Cerca de 3 mil servidores da Prefeitura de Campina Grande iniciaram greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (1º). A categoria cobra reajuste salarial.
A paralisação foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab) e deve atingir setores da administração municipal.
Segundo o sindicato, participam da greve garis, merendeiras, secretárias, servidores de serviços gerais e profissionais de apoio.
O presidente do Sintab, Franklyn Ikaz, afirmou que a categoria segue aberta ao diálogo com a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima.
A Paraíba está no centro das investigações sobre o suposto esquema conhecido como “indústria do limpa-nome”, que apura a atuação de associações, advogados e magistrados em ações judiciais destinadas a suspender temporariamente restrições de crédito de consumidores inadimplentes.
Segundo os dados apresentados na reportagem, dois magistrados paraibanos aparecem entre os investigados por decisões relacionadas ao caso. No entanto, ainda existe um terceiro que não foi mencionado na apuração do Fantástico. Juntos, eles teriam atuado em 66 ações apontadas pelas investigações, conforme apuração do Polêmica Paraíba.
O juiz Glauco Coutinho Marques, responsável pela comarca de Gurinhém, aparece vinculado a duas ações. Já a juíza Daniere Ferreira de Souza, da Vara Única da Comarca de Caaporã, é citada em 17 processos. O maior número de ações está relacionado ao juiz Josivaldo Félix Oliveira, da Vara Cível de João Pessoa, com 47 casos.
Ainda, de acordo com a reportagem do Fantástico, as investigações revelam que associações ingressavam com ações coletivas alegando supostas irregularidades em registros de inadimplência. Com base nesses processos, eram concedidas liminares que determinavam a retirada temporária das restrições dos sistemas de consulta ao crédito, como Serasa e SPC.
No caso de Glauco Coutinho, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) afirma que a associação Grupo Amigos do Consumidor (GAC), sediada em João Pessoa, teria utilizado um endereço de fachada em Caldas Brandão para direcionar processos à Comarca de Gurinhém. Segundo os investigadores, o objetivo seria fazer com que as ações fossem analisadas pelo magistrado.
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As apurações também investigam a suspeita de concessão sistemática de liminares favoráveis a entidades ligadas aos advogados investigados no caso, além de possíveis vantagens financeiras indevidas.
Já o juiz Josivaldo Félix Oliveira é investigado sob suspeita de recebimento de recursos indevidos em troca de decisões judiciais. Em razão das apurações, ele chegou a ser afastado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.
Em Caaporã, o Fantástico apontou que a juíza Daniere Ferreira de Souza teria concedido segundo a promotoria, 19 liminares à associação, beneficiando milhares de devedores. O Ministério Público e a Corregedoria do Tribunal de Justiça da Paraíba investigam a juíza.
As investigações seguem em andamento, e os magistrados citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa. O espaço fica aberto para manifestação dos citados na matéria.
O Ministério Público Eleitoral emitiu alerta a prefeitos de cidades da Paraíba sobre a proibição do uso político dos festejos juninos em ano eleitoral. O órgão reforçou que o São João não pode ser transformado em palanque eleitoral.
Segundo a recomendação, estão proibidos durante os eventos discursos políticos, autopromoção, divulgação de ações administrativas, ataques a adversários, promoção de pré-candidaturas e pedidos de voto, diretos ou indiretos.
O Ministério Público também vetou o uso de palcos, microfones, telões, sistemas de som, locuções oficiais e intervalos de shows para fins eleitorais. O descumprimento poderá gerar medidas da Justiça Eleitoral e responsabilização dos envolvidos.
As recomendações foram encaminhadas a prefeitos de cidades como Campina Grande, João Pessoa, Patos, Cabedelo e Sousa. O documento foi assinado pelos procuradores Marcos Queiroga e Bruno Galvão.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes defendeu, nesta segunda-feira (1), a regulamentação das plataformas digitais durante evento organizado pelo ministro Gilmar Mendes. Ele afirmou que as chamadas “big techs” coletam dados de usuários sem autorização para fazer uma “lavagem cerebral“.
“Nessa ingenuidade, não percebemos que as Big Techs pegaram dados de todos sem autorização. A partir dos algoritmos não randômicos se faz uma manipulação de dados para se realizar uma verdadeira lavagem cerebral nas chamadas bolhas”, disse Moraes.
Segundo Moraes, as empresas de tecnologia não podem operar sem regras e devem ser responsabilizadas pelos efeitos de suas atividades, principalmente com o avanço da inteligência artificial e a circulação de conteúdos nocivos.
Após ser aprovada pela Câmara, a PEC que acaba com a escala 6×1, reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece duas folgas por semana, aguarda análise do Senado. A expectativa é que a proposta seja votada antes do recesso parlamentar de julho.
O texto ainda precisa ser encaminhado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para iniciar a tramitação. Nesta semana, ele deve se reunir com líderes partidários para discutir o andamento da PEC, mas, segundo fontes próximas ao senador, o calendário regimental deve ser mantido.
O primeiro passo será a análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou estar otimista e acredita que a proposta possa ser aprovada pela comissão em cerca de três semanas. Antes disso, a CCJ deve realizar uma audiência pública para ouvir trabalhadores e empregadores.
A Paraíba voltou a ganhar destaque em rede nacional. O estado foi citado em uma reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (31), sobre a suposta “indústria do limpa-nome”, esquema investigado em diversos estados do país.
Segundo a reportagem, juízes paraibanos estão entre os investigados por suposta participação em decisões judiciais que beneficiavam ações coletivas destinadas à retirada temporária de restrições de crédito de consumidores inadimplentes.
Um dos juízes citados é Glauco Coutinho Marques, que, segundo o Ministério Público, teria concedido decisões favoráveis a entidades investigadas. As apurações apontam suspeitas de pagamento de vantagens indevidas para a emissão das liminares. O magistrado é réu no processo e está afastado do cargo desde 2024.
Outro nome mencionado é o da juíza Daniere Ferreira de Souza, que também é investigada por órgãos de controle em razão de decisões relacionadas ao esquema.
As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer a participação de associações, advogados e magistrados no esquema, além de verificar a legalidade das liminares concedidas.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informou que a bandeira tarifária seguirá amarela em junho. Com isso, permanece o acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz.
De acordo com a Agência, a medida ocorre devido ao período seco no país, que reduz a geração de energia pelas hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo maior.
“De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho”, pontuou a ANEEL.
Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR), na edição 2026 do ranking Global 2000, mostra que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) seguem entre as universidades mais bem colocadas do mundo. A UFPB ocupa a 1.284ª posição mundial, enquanto a UFCG aparece na 1.962ª colocação.
Apesar disso, as duas universidades paraibanas estão entre as 45 das 52 instituições brasileiras que perderam posições em relação ao ano passado.
Segundo o CWUR, o recuo das instituições brasileiras está relacionado principalmente ao desempenho em pesquisa científica e ao avanço de universidades estrangeiras. O presidente do CWUR, Nadim Mahassen, afirmou que a perda de competitividade das universidades do país está ligada à insuficiência de investimentos no setor.
A pesquisa divulgada nesta segunda-feira (1º) pelo Instituto REAL TIME BIG DATA mostra que metade dos brasileiros desaprova o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, 50% desaprovam a gestão, enquanto 43% aprovam. Outros 7% não souberam ou não responderam.
Os números permanecem estáveis em relação à pesquisa anterior, divulgada em maio, quando Lula registrava 42% de aprovação e 52% de desaprovação. A diferença está dentro da margem de erro.
O levantamento entrevistou 2.000 pessoas entre sexta-feira (29) e sábado (30). A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-05864/2026.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP), reafirmou, em entrevista à BBC News Brasil, sua posição favorável à chamada taxa das blusinhas, um imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, criado em 2024 e revogado em ano eleitoral.
Haddad disse que não mudou de opinião sobre a medida, apesar do recuo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que considerou o imposto uma ação necessária para proteger a indústria nacional. “Eu não mudei de opinião porque eu ouvi todos os governadores, todos os líderes partidários, a indústria, o comércio e cheguei a essa conclusão.”
Segundo Haddad, a taxa foi criada para equiparar a tributação entre lojas físicas e virtuais. Ele argumenta que uma loja física não pode pagar mais impostos que uma virtual, posição apoiada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que apontou a preservação de empregos como um dos efeitos da medida.
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