A empresa A Gaspar, do Rio Grande do Norte, vai permanecer como proprietária do Hotel Tambaú, na Orla de João Pessoa. Nesta terça-feira (11), a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o recurso do Grupo Ampar, da Paraíba, que tentava derrubar a decisão.
O relator da ação, ministro Marco Buzzi, rejeitou todas as indagações da defesa do grupo paraibano, sustentando que as justificativas eram “incorretas”.
Em maio, a mesma turma reconheceu a empresa como proprietária do empreendimento. Buzzi, relator do processo, votou para validar o terceiro leilão do Hotel Tambaú que reconheceu a A Gaspar como vencedora. O voto foi seguido pelos demais ministros.
A Polícia Militar deflagrou, nesta quarta-feira (12), uma operação para cumprir mandados de prisão contra acusados de homicídios, roubos, tráfico de drogas, estelionato, furto e corrupção de menores, nas cidades de João Pessoa, Conde, Pitimbu, Alhandra, Cabedelo e Santa Rita.
Um dos alvos, que é acusado de homicídios, foi preso com um arsenal dentro de casa. Foram seis armas de fogo apreendidas com ele, no bairro dos Bancários, zona sul da Capital. As armas que inclui uma submetralhadora, seriam usadas em execuções.
Até o momento doze suspeitos já tinham sido presos. A operação Atalaia é coordenada pelos cadetes do Curso de Formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar e conta com mais de 200 policiais.
Os presos serão levados para a Cidade de Polícia Civil, no Geisel.
O governo da Turquia confirmou, nesta quarta-feira (12), a morte de todos os 20 soldados que estavam a bordo do avião cargueiro militar turco caiu na Geórgia. Um vídeo registrou o momento em da queda. (Veja acima).
As imagens mostram o avião, do modelo C-130, se desintegrando no ar durante a queda. A aeronave havia acabado de decolar do Azerbaijão em direção à Turquia e caiu na região da fronteira entre o país de origem do voo e a Geórgia, segundo o Ministério da Defesa turco.
O presidente da Turquia, Recep Erdogan, disse estar “profundamente entristecido” com o acidente e expressou suas condolências aos “mártires”.
Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre as causas do incidente.
A Autoridade de Aviação da Geórgia afirmou em comunicado que perdeu o contato com a aeronave logo após a entrada no espaço aéreo georgiano, e que o veículo militar não emitiu sinal de emergência.
A Turquia divide fronteira com a Geórgia, que por sua vez divide a fronteira com o Azerbaijão. Apenas um país, a Armênia, divide a Turquia do Azerbaijão.
Os aviões militares de carga C-130 são amplamente utilizados pelas Forças Armadas da Turquia para o transporte de pessoal e para operações logísticas.
O governo do México resolveu pesar a mão e anunciou tarifas de até 210% sobre o açúcar importado de países com os quais não tem acordos comerciais — o que inclui o Brasil. A medida, que entrou em vigor nesta terça-feira (11), é uma tentativa da presidente Claudia Sheinbaum de proteger os produtores locais e segurar o impacto da queda dos preços internacionais, segundo informações de O Antagonista.
A decisão faz parte do chamado “Plano México”, programa lançado para fortalecer a produção doméstica e estimular a economia nacional. As novas tarifas atingem vários tipos de açúcar, como o de cana, beterraba, xaropes e açúcar líquido refinado. Antes, a taxação era bem menor — cerca de US$ 0,36 por quilo.
Em nota publicada na rede X, o Ministério da Agricultura mexicano disse que o aumento serve para “proteger empregos e evitar distorções no comércio internacional”. Traduzindo: o governo quer frear a entrada de açúcar estrangeiro e dar fôlego à indústria local, que vinha sofrendo com o excesso de oferta no mercado global.
A nova taxação atinge em cheio o Brasil, um dos maiores exportadores de açúcar do mundo e fornecedor importante para o México. A decisão surge num momento em que o país latino negocia com os Estados Unidos ajustes no acordo comercial USMCA (o “Nafta 2.0”), previsto para revisão em 2026. Especialistas alertam que o movimento protecionista pode esfriar relações comerciais e aumentar o preço do produto nos mercados interno e externo.
Levantamento nacional realizado pela Futura Inteligência, empresa da Apex Partners, confirma o favoritismo de nomes da oposição como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro contra o presidente Lula.
A pesquisa mostrou que em um cenário de 2º turno com Lula x Tarcísio de Freitas, o atual governador de São Paulo seria eleito com 46,5% dos votos, contra 39,5% de Lula.
Contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o atual presidente também seria derrotado. Michelle teria 46,5% contra 40,4% de Lula.
Ainda de acordo com o levantamento, em um cenário de 2º turno entre Lula e Jair Bolsonaro, o ex-presidente teria vantagem 46,6% contra 40,2% do petista.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores brasileiros com mais de 16 anos, em entrevistas telefônicas assistidas por computador, do dia 4 ao dia 8 de novembro de 2025, a margem de erro da pesquisa é de 2%, e o índice de confiança é de 95%.
O ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, é alvo de investigação por possível propaganda eleitoral antecipada e uso indevido da estrutura pública em um evento com servidores municipais.
A apuração foi instaurada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da Promotoria de Justiça de Cabedelo, que converteu uma Notícia de Fato em Inquérito Civil para investigar o caso. A portaria foi assinada nesta segunda-feira (11) pelo promotor Ronaldo José Guerra.
De acordo com o documento, a denúncia foi apresentada por Alexandro Batista de Lima, que relatou que o ex-gestor teria feito pedido explícito de votos durante o evento. A conduta, segundo o Ministério Público, pode configurar ato de improbidade administrativa.
A Promotoria informou ainda que uma notificação ministerial chegou a ser expedida, mas não pôde ser entregue por falta de endereço. Diante disso, o órgão determinou que o documento seja enviado diretamente à Prefeitura de Cabedelo, onde o investigado poderá ser localizado para apresentar defesa no prazo de 15 dias.
Reservatório da Cagepa, em Campina Grande, com fissuras em sua estrutura. Jonathan Alves/TV Paraíba
Uma inspeção técnica foi iniciada nesta terça-feira (11) pela Defesa Civil nos reservatórios da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) em Campina Grande, Agreste da Paraíba. A ação acontece após o rompimento de um reservatório no bairro da Prata, registrado no último sábado (8), que vitimou uma moradora da região.
Segundo Régis Cavalcante, coordenador da Defesa Civil do Município de Campina Grande, a inspeção começou por uma provocação da população da cidade, que intensificou as denúncias sobre as possíveis más condições dos reservatórios após o rompimento registrado no bairro da Prata.
De acordo com a Defesa Civil, a população está assustada com a possibilidade de um novo rompimento e tem enviado várias fotos que mostram a situação precária dos locais.
“A Defesa Civil vem recebendo ligações da população em relação aos reservatórios e caixas desativadas. Ontem fizemos a fiscalização na R9 (reservatório que rompeu), encontramos vários problemas, e vamos continuar hoje nos Cuités. A população está com medo e assustada com o que houve na Prata”, afirmou o coordenador Régis Cavalcante.
Engenheiros e técnicos do órgão estão nos locais indicados para avaliar as condições estruturais dos reservatórios.
O órgão também deve atender à demanda do Ministério Público, que solicitou ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (CREA-PB) uma série de medidas.
Rompimento do reservatório da Cagepa: entenda o caso
Um reservatório de água rompeu na manhã deste sábado (8), no bairro da Prata, em Campina Grande, causando o desabamento de pelo menos três casas. Uma idosa morreu e outras duas pessoas ficaram feridas.
A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), responsável pelo reservatório, afirmou em nota que lamenta o acidente e manifestou pesar pela morte da idosa. Segundo a Cagepa, as circunstâncias do caso estão sendo apuradas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), retirou da pauta desta terça-feira (11/11) a votação do Projeto de Lei (PL) Antifacção.
A previsão é que a votação ocorra nesta quarta-feira (12/11), depois de fechar um texto em consenso entre o relator, Guilherme Derrite (PP-SP), e as demais lideranças partidárias.
O texto é alvo de críticas de governistas por alterar regras para atuação da Polícia Federal (PF) no combate ao crime organizado. Motta ainda deve se reunir com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para debater a proposta.
Em uma versão anterior do texto, Derrite havia determinado que a Polícia Federal só poderia atuar junto às polícias estaduais contra facções criminosas mediante pedido oficial dos governos estaduais.
Após críticas, o relator recuou e decidiu manter a competência da corporação, mas determinou que a PF deverá sempre comunicar as operações às autoridades estaduais competentes.
Veja como ficou o trecho:
“A atuação da Polícia Federal poderá compreender apoio investigativo, técnico, operacional ou informacional, e ocorrerá:
– mediante solicitação fundamentada do delegado de polícia estadual ou do Ministério Público estadual competente;
– por iniciativa própria, com comunicação às autoridades estaduais competentes”.
A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investigava o padre Danilo César, da cidade de Areial, e decidiu arquivar o caso, por entender que suas declarações não configuram crime.
O padre foi alvo de investigação após uma homilia em julho, na qual associou a fé da cantora Preta Gil em religiões de matriz afro-indígena ao seu sofrimento e morte por câncer. As falas tiveram ampla repercussão nacional e motivaram uma denúncia de uma associação que defende as religiões de matriz africana.
Com o arquivamento, o padre não enfrentará processo criminal. No entanto, o episódio segue na Justiça Cível, onde Gilberto Gil, pai da cantora, move uma ação por danos morais no valor de R$ 370 mil contra o religioso e a paróquia.
O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcos Vinícius, afirmou nesta terça-feira (11) que desconhece o prazo de 48 horas supostamente determinado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para que a empresa apresente esclarecimentos sobre o rompimento de um reservatório de água em Campina Grande, ocorrido no fim de semana.
Segundo Marcos Vinícius, a Cagepa ainda não foi oficialmente notificada sobre qualquer solicitação nesse sentido. Ele explicou que está em Campina Grande desde o último sábado, acompanhando de perto as ações após o incidente, e que a companhia recebeu apenas um outro documento do MP, referente a um processo interno aberto recentemente.
“Estou desde sábado em Campina Grande, e não fomos notificados sobre esse prazo de 48 horas. O documento que recebemos chegou ontem pela manhã e trata de outra situação. Estamos, inclusive, catalogando documentos e elaborando uma minuta de resposta para atender integralmente às solicitações do Ministério Público, como sempre fizemos”, declarou o presidente.
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