.

A proposta avança um pouco em comparação com o que foi apresentado pelos representantes do Governo do Estado, recentemente. O Governo ofereceu um deságio de 40% e o parcelamento em 30 vezes.

Semana passada os professores fizeram um protesto em João Pessoa.

No geral, a proposta apresentada pela Reitoria não tem sido vista com bons olhos pelos profeossores. É que os demais pontos da pauta dos grevistas ainda continuam fora das negociações – a saber: a realização de concursos para docentes, recomposição salarial (22% de déficit desde 2019) e o cumprimento da Lei de Autonomia.

Eles já rejeitaram o deságio em outros momentos.

Os docentes, contudo, irão discutir a proposta nesta quarta-feira (05). A depender da posição da categoria, poderemos começar a ter, ou não, uma luz no fim do túnel para o fim da greve.

Confira a nota da Reitoria

A Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba vem, por meio desta nota, informar a comunidade acadêmica e população em geral sobre os recentes acontecimentos relativos ao contexto de negociação entre o Governo do Estado e o movimento grevista da classe docente da UEPB, deflagrado em 22/9/2025.

Neste sentido, a Reitoria reitera seu compromisso democrático com a pauta do movimento grevista e a continuidade do diálogo com o Governo do Estado, buscando, fundamentalmente, soluções para o término da greve, que já soma 45 (quarenta e cinco) dias de paralisação das atividades acadêmicas.

Primeiramente, destaca-se que, em 28 de outubro de 2025, ocorreu, na Procuradoria Geral do Estado da Paraíba (PGE), uma reunião para tratar do acordo referente ao pagamento dos valores retroativos das progressões funcionais dos técnicos administrativos da Instituição.

O encontro contou com as presenças da Reitora Celia Regina Diniz, da Vice-Reitora Ivonildes Fonseca, do Chefe de Gabinete Luciano Albino, do Procurador-Geral Thales Linhares e do Assessor da Reitoria Ítalo Vilarim. Pelo Governo do Estado, participaram o Procurador-Geral do Estado Fábio Brito e o Secretário de Planejamento Gilmar Martins.

Nesse mesmo contexto, ainda cabe destacar que houve um diálogo prévio com o Secretário Cláudio Furtado, da SECTIES, sobre as condições para negociação com os segmentos técnico-administrativo e docente. A pauta inicial da reunião tratou da regularização documental referente ao pagamento dos retroativos para as duas categorias interessadas.

Durante a discussão, a Reitora Celia Regina Diniz demonstrou sensibilidade e visão institucional ao propor a extensão do acordo aos docentes da Universidade, ampliando a pauta inicial. A sugestão visava assegurar isonomia no tratamento dado às categorias, oferecendo aos docentes condições idênticas às já acordadas com os técnicos.

A proposta incluía, portanto, uma melhoria significativa: a redução do prazo de quitação dos valores retroativos da progressão funcional. Com efeito, a medida representa um avanço relevante nas negociações e um passo importante para o encerramento da greve docente.

Diante da nova proposta, os representantes do Governo recomendaram que ela fosse encaminhada diretamente ao Governador João Azevedo, o que foi prontamente atendido por meio do Ofício nº 252/2025/GR. O ofício enviado ao chefe do Poder Executivo apresentou solicitação formal para que o pagamento dos retroativos de todos os servidores da UEPB – técnicos e docentes – fosse efetivado com prazo reduzido, menor que as 30 (trinta) parcelas acordadas anteriormente.

A postura diplomática e propositiva da Reitoria, marcada pela busca do entendimento e pela transparência na condução, foi essencial para o avanço das tratativas. Após as negociações, o Governador João Azevedo acolheu a proposta, reconhecendo o esforço da Reitoria em buscar uma solução viável para o impasse, ao mesmo tempo exequível para o Estado e justa para seus servidores; mas, em especial, propositiva para o fim da greve, sinalizando o parcelamento em 24 (vinte e quatro) vezes.

Portanto, a proposta apresentada pelo Governo é a atualização do valor retroativo pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), aplicação de deságio de 40% sobre este valor e pagamento em 24 parcelas para técnicos e docentes.

A Reitoria ainda informa que os demonstrativos dos valores retroativos às progressões funcionais de janeiro/2018 a maio/2023 dos Técnicos Administrativos e dos Docentes já estão disponíveis para consulta no Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP), assegurando transparência e celeridade no acompanhamento das informações por parte dos servidores e servidoras.

Com essa iniciativa, a Reitoria reafirma sua postura dialógica, democrática e responsável, demonstrando que a negociação é sempre o caminho mais eficaz para alcançar soluções concretas e sustentáveis. O resultado obtido reflete não apenas a competência da equipe da Gestão Administrativa da Universidade, mas, também, o compromisso com a valorização dos servidores e a estabilidade institucional da UEPB.

A Reitoria expressa, assim, seu reconhecimento ao Governo do Estado pelo atendimento à proposta apresentada!

Em tempo oportuno e como ato contínuo às negociações, destaca-se a necessidade de valorização da Lei de Autonomia Financeira 7.643/2004, com o objetivo de consolidar sua atualização, considerando os desafios contemporâneos da estrutura atual da Universidade.

Portanto, a Reitoria também se compromete com a composição de uma mesa técnica formada pela Gestão Administrativa da Universidade e por representação dos segmentos docente, técnico e discente, com a finalidade de apresentar soluções e definir junto com o Governo estadual uma proposta viável à sustentabilidade orçamentária e financeira de nossa Universidade Estadual da Paraíba.

Diante do exposto, a Reitoria apresenta esta proposta para o fim da greve e retorno das atividades acadêmicas normais, após apreciação e decisão da categoria.

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MPPB

MP aciona Justiça para obrigar Prefeitura de CG pagar servidores da saúde

A promotora Adriana Amorim, do Ministério Público da Paraíba, ingressou, nesta terça-feira (04), com uma Ação Civil Pública para que a Justiça obrigue a Prefeitura de Campina Grande a solucionar o atraso de pagamento de salários a servidores da Saúde. Na petição, a promotora afirma que medida se faz necessária diante do cenário de não se chegar a uma solução através de medidas administrativas.

“A frustração das tentativas de solução administrativa e consensual evidenciam a necessidade de imediata intervenção judicial, como medida indispensável para assegurar o cumprimento das obrigações salariais e preservar o princípio da continuidade do serviço público — de observância obrigatória pela Administração”, afirmou.

Adriana Amorim foi além. Ela disse, na ação, que “a persistência desse quadro [atrasos salariais], em se tratando de serviços essenciais como a saúde, afronta não apenas os direitos trabalhistas e sociais dos servidores, mas também compromete a própria efetividade das políticas públicas e o direito constitucional da população à saúde”.

Por isso, o Ministério Público pede que a Justiça obrigue a gestão Bruno Cunha Lima (União) a realizar, de forma imediata, os pagamentos em atrasos “em estrita observância aos princípios da dignidade da pessoa humana, da moralidade administrativa e da continuidade do serviço público, de modo a restaurar a regularidade e a credibilidade da gestão na área da saúde”.

“O atraso nos pagamentos não apenas lesiona direitos individuais, mas compromete a continuidade dos serviços públicos essenciais à população, em especial à saúde, afrontando o princípio da continuidade dos serviços públicos, corolário do art. 37 da Constituição Federal e do regime jurídico-administrativo que vincula a atuação da Administração Pública à legalidade e à moralidade”, peticionou o MP.

Além do depósito dos salários em atraso, a promotora pede, também, que a Prefeitura adote um plano de regularização orçamentária, o que inclui um calendário de pagamentos previsível, e medidas de transparência.

O que pede o Ministério Público: 

1) Seja concedida a tutela provisória de urgência para determinar que o Município de Campina Grande, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde, efetue o pagamento imediato das remunerações referentes aos meses em atraso dos servidores contratados da área da saúde que efetivamente prestaram seus serviços, no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas após a intimação desta decisão, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais), ou outro valor que Vossa Excelência entender adequado.

2) Seja assegurado o pagamento regular das remunerações vincendas até o 5o (quinto) dia útil do mês subsequente ao trabalhado, de modo a evitar novos atrasos, sob pena de adoção das medidas coercitivas cabíveis.

3) Seja determinado ao Município de Campina Grande que apresente, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, planilha detalhada das receitas e despesas da Saúde Municipal referentes aos últimos 12 (doze) meses, contendo:

(i) quantitativo de servidores efetivos, contratados, comissionados, credenciados e terceirizados da saúde;

(ii) valor atualizado da folha de pagamento de cada categoria;

(iii) receitas vinculadas (Fundo Municipal de Saúde, emendas parlamentares, repasses federais/estaduais, etc.);

(iv) demonstrativo dos atrasos mensais e valor das obrigações pendentes.

4) Seja determinado ao Município de Campina Grande que apresente cronograma de pagamento para regularização integral das remunerações a partir de novembro de 2025, com envio trimestral de relatórios a este juízo e publicação no portal oficial.

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Mundo

Governo Trump lamenta morte de policiais em operação no Rio

Foto: Reprodução

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), enviou na terça-feira (4) uma carta à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro em que lamenta a morte dos 4 policiais durante a operação Contenção, realizada em 28 de outubro nos Complexos do Alemão e da Penha. A ação na zona norte da capital fluminense deixou outros 117 suspeitos de integrar o crime organizado mortos.

O documento foi encaminhado por James M. Spark, chefe da DEA, a agência antidroga norte-americana, ao secretário de Segurança do Rio, Victor Santos.

Na carta, Sparks expressa “condolências pela trágica perda dos 4 policiais que tombaram no cumprimento do dever” e afirma que “a missão de proteger a sociedade exige coragem, dedicação e sacrifício”. O órgão do governo Trump também disse reconhecer “o valor e a honra desses profissionais que deram suas vidas em defesa da segurança pública”.

“Neste momento de luto, reiteramos nosso respeito e admiração pelo trabalho incansável das forças de segurança do Estado e colocamo-nos à disposição para qualquer apoio que se faça necessário”, escreveu.

Poder360

 

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Sem categoria

Postos do PCC movimentaram R$ 5 bilhões em três estados, diz polícia

A investigação da PCPI (Polícia Civil do Piauí) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPPI (Ministério Público do Piauí) aponta que o PCC movimentou R$ 5 bilhões usando 49 postos de combustíveis, em três estados das regiões Nordeste e Norte.

Esses estabelecimentos estão sendo bloqueados judicialmente, na manhã desta quarta-feira (5), conforme revelou a CNN.

A investigação diz que todo o montante das empresas investigadas foi de “movimentações financeiras atípicas”. E detalha que, se considerar apenas as movimentações a crédito de empresas sediadas no Piauí, o total é de R$ 300 milhões monitorados.

Além dos postos interditados, a operação Carbono Oculto 86 também cumpre 17 mandados de busca e apreensão contra investigados no Piauí, Maranhão, Tocantins e em São Paulo. Segundo os investigadores, o foco principal é o grupo investigado na capital paulista.

A polícia diz que a facção utilizava uma complexa estrutura de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar capitais ilícitos, fraudar o mercado de combustíveis e ocultar patrimônio.

A investigação revelou interconexão direta entre empresários locais e os mesmos fundos e operadores financeiros investigados pela Operação Carbono Oculto, que integrou Receita Federal, Ministério Público de São Paulo e Polícia Militar paulista para desarticular um esquema nacional de lavagem de dinheiro de organizações criminosas.

CNN

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Polícia

Duas operações da Polícia Civil miram líder da “Nova Okaida” na Paraíba

Polícia Civil da Paraíba atua em operação nacional contra exploração  infantil em JP | Paraíba Já

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta quarta-feira (5), duas grandes operações em combate ao crime organizado: Leviatã e Libertas. As ações ocorreram simultaneamente em oito cidades paraibanas, além de municípios nos estados do Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.

A Operação Leviatã tem o objetivo de cumprir 30 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa paraibana. Entre os investigados, 12 já estavam recolhidos no sistema penitenciário da Paraíba, mas continuavam exercendo influência na organização por meio do uso clandestino de aparelhos celulares.

Entre os principais alvos, estão um dos líderes da organização criminosa, que já estava recolhido e responderá a novos processos; um conselheiro foragido apontado como liderança do grupo na zona leste de Campina Grande; e diversos integrantes considerados “linha de frente” em cidades do Curimataú paraibano e comunidades de Campina Grande.

No Rio Grande do Norte, dois investigados são alvos por comercializarem armas de fogo para a organização, incluindo uma submetralhadora calibre 9mm produzida em impressora 3D, apreendida em março deste ano no município de Nova Floresta, em ação conjunta das Polícias Civil e Militar.

Já a operação Libertas visa a cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa responsável por um homicídio ocorrido em 21 de abril deste ano.

Os alvos são investigados por envolvimento com tráfico de drogas, roubos e homicídios. Um dos integrantes do grupo foi executado pela própria organização criminosa em abril, após suposta quebra de regras internas.

Entre os investigados está um ex-guarda municipal, condenado por roubo a banco em 2022. Mesmo após a condenação, ele foi recontratado para o mesmo cargo em 2025 sob o regime de “excepcional interesse público”, recebendo mais de R$ 10 mil em remuneração do município.

As operações ocorreram de forma simultânea, tendo em vista que um dos investigados era alvo comum nas duas ações. Ele é apontado como líder da Nova Okaida em Cubati e São Vicente do Seridó e suspeito de ordenar diversos homicídios na região.

Blog do BG PB

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Tecnologia

Falha no ChatGPT pode vazar conversas e dados dos usuários

Foto: Reprodução 

Uma investigação conduzida pela Tenable Research, empresa especializada em segurança cibernética e gestão de exposição digital, revelou sete vulnerabilidades graves no ChatGPT-4o, algumas das quais permanecem presentes até o ChatGPT-5.

Essas falhas, apelidadas coletivamente de “HackedGPT”, permitem que criminosos virtuais burlem mecanismos de proteção e acessam dados pessoais, históricos de conversa e memórias armazenadas pelos usuários da ferramenta.

De acordo com o relatório da Tenable, as vulnerabilidades permitem roubo de dados, manipulação de respostas e persistência de ataques dentro do sistema de IA. Em alguns casos, basta que o usuário faça uma pergunta ou clique em um link para que o modelo seja comprometido, sem que o ataque seja perceptível.

A pesquisa, liderada pelo engenheiro sênior Moshe Bernstein, descreve uma nova categoria de ameaça chamada injeção indireta de prompt. Esse tipo de ataque insere instruções ocultas em sites aparentemente inofensivos, comentários de blog ou textos formatados.

Quando o ChatGPT acessa esses conteúdos durante a navegação, ele pode ser enganado a executar comandos maliciosos, expondo informações do usuário.

Entre as sete falhas identificadas, algumas chamam atenção pela gravidade:

  • Injeção indireta de prompt por sites confiáveis: o ChatGPT lê comandos escondidos em páginas legítimas e passa a executá-los.

  • Ataques “0-clique” e “1-clique”: o comprometimento ocorre sem interação direta ou com apenas um clique em um link malicioso.

  • Injeção de memória persistente: códigos maliciosos podem ser armazenados na memória de longo prazo da IA, permanecendo ativos mesmo após o encerramento da sessão, o que possibilita vazamentos contínuos de informações em futuras conversas.

  • Omissão de segurança e ocultação de conteúdo:erros de validação e formatação permitem mascarar comandos maliciosos, enganando tanto o modelo quanto o usuário.

Essas falhas afetam principalmente as funções de navegação web e memória do ChatGPT, recursos que interagem com a internet em tempo real e guardam informações pessoais para melhorar respostas futuras.

Caso exploradas, as brechas podem vazar dados sigilosos armazenados nas conversas, bem como informações conectadas a outros serviços, como Google Drive e Gmail.

Bernstein destacou que o HackedGPT revela uma fraqueza estrutural nos grandes modelos de linguagem, que ainda não sabem distinguir de forma segura quais informações externas devem ser confiadas.

Segundo ele, “essas falhas isoladamente parecem pequenas, mas juntas formam uma cadeia completa de ataque, da injeção e evasão ao roubo e persistência de dados”.

A OpenAI foi informada das descobertas dentro de um processo de divulgação responsável, corrigindo parte dos problemas, embora algumas vulnerabilidades permaneçam ativas. A Tenable alerta que, enquanto essas brechas não forem totalmente sanadas, usuários e empresas correm riscos reais de privacidade.

Como medidas preventivas, a Tenable recomenda que as equipes de segurança tratem as ferramentas de IA como superfícies de ataque ativas, revisem integrações com outros sistemas, e monitorem sinais de comportamento anômalo, como respostas incomuns, links suspeitos ou acessos a dados não solicitados. Também orienta a isolar as funções de memória e navegação do ChatGPT e reforçar a validação de URLs.

Para os pesquisadores, a lição principal vai além das falhas técnicas: é necessário mudar a forma como a inteligência artificial é protegida. “Não basta confiar na IA; precisamos governá-la”, afirmou Bernstein. “Esses sistemas devem ser testados continuamente, com salvaguardas que garantam que trabalhem para nós, e não contra nós.”

CNN

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