Paraíba

Escândalo do Padre Zé: “Prato Cheio foi um prato cheio para quem queria desviar recurso”, diz MP


					Escândalo do Padre Zé: "Prato Cheio foi um prato cheio para quem queria desviar recurso", diz MP

“Esse programa Prato Cheio foi um prato cheio para quem queria desviar recurso”. A afirmação é do Procurador de Justiça Luís Nicomedes, do Ministério Público, durante o julgamento desta quarta-feira (27) no Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba, que tornou réus dois ex-secretários do Estado, o padre Egídio de Carvalho e mais 13 pessoas.

Na denúncia, o MP aponta um suposto pagamento de propina aos ex-auxiliares do Governo João Azevêdo, Tibério Limeira e Pollyanna Werton, além de pagamentos indevidos a ex-diretores do Hospital Padre Zé e servidores da Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado.

“Mercadoria”, “quilograma”, “encomenda” e “documentos” seriam alguns dos termos usados para fazer referência aos pagamentos, conforme o MP.

Mas a tese sustentada pelo Gaeco não se resume aos supostos repasses indevidos. Os investigadores apontaram também falhas na fiscalização e execução do Programa Prato Cheio, o que teria contribuído para os desvios. Desde a contratação das empresas até a falta de acompanhamento na distribuição dos alimentos.

No período compreendido entre 2021 e 2023 foram firmados 14 (quatorze) Termos de Colaboração para o Programa Prato Cheio, com vigência de até 06 meses, totalizando recursos liberados de R$ 21.124.000,00 (vinte e um milhões e cento e vinte e quatro mil reais), abrangendo ações nos municípios de João Pessoa, Guarabira, Campina Grande, Pombal e Cajazeiras.

“Nota-se uma prevalência/hegemonia das empresas vinculadas a KILDENN TADEU como fornecedoras dos itens ligados ao programa PRATO CHEIO – ALGUMAS INCLUSIVE CRIADAS NO ANO DE PARTICIPAÇÃO -, cujo montante total (apenas nos mencionados Termos de Colaboração) alcançou o montante de R$ 18.424.000,00 (dezoito milhões e quatrocentos e vinte e quatro mil reais)”, relata a denúncia.

Em uma outra denúncia o Gaeco aponta desvios superiores a R$ 10 milhões no programa do Governo estadual.

Outro lado

Durante o julgamento os advogados dos investigados Tibério Limeira, Pollyanna Werton e padre Egídio de Carvalho pediram a nulidade do procedimento e o não recebimento da denúncia. Eles alegaram cerceamento de defesa e possíveis vícios no armazenamento de provas.

As defesas também questionaram que a denúncia não tinha a assinatura do procurador geral de justiça, tese refutada pelo relator e demais membros do TJ. Eles lembraram que a legislação possibilita a delegação da atuação do PGJ para grupos especializados do Ministério Público – como é o caso do Gaeco.

Os advogados de Pollyanna Werton também afirmaram que ela irá provar ser inocente no decorrer do processo. A defesa de Tibério não se manifestou após o recebimento da denúncia, mas na época em que ela foi apresenta ele considerou que os elementos apresentados pelo MP são frágeis.

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Brasil

Deputado petista terá de indenizar Bolsonaro por foto com IA

Foto: Kayo Magalhães

O deputado Rogerio Correia (PT-MG) foi condenado na quarta-feira (27) a indenizar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em R$ 20 mil após adulteração de foto com inteligência artificial. Na publicação das redes sociais, feita em fevereiro deste ano, o parlamentar apontava proximidade e participação do antigo chefe do Executivo no escândalo do Banco Master.

O deputado removeu o conteúdo das redes sociais, mas a equipe jurídica de Bolsonaro afirmou que a exclusão “não afastou o dano”, pois a circulação da postagem já havia afetado sua “honra e imagem”. Por outro lado, Correia defendeu a liberdade de expressão e disse que “a manifestação ocorreu em contexto de debate público” sobre uma crítica política.

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Paraíba

Relatório aponta contaminação por esgoto, risco sanitário e degradação ambiental na Bica

MPPB constata irregularidades na Bica e ajuíza ação contra Município, Cagepa e Sudema

Na ação, o órgão ministerial afirma que relatórios técnicos, pareceres e fiscalizações realizadas por diferentes órgãos públicos revelaram uma situação persistente de irregularidades no parque, incluindo contaminação por esgoto doméstico, descarte inadequado de resíduos contaminados, infiltrações em áreas veterinárias e deficiência na estrutura destinada aos animais.

O processo tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital e foi proposto pelo promotor de Justiça Edmilson de Campos Leite Filho, responsável pela área ambiental.

Esgoto

Segundo o Ministério Público, a Sudema identificou sinais de severa contaminação hídrica dentro da Bica, com indícios de lançamento irregular de esgoto entre os pontos de nascente e a lagoa do parque. O relatório técnico aponta ainda suspeitas de ligações clandestinas de esgoto no entorno da unidade ambiental, elevando os riscos de proliferação de doenças transmitidas pela água.

A investigação também constatou deficiência estrutural no sistema de esgotamento sanitário interno do parque. De acordo com o MP, não há mapeamento completo da rede de esgoto, existem tubulações expostas e improvisadas, além da ausência de identificação clara sobre o destino final dos efluentes produzidos na área.

Resíduos veterinários

Outro ponto considerado grave pelo Ministério Público envolve o gerenciamento de resíduos contaminados do ambulatório veterinário. Conforme a ação, resíduos infectantes estariam sendo recolhidos manualmente por funcionários e encaminhados informalmente para outra unidade de saúde, sem rastreabilidade documental ou comprovação de destinação ambiental adequada.

Além disso, os órgãos técnicos identificaram acúmulo irregular de resíduos sólidos próximos à lagoa da Bica, situação agravada pela ausência de barreiras físicas eficientes entre o parque e áreas externas, o que facilitaria o descarte clandestino de lixo.

As vistorias também apontaram infiltrações, mofo e umidade em setores sensíveis do ambulatório veterinário, incluindo salas de procedimentos e recuperação animal. Segundo o MP, os problemas comprometem as condições mínimas de salubridade para animais, servidores e colaboradores.

Nos recintos destinados a animais em tratamento, isolamento e reabilitação, foram encontradas inadequações estruturais e falhas no controle térmico, especialmente em espaços destinados a répteis.

A ação ainda destaca problemas no sistema de segurança do parque. De acordo com os relatórios anexados ao processo, a maior parte das câmeras de vigilância estaria inoperante, comprometendo o monitoramento interno, a proteção dos animais e a resposta a situações como invasões, fugas e furtos.

Para o Ministério Público, o conjunto de irregularidades demonstra um “quadro estrutural de degradação ambiental, deficiência sanitária e inadequação operacional incompatível com a finalidade institucional” da Bica.

O MPPB pede que a Justiça determine medidas emergenciais e estruturais para regularização do parque, incluindo recuperação ambiental da lagoa, adequação do sistema de esgotamento sanitário, melhoria dos recintos animais, monitoramento contínuo da água, implantação de medidas de biossegurança e reativação do sistema de vigilância.

Além disso, o órgão requer a condenação da Prefeitura de João Pessoa, Sudema e Cagepa ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em razão da persistência dos problemas apontados na ação.

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Brasil

Neymar tem lesão confirmada e pode ficar de fora da estreia do Brasil na Copa

Neymar desabafa após derrota do Brasil na Copa do Mundo

O médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, confirmou uma lesão grau 2 na panturrilha de Neymar, estimando um tempo de recuperação de duas a três semanas. A lesão foi detectada após exames na Granja Comary e exclui o atacante dos amistosos contra Panamá e Egito. A CBF espera que Neymar esteja apto para o jogo contra o Egito em 6 de junho, visando a estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 contra Marrocos.

Antes das coletivas de Casemiro e Weverton, o médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, deu atualizações sobre a contusão de Neymar, sofrida no último dia 17. O doutor confirmou uma lesão grau 2 na panturrilha do atacante e também informou que ele está fora de atividade de duas a três semanas.

“A atualização sobre o jogador Neymar, ele se apresentou ontem aqui na Granja, fez todos os exames médicos, os exames complementares e terminamos com uma ressonância magnética que identificou uma lesão muscular grau 2 na panturrilha, não apenas uma edema. O atleta segue em tratamento e a nossa expectativa é que num prazo de 2 a 3 semanas ele esteja liberado”, disse Rodrigo Lasmar.

O diagnóstico praticamente tira Neymar dos dois amistosos de preparação da seleção brasileira, contra Panamá, dia 31, e Egito, dia 6. Agora, o craque brasileiro corre contra o tempo para se recuperar a tempo da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, contra Marrocos, no dia 13 de junho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

O Globo

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Política

ATLAS/INTEL: Hugo Motta tem a segunda pior avaliação entre políticos brasileiros

Motta afirma que aprovação da PEC 6x1 será a maior entrega da Câmara para a classe trabalhadora - Notícias - Portal da Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aparece com uma das piores avaliações entre os políticos, segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quinta-feira (28).
O paraibano fica atrás apenas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, onde 83% dos entrevistados dizem ter imagem negativa e só 2% afirmam ter imagem positiva. Em relação a Hugo Motta, 82% afirmam ter percepção negativa do presidente da Câmara, e 4%, positiva.
A AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.032 pessoas de 13 a 18 de maio de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06939/2026. O estudo custou R$ 75 mil e foi pago com recursos próprios.
Na outra ponta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 48% de avaliação positiva, seguido do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ambos com 45%.
Bolsonaro
Jair Bolsonaro (PL) e a sua mulher, Michelle Bolsonaro, têm avaliações semelhantes. Ambos receberam respostas positivas por 40% dos entrevistados, mas o ex-presidente tem 56% de avaliação negativa, saldo de -16, e a ex-primeira-dama tem a percepção negativa de 55%, saldo de -15.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 38% de avaliação positiva e 59% de percepção negativa, com saldo de -21.
Poder360

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Política

Senado quer protagonismo no debate sobre o fim da escala 6×1

ALCOLUMBRE

O Senado quer imprimir sua própria marca na tramitação do fim da escala 6×1. Interlocutores do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, afirmam que, em meio às desconfianças sobre sua posição diante dos ruídos com Lula, ele ainda não sinalizou um calendário de votação, mas a intenção é levar o texto adiante. O Senado, porém, não quer apenas chancelar a proposta aprovada pela Câmara.

O discurso entre senadores é que os “louros” da aprovação da matéria, com alto apoio popular, segundo pesquisas, não podem ficar apenas com deputados. Por isso, a ideia é que seja inserida alguma mudança no texto para que possa ser atribuída aos senadores. Pesa nessa estratégia o fato de dois terços das vagas na Casa estarem em disputa, além de senadores que devem disputar governos estaduais.

Alcolumbre ainda não deu pistas sobre calendário de análise da PEC. O governo tem tentado avançar no diálogo com ele, especialmente por meio do ministro José Guimarães (Relações Institucionais). Aliados do presidente do Senado avaliam que ele deve botar a proposta em votação antes das eleições, como deseja o governo.

Pressão contrária à votação também já está em curso. Na terça-feira (27), o presidente do Senado recebeu um grupo de empresários pedindo para que ele pelo menos postergasse a análise da matéria. Segundo interlocutores, Alcolumbre não tem se posicionado nas conversas. Ele tem dito que vai escutar todos os lados e depois tomar uma decisão.

R7

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Política

FIM DA ESCALA 6×1: Veja como votaram os deputados paraibanos

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1 em dois turnos de votação.

No primeiro turno, o texto foi aprovado por 472 votos a favor e 22 contrários. No segundo turno, o placar foi de 461 a 19. Com a decisão, o tema avançou na Casa após ampla maioria dos parlamentares.

Na Paraíba, todos os deputados federais presentes votaram a favor da proposta.

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Política

RealTime Big Data: Na PB, Lucas Ribeiro (PP) venceria Cícero Lucena (MDB) em eventual 2º turno; veja números

A pesquisa RealTime Big Data divulgada hoje (27) aponta que, na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) venceria Cícero Lucena (MDB) em um eventual 2º turno, com 39% a 34%. Em outro cenário de 2º turno, Lucas Ribeiro aparece com 44% contra 26% de Efraim Filho (PL). Já Cícero Lucena teria 41% contra 29% de Efraim Filho. No 1º turno estimulado, Lucas Ribeiro marca 30%, Cícero Lucena 28% e Efraim Filho 19%. Na espontânea, Lucas Ribeiro e Cícero Lucena têm 11% cada, e 55% dizem não saber/não responder.

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Brasil

Como funciona a PEC do fim da escala 6×1 aprovada na comissão especial da Câmara

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo da PEC que trata da chamada escala 6×1 e da jornada de trabalho no Brasil. O texto segue agora para análise no plenário da Câmara.

A proposta, relatada pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovada por 34 votos a favor e 4 contrários, todos da oposição.

A PEC altera regras constitucionais sobre jornada de trabalho, reduzindo o teto semanal e criando um novo modelo de organização de folgas e transição de regras.

Como funciona a PEC 

A proposta traz mudanças graduais e regras específicas para diferentes tipos de contrato e categorias. Veja os principais pontos:

Redução da jornada

  • O teto constitucional de jornada semanal passa de 44 para 40 horas
  • A mudança não implica redução salarial, mesmo com menos horas trabalhadas

Fim da escala 6×1

  • Institui dois dias de descanso por semana
  • Um dos dias de folga deve ser preferencialmente aos domingos

Transição das novas regras

  • Implementação total em até 14 meses
  • Redução gradual da jornada:
  • 2 horas a menos em até 60 dias após a promulgação
  • Mais 2 horas reduzidas após 1 ano

Salários e direitos

  • Não haverá redução salarial proporcional à nova jornada
  • Categorias com jornadas inferiores a 40 horas não serão afetadas
  • Acordos coletivos seguem válidos para ajustes específicos

Contratos públicos

  • Contratos em vigor terão até 1 ano para se adequar
  • Adaptação será feita por meio de aditamentos
  • Regras variam conforme o prazo restante de cada contrato

MEIs e pequenas empresas

  • Prevê lei complementar futura para regras de transição
  • Possível aumento de teto do MEI
  • Flexibilização para contratação de mais de um funcionário

Próximos passos

Após aprovação na comissão especial, a PEC segue para o plenário da Câmara dos Deputados. Para avançar, o texto precisa do apoio de 3/5 dos parlamentares em dois turnos de votação. Depois, ainda passa pelo Senado Federal.

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Brasil

Governistas pedem vista e comissão da Câmara adia votação de PEC da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados adiou nesta quarta-feira (27) a votação da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

O adiamento ocorreu após pedido de vista apresentado pelas deputadas Erika Kokay, Sâmia Bomfim, Talíria Petrone e pelo deputado Orlando Silva. A nova previsão de votação é 3 de junho.

A proposta prevê que jovens a partir de 16 anos possam responder criminalmente no sistema prisional comum. Atualmente, menores infratores cumprem medidas socioeducativas por até três anos.

O relator, Coronel Assis, apresentou parecer favorável ao texto principal e a outras PECs apensadas que tratam do tema.

A CCJ analisa apenas a constitucionalidade da proposta. Se aprovada, a PEC seguirá para uma comissão especial e depois para votação no plenário da Câmara, onde precisará de ao menos 308 votos favoráveis em dois turnos.

O Partido dos Trabalhadores é contra a proposta e argumenta que a redução da maioridade penal não reduz a violência e pode aumentar a reincidência e o fortalecimento de organizações criminosas.

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