Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram uma nova tecnologia de teste para avaliar o diagnóstico de covid-19 pela saliva utilizando luz. A formulação foi feita por um grupo do Laboratório de Bioanalítica e Eletroquímica da instituição de ensino. Os estudiosos adotaram uma técnica denominada entre os especialistas de eletroquimioluminescência.
Segundo esta técnica, um sinal elétrico é aplicado na saliva de um paciente. Caso haja o vírus na saliva da pessoa, esse sinal produz uma reação química e mostra o resultado na forma de aparição de luz vermelha, apontando o diagnóstico. Se o aparelho utilizado não ascender, o diagnóstico é negativo.
De acordo com os pesquisadores, é possível obter o resultado do diagnóstico em até uma hora e ele tem precisão semelhante ao do teste laboratorial RT-PCR. O teste indica a presença ou não do vírus e a carga viral. Outra vantagem apontada pelos autores da pesquisa é a análise de 20 amostras ao mesmo tempo.
O dispositivo utilizado para o teste também pode ser conectado a um smartphone. Assim, ele “roda” sem a necessidade de um técnico especializado para comunicar o resultado do exame realizado.
O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas com imunização completa contra a Covid-19 entre vacinados de duas doses (Pfizer, AstraZeneca e Coronavac) e dose única (Janssen). Apesar disso, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Juarez Cunha, há um número expressivo de pessoas que já poderia ter completado seu esquema vacinal ou recebido a primeira dose, mas que ainda não foram aos postos de saúde.
“É claro que a gente tem que festejar estes quase 50% da população com a dose plena, com duas doses ou dose plena, e os 71% que já receberam a 1ª dose. Ao mesmo tempo, nos preocupa que, se nós temos 151 milhões de pessoas que receberam a 1ª dose, significa que temos cerca de 30 milhões de pessoas que poderiam ter se vacinado e ainda não se vacinaram”, ressaltou o executivo em entrevista à CNN.
Cunha detalha que estes indivíduos estão incluídos no público-alvo da campanha, ou seja, não fazem parte do número de crianças menores de 12 anos, que ainda aguarda a autorização de uma vacina contra a Covid-19 para as faixas etárias mais baixas. “Precisamos melhorar ainda mais nossas coberturas vacinais, lembrando que a proteção do indivíduo também impacta a proteção do coletivo”, defendeu.
No total da semana epidemiológica encerrada neste sábado, foram notificadas 2.323 mortes pela doença – é o menor número semanal desde os primeiros meses da pandemia, no ano passado.
A última vez em que o número de mortes em uma semana foi mais baixo do que isso foi entre 19 e 25 de abril de 2020, quando a pandemia estava havia pouco menos de dois meses no Brasil e 1.669 novos óbitos foram confirmados.
O número de novos casos notificados nesta semana – 71.545 – é também o menor desde a semana encerrada em 9 de maio (59.543).
As médias móveis de óbitos e de infecções estão em tendência de queda e ficaram em 332 e 10.221, respectivamente, neste sábado.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que todos os brasileiros serão vacinados contra a Covid-19 até o fim de 2021. A declaração foi dada durante evento pelo “Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação”, em São Luís, no Maranhão.
“Estamos nos preparando para sair da maior crise sanitária que a humanidade já enfrentou. Isso se deve ao esforço conjunto de todos nós. Eu tenho certeza de que haveremos de vencer em breve essa pandemia. Isso eu posso me comprometer com vocês porque eu sei que até o final do ano toda a população brasileira estará imunizada”, disse.
Queiroga lembrou que o Brasil chegou à marca dos 100 milhões de pessoas vacinadas com as duas doses de uma vacina anti-Covid ou com um imunizante de dose única. O total corresponde a 47% da população.
De acordo com o Localiza SUS, mais de 149 milhões de pessoas, cerca de 70% dos brasileiros, já receberam ao menos uma dose.
Desse total, 42,3% foram imunizados com a vacina da AstraZeneca e 31,5% com a CoronaVac. Os imunizantes da Pfizer e da Janssen correspondem a 24,2% e 1,9% das aplicações, respectivamente.
Durante o evento deste sábado, Queiroga afirmou que o Brasil sempre foi referência em campanhas de vacinação e que desempenha o mesmo papel durante a pandemia. O ministro criticou a exploração política da imunização e disse que o governo federal trabalha para que em breve as pessoas possam se ver “livres de máscaras, de distanciamentos”.
O Governo Federal e a Johnson & Johnson, fabricante da vacina de dose única da Janssen, confirmaram que o contrato entre as partes será cumprido. Além da antecipação de 1,8 milhão de doses ocorrida em junho, 36,2 milhões serão entregues até o final do ano pela J&J.
O Brasil também recebeu outros 3 milhões de doses em julho, por meio de doação do governo dos Estados Unidos.
Questionado pela CNN, o Ministério da Saúde ainda não respondeu como esse novo lote de imunizante será utilizado, já que a Janssen é dose única e só está autorizada em adultos.
A empresa informou à CNN que os estudos mostraram que quando um reforço da vacina foi administrado seis meses após a dose única, os níveis de anticorpos aumentaram nove vezes após uma semana e continuaram a subir para 12 vezes mais após quatro semanas a partir do reforço.
Já com o reforço administrado dois meses após a primeira dose, os níveis de anticorpos aumentaram de quatro a seis vezes mais do que os observados após a dose única.
A companhia forneceu os dados disponíveis para a Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês), dos EUA, órgão correspondente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). E planeja enviar os dados para o governo brasileiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Grupos Técnicos Consultivos Nacionais sobre Vacinação (GTCVs ou NITAGs) em todo o mundo para auxiliar na tomada de decisão e estratégias locais de administração de vacinas, conforme necessário.
Mas apenas 4,8 milhões de brasileiros poderiam receber a possível dose de reforço, número recebido e aplicado no país. Não existem estudos divulgados sobre a intercambialidade (mistura de diferentes imunizantes).Sobrariam 31,4 milhões de doses. A validade da vacina, a partir da fabricação, é de 2 anos quando armazenada a -20 graus Celsius, e apenas seis meses quando refrigerada a temperaturas entre 2 e 8 graus Celsius, que é o que acontece na imensa maioria dos municípios brasileiros.
Até o momento, a Janssen só conseguiu autorização pra uso emergencial junto a Anvisa. A empresa informou também que “Segue trabalhando em estreita cooperação com a Agência nesse processo para obter todas as certificações necessárias e avançar com o pedido de registro definitivo de sua vacina contra a COVID-19 para indivíduos com 18 anos ou mais até o final de 2021”.
A reportagem também questionou a Anvisa e o Ministério da Saúde sobre o registro definitivo e se a doação de vacinas da Janssen é uma possibilidade. Até o fechamento desta matéria não houve resposta. Governo e empresa não divulgaram a data de entrega do próximo lote do imunizante no Brasil.
Chegou neste sábado (16) ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), mais um lote de 4,5 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19. As informações são da Agência Brasil.
Os imunizantes do laboratório norte-americano chegaram em dois voos no início da manhã. Mais um carregamento com 1,3 milhão de doses está previsto para chegar neste domingo (17).
Os lotes fazem parte do contrato assinado com o Ministério da Saúde para fornecimento de 100 milhões de doses da vacina até dezembro. A farmacêutica já fez a entrega de 100 milhões de doses previstas no primeiro termo assinado com o governo brasileiro.
O Ministério da Saúde já distribuiu 310,5 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus de quatro laboratórios para serem aplicadas em todo o país. Até o momento, 101,3 milhões de pessoas foram completamente imunizadas contra a doença com duas doses ou vacina de dose única.
A diretora médica da MSD Brasil, Márcia Datz Abadi, afirmou que a farmacêutica norte-americana pretende “falar com a Anvisa muito em breve” sobre o pedido de autorização para o uso emergencial do medicamento molnupiravir no tratamento de covid-19.
Na última 2ª feira (11.out.2021), a empresa, também conhecida como Merk, anunciou que solicitou à FDA (Food and Drug Administration, agência regulatória dos EUA) a autorização do uso emergencial do comprimido depois que resultados preliminares mostraram uma redução de 50% nos riscos de hospitalização e morte em pessoas com casos leves e moderados da doença.
A diretora médica avalia que no momento não é possível especificar uma data devido à necessidade de atender os requerimentos da FDA, mas afirma que já houve conversas preliminares sobre o medicamento com a agência regulatória do Brasil
Produzido pela farmacêutica norte-americana, o molnupiravir é um antiviral oral que impede a replicação do vírus. Ele foi descoberto a partir de um estudo inicial da biotech RidgeBack Biotherapeutics que analisava o remédio contra o Sars-CoV-1 e o MERS – vírus causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na tarde dessa sexta-feira (15) a antecipação do intervalo na vacina AstraZeneca.
Com a mudança, o intervalo no imunizante cairá de 12 para oito semanas.
“A partir de agora, o intervalo entre as doses da vacina da AstraZeneca foi reduzido de 12 para 8 semanas. Então, fique atento e não perca o prazo p/ completar sua imunização. Só assim vc garante a máxima proteção contra a #Covid19. Vamos voltar à normalidade o + breve possível!”, afirmou Marcelo Queiroga.
A Fiocruz está em “conversas avançadas” com a empresa farmacêutica americana MSD para determinar um modelo de cooperação técnica para produzir no Brasil o antiviral molnupiravir.
A nova droga desenvolvida contra a covid-19 se revelou muito promissora no tratamento da doença em estudos conduzidos no exterior. Segundo a farmacêutica, o remédio reduziu em aproximadamente 50% os riscos de internação e morte em um estudo de fase 3.
Esta semana, a MSD solicitou à agência reguladora de drogas e alimentos dos EUA (FDA na sigla em inglês) autorização para uso emergencial do remédio. Se a droga receber sinal verde da FDA, será o primeiro medicamento oral indicado para casos leves e moderados de covid-19.
A nova droga é um antiviral que funciona “atrapalhando” a replicação do Sars-CoV-2. O vírus é induzido ao erro no momento da replicação e perde a força. Ele deve ser aplicado ao longo de cinco dias. Atualmente, o tratamento nos EUA está custando cerca de US$ 700 (R$ 3,5 mil).
Caso as negociações sejam bem sucedidas, a ideia é fabricar o remédio em Farmanguinhos, no Rio de Janeiro. Para que seja produzido e distribuído no Brasil, o medicamento precisa, inicialmente, do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial no País. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) também precisa avaliar se o produto será incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O primeiro estudo clínico global com o molnupiravir revelou que o antiviral reduziu em aproximadamente 50% o risco de hospitalização e morte. Até o 29º dia do experimento, nenhuma morte foi relatada entre os pacientes que receberam o medicamento. No grupo que tomou placebo (substância inócua), no entanto, foram registrados oito óbitos.
Os dados demonstraram que 7,3% dos pacientes que receberam o molnupiravir tiveram que ser hospitalizados ou morreram em comparação com 14,1% dos que foram tratados com placebo.
O remédio se revelou eficaz contra as variantes Gama, Delta e Mu do Sars-CoV-2. O resultado foi considerado tão bom que o estudo foi suspenso antes do previsto para que as pessoas que estavam recebendo placebo pudessem também receber o remédio.
Na semana passada, a Fiocruz anunciou que o remédio começa a ser testado no Brasil em fase 3 para o uso profilático pós-exposição (PEP). Estão sendo recrutadas pessoas expostas ao vírus que não tenham sido ainda vacinadas. Caso se revele eficiente também como prevenção à doença, será o primeiro “tratamento precoce” contra a covid-19 comprovado cientificamente.
Os participantes receberão o tratamento (ou o placebo) durante cinco dias e serão acompanhados por 29 dias. O objetivo é testar a segurança e a eficácia do remédio na prevenção da doença.
Em entrevista ao programa Pingo nos Is, da rádio Jovem Pan nacional, na noite desta sexta-feira (15), o deputado estadual e presidente da CPI da Covid na ALRN Kelps Lima revelou que mais da metade dos R$ 48 milhões que o Consórcio do Nordeste pagou por respiradores seria para propina.
“A documentação é estarrecedora. Havia um conluio, uma negociação de mais de 50% do valor pago dos R$ 48 milhões seria só para desvio, com propina. A operação deu errado porque ela foi toda desastrosa e nenhum respirador foi entregue. Os estados perderam 100% do dinheiro investido”, revelou Kelps em entrevista à Jovem Pan.
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