
A violência contra pessoas negras e mulheres apresentou redução na Paraíba ao longo da última década, segundo os dados do Atlas da Violência 2026. Apesar da queda nos índices, os números ainda revelam cenários persistentes de desigualdade, vulnerabilidade social e concentração da violência entre grupos historicamente mais expostos.
Produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Atlas da Violência reúne dados oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos do Ministério da Saúde. O levantamento considera os registros entre 2014 e 2024 e busca subsidiar políticas públicas baseadas em evidências.
Pessoas negras seguem como maioria das vítimas
Mesmo com redução nos índices da violência letal, pessoas negras continuam sendo as principais vítimas de homicídios no Brasil.
Em 2024, o país registrou 32.820 homicídios de pessoas negras, número que representa 77% de todos os assassinatos contabilizados no período. Na prática, quase 90 pessoas negras foram assassinadas por dia no Brasil ao longo do último ano analisado.
Na Paraíba, o número de homicídios contra pessoas negras caiu de 1.342 casos em 2014 para 925 em 2024, redução de 31,1% na década.
Em relação às taxas, a queda foi ainda maior. O estado saiu de 54,8 homicídios por 100 mil habitantes negros em 2014 para 34,1 em 2024, redução de 37,8%, percentual superior ao registrado nacionalmente no mesmo período, que foi de 30,4%.
No Nordeste, a Paraíba aparece como o 5º estado com menor número de homicídios de pessoas negras registrados em 2024. Já no comparativo da última década, o estado foi o 4º da região com maior redução proporcional desses crimes.


Foto: Reprodução


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