Copa do Mundo

6×2: Brasil deslancha com reservas, goleia Panamá e pega embalo rumo à Copa

Vini Jr e Casemiro comemoram gol do Brasil em amistoso contra o Panamá, no Maracanã
Vini Jr e Casemiro comemoram gol do Brasil em amistoso contra o Panamá, no Maracanã Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

A seleção brasileira se despediu do Brasil embalada por uma goleada por 6 a 2, hoje, sobre o Panamá, no amistoso disputado no Maracanã.

Os gols foram marcados por Vini Jr e Casemiro — na leva do primeiro tempo. No segundo, Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos transformaram o jogo em goleada.

Os gols panamenhos foram de Murillo e Harvey. O primeiro, em uma jogada de azar para o Brasil, já que a bola desviou na barreira e tirou Alisson do lance.

Mais do que o resultado, si, a torcida que embalou a seleção pôde ver jogadores que saíram do banco e tem potencial de dar um molho diferente ao time de Ancelotti. Tem gente pedindo passagem.

O técnico da seleção fez questão que todos os jogadores de linha disponíveis atuassem. Logo no intervalo, fez dez substituições, o que ajudou a mudar a cara do Brasil na etapa final.

A goleada diante de um time mais fraco é importante, mas o jogo deixa algumas questões para Ancelotti resolver, pensando no time titular. A atuação do primeiro tempo passou longe de ser empolgante, apesar do 2 a 1 na saída para o intervalo.

A delegação brasileira embarca amanhã à noite para os Estados Unidos. E o próximo compromisso do Brasil é no sábado, em Cleveland: o amistoso contra o Egito. A estreia na Copa é contra o Marrocos, dia 13, em Nova Jersey.

Vini Jr. a mil

No estádio em que se sente tão bem, diante de 72 mil presentes, Vini Jr. começou a mil por hora. O homem tava on fire.

O desenho do Brasil

O Brasil colheu os frutos de um início bem acelerado. Vini começou atuando bem aberto pela esquerda quando o Brasil recuperava a posse.

Sem bola, partia para o meio, formando o 4-4-2 que tinha ele e Raphinha como homens mais adiantados. Matheus Cunha fez a recomposição pela esquerda.

Apesar de levar o gol muito rápido, o Panamá aos poucos conseguiu se acomodar melhor no jogo. O time visitante teve espaço para trabalhar a bola no ataque e conseguiu até girar a bola bastante.

Mas o gol de empate apareceu em um lance fortuito, de azar para o lado brasileiro. Ainda eram 13 minutos do primeiro tempo quando Murillo bateu falta de média distância, a bola desviou em Cunha e matou Alisson. 1 a 1.

Uma minoria da torcida brasileira, no setor Sul, achou que o goleiro falhou e chegou a vaiar o goleiro nos instantes seguintes. A galera dessa mesma área, onde costumam ficar os torcedores rivais do Flamengo, tinha vaiado Léo Pereira pouco antes, após uma perda de bola perigosa.

Vai engrenar?

O Brasil entrou em uma fase estranha no jogo. Acelerava demais, tentando verticalizar o jogo com os velocistas da frente. Raphinha teve duas oportunidades, perdeu ambas. Luiz Henrique ficou mais sumido, sem dar aquela injeção de gás de quando entrou no segundo tempo de jogos recentes pelo Brasil.

Wesley tentou dar profundidade, fazendo ultrapassagens pela direita. Mas a chave do jogo estava mesmo na esquerda, com Vini Jr.

Depois de uma jogada individual na ponta, ele trouxe para o meio e bateu cruzado. No meio do caminho, tinha a cabeça de Casemiro, que desviou levemente para o gol.

No campo, a arbitragem chegou a marcar impedimento. Mas o VAR confirmou que o pé do defensor dava condição. O gol aos 38 do capitão brasileiro no jogo foi validado.

Oi, boa noite, teve gol do Rayan

Ancelotti avisou e cumpriu: mudou o time todo, praticamente para a volta do segundo tempo. Só Léo Pereira ficou em campo o tempo todo, porque dois zagueiros da seleção estavam na final da Champions League e não se apresentaram ainda.

Mas da galera que formou o segundo pelotão da seleção, quem caiu nas graças de vez foi outro que conhece bem o Rio de Janeiro: Rayan.

A torcida puxou o coro: “Oi, boa noite, será que vai ter gol do Rayan hoje?”. Teve. E de um jeito muito bonito. Ele aproveitou o erro de passe do goleiro na saída de bola, recuperou na ponta direita e, mesmo à distância, acertou um chute que encobriu Mosquera, fazendo 3 a 1 aos 8 minutos do segundo tempo.

Virou goleada

A dinâmica com o novo time do segundo tempo ficou explícita na construção do quarto gol do Brasil, em jogada coletiva. O corta-luz de Danilo (Santos, o volante) deixou a bola na pinta para Paquetá acertar um belo chute de folra da área.

Quatro minutos depois, ainda aos 17 da etapa final, veio o quinto gol. Igor Thiago sofreu pênalti ao ser derrubado pelo goleiro. Ele mesmo bateu e saiu para o abraço. Foi o segundo gol dele pela seleção, ambos de pênalti.

Para além dos gols, o Brasil com os reservas mostrou mais controle do meio-campo. Paquetá foi quem ocupou a vaga de Matheus Cunha e é um especialista da posição. Tem também como característica trabalhar melhor o jogo pelo meio, sem verticalizar tanto, como o camisa 9 fez na etapa inicial. Sem a bola, quando não era Paquetá aberto pela esquerda, o Brasil tinha Danilo Santos.

O Brasil não parou por aí. De novo Paquetá e Danilo se entendendo bem. Só que no sexto gol, foi o volante do Botafogo quem marcou (assim como fizera contra a Croácia).

O Panamá, apesar de frágil, mostrou que não abandonou completamente o jogo após tantas substituições também do seu lado. Harvey fez o segundo panamenho, já aos 38 minutos, com um belo chute, sem chance para Ederson.

Ao fim, com alguns sustos, acabou sendo a festa, com placar elástico, que a seleção queria para pegar embalo rumo à Copa do Mundo.

Quem não passou esquecido foi Neyar. Coma goleada da seleção já definida, o Maracanã gritou: “Olê, olê, olá, Neymar, Neymar”. Recado para o futuro, após a recuperação do jogador que está com lesão grau 2 na panturrilha direita e viu o jogo do estádio.

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Brasil

MPF abre inquérito para investigar atuação do governo Lula na fiscalização das bets

Foto: Arte Mesp/reprodução .gov

O MPF abriu um inquérito para investigar como estão as políticas de fiscalização das apostas online pelo governo Lula.

A investigação começou a partir de um procedimento administrativo destinado a averiguar as rotinas adotadas pelo Ministério da Fazenda para fiscalizar o cumprimento das Leis nº 14.790/2023 e nº 13.756/2018 pelas empresas exploradoras de apostas de quota fixa.

Além do aspecto regulatório, o inquérito, com duração de um ano, busca verificar a eficácia do sistema público de saúde no tratamento e prevenção do jogo patológico.

Veja

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Paraíba

Paraíba registra mais de 70 homicídios de mulheres em 2024; negras são maioria

A Paraíba registrou 71 homicídios de mulheres em 2024, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgados nesta terça-feira (26). O estado apresentou taxa de 3,4 mortes para cada 100 mil mulheres, índice igual à média nacional.

O levantamento é produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e reúne indicadores de violência letal em todo o país.

Apesar do número de casos, o relatório aponta queda nos homicídios de mulheres na Paraíba nos últimos anos. Em comparação com 2023, houve redução de 10,1% na taxa de mortalidade feminina no estado. Já no acumulado entre 2014 e 2024, a diminuição foi de 39,3%, acima da média nacional, que registrou queda de 27,7% no mesmo período.

Mulheres negras são maioria das vítimas

Os dados do Atlas também mostram desigualdade racial nos casos de violência letal contra mulheres na Paraíba. Em 2024, 54 mulheres negras foram assassinadas no estado. A taxa foi de 4 homicídios para cada 100 mil mulheres negras, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior.

Entre as mulheres não negras, foram registradas 12 mortes, com taxa de 1,6 homicídio por 100 mil mulheres.

Segundo o estudo, mulheres negras têm risco 2,5 vezes maior de serem vítimas de homicídio na Paraíba em comparação com mulheres não negras.

Na comparação regional, a Paraíba apresentou taxa inferior à de outros estados do Nordeste. Enquanto o estado registrou 3,4 mortes por 100 mil mulheres, o Ceará teve índice de 5,7. Pernambuco e Bahia registraram taxa de 5,4.

Mesmo assim, o índice paraibano ainda é mais que o dobro do registrado em São Paulo, estado com a menor taxa do país, de 1,5 homicídio por 100 mil mulheres.

Dados sobre idosos, indígenas e crianças

O Atlas da Violência também trouxe indicadores relacionados a outros grupos vulneráveis na Paraíba.

Entre as mulheres idosas, o estado registrou taxa de 2,1 internações por agressão para cada 100 mil habitantes no sistema de saúde. Ao todo, foram contabilizados 49 homicídios de idosos, considerando homens e mulheres.

Em relação à população indígena, a Paraíba registrou um homicídio de pessoa indígena em 2024, sem detalhamento sobre o sexo da vítima.

No recorte da violência infantil, o levantamento apontou três homicídios de crianças de 0 a 4 anos e seis homicídios de crianças entre 5 e 14 anos, considerando meninos e meninas.

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Brasil

PREJUÍZO: Infiltração de facções criminosas em setores formais da economia tira R$ 39 bilhões por ano da indústria brasileira e eleva risco de sanção dos EUA

Agentes da Polícia Federal em galpão no Rio onde funcionava uma fábrica clandestina de cigarros — Foto: Reprodução / TV Globo

A infiltração de facções criminosas na economia formal já causa prejuízos estimados em R$ 39 bilhões por ano à indústria brasileira, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa, realizada com 1.398 empresas de 32 segmentos industriais, aponta que 31% das companhias sofreram impactos de atividades ilícitas nos últimos dois anos, como roubo de cargas, contrabando, falsificação e sonegação fiscal.

Investigações recentes revelaram a atuação de organizações criminosas em setores como combustíveis, mercado financeiro, construção civil, transporte, apostas online, hotelaria, varejo, mineração, agronegócio e operações portuárias.

O Ministério Público de São Paulo estima que apenas o PCC movimente até R$ 12 bilhões por ano em atividades econômicas. O alerta ganhou força após os Estados Unidos classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Especialistas ouvidos pela reportagem do jornal O Globo avaliam que a medida pode aumentar exigências de compliance, elevar custos para empresas brasileiras e ampliar o risco de sanções para negócios com exposição ao mercado americano.

Para representantes do setor produtivo, o avanço do crime organizado gera concorrência desleal, reduz a arrecadação de impostos, afasta investimentos e aumenta os custos de operação para empresas que atuam dentro da legalidade.

Segundo investigadores, as facções utilizam empresas, fintechs, fundos de investimento e empreendimentos formais para lavar dinheiro e ampliar receitas, diversificando suas fontes de lucro além do tráfico de drogas.

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Brasil

Prazo para declaração anual do MEI termina neste domingo

Os microempreendedores individuais (MEIs) têm até este domingo (31) para entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). A prestação de contas é obrigatória para todos os MEIs, inclusive para aqueles que não registraram faturamento ao longo do ano. Quem perder o prazo estará sujeito à multa, cujo valor mínimo é de R$ 50, além de possíveis restrições junto ao cadastro da empresa.

A declaração, que reúne as informações de faturamento do ano-calendário anterior, pode ser enviada desde janeiro de 2026. Por meio da DASN-SIMEI, o microempreendedor informa a receita bruta obtida pela empresa ao longo do período, procedimento essencial para manter a situação cadastral do negócio em dia.

Quem não entregar a declaração dentro do prazo estará sujeito à aplicação de multa e poderá ter o CNPJ com situação irregular. Caso a omissão se prolongue por dois anos consecutivos, o microempreendedor corre o risco de ter o registro do MEI cancelado pelos órgãos competentes.

A Declaração Anual do Simples Nacional deve ser enviada de forma totalmente digital, por meio do portal do Simples Nacional. O procedimento não gera custos e pode ser realizado diretamente pelo próprio MEI, sem necessidade de intermediários.

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Brasil

ANÁLISE: Governo Lula chama críticos de “traidores” e rejeita classificar PCC e CV como terroristas, diz Cláudio Humberto

Foto: Reprodução

Em análise sobre a crise da segurança pública no Brasil, o jornalista Cláudio Humberto afirmou que o governo do presidente Lula (PT) tem resistido diante de propostas de cooperação internacional para o combate ao crime organizado.

Segundo o colunista, o Palácio do Planalto recusou ofertas de colaboração dos Estados Unidos voltadas ao enfrentamento de facções criminosas com atuação em fronteiras, presídios e comunidades brasileiras.

A publicação sustenta que o governo brasileiro também resiste à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, tema que ganhou repercussão após medidas recentes adotadas por Washington.

Cláudio Humberto afirma ainda que, em meio ao debate, o governo federal divulgou nota criticando opositores e utilizando a expressão “traidores da pátria”.

De acordo com o articulista, propostas envolvendo compartilhamento de inteligência, bloqueio internacional de recursos e ações coordenadas teriam sido rejeitadas pelo governo brasileiro.

Na avaliação do jornalista, enquanto aumenta a cobrança por medidas mais duras contra o crime organizado, o país enfrenta desafios em áreas marcadas pela violência, onde, segundo ele, a atuação de facções vem impondo obstáculos à presença do Estado.

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Copa do Mundo

Paraibano, Matheus Cunha é o camisa 9 da Seleção na Copa

Paraibano Matheus Cunha – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A CBF divulgou, neste sábado (30), a numeração dos jogadores da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. O atacante paraibano Matheus Cunha vai vestir a camisa 9 da amarelinha, usada por Ronaldo Fenômeno na conquista do último título mundial do Brasil, em 2002.

Jogador do Manchester United, Cunha tem 21 partidas pela Seleção Brasileira principal e um gol marcado. O jogador já foi campeão olímpico pela Seleção Brasileira, nos Jogos de Tóquio, em 2021.

Além de Matheus Cunha, outro paraibano que vai defender o país na Copa do Mundo de 2026 é o lateral-esquerdo Douglas Santos, do Zenit, da Rússia. Ele vai usar o número 16.

Neymar será o camisa 10 do time, Vinicius Júnior jogará com a 7 e o ponta Raphinha com a 11. A Copa começa no dia 11 de junho. Porém o Brasil estreia no dia 13 contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey.

Além da seleção marroquina, Haiti e Escócia estão no grupo da Seleção. Serão eles os próximos adversários dos brasileiros na competição.

Veja numeração de todos os jogadores da Seleção Brasileira

1 – Alisson
2 – Wesley
3 – Gabriel Magalhães
4 – Marquinhos
5 – Casemiro
6 – Alex Sandro
7 – Vinicius Jr.
8 – Bruno Guimarães
9 – Matheus Cunha
10 – Neymar Jr.
11 – Raphinha
12 – Weverton
13 – Danilo
14 – Bremer
15 – Léo Pereira
16 – Douglas Santos
17 – Fabinho
18 – Danilo Santos
19 – Endrick
20 – Lucas Paquetá
21 – Luiz Henrique
22 – Gabriel Martinelli
23 – Ederson
24 – Ibañez
25 – Igor Thiago
26 – Rayan

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Polêmica

Na prisão por golpe bilionário, Antonio Neto Ais lança curso de “como ficar rico”

Antonio Neto Ais lança curso de “como ficar rico”, enquanto cumpre prisão domiciliar por golpe

 

 

Condenado pela Justiça no caso Braiscompany, por desvio de R$ 1,11 bilhão, e atualmente em prisão domiciliar na Argentina, Antônio Neto Ais voltou a chamar atenção nas redes sociais ao anunciar uma mentoria em formato de aula gratuita para seguidores.

 

A divulgação foi feita por meio dos stories do Instagram, após uma série de interações em que Ais respondeu perguntas relacionadas a empreendedorismo, vendas, riqueza, coragem, disciplina e recomeço financeiro.

 

Em uma das publicações, o empresário afirmou que vinha recebendo diversos questionamentos sobre mentorias e informou que abriria uma aula gratuita destinada inicialmente a 50 participantes.

 

Posteriormente, diante do que classificou como uma grande procura pelo conteúdo, Antônio Neto Ais anunciou a ampliação das vagas. Segundo ele, as turmas passariam a ter limite de 100 participantes.

 

De acordo com o material divulgado em seu perfil, os integrantes da primeira turma receberiam o link de acesso em até 24 horas. Já os demais interessados seriam direcionados para as próximas turmas gratuitas que vierem a ser abertas.

 

Caso Braiscompany

Conforme a Polícia Federal, o casal Antônio Neto Ais e Fabrícia Farias Campos teria desviado cerca de R$ 1,11 bilhão por meio da Braiscompany, fazendo mais de 20 mil vítimas na captação de investimentos.

 

A condenação do chamado “casal Braiscompany” e dos demais envolvidos no esquema foi proferida em 13 de fevereiro de 2024. Na ocasião, o juiz Vinícius Costa Vidor, da 4ª Vara Federal de Campina Grande, publicou as sentenças relacionadas ao processo que investigou as fraudes atribuídas à empresa. O casal cumpre prisão domiciliar na Argentina, após meses foragidos.

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Brasil

Anvisa define que caneta de semaglutida brasileira terá teto de preço igual ao do Ozempic e do Wegovy

Foto: reprodução

A primeira caneta de semaglutida brasileira, o Ozivy, da EMS, deu o passo decisivo para chegar às farmácias: a Anvisa definiu o preço máximo que pode ser cobrado pelo medicamento. O teto fixado é o mesmo do Ozempic — R$ 803,44 sem o imposto. O valor permite que a EMS pratique preços próximos aos da concorrente estrangeira, mas a empresa afirmou que pretende cobrar 30% a menos.

A caneta foi anunciada nesta semana, após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A definição do preço máximo é uma etapa obrigatória para que qualquer medicamento possa ser comercializado no Brasil. É a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, quem estabelece esse teto e nenhuma farmácia pode cobrar acima dele.

Na decisão, a CMED enquadrou o Ozivy na chamada “categoria 4”, destinada a novas apresentações de medicamentos que já existem no mercado. Ou seja, o produto foi comparado ao Ozempic e ao Wegovy, e, por isso, pode praticar o mesmo preço máximo.

O preço máximo ao consumidor para as canetas de 1,5 ml — dosagem que a EMS também lançará — é de R$ R$ 803,44 sem ICMS.

O imposto varia entre os estados, o valor final muda conforme a região: em São Paulo, com alíquota de 18%, o teto chega a R$ 1.314,37; em Alagoas, onde a alíquota é de 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60. Para as versões de 3 ml, que a EMS também vai trazer ao mercado, o preço máximo sem imposto é de R$ 1.399,72.

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Paraíba

Violência contra mulheres e população negra apresenta queda, mas números seguem elevados na Paraíba

A violência contra pessoas negras e mulheres apresentou redução na Paraíba ao longo da última década, segundo os dados do Atlas da Violência 2026. Apesar da queda nos índices, os números ainda revelam cenários persistentes de desigualdade, vulnerabilidade social e concentração da violência entre grupos historicamente mais expostos.

Produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Atlas da Violência reúne dados oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos do Ministério da Saúde. O levantamento considera os registros entre 2014 e 2024 e busca subsidiar políticas públicas baseadas em evidências.

Pessoas negras seguem como maioria das vítimas

Mesmo com redução nos índices da violência letal, pessoas negras continuam sendo as principais vítimas de homicídios no Brasil.

Em 2024, o país registrou 32.820 homicídios de pessoas negras, número que representa 77% de todos os assassinatos contabilizados no período. Na prática, quase 90 pessoas negras foram assassinadas por dia no Brasil ao longo do último ano analisado.

Na Paraíba, o número de homicídios contra pessoas negras caiu de 1.342 casos em 2014 para 925 em 2024, redução de 31,1% na década.

Em relação às taxas, a queda foi ainda maior. O estado saiu de 54,8 homicídios por 100 mil habitantes negros em 2014 para 34,1 em 2024, redução de 37,8%, percentual superior ao registrado nacionalmente no mesmo período, que foi de 30,4%.

No Nordeste, a Paraíba aparece como o 5º estado com menor número de homicídios de pessoas negras registrados em 2024. Já no comparativo da última década, o estado foi o 4º da região com maior redução proporcional desses crimes.

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