Política

Vereadores e deputados querem revogar lei que libera entrada de bebidas em eventos na PB

Fotografia do busto e braços de três pessoas, cada uma aparentemente de uma geração. Todas seguram garrafas de cerveja
O deputado estadual Fábio Carneiro pediu, nesta quinta-feira (13), a revogação urgente da lei que permite a entrada de alimentos e bebidas externos em eventos na Paraíba. O tema será votado ainda hoje na sessão da Assembleia Legislativa em Cabaceiras.

Segundo o deputado, a lei pode prejudicar financeiramente o setor de eventos, já que a venda interna de produtos é uma das principais fontes de receita para cobrir custos de estrutura, segurança e contratação de trabalhadores temporários. Ele alerta para o risco de inviabilização de eventos médios e grandes no estado.

Fábio Carneiro também aponta que estados vizinhos não têm legislação semelhante, o que pode levar produtores a transferirem seus eventos para fora da Paraíba.

O parlamentar cita ainda riscos sanitários, como alimentos sem procedência e produtos adulterados, que podem gerar responsabilizações para os organizadores.

O vereador Wamberto Ulysses, do Republicanos, afirmou que vai propor uma sessão na Câmara Municipal de João Pessoa para debater a nova lei estadual que permite ao público entrar com alimentos e bebidas comprados fora em cinemas, teatros, estádios e casas de show. Ele disse que o tema precisa ser discutido com todos os setores envolvidos.

Segundo Wamberto, qualquer proposta que impacte categorias deve ser construída com diálogo. Ele declarou que “é importante escutar os empresários, os trabalhadores e também o consumidor que possa se sentir lesado”. O vereador afirmou que quer ouvir a população “para sentir o que eles sentem na pele” e também os empresários, que, segundo ele, vivem “todo esse caos que está acontecendo de forma muito rápida”.

 

O que diz a lei
A lei sancionada garante ao consumidor o direito de levar alimentos e bebidas de fora e proíbe a venda casada. Ela permite taxa de rolha de até cinquenta por cento do valor da bebida mediante nota fiscal, mantém restrições para itens de vidro e obriga os estabelecimentos a informar os direitos do público. O descumprimento pode gerar multas, advertências e até suspensão das atividades.

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Sem categoria

QUAEST: Vantagem de Lula no 2º turno cai e presidente volta a empatar tecnicamente com Bolsonaro

 

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (13) voltou a mostrar Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, empatados tecnicamente em um eventual cenário de 2º turno em 2026.

Segundo a pesquisa, Lula tem 42% das intenções de voto em eventual 2º turno, contra 39% de Bolsonaro, que está inelegível. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

“Medir Bolsonaro, mesmo inelegível, ajuda a entender o teto de uma candidatura de oposição”, afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Além de Bolsonaro, a vantagem de Lula caiu em relação a Tarcísio de Freias (Republicanos), Ratinho Jr. (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil), Eduardo Bolsonaro (PL) e Eduardo Leite (PSD).

Na comparação com Ciro Gomes (PSDB), a vantagem de Lula oscilou quatro pontos para baixo, no limite da margem de erro. E, em relação a Michelle Bolsonaro (PL), oscilou três pontos para baixo, dentro da margem. Já Renan Santos (Missão) aparece pela primeira vez neste levantamento, e não é possível traçar um comparativo.

No 2º turno, a vantagem de Lula para os demais concorrentes:

  • Jair Bolsonaro (PL): caiu de 10 para 3 pontos entre outubro e novembro, passando de vitória do petista para empate técnico;
  • Ciro Gomes (PSDB): variou de 9 para 5 pontos;
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): caiu de 12 para 5 pontos;
  • Ratinho Júnior (PSD): caiu de 13 para 5 pontos;
  • Romeu Zema (Novo): caiu de 15 para 7 pontos;
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): caiu de 15 para 7 pontos;
  • Michelle Bolsonaro (PL): variou de 12 para 9 pontos;
  • Eduardo Bolsonaro (PL): caiu de 15 para 10 pontos;
  • Eduardo Leite (PSD): caiu de 23 para 13 pontos;
  • Renan Santos (Missão): é de 17 pontos (nome pesquisado pela 1ª vez).

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 6 e 9 de novembro e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

G1

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Brasil

PESQUISA GENIAL/QUAEST: 59% dizem que Lula não deveria tentar reeleição em 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (13), 59% dos brasileiros acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria se candidatar à reeleição.

O número voltou a subir após uma leve melhora registrada no mês de outubro, quando 56% dos entrevistados eram contrários a uma nova candidatura. Em contrapartida, 38% afirmam que Lula deveria tentar um novo mandato.

Foto: Genial/Quaest

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de novembro, com 2.004 entrevistados de 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

Ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto é preso pela PF por descontos ilegais em aposentadorias

O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. — Foto: Divulgação/INSS

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto foi preso nesta quinta-feira (13) durante operação da Polícia Federal (PF) que investiga o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

Stefanutto foi demitido do cargo em abril, após ser afastado da função quando o escândalo de fraudes ao órgão se tornou público.

As investigações revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, que foram realizados no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

O ex-presidente do INSS é alvo de um dos 10 mandados de prisão cumpridos nesta quinta, em nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Forças de segurança também cumprem 63 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados: Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Os alvos são investigados pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

g1

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Paraíba

Federação aciona justiça contra lei que libera entrada de alimentos e bebidas em eventos na Paraíba

De acordo com o autor da proposta, o deputado Taciano Diniz (União Brasil), a lei proíbe casas de shows, cinemas e arenas esportivas de impedir o ingresso de consumidores com alimentos e bebidas comprados fora do local.

Na ação, a FBHA argumenta que a norma compromete a segurança alimentar, infringe a competência legislativa da União e desestrutura economicamente os setores afetados. A federação alerta para impactos diretos em eventos de grande porte já programados no estado, como o Fest Verão e o Verão Lovina, além de citar riscos operacionais e sanitários.

A entidade também contesta o limite de 50% para a cobrança do “preço de rolha”, afirmando que a lei desrespeita normas federais e transfere responsabilidades indevidas aos organizadores.

BG com Maurílio Júnior

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Economia

Nova regra tributária pode reduzir capital de giro das empresas a partir de 2026

Foto: Reprodução

A partir de 2026, uma mudança prevista na reforma tributária deve alterar a forma como as empresas recolhem impostos e, segundo especialistas, pode ter forte impacto no capital de giro do setor produtivo. Trata-se do split payment, mecanismo que prevê o recolhimento automático dos tributos a cada transação comercial — e não mais de forma mensal.

A informação é da coluna da Andreza Matais, do Metrópoles. Na prática, o valor devido será transferido diretamente ao governo no momento da operação, impedindo que o dinheiro permaneça temporariamente com a empresa. Especialistas consideram a medida uma “bomba de nêutrons na atividade econômica”, pois reduz a liquidez das companhias e aumenta seus custos operacionais.

“Esse novo modelo retira das empresas a possibilidade de usar os recursos do tributo até a data de pagamento, o que compromete o capital de giro e altera toda a dinâmica financeira dos negócios”, explica o professor de Direito da USP, Fernando Facury Scaff. Ele também prevê um aumento nas disputas judiciais entre contribuintes e o Fisco.

A Receita Federal, por sua vez, defende que o sistema ajudará a reduzir a sonegação fiscal e argumenta que, diferentemente da Europa — onde o modelo foi abandonado —, o Brasil possui infraestrutura bancária mais automatizada, o que garantiria o funcionamento da medida.

Com informações do Metrópoles

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Política

Senadores e ministros do STF veem recado a Lula sobre Messias em aprovação apertada de Gonet

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A recondução de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República (PGR), com 45 votos a 26, acendeu um sinal de alerta no Palácio do Planalto. O placar, um dos mais apertados desde a redemocratização, foi visto por aliados do governo e por ministros do STF como um recado direto sobre a resistência que Jorge Messias, atual advogado-geral da União, pode enfrentar ao ser indicado para a Corte.

A disputa expôs o peso político do grupo comandado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tem papel central nas sabatinas do Senado. Sem o apoio dele e de sua base, a aprovação de Messias dificilmente alcançaria os 41 votos necessários. Mesmo assim, Lula tem reafirmado confiança no nome do ministro e pretende intensificar a articulação com senadores nas próximas semanas.

Nos bastidores, governistas tentam minimizar o resultado e apontam o cenário atual do Senado como reflexo da fragmentação entre oposição, centrão e base aliada. Já líderes oposicionistas destacam que o desempenho de Gonet — mesmo sem uma mobilização ampla — mostra força suficiente para dificultar novas indicações do Executivo.

Integrantes do centrão admitem que a votação de Messias pode se transformar em uma disputa ainda mais acirrada, com negociações envolvendo aliados de André Mendonça e possíveis acordos entre bancadas. Para ministros do STF, o recado foi claro: o governo precisará calibrar a articulação política se quiser garantir maioria na próxima votação.

Com informações da Folha de S.Paulo

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Polêmica

Promotores de eventos cancelam shows e cobram revogação de lei que libera bebidas em shows

A lei que libera a entrada de pessoas com bebidas e alimentos em eventos na Paraíba tem sido criticada por produtores culturais. O presidente da Associação Brasileira de Promotores de Eventos, Doreni Caramori, avaliou a legislação como “uma afronta à iniciativa privada” e uma tentativa de “se apropriar de uma política pública”.

“A categoria não só observou como uma afronta a iniciativa privada, mas também uma tentativa do governo se apropriar da política pública, se apropriar de decisões que são meramente da iniciativa privada. E o principal, a categoria entende que não há nenhuma relação entre o que foi previsto em lei do que o problema que a justificou”, avaliou Doreni.

Sobre a lei ser um dispositivo para coibir a venda casada e os altos preços das bebidas, conforme justificou o autor deputado Taciano Diniz (União), Doreni alegou que a medida fere o direito constitucional do livre mercado.

“Eu também gostaria de ter um controle do valor da gasolina, um controle do valor de um automóvel, de uma televisão. Quem estabelece controle no livre mercado é o mercado. Nossa constituição prevê a existência do livre mercado. Se o consumidor tá satisfeito com aquele preço, ele vai e compra. Se ele não tá satisfeito, ele não compra. Se ele tá muito insatisfeito, ele nem vai no evento”, disse o presidente.

Os produtores de eventos entendem que o principal prejudicado com a legislação é o consumidor e acreditam que a proposta pode ter impacto negativo na economia da Paraíba.

“Eu acho que tem algumas consequências, mas a primeira delas é o cancelamento de inúmeros eventos. O estado está trabalhando e a gente reconhece, está trabalhando para incrementar o número de eventos. Mas aí vai fazer o efeito contrário não tendo eventos, vai ter um impacto negativo na economia. E ao consumidor, mais ainda, porque o consumidor que o estado pensa que gostaria de levar o seu produto no evento, não vai ter o evento para levar o produto”, complementou Doreni.

A lei sancionada pelo governador João Azevêdo (PSB) permite a entrada de pessoas com bebidas e alimentos em cinemas, teatros, estádios esportivos, parques de diversões, arenas esportivas e arenas de shows da Paraíba. A proposta foi de autoria do deputado Fabiano Diniz.

Categoria vai tentar reverter a lei

Doreni explicou que os produtores vão tentar a reverter a lei dialogando com o governador João Azevêdo e os deputados paraibanos. Porém, caso não haja mudanças, a Associação deve judicializar o caso.

“Eu tenho certeza que a Assembleia, o governador que sancionou não tem compromisso com equívoco, pode acontecer de ter feito uma escolha diferente e podem revisar isso. Eu já tenho notícia inclusive que há deputados querendo entrar com com medidas legislativas para isso. Eu entendo que o primeiro caminho é o diálogo”, citou.

“Se não houver condição de diálogo, não há outra forma a não ser entrar com ações judiciais, especialmente porque há uma série de preceitos constitucionais que são afrontados por essa medida”, concluiu Doreni Caramori.

Shows são cancelados

Depois da sanção da lei, alguns eventos começaram a ser cancelados em João Pessoa e Campina Grande. Produtores ameaçam, inclusive, suspender os festivais de verão na Capital.

MaisPB

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Trânsito

TRÂNSITO ALTERADO: Novo binário será instalado perto da ponte que liga HU ao Altiplano

Obra para ligar o Hospital Universitário ao bairro de Altiplano – Foto: DER

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) vai implantar a partir desta quinta-feira (13) um novo binário para os motoristas que transitam por Altiplano, em João Pessoa. A medida visa facilitar o tráfego no local onde será inaugurada a ponte que liga o Hospital Universitário ao bairro.

Com as mudanças, a Rua Severino Ennes de Tayde vai passar a funcionar no sentido Altiplano/UFPB, e a Rua Arthur Enedino dos Anjos na direção contrária.

O diretor de operação da Semob-JP, Sanderson Cesário, explicou que a Autarquia vai enviar agentes para região, que vão orientar os condutores sobre as alterações.

“Nós vamos estar com agentes de mobilidade nos próximos dez dias orientando a população”, citou o diretor.

O Departamento de Estradas e Rodagens da Paraíba (DER-PB) estima que a obra da ponte será entregue até o fim de novembro.

Veja mudança

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Brasil

VÍDEO: Flávio Bolsonaro acusa Gonet de conluio com STF durante sabatina: “Não tem vergonha?”

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Durante a sabatina para recondução ao cargo de procurador-geral da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou Paulo Gonet de agir em conluio com o Supremo Tribunal Federal e questionou se ele “não tem vergonha”. Flávio afirmou que o PGR participa de uma “farsa” e estaria colaborando com a “perseguição de inocentes”.

“O senhor não tem vergonha? Esse conluio, esse jogo combinado, essa farsa. E o senhor colaborando com a perseguição de pessoas inocentes. O senhor não se sente mal de fazer isso, não? Tudo isso que o senhor está fazendo em conluio com o Supremo é nulo em um Estado democrático de direito”, afirmou Flávio.

Gonet é avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para permanecer por mais dois anos no cargo. Se aprovado, seu nome ainda será votado no plenário.

Flávio também acusou o PGR de interferir nas competências do Congresso ao afirmar que uma eventual anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 seria inconstitucional. Para o senador, Gonet tenta impedir que o Congresso avalie pedidos de impeachment de ministros do STF.

Gonet respondeu dizendo que a decisão sobre anistia é do Congresso e reconheceu a competência dos parlamentares, mas destacou que o tema gera controvérsia jurídica.

Veja o trecho abaixo:

 

Com informações de Metrópoles e O Povo

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