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Cantor João Lima vira réu por tentativa de feminicídio contra ex-esposa

Cantor João Lima se entrega à polícia e é preso na Paraíba por agressões contra a ex-esposa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

A Justiça da Paraíba acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra ocantor João Lima por tentativa de feminicídio e o tornou réu no processo de violência doméstica contra a ex-esposa. A decisão foi assinada pela juíza Graziela Queiroga no dia 20 de fevereiro. As informações são do Portal g1, que teve acesso ao teor dos documentos nesta quarta-feira (25).

Na denúncia, o MPPB aponta que João Lima deve responder pelos seguintes crimes:

  • tentativa de feminicídio, com agravantes de meio cruel (asfixia) e recurso que dificultou a defesa da vítima;
  • estupro;
  • lesão corporal no contexto de violência doméstica;
  • induzimento ao suicídio;
  • ameaça;
  • violência psicológica contra a mulher.

A juíza determinou que o réu seja oficialmente informado do processo. Depois disso, João Lima tem 10 dias para apresentar sua defesa inicial, com suas versões do fatos, apresentação de documentos e indicação de testemunhas.

“Isso não é uma condenação, mas também não é algo simples. É o reconhecimento de que há indícios concretos de autoria e materialidade, e que o caso precisa ser enfrentado com seriedade. Para a Rafaella, isso tem um peso muito grande. Porque deixa de ser apenas a dor dela narrada e passa a ser uma acusação formal, construída com base em provas, laudos e depoimentos”, afirmou a advogada da ex-esposa de João Lima, Dayane Carvalho.

João Lima está preso desde o dia 26 de janeiro de 2026, no Presídio do Róger, em João Pessoa. A Justiça decidiu que o réu deve continuar preso para garantia da ordem pública e para garantir a aplicação da lei penal. Ainda que haja um habeas corpus pendente de julgamento, a juíza entendeu que nada mudou até agora que justifique soltar o réu.

Relembre o caso

O cantor paraibano João Lima passou a ser investigado por violência doméstica contra a ex-esposa, após vídeos divulgados em redes sociais mostrarem agressões. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa.

Após a repercussão do caso, a ex-esposa de João Lima, a ex-esposa publicou um texto nas redes sociais onde confirmou publicamente, pela primeira vez, a violência sofrida. Ela relatou que está enfrentando “uma dor que atravessa o corpo, a alma e a história”, e disse que “não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém”.

Segundo os autos do processo, as agressões registradas por uma câmera de segurança ocorreram em 18 de janeiro. Na denúncia, João Lima “teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos”. Ainda de acordo com o documento, ele teria entregado uma faca à mulher e mandado que ela se matasse.

Três dias depois, o cantor teria ido à casa da mãe da vítima e feito novas ameaças, afirmando que “acabaria com a vida dela caso não reatasse o relacionamento” e que, se ela se envolvesse com outra pessoa, “mataria ambos”.

A advogada da vítima, Dayane Carvalho, afirma que não houve episódios de violência durante os dois anos de namoro. Já depois do casamento, câmeras internas da casa do casal registraram algumas das agressões.

A vítima e João Lima se casaram em novembro de 2025, e as agressões começaram ainda na lua de mel. “Cinco dias depois, quando eu estava na minha lua de mel, ele já me bateu.”

A defesa da vítima informou que, em um dos episódios registrados, o casal já estava separado, após a vítima pedir um tempo no relacionamento. Nesse período, ela voltou a morar com os pais e ainda não havia contado sobre as agressões.

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Operação contra influenciadora suspeita de forjar sequestro cumpre mandado em João Pessoa

Operação prende influenciadora digital que teria forjado o próprio sequestro para ganhar seguidores

Uma influenciadora digital foi detida durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco, nesta terça (24), por suspeita de forjar o próprio sequestro. Monniky Fraga é uma das pessoas detidas e levadas para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. O outro preso é o marido de Monniky.

Um homem que seria o responsável pela trama do suposto sequestro acabou sendo morto durante as investigações. O nome dele não foi divulgado oficialmente pela polícia.

Segundo a Polícia Civil, a Operação Cortina de Likes também cumpre outro mandado de prisão e dois de busca e apreensão, em Igarassu, no Grande Recife, João Pessoa (PB) e Várzea Paulista (SP).

Ainda segundo a polícia, a investigação foi iniciada em abril de 2025, para identificar e desarticular uma associação criminosa envolvida em extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime.

Todos os mandados foram expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Igarassu. Trinta policiais participaram da ação.

Os presos e os materiais apreendidos foram levados para o GOE.

A operação teve apoio da polícia de São Paulo. Segundo as primeiras informações, a influenciadora teria forjado o sequestro dela e do marido, identificado como Lucas, em 2025.

Na época, ela concedeu entrevistas para emissora de TV, dizendo que havia sido levada por três homens, que exigiram dinheiro do resgate. Os criminosos teriam pedido R$ 100 mil e o valor pago pelo resgate seria de R$ 6 mil.

Em entrevista a emissora de TV, nesta terça, o advogado da influenciadora, Alexandre da Costa, classificou a operação como “aberração jurídica”. Segundo ele, trata-se de uma ação “midiática”. O defensor disse que, ao contrário das informações da polícia, ela não forjou no sequestro e foi levada, de fato, pelos criminosos.

“Ela não precisava de engajamento nem de likes. Também não tinha necessidade de ficar com os R$ 6 mil. Foi um sequestro feito por amadores e ela não tem envolvimento”, declarou.

Diário de Pernambuco

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Trump anuncia trégua de 5 dias com o Irã após ‘conversas muito boas’ sobre fim da guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma trégua de 5 dias com o Irã.Em post na rede Truth Social, Trump afirmou que representantes dos dois países tiveram “conversas muito boas e produtivas” no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana.

“Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento”, declarou.

Pouco depois do post, o Irã negou conversas com EUA e disse que Trump recuou após ameaças de Teerã.

Segundo o site americano Axios, as negociações citadas por Donald Trump ao anunciar trégua com o Irã foram feitas por altos funcionários da Turquia, Egito e Paquistão com o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

A declaração ocorre um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar “completamente” o Estreito de Ormuz, e atacar as usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem as bases americanas em toda a região do Golfo.

Foi uma resposta a Trump, que no sábado (21) falou em “obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse totalmente o estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo limite venceria por volta das 19h44, no horário de Brasília, desta segunda-feira.

Um ataque às instalações energéticas iranianas seria considerada uma escalada significativa na guerra que os dois países travam há mais de três semanas.

Trump dá ultimato para o regime dos aiatolás reabrir o estreito de Ormuz.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária iraniana disse também que, em caso de ataque a essas instalações iranianas, eles irão:

  • “destruir completamente” empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana;
  • considerar como “alvos legítimos” instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA.

Antes da fala da Guarda Revolucionária, o governo iraniano já havia reagido por meio de outras autoridades à ameaça de Trump.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse nas redes sociais que o país irá “destruir de forma irreversível” infraestruturas críticas e instalações de energia no Oriente Médio.

As Forças Armadas iranianas também afirmaram que o eventual indicado por Trump resultará em represálias contra todas as infraestruturas de energia pertencentes aos EUA na região serão alvo de uma eventual resposta de Teerã.

A reação menos inflamatória foi do embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), a agência marítima da ONU. Ali Mousavi afirmou que o estreito permanece fechado apenas para navios dos “inimigos do Irã” e que o Irã quer contribuir para a passagem segura das demais embarcações.

g1

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Vorcaro relatou reunião com Anitta, o irmão dela e empresários de bet

Vorcaro e Anitta

O banqueiro Daniel Vorcaro, que comandou o Banco Master, relatou uma reunião com a cantora Anitta, o irmão dela e empresários ligados ao setor de apostas esportivas. As informações são da Coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.

Na conversa obtida pela coluna, registrada em 9 de setembro de 2024, Vorcaro relata que teria mediado o encontro entre os convidados. “A Anitta vai vir agora com o irmão dela. Vamos fazer uma reunião bem rápida, de no máximo uma hora. Já falei que às 22h todo mundo out [fora], porque tenho jantar com o amor da minha vida”, escreveu à sua então namorada, Martha Graeff.

Em seguida, Graeff questiona quem mais participaria do encontro, e o banqueiro detalha: “São quatro amigos meus, sócios de um negócio de bet, a Anitta e o irmão dela”.

Em outro trecho, a companheira do empresário demonstra resistência em cruzar com a cantora. “Você se importa em encontrar com a turma?”, perguntou Vorcaro. “Eu não vou encontrar com ela, já falei”, respondeu Graeff.

Empresa de bet patrocinou evento de Anitta

Dois dias depois dos diálogos mencionados, em 11 de setembro do mesmo ano, Anitta participou da premiação do MTV Video Music Awards, realizada em Nova York, nos Estados Unidos, país onde Vorcaro morava à época.

Não há informações sobre qual seria o “negócio de bet” mencionado pelo banqueiro. Recentemente, a plataforma Bet.Bet foi uma das patrocinadoras oficiais da turnê “Ensaios da Anitta” em 2025. O tema daquela edição foi “Maratona da Jogação”, homenageando modalidades esportivas.

O irmão de Anitta, Renan Machado, é sócio da cantora e considerado o seu braço direito. Ele já exerceu as funções de produtor executivo e empresário, com atuação na gestão da carreira e em projetos profissionais.

As mensagens interceptadas no celular Daniel Vorcaro fazem parte da investigação da PF que fundamentou a terceira fase da Operação Compliance Zero. Não há informação de que a cantora seja investigada ou tenha envolvimento com o caso Master.

Metrópoles

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Daniel Vorcaro assina acordo de confidencialidade para iniciar delação

 

Como vazamento de mensagens de Vorcaro pode afetar processo
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com as autoridades envolvidas na investigação do caso da fraude do Banco Master. Esta é a primeira etapa formal para dar início às negociações para um acordo de colaboração premiada.

O documento foi assinado entre o empresário, a defesa dele, a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal.

Também nesta quinta-feira (19), o dono do Banco Master foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, para discutir os termos de seu acordo.

A transferência foi feita de helicóptero e com medidas tanto para garantir a segurança de Vorcaro quanto para evitar risco de fuga.

A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que relata o inquérito sobre irregularidades relacionadas à instituição financeira.

A rotina na penitenciária federal é a mais rígida do sistema de privação de liberdade. No local, Vorcaro só tinha contato com seus advogados por meio de um parlatório, com divisão de vidro e gravação. A defesa pediu a Mendonça depois da chegada dele à unidade para que pudesse falar com o cliente sem ser gravada, o que foi concedido pelo relator.

Na Superintendência da PF, o acesso e as condições impostas a ele são mais flexíveis.

A partir de agora, ele começa a ter reuniões com os próprios advogados para debater os fatos investigados. As primeiras reuniões são feitas internamente, entre colaborador e defesa.

Quando eles entenderem que estão preparados, passam a discutir o material reunido com as autoridades.

Processo

Neste momento, tem início um processo de checagem sobre o que os investigadores entendem fazer ou não sentido, ser insuficiente, se tem ou não prova para corroborar a narrativa feita por Vorcaro. Esta etapa serve para fechar uma base de fatos e depois disso é que se avança para os depoimentos em si.

A decisão de Mendonça foi tomada a pedido da defesa de Vorcaro. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também ficou preso na Superintendência até janeiro deste ano, quando foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, área conhecida como Papudinha.

Folha de S. Paulo

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Megaoperação da PF investiga aumento abusivo de combustíveis na Paraíba

    O Ministério da Justiça, Polícia Federal F e Procons deflagraram, nesta quinta-feira (19), uma operação nas distribuidoras de combustíveis na Paraíba

    A operação visa combater aumentos abusivos nos combustíveis.

    Participam junto com a Senacon e Polícia Federal, os Procons Municipais de João Pessoa, Cabedelo e o Procon Estadual da Paraíba.

    De acordo com o Procon-JP, o combustível registou um aumento de quase R$ 0,30 em uma semana, sem que houvesse um anúncio prévio da Petrobrás.

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Dino proíbe aposentadoria compulsória como ‘punição’ e fixa perda de cargo

Supremo Tribunal Federal

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (16) que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar a perda do cargo de magistrado como a maior punição por violações disciplinares.

Ou seja, a aposentadoria compulsória deixa de ser a principal sanção para casos mais graves. A medida era duramente criticada porque afastava o juiz da função, mas mantinha o salário proporcional ao tempo de serviço.

“Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade, depende de ação judicial”, destaca o ministro na decisão.

Antes da decisão de Dino, a aposentadoria compulsória era considerada “pena máxima” administrativa. A medida está prevista na Lei Orgânica da Magistratura pra juízes que cometem infrações graves.

R7

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Polícia Civil afasta delegado após praticar ato obsceno contra criança em praia de João Pessoa

(Foto: Secom-PB)

Um delegado da Polícia Civil foi afastado após ser acusado de importunação sexual contra uma criança de 9 anos, na praia do Bessa, em João Pessoa. O caso ocorreu nesse domingo (15).

Segundo relatos de uma comerciante que trabalha em um quiosque da praia, o homem teria mostrado as partes íntimas para a criança, que é filha dela.

A mulher também disse que outras pessoas relataram que o homem estava fazendo atos obscenos na presença de clientes no local e, ao ser repreendido, ameaçou dizendo que “não sabiam com quem estavam mexendo”.

O delegado foi conduzido para a Delegacia Integrada de Segurança Pública (DISP), no bairro de Manaíra, para prestar depoimento.

A Polícia Civil vai instaurar um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do delegado no caso.

Portal Correio

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Efraim Filho confirma que assumirá presidência do PL da Paraíba

Efraim diz que nada muda na campanha com Ricardo sem poder disputar vaga no  Senado – Politica & ETC

O senador Efraim Filho (União Brasil) confirmou que vai assumir a presidência estadual do PL. Durante um evento em Guarabira, Efraim detalhou que está, inclusive, no processo de montagem das chapas proporcionais para a ALPB e a Câmara Federal.

“Tudo alinhado, eles fizeram o convite para que a gente assumisse a presidência. Nós aceitamos o convite e vamos poder conduzir o PL. Já estamos trabalhando, ajudando a montar as chapas de deputado federal.”

Efraim é o pré-candidato da Direita na Paraíba. A chapa ainda conta com o nome do ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que disputará ao Senado.

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EUA avaliam voltar a sancionar Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky

Foto: Antonio Augusto/STF

O governo do presidente Donald Trump estuda a possibilidade de voltar a aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base na chamada Lei Magnitsky.

A informação é da colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles. Moraes chegou a ser sancionado pelo governo dos Estados Unidos em julho de 2025, medida que impôs restrições para uso de serviços de empresas americanas e determinou o congelamento de eventuais ativos e propriedades vinculadas ao ministro no país. A punição também foi estendida à advogada Viviane Barci de Moraes e a uma empresa ligada a ela, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos. As sanções foram suspensas em dezembro do mesmo ano.

De acordo com informações obtidas junto a fontes ligadas ao governo americano, a possibilidade de retomar as punições voltou a ser discutida nos últimos meses dentro da administração Trump. O acompanhamento da atuação de Moraes estaria sob responsabilidade de Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Recentemente, Moraes autorizou Beattie a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em uma ala do Complexo da Papuda, em Brasília. A visita faz parte da agenda do representante americano na capital federal, onde também deve se reunir com políticos de oposição.

Nos bastidores, uma das principais fontes de tensão entre Moraes e o governo Trump envolve a relação do ministro com grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, conhecidas como “Big Techs”. Em 2024, Moraes determinou a suspensão da rede social X no Brasil por 39 dias, após disputas judiciais com a plataforma controlada pelo empresário Elon Musk.

A visão do ministro sobre a regulação das plataformas digitais também é alvo de críticas nos EUA. Em seu livro Democracia e Redes Sociais: Desafio de Combater o Populismo Digital Extremista, lançado em 2024, Moraes defende a criação de regras mais rígidas para responsabilizar empresas de redes sociais por conteúdos impulsionados por seus algoritmos. O governo americano avalia que esse tipo de abordagem pode representar riscos à liberdade de expressão e influenciar debates jurídicos em outros países.

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